quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Reynaldo Gianecchini volta para casa depois de terceira rodada de quimioterapia


ACOMPANHE A COBERTURA DA LUTA DO ATOR CONTRA A DOENÇA

Entenda o caso
No dia 10 de agosto, mm nota oficial, Reynaldo Gianecchini confirmou que sofria de um linfoma não-Hodgkin e mandou um recado ao público. "Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês", comentou. O infectologista David Uip, um dos responsáveis pelo tratamento do ator, veio a público reafirmar o otimismo de Gianecchini em enfrentar a doença.

“Ele está com muita fé, muito confiante. Gianecchini está com uma postura de otimismo e pede apoio das pessoas. Ele tem uma postura serena, que vai ser muito adequada para ajudar no tratamento. Não o vi chorar”, contou o médico.

Foi também neste perído que veio à tona um drama familiar vivido pelo ator. O pai de Gianecchini, Reynaldo Cisotto, também enfrenta um câncer, mas no fígado , e não nos gânglios linfáticos, como o que afeta o filho.

Ao deixar o hospital Sírio Libanês no dia 26 de agosto, Gianecchini conversou otimista com a imprensa. "Queria dizer que estou muito forte e essa força grande parte vem de vocês. As pessoas tem me ajudado muito. Não tenho palavras para agradecer todo mundo. Só queria dizer que estou muito forte. Vou precisar ficar quietinho, tranqüilo e em silêncio para fazer meu tratamento, mas não estou me afastando de vocês. Não tenho palavras para agradecer vocês da imprensa e fãs", comentou o ator, que falava com voz rouca, baixa e pausadamente e saiu aplaudido, aos gritos de "força".

QUEM

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

21 de Setembro - Dia Nacional de Luta das Pessoas com Dificiência


Passeata de deficientes chama atenção para a falta de acessibilidade

Em comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, centenas de deficientes e familiares fizeram uma passeata na manhã desta quarta-feira (21), da Igreja da Candelária até a Cinelândia. Os manifestantes aproveitaram a ocasião para chamar atenção para a falta de acessibilidade na cidade.

"Normalmente fazemos a manifestação em Copacabana, mas neste ano escolhemos o Centro do Rio para mostrar que, apesar de ser o centro comercial da cidade, não tem acessibilidade nenhuma", destacou Nena Gonzalez, diretora do Instituto Novo Ser, que organiza a passeata junto com a Associação Movimento Superação.

Juliana Remorini, integrante do Movimento Superação, salientou que ainda falta muita iniciativa de inclusão de pessoa com deficiência nas escolas, no mercado de trabalho e nos meios de transporte.

"As pessoas acham que acessibilidade trata-se só de colocar rampa e elevador", destaca. "Mas não é só isso. O que chamamos de acessibilidade plena é dar condições para que os deficientes possam exercer sua cidadania como um todo, com acesso à escola, mercado de trabalho, etc."

A manifestação está em seu quinto ano, mas nesta edição, a ideia foi de levantar estas questões com o objetivo de mobilizar a sociedade para que as pessoas se aproximem desse universo.

Jornal do Brasil

Adolescente violentada por presos e conselheiro tutelar estão sob ameaça no Pará


SÃO PAULO - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Tráfico Humano da Assembleia Legislativa do Pará pediu ao governo do estado e pedirá nesta tarde à Secretaria Nacional de Direitos Humanos que incluam a adolescente vítima de abuso sexual por presos da Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel do Pará e o conselheiro tutelar Denilson Gama em programas federais de proteção. Em depoimento realizado na tarde desta terça-feira, Gama afirmou que desde segunda-feira, quando o caso ganhou repercussão nacional, ele já recebeu três ameaças por telefone, feitas por uma voz masculina, que mandou que ele "parasse com isso", pois seu endereço é conhecido e o conselheiro "pode se dar mal". A menina, de 14 anos, segundo a Comissão, está em risco, pois identificou pelo menos quatro presos envolvidos no esquema.

