Rio de Janeiro – A ministra dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, defendeu, em evento na manhã de 22/08, a necessidade de um trabalho conjunto entre governo, terceiro setor e setor produtivo para evitar abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes nos grandes eventos e obras de infraestrutura que o país realiza e que fará nos próximos anos.
“Se nós já temos um mapa de onde vamos instalar estes grandes empreendimentos, para onde direcionamos redes e grupos populacionais, grupos de trabalhadores tão amplamente significativos em termos numéricos, nós devemos atuar com as empresas”, declarou.
A ministra chamou a atenção, ainda, para a necessidade de um trabalho em prol de cinturões de proteção à criança e ao adolescente, nas obras e nos megaeventos, que seriam resultado de campanhas de fiscalização e informação e envolveriam empregadores, governos locais, polícias, entidades do terceiro setor e governo.
“Todos nós violamos profundamente os direitos humanos se não reconhecemos o direito à infância, que fica completamente destruído com a violência sexual. Nós não queremos ser, na Copa do Mundo, um país tolerante com a violência sexual. Devemos atuar juntos, ter um plano de ação nas cidades da Copa e no seu entorno turístico”, disse.
A ministra propôs hoje a criação de uma rede tripartite entre governo, sociedade civil e setor produtivo, visando a formação dos cinturões para a Copa de 2014 e a instalação de grupo de trabalho entre as entidades no começo de 2013. A proposta foi aceita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que a capitaneará entre os empresários.
Fonte: Agência Brasil
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Nos EUA, evangélico ativista antigay é preso por molestar crianças
Caleb Hesse, 52, é conhecido por ser um ativista antigay e ex-professor em uma escola primária. Ele foi detido após confessar que teve atos sexuais com crianças em acampamentos de verão de sua igreja. A investigação está em estágio inicial. Os abusos ocorreram desde 1987, mas não são descartadas as possibilidades de ter ocorrido outros casos. Algumas vítimas de Hesse podem ter hoje mais de 40 anos de idade.
O grupo de jovens voluntários confessou à polícia que o acusado teve contato “impróprio” com crianças ao longo das últimas três décadas. Eles afirmaram que o abuso sexual mais recente havia acontecido há menos de uma semana. Muitos dos casos ocorreram em acampamentos de verão organizados pela Igreja Evangélica Livre de Yucca Valley, em que Hesse era membro ativo – com cargo de importância – desde o início de 1980.
A fiança para o acusado, preso na cadeia de Morongo Basin, é de $2,5 milhões de dólares, equivalente a R$4,5 milhões de reais, segundo o portal de notícias da localidade.
A igreja de Hesse é conservadora e exige ainda que seus membros repudiem o estilo de vida homossexual. Segundo o estatuto social da igreja, a atividade homossexual é um tabu. A igreja estabelece diretrizes específicas sobre o assunto. Uma delas é que se você já foi homossexual assumido e não “pratica” mais, é determinado que você prove que tem vivido segundo essas diretrizes por, no mínimo, 5 anos.
O ex-professor também é dono do protectmarriage.com, site ligado a conservativebabylon.com, frente utilizada para coletar doações ao “fundo de defesa da proposição 8″. Proposição 8 foi uma lei que alterou a Constituição da Califórnia para dizer que o casamento é especificamente apenas entre um homem e uma mulher. A lei foi aprovada por uma margem de mais de 700 mil votos, mas posteriormente foi considerada inconstitucional por várias sentenças da Suprema Corte da Califórnia e dos tribunais de apelação.
O grupo de jovens voluntários confessou à polícia que o acusado teve contato “impróprio” com crianças ao longo das últimas três décadas. Eles afirmaram que o abuso sexual mais recente havia acontecido há menos de uma semana. Muitos dos casos ocorreram em acampamentos de verão organizados pela Igreja Evangélica Livre de Yucca Valley, em que Hesse era membro ativo – com cargo de importância – desde o início de 1980.
A fiança para o acusado, preso na cadeia de Morongo Basin, é de $2,5 milhões de dólares, equivalente a R$4,5 milhões de reais, segundo o portal de notícias da localidade.
A igreja de Hesse é conservadora e exige ainda que seus membros repudiem o estilo de vida homossexual. Segundo o estatuto social da igreja, a atividade homossexual é um tabu. A igreja estabelece diretrizes específicas sobre o assunto. Uma delas é que se você já foi homossexual assumido e não “pratica” mais, é determinado que você prove que tem vivido segundo essas diretrizes por, no mínimo, 5 anos.
