terça-feira, 13 de setembro de 2011

PM flagrado acessando redes sociais dentro do BEP é condenado a 48 anos de prisão por três assassinatos



O ex-PM Raleigh Machado Dias, de 34 anos, foi condenado a 48 anos de prisão por ter matado três jovens, em uma república em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Depois de mais de 9 horas de julgamento, ficou decidido pelo júri popular que Raleigh é considerado culpado pelos homicídios de André Luiz dos Santos Souza, Bruno de Lima Rodrigues e Macsuare Cabral de França. Raleigh foi flagrado pelo EXTRA acessando redes sociais de dentro do presídio de segurança máxima Ary Franco, em agosto.

De acordo com a sentença do juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, Raleigh “quis impor respeito à ordem criminosa no local para ganhar notoriedade do mal. Ao lado de terceiros, sentia-se o dono da lei na respeitável cidade de Campos dos Goytacazes e a justiça em suas mãos”. O magistrado cita ainda que “conforme depoimento hoje prestado pelo delegado de Polícia Luiz Armond, sua personalidade está resumida nesta frase: ´que em Campos, Raleigh é temido como o maior assassino da localidade´”.

Segundo o promotor Leandro Navega, durante o julgamento, Raleigh chegou a confessar que dividia um telefone celular com outros quatro
presos e que isso era “comum” no presídio. O ex-PM confessou ainda que atendeu a ligação do EXTRA no local e que acessava o Facebook, o Twitter e o Orkut através do aparelho.

Extra Online

Distúrbios da diferenciação sexual: como definir o sexo da criança?



Um recém-nascido com hermafroditismo, um distúrbio da diferenciação sexual (DDS), é um problema urgente que deve ser resolvido de modo rápido e preciso. O cirurgião pediátrico, Uenis Tannuri, do Hospital Santa Catarina, explica que, definida a linhagem (feminina ou masculina), a cirurgia reparadora apresenta resultados estéticos muito bons. Mas como definir o sexo da criança nestes casos?


De acordo com Uenis, o hermafroditismo ocorre quando há uma ação na diferenciação sexual da criança. Em outras palavras, o bebê pode nascer com os dois órgãos sexuais bem formados (hermafroditismo verdadeiro); pode nascer geneticamente como do sexo masculino (cromossomos XY), embora os órgãos sexuais externos não se desenvolvam completamente (pseudo-hermafroditismo masculino); ou nascer geneticamente como do sexo feminino (cromossomos XX), embora o clitóris se desenvolva excessivamente, adquirindo um formato semelhante a um pênis (pseudo-hermafroditismo feminino).

Cirurgia reparadora deve ser feita até os 2 anos de idade

“Para definir o sexo da criança, o primeiro sinal é o exame clínico, logo ao nascimento. Em seguida são realizados exames no laboratório, muito específicos, para determinar a linhagem do bebê”, explica Tannuri. Estes exames irão investigar o cariótipo, os cromossomos do bebê, que irão definir geneticamente se é um menino (XY) ou uma menina (XX). “Definida a linhagem, não há necessidade de esperar a criança crescer para se investigar a orientação sexual. A cirurgia deve ser feita entre 1 ano, até 2 anos de idade”, diz.

Após a cirurgia a criança deve ser acompanhada por outros profissionais. Além do pediatra, caso haja a necessidade de terapia hormonal, é o endocrinologista quem deverá indicar o tratamento.

Por que meu filho nasceu assim?

Uenis explica que as causas da DDS são diversas. “Podem ser metabólicas ou genéticas. A ingestão de drogas pela mãe durante a gestação também pode ter ação direta na diferenciação sexual da criança”, diz.

No hermafroditismo verdadeiro, geralmente o bebê é geneticamente da linhagem feminina, embora desenvolva genitais masculinos. As causas para que isto ocorra ainda são pouco conhecidas.

Um dos casos mais comentados foi o da atleta sul-africana Caster Semenya, campeã dos 800 metros no Mundial de Berlim, em agosto de 2009. De acordo com o jornal australiano The Sydney Morning Herald, exames realizados durante a competição indicaram que a fundista é hermafrodita: ela não possui ovários, apesar de na aparência externa apresentar órgão sexual feminino, e tem testículos internos “escondidos”, que produzem grande quantidade de testosterona.

