quinta-feira, 24 de março de 2011

Dedo cai do céu e leva polícia a desvendar crime hediondo

Em 1º plano, a vítima no dia de seu casamento; no 2º plano, o assassino

Um dedo que caiu do céu, possivelmente trazido por um pássaro, foi a pista necessária para a polícia britânica elucidar o assassinato de um homem torturado até a morte por seu próprio cunhado.
O assassino, Mohammed Riaz, 33, sequestrou o irmão de sua esposa, Mahmood Ahmad, 40, em março de 2010 para descobrir onde a mulher estava se escondendo.
Nahid, caçula de Mahmood, havia deixado o marido em 2008 por causa do seu caráter violento e de seus constantes abusos. Ela mudou o nome e contou apenas a poucos parentes onde estava vivendo.
Como se recusou a revelar o paradeiro da irmã para o cunhado, Mahmood foi morto e esquartejado. O corpo nunca mais apareceu.

Terror
O caso chocou a opinião pública britânica. Nas mais recentes fotos divulgadas pela polícia, Mohammed Riaz aparece sorrindo atrás de Mahmood Ahmad por ocasião do casamento deste último, em março de 2008.
Quando Nahid abandonou o marido, naquele mesmo ano, Riaz começou uma campanha de intimidação e terror contra a família da esposa.
Em 2009, a irmã de Nahid teve seu apartamento invadido. Ao chegar em casa, encontrou a torneira da banheira aberta, o imóvel inundado e um recado ameaçador de Riaz na secretária eletrônica.
"Desta vez foi apenas água. Da próxima, você vai queimar", era a mensagem.
Em março de 2010, com a ajuda do irmão e de outros comparsas, Riaz sequestrou Mahmood Ahmad quando este voltava do trabalho, uma lanchonete de kebabs na zona leste de Londres.

Tortura
Poucos dias depois, a família de Mahmood acionou a polícia. Os investigadores descobriram que Mahmood fora abordado quando voltava para sua casa em Watford, no condado de Hertfordshire.
Ele tinha sido levado à casa em que a irmã de Riaz vivia com o namorado, em Ilford, no leste de Londres.
Os gritos da vítima durante as sessões de tortura foram ouvidos pelos vizinhos, mas ninguém avisou a polícia.
Pouco após o desaparecimento de Mahmood, o carro usado no sequestro apareceu desmantelado. Riaz foi preso como suspeito.


Parte da parede e os azulejos do banheiro do apartamento onde Mahmood foi torturado havia sido arrancada, assim como os carpetes do local.

Buscas
Mas a pista crucial para elucidar o crime foi o dedo da vítima, que literalmente caiu do céu, possivelmente do bico de um pássaro.
O momento em que o pedaço do corpo de Mahmood cai no chão de um estacionamento em Ilford foi registrado em uma câmera de circuito interno de segurança.
O funcionário da limpeza que viu o dedo pensou, a princípio, que se tratasse de um pedaço de frango lançado de alguma janela do prédio de escritórios, que fica a cerca de um quilômetro e meio do local onde Mahmood foi morto.
Um exame forense identificou o dedo e relacionou o sangue encontrado nele ao sangue encontrado na casa de Ilford.
A polícia revirou lixões da região em busca do corpo de Mahmood, mas sem sucesso.
Os investigadores chegaram a estudar rotas de voos de pássaros para tentar descobrir onde o corpo da vítima pode ter sido enterrado, mas não tiveram sucesso.
A polícia afirmou que está determinada a continuar buscando o corpo de Mahmood, para que a família possa dedicar-lhe um enterro digno.
Riaz foi condenado pela Justiça britânica junto com cinco cúmplices e aguarda a divulgação da sentença.
Apesar dos resultados da investigação, a corporação foi criticada pela comissão que supervisiona o trabalho policial, IPCC, para quem a polícia subestimou a campanha de terror de Riaz contra Nahid.
Para o órgão, se tivesse prestado atenção às denúncias na época, a polícia poderia ter prendido o assassino antes do sequestro de Mahmood.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Justiça condena homem que abusou da filha por 23 anos na Alemanha

