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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Mulher confessa sequestro de bebê no Recreio
Ela estava com o bebê numa casa em Inhoaíba e chegou a afirmar que a criança seria sua filha
Mãe do bebê, de apenas 13 dias, foi assassinada
RIO - Localizada na tarde desta terça-feira por policiais do 40º BPM (Campo Grande), uma mulher confessou o sequestro da bebê Jenifer da Silva Araújo, de 13 dias, levada na última segunda-feira numa região próxima a um posto de saúde do Recreio, na Zona Oeste do Rio. Aos PMs, ela se identificou apenas como Michele, mas não trazia nenhum documento de identidade. A mulher, contudo, negou envolvimento no homicídio de Diana Oliveira da Silva, de 33 anos, mãe da criança, cujo corpo trazia sinais de asfixia.
Segundo o comandante do 40º BPM, tenente-coronel Jorge Damião, Michele foi encontrada a partir de uma denúncia feita pelo Disque-Denúncia (2253-1177). Ela estava com o bebê numa casa em Inhoaíba, também na Zona Oeste, e chegou a afirmar que a criança seria sua filha. Os policiais, no entanto, não acreditaram e levaram a mulher para averiguação na 35ª DP para averiguações. Em seguida, Michele foi levada ao Hospital estadual Rocha Faria, em Campo Grande, onde exames poderiam confirmar sua suposta gravidez recente. Foi na unidade que ela, então, confessou o sequestro. Ainda de acordo com a Polícia Militar, testes clínicos serão realizados para confirmar que a criança é, realmente, Jenifer.
O sequestro aconteceu na noite da segunda-feira. Diana estava com a pequena Jenifer quando as duas foram abordadas por um casal, em frente a um posto de saúde, na comunidade do Terreirão, por volta do meio-dia.
O corpo da mulher foi encontrado em um terreno próximo à unidade hospitalar, onde foi fazer um curso de amamentação. O marido da vítima e pai da criança, Francisco de Assis, foi ao local e reconheceu o corpo. Ele afirmou ao site do Extra que a mulher, no dia anterior ao curso, não queria ir ao posto e não disse o motivo.
— Não tenho ideia do que aconteceu. Não conheço essa mulher que levou Jenifer. Viemos do Ceará em 2008 e estávamos construindo uma vida aqui. Tenho um emprego e minha mulher ia começar a trabalhar como doméstica. Agora perdi minha mulher — disse Francisco.
Testemunhas relataram a agentes da DH que viram uma mulher suja de terra com um bebê num ônibus do BRT. Carla Bispo, vizinha da vítima, estava nesse ônibus e reconheceu a criança:
— Abordei a mulher e disse que a menina era filha de uma amiga minha. Ela disse que não. Respondi que não ia esquecer o rosto dela e não esqueci — disse Carla.
A Divisão de Homicídios (DH) procurava por pistas que levassem à prisão da mulher que sequestrou o bebê. O delegado da DH, Fábio Cardoso, conseguiu nesta terça-feira imagens do BRT Transoeste, que mostram uma mulher com um bebê fugindo num ônibus com destino a Santa Cruz.
— A mãe foi encontrada com panos ao redor do rosto e do pescoço e com as mãos amarradas para trás. A causa da morte foi confirmada, pelos peritos, como asfixia — contou Cardoso.
Protesto
Uma manifestação de amigos e parentes da família interditou a Avenida das Américas, na altura da estação Notre Dame, e causou uma paralisação em toda a extensão do BRT por volta das 18h desta segunda-feira. O serviço ficou suspenso por 40 minutos, mas voltou a operar por volta das 18h50m, após o desbloqueio da via.
No fim de semana, Francisco e Diana fizeram um chá de bebê com os amigos. O casal mora na comunidade do Terreirão. A família de Diana mora em Boa Viagem, no Ceará, e ficou sabendo do que aconteceu na noite desta segunda-feira. Os pais de Diana querem que o corpo seja velado na terra natal da mulher. No entanto, a família não tem recursos para o transporte do corpo.
O Globo
Mãe do bebê, de apenas 13 dias, foi assassinada
RIO - Localizada na tarde desta terça-feira por policiais do 40º BPM (Campo Grande), uma mulher confessou o sequestro da bebê Jenifer da Silva Araújo, de 13 dias, levada na última segunda-feira numa região próxima a um posto de saúde do Recreio, na Zona Oeste do Rio. Aos PMs, ela se identificou apenas como Michele, mas não trazia nenhum documento de identidade. A mulher, contudo, negou envolvimento no homicídio de Diana Oliveira da Silva, de 33 anos, mãe da criança, cujo corpo trazia sinais de asfixia.
Segundo o comandante do 40º BPM, tenente-coronel Jorge Damião, Michele foi encontrada a partir de uma denúncia feita pelo Disque-Denúncia (2253-1177). Ela estava com o bebê numa casa em Inhoaíba, também na Zona Oeste, e chegou a afirmar que a criança seria sua filha. Os policiais, no entanto, não acreditaram e levaram a mulher para averiguação na 35ª DP para averiguações. Em seguida, Michele foi levada ao Hospital estadual Rocha Faria, em Campo Grande, onde exames poderiam confirmar sua suposta gravidez recente. Foi na unidade que ela, então, confessou o sequestro. Ainda de acordo com a Polícia Militar, testes clínicos serão realizados para confirmar que a criança é, realmente, Jenifer.