- A menina identificou pelo menos quatro detentos. Um deles é Rodrigo Faísca, o responsável pelo contato com a agenciadora Anne, que levou as meninas para o encontro com os presos. Ela tem muito medo dele. Chorava e perdia o controle toda vez que falava este nome. Pelo menos outros três, entre eles o distribuidor de drogas, foram citados - afirmou o deputado Carlos Bordalo, do PT, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

No depoimento, que durou cerca de uma hora, a adolescente de 14 anos revelou que esta era a segunda vez que ela havia sido aliciada para ir até o igarapé, que fica ao lado da colônia agrícola, para manter relações sexuais com o preso identificado como Rodrigo Faísca. Pelo programa, a menina receberia R$ 20. A agenciadora, identificada como Anne, segundo ela, recebeu dos presos R$ 500 pelo serviço. Além dela, outras duas adolescentes foram levadas por Anne.

Na primeira vez, no entanto, a adolescente manteve relações sexuais com o preso no igarapé e foi embora. Na semana passada, ela e as outras duas meninas foram obrigadas a entrar com os presos na Colônia Penal, onde foram mantidas reféns por quatro dias e obrigadas a manter relações sexuais com vários presos. Segundo o deputado, a menina não sabe identificar o número certo de detentos que cometeram os abusos. Ela só podia deixar os alojamentos escoltada por um dos detentos. Num momento de distração deles, ela fugiu pelo meio da mata que cerca a colônia, que não tem muros.

- Ela contou que foi mantida refém pelos presos e obrigada, além de manter relações sexuais com vários deles, a vender drogas em outras alas do presídio. Pelo relato, a Colônia Agrícola está totalmente dominada pelos presos, que andam lá dentro armados, saem a qualquer hora, consomem e vendem drogas - diz o deputado Carlos Bordalo (PT).

Nesta terça, foram ouvidos apenas a adolescente e o conselheiro. Um boletim de ocorrência foi lavrado, segundo Bordalo, para registrar as ameaças ao conselheiro tutelar. Na manhã de ontem, a adolescente foi levada pela Polícia Civil do Pará para fazer o reconhecimento de presos, sem o conhecimento do conselheiro tutelar, que é o tutor dela neste período de abrigamento. Á tarde, foi levada para prestar depoimento na Assembleia.

Izabela Janete, do Programa Pro-Paz, responsável pelo acompanhamento médico e psicológico da menor, comunicou o Ministério Público sobre os fatos. Nesta terça, a menina deveria ter sido submetida a exames e consultas ginecológicas, mas não compareceu devido aos dois compromissos. Apenas na manhã desta quarta-feira ela foi levada à Santa Casa de Misericórdia de Belém, responsável pelo atendimento.

O deputado Bordalo afirma que não sabia que a menina precisava ser submetida a exames e que havia pedido o depoimento na segunda-feira. Segundo ele, o fato de ter uma agenciadora e de a menina ter sido mantida refém pode configurar tráfico de pessoas.

- Ela veio de livre e espontânea vontade - diz o deputado, que se queixou da demora da polícia ao levar a menina para reconhecer os presos, embora reconheça que ela estava traumatizada.

Segundo Bordalo, a menina relatou que decidiu fugir do presídio depois que percebeu que os presos não a deixariam sair tão cedo. A adolescente teme que as outras duas garotas levadas com ela à colônia penal tenham sido mortas.

- A prisão desta agenciadora é vital para explicar muito coisa. Ela sumiu e não sabemos o paradeiro das outras meninas - afirma Bordalo.

Na tarde desta quarta-feira, o ouvidor da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos (SNDH) Domingos Sávio Dresch da Silveira, e Deisi Benedito, representante da Secretaria, irão com os deputados da CPI do Tráfico Humano da Assembleia paraense à Colônia Penal Heleno Fragoso, em Santa Izabel do Pará, para verificar a situação do presídio.

Izabela Jatene, coordenadora do Pro-Paz, disse que o depoimento da menina deve ser sigiloso e que seu papel é evitar que ela volte a ser vitimizada, resgatando a integridade física e psicológica. A adolescente está abrigada em Belém, numa casa de passagem. Izabela diz que pedirá ao estado que inclua a garota em programa de proteção à criança e adolescentes vítimas de violência caso seja comprovada alguma ameaça.