Imagem distribuída pelo tribunal a veículos de imprensa mostra Natascha (de costas), filha biológica de Detlef Spies, abraçando sua advogada no tribunal
Detlef Spies recebeu sentença de 14 anos e meio após confessar crimes
Um tribunal condenou nesta terça-feira (22) a 14 anos e meio de prisão o ex-caminhoneiro alemão Detlef Spies, que admitiu ter violentado por 23 anos a filha, o enteado e a enteada, com quem teve oito filhos, em um caso que chocou a Alemanha.
O presidente do tribunal, Winfrid Hetger, depois da conclusão do processo em Koblenz, oeste da Alemanha, fez suas considerações.
- Detlef tratou a família como se fosse sua propriedade e como se pudesse fazer o que quisesse com ela. Exercia tal influência sobre a família que não precisava prender ninguém. Ele dizia às vítimas que o que fazia estava permitido.
Em um julgamento que comoveu o país, e que recordou o caso de Josef Fritzl na Áustria, o condenado, de 48 anos, submeteu a família a um calvário de mais de 20 anos.
Spies se declarou culpado de ter violentado muitas vezes, de 1987 a 2010, a filha biológica, Jasmin, e os dois filhos de sua mulher: um menino e uma menina, Natacha, com a qual teve sete filhos, com idades entre 15 meses e 11 anos. Uma oitava criança morreu pouco depois do parto.
Os exames de DNA já haviam confirmado, no entanto, a paternidade de todas as crianças.
O ex-caminhoneiro fez uma confissão completa na véspera da condenação, o que levou a promotoria a reduzir a condenação em seis meses da pena máxima de 15 anos.
Spies abusou sexualmente de Jasmin e Natacha desde que elas tinham 12 anos. A filha biológica era atacada uma vez por semana.
O tribunal também o acusou de ter prostituído as duas em uma casa situada na pequena localidade de Fluterschen, de 700 habitantes, perto de Koblenz.
Spies geralmente atacava as vítimas com um cinto e com um chicote, segundo o promotor Thorsten Kahl.
- Quando são somados todos os crimes, chegamos a uma condenação de 500 anos e 10 meses de prisão, mas a legislação alemã não aceita este número.
A sentença foi recebida com gritos de comemoração, enquanto o condenado se mostrou impassível.
O processo evidenciou as falhas dos serviços sociais e a passividade das pessoas próximas à família, que tem 15 membros.
O enteado, Bjorn, afirmou aos jornalistas diante do tribunal que havia alertado os serviços sociais e criticou o fato de não terem descoberto o sofrimento das crianças.
O processo revelou que a polícia abriu uma investigação em 2002, mas arquivou a mesma depois que a filha de Spies negou as acusações, enquanto a enteada permaneceu em silêncio.
Spies foi preso em 10 de agosto de 2010 depois de ser denunciado pela enteada.
A mulher do condenado foi testemunha no processo, sem ter sido acusada de cumplicidade.

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Violência contra as Crianças


Estudo do Secretário-Geral das NU revela a natureza, extensão e causas da violência contra as crianças, e propõe recomendações para a adopção de medidas destinadas a prevenir e responder às situações em que ocorrer.

