terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Polícia prende homem suspeito de matar ex-namorada na Grande SP



Crime aconteceu no dia 20 de dezembro do ano passado, em Embu.
Suspeito foi preso na Zona Norte de São Paulo nesta segunda (17).


Foi preso nesta segunda-feira (17), em uma estação de metrô na Zona Norte de São Paulo, o homem suspeito de matar a tiros a ex-namorada e fonoaudióloga Cibele Pereira Soares, de 29 anos, segundo a Polícia Militar.
Cibele foi assassinada com cinco disparos na noite de 20 de dezembro de 2010, na porta de casa, em Embu, na Grande São Paulo. O namoro entre os dois durou seis meses, mas, segundo a família da vítima, o rapaz nunca aceitou o fim do relacionamento.
Um pedido de prisão temporária do suspeito foi emitido pela Justiça no início de janeiro. Desde então, ele era considerado foragido. O ex-namorado foi levado para a Delegacia Central de Embu.

Temperamento agressivo
Segundo a artesã Maria da Conceição Aparecida Soares, mãe de Cibele, a fonoaudióloga chegou do trabalho no horário de sempre, às 23h30, do dia 20 de dezembro. Ela estacionou o carro em uma garagem alugada e caminhava até o portão de casa. Foi quando ela foi atingida pelos disparos.
O temperamento agressivo do suspeito foi o motivo do rompimento do relação. De acordo com Maria da Conceição, Cibele nunca procurou a polícia para denunciar o ex-namorado. “Ele falou que ia ‘picá’ ela em picadinho e ficamos seis meses sofrendo essas ameaças”, relata a mãe da vítima.


G1

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sônia Bridi relata bastidores da tragédia no Rio e faz apelo: “Quem puder, ajude”



A repórter revela como foi acompanhar de perto a destruição causada pelo temporal que atingiu a Região Serrana do estado.

Em entrevista ao Canal F, a repórter Sônia Bridi relata os bastidores da cobertura da tragédia na Região Serrana do Rio causada pelas chuvas. Este já é considerado o mais grave desastre natural da história do Brasil.
"A gente não consegue, mesmo com todo este imenso esforço, mostrar a tragédia em toda a sua dimensão. Tem coisas que simplesmente não cabem no áudio e no vídeo de uma televisão", afirmou a repórter.
Ela acompanhou o sofrimento das famílias e a solidariedade de voluntários que resgatam os corpos e ajudam as vítimas a deixarem as regiões isoladas.



FANTÁSTICO

Médico legista diz que morte de Joanna poderia ter sido evitada


Sérgio Cunha constatou que a menina sofria de estresse
Acabou por volta das 16h30 o depoimento da primeira testemunha da audiência do caso da menina Joanna, que ocorre nesta segunda-feira (17). O médico legista Sérgio Cunha, do Gate (Grupo de Apoio Tático Especializado), falou por cerca de duas horas e meia e revelou que, de acordo com sua perícia, a morte poderia ter sido evitada.
- Se houvesse uma busca pela causa das convulsões, atitudes poderiam ter sido tomadas e a morte poderia ter sido evitada.
Cunha contou ainda que Joanna apresentava sintomas de estresse e sua doença teria sido de causa física e psicológica. Ele frisou também que algumas marcar encontradas no corpo indicam que a menina teve mesmo pés e mãos amarradas.
- Disseram que era por causa das convulsões, mas isso não existe. Não existe amarrar pessoas como forma de tratamento para convulsão.
O próximo depoimento será de Ana Paula lima Fernandes, neuropediatra de Joanna. Ela disse que a menina não apresentava histórico de convulsões até o momento em que deixou de ser sua paciente, em 2008.

Relembre o caso
A menina Joanna, suspeita de ter sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.
A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina de maus-tratos, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.
Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca.
A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.