A prioridade, diz Izabela, é encontrar a mãe da menor e tentar a reinserção dela na família.

O Globo

Vítima de maus-tratos, égua recolhida para tratamento morre em abrigo na Capital


Animal morreu devido a uma infecção geral

Recolhida no 20 de Setembro para um abrigo da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a égua que foi vítima de maus-tratos no bairro Mario Quintana, zona norte de Porto Alegre, não resistiu e morreu devido a uma septicemia (infecção geral).

Segundo a veterinária Rochele Oliveira, 32 anos, o animal já chegou morto ao abrigo, ainda na tarde de terça-feira.

— Ela teve uma perfuração no reto, que causou a morte por septicemia, e também estava desidratada e anêmica — relata a veterinária.

Debilitada devido ao abandono, a égua caiu em um matagal ainda na segunda-feira e foi espancada por algumas crianças da região, que ainda introduziram um objeto perfurante no reto do animal.

A crueldade emocionou e mobilizou membros da comunidade, que passaram o 20 de Setembro dedicados a tratar e alimentar o equino no Parque Chico Mendes.

Zero Hora

Educação aposta no processo de inclusão em escolas regulares


Secretaria vem qualificando mais professores da rede pública para atender o aumento de alunos portadores de deficiência

Rio - Integrar estudantes portadores de necessidades especiais em escolas tradicionais tem sido um desafio para os educadores. Afinal, não basta colocá-los em sala de aula, esses alunos exigem um tratamento diferenciado e com professores capacitados para desenvolver suas habilidades e conhecimentos.

A secretaria estadual de Educação vem implementando ações como a formação de professores especializados para atender a cerca de 2.900 estudantes que estão incluídos dentro do sistema regular de ensino. Desse total 743 estão no 1ºsegmento do Ensino Fundamental, 1.113 no 2º grau e 981 do Ensino Médio,e 699 se encontram em turmas especiais

Segundo a Política Nacional de Educação Especial,são considerados alunos com necessidades educacionais especiais aqueles com deficiência (mental, auditiva, visual e física), com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação.

Para a coordenadora de Educação Especial,Roseni Cardoso, o número de alunos portadores de necessidades especiais vem aumentando na rede estadual, por isso o Estado vem investindo em mais profissionais para atender esses estudantes. Atualmente há um total de 327 intérpretes da Língua Brasileira de Sinais(LIBRAS)atuando em 172 escolas. Para o aluno com paralisia cerebral, a Seeduc fornece profissionais de apoio, a fim de acompanhá-los em classe.

A estrutura para atender os portadores de necessidades especiais é formada pelo Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Napes), responsável pela capacitação de professores de classes comuns.A secretaria possui o Centro de Apoio Pedagógico ao Atendimento de Pessoas com Deficiência Visual (Caps), nos municípios de São Gonçalo e Itaperuna, que produzem material em braile e em alto relevo para alunos cegos, e em escrita ampliada para alunos com baixa visão da rede estadual.


Barreiras superadas
Breno Guedes do Nascimento,deficiente auditivo, é aluno do Instituto de Educação Eber Teixeira de Figueredo, em Bom Jesus do Itabapoana, está no terceiro ano do Ensino Fundamental. De acordo com a diretora Maria Aparecida Medeiros,a adaptação foi facilitada pelo apoio dos pais e dos colegas."Atualmente, a turma de Breno aprende e realiza diversos trabalhos envolvendo a linguagem de sinais", diz a diretora.

Participante de várias atividades, ele gosta das aulas de arte e integra o coral do colégio, cantando música em LIBRAS."Eu gosto muito da linguagem de sinais, sempre gostei. Quando comecei a aprender achei difícil, mas depois ficou fácil entender" explica o aluno.

Portador de deficiência visual, Filipe Knupp, de 14 anos, estuda no colégio Ramiro Braga, em Bom Jardim, e é considerado um dos melhores alunos em Matemática, ele luta capoeira e joga futebol (usa uma bola com guizo), além de ter aptidão especial por música, tocando teclado e sax.

