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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Preso pai acusado de abusar da própria filha
Mãe percebeu o comportamento estranho e fez a denúncia
RIO - Policiais da Delegacia da Criança e Adolescente e Vítima (DCAV) prenderam hoje Alexandre Paula de Abreu, de 40 anos, acusado de abusar sexualmente da filha. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pelo Juízo da 38ª Vara Criminal da Capital pelo crime de estupro de vulnerável.
Segundo o delegado Marcelo Braga Maia, a mãe da menina disse que havia notado que o companheiro apresentava um comportamento estranho em relação à filha e passou a observá-lo, quando então o viu acariciando a criança. A vítima foi ouvida por psicólogos e confirmou os abusos, dizendo ainda que o pai deu ordens a ela para que não contasse nada a ninguém.
Ainda segundo o delegado, Alexandre confessou o crime e disse ter perdido o controle. Ele alegou que estava contaminado por pornografia, pois assistia filmes com conteúdo sexual todas as noites.
Casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, como os sofridos pela apresentadora Xuxa Meneghel, são comuns, e as denúncias aumentam a cada ano. O Disque-Denúncia Nacional (Disque 100) recebeu, nos quatro primeiros meses deste ano, 30 mil ligações, sendo 11% delas sobre violência sexual contra crianças dentro do lar — um aumento de 71% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Itamar Gonçalves, gerente de programas da Childhood Brasil, entidade que luta pela proteção da infância, em 38% dos casos, o pai da vítima é o responsável pelo abuso. O envolvimento de outros parentes e de pessoas conhecidas da família também é frequente.
O abuso sexual de crianças de 0 a 9 anos é o segundo tipo de violência mais frequente nessa faixa etária. O número de notificações só fica atrás dos registros de negligência e abandono. Levantamento do Ministério da Saúde, divulgado na semana passada, mostra que, em 2011, foram registrados 14.625 casos de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra crianças menores de dez anos. A violência sexual representa 35% das notificações. Já a negligência e o abandono tem 36% dos registros.
Há duas semanas, em entrevista ao Fantástico, Xuxa contou que as violências só acabaram quando completou 13 anos e que os agressores era também próximos da família: um amigo do pai, que seria seu padrinho, um homem que iria casar com sua avó e um professor. Xuxa disse ainda que, como a maioria das vítimas, a vergonha e o medo a impediram de procurar ajuda.
O Globo
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Advogado do goleiro Bruno acredita que julgamento do habeas corpus será logo: ‘Não há razão para ele permanecer preso’
Bruno de Souza ainda não assinou o registro do nascimento de Bruninho, seu filho com a modelo Eliza Samúdio. Segundo o advogado Rui Pimenta, o tabelião ainda não teve tempo de ir à Penitenciária Nelson Hungria, em Minas Gerais, onde o jogador está preso, com a papelada para o goleiro assinar.
- Isso acontece porque é um cartório muito movimentado, com muita documentação acumulada. Mas a assinatura deve ser feita ainda esta semana - disse Rui.
O advogado contou ainda aguardar que a data para o julgamento do habeas corpus - solicitado para o mandado de prisão pelo desaparecimento de Eliza Samúdio no Supremo Tribunal Federal (STF) - seja marcada. Ele acredita que isso deve acontecer logo:
- Não há razão para o Bruno permanecer preso. Logo, logo ele sairá da prisão e dará as entrevistas que todos vocês, da imprensa, tanto pedem.
Extra Online
Investigação da BBC desvenda sacrifício ritual de crianças em Uganda
Uma investigação da BBC revelou que rituais envolvendo o sacrifício de crianças em Uganda são muito mais frequentes do que se imaginava e, segundo autoridades do país, estariam aumentando.
Um curandeiro levou a equipe de jornalistas ao seu altar secreto e disse que tinha clientes que regularmente capturavam crianças e traziam seu sangue e órgãos para serem oferecidos aos espíritos.
Também falando à BBC, um ex-curandeiro que hoje faz campanha para o fim dos sacrifícios confessou, pela primeira vez, que matou 70 crianças, incluindo o próprio filho.