O ex-professor também é dono do protectmarriage.com, site ligado a conservativebabylon.com, frente utilizada para coletar doações ao “fundo de defesa da proposição 8″. Proposição 8 foi uma lei que alterou a Constituição da Califórnia para dizer que o casamento é especificamente apenas entre um homem e uma mulher. A lei foi aprovada por uma margem de mais de 700 mil votos, mas posteriormente foi considerada inconstitucional por várias sentenças da Suprema Corte da Califórnia e dos tribunais de apelação.
Gêmeos loiro e mulato chamam atenção pela diferença no Rio
Além da aparência, irmãos também são diferentes na personalidade e nos gostos
Os irmãos gêmeos, Nicolas e Davi, de nove anos, chamam atenção por onde passam no Rio pela diferença física: um é loiro igual a mãe e o outro é mulato como o pai.
Além da aparência, os irmãos também são diferentes na personalidade e nos gostos. Enquanto um prefere futebol, matemática e é extrovertido; o outro gosta de basquete, português e é mais tímido. Até para os amiguinhos da escola é difícil acreditar que eles são gêmeos.
A medicina explica que isso é possível, pois eles são gêmeos bivitelinos — nasceram de dois óvulos e dois espermatozoides diferentes em uma mesma gestação.
Os pais dizem que conversam muito com os filhos para que eles não sofram preconceito ou passem por situações de constrangimento.
R7
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domingo, 2 de setembro de 2012
Carta de um cão
Olá,
Eu sou aquele que sempre lhe espera. O seu carro tem um som especial, e eu posso reconhecê-lo entre mil. Os seus passos têm um timbre de magia, eles são música pra mim. A sua voz é o sinal maior do meu momento feliz e às vezes você nem precisa falar nada.
Quando sinto sua tristeza, eu tento te fazer sorrir. Se vejo que está alegre, como isso me faz feliz! Eu não sei qual é o melhor aroma no ar. Só sei que o seu perfume é o melhor. De algumas presenças eu gosto, de outras não. Mas a sua presença é a que movimenta os meus sentidos.
O seu olhar é um raio de luz quando percebo o seu despertar. As suas mãos sobre mim têm a leveza da paz. E quando você sai, tudo é vazio outra vez. E eu volto a te esperar sempre e sempre. Até você chegar novamente.
Esperar pelo som do seu carro… Pelos seus passos… Pela sua voz… Pelo seu cheiro… Pelo seu repouso sob minha vigília à noite… Pelo seu olhar… Pelas suas mãos fazendo carinho em mim. Eu sou aquele que te espera. Eu sou seu cão! E sou feliz por ser assim!
Nunca lhe pedi para me deixar bonito, nem para me adestrar. Também não lhe peço bons alimentos ou me levar no veterinário, nem isso nem coisa alguma. Se não tiver uma correia bonita, pode me colocar num laço ou deixa-me solto. Prometo que não vou embora. Se não puderes me comprar uma casinha, me conformo com um trapinho no chão. Aonde quer que você me colocar, eu sempre vou te proteger.
Não me corte o rabinho, nem me afine as orelhas. Prometo que serei fiel quando tiver que te defender. Se eu destruir algo, desculpa-me, é que não sei o que faço quando estou brincando com as suas coisas, não conheço o valor dos seus objetos e não estrago por má intenção. O que lhe peço é um carinho de vez em quando em mim, e um pedacinho de pão, o demais, me dê apenas se for de sua vontade.
Se eu soubesse falar, quantas palavras bonitas eu diria a você. Se você soubesse como fico feliz quando passeio contigo, mesmo que você não perceba, eu fico muito feliz!
E se já estou velho, e lhe dei meus melhores anos, não me deixe na rua. E, se lhe causei algum dano, com esta lágrima que vê brotar de meus olhos, peço-lhe perdão.
Sim, eu sou um animal, sou um cachorro criado por Deus, porém também os cachorros sentimos e temos coração.
Chegará o dia em que partirei dessa vida, e quero que saiba que lá no céu dos cães, eu sempre serei grato por tudo o que você fez por mim, e principalmente pelos anos que passamos juntos.