Cláudia Alcântara

Rita Lee diz no Twitter que tem recebido ameaças de morte


Rio - A cantora Rita Lee utilizou seu perfil no Twitter para dizer aos seguidores que tem recebido ameaças de morte de um usuário da rede de microblogs.
"Esta pessoa que se intitula edu-sei-lá-das-quantas sabe onde moro, meu telefone e e-mail. Diz que vai me matar e a meus bichos, ele que venha. O departamento de polícia informática diz que o neo nazi é de lá do sul, estāo quase estourando a toca do babaca", escreveu a cantora em sua página pessoal.


O DIA ONLINE

Transtornos de imagem crescem no verão: saiba como a identificar os distúrbios

Considerada um problema psiquiátrico, a anorexia é um dos que mais matam - Adriana Franciosi

Familiares precisam estar atentos aos sintomas
A imagem do corpo extremamente magro da modelo e atriz francesa Isabelle Caro chocou o mundo em 2007. Isabelle, que havia entrado em coma um ano antes ao pesar 25 quilos — ela media 1m65cm — , tornou-se símbolo de uma campanha contra a anorexia. No ano passado, anunciou que chegara aos 42 quilos, mas acabou morrendo no dia 17 de novembro, aos 28 anos, o que só foi revelado em dezembro. O fato levantou novamente a polêmica sobre os transtornos de imagem relacionados ao perfil de beleza que nunca é atingido.
Considerada um problema psiquiátrico, a anorexia é um dos que mais matam — de 20% a 25% dos casos resultam em falência do organismo. Uma boa parcela acaba em internação hospitalar e a maioria consegue conviver bem com a doença ao longo da vida. Assim, aconteceu com a jovem N.*, 20 anos.
Há cinco anos, após uma crise de fúria, precisou ser internada durante um mês. O ataque foi desencadeado depois que a mãe insistiu que a filha comesse uma fatia de bolo. Após receber alta, precisou tomar cinco tipos diferentes de remédios para aplacar a ansiedade e a depressão.
— Em momentos de crise, cheguei a beber xampu para vomitar. Queria parar de me sentir gorda, nojenta. Me chamavam de esquelética, mas a imagem que eu via o espelho refletir era de uma obesa — conta a jovem, que cursa Nutrição e mora em Canoas.
Medindo 1m58cm, a jovem chegou a pesar 35 quilos. Hoje mantém 43 quilos. Não era o caso de abrir o apetite. Fome ela tinha de sobra. O fato é que se sentia impotente diante de um prato de comida.
— Eu ficava nervosa, as mãos suavam. Isso era pior diante de outras pessoas. Parecia que todo mundo estava me olhando e me julgando. Eu queria comer, mas não conseguia.
A dificuldade em lidar com a comida se desenvolveu na garota por volta dos sete anos, mas foi aos 13 que se tornou mais problemática. Depois de meia década com a doença adormecida, a relação com o alimento mudou bastante, mesmo assim é uma luta diária para não ter recaídas.
— Amo estar viva e comer é algo necessário. Me sentia muito mal ter tanta gente morrendo de fome e eu com essa "doença de rico"— afirma.
A doença da jovem de Canoas preocupa os especialistas e já está se tornando uma epidemia, que tende a aumentar no verão, conforme a psicóloga e terapeuta familiar Ieda Zamel Dorfman. Se antes o descaso com o alimento e a rebeldia dos adolescentes eram vistos como "coisas da idade", de alguns anos para cá, vem deixado o meio médico em alerta.
— Os pais precisam ficar mais atentos ao comportamento dos filhos. Assim que notarem qualquer sinal do problema devem buscar um especialista e impedir que a doença fique incontrolável. Doenças como essas não são aceitas pela sociedade, mas é o paciente quem menos aceita — diz a endocrinologista Patrícia Santafé.

