domingo, 11 de setembro de 2011

Pega na mentira: veja como identificar as características de quem mente



Mentirosos não têm medo de que as pessoas desconfiem e não precisam de muito esforço cognitivo para fazer isso

Todo mundo mente. Há, inclusive, quem defenda que a civilização foi construída sobre uma sólida base de mentiras, falsidades e conceitos abstratos aceitos como verdadeiros, sem que se tenha deles a mais pálida constatação de veracidade.

— A mentira esteve a ponto de destruir a humanidade em diversas ocasiões, mas pode-se dizer que foi ela que nos trouxe até aqui — afirma o biólogo Alan Grafen, estudioso do comportamento humano.

Pesquisas na década de 60 examinaram as reações fisiológicas de universitários em laboratórios quando eles mentiam. Foram observadas as variações no ritmo da respiração, elevação da voz, a forma como se movimentam, entre outros trejeitos. Grafen também concentrou seus estudos no papel da mentira na evolução humana. Ele concluiu que a mentira social é sintoma de equilíbrio numa sociedade avançada. Quanto mais interdependente o convívio entre os pares, maior a necessidade da mentira.

Para o psiquiatra norte-americano David Smith, uma das funções básicas da linguagem é enganar. Eufemismos, trocadilhos, duplos sentidos e outros tipos de discursos codificados usam metáforas e analogias para exprimir os significados indiretamente. Diz, sem meias palavras, que somos mentirosos por natureza. A mentira, para ele, é qualquer forma de comportamento que forneça informações falsas ou prive alguém das verdadeiras. Mentir pode ser um ato consciente ou inconsciente, verbal ou não verbal, declarado ou não declarado. Nesse sentido, o sorriso falso é uma mentira.

Grafen faz uma observação, cuja confirmação pode ser obtida no dia a dia dos casamentos, do mercado e da política. Ele garante que "a mentira esteve a ponto de destruir a humanidade em diversas ocasiões, mas pode-se dizer que foi ela que nos trouxe até aqui”. Segundo ele, escutamos cerca de 200 mentiras diariamente e mentimos a cada 20 minutos. Muitas delas são inofensivas, cujo objetivo é tornar as relações mais amenas e menos conflitantes.

Manual do cara-de-pau

Há quem minta mais e muito melhor do que as outras pessoas. A famosa cara-de-pau foi tema de uma edição recente da revista Scientific American, que citou o trabalho de pesquisadores liderados pelo psicólogo holandês Aldert Vrij, da Universidade e Portsmouth. Leia, a seguir, características típicas de mentirosos convincentes.

1. São manipuladores: quem mente frequentemente e não têm escrúpulos morais — por isso, sentem menos culpa. Os mentirosos também não têm medo de que as pessoas desconfiem e não precisam de muito esforço cognitivo para fazer isso. A coisa meio que acontece naturalmente.

2. São bons atores: quem sabe atuar tem mais facilidade em mentir e se sente confiante ao fazer isso, pois sabe que é capaz de fingir muito bem.

3. Conseguem se expressar bem: dão uma impressão de honestidade porque seu comportamento sedutor desarma suspeitas logo de início, além de conseguirem distrair os outros facilmente.

4. Têm boa aparência: pesquisas já mostraram que pessoas bonitas tendem a ser mais queridas e vistas como honestas, o que ajuda a enganar os outros.

5. São espontâneos: para acreditarmos num discurso, ele precisa parecer natural. Quem não tem a capacidade de ser espontâneo acaba parecendo artificial – e fica difícil convencer alguém desse jeito.

6. São confiantes enquanto mentem: bons mentirosos geralmente sentem menos medo de ser desmascarados do que as outras pessoas.

7. Têm bastante experiência em mentir: assim como nas outras coisas, o treino também leva à perfeição quando se trata de mentir. Quem está acostumado a isso sabe o que é necessário para convencer as pessoas.

8. Conseguem esconder facilmente as emoções: em algumas situações mais arriscadas, mesmo um mentiroso veterano pode sentir medo e insegurança. Nesse caso, é fundamental conseguir camuflar bem essas emoções. Mentirosos costumam ser bons em fingir sentimentos que não estão realmente sentindo, mas também tendem a manifestar seus verdadeiros sentimentos espontaneamente. Por isso, é necessário ter habilidade em mascará-los para que não venham à tona.

9. São eloquentes: eles conseguem confundir mais facilmente as pessoas com jogos de palavras e enrolar mais nas respostas caso lhe perguntem algo que exija outras mentiras.

10. São bem preparados: mentirosos planejam com antecedência o que vão fazer ou dizer para evitar contradições.

11. Improvisam bem: mesmo estando preparado, é preciso estar pronto para improvisar caso alguém comece a desconfiar da história que ele inventou.