“Com relação ao comportamento da criança, é um assunto extremamente complexo. No entanto, recomendo a cirurgia levando para uma determinada linhagem, e aos pais, que apoiem seus filhos em tudo. O mais importante para os pais é dar todo o apoio necessário à criança”, conclui Tannuri.

Marina Teles

O que eu tenho?

Estudante com deficiência denuncia agressão de seguranças da Bienal no Rio

Géssica Oliveira adora ler e foi à Bienal do Livro, no Riocentro, através de uma excursão da escola. Durante a chegada de uma escritora famosa ao evento, ela teria sido agredida pelos seguranças do evento. Veja os detalhes.

R7

Site ajuda filhos de doadores de sêmen a encontrar pais e meio-irmãos


Famílias com crianças concebidas através de inseminação artificial estão se reunindo nos Estados Unidos por um elo em comum: o doador anônimo de sêmen.

Através de grupos e fóruns na internet, adolescentes tentam conseguir informações sobre seus doadores e encontrar possíveis meios-irmãos dispostos a fazer contato. Em alguns casos, o encontro é surpreendente.

"Temos casos de pessoas que encontram 70, 80 e até mais de 100 irmãos", diz Ryan Kramer, co-fundador do Donor Sibling Registry (DSR), o maior registro de pessoas concebidas através da doação de gametas do país.

O site, criado em 2000 como um grupo de e-mails no Yahoo, permite que filhos busquem seus doadores e meios-irmãos, deixando postagens em uma espécie de mural.

Na maior parte das vezes, a referência para o encontro é o número do doador de sêmen no banco ou clínica, uma das poucas informações fornecidas às famílias.

Estima-se que mais de 30 mil crianças a cada ano sejam concebidas através da compra de sêmen nos Estados Unidos.

Curiosidade
A administradora Michele Jorgenson, de 40 anos, tomou a iniciativa de procurar o pai biológico de sua filha Cheyenne, quando ela tinha 9 anos.

"A principal razão foi curiosidade. Eu queria conhecer a outra parte dela. E também tinha medo de ele ter morrido e ela nunca ter a chance de conhecê-lo", disse à BBC Brasil.

A busca durou dois anos e hoje, Cheyenne se encontra com seu doador anualmente, durante o verão. Mas mesmo antes de encontrá-lo, a menina começou a conhecer seus 13 meios-irmãos, através do Donor Sibling Registry.

Michele diz que já organizou encontros familiares com até oito dos irmãos de Cheyenne e seus pais. "Acho que foi positivo para ela, porque ela não teria outros irmãos e irmãs se não fosse por isso", diz a mãe.

Michele, que vivia com uma parceira quando concebeu Cheyenne, conta que a filha dizia, durante a infância, que queria "uma família normal". Para Michelle, essa foi uma das razões pelas quais quis identificar logo o pai biológico de sua filha.

"Não quis que ela ficasse chateada por não conhecê-lo ou que ela passasse pela dor de não saber quem ele era. Pensei que talvez um dia ela pudesse se ressentir de mim por não saber sobre ele", diz.

Segundo uma pesquisa conduzida por Wendy Kramer com pesquisadores da Universidade Estadual da Califórnia usando a base de dados do site, filhos de casais homossexuais, que correspondiam a cerca de 40% dos visitantes do DSR, tendem a descobrir mais cedo que foram concebidos através da doação de sêmen ou óvulo e a ter mais abertura para falar sobre o assunto com a família.

"A maioria dos filhos de todos os tipos de família deseja ter algum contato com seu doador, mas há menos conforto para discutir isso em famílias com pais heterossexuais", diz o estudo.

'Família estendida'
O DSR foi criado por Wendy Kramer em 2000, quando seu filho Ryan começou a ter curiosidade sobre seu pai biológico.

"Um dia perguntei a minha mãe: 'meu pai está morto ou o quê?'. Ela não estava muito preparada, mas me respondeu o melhor que podia", disse Ryan Kramer à BBC.