Muitos actos de violência perpetrados contra as crianças continuam escondidos e têm muitas vezes a aprovação da sociedade, segundo o Estudo do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre a Violência contra as Crianças apresentado ontem à Assembleia Geral. Pela primeira vez, um único documento apresenta uma visão global sobre os diversos tipos e a escala da violência contra as crianças no mundo.
A violência contra as crianças inclui violência física, psicológica, discriminação, negligência e maus-tratos. Ela vai desde abusos sexuais em casa a castigos corporais e humilhantes na escola; do uso de restrições físicas em casa à brutalidade cometida pelas forças da ordem, de abusos e negligência em instituições até às lutas de gangs nas ruas onde as crianças brincam ou trabalham; do infanticídio aos chamados «crimes» de honra.
“A melhor forma de tratar do problema da violência contra as crianças é impedir que aconteça,” diz o Professor Paulo Sérgio Pinheiro, perito independente nomeado pelo Secretário-Geral para liderar o Estudo. “Todas as pessoas têm um papel a desempenhar nesta causa, mas cabe aos Estados assumir a principal responsabilidade. Isso significa proibir todas as formas de Violência contra as Crianças, onde quer que aconteça e independentemente de quem a pratica, e investir em programas de prevenção para enfrentar as causas que lhe estão subjacentes”.
O Estudo debruça-se sobre cinco «ambientes» em que a violência ocorre: em casa e na família, na escola e ambiente
Embora inúmeros casos de violência continuem escondidos e por reportar – e, por esse motivo, os números ficam muito aquém da dimensão do problema - as estatísticas incluídas no relatório revelam um panorama alarmante. Por exemplo:
. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2002, cerca de 53.000 crianças entre os 0-17 anos de idade foram vítimas de homicídio;
. Segundo as últimas estimativas da Organização Mundial do Trabalho (OIT), 5.7 milhões de crianças realizavam trabalhos forçados ou em regime de servidão, 1.8 milhões estavam envolvidas na prostituição e pornografia, e 1.2 milhões foram vítimas de tráfico no ano 2000.
. Em 16 países em desenvolvimento analisados no âmbito de um Inquérito Mundial sobre Saúde realizado nas escolas, a percentagem de crianças em idade escolar que afirmaram ter sido vítimas de bullying (intimidação) verbal ou física na escola nos 30 dias anteriores à entrevista oscilava entre os 20% em alguns países e 65% noutros;
. Segundo o Estudo, as crianças que se encontram em centros de detenção são frequentemente vítimas a actos de violência por parte do pessoal da instituição, por vezes como forma de controlo ou castigo, na maior parte dos casos por infracções menores. Em 77 países, os castigos corporais e outras formas de punição violentas são aceites como medidas disciplinares legais em instituições penais.
As marcas físicas, emocionais e psicológicas da violência podem ter sérias implicações no desenvolvimento da criança, na sua saúde e capacidade de aprendizagem. Alguns estudos mostraram que o facto de ter sofrido actos de violência na infância está relacionado com comportamentos de risco no futuro, tais como o consumo de tabaco, o abuso de álcool e drogas, inactividade física e obesidade. Por outro lado, estes comportamentos contribuem para algumas das principais causas de doença e de morte, nomeadamente para certos cancros, depressão, suicídio e problemas cardiovasculares.
“A violência tem consequências duradoiras não apenas paras as crianças e seus familiares mas também para as comunidades e países” afirmou a Directora Executiva da UNICEF Ann M. Veneman. “Consideramos este Estudo sobre as consequências da violência nas crianças da maior importância e oportunidade.”
O relatório apresentado à Assembleia Geral recomenda que seja tomado um amplo leque de medidas para prevenir e responder à violência contra as crianças em todos os locais e ambientes em que ocorre. As doze recomendações de carácter geral contidas no Estudo abordam sectores como estratégias e sistemas nacionais, recolha de dados e a garantia da responsabilização.
A nível global, o relatório recomenda a nomeação de um Representante Especial para a Violência contra as Crianças, com um mandato inicial de quatro anos, cuja missão consistirá em defender a causa ao mais alto nível, promovendo a prevenção e eliminação de todos tipos de violência contra as crianças e incentivando a cooperação e o seguimento neste domínio.
Acerca do Estudo do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças
Em 2001, a Assembleia Geral pediu ao Secretário-Geral que conduzisse um Estudo aprofundado sobre a questão da violência contra as crianças. Mais tarde, foi nomeado um perito independente, o Professor Paulo Sérgio Pinheiro, para liderar o Estudo em colaboração com o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dados Biográficos do Professor Paulo Sérgio Pinheiro


Câmara aprova projeto que diminui pena de preso que estuda


A Câmara aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que permite que presos em regime aberto, semiaberto ou fechado possam descontar um dia de pena a cada 12 horas de estudo.
Somente os condenados por crime hediondo não terão direito à possibilidade de remição de pena. Agora, o texto seguirá para o Senado.
Os detentos já têm atualmente direito à remição no caso de dias trabalhados, na proporção de 3 dias de trabalho por 1 dia de pena. Parte dos juízes também têm aceitado descontar dias da pena em função de horas de estudo com base em uma súmula do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Se o benefício for aprovado no Senado, os detentos poderão frequentar curso de ensino regular ou de educação profissional, mas terão de comprovar a frequência mensal. No caso dos presos do regime fechado, está prevista a possibilidade de aulas à distância ou dentro do presídio.
O projeto prevê ainda que, em caso de falta grave, o juiz poderá anular até um terço do tempo remido.
Dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) mostram que 66% dos presos no país não completaram o ensino fundamental. Cerca de 25 mil são analfabetos.