Com carinho,
Cãozinho.
Sirlei Pancoti ♥
Tirada do facebook
Foto do meu album
Eu sou aquele que sempre lhe espera. O seu carro tem um som especial, e eu posso reconhecê-lo entre mil. Os seus passos têm um timbre de magia, eles são música pra mim. A sua voz é o sinal maior do meu momento feliz e às vezes você nem precisa falar nada.
Quando sinto sua tristeza, eu tento te fazer sorrir. Se vejo que está alegre, como isso me faz feliz! Eu não sei qual é o melhor aroma no ar. Só sei que o seu perfume é o melhor. De algumas presenças eu gosto, de outras não. Mas a sua presença é a que movimenta os meus sentidos.
O seu olhar é um raio de luz quando percebo o seu despertar. As suas mãos sobre mim têm a leveza da paz. E quando você sai, tudo é vazio outra vez. E eu volto a te esperar sempre e sempre. Até você chegar novamente.
Esperar pelo som do seu carro… Pelos seus passos… Pela sua voz… Pelo seu cheiro… Pelo seu repouso sob minha vigília à noite… Pelo seu olhar… Pelas suas mãos fazendo carinho em mim. Eu sou aquele que te espera. Eu sou seu cão! E sou feliz por ser assim!
Nunca lhe pedi para me deixar bonito, nem para me adestrar. Também não lhe peço bons alimentos ou me levar no veterinário, nem isso nem coisa alguma. Se não tiver uma correia bonita, pode me colocar num laço ou deixa-me solto. Prometo que não vou embora. Se não puderes me comprar uma casinha, me conformo com um trapinho no chão. Aonde quer que você me colocar, eu sempre vou te proteger.
Não me corte o rabinho, nem me afine as orelhas. Prometo que serei fiel quando tiver que te defender. Se eu destruir algo, desculpa-me, é que não sei o que faço quando estou brincando com as suas coisas, não conheço o valor dos seus objetos e não estrago por má intenção. O que lhe peço é um carinho de vez em quando em mim, e um pedacinho de pão, o demais, me dê apenas se for de sua vontade.
Se eu soubesse falar, quantas palavras bonitas eu diria a você. Se você soubesse como fico feliz quando passeio contigo, mesmo que você não perceba, eu fico muito feliz!
E se já estou velho, e lhe dei meus melhores anos, não me deixe na rua. E, se lhe causei algum dano, com esta lágrima que vê brotar de meus olhos, peço-lhe perdão.
Sim, eu sou um animal, sou um cachorro criado por Deus, porém também os cachorros sentimos e temos coração.
Chegará o dia em que partirei dessa vida, e quero que saiba que lá no céu dos cães, eu sempre serei grato por tudo o que você fez por mim, e principalmente pelos anos que passamos juntos.
Com carinho,
Cãozinho.
Sirlei Pancoti ♥
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sábado, 1 de setembro de 2012
Primeira beneficiada por cotas indígenas a se formar na UFRGS é homenageada na colação de grau
Familiares e amigos de Denize Marcolino acompanharam a cerimônia
Primeira estudante indígena beneficiada pelas cotas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Denize Leticia Marcolino, carinhosamente chamada de Gónve (sabiá) na sua aldeia, recebeu o diploma de graduação em Enfermagem na manhã deste sábado.
A mãe de Denize, Ivone da Silva, 43 anos, o marido, Josias de Mello, 25 anos, e outros 20 familiares e amigos que estiveram no Salão de Atos da UFRGS para acompanhar a cerimônia, puderam ver Denize receber a homenagem da universidade, além do batalhado diploma.
Veja galeria de fotos da trajetória de Denize na UFRGS
Da reserva caingangue do Guarita, que ocupa áreas de Tenente Portela, Redentora e Erval Seco (noroeste gaúcho), Denize partiu rumo a Capital em 2008 para cursar a faculdade. A adaptação foi difícil, tanto para se habituar a tomar ônibus entre a Casa do Estudante, na Avenida João Pessoa, e o Campus da Saúde, na Rua São Manoel, quanto para não estranhar a comida e aprender o idioma. Sem contar a saudade de casa.
Agora, a aluna dedicada, que não reprovou em nenhuma disciplina, pretende atuar como enfermeira na própria aldeia, onde falta atendimento em saúde.
