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segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Principal suspeita da FAB para acidente aéreo é de falha humana
Manobra do piloto após arremetida em Santos pode ter levado a perda de sustentação e queda
BRASÍLIA — Militares que acompanham as investigações das causas do acidente com o avião Cessna que caiu na última quarta-feira no litoral paulista, matando o candidato à Presidência da República do PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas, acreditam que é forte a possibilidade de ter havido falha humana, depois do procedimento de arremetida. O entendimento é que o piloto, ao desistir do pouso, pode ter tentado se manter em condições visuais com a pista e fez uma curva mais acentuada do que deveria. Segundo militares, a manobra pode ter levado o avião a perder sustentação, e, mesmo com as turbinas ao máximo, não haveria como o piloto controlar a aeronave.
‘DESORIENTAÇÃO ESPACIAL’
Durante o procedimento, o piloto pode ter perdido sua total concentração na arremetida por instrumentos, desviando sua atenção para fora da aeronave. Com isso, pode ter sido levado à uma situação de “desorientação espacial”, o que explicaria a curva fora do previsto e a consequente perda de sustentação, resultando na forte colisão com o solo.
A avaliação tem como base as últimas informações da Aeronáutica de que o voo estava normal, da decolagem até o momento do ponto crítico, em que o piloto deveria visualizar a pista e realizar a aterrissagem. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto falou ao sistema de rádio da base área de Santos que estava arremetendo por causa da visibilidade ruim e que iria aguardar a melhora do tempo para pousar.
A FAB já refez a trajetória do avião e tem condições de projetar o grau de angulação da curva realizada pelo piloto, pelo local da queda, considerando que a aeronave já estava sobre a pista, quando o piloto decidiu abortar o pouso. Além disso, a rota do avião é captada pelos radares.
O brigadeiro da reserva Jorge Kersul Filho, que chefiou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) até 2010 e comandou três grandes investigações (acidentes de Gol, TAM e Air France), disse que essa linha de investigação parece ser bem provável diante do que já foi divulgado. Mas, lembrou o brigadeiro, a equipe de investigadores terá que demonstrar essas possibilidades. Os peritos podem, também, concluir que faltam dados e informações suficientes para provar as causas do acidente e encerrar a investigação, apontando apenas as hipóteses:
— Essas linhas de raciocínio estão corretas. As investigações devem apontar para isso. Mas os peritos terão que demonstrar essas hipóteses, no final do processo. Podem também concluir que não é possível provar nada e encerrar a investigação, apontado apenas as hipóteses — explicou.
Sobre a dúvida de que o grau de inclinação da curva realizada pelo piloto teria levado à perda de sustentação da aeronave, Kersul respondeu:
— Com um grande ângulo de inclinação, o piloto fica sem condições de recuperar o avião da situação de queda. Ou seja, ele pode puxar o motor e não conseguir realinhar as asas do avião. O nome técnico do procedimento é recuperação de altitude anormal. Os pilotos fazem muitos treinamentos para isso. Acontece que a pessoa não vê o excesso de inclinação, falta horizonte, e, aí, só puxa o motor e não adianta mais nada.
Um experiente piloto da FAB explicou ao GLOBO que a tentativa de se manter em condições visuais, durante a arremetida é uma manobra arriscada, em condições meteorológicas adversas. De acordo com a carta de aproximação da base de Santos, o correto seria o piloto subir para 4 mil pés (o ponto de espera de melhora do tempo), em curva ascendente à esquerda. Nessa posição, ele poderia circular o aeroporto e, quando o tempo melhorasse, realizar o pouso novamente. A tentativa de se manter visual significa permanecer abaixo das nuvens, que já estavam baixas naquele dia, explicou essa fonte.
BRIGADEIRO: É DIFÍCIL HAVER UMA ÚNICA CAUSA
Segundo militares, em caso de perda de sustentação, o avião “ganha vida própria, e o piloto vira um mero passageiro”. Kersul destacou, no entanto, que é preciso aguardar a conclusão das investigações e lembrou que um acidente quase nunca tem uma única causa, mas acontece por uma conjunção da fatores.