Corpo de decoradora é encontrado em residência de região nobre de Niterói


Rio - Policiais encontraram na manhã desta quarta-feira o corpo de uma mulher, membro de uma tradicional família de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, morta a pedradas dentro de sua mansão, na Região Oceânica da cidade.
A designer de interiores Amaly Olympia de Vasconcellos Tauil, 51 anos, morava sozinha há quase dois anos na residência localizada na Estrada Frei Orlando, no bairro de Piratininga. O local se situa numa área bucólica e nobre da cidade, cercada de verde e com muitas chácaras e sítios nos arredores.
O corpo de Amaly foi encontrado deitado na cama, já em avançado estado de decomposição pela filha da vítima. A jovem tentava sem sucesso localizar a mãe e pulou o muro e abriu a porta de vidro do quarto da designer, que não retornava ligações nem atendia a campainha da casa .
A polícia acredita que a vítima foi assassinada no domingo com golpes na cabeça. A perícia encontrou uma pedra, com marcas de sangue, no jardim da casa. Policiais da 81ª DP (Itaipu) descartam a hipótese de latrocínio, já que nada foi roubado da residência da milionária.


O DIA ONLINE

Estado do Rio confirma dois casos de dengue tipo 4


Irmãs foram infectadas em Niterói; maioria da população não é imune a esse vírus

A secretaria de Saúde e Defesa Civil confirmou a presença do tipo 4 do vírus da dengue no Estado do Rio de Janeiro, em duas mulheres, moradoras de Niterói (região metropolitana). A identificação do vírus foi feita por meio de exames laboratoriais realizados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a confirmação só ocorreu nesta quarta-feira (23).
Duas irmãs de 21 e 22 anos, infectadas com esse sorotipo da dengue, apresentaram os primeiros sintomas no dia 6 de março, mas já se recuperaram e estão evoluindo bem, em sua residência. Como nenhuma das duas pacientes viajou recentemente, a investigação preliminar dos casos aponta para possível transmissão autóctone (dentro do Estado).
Esse tipo de vírus não era registrado no Brasil há 28 anos, mas voltou a circular em agosto do ano passado. Isso serviu de alerta para as autoridades de saúde, pois boa parte da população brasileira, em especial crianças e jovens, não tem imunidade contra esse vírus.
Os tipos mais comuns de dengue no país são o 1, 2 e 3. Os sintomas das quatro variações são os mesmos, como dores de cabeça, no corpo e articulações, febre, diarreia e vômito. O tratamento também é o mesmo: repousar, hidratar-se bem e não tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, que, por ter efeito anticoagulante, pode provocar sangramentos.
O governo esclarece que já foram tomadas as medidas regulares de bloqueio e de investigação epidemiológica. É importante salientar que não há motivo para pânico.
Não existe nenhuma evidência de que o sorotipo 4 seja mais letal ou que apresente maior gravidade dos casos em relação aos demais subtipos.

Sintomas
Os sinais e sintomas do paciente infectado pelo vírus 4 não diferem daqueles causados pelos sorotipos 1, 2 e 3, assim como as recomendações médicas e o tratamento são iguais para qualquer paciente com dengue.
A Secretaria informa ainda que mantém 150 militares do Corpo de Bombeiros, para Niterói, para auxiliar os agentes municipais de endemias, na busca por focos do mosquito aedes aegypti. Além disso, será mantido o controle do vetor com o Ultra Baixo Volume, mais conhecido como fumacê, em bairros do município.
Niterói apresenta, desde o início do ano, 604 casos suspeitos da doença - uma taxa de incidência de 123,9 casos por 100 mil habitantes e nenhum óbito.
Tipo 4 já infectou 34 pessoas no Brasil
Com os dois registros do Rio de Janeiro, subiu para 34 o número de pessoas infectadas pela dengue tipo 4 desde que essa variação do vírus voltou a circular pelo país. Em 2010 foram 11 casos e neste ano já foram 23 casos.
Os Estados que confirmaram casos da doença foram: Amazonas (11 casos), Pará (3), Bahia (2), Piauí (1) e Roraima (15, sendo 11 em 2010 e 4 em 2011).


R7

'Trouxe ele porque errou', diz mãe que entregou filho à polícia do Rio


Menor é suspeito de participar de assalto a motel na Tijuca semana passada.
Polícia ainda procura dois suspeitos de participarem do crime.