O governo de Uganda disse que a prática de sacrifícios humanos está aumentando no país.
Segundo o chefe da Força-Tarefa Contra o Tráfico e Sacrifício de Humanos, Moses Binoga, os crimes estão diretamente vinculados a um maior desenvolvimento e prosperidade e a uma crença cada vez maior de que a feitiçaria pode ajudar a pessoa a enriquecer rápido.
Depoimento
Segundo um curandeiro envolvido na prática, os clientes vão até ele em busca de dinheiro.
"Eles capturam filhos de outras pessoas e depois trazem sangue e órgãos direto para cá para oferecer aos espíritos", disse o homem à BBC.
"Eles trazem (as oferendas) em latas pequenas e as colocam sob a árvore de onde vêm as vozes dos espíritos".
Quando indagado com que frequência o sangue e os órgãos eram trazidos, o feiticeiro respondeu: "Em média três vezes por semana".
No altar, a reportagem da BBC viu um jarro com sangue e o que parecia ser um fígado de tamanho grande. Não foi possível determinar se se tratava ou não de material humano.
Durante as investigações, o altar deste curandeiro, situado na região norte de Uganda, foi queimado por militantes que fazem campanha contra os sacrifícios humanos.
O homem negou estar envlvido em ou ter incitado assassinatos, dizendo que os espíritos falam diretamente aos clientes.
Ele disse que recebe cerca de US$ 260 por consulta mas acrescentou que a maioria do dinheiro vai para seu "chefe".
O diretor da organização criada para combater os sacrifícios humanos, comissário-assistente Moses Binoga, da polícia de Uganda, disse conhecer o chefe mencionado pelo curandeiro.
Segundo o comissário, o homem estaria envolvido em cinco ou seis cartéis de proteção a curandeiros operando no país.
Binoga disse que em 2009 a polícia abriu 26 inquéritos sobre assassinatos onde havia sinais de sacrifícios rituais, em comparação com apenas três casos desse tipo em 2007.
"Também temos cerca de 120 crianças e adultos desaparecidos cujo destino ainda não foi estabelecido. Não podemos excluir a possibilidade de que tenhamr sido vítimas dos rituais de feitiçaria".
Entidades de campanha pela proteção de crianças dizem, no entanto, que o número é muito maior, já que alguns desaparecimentos não são comunicados à polícia.
Militância
O ex-curandeiro e hoje militante pelo fim dos sacrifícios humanos Polino Angela disse que conseguiu persuadir 2.500 pessoas a abandonar a prática desde que ele próprio deixou a atividade, em 1990.
Angela disse que foi iniciado em uma cerimônia no país vizinho Quênia. Na ocasião, um menino de 13 anos foi sacrificado.
"A criança foi cortada no pescoço com uma faca, depois, todo o comprimento, desde o pescoço até embaixo, foi aberto e a parte aberta foi colocada sobre mim", disse o ex-curandeiro.
Ao retornar a Uganda, o feiticeiro foi ordenado a matar seu próprio filho.
"Enganei minha esposa, me certifiquei de que todos tinham saído e de que estava à sós com meu filho. Uma vez que ele estava de bruços no chão, usei uma faca grande como uma guilhotina".
Hoje, Angela acredita estar se redimindo do que fez.
"Estive em todas as igrejas e sou conhecido como um guerreiro na luta para pôr fim à feitiçaria que envolve o sacrifício humano, acho que isso me ‘compensa’ e me exonera", disse Angela.
O ministro da Ética e Integridade do país, James Nsaba Buturo, disse que "punir retrospectivamente causaria problemas… se pudermos persuadir os ugandenses a mudar, acho muito melhor do que voltar ao passado".
Entidades de proteção à criança vêm tentando chamar a atenção para casos recentes de sacrifícios rituais e pedem que novas leis sejam criadas para regulamentar as atividades dos curandeiros.
Sobrevivente
Em um processo contra um suposto feiticeiro que deve ser julgado neste ano em Uganda, a polícia contará com o depoimento de um menino que sobreviveu ao sacrifício.