O sequestro aconteceu na noite da segunda-feira. Diana estava com a pequena Jenifer quando as duas foram abordadas por um casal, em frente a um posto de saúde, na comunidade do Terreirão, por volta do meio-dia.
O corpo da mulher foi encontrado em um terreno próximo à unidade hospitalar, onde foi fazer um curso de amamentação. O marido da vítima e pai da criança, Francisco de Assis, foi ao local e reconheceu o corpo. Ele afirmou ao site do Extra que a mulher, no dia anterior ao curso, não queria ir ao posto e não disse o motivo.
— Não tenho ideia do que aconteceu. Não conheço essa mulher que levou Jenifer. Viemos do Ceará em 2008 e estávamos construindo uma vida aqui. Tenho um emprego e minha mulher ia começar a trabalhar como doméstica. Agora perdi minha mulher — disse Francisco.
Testemunhas relataram a agentes da DH que viram uma mulher suja de terra com um bebê num ônibus do BRT. Carla Bispo, vizinha da vítima, estava nesse ônibus e reconheceu a criança:
— Abordei a mulher e disse que a menina era filha de uma amiga minha. Ela disse que não. Respondi que não ia esquecer o rosto dela e não esqueci — disse Carla.
A Divisão de Homicídios (DH) procurava por pistas que levassem à prisão da mulher que sequestrou o bebê. O delegado da DH, Fábio Cardoso, conseguiu nesta terça-feira imagens do BRT Transoeste, que mostram uma mulher com um bebê fugindo num ônibus com destino a Santa Cruz.
— A mãe foi encontrada com panos ao redor do rosto e do pescoço e com as mãos amarradas para trás. A causa da morte foi confirmada, pelos peritos, como asfixia — contou Cardoso.
Protesto
Uma manifestação de amigos e parentes da família interditou a Avenida das Américas, na altura da estação Notre Dame, e causou uma paralisação em toda a extensão do BRT por volta das 18h desta segunda-feira. O serviço ficou suspenso por 40 minutos, mas voltou a operar por volta das 18h50m, após o desbloqueio da via.
No fim de semana, Francisco e Diana fizeram um chá de bebê com os amigos. O casal mora na comunidade do Terreirão. A família de Diana mora em Boa Viagem, no Ceará, e ficou sabendo do que aconteceu na noite desta segunda-feira. Os pais de Diana querem que o corpo seja velado na terra natal da mulher. No entanto, a família não tem recursos para o transporte do corpo.
O Globo
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Câmeras flagram agressões de babá a criança de 1 ano e meio, no Recife
As imagens mostram cenas cotidianas de covardia.
Pais só descobriram porque foram analisar necessidade de hora extra.
O NETV 1ª Edição desta segunda-feira (5) revelou uma história de covardia. A reportagem teve acesso a vídeos que mostram que uma babá, contratada para cuidar de uma menina de um ano e seis meses, maltratava e agredia a criança todos os dias, quando os pais não estavam por perto. A família denunciou o caso à polícia e a babá vai responder ao inquérito em liberdade.
A rotina de violência só foi descoberta porque a família gravou as agressões usando câmeras de segurança escondidas. No dia 9 de julho, às 7h22, o 'bom dia' da menina é um beliscão. Às 10h12, ela recebe um puxão de orelha. Às 11h01, as agressões continuam, sem motivo, do nada. Às 14h53, a vítima leva um beliscão, um puxão de cabelo e é empurrada no berço. Um minuto depois, a babá volta e dá mais um cascudo.
O pai da criança é um empresário, que não será identificado para proteger a imagem da criança. Ele notou comportamentos diferentes na filha de um ano e meio. "Ela estava bem mais agressiva, mordendo as pessoas. Se chegasse uma pessoa de fora que não tivesse contato com ela, ela tentava beliscar ou morder", conta.
No dia seguinte às primeiras imagens, 10 de julho, às 7h29, a menina joga o bichinho de pelúcia no chão para avisar que acordou e se deita, com medo. Ela sabe o que está por vir.
O apartamento tem circuito interno. A babá estava com a família há oito meses, mas a descoberta só veio quando os pais precisaram conferir algumas gravações para pagar as horas extras que ela vinha pedindo.
"Eu tive que me controlar muito porque dói muito, é muito triste porque é um ato de covardia, uma criança indefesa que nunca fez nada de mau para ninguém. Nós mostramos a ela as imagens do primeiro dia, do 9 de julho. Ela disse que não estava fazendo nada de mais, apenas repreendendo a criança que tava jogando algumas coisas no chão, para deixar o quarto mais organizado. Graças a Deus, para demitir por justa causa, bastou ver essas imagens", afirma.
No dia 13 de julho, às 7h24, a rotina de violência começa, sempre no mesmo horário. A babá puxa o cabelo da menina, que fica chorando. Em seguida, no momento de trocar de roupa, a atividade passa longe de qualquer gentileza. A criança é levantada pelo braço esquerdo, bruscamente.
A psicóloga Letícia Rezende explica que a escolha da babá requer muitos cuidados, é uma escolha de confiança. "Essa confiança precisa ser construída pela família. Porque, às vezes, a gente entrega a criança à babá e não diz a ela como gosta que trate a criança, não mostra a ela, não exemplifica como a família trata a criança, então é importante que os pais passem um tempo observando e fazendo junto com a babá", ensina.