Na tarde do dia 13 de agosto, dia do acidente, a Aeronáutica divulgou um Notam (um comunicado para pilotos), a fim de informar que estava suspendendo temporariamente o procedimento de descida por instrumentos na pista para verificar se o instrumento de auxílio à navegação aérea estava funcionando sem problemas. A medida é uma rotina em casos de acidente, e, durante o período de restrição, um avião do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) faz procedimentos para testar o equipamento. Depois dos trabalhos e sem encontrar falhas, o Notam foi cancelado, e o pouso com instrumentos voltou a ser liberado.
Segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 2003, um jato particular Mitsubishi MU-300 enfrentou problemas semelhantes ao do Cessna na pista da base aérea de Santos. O avião tinha partido do Rio e, por conta das condições meteorológicas, teve que arremeter na primeira tentativa de pouso. Na segunda, o piloto conseguiu pousar, mas não teve como parar o avião, que caiu na água. Não houve feridos.
O Globo
domingo, 17 de agosto de 2014
Criminoso invade Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, e faz uma pessoa refém
Segundo testemunhas, ele havia participado de um assalto, junto com outros dois homens, que fugiram pela praça
RIO — Um criminoso mantém uma pessoa refém dentro da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, desde por volta de 16h30m deste domingo. Segundo testemunhas, o suspeito havia participado de um assalto, junto com outros dois homens, a uma loja na Rua Visconde de Pirajá, no mesmo bairro. O trio teria fugido de táxi, mas ao chegar em frente à igreja, dois deles desceram do carro e correram em direção à Praça Nossa Senhora da Paz, enquanto o outro invadiu o templo, onde era realizada uma missa.
Morador de Ipanema, José Conde, de 54 anos, disse que o criminoso está armado. Ele contou ainda que o homem chegou a render o padre, mas acabou fazendo outra pessoa refém. Dezenas de curiosos estão no local, acompanhando o trabalho da polícia.
— Ele entrou armado, no meio da missa. Chegou a render o padre. Está uma confusão aqui. Tem muitos policiais — disse o morador, assustado.
Segundo o padre Jorjão, o refém é o ministro da Eucaristia Eduardo Janeiro do Amaral, que, ao ver o padre José Ricardo ser rendido, se ofereceu para trocar de lugar com ele.
— Todo mundo ficou apavorado. O assaltante foi para cima do padre com uma arma e pediu que não fizessem alarde. A missa foi suspensa, e todo mundo foi liberado. Só o refém, o assaltante e o negociador estão no dentro da igreja — disse o pároco.
Até por volta de 17h30m, não havia informações de tiroteio no local. A Rua Visconde de Pirajá foi interditada da Rua Henrique Dumont, por onde é feito o desvio, até a Rua Joana Angélica, para o trabalho da Polícia Militar. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, há bloqueios poiiciais também nos cruzamentos deste trecho.
O Globo
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violência
Será o fim? Asteroide com mais de 1 km está vindo em direção à Terra e astrônomos não sabem como desviá-lo
A data do possível, porém improvável impacto, é 16 de março de 2880.
Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.
Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.
Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.
Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.
“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.
Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.
Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.
O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.
Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.
Saiba mais!
O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.
Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.
Jornal Ciência
Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.
Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.
Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.
Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.
“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.
Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.
Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.
O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.
Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.
Saiba mais!
O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.
Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.
Jornal Ciência
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sábado, 16 de agosto de 2014
Calouro fica em coma após trote em Santa Maria
Jovem de 18 anos chegou a ingerir gasolina
Um calouro de 18 anos ficou em coma nessa quarta-feira (13) em Santa Maria. Ele chegou a ingerir gasolina durante o trote. O aluno de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já teve a liberação dos médicos e passa bem.
A mãe do garoto pediu que seu nome e o do jovem fossem preservados. Ela afirma que o jovem tem sua parcela de culpa por aceitar ingerir as bebidas oferecidas pelos outros estudantes. Já a Universidade afirma não se responsabilizar, já que o fato ocorreu fora do campus.
Além do risco de exageros de consumo de álcool, como neste caso, moradores das proximidades da Praça Saturnino de Brito, na área central de Santa Maria, reclamam de barulho e sujeira excessivos. A prefeitura diz acompanhar a movimentação, que dura até o começo da madrugada, e influencia o trânsito nas ruas dos arredores, mas que não há nenhuma medida sendo elaborada para impedir ou alterar a forma de comemoração dos estudantes.