*Os nomes foram omitidos a pedido dos personagens

Saiba quem é
A modelo e atriz francesa Isabelle Caro causou polêmica ao posar nua, em 2007, para uma campanha contra a anorexia, mostrando seu corpo devastado pela doença. Isabelle havia sido hospitalizada devido a problemas pulmonares e, segundo amigos, estava bastante fraca. A imagem de seu corpo extremamente magro, feita pelo fotógrafo Oliviero Toscani — conhecido por suas ideias provocadoras e pelos anúncios da grife Benetton — para uma campanha organizada pela marca de roupas italiana No- I- ita, rodou o mundo e incitou amor e ódio de diversos segmentos. Na época, Isabelle explicou que tinha aceitado posar para alertar as jovens sobre o perigo das dietas, da ditadura da moda e da anorexia. Ela morreu no dia 17 de novembro, aos 28 anos.

Fique por dentro de...

... ANOREXIA
Fatores desencadeantes
— Baixa autoestima: paciente se acha muito gorda, começa a emagrecer e não sabe a hora de parar.
— Desilusão amorosa: o namoro terminou e ela começa a achar que é porque está gorda e se emagrecer vai se tornar mais atraente.
— Adolescentes em busca da beleza definida pela sociedade

Características da doença
— Atinge a faixa etária entre os 11 e 18 anos, mantendo uma média de 10 meninas para um menino.
— Magreza extrema. A doença se manifesta aos poucos no cérebro, e a paciente chega a perder mais de 10 quilos em três meses.
— O problema não é a ausência de fome, mas sim o pavor de se alimentar e engordar.
— A visão fica distorcida com relação à imagem diante do espelho. Quanto mais emagrecem, mais acham que estão gordas.

Atenção aos sinais
— Deixam de comer. Sempre que chamados para uma refeição, dão alguma desculpa ou mentem que comeram na casa de um amigou ou no colégio.
— Ficam irritados com frequência e sempre acham que as pessoas estão contra ele.
— Não querem mais participar de atividade familiar e se afastam dos amigos.
— Optam por roupas largas para disfarçar a perda de peso.
— Começam a adotar estratégias para provar que estão se alimentando, como cozinhar. Passam a preparar refeições em demasia e a oferecer para a família, mas não comem.
— Diminuição importante da ingestão de líquidos

Tratamento
— O primeiro passo é fazer com que o paciente ou familiares identifiquem os sintomas.
— Somente um grupo formado por psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, endocrinologistas e terapeutas familiares pode ajudar a reverter o transtorno.
— Como os viciados em drogas, os anoréxicos estão sempre sujeitos a recaídas. Por isso, o acompanhamento médico deve ser constante.
— Internação hospitalar é necessária em casos de extrema desnutrição.

Consequências
— A perda exagerada de massa óssea por conta do déficit alimentar pode levar à osteoporose precoce.
— A ausência de nutrientes no organismo pode provocar atraso na menstruação. Interfere na fertilidade.

Dicas para a família
— Mantenha horários para as refeições e organize para que todos compareçam e se sentem à mesa.
— Fique atento aos sinais. Como são confundidos com características da adolescência, muitos pais não dão a devida atenção.
— Tente manter o diálogo e arrume meios de reforçar a autoestima do seu filho. Dizer coisas do tipo "como essa roupa ficou bem em você" ou "como você está bonita hoje" são algumas das dicas.
— Procure ajuda assim que desconfiar do comportamento do seu filho em relação à comida. Quanto mais cedo chegar a ajuda médica, mais fácil é para contornar a doença.
— Provavelmente, seu filho não aceitará que tem algum problema. Insista sem conflitos. Lembre-se: ele não acredita que esteja doente e não se enxerga magro como você o vê.

... BULIMIA
Fatores desencadeantes
— Perdas — separações, mudanças e outros fatores estressantes para a paciente e/ou para sua família
— Ansiedade

Características da doença
— Compulsão alimentar: a pessoa come mais do que o normal e de maneira voraz.
— Para compensar o descontrole e prevenir o aumento de peso, induz o vômito, abusa de laxantes e diuréticos.
— Preocupação excessiva com a forma corporal e o peso.
— Trata-se de um círculo vicioso, geralmente desencadeado pelo sentimento de baixa auto-estima.