No dia 13 de julho, às 15h01, mais grosseria, na hora de comer. O pai não se conforma. "A gente se sente muito impotente. Porque a vontade que a gente tem na hora é de devolver tudo o que ela fez com nossa criança. Mas pela nossa formação, pelo nosso equilíbrio de família, a gente buscou os caminhos legais, denunciamos à GPCA [Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente]".
O crime de maus tratos é um dos mais comuns cometidos contra crianças. De acordo com os registros da polícia, foram 324 casos na Região Metropolitana do Recife, em 2012, e 199 só no primeiro semestre deste ano. Como as pessoas nem sempre denunciam, geralmente é um crime difícil de descobrir e de provar.
Para o chefe do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente, Zanelli Alencar, a dificuldade da vítima contar o que acontece, pela pouca idade, deixa tudo mais complicado. "A pena é muito leve, de dois meses a um ano. Normalmente a pessoa responde em liberdade. E a população tem o sentimento de impunidade, porque eu considero, pelas imagens que eu vi, um crime extremamente grave, mas é a nossa legislação, enquanto ela não mudar, é assim que vai ser feito", afirma.
Para esta família, a dor deixou lições. "Temos que ter mais cuidado, observar mais. Eu sei que a vida é corrida, mas são os tesouros de nossas vidas, e isso vai influenciar no crescimento delas, na forma de agir com as pessoas, na felicidade dessas crianças".
A terapia também pode ajudar. "O que me passa é que aquela criança começa a entender que aqueles atos são naturais, o ato de bater é natural, o ato de ser xingado é natural, então isso não pode acontecer. Ela tem que saber que estava errado daquele jeito, e que ela possa interiormente ir transformando esse sentimento, ir transformando isso, e aí o espaço da psicoterapia é crucial e ajuda muito", garante a psicóloga Letícia.
G1
Madeireiros impõem sua lei na terra dos Awá
Em emboscadas armadas por jagunços e pistoleiros, comerciantes de madeira demostram ter mais força do que a Polícia Federal e a Força Nacional juntas, relata funcionário da Funai
A ponte estava queimando e do lado de lá do fogo estavam uns 50 homens contratados pelos madeireiros; vários deles pistoleiros conhecidos da região. Os homens apontaram suas armas para a Polícia Federal, Força Nacional, Ibama e Funai, que vinham, em comboio, trazendo abundantes provas de crime de desmatamento em terra indígena em 17 caminhões apreendidos, motosserras, motocicletas, tratores e 35 presos.
Era madrugada num povoado perdido no Maranhão com o nome de Varig. E aquilo era uma emboscada. Os madeireiros e seus jagunços levaram a melhor no confronto. O Estado brasileiro teve que recuar. O lado da lei era mais fraco do que o exército organizado pelo crime.
O espantoso fato, que hoje faz parte de relatórios, me foi contado por Claudio Henrique Santos de Santana, 49 anos, há 28 anos funcionário da Funai e, naquele momento, motorista do primeiro caminhão. Aconteceu em junho do ano passado e merece ser relatado para se entender com que desenvoltura o crime de desmatamento age impunemente no Maranhão. Os representantes do Estado brasileiro tentaram dialogar. Foi inútil. Em silêncio, com a ponte em chamas, as armas apontadas, o crime foi mais eloquente.
O dia havia começado bem cedo. Na Aldeia Juriti os índios repetiram para os policiais, com a ajuda de Patriolino Garreto — chefe do posto, na tradução da lingua guajá — que estavam ouvindo o barulho dos tratores e das motosserras na floresta.
Ninguém ouvia nada, mas ninguém duvidava. Os Awá têm uma acuidade auditiva muito superior à de qualquer outro ser humano. Eles desenvolveram, ao longo dos séculos de sua história de fuga e movimento na mata, uma capacidade de ouvir além do normal.
Escolheram dois índios mais velhos para servir de guia. Patriolino foi junto. Atrás os seis integrantes da Força Nacional, um funcionário do Ibama e três da Funai. Os três da Polícia Federal e outro funcionário do Ibama ficaram na Aldeia Juriti.
Já havia começado uma operação de prisão de madeireiros na região, na qual tinha tomado parte Hélio Sotero, que hoje está na chefia da operação de retirada dos não-índios da terra Awá. Durante a operação, chegou até ele o alerta dos índios sobre a presença de madeireiros na floresta. Assim se organizou o grupo que foi até a Aldeia Juriti apurar o que eles estavam informando.
— Viemos de Santa Inês, até a casa do seu Raimundo Porca. — contou Santana, referindo-se a um posseiro antigo, vizinho da terra indígena, que tem sido aliado da Funai.
— Mandamos a bagagem por barco e viemos a pé para a aldeia. Na manhã seguinte, saímos. Os índios na frente, e nós, a pé, atrás. Andamos 20 quilômetros pela floresta até avistarmos o acampamento. Ouvimos então o barulho da motosserra cortando as árvores e o trator de esteira fazendo o limpo para pôr as toras — descreve Claudio Santana.
Eles mandaram os índios voltarem à aldeia para não expô-los aos riscos de serem depois reconhecidos pelos madeireiros. Patriolino, com eles.