Zero Hora
Primeira estudante indígena beneficiada pelas cotas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Denize Leticia Marcolino, carinhosamente chamada de Gónve (sabiá) na sua aldeia, recebeu o diploma de graduação em Enfermagem na manhã deste sábado.
A mãe de Denize, Ivone da Silva, 43 anos, o marido, Josias de Mello, 25 anos, e outros 20 familiares e amigos que estiveram no Salão de Atos da UFRGS para acompanhar a cerimônia, puderam ver Denize receber a homenagem da universidade, além do batalhado diploma.
Veja galeria de fotos da trajetória de Denize na UFRGS
Da reserva caingangue do Guarita, que ocupa áreas de Tenente Portela, Redentora e Erval Seco (noroeste gaúcho), Denize partiu rumo a Capital em 2008 para cursar a faculdade. A adaptação foi difícil, tanto para se habituar a tomar ônibus entre a Casa do Estudante, na Avenida João Pessoa, e o Campus da Saúde, na Rua São Manoel, quanto para não estranhar a comida e aprender o idioma. Sem contar a saudade de casa.
Agora, a aluna dedicada, que não reprovou em nenhuma disciplina, pretende atuar como enfermeira na própria aldeia, onde falta atendimento em saúde.
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Elián, de balseiro a cadete cubano
O menino que naufragou rumo a Miami hoje estuda em colégio militar para defender a revolução
MADRI - A imagem deu a volta ao mundo: agentes armados apontam para um homem escondido num armário com um menino aterrorizado em seus braços. Era o amanhecer de 22 de abril de 2000. A foto, ganhadora do prêmio Pulitzer, mostrava o desenlace de uma história que começara seis meses antes, quando Elizabeth Brotons embarcou com seu filho, Elián, de 6 anos, em um precário bote de alumínio para fugir de Cuba rumo à Flórida. Um temporal pôs fim a seus sonhos. Antes de se afogar, colocou Elián na câmara de um pneu. Assim o encontraram pescadores americanos. Ele estava dias à deriva, protegido por golfinhos. Era 25 de novembro, Dia de Ação de Graças - e falaram em milagre.
Elián foi entregue ao tio-avô paterno, Lázaro González, que vivía em Miami. Em Cuba, Juan Miguel, sobrinho de Lázaro e pai de Elián, pediu a volta do filho, retirado do país sem a sua autorização. O que deveria ser resolvido em família se converteu numa batalha política entre Havana e Miami. Fidel Castro fez do menino o símbolo de sua luta contra o império - ainda que Bill Clinton tenha aprovado sua repatriação - e levou os cubanos a desfilarem em manifestações. Os exilados cubanos montaram guarda diante da casa dos González. O assunto se resolveu com uma sentença judicial e o resgate policial. Em 28 de junho de 2000, o menino aterrissou em Havana. E Fidel o exibiu como o orgulho de Cuba.
Hoje, com 18 anos, Elián é um jovem ativo, de aparência séria, decidido a dar a vida pela revolução. É cadete da Escola Militar Camilo Cienfuegos e membro destacado da União dos Jovens Comunistas.
Elián vive con o pai, Juan Miguel, a madrastra e os dois irmãos pequenos em sua cidade natal, Cárdenas, a 150 quilômetros de Havana. A vida familiar mudou. O pai hoje ocupa uma cadeira na Assembleia do Poder Popular, o Congresso cubano. A família se mudou para uma casa mais afastada, com portão e vigilância. Segundo o jornalista Iván García, “Elián vive numa bolha”, rodeado de agentes de segurança. Para falar com ele, é necessário uma permissão especial.
Quando Elián estava em Miami, Fidel acusou a família no exílio de fazer uma lavagem cerebral.
- Destruir a mente de um menino, mudando-a totalmente para fins de propaganda, é pior do que a morte - disse Fidel.
O comandante se empenhou para contra-atacar as sequelas nocivas que a passagem por Miami pode ter deixado. Até deixar o poder por motivos de saúde, em 2006, Fidel compareceu a alguns aniversários de “Eliansito” e apareceu com o menino e seu pai em desfiles e comemorações. Aos 11 anos, Elián pronunciou o discurso na Tribuna Anti-imperialista de Havana. Aos 14, recebeu das mãos de Fidel a carteirinha da Juventude Comunista. Aos 15, se incorporou à Batalha de Ideias, uma campanha de reafirmação revolucionária lançada por Fidel quando Elián estava em Miami. Ao completar 16, coincidindo com o 10º aniversário de seu retorno, ingressou na escola militar.