Mukisa tem três anos de idade e quase morreu após seu pênis ter sido decepado.
Ele sobreviveu graças à ação rápida dos cirurgiões e mais tarde disse à polícia que tinha sido mutilado por um vizinho que, segundo relatos, possui um altar de sacrifícios.
Falando à BBC, a mãe de Mukisa disse: "Toda vez que olho para ele, me pergunto como será seu futuro, um homem sem um pênis, e como ele será visto na comunidade".
Fonte: BBC
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Criança diz que a professora enfiou sua cabeça na privada
Mãe de menina de 5 anos denuncia o suposto crime, que não teria sido o primeiro na creche
Rio - O suposto castigo sofrido por uma menina de 5 anos na Creche Comunitária Cidadão do Futuro, no bairro Porto da Pedra, em São Gonçalo, virou caso de polícia. Os pais registraram queixa na 73ª DP (Neves), acusando a professora da criança de ter enfiado a cabeça da garota dentro de um vaso sanitário, para puni-la por mau comportamento na última quarta-feira.
A mãe da menina, a funcionária pública Renata de Jesus Lima, de 37 anos, contou que no dia 23 notou que a filha — aluna do pré-escolar da creche, administrada por uma ONG — estava muito agitada. “Em casa, ela pedia para tirá-la da escola. Ao perguntar o motivo, falou: ‘A tia disse que eu fiz bagunça e botou minha cara dentro da privada para eu ver bactérias de perto’”.
Acompanhada do marido, Caíque de Oliveira, 33, Renata foi à creche. “A professora disse que minha filha era muito levada e que tinha mesmo que sofrer aquele tipo de castigo. Procurei a polícia na hora”, afirmou Renata. “Encaminhamos o assunto ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. Vamos processar a professora e a direção”, completou Caíque.
Outro possível crime, de abuso sexual, que teria sido praticado por uma professora contra um menino de 4 anos, no dia 7 deste mês, na mesma escola, também foi registrado na delegacia. O garoto teria sofrido lesão no pênis, supostamente puxado pela agressora.
Diretora da instituição nega a acusação
Procurada ontem pelo DIA, a diretora da creche, Luzia Simões, não foi encontrada. Em entrevista à TV Record, porém, negou que a menina tenha sofrido qualquer tipo de castigo e disse que “era tudo mentira” da aluna. “De maneira nenhuma uma professora cometeria essa barbaridade. A mãe esteve aqui e admitiu que a criança tem o hábito de mentir”, argumentou a diretora.
Os pais e algumas testemunhas já prestaram depoimentos. O delegado da 73ª DP, Luiz Antônio Ferreira, disse estar apurando rigorosamente indícios de dois tipos de crimes: de injúria e maus tratos, no caso da menina, e estupro de vulnerável, em relação ao garoto. “São duas acusações gravíssimas em menos de 20 dias. Agora vamos ouvir as professoras supostamente envolvidas e os diretores da creche”, avisou o delegado.
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Motorista de carro que perdeu roda na ponte será indiciado por homicídio culposo
Acidente provocou a morte de homem que seguia na pista em direção ao Rio. Uma faixa da via está fechada para perícia
RIO - O motorista do carro que soltou a roda, atingindo outro veículo na Ponte Rio-Niterói, na manhã desta segunda-feira, será indiciado por homicídio culposo, informou a Polícia Civil. Jorge Luiz Ferreira Flor, que dirigia o Kadett cinza, ano 1990, seguia para o Rio, às 5h15m, quando a roda traseira esquerda do seu veículo se soltou, atravessou a pista e atingiu o Fiat Uno azul, dirigido por Ricardo Daltro de Castro Filho, de 31 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma faixa da via está interditada para a realização de perícia.
Segundo a polícia, logo após o acidente, Jorge encostou seu veículo e foi em direção ao carro atingido, mas foi impedido por funcionários da Ponte, que já estavam atendendo à vítima. Em depoimento na 17ª DP (São Cristóvão), ele contou que havia feito reparos, trocando várias peças de seu carro, no último dia 24, em uma loja mecânica na localidade de Cabuçu, em Nova Iguaçu. Jorge vai responder em liberdade pelo crime de homicídio culposo. A Polícia Rodoviária Federal informou que os dois veículos estavam com a documentação em dia.