— Nós ouvimos o barulho de um caminhão se aproximando. Tinha um tronco de árvore caído e nós o colocamos para bloquear o caminho. O caminhão parou no tronco. Nós, que estávamos escondidos no mato, aparecemos e o abordamos. Estavam o motorista e o ajudante dele, o catraqueiro, que usa a catraca para pegar os troncos. Fizemos essa primeira apreensão, tiramos a tora, e fomos no caminhão, escondidos, com o motorista dirigindo para não assustar as pessoas do grupo. Quando o caminhão encostou, as pessoas vieram falar com o motorista e nós aparecemos e prendemos todos — relata Claudio.
Eram cinco pessoas no acampamento, duas motosserras, duas motocicletas cross novinhas e um trator. Os bandidos conseguiram travar o trator, mas sob a ameaça da Força Nacional foram conduzindo todos para os outros acampamentos. Foi assim o dia inteiro. Ao todo, conseguiram chegar em mais sete acampamentos. Pegaram três tratores de esteira, armas, motos, motosserras, 16 caminhões e prenderam 35 pessoas. Quatro caminhões não puderam ser levados porque os motoristas conseguiram travar o motor.
— A gente passou o dia e anoiteceu nessa operação. Ninguém parou para comer, para descansar, eram três e meia da manhã, nós estávamos viajando quando vimos na estrada um carro cheio de toras. Eram os nossos três companheiros da Polícia Federal e um do Ibama, que havia saído da Aldeia Juruti pelo outro lado e apreendido aquele caminhão. Estavam nos esperando. Aí formamos esse comboio de 17 caminhões. Nossa intenção era soltar no povoado de Varig pessoas que não tinham a ver diretamente com o crime, como a cozinheira. Ou os peões que não nos levariam aos cabeças do crime.
A próxima parada seria Buriticupu, uma famosa cidade madeireira. Depois, uma cidade maior: Santa Inês, onde deixariam os presos e o fruto do crime.
— Eu dirigia o caminhão da frente, quando entrei no povoado e avistei a ponte em chamas. Era a emboscada. Eles queimaram a ponte para nos deter e ficaram de tocaia — disse Cláudio.
O comboio dos 17 caminhões e tratores parou. Não havia por onde escapar. As autoridades tentaram conversar, outros foram verificar se dava para passar pela ponte, mas as tábuas já estavam se desfazendo.
Do lado de lá os bandidos estavam em maior número, com melhor armamento, e maiores chances. Não havia o que fazer.
Do lado de cá eram apenas os funcionários da Funai que não portam armas, dois do Ibama, e os nove integrantes da Força Nacional e Polícia Federal.
Os bandidos exigiram a soltura de todos os presos e abandono dos caminhões e tratores. Era fazer isso ou iniciar o tiroteio.
— Estávamos em menor número e não tínhamos armas suficientes. Deixamos tudo lá e fomos de carro, por outra estrada, pensando em fazer um contorno até Buriticupu para relatar o ocorrido.
A estrada levava ao povoado com o nome de Aeroporto mas não ia até Buriticupu. Eles tiveram que voltar e quando chegaram, encontraram a cidade sob toque de recolher imposto pelos bandidos, a ponte consertada com novas tábuas, os caminhões recolhidos nas serrarias e oficinas da região, e os presos já tinham sumido.
— Ficaram no chão apenas as toras de madeira na estrada jogadas de um dos caminhões.
As forças policiais tinham como prova dessa desmoralizante ação, em que o crime mostrou ser mais forte que o Estado brasileiro, os documentos dos presos, cadernos de anotações, celulares e muitas licenças de transporte de madeira emitidas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Maranhão.
O Globo
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sábado, 3 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Crianças cuidam de irmãos menores por falta de vagas em creches em GO
Garoto de 10 anos é responsável pela irmã de 1 ano : 'Não posso brincar'.
Lista de espera para vaga em Cmeis de Goiânia tem 5 mil pessoas.
Pedro da Silva Santos tem apenas dez anos, mas já assume uma responsabilidade de adulto. Ele cuida da irmã mais nova, de 1 ano, porque a mãe, a operadora de caixa Cristina da Silva Santos, não encontra vaga em uma creche pública. "Quando arrumar uma creche para ela [a irmã], vou poder brincar", diz o menino.
A mãe de Pedro é uma das 5 mil pessoas que esperam por vaga em uma dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), em Goiânia. A família mora no Setor Faiçalville, região oeste da capital. Pedro é responsável pela alimentação da irmã e por todos os outros cuidados que ela necessita. "Também faço mamadeira e tento fazê-la dormir, mas ela é complicada e demora muito", conta. O garoto confesso que gostaria de jogar bola quando chega da escola, mas que por conta da situação, precisa ficar com o bebê.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança com até seis anos tem direito a creche. O conselheiro tutelar Osmar Borges informa que já advertiu algumas mães que deixam os filhos sozinhos em casa por negligência. Mas ele explica que compreende a situação e diz que vai tentar buscar uma solução para o problema.
“Vou pedir à Secretaria de Educação que atenda essas mães. Caso contrário, vamos representar diretamente na Justiça por descumprimento da lei federal 8.069, no artigo 54, que fala que é direito das crianças ter creche”, afirma.