“Uma década depois de ter sido um brinquedo dos inimigos da revolução, o vemos vestido de verde-oliva, preparando-se como oficial das Forças Armadas Revolucionárias”, escreveu o jornal “Juventude Rebelde”. Houve missa de celebração em Havana, à qual assistiu Raúl Castro. Em dezembro passado, quando completou 18 anos, Elián desfilou para exigir o regresso de cinco espiões cubanos condenados nos EUA.
Elián assumiu exemplarmente seu papel, de acordo com as suas declarações. Por exemplo: “Estou orgulhoso de poder ajudar à revolução” ou “Nosso comandente Fidel Castro é o máximo para nossa História, só de vê-lo o povo recobra sua fé, esperanças e se sente feliz”.
A influência que Elián possa ter numa juventude saturada de ditadura é duvidosa. Mas o episódio de 12 anos atrás deixou marcas na vida cubana, como a Tribuna Anti-imperialista, construída diante da Seção de Interesses dos Estados Unidos, em Havana, para reclamar a volta do menino. A aprazível Cárdenas, berço do herói, também tem sua recordação. O Quartel dos Bombeiros abriga hoje o Museu da Batalha de Ideias, com uma estátua de Elián com o punho elevado.
Não é o único lugar a ele dedicado. Ficou congelada no tempo a casa 2.319 da Rua 2 em Little Havana, que abrigou o menino em Miami. O quarto está intacto, com brinquedos, bonecos dos Power Rangers, o quimono de caratê. Na entrada, o pneu que o ajudou a sobreviver. E no jardim a foto da mãe, diluída para sempre nessa história.
Delfín González, um tio-avô, toma conta do local. Esgotado, seu irmão Lázaro se mudou, em busca de paz. Donato Dalrymple, o pescador que resgatou o garoto do mar (e que é o homem imortalizado na foto com Elián nos braços, sob a mira de um fusil do agente de imigração) pendurou em sua sala uma foto do menino rodeado por golfinhos.
A família não pode contactar o jovem, mas parentes em Cárdenas a mantém informada. Uma vez, Elián se referiu aos familiares de Miami:
- Embora não nos tenham apoiado em tudo, não guardo rancor. A família se dividiu “por culpa de Fidel”, dizem em Miami. E estes afirmam ter certeza que, se pudessem agir com liberdade, Elián e seu pai teriam ficado com eles.
Como seria sua vida se tivesse permanecido nos EUA, lhe perguntaram uma vez numa entrevista autorizada:
- Como os interesses do império são monopolizar o mundo, desenvolver indústrias, obter capital, talvez poderia ter ganhado muito dinheiro. Talvez não. Me tomariam como uma figura política para me manipular - respondeu.
Sabe-se que Elián visita com frequência o aquário de golfinhos perto de sua cidade. Talvez os golfinhos sejam o vínculo mais íntimo com aquela aventura dramática e extraordinária que mudou sua vida. Uma vida que até agora todo mundo decidiu por ele.
O Globo
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Polícia britânica investiga se Madeleine está na Alemanha
Turista fez foto de menina com família alemã no aeroporto de Ibiza
LONDRES - A polícia britânica investiga a possibilidade de a menina Madeleine McCann estar na Alemanha, revela o jornal “The Sun” nesta sexta-feira. O desaparecimento de Maddie, como a garota era chamada, de um hotel na região portuguesa de Algarve, em 2007, provocou uma comoção mundial e levou mesmo a polícia portuguesa a suspeitar de seus pais.
A nova investigação parte de uma foto feita por um turista alemão numa viagem de Ibiza para Munique. O empresário Frank Bode viu uma menina que parecia ser britânica com uma família alemã. Na foto tremida, uma garota loura, aparentando ter de 7 a 10 anos, está ao lado de uma pessoa de cabelos castanhos. Segundo ele, a foto foi tirada no aeroporto de Ibiza e a criança parecia deslocada no grupo.
“Minha intuição me diz que a menina pode ser Madeleine”, contou ele ao “Sun”. Bode notou que a família falava alemão e a menina, inglês com sotaque britânico. Embora o homem e os dois meninos parecessem alemães, a mãe poderia ser britânica, mas não tinha semelhanças físicas com a garota.