A mãe de um adolescente de 16 anos entregou, na noite de terça-feira (22), o próprio filho à polícia depois que soube que ele seria suspeito de ter participado do assalto a um motel na Tijuca, na Zona Norte do Rio, quarta-feira passada (16).
Segundo a polícia, a mãe do rapaz reconheceu o filho nas imagens do circuito interno de segurança do motel, que mostram o momento do crime. Ele aparece pegando o dinheiro do caixa e agredindo uma funcionária.
“Trouxe porque ele errou e tem de pagar pelo erro dele. Claro, que o que ele fez com os outros lá (no motel), eu não queria que acontecesse comigo. Então, trouxe ele. Ele tem família, todo mundo é de bem, então, não aceitei o que fez", contou a mãe do menor.
Ela afirma que não sabia do envolvimento do filho com o crime. “É difícil demais, demais, demais mesmo”, disse, chorando.

Polícia ainda procura dois suspeitos
Agentes da 18ª DP (Praça da Bandeira) ainda procuram dois suspeitos que também teriam participado do assalto. Ao todo, três homens estão presos e dois menores, detidos pelo crime.
Entre eles está um jovem de 18 anos, que confessou o crime na delegacia. Ele foi flagrado por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Turano, no Rio Comprido, na Zona Norte, fumando maconha com colegas. O grupo foi levado para a delegacia.

Vídeo mostra assaltantes em ação
A câmera de segurança do motel gravou toda a ação dos assaltantes no local. As imagens do circuito interno mostram que quatro homens armados renderam os funcionários da recepção. Eles roubaram o dinheiro que estava no caixa e ainda agrediram uma funcionária.
Segundo a polícia, os criminosos invadiram alguns quartos e roubaram dinheiro, joias e outros pertences pessoais dos clientes. Em seguida, os suspeitos fugiram num carro de uma das vítimas. Segundo a polícia, antes de roubar o hotel, os criminosos haviam assaltado um restaurante, também na Tijuca.
Ainda de acordo com a polícia, um dos assaltantes se passou por garçom. Segundo uma das vítimas, após perceber estranheza em seu comportamento, ele anunciou o assalto. Quem tiver informações sobre os criminosos pode ligar para o Disque-Denúncia: 2253-1177.