Sem ajuda do banco de sêmen, Wendy e Ryan desenvolveram um site onde doadores, filhos e meios-irmãos podem se encontrar e trocar informações médicas e experiências.

"Descobrimos por acidente que ele tinha uma meia-irmã, porque uma pessoa do banco de sêmen nos disse sem querer. Aí começamos o grupo no Yahoo, para procurá-la", disse Wendy à BBC Brasil.

Atualmente, o site recebe 10 mil visitas por mês e já possibilitou o encontro de 8.400 pessoas com irmãos ou doadores.

Mas a dificuldade de falar sobre o tema também impediu que Ryan Kramer fizesse contato com as primeiras meias-irmãs que descobriu através da popularidade do site.

"Na primeira vez, a mãe de irmãs gêmeas me procurou para dizer que elas eram filhas do mesmo doador que eu, mas disse que elas não podiam saber que foram concebidas com uma doação de sêmen", conta.

"Algum tempo depois descobriu outra meia-irmã e começamos a nos corresponder, mas a mãe dela impediu o nosso contato. Nunca mais nos falamos. Foi muito difícil para mim que as primeiras pessoas que encontrei tivessem essa resposta."

Agora, ele encontra regularmente com três irmãs dos sete meios-irmãos que descobriu. "Mas acho que o número real está entre 20 e 30".

Conhecer o pai biológico foi mais difícil para Ryan, que teve que colocar seu DNA em um banco de dados e cruzar as respostas com um registro público da cidade onde sabia que seu doador tinha nascido.

"Quando tinha certeza, escrevi uma carta para ele dizendo que só queria conhecê-lo. Ele me respondeu e desde então desenvolvemos uma relação única e muito boa, nos encontramos ao menos uma vez ao ano. Meus avós biológicos se mudaram para perto de mim e eu os vejo sempre, é como uma família estendida", diz.

Doadores de sucesso
Segundo Wendy Kramer, o grande número de filhos de um mesmo doador pode criar novas famílias, mas também causa problemas.

"Os doadores estão dispostos a encontrarem os filhos porque sabem que é o correto a fazer, mas geralmente se retiram do site depois que encontram 7 ou 10 crianças, porque não conseguem lidar com muito mais do que isso", diz.
"Os bancos prometem que o sêmen do doador não será usado para mais que dez ou 20 crianças, mas é uma piada. Os pais vem ao nosso site e dizem 'Eu encontrei 25 filhos! Como é possível? Eles me prometeram que não seriam mais que dez!'."

A pesquisadora americana Randi Epstein, autora do livro Get me out: A History of Childbirth from the Garden of Eden to the Sperm Bank (Me tire daqui: Uma história do nascimento desde o Jardim do Éden até o Banco de Esperma), diz que nos Estados Unidos, não há registro sobre a comercialização de sêmen nem sobre o número de bebês nascidos de cada doador desde 1988.

"A contagem, assim como os exames médicos, é feita pelos bancos. Então os pais não vão ter o sêmen de alguém com HIV ou com infecções sérias. Mas o doador pode acabar tendo 50 filhos", disse à BBC Brasil.

De acordo com Epstein, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva recomenda aos bancos de sêmen e clínicas que não permitam mais de 25 nascimentos de um mesmo doador em uma população de 800 mil pessoas, para evitar a ocorrência de casamentos consanguíneos.

"Mas isso nem sempre é obedecido, porque há alguns doadores que fazem mais sucesso nos bancos de esperma, porque são atléticos, inteligentes, etc. Por isso os bancos não querem tirá-los dos seus catálogos", diz.

Movimento
Iniciativas como a criação de sites para ajudar filhos de doadores de sêmen a encontrar familiares biológicos não contam com o apoio ou a colaboração explícitos dos bancos de doação, nem das autoridades americanas.

Através dos sites, os familiares e filhos de doadores anônimos nos Estados Unidos criaram um movimento pedindo a criação de leis que garantam seu acesso a informações sobre a localização e o histórico médico do doador de sêmen.

O Estado de Washington foi o primeiro a conceder aos filhos o direito de conseguir informações sobre seus pais biológicos, no último mês de julho.

De acordo com a nova lei, eles podem consultar as informações a partir dos 18 anos, a não ser que os doadores assinem um termo que proíba expressamente a divulgação de sua identidade.