Duas pistas chegaram a ser interditadas e foram liberadas às 6h10m, após a retirada do corpo. O trânsito no sentido Rio ficou congestionado desde os acessos até a Reta do Cais, o que significou aproximadamente 12 quilômetros de trânsito parado - quase toda a extensão da via, que tem 13. Por volta das 10h, havia lentidão desde a descida do Vão Central até a saída para a Rodoviária Novo Rio e para o Elevado da Perimetral.
Mau tempo prejudica o trânsito e fecha aeroporto para pousos
Os motoristas tiveram que redobrar a atenção na via, não só pelo excesso de veículos como também pela visibilidade, que ficou muito ruim na manhã desta segunda-feira. O nevoeiro também prejudicou quem seguia pela Estrada Grajaú-Jacarepaguá e pelo trecho da BR-040, na Serra. Quem passava pela BR-101 também teve que reduzir a velocidade por causa da neblina.
Por causa do mau tempo, o Aeroporto Santos Dumont está fechado para pousos e opera com auxílio de instrumentos para decolagens. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, as manobras de pousos e decolagens também estão sendo realizadas por auxílio de instrumentos.
Vazamento forma bolsões d’água na Avenida Ayrton Senna
Um grande vazamento formou bolsões d’água na pista central da Avenida Ayrton Senna, sentido Linha Amarela, na altura do Casa Shopping. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, o problema começou por volta das 5h30m. De acordo com a Cedae, o vazamento foi controlado às 8h, mas uma equipe ainda permanece no local efetuando o reparo na tubulação de 15 centímetros que se rompeu.
A concessionária informou que ainda não sabe o motivo do rompimento, que deverá ser conhecido, após avaliação técnica, apenas daqui a 30 dias. O abastecimento na região não foi afetado. Apesar de ter sido controlado o vazamento, a pista central continua molhada e os motoristas devem optar pela lateral.
E por conta de outro vazamento, que ocorreu ontem por volta das 23h, o asfalto na Rua das Laranjeiras cedeu, na altura da Rua General Glicério, sentido Cosme Velho. Uma faixa está interditada para o reparo e o tráfego segue lento.
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domingo, 27 de maio de 2012
Menina de 9 anos denuncia abuso após ver desabafo de Xuxa
Apenas dois dias após a exibição do "Fantástico" em que Xuxa Meneghel contou ter sofrido abuso sexual na infância, a menor X., de 9 anos, — fã da apresentadora — resolveu revelar seu problema. Em confissão a uma amiga na escola, disse que tinha passado pelo mesmo caso da Rainha dos Baixinhos. A família foi avisada pelo colégio, e o abuso foi confirmado por um piscólogo, que ouviu a menina.
— Ela gosta muito da Xuxa. Viu o programa e se encorajou a contar — explica a mãe da criança, que estuda em uma escola particular do Rio de Janeiro.
História foi parecida
A história foi semelhante à de Xuxa. Aproveitando-se da intimidade com a criança, o companheiro da sua avó materna a levava para casa, dizendo que cuidaria dela. Os momentos em que estavam sozinhos eram usados para abusar de X. O suspeito foi ainda mais ousado: chegou a acariciar a meninar com a companheira em casa.
Segundo o delegado Marcello Maia, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), é fundamental que os pais fiquem atentos a mudanças no comportamento da criança que possam caracterizar o abuso. Com o relato, os pais devem imediatamente procurar a delegacia, onde a vítima será ouvida por profissionais especializados, evitando maiores traumas.
— Os pedófilos não podem controlar seus próprios impulsos, por isso a importância de prendê-los e tirá-los do convívio social — explica.
Crescem as denúncias de abuso
Segundo dados dos diversos órgãos que recebem e acolhem vítimas de abusos sexuais, o número de casos com menores de idade tem crescido continuamente.
