Por Aline Lacerda
Além de consumir bebida via anal, vários jovens no mundo têm
assustado pais e médicos com métodos nada convencionais de se embriagar.
Nos Estados Unidos e Europa, vídeos se espalharam na internet com
adolescentes pingando vodca nos olhos, método chamado por eles de "vodka
eyeballing". Meninas que encharcam absorventes internos de álcool e os
colocam na vagina também tem parecido uma prática difundida, além de
beberem álcool em gel.
Segundo a Dra. Zila Van Der Meer Sanchez, pesquisadora do Centro
Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), da
Unifesp, os adolescentes que chegam aos prontos-socorros alcoolizados
usam menos destas práticas no Brasil do que em outros países, apesar de
casos terem sido registrados.
“Os riscos para quem consome álcool desta maneira são exatamente os
mesmos de métodos convencionais. O que conta é a quantidade de álcool
ingerida, porque independente de onde for, o corpo vai absorver do mesmo
jeito”, explicou ao Terra.
O clínico geral do Hospital das Clínicas, Dr. Arnaldo Lichtenstein,
também alerta para o uso cada vez maior de álcool. “O grande problema é o
uso abusivo do álcool, independente da via”.
No entanto, além do comportamento extremamente invasivo ao corpo, o
ânus, por exemplo, tem mais terminações nervosas e mucosas mais
expostas, o que causa uma absorção mais rápida e compromete a percepção
da quantidade ingerida.
“Se for tomando de pouquinho em pouquinho, a pessoa vai sentindo e
consegue identificar mais fácil a hora de parar. Mas, mesmo assim,
depois de parar ainda há uma grande quantidade de álcool no estômago
para ser metabolizado e, neste ponto é comum as pessoas passarem mal,
vomitarem e colocarem para fora o que ainda não foi absorvido. No
entanto, nestes casos de consumo por outras vias, a substância vai ficar
ali até ser completamente absorvida”, informou.
Além do estômago e intestino, o álcool é mais rapidamente absorvido
pelas mucosas do corpo, desde a boca até o ânus e a vagina. “A absorção é
muito grande pelas mucosas. Se você bebe uma taça de vinho e demora uma
hora ou duas para ser processado, o consumo pela mucosa leva minutos”,
explicou o Dr. Arnaldo Lichtenstein.
“O problema é que o álcool é irritante. Do mesmo modo que irrita o
estômago, vai irritar o olho e causar uma conjuntivite, no ânus e na
vagina vai acontecer a mesma coisa e pode gerar problema sérios a curto,
médio e longo prazo”, esclareceu o clínico do HC.
Os adolescentes que bebem álcool em gel podem ter reflexos no
fígado. “Você vai sobrecarregar seu fígado com as substâncias que têm no
produto, além do álcool. Pode intoxicar e vai retardar o metabolismo”,
informou a Dra. Zila Van Der Meer.
Vale ainda esclarecer que a exceção é pingar bebida no olho, prática
que não tem efeito nenhum. “Esta história de pingar nos olhos, teria
que ser um caminhão de álcool para deixar bêbado. Nesta região não tem
nenhuma relação fazer isto”, comentou a especialista.
Em relação ao consumo via anal, ela esclareceu ainda: “pode dar uma
concepção de violência sexual. Vai além do álcool, pode ter caráter de
uma agressão sexual”.
O Dr. Arnaldo Lichtenstein ressaltou que a procura pelo prazer
sexual também vem junto nestas práticas. “Isto é a busca pelo prazer
mais rápido que está sendo misturado com sexualidade. São duas grandes
sensações de busca de prazer”, explicou .
Ele alertou ainda que estas práticas não muito comuns acontecem há
bastante tempo, mas o que mais preocupa é a quantidade exagerada de
álcool que tem sido colocado em questão. “Esta busca desenfreada por
sensações de euforia e anestesia é muito preocupante. Alguns pacientes
falam em anestesia e usam estes meios mais rápidos para conseguir não só
a desinibição que o álcool produz”, concluiu.
Fonte: Terra
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sábado, 27 de abril de 2013
Em Porto Alegre para corrida da Stock Car, Rubinho visita crianças do Instituto do Câncer Infantil
Barrichello mostrou-se solícito, tirando fotos e concedendo autógrafos aos pacientes
Rubens Barrichello recém havia entrado na Casa de Apoio do Instituto do Câncer Infantil, no Hospital de Clínicas, e ainda tentava "quebrar o gelo" em meio à timidez das crianças que se acomodavam nos sofás da sala de estar, quando a pequena Kamile, de três anos, entrou correndo.