12. Pensam rápido: para improvisar bem, é preciso pensar rápido. Bons mentirosos conseguem pensar em uma saída rapidamente.

13. São bons em interpretar sinais não verbais: um bom mentiroso está sempre atento à linguagem corporal do seu ouvinte e consegue interpretar sinais não-verbais que possam indicar desconfiança.

14. Afirmam coisas que são impossíveis de se verificar: por motivos óbvios, bons mentirosos costumam fazer afirmações sobre fatos que sejam impossíveis de se provar e evitam inventar histórias mirabolantes, facilmente desmascaradas.

15. Falam o mínimo possível: quando é impossível falar algo que não pode ser verificado, o mentiroso simplesmente não diz nada.

16. Têm boa memória: quem quer desmascarar um mentiroso procura por contradições no seu discurso, porque muitas vezes eles podem simplesmente se confundir ou esquecer detalhes que inventaram. Mas não se impressione se a pessoa conseguir se lembrar e repetir cada vírgula do que lhe contou anteriormente. Bons mentirosos geralmente têm ótima memória.

17. São criativos: eles conseguem pensar em saídas e estratégias que você nunca imaginaria. Mas não se deixe levar pelo seu brilhantismo — afinal, é isso o que eles querem.

18. Imitam pessoas honestas: mentirosos procuram imitar o comportamento que, no imaginário das pessoas em geral, são típicos de quem só diz a verdade — e evitam se parecer com a imagem que se tem dos mentirosos.

CADERNO VIDA ZH

James Taylor canta em homenagem às vítimas do 11 de Setembro



Durante uma pausa na leitura dos nomes das vítimas dos ataques às Torres Gêmeas, o músico James Taylor apresentou a canção "Close Your Eyes.".


R7

O 11 de Setembro dez anos depois: dia de reflexão e críticas em todo o mundo

Militante de um partido religioso do Paquistão pisa na bandeira americana no 11 de setembro/Reuters...

NOVA YORK - Uma década depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, líderes mundiais e pessoas de todas as condições fizeram uma parada para reflexão. No entanto, também houve os que repetiram o argumento de que o próprio governo americano orquestrou os ataques.

Da Austrália a Espanha, as cerimônias oficiais homenagearam as quase 3 mil vítimas de mais de 90 países que morreram nos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, ao Pentágono e na queda do voo 93, na Pensilvânia.

Como um aviso de que a ameaça continua pairando ano ar, a polícia sueca prendeu neste domingo quatro pessoas suspeitas de planejar um atentado terrorista, ao mesmo tempo em que as autoridades em Nova York e Washington reforçaram as medidas de segurança.

Os ataques de 11 de setembro de 2001 geraram em todo o mundo uma legião de teorias conspiratórias, especialmente entre os islâmicos, que veem na tragédia a mão oculta de Israel ou dos EUA.

O ex-primeiro-ministro da Malásia Mahathir Mohamad, considerado um cáustico detrator do Ocidente, escreveu em seu blog que os muçulmanos árabes são incapazes de "planejar e executar tais ataques". Segundo ele, "não é impensável" que o ex-presidente Bush tenha mentido sobre quem é realmente o responsável pelo 11 de setembro.

Mahathir Mohamad afirmou ainda que as torres gêmeas do World Trade Center "caíram convenientemente sobre elas mesmas", em um movimento muito parecido com uma "demolição planejada dos edifícios" que desabaram.

No Paquistão, os militantes de um partido político islâmico fizeram protestos antiamericanos para lembrar o aniversário dos atentados, carregando cartazes com as teorias. No entanto, os acontecimentos e comentários apenas atraíram algumas atenções.

No Japão, muitas famílias se reuniram em Tóquio para homenagear os 23 funcionários do Banco Fuji que não conseguiram deixar os prédios. Um a um,os parentes depositaram flores diante de uma urna de crital com um pequeno pedaço de aço recuperada no Marco Zero. Não houve lágrimas, apenas emoções contidas.

Em Londres, houve uma cerimônia na Capela Grosvenor. Courtney Cowart, que quase foi soterrada viva no desabamento da torre norte do WTC, descreveu o medo que passou cinco dias depois, quando regressou ao local para uma cerimônia religiosa.

- Ao entrar no coração da escuridão fiquei aterrorizada. Fomos diminuídos pela imensidão de escombros que nos rodeavam. Era uma paisagem desprovida de cor - disse.

Na Itália, o Papa Bento 16 rezou uma missa ao ar livre em Ancona, onde pediu ao mundo que resista à "tentação do ódio" e que, em vez disso, trabalhe em prol da solidariedade, justiça e paz.