Na semana passada, policiais da DCAV prenderam mais um acusado de estupro. Com o pretexto de aliviar dores nas costas, massageando a neta de sua companheira, o acusado a deitava na cama e tirava sua roupa.
Segundo o relato da menor, a cena ocorreu diversas vezes durante três meses. Na época com 7 anos, a menina desconfiou do pedido de sigilo sobre as massagens e questionou a mãe se "massagens eram feitas daquela maneira". A confissão da menor resultou em dez anos de prisão para o pedófilo.
Extra Online
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Já usado no exterior, poderá agora ser produzido nacionalmente graças a tecnologia desenvolvida pela Unicamp
Ele não engorda, não provoca cáries e pode ser usado por diabéticos. É o açúcar FOS (sigla para fruto-oligossacarídeos), que passará a ser fabricado no Brasil graças a um novo modo de fabricação, desenvolvido por uma pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp).
O açúcar FOS não engorda porque sua molécula é muito grande para ser quebrada pelo organismo. Ele é absorvido apenas pelos micro-organismos que vivem na parte final do intestino, daí seu papel probiótico. Ao ingerirem o açúcar, esses organismos crescem e ajudam no tratamento de algumas enfermidades, como problemas de absorção de cálcio, diabetes e câncer. Por causa do seu tamanho, o FOS também não consegue ser metabolizado pelos organismos que ficam alojados na boca e que causam a cárie e as placas dentárias.
O FOS já é conhecido e usado com maior frequência em países do hemisfério norte, inclusive em produtos voltados para diabéticos. No Brasil, seu consumo ainda é restrito. De acordo com Elizama Aguiar de Oliveira, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e autora do estudo, é possível encontrar no Brasil alguns produtos que já contenham FOS. A variabilidade, no entanto, é pequena em função dos custos. Uma lata de leite em pó com FOS, por exemplo, tem preços entre 20 reais e 40 reais. "Se produzido nacionalmente, esses custos podem ser reduzidos", diz.
Tecnologia nacional — A metodologia desenvolvida por Elizama emprega uma liga de nióbio (um minério usado em alguns tipos de aços inoxidáveis) e de grafite para imobilizar a enzima que irá produzir o açúcar. Imobilizando a enzima nesse minério, evita-se que ela se dissolva e o resultado obtido é um xarope rico em oligossacarídeos, sacarose, frutose e glicose. Em seguida é feita a purificação, na qual os subprodutos são separados e os oligossacarídeos são encaminhados para o setor industrial, quando vários produtos com FOS poderão ser processados – como chicletes, balas, sorvetes e pães.
"Não existe contraindicação, o único cuidado é evitar o exagero no consumo, que pode causar cólicas e diarreias", diz Elizama. Segundo a pesquisadora, alguns estudos estimam que o ideal será um consumo máximo de 6 a 10 gramas do FOS por dia. "Mas essa quantia varia muito, depende da maneira que o organismo da pessoa responde ao produto", diz.
Matéria-prima — De acordo com a engenheira, mesmo com a riqueza de matéria-prima para o FOS no país, eles são pouco processados no Brasil. A maioria do que é hoje comercializado vem da Europa, do Japão e dos Estados Unidos, regiões onde os fruto-oligossacarídeos são ingeridos de maneira mais variada. Nesses lugares, ele é empregado em produtos como chicletes, sorvetes, biscoitos, doces, sucos e na linha de alimentação infantil e animal.
Saiba mais
NIÓBIO
Minério usado em alguns tipos de aços inoxidáveis. O Brasil é o maior produtor desse minério no mundo. As suas jazidas estão mais concentradas no estado de Minas Gerais, na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, próxima da região de Araxá, e no Estado do Rio de Janeiro, na Companhia Fluminense.
FOS
O esse tipo de açúcar é um fruto-oligossacarídeo, que não consegue ser metabolizado pelos seres humanos, como acontece com o açúcar comum, por ser formado por uma molécula muito grande e que precisa ser quebrada em partículas menores com enzimas específicas, não existentes no organismo humano. Os FOS não são tão doces quanto o açúcar de mesa (têm cerca de 60% da doçura da sacarose), porém são mais finos e mais brancos.