Um porta-voz de Kate e Gerry McCann disse que os pais conhecem a informação. A Scotland Yard, por sua vez, disse estar informada, mas não quis comentar o caso.
O Globo
LONDRES - A polícia britânica investiga a possibilidade de a menina Madeleine McCann estar na Alemanha, revela o jornal “The Sun” nesta sexta-feira. O desaparecimento de Maddie, como a garota era chamada, de um hotel na região portuguesa de Algarve, em 2007, provocou uma comoção mundial e levou mesmo a polícia portuguesa a suspeitar de seus pais.
A nova investigação parte de uma foto feita por um turista alemão numa viagem de Ibiza para Munique. O empresário Frank Bode viu uma menina que parecia ser britânica com uma família alemã. Na foto tremida, uma garota loura, aparentando ter de 7 a 10 anos, está ao lado de uma pessoa de cabelos castanhos. Segundo ele, a foto foi tirada no aeroporto de Ibiza e a criança parecia deslocada no grupo.
“Minha intuição me diz que a menina pode ser Madeleine”, contou ele ao “Sun”. Bode notou que a família falava alemão e a menina, inglês com sotaque britânico. Embora o homem e os dois meninos parecessem alemães, a mãe poderia ser britânica, mas não tinha semelhanças físicas com a garota.
Um porta-voz de Kate e Gerry McCann disse que os pais conhecem a informação. A Scotland Yard, por sua vez, disse estar informada, mas não quis comentar o caso.
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Criança perdida há um ano recebe visita de mãe, mas não vai para casa
Criança de 10 anos foi encontrada por policial na rua em setembro de 2011.
Desde então, menino está no abrigo e não havia sido procurado por família.
O garoto de dez anos que vive há um ano em um abrigo de Salvador, após se perder de casa, recebeu a visita da mãe nesta quinta-feira (30). Jaciara Lima Gonçalves, que não abraçou o filho durante o encontro, afirmou que foi ao local apenas para vê-lo, mas que não pretende levá-lo para casa. Em entrevista à equipe do Juizado, a mãe disse ainda que não quer que o filho seja adotado.
"Só quero olhar para cara dele, não quero nada mais não. Repito o que meu pai disse, o que todo mundo disse, que não era para ele ir para casa, porque vai fugir, traquinar. Quando a gente ia bater nele, ele fugia. Ainda sou mãe de olhar para cara dele", relatou a mulher, que possui oito filhos. O menino também pediu à juíza da Infância e Juventude para continuar no Abrigo Lar da Criança, que fica no bairro Vila Laura.
Ele chegou ao local após ser encontrado só na rua pela polícia nas imediações do bairro Mata Escura e, desde então, nunca mais teve contato com a família. "No dia 8 de setembro, ano passado, por volta da meia-noite, ele foi encontrado por uma ronda policial e entregue à 1ª Vara [da Infância e Juventude]. Nós acolhemos no abrigo. Tentamos localizar familiares, ele passou por assistente social, psicóloga, é menino bem esclarecido. Ele contava tudo, nome de pai, de mãe, irmãos, só não sabia o endereço. Falava muito de uma irmã pequena, a que ele mais gosta", afirma a juíza Mariana Varjão, que acompanha o caso.
A mãe foi buscada pelo Juizado em casa e foi até o encontro acompanhada de um dos filhos. "Para a nossa surpresa e a nossa tristeza, a mãe já veio dizendo que ele continuasse abrigado. Mas ele também verbaliza que não quer voltar para a casa. Vai continuar institucionalizado, vamos fazer a reinserção aos poucos, através de visitas domiciliares", explica a magistrada.
Segundo Mariana Varjão, a mãe da criança disse que ele "sabe o que passou, que sofreu muito" e, por isso, quer que ele continue no abrigo. "Mas nós vamos ver o que é melhor para ele. Ele é muito esperto, está na segunda série, brinca, gosta de futebol. Muito ativo, só não quer voltar para casa", retrata a juíza. O motivo do sofrimento não foi relatado pela mulher.
O Juizado ainda descobriu nesta quinta-feira que um irmão da criança também vive abrigado. O irmão tem quatro anos, possui síndrome de down e está em uma das unidades especiais há quatro anos. A juíza afirma que ele será procurado nos próximos dias.