Países como a Suécia, a Áustria e o Reino Unido aboliram completamente as doações anônimas.

BBC Brasil

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Rede D'Or



"LABS PARA TODOS"



HEMOGRAMA = R$ 2,50
Pensando nas pessoas que não possuem plano de saúde ou são aposentadas, a Rede D'Or criou o programa LABS PARA TODOS.


DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
Pedido do Médico.
Carteira de Identidade
CPF
Com o programa é possível realizar exames nas unidades Labs D'Or por um preço diferenciado e ainda ter a facilidade de efetuar o pagamento com cartão de crédito

Ao realizar o primeiro exame, você recebe um cartão de identificação e automaticamente torna-se cadastrado no programa.
Os exames laboratoriais podem ser realizados em qualquer unidade Labs D'Or que possua posto de coleta, sem a necessidade de marcação prévia.
Para mais informações, ligue para (21) 2538-3604.
Para realização de exames de imagem, é necessário fazer o agendamento através de nossa Central de Atendimento – (21) 3460-3600.
O Programa Labs Para Todos estende-se também às empresas que queiram oferecer esta facilidade a seus funcionários.
As empresas interessadas devem entrar em contato com nosso setor comercial e solicitar o cadastramento dos funcionários, através do telefone (21) 2539-0062 (ramal 2243) ou do e-mail:
supervisaocomercial@labs.com.brCom o programa Labs Para Todos, todos podem ter acesso a mais alta tecnologia em medicina diagnóstica.

Informação recebida por e-mail

Mães perdem a guarda de bebês por causa das drogas em São Paulo


Um levantamento da Secretaria de Saúde de São Paulo mostra que o número de mães que perderam a guarda dos filhos por conta do vício em drogas aumentou nos últimos anos nestes locais. É a primeira vez que os dados são analisados.

A informação é da reportagem de Natália Cancian publicada na edição desta segunda-feira da Folha.

Apenas na maternidade Leonor Mendes de Barros, considerada a maior do Estado, o serviço social encaminhou 43 casos à Justiça em 2010. No ano anterior tinham sido encaminhados 26 casos. Já em 2008, esse número foi de 15, e em 2007 foi apenas um.

O diretor da unidade, Corintio Mariani Neto, diz que há mães que não assumem o vício, mas em alguns casos o problema é detectado já na hora do parto. As crianças nascem prematuras, irritadiças, têm problemas respiratórios e até má-formação. Segundo ele, só parte das mães quer ficar com o bebê.

Folha OnLine

Caso Juíza: PMs suspeitos usaram carro da PM sem GPS para planejar morte


Segundo desembargador, eles circularam pelo bairro onde Patrícia morava

Os três policiais militares do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), que tiveram prisão decretada pela morte da juíza Patrícia Acioli, usaram uma viatura da própria PM para circular pelo bairro onde ela morava e planejar o crime. A informação foi passada pelo desembargador Antônio César de Siqueira, presidente da Amaerj (Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro), nesta segunda-feira (12), durante entrevista no Tribunal de Justiça do Rio.

De acordo com o desembargador, o tenente e os dois cabos usaram um carro do Batalhão de Niterói (12º BPM), que não é equipado com sistema de rastreamento por GPS, no dia 11 de julho, um mês antes do assassinato de Patrícia.

Para Siqueira, a circulação dos PMs em uma área na qual não deveriam atuar e em um carro sem rastreamento representa um forte indício de que a morte da juíza já era planejada há pelo menos um mês antes do crime.

- Tudo indica que a morte da Patrícia foi planejada por eles (PMs) um mês antes.

A polícia investiga como os PMs conseguiram usar um carro de outro batalhão, e justamente um que não tinha GPS, para circular pela região onde Patrícia vivia.

Apreensão de armas em batalhão da PM

Policiais da Divisão de Homicídios apreenderam, na manhã desta segunda-feira (12), todas as pistolas calibre 40 e revólveres calibre 38 do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), na região metropolitana do Rio. Os investigadores pretendem descobrir quais armas foram usadas na morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 tiros, há um mês, na porta de casa, em Niterói.