Veja
Criança cadeirante faz novela e esporte radical
O esporte radical que João Lucas começou a treinar recentemente --já tem até patrocínio de uma marca de cadeiras de rodas resistente a impactos-- chegou ao Brasil há cerca de quatro anos.
O "hardcore sitting" veio dos EUA, onde foi criado por Aaron Fotheringham, 18, o único no mundo a dar um giro de 360º saltando de uma rampa em cadeira de rodas.
Nove anos depois, o moleque se prepara agora para estrear como ator mirim na novela "Carrossel", do SBT, e é uma das primeiras crianças "cadeirantinhas" a treinar manobras radicais em cadeira de rodas.
A informação é da reportagem de Jairo Marques, publicada na edição deste domingo da Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
"Não consigo nem andar de bicicleta e o João tem essa energia toda. É da natureza dele. Acho que as conquistas que ele tem tido vão ser refletidas para todas as crianças com deficiência, que poderão ser vistas de forma menos estigmatizada", declarou a mãe, Adriana Dutra.
Folha OnLine
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Sem educação formal, irmãos ganham prêmios
Davi e Jônatas estão com as malas prontas para a primeira viagem ao exterior: vão para a Califórnia em agosto. Ganharam as passagens e a estadia para a Campus Party americana após vencerem um concurso na edição brasileira do evento.
Por aqui, eles concorreram com mais de 7 mil "nerds", egressos dos cursos de Engenharia e Ciência da Computação. O currículo dos campeões, no entanto, é bem mais modesto. Eles abandonaram a escola antes de concluir o ensino fundamental.
Os dois foram educados pelos próprios pais, em casa. "Se eu estivesse no colégio, estaria entrando na universidade. Em casa, foquei apenas no que gosto. Não perdi tempo nas disciplinas que não me interessam", diz Davi, de 19 anos. Jônatas, um ano mais novo, alfineta: "Mesmo porque o melhor é ter uma boa ideia. Depois, se for preciso, coloco um engenheiro para programar".
A cada afirmação, os dois olham de soslaio para o pai, sentado no sofá ao lado e se segurando para ele mesmo não responder a todas as perguntas. A cada prêmio dos filhos - só nos primeiros quatro meses deste ano eles já ganharam cerca de R$ 30 mil em concursos - Cléber Nunes se convence ainda mais da decisão tomada no fim de 2005, quando Jônatas e Davi terminaram a 5.ª e a 6.ª série.
"Mas, mesmo com todos esses prêmios, ainda dizem que neguei educação para os meninos", diz o pai, referindo-se ao crime de abandono intelectual pelo qual ele e a mulher, Bernadeth Nunes, foram condenados em 2010. Também teriam de pagar uma multa, estimada hoje em R$ 9 mil, pela condenação em um processo na área cível por descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Não quitamos porque temos certeza de que nossos filhos receberam instrução adequada", afirma a mãe.
Quem a vê tão convicta nem imagina que ela era terminantemente contra a decisão do marido. Tanto que, na primeira tentativa de Cleber, no fim de 2004, Bernadeth vetou a ideia. Para convencer a mulher, ele foi aos Estados Unidos, conheceu famílias que praticavam o ensino domiciliar e trouxe uma mala cheia de material sobre o tema.
Começava aí seu processo de "doutrinação" que só tem ganhado adeptos. A mais nova convertida é a pequena Ana, a caçula da família. Aos 5 anos, ela já sabe ler e escrever, é fluente em inglês e, apesar de nunca ter frequentado uma escola, tem uma opinião formada sobre o que se aprende na instituição: "Nada".
Informal. A sala de aula da menina é um cantinho do escritório coletivo que fica no térreo do sobrado em que a família vive, no município mineiro de Vargem Alegre. No espaço, as bonecas ficam junto dos livrinhos de tecido costurados por Bernadeth.