terça-feira, 22 de março de 2011

Educar sem violência

Velhas crendices sustentam o vicioso ciclo da violência

Cerca de 100 crianças morrem por dia vítimas de maus tratos no Brasil (IBGE, 1988). 18 mil crianças são espancadas diariamente; ao ano, 6.570.000 (CNBB, 1999). 10% das crianças que se apresentam nas urgências dos hospitais brasileiros, com menos de cinco anos, são vítimas de abuso físico. Nas internações hospitalares, verifica-se elevada ocorrência de traumatismo craniano em crianças (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). Em 1998, foram internadas por essa causa 16.376 crianças menores de 10 anos, com predomínio do sexo masculino. Deste total, 56,8% eram menores de cinco anos, sendo representativo o número de internações em crianças menores de um ano (MELLO e SOUZA, 2004).
Esses números evidenciam uma trágica realidade: a violência é atualmente uma das principais causas de morte e agravos a saúde entre crianças e jovens. No Brasil e no mundo ocidental, os fatores preponderantes das mortes de crianças e de jovens não são mais as enfermidades de origens biomédicas e sim o estilo de vida. Jarbas Barbosa da Silva Júnior e Horacio Toro Ocampo, na apresentação da publicação Impacto da violência na saúde do brasileiro, enfatizam que a maior ameaça à vida das crianças e dos jovens no Brasil não são as doenças, mas sim a violência.
Um elemento agrava ainda mais a situação de violência vivida por crianças e adolescentes no Brasil. A maioria dos casos acontece dentro de casa e tem como principal agressor os próprios pais biológicos. A violência que afeta as crianças brasileiras ocorre predominantemente na relação familiar.
De acordo como os resultados obtidos no Inquérito do Sistema de Vigilância em Violência e Acidentes, do Ministério da Saúde (VIVA), em 2007, 61 % das crianças e 92% dos adolescentes tiveram como causa principal de internação a violência física. Os dados dos inquéritos realizados nos anos de 2006 e 2007 apontam que a mãe (25%) seguida pelo pai (20%) são os principais autores de violências contra crianças (0 - 9 anos de idade). Uma década antes as estatísticas inglesas já confirmavam a tendência evidenciada no inquérito do Sistema VIVA.
As estatísticas de violência contra crianças e adolescentes no estado de Goiás seguem as mesmas tendências do quadro nacional e internacional. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do Estado de Goiás apresenta em seu relatório de crimes apurados no ano de 2004, especificamente os que tiveram registros por termo circunstanciado de ocorrência (TCO), os seguintes dados: a soma dos crimes que tipificam mais claramente a violência física representa 53% do total. Os crimes eram de lesão corporal, maus-tratos e vias de fato. Os crimes que se caracterizam como violência sexual, tipificados em assédio sexual e ato obsceno, representaram 3% do total das ocorrências investigados pela DPCA em 2005. Segundo o relatório de notificações do Conselho Tutelar da Região Norte de Goiânia (registradas entre os meses de junho a agosto de 2005), 56% do total dos casos de violência são de maus-tratos e espancamentos.
Os danos, as lesões, os traumas e as mortes decorrentes da violência física contra as crianças e adolescentes têm um elevado custo social, causam prejuízos econômicos, sobrecarregam o sistema de saúde, aumentando os gastos com emergência, assistência e reabilitação. Um estudo estima que cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro são gastos com os custos direitos da violência, essa cifra sobe para 10,5% quando se incluem os custos indiretos e transferências de recursos. O gasto com os custos diretos da violência no país supera três vezes o que se investe em ciência e tecnologia.
Sem sombra de dúvida, o maior custo é o humano, pois a violência física intrafamiliar tem destruído vidas, ferido corpos e mentes de muitas crianças e adolescentes. Ela provoca danos mentais e emocionais incalculáveis nas vítimas e em seus familiares. Apesar de estarrecedores, os números apresentados anteriormente revelam apenas a ponta do iceberg. Todavia, ainda que tivéssemos estatísticas mais precisas, acredito que só alcançaremos a dimensão real da tragédia diária que atinge crianças e adolescentes no Brasil, se nos aproximarmos de fato da dor visceral vivenciada em cada história de violência física.

Um breve e doloroso retrospecto de histórias já contadas em noticiários nacionais
:

No interior de São Paulo,um garoto de seis anos foi espancado
violentamente por sua mãe e padrasto e depois lançado de uma ponte;

Isabella Nardoni foi morta por estrangulamento e jogada pela janela de um prédio de classe média, em São Paulo. O pai e a madrasta foram
os autores deste crime;

Os irmãos João Vitor dos Santos Rodrigues, 13 anos, e Igor Giovani Santos Rodrigues, 12 anos, foram barbaramente assassinados pelo pai, contando com a cumplicidade da madrasta, na cidade de Ribeirão Pires (SP).

Ao ler os casos de violências citadas anteriormente, a maioria das pessoas se assombra, se questiona: Que mundo é esse, meu Deus! Por que mães e pais fazem isto? Mas, comumente, essas mesmas pessoas logo depois desviam o olhar ou os ouvidos dos noticiários e retornam comodamente a alimentar suas velhas crenças e atitudes de sempre, como por exemplo:

Todo pai e mãe têm o poder e posse absoluta sobre os filhos;

Os conflitos devem ser resolvidos no tapa;

Nenhuma família deve ser invadida em sua privacidade;

As condutas dos pais sobre os filhos são incontestáveis e estes podem e devem bater em seus filhos para estes aprenderem o que é correto;

Que ao bater em seus filhos os pais nunca perderão o controle da situação;

Um pouco de violência não vai prejudicar o desenvolvimento de seus filhos, etc.

Bem, sinto muito, mas você e eu não estamos inocentes nestas histórias,
pois estes pais e mães seguem as mesmas crenças que a maioria dos cidadãos brasileiros tanto defende, como as que foram citadas acima. Só o que muda é a intensidade dos atos; o princípio que gera essas crenças é o mesmo: que os fins justificam os meios. Somos nós, bem intencionados cidadãos, que alimentamos dia a dia essas crenças e damos implicitamente consentimento para que estes pais cheguem a tanto.