Dificuldades
Embora a rede estadual de ensino venha investindo na qualificação de professores,o caminho ainda é longo e existem obstáculos que precisam ser superados, segundo a psicóloga e mestre em psicologia escolar, Márcia Magalhães Fonseca.

Para ela o processo de inclusão exige tempo e os resultados não aparecem de uma hora para outra. "A iniciativa é importante,mas o número de profissionais especializados é pequeno. Como um professor não qualificado pode dar conta dos alunos ditos normais e ao mesmo tempo de um estudante que precisa de maior atenção?" questiona.

A psicóloga lembra que nem todas as escolas estão preparadas à atender alunos especiais. "Muitas escolas não possuem rampas para os cadeirantes, por exemplo.Outra questão é como a professora fará quando este aluno precisar ir ao banheiro,já que ele necessita de acompanhante. Como fazer com um aluno com deficiência visual, já que a maioria dos professores não conhecem a Libras? Claro que não podemos desmerecer todas as iniciativas que levem ao processo de inclusão,mas é fundamental que as autoridades encontrem soluções para essas questões' finaliza.

O DIA ONLINE

Professora é agredida após pedir para aluno desligar celular em SP


Ela foi parar no hospital depois de ser chutada, cair e bater a cabeça.
Estudante foi suspenso na escola e poderá ser punido.


Uma professora foi parar no hospital em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após ser chutada por um aluno da 7ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Euryclides de Jesus Zerbini nesta segunda-feira (19). Ela havia pedido para o estudante desligar o celular. Após a agressão, a professora caiu e bateu a cabeça.

O celular do aluno já havia tocado quatro vezes quando a professora de 54 anos pediu que ele desligasse o aparelho. Como resposta, o adolescente de 14 anos a chutou. Na queda, ela teve lesões na cabeça e ferimentos em um dos joelhos. Ela foi levada para um hospital, onde foi medicada e liberada.

O caso foi registrado pela polícia como ato infracional, por envolver um adolescente. O Ministério Público vai pedir que o jovem compareça com um responsável em juízo para ser ouvido. A professora também prestará depoimento.

Apenas depois disso será decidido se o jovem irá cumprir uma medida socioeducativa ou será encaminhado para a Fundação Casa. A Secretaria de Estado da Educação disse que a escola prestou todo o atendimento necessário à professora. O aluno foi suspenso por três dias e receberá acompanhamento pedagógico.

G1

Sob denúncia de falta de leitos para dependentes, governo de SP diz que vai dobrar o atendimento


SÃO PAULO - Em novo comunicado à imprensa, a Secretaria da Saúde de São Paulo informou que pretende dobrar o número de leitos de internação para dependentes químicos nos próximos dois anos em todo o Estado. Segundo levantamento feito pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo, quase 80% dos 645 municípios paulistas não dispõem de leitos para tratar dependentes químicos.

Neste momento, a pasta está finalizando mapeamento dos serviços existentes e da demanda para definir os locais onde serão implantadas as novas clínicas. O investimento será de R$ 200 milhões.

Dois novos serviços já estão previstos, segundo a secretaria. Na cidade de São Paulo, o Hospital das Clínicas da FMUSP terá um prédio voltado, exclusivamente, ao tratamento de dependência química. Com 52 leitos, dos quais 40 para adultos e 12 para adolescentes, o local também abrigará uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps-ad).

Em Botucatu, o governo está investindo mais de R$ 12 milhões para a implantação do Serviço de Atendimento Psiquiátrico para Dependentes Químicos, Álcool e Drogas, que começará a funcionar no primeiro semestre de 2012. Serão 3,7 mil m² de área construída divididos em oito blocos, com 76 leitos, dos quais 10 voltados para desintoxicação.

Na análise sobre a disponibilidade de leitos para dependentes químicos, a Frente verificou que em municípios com até 5 mil habitantes, 91% não contam com leitos. Nas cidades com até 50 mil, o déficit é de 85%, enquanto o problema atinge 75% dos municípios com até 100 mil habitantes e 69% das cidades com mais de 100 mil habitantes.