Essa semana é a primeira do semestre letivo na UFSM e tem comemorações que reúnem centenas de jovens todos os dias, tanto no Campus do bairro Camobi, quanto no centro da cidade.
GAÚCHA
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MORTE DE CAMPOS E DEPOIMENTO DE CONTADORA: DUAS TRAGÉDIAS.
A tragédia e o carnaval são marcas registradas do Brasil (veja Empoli, Hedonismo e medo), com predomínio (lamentavelmente) da primeira. No mesmo momento em que o candidato à presidência da República, Eduardo Campos, perdia sua vida num trágico acidente de avião na cidade de Santos (SP), a ex-contadora do doleiro Alberto Yousseff (Meire Poza) confirmava, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, grande parte da sua entrevista bombástica para a Veja.
Mais duas grandes tragédias no mês de agosto (a se lamentar). Do ponto de vista político, agosto definitivamente não é um bom mês para o Brasil: morte de JK, de Getúlio, renúncia de Jânio Quadros etc. Mas há uma diferença entre as tragédias: enquanto o discurso de Campos era pela renovação, um novo rumo, as confirmações de Meire Poza representam a continuidade da corrupção, da extravagância, da excentricidade, da vigarice.
Na entrevista Meire afirmou que (no escritório do doleiro) manuseava notas fiscais frias, assinava contratos de serviços não prestados e montava empresas de fachada para promover lavagem de dinheiro; disse ainda que via muitas malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras e chegando às mãos e bolsos de notórios políticos, destacando-se, dentre eles, Luiz Argôlo (que foi sócio de Yousseff), André Vargas, Fernando Collor, Cândido Vaccarezza, Mário Negromonte etc.
Há tragédias que configuram acidentes imprevisíveis. Outras são totalmente evitáveis. Nesse segundo grupo entra a corrupção endêmica ou sistêmica do Brasil, que não é algo imposto pela natureza, conforme suas leis físicas (lei da gravidade, por exemplo). A corrupção no Brasil é fruto de pura vigarice, que ocorre quando o político, as empreiteiras ou construtoras, outras grandes empresas (do setor alimentício, cervejaria etc.) e vários bancos se unem para obter vantagens em prejuízo dos outros.
Necessitamos de um grande milagre que promova a reforma da prazerosa vulgaridade de origem do humano nascido com a democracia (há um pouco mais de dois séculos). Novo rumo só pode ser alcançado se esse humano assumir as consequências morais da sua urbanização, o que significa “inibir seus instintos, adiar as gratificações imediatas dos seus desejos e alienar parcelas da sua liberdade” (Gomá Lanzón), que nunca poderia ter se transformado em libertinagem. Nossa campanha tem como alvo justamente essa libertinagem que concede, à troyca maligna (políticos, agentes econômicos e financeiros), licença para roubar (licença para tirar vantagens indevidas em prejuízo do todo, do país).
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Justiça autoriza Suzane a cumprir o restante da pena em regime leve
A Justiça de São Paulo autorizou Suzane Richthofen (foto), de 30 anos, a cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. Condenada a 38 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais, em outubro de 2002, Suzane cumpriu 12 anos de prisão em regime fechado e, agora, será autorizada a trabalhar durante o dia (que pode ser até fora da prisão) e dormir na cela à noite. Esse tipo de pena mais leve permite passar temporadas fora da prisão, como Dia das Mães e Natal, as chamadas “saidinhas”. Além dela, também foram condenados pelo crime os irmãos Cravinhos (Cristian e Daniel), que já tinham obtido a progressão de pena em fevereiro de 2013.
Gazeta do Povo
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5 respostas às dúvidas mais comuns sobre os conselhos tutelares
Apesar de existirem há mais de 20 anos, os conselhos tutelares ainda são pouco compreendidos. São mais de cinco mil espalhados pelo país. Pode parecer bastante, mas ainda nem todos os municípios contam com esse órgão fundamental na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
O Promenino reuniu aqui as dúvidas mais comuns sobre os conselhos tutelares, como funcionamento e funções, e pretende esclarecê-las a seguir. Confira!