Atenção aos sinais
— Atos exagerados como devorar uma torta inteira ou comer um prato de feijão com arroz no meio da tarde às escondidas.
— Idas imediatas ao banheiro após as refeições para vomitar.
— Queixas constantes de dores no estômago ou na garganta.
— Mudança de humor e irritabilidade, como choro e raiva constantes.
— Inchaço entre o rosto e o pescoço.
— Calosidades nos dedos podem ser um indício de que a pessoa está provocando o vômito.
— Obsessão por exercícios físicos.

Consequências
— Deterioração dos dentes: o vômito tem ácido que compromete o esmalte dos dentes, podendo resultar, inclusive, em cáries
— Gastrite
— Dores de garganta
— Problemas no esôfago, resultado do refluxo do conteúdo do estomago durante os vômitos
— Síndrome de intestino irritável (tem como sintomas dor e distensão abdominal e há um aumento no número de evacuações e amolecimento das fezes).
— Desidratação como consequência do uso de medicamentos como diuréticos

... VIGOREXIA
Fatores desencadeantes
— Baixa autoestima e fragilidade emocional

Características
— Faz parte de um subtipo do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), chamado de Transtorno Dismórfico Corporal.
— Em geral, é o personal trainer quem encaminha o paciente para o tratamento, mas a família deve estar atenta aos sinais de obsessão.

Sinais
— Por mais musculoso que seja, o indivíduo se olha no espelho e enxerga alguém fraco, magro demais.
— Uso de qualquer produto para conquistar a forma física almejada, como anabolizantes e medicamentos veterinários injetáveis, prejudiciais à saúde.
— A vida social e profissional começa a ser afetada, e o paciente tem dificuldade para dispensar energia em outro foco que não seja a malhação.
— O máximo de tempo do dia é gasto com malhação.
— Se isola na academia para conseguir o que ele quer com o corpo.
— Se olha pelo menos seis vezes por dia no espelho.

Tratamento
— Terapia e uso de antidepressivos que repõem a transmissão de serotonina no cérebro.

Consequências
— Exigem demais do coração e também de outros órgãos vitais, podendo desencadear problemas crônicos, como cardiopatias.
— Ansiedade generalizada.
— Insônia.
— Depressão.
— Déficit de atenção.

Dicas
— O excesso de malhação pode causar problemas na musculatura, por isso é bom sempre ter um ortopedista de confiança a quem consultar.
— Procure um especialista e fale sobre as suas angústias para entender o motivo que faz com que os músculos sejam tão importantes para você.

Fontes: Ieda Zamel Dorfman, psicóloga e terapeuta de família, e Patrícia Santafé, endocrinologista (para bulimia e anorexia) e Elisabeth Meyer, terapeuta comportamental, e Willian Gunningham, professor da Faculdade de Psiquiatria da Universidade Federal da Bahia (para vigorexia).

CADERNO VIDA


Zero Hora

Pai dá água para o filho com a boca para salvar a vida dele



A história de Wellington e Nicolas emocionou o país. O pai revela como manteve o filho vivo debaixo dos escombros e como conseguiu dar água para ele com a própria boca.