A mãe de Pedro admite que sabe do perigo em deixar os filhos sozinhos. Contudo, cobra da prefeitura o atendimento que a filha precisa e tem direito por lei.
"O mais revoltante é saber que tem gente conseguindo vaga porque conhece gente dentro da Secretaria [Municipal] de Educação. Não conheço ninguém lá dentro. então minha filha não vai ter vaga na creche?", questiona. "Não é justo. trabalho o dia inteiro e cuido dos meus filhos sozinha. Não sei mais a quem recorrer", desabafa.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação (SME) informou ao G1 que o Ministério Público acompanha periodicamente a fila de espera e que há prioridade somente em casos determinados pela Justiça.
Outro caso
No Jardim Caravelas, na região sudoeste da capital, a família da costureira Erica Regina convive com o mesmo problema. Com a renda de R$ 800 por mês, ela não consegue pagar uma creche para as filhas. Por isso, no período de férias, as meninas de oito e nove anos é que cuidam das irmãs menores, de dois e quatro.
Antes de sair de casa, a mãe prepara um lanche e coloca em cima da mesa. Porém, na hora do almoço, são as meninas que têm de mexer no fogão. “Fico preocupada. Comprei celular para elas e ligo toda hora. Trabalho longe e não sei se pode acontecer alguma coisa. Para mim, é difícil", diz Erica.
De acordo com a diretora de administração escolar da Secretaria Municipal de Saúde, Clarismene Paula Domingos, até o final do mandato da atual prefeitura, em 2016, a previsão é de que pelo menos 81 Cmeis devem ser construídos na capital.
Segundo ela, cinco unidades já deveriam estar prontas, mas as obras atrasaram porque a empresa vencedora da licitação, em 2010, não concluiu as obras, pois decretou falência, abandonando o trabalho. Os centros agora devem ficar prontos no final do mês de setembro deste ano.
G1
Lista de espera para vaga em Cmeis de Goiânia tem 5 mil pessoas.
A mãe de Pedro é uma das 5 mil pessoas que esperam por vaga em uma dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), em Goiânia. A família mora no Setor Faiçalville, região oeste da capital. Pedro é responsável pela alimentação da irmã e por todos os outros cuidados que ela necessita. "Também faço mamadeira e tento fazê-la dormir, mas ela é complicada e demora muito", conta. O garoto confesso que gostaria de jogar bola quando chega da escola, mas que por conta da situação, precisa ficar com o bebê.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança com até seis anos tem direito a creche. O conselheiro tutelar Osmar Borges informa que já advertiu algumas mães que deixam os filhos sozinhos em casa por negligência. Mas ele explica que compreende a situação e diz que vai tentar buscar uma solução para o problema.
“Vou pedir à Secretaria de Educação que atenda essas mães. Caso contrário, vamos representar diretamente na Justiça por descumprimento da lei federal 8.069, no artigo 54, que fala que é direito das crianças ter creche”, afirma.
A mãe de Pedro admite que sabe do perigo em deixar os filhos sozinhos. Contudo, cobra da prefeitura o atendimento que a filha precisa e tem direito por lei.
"O mais revoltante é saber que tem gente conseguindo vaga porque conhece gente dentro da Secretaria [Municipal] de Educação. Não conheço ninguém lá dentro. então minha filha não vai ter vaga na creche?", questiona. "Não é justo. trabalho o dia inteiro e cuido dos meus filhos sozinha. Não sei mais a quem recorrer", desabafa.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação (SME) informou ao G1 que o Ministério Público acompanha periodicamente a fila de espera e que há prioridade somente em casos determinados pela Justiça.
Outro caso
No Jardim Caravelas, na região sudoeste da capital, a família da costureira Erica Regina convive com o mesmo problema. Com a renda de R$ 800 por mês, ela não consegue pagar uma creche para as filhas. Por isso, no período de férias, as meninas de oito e nove anos é que cuidam das irmãs menores, de dois e quatro.
Antes de sair de casa, a mãe prepara um lanche e coloca em cima da mesa. Porém, na hora do almoço, são as meninas que têm de mexer no fogão. “Fico preocupada. Comprei celular para elas e ligo toda hora. Trabalho longe e não sei se pode acontecer alguma coisa. Para mim, é difícil", diz Erica.
De acordo com a diretora de administração escolar da Secretaria Municipal de Saúde, Clarismene Paula Domingos, até o final do mandato da atual prefeitura, em 2016, a previsão é de que pelo menos 81 Cmeis devem ser construídos na capital.
Segundo ela, cinco unidades já deveriam estar prontas, mas as obras atrasaram porque a empresa vencedora da licitação, em 2010, não concluiu as obras, pois decretou falência, abandonando o trabalho. Os centros agora devem ficar prontos no final do mês de setembro deste ano.
G1
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Estupro
O estupro tornou-se um problema endémico na África do Sul. Uma técnica da área médica, Sonette Ehlers desenvolveu um produto que imediatamente chamou a atenção mundial. Ehlers nunca se esqueceu de uma vítima de estupro que lhe disse, "Se ao menos eu tivesse dentes lá em baixo..." Algum tempo depois, um homem chegou ao hospital no qual Ehlers trabalha com uma dor terrível, por conta do zipper que havia fechado sobre o seu pénis. Ehlers misturou as duas imagens e desenvolveu um produto chamado Rapex.