O estudo, realizado em 325 cidades onde se concentram 76% da população do estado, revela ainda que apenas 12% desses municípios recebem ajuda do governo federal, a apenas 5% contam com auxílio do governo estadual. Diz ainda o documento que a maior parte dos dependentes tem entre 16 e 35 anos de idade. O levantamento mostrou ainda que o crack avança com velocidade maior nos municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes.

O Globo

Auxiliar de enfermagem é acusada de agredir deficiente mental



Os maus tratos cometidos contra uma jovem em São Paulo foram registrados por uma câmera instalada pela família da vítima

Foi pedida a prisão preventiva da enfermeira.

Record News

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Polícia Civil do Pará investiga denúncia de abuso sexual de adolescente em presídio


Brasília – A Polícia Civil do Pará investiga a denúncia feita por uma adolescente de 14 anos que diz ter sofrido abuso sexual em uma unidade prisional no município de Santa Izabel do Pará.

Ela procurou uma delegacia na madrugada no último sábado (17) e contou que o abuso foi cometido por detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, na zona rural do município. A polícia vai investigar ainda a denúncia de violência sexual de mais duas adolescentes e tentar descobrir como elas entraram no presídio.

A garota fez exame de corpo de delito e foi encaminhada para um abrigo em Belém. Após as denúncias, o governo do Pará determinou a exoneração, por negligência, do diretor da instituição penal, Andrés de Albuquerque Nunes, e de 20 homens que estavam de plantão no último sábado.

De acordo com coordenador do Centro de Defesa da Criança e Adolescente do Pará (Cedeca), Bruno Guimarães, após o atendimento no conselho tutelar, a jovem deve ser encaminhada para tratamento psicológico.

“As ofensas à dignidade sexual dessa adolescente são profundas, de ordem física, emocional e psicológica. Uma rede de atendimento, uma retaguarda de proteção social são necessárias para tentar minimizar os efeitos devastadores de uma violência dessa natureza.”

Há quatro anos, uma jovem de 15 anos, acusada de furto, foi mantida presa em uma cela com cerca de 20 homens na delegacia de Abaetetuba, na região metropolitana de Belém. Durante 26 dias, a jovem foi estuprada repetidas vezes.

Para o coordenador do Cedeca, Bruno Guimarães, as autoridades precisam tomar medidas para evitar que casos como esses continuem acontecendo no estado. “Nós lamentamos e esperamos que as autoridades tomem medidas que procurem evitar esse tipo de violação, que é um absurdo.”

O caso do último fim de semana envolvendo a garota de 14 anos está sendo investigado pela Divisão de Atendimento ao Adolescente e corre em segredo de Justiça.

prómenino

Concurso premia crianças com armas na Somália


Competição de recitação do Alcorão é de grupo ligado a Al-Qaeda.

Uma estação de rádio na Somália controlada pelo grupo extremista islâmico Al-Shabab premiou com armas crianças que participavam de um concurso de declamação do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.

A competição da rádio Andulus também avaliou conhecimentos gerais.

O grupo que venceu a competição recebeu um fuzil AK-47 e o equivalente a US$ 700 (cerca de R$ 1.240). O segundo colocado recebeu um AK-47 e US$ 500 e terceiro, duas granadas de mão e US$ 400.

O grupo Al-Shabab, que teria ligações com a Al-Qaeda, controla grande parte do sul e do centro da Somália. Recentemente o grupo saiu da capital Mogadiscío, onde o fraco governo apoiado pela ONU está no comando.

Granadas
Quatro crianças, de idades entre 10 e 17 anos, foram escolhidas para representar cada distrito na competição realizada durante o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que terminou em agosto.

"Os jovens devem usar uma mão para educação e com a outra segurar uma arma para defender o Islã", disse o comandante do Al-Shabab Mukhtar Robow aos vencedores da competição em Elasha, cerca de 20 km da capital.

Os vencedores também receberam livros religiosos.

Mohamed Moalimu, repórter da BBC em Mogadíscio, disse que o concurso vem ocorrendo há três anos. Em edições anteriores, a primeira colocação era premiada com um lançador de granadas.

A Somália atravessa uma severa seca e muitas áreas controladas pelo grupo sofrem com fome. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Estadão
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