Enquanto a mãe ensina a menina a ver as horas, Jônatas desenvolve um software para informatizar as mercearias do município, e Davi é capaz de se esquecer de comer só para programar os códigos que darão origem a um programa capaz de ajudar os candidatos a vereador e a prefeito a mapear redutos eleitorais e traçar estratégias de comunicação.
Creditam todo o aprendizado à técnica implementada pelo pai, autodidata que saiu da escola no 1.º ano do ensino médio.
Assim que os tirou da colégio, Cléber os ensinou lógica, argumentação e aritmética, base a partir da qual eles poderiam estudar o que lhes conviessem. Davi e Jônatas decidiram ignorar disciplinas como química, biologia e geografia. "Por que eu deveria saber o que são rochas magmáticas?", questiona Jônatas.
Das disciplinas oficiais, ficou somente o inglês. Para estimular a fluência, Cléber comprava cursos de informática em inglês e pedia que os filhos legendassem documentários.
Atualmente, cada um faz seu currículo e seu horário. Mas nunca são menos de seis horas diárias, seis dias por semana. Jônatas, webdesigner, dispersa fácil, tanto que decidiu sair do Facebook para não perder tempo. Davi, programador, é mais centrado, cumpre à risca a grade horária colada no mural do seu quarto, ao lado de onde se vê um versículo bíblico em hebraico, idioma que ele aprendeu sozinho com o intuito de compreender melhor textos do livro sagrado.
Motivação. A retirada dos filhos da escola coincidiu com a decisão da família por uma vida mais simples e de retorno a padrões morais descritos na Bíblia.
Cléber abriu mão de sua empresa de produtos de aço inoxidável, como troféus e placas de honra, para fabricar as peças no quintal de casa. Bernadeth, que era decoradora e cursava Arquitetura, abandonou o curso e, desde então, dedica-se a cuidar da casa e a alfabetizar a filha.
Por fim, trocaram a cidade de Timóteo, com 80 mil habitantes, pela pequena Vargem Alegre, de apenas 7 mil moradores e quase nenhuma opção de lazer. "O pai nos comunicou sobre a mudança. No começo, estranhamos, mas agora já me acostumei com o passeio na pracinha da igreja", diz Davi.
Vez ou outra, jogam futebol com os vizinhos e viajam a Timóteo para encontrar os primos e os ex-amigos de escola. No dia a dia, e sem TV em casa, os cinco estudam, trabalham, fazem as refeições e divertem-se assistindo a vídeos do Youtube. Mas não cansa ficar tanto tempo juntos? Pelo jeito, não. Como acompanhantes da viagem à Califórnia, os meninos não hesitaram: vão levar o pai e a mãe.
Educadores divergem sobre metodologia de ensino fora da escola
Profissionais da educação divergem sobre a possibilidade de pais educarem seus filhos em casa, fora do ambiente escolar. A pedagoga Maria Celi Chaves Vasconcelos, professora na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e na Universidade Católica de Petrópolis, fez uma pesquisa de pós-doutorado analisando a prática no Brasil e em Portugal. Aqui, a legislação não permite. Lá é liberado, dentro de algumas regras - entre elas, avaliação periódica.
"Apesar de ser um tema envolto em preconceito, que ainda recebe muitas críticas, as mudanças estão começando e mostram que existem outras maneiras de educar as crianças que não seja na escola", diz Maria.
Para o pedagogo Fábio Stopa Schebella, diretor pedagógico da Associação Nacional de Ensino Domiciliar, o preconceito contra o método é falta de informação. Ele, que já deu aulas em escolas regulares, hoje presta consultoria pedagógica para algumas famílias que ensinam os filhos em casa.
"Há uma crença equivocada de que as crianças que são educadas em casa não se socializam ou não aprendem direito. E isso é um erro. Elas têm rendimento até melhor, tanto na parte intelectual quanto social", afirma.
Equívoco. Quem tira os filhos da escola lhes rouba a oportunidade de se desenvolver integralmente, diz a professora Silvia Colello, da Faculdade de Educação da USP. "Nem a baixa qualidade e a falta de segurança das escolas justificam uma opção radical como essa. Esse tipo de ensino pode preparar a pessoa para o trabalho, mas não para o mundo."