Em Paris, onde foram planejadas várias cerimônias, uma associação de "amigos" franceses dos EUA apresentou uma réplica de nove andares das torres gêmeas com os nomes das vítimas. Cerca de 150 pessoas, algumas delas carregando bandeiras americanas, se concentraram em Madri para plantar dez carvalhos americanos no Parque Juan Carlos I, em uma cerimônia presidida pelo príncipe Felipe e sua esposa Letizia.

Em Roma, o Coliseu será iluminado como mostra de solidariedade, junto com cerimônias especiais na Catedral de Notre Dame, de Paris, e a de Saint Paul, em Londres.

Por sua vez, o Talibã prometeu continuar combatendo as forças dos EUA no Afeganistão e voltou a afirmar que não participaram dos ataques.

"Cada ano, o 11 de setembro lembra os afegãos sobre um acontecimento no qual não tiveram participação", disse uma mensagem eletrônica enviada aos meios de comunicação. "O colonialismo americana derramou o sangue de milhares de afegãos miseráveis e inocentes".

Horas depois, um talibã suicida explodiu um caminhão na entrada de uma base da Otan no Afeganistão, matando dois civis e ferindo 77 soldados americanos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na reunião dominical de seu gabinete, disse que os terroristas continuam ameaçando Israel e pediu que as democracias "atuem juntas contra esta praga".

- Está claro que as ameaças seriam imcomparavelmente maiores se as forças radicais islâmicas ou regimes adquirissem armas de destruição maciça. Aí então, os terroristas permanecriam juntos e seriam capazes de agir sob a sobra nuclear de um regime extremista.

Os EUA e seus aliados invadiram o Afeganistão jno dia 7 de outubro de 2001 depois que o Talibã - que governava o país - se negou a entregar Osama bin Laden.

- Agora que Osama bin Laden está morto, a alma de meu irmão finalmente descansará em paz - disse Yambem Laba, cujo irmão caçula Jupiter Yambem morreu no ataque às torres.

O Globo

Nove ações no Facebook que levaram à prisão




O Facebook, assim como muitas redes sociais e plataformas de interação, tem sido visto de forma leviana por alguns usuários. Murais, álbuns de fotos, páginas de evento e de empresa; são todos locais onde flagras podem ser encontrados e usados como provas.

O TechTudo já fez um post listando nove dos crimes mais improváveis cometidos a fim de alertar para o que deve ser evitado na vida online. E com intuito de levantar a discussão, o jornal Huffington Post resolveu listar 13 tipos de ações realizadas pelo Facebook que acabaram em prisão. Só listamos aqui nove delas, já que as outras já foram devidamente noticiadas pelo nosso site



1 – Evento do “Dia de Ataque ao Professor”

Na cidade de Carson, no estado de Nevada, seis meninas de 12 a 13 anos foram presas por criar um evento no Facebook chamado “Dia de Ataque a um Professor”. “Quem descobriu o evento foi o pai de um dos alunos onde cinco das meninas estudam”, disse a delegada Jessica Rivera. O convite teria sido mandado a 79 alunos. Os posts criados no evento mencionavam nomes de professores específicos.

“O Facebook agora é famoso, por isso quem ameaça e abusa de outras pessoas lá, precisa levar a rede mais a sério, pois nós não vamos pegar leve”, explicou Rivera. “As meninas disseram que era brincadeira e que nada pretendiam, mas que tipo de gente aceita um convite desses, comenta no mural e ainda manda para os amigos?”, argumenta a delegada – “Isso não é coisa de criança”. Cinco alunas receberam três dias de suspensão e uma recebeu cinco.


2 – Incitação á violência

Durante o tumulto de Londres, diversos usuários foram presos por usar Facebook e Twitter para incitar a violência entre os cidadaos.

Um dos oportunistas chegou a postar uma foto de si no Facebook, com diversos itens, sugerindo que teriam sido roubados de lojas durante o tumulto.

Redes sociais estavam sendo constantemente monitoradas à procura de possíveis saqueadores querendo contar vantagem.

A polícia de Londres chegou a declarar que durante o tumulto, qualquer mensagem na web que fosse considerada um incentivo às manifestações violentas seriam motivo de multa para os autores. Mesmo assim, cerca de duas mil pessoas foram presas por incitarem a violência pelas redes.


3 – Roubo a banco

Em abril desse ano, a polícia de Houston prendeu quatro suspeitos de roubo a banco por postarem fotos suspeitas no Facebook, ligando-os inclusive a dois banqueiros de 19 anos, responsáveis pela ideia do roubo. Como logo depois do ocorrido, seus murais continham mensagens nada sutis dizendo “Fiquei rico” ou “Venham pegar o $$$”, a polícia conseguiu desvendar o crime em menos de uma semana.

O próprio advogado de um dos banqueiros descreveu seu cliente como “jovem e imaturo” e ainda completou: “Sempre soube que não se devia postar fotos no Facebook de si mesmo fumando ou bebendo porque empresas podem estar sempre de olho, mas não sabia que não se podia falar sobre o próprio roubo”. Oi?