Em Salvador, cerca de 600 crianças e adolescente moram em abrigo, por situações diversas. A juíza explica que algumas são filhos de moradores de rua, outras vivem em conflito doméstico, além de filhos de pessoas muito jovens.
G1
Desde então, menino está no abrigo e não havia sido procurado por família.
O garoto de dez anos que vive há um ano em um abrigo de Salvador, após se perder de casa, recebeu a visita da mãe nesta quinta-feira (30). Jaciara Lima Gonçalves, que não abraçou o filho durante o encontro, afirmou que foi ao local apenas para vê-lo, mas que não pretende levá-lo para casa. Em entrevista à equipe do Juizado, a mãe disse ainda que não quer que o filho seja adotado.
"Só quero olhar para cara dele, não quero nada mais não. Repito o que meu pai disse, o que todo mundo disse, que não era para ele ir para casa, porque vai fugir, traquinar. Quando a gente ia bater nele, ele fugia. Ainda sou mãe de olhar para cara dele", relatou a mulher, que possui oito filhos. O menino também pediu à juíza da Infância e Juventude para continuar no Abrigo Lar da Criança, que fica no bairro Vila Laura.
Ele chegou ao local após ser encontrado só na rua pela polícia nas imediações do bairro Mata Escura e, desde então, nunca mais teve contato com a família. "No dia 8 de setembro, ano passado, por volta da meia-noite, ele foi encontrado por uma ronda policial e entregue à 1ª Vara [da Infância e Juventude]. Nós acolhemos no abrigo. Tentamos localizar familiares, ele passou por assistente social, psicóloga, é menino bem esclarecido. Ele contava tudo, nome de pai, de mãe, irmãos, só não sabia o endereço. Falava muito de uma irmã pequena, a que ele mais gosta", afirma a juíza Mariana Varjão, que acompanha o caso.
A mãe foi buscada pelo Juizado em casa e foi até o encontro acompanhada de um dos filhos. "Para a nossa surpresa e a nossa tristeza, a mãe já veio dizendo que ele continuasse abrigado. Mas ele também verbaliza que não quer voltar para a casa. Vai continuar institucionalizado, vamos fazer a reinserção aos poucos, através de visitas domiciliares", explica a magistrada.
Segundo Mariana Varjão, a mãe da criança disse que ele "sabe o que passou, que sofreu muito" e, por isso, quer que ele continue no abrigo. "Mas nós vamos ver o que é melhor para ele. Ele é muito esperto, está na segunda série, brinca, gosta de futebol. Muito ativo, só não quer voltar para casa", retrata a juíza. O motivo do sofrimento não foi relatado pela mulher.
O Juizado ainda descobriu nesta quinta-feira que um irmão da criança também vive abrigado. O irmão tem quatro anos, possui síndrome de down e está em uma das unidades especiais há quatro anos. A juíza afirma que ele será procurado nos próximos dias.
Em Salvador, cerca de 600 crianças e adolescente moram em abrigo, por situações diversas. A juíza explica que algumas são filhos de moradores de rua, outras vivem em conflito doméstico, além de filhos de pessoas muito jovens.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Dia Nacional de Combate ao Fumo reacende discussões sobre regulamentação de lei
Brasília – O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado hoje (29), reacende as discussões sobre a regulamentação da Lei Antifumo - que proíbe a prática em lugares fechados - e a necessidade de conscientização quanto às doenças relacionadas ao tabaco.
A enfermeira Venilda Feiter tem 51 anos e fuma desde os 17. Ela diz que nunca teve nenhum problema de saúde por causa do vício, mas já atendeu a vários pacientes que sofriam de doenças relacionadas ao cigarro. Mesmo vendo o que outras pessoas sofrem, ela continua fumando: “Eu trabalhei muitos anos em hospital. Vi muita gente com câncer pulmonar, problema de pleura, esôfago, tudo isso já vi. Mas, mesmo assim, ainda fumo”.
Para Feiter, a quantidade de informação que existe hoje ajuda a evitar que mais pessoas comecem a fumar: “Se, na minha época, alguém tivesse falado o que falam hoje do cigarro, eu jamais teria fumado. Só que, àquela época, tinha propaganda, era chique fumar. Se tivesse a restrição que existe hoje, talvez eu não tivesse começado.”