Além disso, segundo Silvia, há um problema curricular. Em casa, muitos pais optam por privilegiar os temas de interesse do filho em detrimento de outras disciplinas. "É interessante que a família esteja atenta para captar os interesses e aptidões, mas cabe aos pais abrir perspectivas para novos interesses. Como é que o adolescente diz que não gosta de física, se ele nunca estudou a disciplina?"
O argumento de que é direito dos pais decidir o modelo mais apropriado de ensino é rebatido pelos educadores contrários à educação domiciliar: o direito da criança de frequentar a escola é que deve prevalecer.
A aceitação dos filhos a esse modelo de ensino, argumenta a pedagoga, tem mais relação com a falta de opção do que com a satisfação. "A maioria das crianças ou nunca foi à escola ou dela foi tirada muito cedo. Não têm parâmetros para comparar porque não conheceram o lado de cá."
Leis brasileiras não permitem ensino em casa
A legislação brasileira em vigor determina que os pais ou responsáveis matriculem as crianças na rede regular de ensino - o que torna ilegal, portanto, a prática do ensino domiciliar.
O artigo 6 da lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases) diz que "é dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos 6 anos de idade, no ensino fundamental". Já o artigo 55 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que os pais ou o responsável têm a obrigação de matricular os filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
O Código Penal, em seu artigo 246, diz que é crime de abandono intelectual "deixar, sem justa causa, de prover a instrução primária de filho em idade escolar".
As famílias que defendem a educação fora da escola se baseiam no artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um tratado internacional ratificado pelo Brasil, que diz "que os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos".
O Ministério da Educação informou, por meio de sua assessoria, que não se manifesta em relação ao tema, pois se trata de uma questão jurídica/legal.
Permissão. Embora a legislação não permita a prática, há um projeto de lei do deputado Lincoln Portela (PR-MG) em tramitação na Câmara dos Deputados pedindo a regulamentação da educação básica domiciliar. O ensino deve ser realizada pelos pais, mas com supervisão e avaliação periódica.
Estadão
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Polícia identifica suspeito de matar e esquartejar jovem em Bragança Paulista
Corpo de adolescente foi encontrado dentro de mala e identificado neste final de semana
A polícia afirma já ter identificado o assassino da adolescente de 15 anos Renata Silva Monteiro, encontrada morta dentro de uma mala em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O delegado da seccional da cidade, Antonio José Pereira, no entanto não deu detalhes sobre os suspeitos.
Segundo familiares da vítima, o crime teria sido cometido por um casal. Uma jovem teria pego o bebê de Renata e entregue a sua irmã, que o levou para Natal. A vítima então foi levada por um rapaz e, em seguida, desapareceu.
Neste domingo, a polícia confirmou que o corpo encontrado na mala é da adolescente que desapareceu há 13 dias em São Paulo. A jovem será enterrada neste domingo (27) no cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na capital paulista.
A identidade da vítima foi comprovada após um exame de digitais feito pelo Instituto de Criminalística.
Investigação sozinho
A jovem Renata desapareceu depois de sair de sua casa, em São Paulo, no dia 14 de maio, com o filho recém-nascido.
O pai da adolescente, Raimundo da Silva Monteiro, começou então, sozinho, uma investigação. Ele descobriu que o neto havia sido levado para Natal (RN) por uma conhecida da filha.
Monteiro viajou 3.000 km para resgatar o neto, que foi encontrado no bairro do Potengi. A polícia não sabe como a criança poder ter ido para tão longe sem autorização dos pais.
Corpo na mala
Na última quinta-feira (24), moradores acionaram a polícia para retirar uma mala que estava no lago do Orfeu, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
Dentro da mala, a polícia encontrou as pernas, braços e a cabeça de uma mulher. O tórax foi localizado durante a tarde em um bambuzal próximo ao lago. Indícios apontavam que a mulher havia morrido há uma semana, e o caso foi encaminhado para a Delegacia Seccional da cidade.
R7
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