O produto parece um tubo, com farpas dentro. A mulher coloca-o como um absorvente interno, através de um aplicador, e qualquer homem que a tentar estuprar irá rasgar-se com as farpas e precisará de ir a um hospital para remover o Rapex.
Quando os críticos reclamaram que se tratava de uma punição medieval, Ehlers respondeu, "Uma punição medieval para uma atitude medieval."
A África do Sul tem índices nada agradáveis de violência sexual e, por isso, Sonette Ehlers inventou uma arma contra estupro, a camisinha feminina chamada Rape-aXe. Sonette é sul-africana e trabalha com vítimas de violência há bastante tempo.
A idéia de haver dentes num lugar tão inesperado é aterrorizante para qualquer homem e, segundo a inventora, a simples visão do mecanismo já inibe a acção de estupradores. Ela conta que um director de polícia lhe disse , depois de uma apresentação do produto, eles ficaram três meses sem registar qualquer queixa de violência contra mulheres.
A camisinha é cheia de farpas que ficam na parte interna e, depois que ela "morde", só pode ser solta com ajuda médica. Daí, além do desconforto de ter as suas partes pudentas (órgãos genitais) perfuradas, o homem também vai ter que conviver para sempre com o estigma de estuprador.
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O produto parece um tubo, com farpas dentro. A mulher coloca-o como um absorvente interno, através de um aplicador, e qualquer homem que a tentar estuprar irá rasgar-se com as farpas e precisará de ir a um hospital para remover o Rapex.
Quando os críticos reclamaram que se tratava de uma punição medieval, Ehlers respondeu, "Uma punição medieval para uma atitude medieval."
A África do Sul tem índices nada agradáveis de violência sexual e, por isso, Sonette Ehlers inventou uma arma contra estupro, a camisinha feminina chamada Rape-aXe. Sonette é sul-africana e trabalha com vítimas de violência há bastante tempo.
A idéia de haver dentes num lugar tão inesperado é aterrorizante para qualquer homem e, segundo a inventora, a simples visão do mecanismo já inibe a acção de estupradores. Ela conta que um director de polícia lhe disse , depois de uma apresentação do produto, eles ficaram três meses sem registar qualquer queixa de violência contra mulheres.
A camisinha é cheia de farpas que ficam na parte interna e, depois que ela "morde", só pode ser solta com ajuda médica. Daí, além do desconforto de ter as suas partes pudentas (órgãos genitais) perfuradas, o homem também vai ter que conviver para sempre com o estigma de estuprador.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Mércia Nakashima: júri de vigia acusado de participar de morte da advogada começa nesta segunda-feira
Evandro Bezerra dos Santos responde por homicídio qualificado; crime ocorreu há três anos
Mais de três anos após a morte de Mércia Nakashima, o vigia Evandro Bezerra se sentará no banco de réu do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A vítima desapareceu em maio de 2010 e seu corpo foi encontrado em uma represa, em Nazaré Paulista. Bezerra é acusado de ajudar Mizael Bispo, condenado em março a 20 anos de prisão, a assassinar a advogada.
Sete jurados vão traçar o destino do vigia, no julgamento que deve começar às 9h e tem previsão de durar três dias. Ele responde por participação no assassinato da advogada com duas qualificadoras: meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira será responsável por presidir o júri.
De acordo com o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), dez testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento: três de acusação, quatro de defesa, duas arroladas pelo juízo e uma em comum, que é o delegado do caso na época, Antonio Olim. O nome das testemunhas ainda não foi divulgado.
Prisão do vigia
Evandro Bezerra da Silva ficou foragido e foi detido em junho de 2012 na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas. Segundo a polícia, ele ficou escondido em várias cidades do interior de Alagoas até ser localizado.
Julgamento de Mizael Bispo
Após quatro dias de julgamento, o policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima, no dia 14 de março. Ele foi considerado culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Irmã de Mércia se emociona e chama Mizael de "assassino maldito"
Durante a leitura da sentença, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano destacou que o fato de o réu ter mentido foi considerado um agravante. Cano afirmou ainda que "gestos de amor jamais podem levar a pessoa amada à morte". Emocionados, os familiares de Mércia ouviram a sentença de mãos dadas.
Após a decisão, o promotor Rodrigo Merli pediu que a Justiça de Guarulhos aumente a pena do ex-policial militar. O Ministério Público quer que a pena seja de 24 anos e seis meses.
O crime
A advogada Mércia Nakashina desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar a avó em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os bombeiros encontraram o carro da vítima em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo dela foi encontrado um dia depois.
O policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado por ter matado a advogada e ter empurrado o carro da advogada na represa. De acordo com a perícia, ela foi atingida por um tiro, que atravessou o maxilar, mas a causa da morte foi afogamento.
Mizael e Mércia namoraram por quase quatro anos. Eles terminaram o relacionamento antes do desaparecimento.
R7
Mais de três anos após a morte de Mércia Nakashima, o vigia Evandro Bezerra se sentará no banco de réu do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. A vítima desapareceu em maio de 2010 e seu corpo foi encontrado em uma represa, em Nazaré Paulista. Bezerra é acusado de ajudar Mizael Bispo, condenado em março a 20 anos de prisão, a assassinar a advogada.