Estojos desse tipo de armamento foram encontrados pela polícia no local do crime. Os agentes da Divisão de Homicídios também cumpriram mandados de busca e apreensão em 15 endereços dos três policiais suspeitos de envolvimento no crime, bem como de familiares deles em busca de pistas que comprovem a participação deles no crime.

A Justiça decretou no último domingo (11) a prisão temporária de três policiais militares suspeitos de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, no dia 11 de agosto. A informação foi confirmada pelo plantão judiciário de Niterói. A magistrada foi atingida por 21 tiros quando chegava de carro ao condomínio onde morava, em Piratininga. No pedido de prisão temporária, os policiais - um tenente e dois cabos - são definidos como "membros de uma verdadeira organização criminosa de altíssima periculosidade".

Os três já estão presos na Unidade Prisional da Polícia Militar (antigo BEP) acusados ainda da morte de um jovem de 18 anos, em junho deste ano. As prisões dos PMs foram decretadas por Patrícia no mesmo dia em que ela foi assassinada. O inquérito foi concluído pela Divisão de Homicídios do Rio.

Justiça ouvirá defesa de PMs

O juiz Fábio Uchôa, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na região metropolitana, determinou na última sexta-feira (9) que os advogados e defensores públicos dos policiais militares que respondem a processos de homicídio em autos de resistência (como mortes de suspeitos em confronto com a polícia) se manifestem em três dias sobre a determinação do Ministério Público, que pediu, na quinta-feira (8), o afastamento de 34 PMs e a prisão de 28 deles.

De acordo com a assessoria de imprensa do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), o prazo de três dias começou a ser contado a partir da publicação da determinação no Diário Oficial e da respectiva intimação dos suspeitos.

Os policiais militares em questão respondem a processos na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde era titular a juíza Patrícia Acioli.

Segundo o juiz, a intimação da defesa dos envolvidos está prevista no Código do Processo Penal, que diz que "ressalvados os casos de urgência ou de perigo de ineficácia da medida, o juiz, ao receber o pedido de medida cautelar, determinará a intimação da parte contrária, acompanhada de cópia do requerimento e das peças necessárias, permanecendo os autos em juízo".

Juíza linha-dura

Conhecida como linha-dura, a magistrada mandou prender seis PMs suspeitos de forjar autos de resistência no começo do ano.
Em 2010, ela decretou a prisão de pelo menos quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher que seriam integrantes de um grupo de extermínio da Marcha de Vans.

Patrícia fazia parte de uma lista com 12 nomes de pessoas supostamente marcadas para morrer encontrada com um integrante de um grupo de extermínio que atua em São Gonçalo.

R7

Gatos que brilham vão ajudar na pesquisa sobre a Aids



RIO - Pesquisadores da Clínica Mayo, nos EUA, criaram gatos que brilham para ajudar nas pesquisas sobre a Aids. Os animais transgênicos receberam simultaneamente genes que os tornam fluorescentes e que os permite fabricar uma versão de uma proteína chamada TRIMCyp que protege humanos e macacos da infecção pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV). Com isso, os gatos também ficaram imunes ao FIV, que tem ação similar ao HIV. Esta foi ainda a primeira vez que uma manipulação genética do tipo foi bem sucedida com mamíferos carnívoros.

A TRIMCyp é uma proteína de uma grupo conhecido como "fatores de restrição", que os cientistas acreditam ajudar a defender os mamíferos da invasão por vírus. O problema é que tanto humanos quanto felinos não produzem naturalmente fatores de proteção contra seus respectivos vírus da imunodeficiência, o que levou ao aparecimento de uma epidemia da doença nas duas espécies. A ideia dos pesquisadores é, tendo os gatos como modelo, imitar os mecanismos evolutivos que levam ao surgimento destes fatores específicos na busca por novas maneiras de combater a Aids.


- Uma das melhores coisas sobre essa pesquisa é que ela visa beneficiar tanto a saúde humana quanto a felina, ajudando tanto gatos quanto pessoas - diz Eric Poeschla, biólogo molecular da Clínica Mayo e líder da equipe de pesquisadores responsável pelo estudo, publicado na edição desta semana da revista "Nature Methods".