Assim como a enfermeira, várias pessoas experimentam o cigarro pela primeira vez ainda jovens. É o caso de Henrique Luz, 50 anos, que tentou, mas não conseguiu se livrar do cigarro: “Não é igual a parar de beber. Sem cigarro, você fica agoniado, muito ansioso. Comecei a fumar aos 11 anos de idade, toda a minha família fuma.”
Mesmo quem não fuma percebe, nas pessoas próximas, os problemas que o cigarro causa. O servidor público Francisco Pedreiras é um exemplo de quem não se sente à vontade com o vício dos amigos: “Na hora do futebol, eles são os que se cansam mais rápido. Quando estão fumando por perto, a gente pede que procurem um lugar mais adequado, porque realmente incomoda”.
A auxiliar de limpeza Conceição Costa também observa, em uma colega de trabalho, os riscos causados pelo tabagismo: “Ela sente cansaço, tosse muito, está até com problema de diabetes por causa do cigarro”. Ex-fumante, ela reconhece que foi difícil parar de fumar: “Sem ninguém saber, eu fumava escondida no banheiro”.
Na lanchonete em que trabalha o vendedor Thiago Silva, quem mais compra cigarros são mulheres e jovens de 18 a 22 anos. Mesmo assim, o lucro não é satisfatório: "Nós ganhamos uma mixaria com a venda de cigarros, R$ 0,30 por maço. O lucro é usado para comprar outros produtos. O meu chefe já avisou que vai parar de vender cigarros no próximo mês".
O governo federal arrecadou, em impostos, com a venda de cigarros, R$ 6,3 bilhões em 2011. Em 2012, até julho, já haviam sido arrecadados R$ 3,4 bilhões.
Edição: Graça Adjuto
EBC
A enfermeira Venilda Feiter tem 51 anos e fuma desde os 17. Ela diz que nunca teve nenhum problema de saúde por causa do vício, mas já atendeu a vários pacientes que sofriam de doenças relacionadas ao cigarro. Mesmo vendo o que outras pessoas sofrem, ela continua fumando: “Eu trabalhei muitos anos em hospital. Vi muita gente com câncer pulmonar, problema de pleura, esôfago, tudo isso já vi. Mas, mesmo assim, ainda fumo”.
Para Feiter, a quantidade de informação que existe hoje ajuda a evitar que mais pessoas comecem a fumar: “Se, na minha época, alguém tivesse falado o que falam hoje do cigarro, eu jamais teria fumado. Só que, àquela época, tinha propaganda, era chique fumar. Se tivesse a restrição que existe hoje, talvez eu não tivesse começado.”
Assim como a enfermeira, várias pessoas experimentam o cigarro pela primeira vez ainda jovens. É o caso de Henrique Luz, 50 anos, que tentou, mas não conseguiu se livrar do cigarro: “Não é igual a parar de beber. Sem cigarro, você fica agoniado, muito ansioso. Comecei a fumar aos 11 anos de idade, toda a minha família fuma.”
Mesmo quem não fuma percebe, nas pessoas próximas, os problemas que o cigarro causa. O servidor público Francisco Pedreiras é um exemplo de quem não se sente à vontade com o vício dos amigos: “Na hora do futebol, eles são os que se cansam mais rápido. Quando estão fumando por perto, a gente pede que procurem um lugar mais adequado, porque realmente incomoda”.
A auxiliar de limpeza Conceição Costa também observa, em uma colega de trabalho, os riscos causados pelo tabagismo: “Ela sente cansaço, tosse muito, está até com problema de diabetes por causa do cigarro”. Ex-fumante, ela reconhece que foi difícil parar de fumar: “Sem ninguém saber, eu fumava escondida no banheiro”.
Na lanchonete em que trabalha o vendedor Thiago Silva, quem mais compra cigarros são mulheres e jovens de 18 a 22 anos. Mesmo assim, o lucro não é satisfatório: "Nós ganhamos uma mixaria com a venda de cigarros, R$ 0,30 por maço. O lucro é usado para comprar outros produtos. O meu chefe já avisou que vai parar de vender cigarros no próximo mês".
O governo federal arrecadou, em impostos, com a venda de cigarros, R$ 6,3 bilhões em 2011. Em 2012, até julho, já haviam sido arrecadados R$ 3,4 bilhões.
Edição: Graça Adjuto
EBC
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