4 – Ranking de Pessoas

Um adolescente foi preso em Illinois em maio desse ano por divulgar no Facebook uma lista onde falava das características físicas de 50 meninas de seu colégio. A lista descrevia as meninas com apelidos explícitos e falava sobre aparência física, desejos sexuais, além de atividades íntimas e outras características. Alguns dos apelidos eram “Anjo Caído”, “Bomba Loira” e “Ressaca”.

O jovem foi expulso da escola e enviado para outro colégio em Chicago. Dale Jones, pai de uma das meninas, disse que preocupava-se pela sentença ter sido mais branda do que a séria ofensa que o adolescente tinha cometido com as moças. “Fico feliz que a investigação tenha continuado. Espero que levem outras queixas em consideração quando conseguirem mais provas”, admitiu.



5 – Relacionamento proibido

Em setembro de 2010, Robert Nickson Jr., de 27 anos, foi preso na Pensilvânia por manter um relacionamento com uma adolescente de 14 anos. No perfil do homem, o status de relacionamento dizia “noivo”. Porém, a polícia acusou Robert do que no Brasil chamamos de “estupro presumido”, pois entende-se que manter uma relação com uma menor de 14 anos é um ato de violência presumida.

Robert disse à polícia que conheceu a menina graças a um amigo comum e que o relacionamento começou um mês depois, com direito a anel de noivado e anúncios publicos do início do romance. A jovem chegou a declarar que sabia que era proibido por lei, mas que achou que jamais seriam pegos.

Nickson acabou sendo incluído em uma investigação federal sobre pornografia infantil, devido às várias fotos que postou com a noiva menor de idade. Ele foi sentenciado por estupro presumido, agressão sexual e corrupção de menor, com pagamento de fiança de US$100.000.



6 – Ameaça a oficiais

Cheryl Allen, ex-candidata ao congresso americano, foi presa em janeiro desse ano, acusada de ameaçar servidores públicos pelo Facebook. Os posts publicados intimidavam juizes e outros oficiais, falando sobre atentados de bombas e vingança. Cheryl foi mantida sob fiança de US$100.000. Durante o julgamento, Allen alegou inocência o tempo todo.

Acredita-se que a maior parte dos posts com ameaças deviam-se a críticas de Cheryl quanto a investigações feitas durante sua campanha, sugerindo que o governo precisava de uma “troca completa”. Um dos posts dizia: “O que uma pessoa tem que fazer para tirar todo o governo do poder? É por isso que tínhamos que portar armas e ir ao triribunal, para poder reaver meu direito de julgamento de novo”.



7 – Ameaças de morte

Em janeiro desse ano, um grupo de adolescentes na Flórida, com 13 a 14 anos de idade, foram presos na escola por fazer uma série de ameaças em seus murais do Facebook contra um colega de aula. Eles, dentre os quais três meninas e um menino, acreditavam que o jovem teria sido responsável pela prisão de um amigo e a partir daí começaram a trocar posts planejando uma possível morte do colega.

“Ele acabou com a vida do meu melhor amigo, vou dar um fim a isso”, dizia uma das mensagens. Assim como “Ah, ele vai morrer. É só me mostrar quem ele é primeiro, que ele morre”. Outros colegas começaram a publicar que ajudariam na morte do adolescente quando viram a onda de posts. Mais tarde foi provado que a vítima em questão nada tinha tido a ver com a prisão do amigo dos adolescentes.


8 – Briga de Bar

Ruth Ramirez, moradora de Chicago, de 26 anos, se entregou à polícia por causa de uma briga de bar, em abril desse ano. Ramirez teria quebrado um pedaço de vidro no rosto de outra mulher e postado no Facebook a respeito.

A mulher só foi reconhecida quando um amigo da vítima viu um post mencionando o assunto e pediu à moça que reconhecesse a agressora. Ruth foi acusada de lesão corporal grave e mantida sob fiança de US$100.000.



9 – Mudança do status de relacionamento

Eric James Wilson, de 21 anos, foi preso em fevereiro desse ano em Palm Bay, na Flórida, por supostamente agredir sua então esposa. Eric foi acusado pela polícia por violência doméstica e contravenção.

James teria se irritado depois que a mulher questionara uma mudança em seu status de relacionamento no Facebook. Eric chegou a agredir a mulher jogando-a contra a parede e usando uma arma de fogo, mas acabou apenas recebendo ordens para não se aproximar novamente nem fazer qualquer tipo de contato.