Assim como o HIV, o FIV é um vírus da família dos lentivírus que destrói as chamadas células T, que atuam na linha de frente da luta do organismo contra infecções. Além de ficarem imunes ao FIV, os gatos que receberam os genes para fabricar a proteína TRIMCyp e para ficarem fluorescentes podem repassá-los a sua prole, criando toda uma linhagem de animais protegida da doença.

- Uma das grandes vantagens disso é a eficiência nas pesquisas. Quase toda a prole é transgênica e assim não precisamos analisar centenas de animais para encontrar quais são os efeticamente transgênicos - destacou Poeschla.

O Globo

domingo, 11 de setembro de 2011

Crack: o problema é de todos nós

"Meu maior erro foi ter colocado um cigarro de maconha na boca. Agora, quero nascer de novo", João*, 17 anos


Além de destruir famílias, droga aumenta problemas urbanos

Alucinados, eles vagam pelas ruas e não respeitam ninguém. Suas vidas resumem-se à busca pelo seu único objeto de desejo: o crack. E eles já são tantos, que não é mais possível ignorá-los como se pertencessem a um submundo que não nos atinge. Os "noiados" ganharam áreas nobres e periferias e viraram um problema que, de uma forma ou de outra, toca a sociedade e é de responsabilidade de todos.

Veja aqui onde obter ajuda

Além do sofrimento de famílias e amigos, a epidemia de crack - que já foi a droga dos pobres, mas hoje está em todas as classes sociais - significa aumento dos índices de violência, degradação do espaço urbano e toda uma geração perdida de crianças, que já nascem viciadas ou abandonadas pelos pais.

Somente no ano passado, o Estado gastou mais de R$ 2,3 milhões em 2.817 atendimentos e internações de viciados. Parte da verba foi destinada ao Hospital dos Ferroviários, em Vila Velha, onde funcionam, desde 2009, oito leitos destinados a crianças e adolescentes usuários de drogas.

O serviço é voltado para internação e desintoxicação, e 80% dos pacientes são meninos, com em média 16 anos. São garotos como João*, 17 anos, que aos 14, já fumava maconha e bebia.

Como tantos outros, começou pela curiosidade. E viu a vida mudar de vez quando conheceu o fristo, mistura de crack com maconha. "Eu tinha mais moral, mais conceito. Era popular. Fiquei três semanas sem ir pra escola", conta.

Hoje, depois de duas semanas de internação, o sonho é voltar a ser o menino que era o orgulho da mãe. "Quero estar na igreja, dar um culto e ver minha mãe lá na frente. Ela já sofreu muito comigo", admite.

Do lado do crime

Antes de procurar ajuda, João foi deixando as boas amizades de lado, perdeu a namorada e foi acusado de roubo dentro da escola. Chegou a ser preso, depois de encontrar no tráfico uma alternativa para sustentar o vício.

Na família, não faltaram "parcerias" para o mau caminho. "Meu primo usava pedra, e tenho um tio preso. Quase toda a família do meu pai é viciada ou já cometeu algum crime para usar droga. Queria roupa, queria dinheiro para comprar presente para a namorada. Apelei para o crime."

12 segundos

Tudo acontece em uma velocidade incontrolável. São 12 segundos de alucinação e uma vida inteira de arrependimentos depois. "A pessoa fica na compulsão e faz tudo para obter a droga. Envolve-se em situações de risco, assalto e homicídio. Fica vulnerável, subnutrida, igual a um zumbi", explica Expedito Jorge Tavares, coordenador do Núcleo de Prevenção de Drogas da Polícia Federal no Estado.

Compulsão que Juliano*, 17, sabe bem como é. "Uma vez, tomei uma cartela de diazepan, duas cachacinhas e fumei fristo. Tentei matar meu pai e meu cachorro. Dei um soco na TV. E só me controlaram depois que chamaram a polícia", lembra.

Quando mudou de cidade com a família, o garoto não se adaptou. Parou de ir à escola, começou a usar drogas. Pedro chegou a roubar para conseguir o crack. Não tinha forças, sozinho, para deixar as pedras de lado, mas pôde contar com a família.