A dona de casa Ilair revê um dos rapazes que salvou a vida dela com uma corda, em São José do Vale do Rio Preto. Tainá Medeiros, de 15 anos, a grávida que saiu da enchente para a maternidade, vai para casa da sogra com o filho recém-nascido no colo. E o gerente de hotel Wellington Guimarães conta pela primeira vez como manteve o filho Nicolas, que completou sete meses neste domingo (16), vivo debaixo da terra. A repórter Bette Lucchese reencontrou personagens marcantes da tragédia que arrasou a Região Serrana do Rio.
As imagens emocionaram o Brasil. São exemplos de superação em meio a tanto perigo, dor e medo. Na manhã deste domingo (16), quatro dias depois do soterramento, Nicolas, que hoje completa sete meses, continuava calmo como no momento do resgate. Ele e o pai, Wellington Guimarães, ficaram soterrados por 15 horas e sobreviveram a dois desabamentos. “Dou graças a Deus de ter perdido a noção do tempo. Tenho certeza de que foi Deus ali”, disse o pai.
Na última terça-feira (11), Wellington e a mulher, Renata, resolveram passar a noite na casa da mãe dela por causa da chuva. O casal, a sogra e o bebê estavam dormindo no mesmo quarto.
“Eu acordei com aquele barulho de coisa vindo e não lembro. Parece que eu tentei sentar na cama. De repente, tudo parou. Foi coisa de segundos, não deu tempo nem de gritar. A Renata e a Fátima faleceram na hora. Inclusive uma perna minha estava meio presa nela”, lembra Wellington.
Nicolas estava vivo, mas longe de Wellington. “Ele chorava, e eu não tinha como estar perto dele, porque eu estava com as pernas presas. Eu consegui tirar uma perna, e a outra estava mais embaixo. Foi quando eu comecei a chamar por socorro. Veio um rapaz e foi chamar o bombeiro”, continua Wellington.
Os bombeiros chegaram, mas não conseguiram resgatar pai e filho. “Eles ainda falaram: ‘cuidado com a barreira’. Eu fiquei imaginando que barreira só podia ser o morro. Quando eles acabaram de falar isso, não passou cinco minutos, desceu a queda e soterrou eles também”, disse o pai de Nicolas.
Era o segundo desabamento. “Eu não tenho noção de nada. Eu orei muito, pedi muito a Deus. Eu cavava cantando um hino de louvor a Deus. Minha mão está toda arrebentada”, disse Wellington, que cavou até chegar perto de Nicolas.
“No primeiro momento que eu o peguei, ele se acalmou. Eu juntava saliva na boca para dar a ele para, pelo menos, molhar a boca dele. Os bombeiros estavam com a máquina em cima. Então, eu percebi que eles estavam cavando com vontade, achando que não tinha ninguém. Ninguém dizia que tinha alguém vivo ali. Eles chegaram bem perto. Chegou abrir um feixe de luz sobre a madeira. Eles perguntaram: ‘tem alguém?’. Eu disse: ‘estou eu e meu filho’. Eles disseram: ‘vocês estão bem?’. Eu disse que estávamos. Eles perguntaram: ‘tem mais alguém?’. Eu disse: ‘tem, minha esposa e minha sogra, mas elas estão mortas’”, lembra.
“Então, eles conseguiram abrir um buraco e me deram água. Ele engasga muito com água. Então, eu botava água na boca e dava na boca dele. Aquele primeiro contato que ele viu que era água, ele agarrava no meu rosto e abria a boca, igual a ele pede comida para pedir água. Com a língua, eu controlava a água que ele bebia, ele mamava na minha língua. Assim que eu fui hidratando ele, e ele bebeu tanta água que dormiu. Depois, ele acordou e pediu água de novo, agarrava no meu rostinho. Quando teve um pouco de claridade, a gente conseguiu ver um ao outro”, conta Wellington.
Abraçados, pai e filho esperaram pelo salvamento. “Ele ficava quietinho no meu colo. Quando eu dei ele, ele saiu rindo. Dentro da ambulância, ele estava conversando”, lembra
Na quarta-feira, enquanto bombeiros tentavam resgatar pai e filho, Tainá Medeiros, de 15 anos, dava à luz. Apesar de prematuro, Marcos André nasceu com saúde. No sábado (15), o Fantástico reencontrou mãe e filho, minutos antes de receberem alta do hospital.
Tainá estava chorando: “Eu estou sem casa, sem nada. E eu também não quero ficar sem a minha mãe, porque foi ela que me ajudou. Ela está no abrigo, e eu não posso, porque meu neném é prematuro. Para onde que eu vou não tem quase lugar, vou ficar na casa da minha sogra”.
A história de Tainá comoveu, e muitas pessoas mandaram presentes para Marcos André. “A solidariedade foi muito importante, porque eu não tinha nada e ele também não”, comentou Tainá.
Dona Ilair também recomeça do zero. Ela perdeu tudo: casa, móveis, eletrodomésticos e recordações da família. Ela está viva por causa do empenho de vizinhos, como
O vidraceiro Gilberto Branco Faraco.