TechTudo

sábado, 10 de setembro de 2011

Vencido pela bebida


O que o drama de Sócrates revela sobre o alcoolismo, uma epidemia subterrânea que devasta a sociedade brasileira e mata 30 mil pessoas por ano

Na segunda-feira passada, dia 5 de setembro, o cidadão Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de um sangramento digestivo que ameaçava matá-lo. Aos 57 anos, ele é um rosto familiar aos brasileiros. Ídolo do Corinthians e da Seleção Brasileira, foi um dos grandes jogadores do futebol mundial nos anos 1980, notável tanto pela elegância e precisão de seus passes quanto por suas posições públicas contra o regime militar. Formado em medicina, inteligente e carismático, o Doutor, como costuma ser chamado, assumiu, ao deixar os gramados, a função informal de intelectual do futebol, alguém capaz de expressar com autoridade a dimensão pública desse esporte que apaixona os brasileiros.

Além disso tudo, Sócrates é também alcoólatra. Ele começou a beber pesado durante a universidade e nunca mais parou, mesmo em seus anos de atleta. Em consequência de décadas de excesso, desenvolveu cirrose hepática, doença degenerativa que destrói o fígado e provoca o colapso do restante do organismo. A cirrose causada por álcool mata mais de 11 mil pessoas por ano no Brasil. Sócrates esteve assustadoramente próximo desse desfecho na semana passada – um drama que tocou milhões de pessoas que o admiram e trouxe para os holofotes, novamente, a epidemia subterrânea de alcoolismo que devasta o país. “O drama de uma pessoa pública querida mostra que pessoas inteligentes e fortes também podem se tornar dependentes”, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, da Universidade Federal de São Paulo, uma das maiores autoridades em alcoolismo no país. “Sócrates é um homem bem-sucedido, brilhante e, além de tudo, médico. Se aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um.”

O Brasil tem um número de alcoólatras estimado em 15 milhões, o dobro da população da Suíça. Mas a realidade pode ser ainda pior. Os médicos da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas, que se dedicam a estudar a dependência química no Brasil, estimam que, na verdade, 10% dos 192 milhões de brasileiros, ou 19 milhões, tenham problemas graves com a bebida. O alcoolismo mata 32 mil pessoas por ano no Brasil, está por trás de 60% das mortes no trânsito e 72% dos homicídios. Mas é algo que nosso cérebro parece ignorar para seguir operando com sanidade – até que a história de um ídolo popular como Sócrates rompe essa barreira de proteção e indiferença.

No dia 19 de agosto, ele foi internado às pressas no Hospital Albert Einstein. Seu fígado deteriorado pela cirrose comprometera a circulação sanguínea no aparelho digestivo. O órgão normal tem a consistência de uma gelatina porosa. Na cirrose, adquire a consistência de borracha. O sangue não mais segue seu caminho, fica represado e desencadeia sangramentos no estômago e no esôfago, que podem ser fatais.

Naquela primeira internação, Sócrates esteve bem perto de morrer. Primeiro, os médicos tentaram diminuir a pressão interna com medicamentos. Não funcionou. Por meio de uma endoscopia, tentaram também tratar varizes no esôfago. Não resolveu. O sangramento continuou. Na madrugada do dia seguinte, os radiologistas Breno Boueri Affonso e Felipe Nasser foram chamados ao hospital, sinal de que a situação fugia do controle. “Pode-se dizer que somos o Bope. Quando está tudo praticamente perdido, quando não há outra alternativa, pedem para a gente entrar”, diz Affonso. Eles fazem cirurgias minimamente invasivas, também chamadas de cirurgias sem bisturi. “Sócrates sangrava muito. O estado dele era praticamente de choque hemorrágico pré-óbito”, diz Affonso. Os médicos fizeram uma punção no pescoço. Guiados por um aparelho de raios X que funcionava continuamente, introduziram um cateter na veia jugular. No fígado, instalaram um pequeno tubo flexível de 1 centímetro de diâmetro, feito de níquel com titânio, pelo qual o sangue flui. A intervenção durou quatro horas. Sócrates teve uma recuperação rápida e surpreendente. “Como ele foi atleta, seu corpo é uma coisa fantástica. O coração e os pulmões aguentaram coisas que outras pessoas não aguentariam: drogas, perda de sangue, transfusões”, diz Affonso. Sócrates distribuiu autógrafos e tirou fotos com a equipe médica. “Quer dizer que você fez um furo no meu fígado?”, perguntou, brincando, a Affonso. O médico, são-paulino, respondeu: “Sim. E deixei uma marca tricolor lá”.

No dia 27, Sócrates recebeu alta. Na madrugada da última segunda-feira, começou a reclamar de tosse, mal-estar e náuseas. Foi levado ao Einstein de novo. “Ele chegou conversando, mas falando pouco”, diz Affonso. Quando os médicos suspeitaram de um novo sangramento, Sócrates recebeu anestesia geral e passou a respirar com a ajuda de aparelhos para poupar o organismo. Os médicos localizaram um novo sangramento, desta vez no esôfago. Para controlá-lo, bloquearam o vaso e ofereceram outro caminho para o sangue fluir. O que fazer se Sócrates voltar a sangrar? Os médicos poderão tentar fazer novamente tudo o que fizeram até agora, mas a cada intervenção o risco aumenta.