Os autores de violências físicas levaram ao extremo, às últimas conseqüências, provavelmente tensionados por suas dificuldades afetivas ou pelos stresses cotidianos, o que a maioria da sociedade defende. Eles são os protagonistas, os ícones de nosso trágico discurso. O discurso que o mundo adulto é superior, e que tudo pode em relação aos mais jovens, nos impede de interditar, logo na origem, a violência física cometida contra crianças e adolescentes. A generalização desse discurso protege os autores de violências e descuida das vítimas.

Geralmente quando acontece uma situação de violência, dirigimos a nossa atenção para dois personagens, o autor da violência e o sujeito que sofre a violência. No entanto, costumamos esquecer um personagem crucial nesta história: “o amolador de faca”. O amolador de faca representa todos aqueles que de forma tácita ou explicita dizem todos os dias: Faça, você pode! Você deve, é de seu direito! Não deixe barato, mostre quem manda aqui!

Acredito que um dos motores que faz a roda do ciclo vicioso da violência girar é o consentimento dado por nossa sociedade às formas violentas de se resolverem as diferenças, os conflitos. O uso de violências físicas na educação e no cuidado de crianças e adolescentes tem perpetuado o ciclo vicioso de violência dentro da vida familiar. Os pais batem nos filhos; os filhos batem em seus irmãos e colegas de escola e de rua; depois, filhos e colegas batem em suas namoradas, parceiras e esposas, que por fim, também batem em seus filhos. Semeamos ventos e colhemos tempestades!

As pessoas que defendem a erradicação dos castigos físicos e humilhantes querem colocar uma cunha nessa roda,
dizendo o contrário do que dizem costumeiramente os amoladores de faca: Isso não pode! Não é seu direito fazer sofre e humilhar as pessoas que você considera inferior. É intolerável o uso de qualquer forma de violência na educação e no cuidado de crianças e adolescentes.

O Projeto de Lei que visa coibir os castigos físicos e humilhantes busca ampliar os direitos de crianças e adolescentes. Por isso, sua ênfase não é na quantidade ou intensidade da violência física, mas na sua proposta de dinâmica relacional. A violência física é um meio, dentre outros, de estabelecer ou manter uma relação de domínio sobre os considerados inferiores.

Extravagante ou recatada, a violência física sempre cumpre o mesmo papel, subjugar e controlar o outro. Portanto, são inconciliáveis os métodos violentos com a educação que tem como compromisso promover o desenvolvimento e a autonomia do sujeito. O que considero crítico no método educativo que se utiliza da violência física não é a sua intensidade, mas a sua finalidade, que é controlar e manter as ações das crianças e adolescentes por meio da dor e do sofrimento físico.

O que se pretende, enfim, com esse Projeto de Lei não é reduzir a intensidade da violência, mas mudar a forma, o padrão de se educar as novas gerações, assegurando assim que crianças e adolescentes cresçam e se desenvolvam livres de práticas punitivas e disciplinares que causam dor, sofrimento e humilhação. Com a aprovação do projeto, crianças e adolescentes terão direito a mesma proteção que os adultos têm em relação à sua integridade física e psicológica.

Maria Aparecida Alves da Silva
Mestre em educação e doutoranda pelo Programa de Pós-graduação Faculdade de Educação - UFG, psicóloga do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde - SMS Goiânia e consultora da Ministério da Saúde. Há 13 anos atende na saúde pública pessoas em situação de violência.


Fonte: Artigo foi publicada no Jornal "O Popular" em 02 de novembro de 2010, Goiânia - Goiás - Brasil.


Corpo do cantor Tim Maia será exumado para teste de paternidade


RIO - A Justiça autorizou a exumação do corpo do cantor Tim Maia, morto em 1998, para um exame de DNA. O pedido foi feito pela suposta filha do artista, que pede a investigação de paternidade. A decisão é da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que acolheu voto do relator, desembargador Guaraci de Campos Vianna.
A suposta filha entrou com o pedido na 2ª Vara de Família da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, que permitiu a realização do exame de DNA nos restos mortais do artista em dezembro passado. Porém, os herdeiros do cantor, irmãos e seu filho, Carmelo Maia, recorreram da decisão, alegando que eles próprios poderiam fornecer o material para o exame. Os desembargadores, no entanto, consideraram que "o exame de DNA realizado em parentes de primeiro grau não possui a mesma precisão do que aquele realizado no próprio genitor".
Além disso, o relator do processo rejeitou a alegação de que a exumação do corpo, após 12 anos de morte, seria um desrespeito. Para isso, ele usou, inclusive, trechos de músicas do cantor:
"Na verdade a vida do consagrado artista é um espelho e o que se vê através dele são as suas obras, músicas principalmente. A exumação do seu cadáver não causará qualquer sacrifício insuportável, dor ou trauma como argumenta a agravante. A alma e o espírito do suposto pai não serão incomodados e certamente estarão em estágio que o falecido, quando vivo, apregoava na sua música 'sossego'. Não deu a agravante 'motivos' suficientes para o provimento do agravo", afirmou no processo o relator.