Gilberto - Foi Deus que te salvou, não foi a gente.
Dona Ilair –Primeiramente, foi Deus, depois foi você e aqueles outros colegas.
Gilberto – Se não fossem aquelas cordas que tivessem lá, o telhado caia em cima de você.

Se a chuva fosse dois dias antes, a corda não estaria lá. “Estava no andaime. O cara começou a pintar segunda-feira. Não tinha corda, não tinha nada lá em cima. Na segunda-feira, ele começou a pintar o prédio e deixou a corda na cadeirinha”, lembra Gabriel.
“Aí jogaram a corda, eu amarrei rápido, mas nem sei como é que eu dei aquele nó, porque eu não sei dar nó. Gritaram para mim: ‘Passa por baixo das pernas’, e eu passei. Falei que podia puxar e me joguei. Mas a água veio e me pegou. Eles gritaram: ‘Puxa depressa que ela vai morrer’. Quando eu cheguei, meu bichinho desceu. Ele me mordeu, e eu não consegui salvar a vida dele”, lembra Lair. “A minha mão escorregava, mas eu puxava mais para cima e segurava. Eu falava: ‘Meu Deus, me dá força para chegar até aquele prédio’”.
Um monte de destroços foi o que sobrou da casa onde estava Dona Ilair. A dona de casa foi erguida do alto de um prédio. Se o salvamento tivesse durado mais alguns minutos, ela poderia ter sido atingida pelo tronco de uma grande árvore. Na hora, um buraco se abriu na parede, e o prédio balançou.
“A gente conseguiu sair em um barco que um vizinho arrumou e uma escada para nós descermos. Senão a gente estava lá até hoje”, comentou Ilair.

portal az

Começa convocação para troca do RG pelo novo registro de identidade


A convocação dos selecionados para trocar a antiga cédula de identidade (RG) pelo novo cartão de Registro de Identidade Civil (RIC) começa nesta segunda-feira. Os moradores de Brasília, do Rio de Janeiro e de Salvador serão os primeiros a receber as cartas informando sobre a troca.
A escolha foi aleatória. Segundo o Ministério da Justiça, as cidades de Hidrolândia (GO), Ilha de Itamaracá (PE), Nísia Floresta (RN) e Rio Sono (TO) também fazem parte do projeto piloto, e o início da convocação será ainda no primeiro semestre.
Os cartões dos selecionados já estão prontos, pois foram feitos com base nos cadastros repassados pelos estados ao Ministério da Justiça. O RIC é um cartão magnético, com impressão digital e chip eletrônico, que inclui informações como nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade e assinatura, entre outros dados. O Ministério da Justiça estima que a substituição da carteira de identidade será feita gradualmente, ao longo de dez anos.