Época

Especialistas em saúde reprodutiva dos EUA se preocupam com mulheres latinas


Segundo estudiosos, novas políticas "excluem" latinas de benefícios

Várias especialistas em saúde reprodutiva dos Estados Unidos reivindicaram nesta sexta-feira (9) atenção sobre as novas políticas que "excluem" as mulheres latinas e que cortaram certos tipos de coberturas que as beneficiavam.

Em entrevista coletiva a diretora da Latino Initiatives, Destiny López. Segundo Destiny, os políticos cortaram os fundos "para salvar vidas" em programas de detecção de câncer, controle de natalidade, e em prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, que na comunidade latina tem mais impacto que no conjunto da sociedade.

- Mais de cem restrições a saúde reprodutiva foram criadas pelos Governos estatais e locais no primeiro semestre de 2011, o dobro do número de projetos de Lei restritivos aprovados no ano passado.

Na entrevista coletiva organizada pela Latino Officials and Advocates to Take Action, López insistiu em que as mulheres latinas constituem uma população em crescimento que "necessita" de um atendimento de qualidade e acessível em matéria de saúde reprodutiva.

A diretora adjunta do Projeto de Políticas de Saúde do Conselho Nacional da Raça, Jennifer Ng'andu, disse que "a maioria da comunidade latina não tem um médico pessoal, e a maioria também não tem uma cobertura médica".

Jennifer explicou que as novas reformas sanitárias, que criaram um serviço específico ao atendimento preventivo para a mulher, devem fazer chegar estes serviços à comunidade latina de um modo economicamente acessível.

A analista política do Instituto Nacional de Latinas para a Saúde Reprodutiva, Rebeca Medina acrescentou que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos escutou recomendações que estão sendo feitas para algumas instituições, que reivindicavam o acesso gratuito a certos serviços sanitários.

- Os novos planos de seguros devem oferecer serviços de controle de natalidade e de detecção de câncer, sem custos adicionais ou planos coparticipativos.

Em 2009, quase 25% dos pacientes que utilizaram o planejamento familiar nos EUA, mais de 620 mil pessoas, eram latinos.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

R7

Brasileira é encontrada na Rússia após ficar 6 meses desaparecida

Ustina sendo levada por policiais russos para deixar o país e ser repatriada para o Brasil, nesta semana (Foto: Reprodução/Controle Central do Ministério dos Assuntos Interiores da região de Krasnoyarsk

Interpol russa achou jovem de 23 anos após família denunciar caso à PF.
Ustina Chernishoff chegou a Mato Grosso na noite desta terça-feira (6).


A jovem brasileira Ustina Chernishoff, 23 anos, foi encontrada pela Interpol russa em 27 de agosto deste ano após ficar desaparecida desde fevereiro de 2011, quando se comunicou com a família pela última vez, por carta. Ela saiu do Brasil em maio de 2007 para viver em uma comunidade religiosa na região de Krasnoyarsk, no Oeste da Sibéria, na Rússia. A jovem foi repatriada pelo governo brasileiro nesta terça-feira (6).

Ustina figurou no canal de Difusão Amarela da Interpol, destinado a pessoas desaparecidas, a partir de abril, a pedido da Polícia Federal (PF). A corporação foi procurada pela mãe da jovem, Vera Rijkoff, 63 anos, em abril deste ano, após receber a última carta da filha.

Os policiais russos encontraram Ustina em uma espécie de vilarejo de religiosos à moda antiga, vertente do catolicismo ortodoxo russo. Segundo a PF, só é possível chegar ao local de helicóptero ou de barco.

A mãe da jovem disse ao G1 que viu a filha pela última vez no fim de 2010. Ela vive na zona Rural de Primavera do Leste (MT), onde a filha voltou a morar com ela desde terça-feira. "Estou muito feliz em ver minha filha de novo e de poder dar um abraço nela. Ela está bem cansada da viagem, está sofrida e agora está descansando". A reportagem do G1 tentou conversar com a jovem, mas a família preferiu manter Ustina isolada para se recuperar do período em que ficou distante dos parentes.

Em Primavera do Leste há uma grande colônia de imigrantes russos. A mãe de Ustina está com a saúde debilitada e a família acredita que isso tenha ocorrido por causa da ausência de contato com a filha. Ela fala português com dificuldade e com um forte sotaque russo.

Lavagem cerebral
De acordo com relatos dos parentes da jovem, Ustina estava vivendo em completo isolamento. "Ela estava trabalhando no mato, na roça. Trabalhava para ganhar comida", disse a mãe.