Sete jurados vão traçar o destino do vigia, no julgamento que deve começar às 9h e tem previsão de durar três dias. Ele responde por participação no assassinato da advogada com duas qualificadoras: meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira será responsável por presidir o júri.
De acordo com o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), dez testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento: três de acusação, quatro de defesa, duas arroladas pelo juízo e uma em comum, que é o delegado do caso na época, Antonio Olim. O nome das testemunhas ainda não foi divulgado.
Prisão do vigia
Evandro Bezerra da Silva ficou foragido e foi detido em junho de 2012 na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas. Segundo a polícia, ele ficou escondido em várias cidades do interior de Alagoas até ser localizado.
Julgamento de Mizael Bispo
Após quatro dias de julgamento, o policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima, no dia 14 de março. Ele foi considerado culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Irmã de Mércia se emociona e chama Mizael de "assassino maldito"
Durante a leitura da sentença, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano destacou que o fato de o réu ter mentido foi considerado um agravante. Cano afirmou ainda que "gestos de amor jamais podem levar a pessoa amada à morte". Emocionados, os familiares de Mércia ouviram a sentença de mãos dadas.
Após a decisão, o promotor Rodrigo Merli pediu que a Justiça de Guarulhos aumente a pena do ex-policial militar. O Ministério Público quer que a pena seja de 24 anos e seis meses.
O crime
A advogada Mércia Nakashina desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após visitar a avó em Guarulhos, na Grande São Paulo. Os bombeiros encontraram o carro da vítima em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo dela foi encontrado um dia depois.
O policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado por ter matado a advogada e ter empurrado o carro da advogada na represa. De acordo com a perícia, ela foi atingida por um tiro, que atravessou o maxilar, mas a causa da morte foi afogamento.
Mizael e Mércia namoraram por quase quatro anos. Eles terminaram o relacionamento antes do desaparecimento.
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Salvem Dilma!, por Ricardo Noblat
Dilma disse à Folha de S. Paulo: "Lula não vai voltar porque não saiu".
Foi em resposta à pergunta se ele voltaria a ser candidato à presidência da República em 2014 quando, a principio, Dilma tentará se reeleger.
O que Dilma quis dizer com essa história de "não voltar porque não saiu?"
Objetivamente, nada. Apenas fugiu de uma resposta direta, frontal à pergunta.
Razoável. Se nem ela sabe o que vai acontecer...
De resto agrada Lula.
Uma coisa é termos uma presidência compartilhada como temos hoje. Dilma não se sente segura para governar sozinha. Pede conselho a Lula sempre que a infelicidade bate à sua porta.
Se não pede, ele oferece por telefone. Ou por meio de ministros e assessores que devem o emprego a ele e não a Dilma.
Bem, outra coisa é proceder como Lula quando Dilma substituiu José Dirceu na chefia da Casa Civil.
Para enganar os tolos, Lula passou os dois últimos anos do seu segundo mandato repetindo que Dilma governava tanto quanto ele. E que era melhor gestora do que ele.
Ora, Dilma fazia o que Lula mandava. Muitas das sugestões que deu foram acatadas por Lula, outras não.
Esperto, Lula entregou a gerência do governo a ela para governar à vontade. Não se governa sem fazer política. Muito menos se governa centralizando tudo.
Lula teve melhor equipe do que Dilma tem. Embora soubesse lidar com políticos, cercou-se de gente que também sabia.Os bons ventos sopraram a economia enquanto governou.
Por hábil e carismático, levou no gogó a maioria dos brasileiros sempre que se viu em aperto.
Depois de consultar amigos, viu que não valeria a pena batalhar pelo terceiro mandato consecutivo. Deu um tempo. Chamou Dilma. Espera reciprocidade.
Há condições para que a reciprocidade se consuma. Mas Dilma está obrigada antes a reagir. Sua popularidade não poderá continuar caindo. Falta mais de um ano para a próxima eleição.
Se Dilma chegar feito um trapo em março, não parecerá natural que anunciem para deleite certo do distinto público: "Senhoras e senhores, o candidato do PT e de nove entre 10 partidos à presidência da República será... Luiz Inácio Lula da Silva".
Que brincadeira é essa?
A melhor gestora do governo Lula teria fracassado ao se tornar gestora do seu próprio governo?
Ou simplesmente Lula mentiu ao imputar-lhe a falsa condição de melhor gestora?
Lula pensa que é assim? Que o povo é bobo e jogará a culpa na Rede Globo?
Que o país engolirá a desculpa de que o mau desempenho de Dilma surpreendeu até ele mesmo? Mas que uma vez de volta ele haverá de correr atrás do tempo perdido?
O eventual retorno de Lula passará pela reabilitação de Dilma. A permanência do PT no poder passará pela reabilitação de Dilma.
Se candidata outra vez ela talvez não se reeleja. Mas se for alijada da disputa presidencial para evitar uma derrota é quase seguro que o PT acabará alijado do Palácio do Planalto.
Sem arrogância alguma, aceita-se apostas. Cartas à redação. Ou: e-mails. Como preferirem.
Ricardo Noblat
Foi em resposta à pergunta se ele voltaria a ser candidato à presidência da República em 2014 quando, a principio, Dilma tentará se reeleger.
O que Dilma quis dizer com essa história de "não voltar porque não saiu?"