Mãe cria comunidade no Facebook para incentivar a doação de leite materno


Inspirada na Eats on Feets, comunidade norte-americana que compartilha leite materno, a pedagoga Simone, mãe de dois filhos, criou o Aleitamento Materno Solidário

Depois que leu uma reportagem no site CRESCER sobre a Eats on Feets (algo como comer em pé), comunidade norte-americana no Facebook que compartilha leite materno, a pedagoga Simone Carvalho, 35 anos, se inspirou para criar algo semelhante no Brasil. No fim de 2010, procurou Emma Kwasnica, fundadora da EOF, para entender melhor como funcionava a troca de leite (em intermédio de um banco de leite oficial), e foi quando descobriu que as leis no Brasil não permitem essa prática.
Simone, mãe de Rebeca, 10 anos, e Rafael, 6, não se abateu, apenas mudou o projeto inicial. Criou, então, o Aleitamento Materno Solidário no Facebook com o objetivo de trocar informações sobre a amamentação e incentivar a doação para os bancos de leite. “Quando meu segundo filho nasceu, eu doei leite por seis meses. Sei o quanto esse ato é bacana e importante e lembro como ficava encantada quando recebia o relatório que mostrava como meu leite era usado”, diz. Atualmente, a comunidade já conta com quase 400 seguidores.
A pedagoga, que está fazendo mestrado de psicologia na educação e a amamentação será parte de sua tese, diz que entre as principais dúvidas das mães estão o jeito certo de amamentar e como lidar com a angústia de voltar ao trabalho e não prejudicar o aleitamento.
Simone CarvalhoSimone está surpresa com seu projeto. “Eu não pensei que a repercussão fosse tão rápida nem como essa troca com outras mães me ensinaria tanto também, apesar de meus filhos serem maiores”, afirma.
E você? Já pensou em doar o leite excedente para outros bebês? Em algumas cidades, os bancos de leite humano realizam parcerias com outros órgãos para receber o leite doado.

Para saber se há coleta domiciliar na sua cidade acesse: http://www.redeblh.fiocruz.br/.

Ana Paula Pontes


Homenagem a Joanna


A Revoada dos Anjos

Joanna Anjo

Eu procuro não pensar no que você sofreu antes partir.
Eu não me pergunto por que você foi tão cedo.
Tenho a certeza de que você não veio para morrer, você veio para nos ensinar a viver.
Sinto pena daqueles que não puderam compreender isso.
Tento apenas imaginar a sua chegada no Céu, conduzida por Jesus, as emoções inexplicáveis que você sentiu diante de Deus.
Busco compreender cada ensinamento que nos deixou, não quero deixar escapar nenhuma lição.
Às vezes penso que você sempre esteve aqui, como um anjo , passeando entre nós.
Como você pode não ser um anjo? Se eu nunca te vi, mas para sempre te amarei...
Um sentimento puro assim só pode ter sido derramado do Céu.
Mas não vou tentar entender.
Não preciso questionar os presentes que Deus deixou em meu caminho.
Vou apenas tomar para mim esse intenso amor .
E seguir, contando a sua história.
Falando sobre o tempo em que o mundo perdeu o sentido.
Não havia mais lugar para os anjos e eles partiram numa grande revoada para Céu.
E você brilhava entre eles.
Você nunca será esquecida, porque sempre poderei sentir o calor da sua luz, o seu brilho intenso, e até ouvir sua voz, em cada criança que eu conhecer.
Mas eu sei que um dia nos encontraremos .
E tudo isso terá ficado para trás.
E será para sempre, Joanna
Para sempre...

Gabby


Voluntários cavam com as mãos e salvam vida de soterrado em Teresópolis



Marcelo Fonseca foi vítima das chuvas que arrasaram a região serrana

A tragédia da região serrana do Rio de Janeiro deixou o Brasil de luto, mas revelou histórias marcantes. Após ser soterrado perto de sua casa, em Teresópolis, um homem foi resgatado com vida, graças a ajuda de voluntários que auxiliaram os bombeiros cavando com as próprias mãos. Marcelo Fonseca não sofreu qualquer fratura, mas teve um músculo da perna esquerda esmagado. Além disso, uma proteína liberada pelo corpo, por causa do longo tempo sem se movimentar, causou a paralisação dos rins. A vítima foi internada às pressas e, segundo os médicos, seu Estado era estável até o fim de semana.


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