Depois de 21 dias de internação, ele deixou o Hospital dos Ferroviários e foi direto para um projeto que conta com tratamento terapêutico. "Minha família me deu apoio quando disse que queria me tratar. Os primeiros dias foram sinistros, queria quebrar tudo."

Apoio essencial

Ter o apoio da família, como Pedro, pode fazer a diferença entre conseguir ou não derrotar o vício. "Nem sempre a família participa, o que seria fundamental para ajudar o usuário a enfrentar o mundo lá fora. Só a internação não é solução", ressalta a coordenadora da UTCA do Hospital dos Ferroviários, Bárbara de Oliveira.

Como explica a socióloga e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Marcia Rodrigues, a família deveria ser a primeira instância para dar referência a esses jovens. Mas não é isso que está ocorrendo, o que acaba produzindo uma geração perdida.

Como Simone*, 38, que hoje, após várias recaídas, comemora cinco meses sem usar o crack, mas vê seus erros cobrarem um alto preço: usou a droga durante a gravidez, abandonou os filhos pequenos por causa do vício e hoje vê a filha mais velha ir pelo mesmo caminho.

"Perdi meus filhos, né? Eles afastaram-se, e isso é muito triste. Agora vejo minha filha de 15 anos nessa. Ela usava entorpecentes escondida e só soube quando ela foi presa, há três anos", lamenta.

Na primeira vez, a menina foi detida na escola, guardando uma arma para o namorado. Na segunda, estava traficando. Chegou a engolir quatro pedras de crack para não ir para a delegacia. Acabou no hospital.

Filhos: as vítimas

A dependência de filhos de mães viciadas em crack é ainda mais perigosa. O especialista em Dependência Química João Chequer explica que, desde que estava no útero, a filha de Simone já estava acostumada a utilizar o crack.

"Quando ela usou a droga aos 12 anos, se identificou com aquilo de forma maligna. Ela sente que já usou bioquimicamente o crack e a ligação dela com a droga é imediata e definitiva. É incontrolável", diz João Chequer.

Simone espera por dias melhores, apesar de tudo. "Agora minha filha está em tratamento, assim como eu", comemora. Mas a culpa não vai embora: "Se estivesse do lado dela, poderia ter sido diferente, ela se sentiria mais segura. Eu tive culpa, sim", sentencia.

*Os nomes dos entrevistados foram trocados para preservar as identidades

R$ 10 - É o preço de uma pedra de crack, suficiente para três tragadas

33% - dos usuários de crack morrem nos primeiros 5 anos de consumo, segundo estudo da Unifesp

Rede Gazeta lança campanha

Hoje, data em que comemora 83 anos, a Rede Gazeta lança o projeto Rede Contra o Crack. O objetivo é promover o debate, formar parcerias e mobilizar a sociedade e os governos na busca de soluções para reduzir o consumo e o tráfico de drogas, por meio da cobertura jornalística em todos os veículos da rede e da veiculação de campanhas publicitárias.

Gazeta Online

Vídeo 'esquecido' pode identificar ladrões de cofres do Itaú



A Polícia Civil de São Paulo analisa dez horas de imagens de duas câmeras de segurança que podem ajudar a identificar os 12 ladrões de cofres particulares do banco Itaú da avenida Paulista.

Até este sábado, apenas dois assaltantes foram identificados.

Quando roubaram joias e dinheiro de cerca de 170 cofres no último dia 28, os assaltantes destruíram as memórias dos computadores que armazenavam as filmagens. Porém, eles não destruíram um computador que tinha imagens de uma câmera.

Os investigadores analisam ainda as gravações de um prédio vizinho que pode ter flagrado o bando entrando no banco usando uniformes de funcionários de uma empresa de manutenção.

O roubo é um dos maiores do país, mas a polícia não soube precisar o quanto foi levado porque nem os clientes nem o Itaú informaram quanto havia em cada cofre.

Poucos clientes procuraram a polícia para registrar o roubo. Um deles disse ter perdido R$ 3 milhões em joias.

Um casal que foi vítima do assalto diz que foram roubados diamantes, dinheiro e documentos nos cofres, que usavam havia mais de 20 anos.Eles calculam que o prejuízo passe de R$ 1 milhão.



Folha OnLine

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