Avô do menino Sean Goldman morre no Rio aos 65 anos


Segundo esposa, Raimundo Carneiro Ribeiro Filho tinha câncer de pulmão.
Ele estava internado há 40 dias no Hospital Copa D’Or, em Copacabana

O avô materno do menino Sean Goldman, de 10 anos, Raimundo Carneiro Ribeiro Filho, de 65, morreu na noite desta segunda-feira (21), vítima de câncer de pulmão. Segundo Silvana Bianchi, avó de Sean, o marido estava internado há 40 dias no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Desde 2009, Sean mora com o pai biológico, o norte-americano David Goldman, nos EUA. O menino foi entregue ao pai depois de uma luta judicial no Brasil por sua guarda. David iniciou a briga com a família brasileira depois da morte da mãe de Sean, a estilista Bruna Bianchi.
De acordo com Silvana Bianchi, um dos últimos desejos de Raimundo era de poder ver o neto antes de morrer. A família, então, entrou com um pedido na Justiça para que Sean pudesse visitar o avô no hospital. No entanto, segundo ela, esse pedido foi negado. Ela afirmou que não conseguiu comunicar ao neto sobre o falecimento do avô. Abalada, Silvana disse que não vai desistir.
“Meu marido morreu com uma enorme tristeza na alma por causa dessa sentença covarde e injusta. Mesmo lutando contra o câncer, ele nunca deixou de acreditar que veria o neto novamente e o que ele mais queria era vê-lo pela última vez, mas isso não foi possível. Não permitiram que ele visse o neto. Pedimos, mas não foi possível”, disse Silvana.
Ao lado da esposa, Raimundo entrou com vários processos na Justiça para tentar reverter a sentença. Silvana afirmou que ainda é difícil conseguir notícias do neto. Ela lamenta que Sean não poderá comparecer ao enterro do avô: "Só queríamos ele aqui nesse momento", completou.
O corpo de Raimundo será sepultado e velado às 14h desta terça (22), no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária. Além da esposa e do neto, ele deixa o filho, Lucas, e a neta, Chiara, de 2 anos.

Irmã no processo
No início de março, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, incluir a irmã de Sean Goldman, Chiara Ribeiro Lins e Silva, 2 anos, como parte interessada no processo que trata da disputa pela guarda do garoto. O pedido de inclusão da irmã foi feito pela defesa dos avós maternos.
O pedido foi feito em 2009, quando Sean ainda estava no Brasil. A defesa pretende usar a presença da menina no processo para reverter a decisão que permitiu Goldman levar o filho para os Estados Unidos. De acordo com o advogado dos avós maternos do garoto, Sérgio Tostes, o Estatuto da Criança e do Adolescente garante a irmãos o direito à convivência. Dessa forma, Chiara seria parte interessada no processo.
Em fevereiro, o pedido de visitação feito pelos avós do menino foi considerado improcedente pela Corte Superior do Estado de Nova Jersey. Segundo a decisão, David Goldman permitiu a visita dos avós com algumas condições “razoáveis” e estas não foram aceitas. Silvana diz ter acatado todas as condições. Na época, ela e o marido deram entrada no pedido usando o estatuto da visitação dos avós (GVS - Grandparent Visitation Statute) de Nova Jersey.
As condições impostas por David são encerrar os processos na Justiça brasileira que tentem reverter a repatriação de Sean aos Estados Unidos ou a guarda total dele ao pai, os avós, então, deveriam não fazer aparições públicas questionando essas decisões, a duração das visitas e quando deveriam acontecer seria decidido pelo psicólogo de Sean, e que toda a comunicação entre David e os avós maternos fosse confidencial.


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