Tatiana, 22 anos, irmã de Ustina, afirmou que ela estaria sofrendo uma espécie de pressão espiritual por parte dos religiosos ortodoxos russos. "Eles faziam lavagem cerebral com ela. Era todo dia, toda hora. Eles diziam que ela não podia fazer nada além do trabalho porque seria pecado. Colocavam muito medo nela. Aqui no Brasil eles [católicos ortodoxos russos] não são assim". A PF informou que Tatiana visitou a irmã na Rússia em agosto de 2010.

"Quero agradecer aos brasileiros, a todos que me ajudaram a trazer minha filha de volta para casa, e aos policiais federais, que investigaram e descobriram onde ela estava. Os brasileiros são gente boa", disse Vera.

Exploração sexual
Em depoimento prestado à Polícia Federal, em Cuiabá, a mãe de Ustina relatou que temia que a filha estivesse sendo explorada sexualmente na Rússia. Nas declarações, a mãe informou aos policiais que foi proibida de visitar a filha sozinha e que só conseguiu falar com Ustina na companhia de algum religioso.

"Ela prestou depoimento por teleconferência, com apoio da Embaixada da Rússia no Brasil. A mãe relatou que esteve com a filha em Krasno, em dezembro de 2010. No depoimento, ela afirmou que a filha estava estranha, com os documentos pessoais confiscados e o passaporte também. Ela também suspeitava que a filha pudesse estar sendo explorada sexualmente", disse a delegada Simone Azuaga, da coordenação de polícia criminal internacional da PF, que repassou informações ao G1 com base no relatório de investigação sobre o caso. Ela não participou da apuração do caso.

A Polícia Federal informou que não houve crime no Brasil e que por isso trata o caso como encerrado, mas apenas espera receber uma cópia do depoimento que Ustina prestou aos policiais russos. O objetivo é saber o que ela relatou às autoridades russas sobre as condições em que vivia na comunidade religiosa em Krasnoyarsk.

Saída do Brasil
Tatiana, irmã de Ustina, informou ao G1 que a família saiu do Brasil em 2007 para o Canadá. "Viajei com ela [Ustina], meu irmão Constantin, minha mãe e meu pai [Mark Yakov]. Meu irmão mais novo ficou no Brasil. Pouco tempo depois, minha mãe voltou para Mato Grosso para cuidar do meu irmão que ficou. Eu, minha irmã, meu irmão e meu pai seguimos para a Rússia", disse a jovem.

Segundo a PF, Ustina saiu do Brasil usando passaporte canadense, já que tem dupla cidadania. O registro de saída dela do país é de 9 de maio de 2007. No dia seguinte, ela e a família entraram nos Estados Unidos. Em um voo de Nova York, eles seguiram para a Rússia, onde chegaram em 11 de maio daquele ano.

Tatiana revelou que não suportou as condições que viveria na Rússia e voltou depois de 60 dias ao Brasil. "Meu irmão ficou com Ustina, mas voltou depois de seis meses, doente, com esquizofrenia, resultado das lavagens cerebrais que sofria na comunidade religiosa". Segundo a PF, antes de Ustina voltar ao Brasil, o pai deixou a filha sozinha na região de Krasnoyarsk e foi morar no Canadá.

Ameaças do pai
Após saber que a filha estava voltando ao Brasil, Yakov teria ligado duas vezes para a família, em Primavera do Leste. "Ele não gostou de saber que ela estava voltando para casa e fez ameaças. Ele ficou muito contrariado e disse que não gostou. Agora, não sabemos se ele virá para o Brasil atrás dela", disse Vera, mãe de Ustina.

Repatriação
De acordo com o Itamaraty, Ustina foi repatriada por desvalimento, que é caracterizado quando um cidadão brasileiro se encontra no exterior sem possibilidades, por parte dele ou de seus familiares no Brasil, de garantir sua própria manutenção no exterior. Neste caso, a autoridade consular se encarrega de providenciar abrigo e alimentação ao indivíduo até que se proceda o retorno ao Brasil.

A repatriação só é feita quando o cidadão deseja voltar ao país de origem, o que, segundo o Itamaraty, aconteceu com Ustina.

O Itamaraty informou ainda que Ustina não foi expulsa da Rússia, pois não cometeu crime naquele país. Segundo a PF, o visto de permanência da jovem brasileiro venceu em 10 de agosto de 2007.

G1

9 de setembro - Dia do Veterinário


Parabéns a todos que cuidam e respeitam todos os animais!!!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Brasil tem 4.856 crianças à espera de adoção



O número de crianças aptas a serem adotadas chega a 4.856 em todo o Brasil. É o que mostra o último balanço do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) – do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O cadastro foi criado pelo Conselho em abril de 2008 para concentrar informações de todos os tribunais de justiça do país referentes ao número de pretendentes e crianças disponíveis para encontrar uma nova família, bem como acompanhar este tipo de procedimento judicial nas varas da infância e juventude espalhadas pelo Brasil. As informações, dessa forma, auxiliam os juízes na condução dos procedimentos de adoção.