Objetivamente, nada. Apenas fugiu de uma resposta direta, frontal à pergunta.
Razoável. Se nem ela sabe o que vai acontecer...
De resto agrada Lula.
Uma coisa é termos uma presidência compartilhada como temos hoje. Dilma não se sente segura para governar sozinha. Pede conselho a Lula sempre que a infelicidade bate à sua porta.
Se não pede, ele oferece por telefone. Ou por meio de ministros e assessores que devem o emprego a ele e não a Dilma.
Bem, outra coisa é proceder como Lula quando Dilma substituiu José Dirceu na chefia da Casa Civil.
Para enganar os tolos, Lula passou os dois últimos anos do seu segundo mandato repetindo que Dilma governava tanto quanto ele. E que era melhor gestora do que ele.
Ora, Dilma fazia o que Lula mandava. Muitas das sugestões que deu foram acatadas por Lula, outras não.
Esperto, Lula entregou a gerência do governo a ela para governar à vontade. Não se governa sem fazer política. Muito menos se governa centralizando tudo.
Lula teve melhor equipe do que Dilma tem. Embora soubesse lidar com políticos, cercou-se de gente que também sabia.Os bons ventos sopraram a economia enquanto governou.
Por hábil e carismático, levou no gogó a maioria dos brasileiros sempre que se viu em aperto.
Depois de consultar amigos, viu que não valeria a pena batalhar pelo terceiro mandato consecutivo. Deu um tempo. Chamou Dilma. Espera reciprocidade.
Há condições para que a reciprocidade se consuma. Mas Dilma está obrigada antes a reagir. Sua popularidade não poderá continuar caindo. Falta mais de um ano para a próxima eleição.
Se Dilma chegar feito um trapo em março, não parecerá natural que anunciem para deleite certo do distinto público: "Senhoras e senhores, o candidato do PT e de nove entre 10 partidos à presidência da República será... Luiz Inácio Lula da Silva".
Que brincadeira é essa?
A melhor gestora do governo Lula teria fracassado ao se tornar gestora do seu próprio governo?
Ou simplesmente Lula mentiu ao imputar-lhe a falsa condição de melhor gestora?
Lula pensa que é assim? Que o povo é bobo e jogará a culpa na Rede Globo?
Que o país engolirá a desculpa de que o mau desempenho de Dilma surpreendeu até ele mesmo? Mas que uma vez de volta ele haverá de correr atrás do tempo perdido?
O eventual retorno de Lula passará pela reabilitação de Dilma. A permanência do PT no poder passará pela reabilitação de Dilma.
Se candidata outra vez ela talvez não se reeleja. Mas se for alijada da disputa presidencial para evitar uma derrota é quase seguro que o PT acabará alijado do Palácio do Planalto.
Sem arrogância alguma, aceita-se apostas. Cartas à redação. Ou: e-mails. Como preferirem.
Ricardo Noblat
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domingo, 28 de julho de 2013
Uma assassina que queria viver como missionária no Brasil
O jornal londrino "The Sun" publicou novos detalhes sobre a assassina em série Myra Hindley , que nos anos 60, torturou e matou ao menos cinco crianças em Manchester (Inglaterra), com a ajuda de Ian Brady, com quem mantinha um obscuro relacionamento.
De acordo com arquivos da Scotland Yard, Myra elaborou um plano audacioso para fugir da prisão de Holloway, no norte de Londres, e viajar até o Brasil, onde ela pretendia viver como missionária religiosa.
O plano começou quando Myra conheceu a guarda carcerária Patricia Cairns, com quem passou a viver um romance na cadeia. Com a ajuda de Patricia, a condenada conseguiu fazer um molde da chave da sua cela usando barra de sabão.
Myra conseguiu até mudar o seu sobrenome - para Spencer - e dar entrada em um pedido para obter carteira de motorista.
Entretanto, uma inspeção no presídio em 1973 pôs fim ao plano de liberdade. Patricia foi presa e confessou sonhar com uma vida longe dali ao lado de Myra. A guarda dava uma vida de "luxo" à amada detenta, incluindo roupas, frutas frescas e goma de mascar. Patricia também tinha fotos com a amada na cela, registrando três anos de relacionamento amoroso.
A assassina em série morreu aos 60 anos, na prisão de Cookham Wood, em 2002.
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De acordo com arquivos da Scotland Yard, Myra elaborou um plano audacioso para fugir da prisão de Holloway, no norte de Londres, e viajar até o Brasil, onde ela pretendia viver como missionária religiosa.
O plano começou quando Myra conheceu a guarda carcerária Patricia Cairns, com quem passou a viver um romance na cadeia. Com a ajuda de Patricia, a condenada conseguiu fazer um molde da chave da sua cela usando barra de sabão.
Myra conseguiu até mudar o seu sobrenome - para Spencer - e dar entrada em um pedido para obter carteira de motorista.
Entretanto, uma inspeção no presídio em 1973 pôs fim ao plano de liberdade. Patricia foi presa e confessou sonhar com uma vida longe dali ao lado de Myra. A guarda dava uma vida de "luxo" à amada detenta, incluindo roupas, frutas frescas e goma de mascar. Patricia também tinha fotos com a amada na cela, registrando três anos de relacionamento amoroso.
A assassina em série morreu aos 60 anos, na prisão de Cookham Wood, em 2002.
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