1. Qual o papel dos conselheiros tutelares?
Criados em 1990 pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), os conselhos tutelares têm a tarefa de garantir os direitos da população de até 17 anos. A atuação desse órgão ocorre diante de uma situação de ameaça ou de violação dos direitos com o objetivo de proteger a criança ou o adolescente que está em situação de vulnerabilidade. O conselho não é responsável por atender as crianças e sim atuar para que os órgãos responsáveis realizem o atendimento.
2. Quem compõe o conselho tutelar?
Segundo a legislação nacional, para ser conselheiro é necessário ter mais de 21 anos, residir na cidade onde se pretende atuar e possuir reconhecida idoneidade moral. Alguns municípios têm outros pré-requisitos estabelecidos por lei municipal. O conselho é composto por cinco pessoas que são escolhidas por meio de eleição na cidade. Em 2015, pela primeira vez, o processo eleitoral será unificado em todo o país e ocorrerá no mês de outubro. Os conselheiros tomarão posse em 2016 e terão um mandato de quatro anos, sendo permitida uma reeleição.
3. Como entrar em contato com o conselho tutelar?
Alguns conselhos tutelares possuem e-mail, telefone fixo e celular para atender as denúncias de violações de direitos. Em outros, o atendimento é apenas presencial. O cadastro mais recente de todos os conselhos tutelares do país está disponível aqui. Quanto mais informação for fornecida, mais eficaz é o trabalho dos conselheiros.
Outra maneira de fazer a denúncia é por meio do Disque 100, a ligação é gratuita e pode ser anônima. O serviço funciona em todo o país e encaminha as denúncias para os conselhos tutelares. Já o aplicativo Proteja Brasil, disponível para celulares e tablets, identifica a localização do denunciante e indica o endereço e telefone do conselho tutelar mais próximo.
4. Quais são as atribuições do conselho tutelar?
Cabe a esse órgão receber e acompanhar casos de crianças ou adolescentes que estejam com seus direitos ameaçados ou violados. Segundo o ECA, isso pode ocorrer por ação ou omissão do Estado e da sociedade; por falta, omissão ou abuso dos responsáveis; e por ação da própria criança ou adolescente.
A partir de algumas dessas situações, o conselheiro encaminha o caso para os órgãos responsáveis que devem agir garantindo os direitos. Por exemplo, se a criança está sem vaga na escola o conselho busca a escola ou a secretaria de educação para que seja providenciada a vaga. Quando o encaminhamento não resolve a questão, o conselho tutelar pode recorrer à justiça para que o órgão responsável tome as providências.
Também é atribuição do conselho tutelar atender e orientar os pais e responsáveis, podendo aplicar medidas como encaminhamento para programas de promoção da família ou de tratamento e orientação a alcoólatras e toxicômanos; e emissão de advertências, quando houver conduta que ameace o direito dos filhos.
O conselho tutelar também é responsável por fiscalizar as entidades de atendimento, encaminhar demandas ao Ministério Público ou ao Judiciário, assessorar o poder público na elaboração de orçamento para planos e programas de atendimento aos direitos das crianças, entre outras ações.
5. A qual órgão o conselho tutelar responde?
Ele é vinculado ao Poder Executivo Municipal, mas se caracteriza como uma instituição independente. Isso quer dizer que o conselho não precisa da permissão de nenhum órgão para agir e que não é submisso à prefeitura. Assim, o conselheiro é um servidor público, no entanto não é empregado e nem subordinado ao prefeito.
O conselho tutelar pode ser fiscalizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, pela Justiça da Infância e da Juventude e pelo Ministério Público. Sendo que o Poder Judiciário pode rever uma decisão do conselho tutelar, a partir do pedido de quem se sentiu prejudicado. As entidades e a sociedade civil também podem fiscalizar o funcionamento do conselho tutelar para garantir que cumpra sua função de proteção às crianças e adolescentes.
promenino
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Conselho Tutelar
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Apuração de acidentes aéreos se torna sigilosa com nova lei
A presidente Dilma Rousseff sancionou na sexta-feira a Lei 12.970, que torna sigilosa a investigação de acidentes aéreos feitos pela Aeronáutica. Com a nova norma, publicada ontem no Diário Oficial da União, o acesso da polícia e do Ministério Público às gravações das caixas-pretas de dados e de voz do avião só poderá ocorrer mediante decisão judicial
As mudanças foram apresentadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Crise do Sistema de Tráfego Aéreo, instalada na Câmara dos Deputados após a colisão entre um Boeing 737-800, da companhia Gol, e um jato Legacy de companhia de táxi-aéreo norte-americana, em 2006, que matou mais de 100 pessoas. A lei fixa regras para o funcionamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer), cujo órgão executivo é o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica.