Os dados são da última quarta-feira (31/08) e mostram um leve crescimento na quantidade de crianças que precisam de um novo lar, já que levantamento de julho apontou 4.760 crianças disponíveis para a adoção naquele mês. O número de pretendentes também apresentou leve aumento, segundo o cadastro: passou de 27.264 cadastrados em julho para 27.478 em agosto.

Política pública - Para a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, o cadastro é importante porque contribui para o desenvolvimento de uma política pública “inigualável”, que permite a adoção. De acordo ainda com os dados das crianças e adolescentes aptas para adoção, 2.133 são do sexo feminino e 2.723 pertencem ao sexo masculino. O Estado que mais concentra crianças e jovens é São Paulo, com 1.288 do total. Na sequência, estão o Rio Grande do Sul (792), Minas Gerais (573), Paraná (501) e Rio de Janeiro (369).

Das crianças e adolescentes inscritas no CNA, 3.749 têm irmãos. Desses, 112 têm irmão gêmeo. Quanto à raça, a maioria é parda (2.230). Em seguida, estão as crianças e adolescentes da cor branca (1.656), negra (907), amarela (35) e indígena (28). Para o juiz auxiliar da Corregedoria, Nicolau Lupianhes Neto, o CNA representa ótima ferramenta para os operadores da área do Direito da Infância e Juventude. "Contribui para que os melhores interesses das crianças e adolescentes sejam efetivados e garantidos. O aumento do número de crianças e de pretendentes vem mostrar que o cadastro está se fortalecendo dia a dia e sendo utilizado, como sempre deve ser, com mais frequência pelos Juízes e demais operadores na área", afirma o juiz auxiliar.

Pretendentes - Conforme as informações do cadastro do CNJ, o perfil exigido pelos pretendentes continua a ser o grande entrave para a adoção dessas crianças. Dos interessados em adotar, apenas 585 declararam aceitar somente crianças da raça negra. Afirmaram aceitar somente crianças brancas 10.173 dos adotantes; e somente crianças da raça parda, 1.537. Aqueles que se manifestaram indiferentes à raça somam apenas 9.137. Os pretendentes também deixaram claro o desinteresse em adotar crianças com irmãos. "Trata-se de preferência que temos que trabalhar para mostrar aos pretendentes que tal perfil não significa maior efetividade do vínculo que se irá estabelecer com a adoção. Já sentimos melhora, mas muito ainda deverá ser feito por todos que devem garantir os direitos das crianças e adolescentes", declara o juiz Lupianhes Neto.

De acordo com o CNA, 22.702 inscritos manifestaram o desejo por apenas uma criança. O número de interessados em adotar até duas crianças cai para 4.461. Quanto ao perfil dos pretendentes, 6.704 têm filhos biológicos e outros 2.702 possuem filhos adotivos. A maior parte tem entre 41 a 51 anos de idade (10.654 do total). Também, de acordo com o CNA, a maior parte dos interessados tem renda de três a cinco salários mínimos (6.583).

Fonte: Agência CNJ de Notícias

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Menina é a primeira negra diagnosticada com raro envelhecimento precoce



Londres (Inglaterra) - Uma menina negra da África do Sul pode ser a única a ter a progéria, uma doença genética rara que acelera o processo de envelhecimento e não tem cura. Ontlametse Phalatse, 12 anos, é considerada a primeira negra diagnosticada com a doença, de acordo com a Fundação de Pesquisa de Progéria. As informações são da agência AP.

Segundo a instituição de pesquisa, não se sabe quantas crianças no mundo são portadoras da doença. A diretora executiva da fundação, Audrey Gordon, diz que apenas dois africanos foram diagnosticados e os dois vivem na África do Sul - Ontlametse e uma menina de 5 anos, que é branca.

A mãe de Ontlametse, Bellon Phalatse, conta que seu bebê nasceu normal, mas logo ela percebeu que algo estava errado. O bebê apresentava erupções no corpo e ela pensou que a filha tinha uma doença de pele.

Antes de Ontlametse comemorar seu primeiro aniversário, seu cabelo estava caindo, as unhas não eram normais e havia os problemas de pele, relata a mãe. "Estávamos indo para cima e para baixo para os médicos", afirma.

O diagnóstico da doença veio com a informação de que a maioria das crianças com progéria morrem aos 13 anos. Contudo, também trouxe atendimento especializado à menina. Ontlametse e sua mãe vão para os Estados Unidos, duas vezes ao ano, realizar tratamento, onde têm acesso a medicamentos que ainda não estão disponíveis comercialmente.

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