De acordo com o texto, a investigação tem por objetivo único a prevenção de outros acidentes e incidentes por meio da identificação dos fatores que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para a ocorrência e da emissão de recomendações de segurança operacional. A lei estabelece ainda que a investigação do Sipaer deverá ser independente de qualquer outra, tendo precedência sobre todas as demais.
O texto assegura o acesso da comissão investigadora à aeronave acidentada, seus destroços, cargas, laudos, autópsias e outros documentos. Para preservar as informações, a autoridade responsável poderá interditar o avião e seus destroços, permitindo sua remoção apenas se for necessário para salvar vidas, preservar a segurança das pessoas ou proteger evidências.
Com informações da Agência Senado.
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Morte de Campos: a tentativa ignóbil de transformar a tragédia em piada
Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.
Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.
Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.
Há outro nome para esse tipo de ignomínia, para essa incapacidade crônica de sentir empatia com os passageiros de um avião que cai e com as pessoas que estavam em solo. Talvez essa impossibilidade de se reconhecer no outro e demonstrar algum apreço pela vida humana seja alguma forma de psicopatia grave.
O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.
Da mesma forma que choca alguns colegas jornalistas que no afã de prever o que vai acontecer com as eleições, analisam de forma desrespeitosa a situação, com ironias e sarcasmos que não cabem neste momento, desumanizando a cobertura da tragédia em busca de audiência.
É para isso que a gente desenvolveu tantas ferramentas tecnológicas com a justificativa de aproximar as pessoas e facilitar a comunicação? Para podermos mostrar como somos idiotas em tempo real? Se for assim, estávamos melhor com os tambores.
À família e amigos de Campos, de sua equipe e de prováveis vítimas entre os moradores de Santos, minha solidariedade. Aos que fazem disso uma brincadeira ou uma chance para vender mais, o meu eterno desprezo.
Leonardo Sakamoto
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Menino de 2 anos de vilarejo na Guiné começou surto de ebola na África, dizem cientistas
"Paciente zero" morreu em dezembro, após febre alta e diarreia. Epidemia já matou quase mil pessoas
RIO - Depois de mais de seis meses e quase mil mortes desde o início do surto de ebola no Oeste da África, cientistas anunciaram terem descoberto o que seria o “paciente zero” que deu início à epidemia. Ele seria um menino de dois anos, que teria contraído o vírus em uma aldeia em Guéckédou, no sudeste da Guiné, e morrido no dia 6 de dezembro do ano passado, poucos dias depois de ter febre, com vômitos e diarreia.
De acordo com os especialistas, a doença teria se espalhado então para a mãe da criança, além da irmã de 3 anos e a avó, antes de se transferir para um profissional de saúde a partir de Guéckédou.
O estudo, publicado na revista "New England Journal of Medicine", traçou o caminho do ebola através da revisão de documentações hospitalares e entrevistas com famílias afetadas, pacientes com suspeita de doença e habitantes de aldeias na região entre Libéria, Guiné e Serra Leoa, que concentra cerca de 70% dos casos.
O vírus é transmitido por fluidos corporais, o que agrava a situação em hospitais com pouca infraestrutura na África Ocidental. Os cientistas acreditam que o contágio a infecção do primeiro profissional de saúde na Guiné “parece ter provocado a disseminação do vírus para Macenta, Nzérékoré, e Kissidougou em fevereiro 2014 ". Em março a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia sido notificada de que "uma doença contagiosa" se espalhou pela Guiné. No entanto, não foi possível identificá-la como ebola ainda naquele mês.
O estudo levantou ao menos duas hipóteses para a causa principal da epidemia. De acordo com os cientistas, há chances de a criança ter ingerido frutas contaminadas por fezes de morcego ou recebido uma injeção com uma agulha contaminada. No primeiro caso, o ebola teria sido carregado por morcegos usados como vetor do vírus.
Se a contaminação através de uma agulha for a causa, o mais provável é que tenha havido um caso anterior de infecção que não registrado.
O Globo
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