GALERIA: confira imagens da visita de Rubinho aos pacientes do ICI-RS
— Não quero tirar foto! Não quero tirar foto! — gritava, antes de sentar e cruzar os braços, com um enorme beiço.
Rubinho sentou-se ao seu lado e confidenciou:
— Eu também não quero.
Aí os cliques das máquinas espocaram, em busca de um registro do momento. Kamile não aguentou e gritou, chorando:
— Mãããee!
Foi a primeira de muitas crianças a conquistar o piloto, em Porto Alegre para a disputa da terceira etapa da Stock Car, neste domingo, às 11h, no circuito de Tarumã. Em cerca de uma hora de visita aos pacientes, o paulista de 40 anos não recusou um pedido para tirar fotos ou conceder autógrafos.
Foi além: prometeu que serviria de garoto de recados a um menino de quatro anos que é fã da dupla sertaneja Guilherme e Santiago e, ao saber que o piloto conhecia seus ídolos, quis mandar-lhes um abraço. Rubinho comoveu-se com a menina que está no Centro de Oncologia Pediátrica e pintou-se com batom ao saber que ele vinha. Passou por cada um dos leitos e conheceu os pequenos que lutam para livrar-se do câncer.
De Letícia, a menina que se maquiou, recebeu uma mochila do Instituto. Dentro, o livro "Os Deuses que encontrei — As Lições de uma Luta de Cinco Anos contra o Câncer", escrito pelo ex-paciente Rafael Acordi (morto em 2005), e uma camiseta. Rubinho agradeceu, colocou a mochila nas costas e não a tirou até o fim da visita.
A presença em hospitais e instituições semelhantes ao ICI-RS farão parte de sua rotina em todas as etapas da Stock Car. Uma ideia que surgiu após a etapa de Curitiba, no mês passado, quando esteve no Hospital Pequeno Príncipe.
— Eu saí do Brasil com 16 anos e passei muito tempo fora. Tenho esse sentimento de necessidade de retribuir — diz Rubinho. — Cada sorriso que elas dão é uma energia positiva. Esse dia é mais legal para mim do que para as crianças — acredita o piloto.
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Procon multa rede de lanchonetes por publicidade abusiva
No início deste mês, a rede de lanchonetes Mc Donald’s foi multada em R$ 3 milhões pela Fundação Procon-SP por publicidade abusiva. A condenação veio após a veiculação de propagandas, na TV e em seu próprio site, voltadas ao público infantil e consideradas inadequadas.
A assessora técnica do Procon-SP, Andréa Benedetto, afirma que a campanha foi considerada abusiva por vincular o produto a “personagens do mundo infantil, associando a sentimentos, como felicidade, e inserção social”. Ainda de acordo com a entrevistada, "as crianças são hipervulneráveis por estarem em desenvolvimento e não terem discernimento do que é comercial”.
Não há nenhuma legislação que regule especificamente a questão da publicidade infantil. Então, para tomar a decisão, o Procon se baseou no Código de Defesa do Consumidor que proíbe qualquer tipo de propaganda abusiva. Para Andréa, as empresas deveriam levar em consideração essa restrição ao criar as campanhas publicitárias. “É possível fazer uma propaganda infantil que não seja abusiva. Deve ser uma publicidade que seja muito clara, que não se aproveite desse mundo lúdico, e possa facilmente ser identificada como um comercial”, explica.
Em declarações à imprensa, o Mc Donald’s anunciou que irá recorrer da atual decisão na Justiça. Esta não é a primeira vez que a rede de lanchonetes é multada pelo Procon por conta de seus produtos voltados ao público infantil. Em 2011, a empresa já havia sido multada pelos brindes do Mc Lanche Feliz, que, segundo o Procon, configurariam venda casada, ou seja, a obrigatoriedade de comprar dois itens ao mesmo tempo. Na época, o Mc Donald’s não anunciou se iria recorrer desta decisão e tem até o mês de maio deste ano para pagar a multa.
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Bola diz que não matou Eliza e que está preso há 3 anos ‘injustamente’
Ex-policial começou a ser interrogado na madrugada deste sábado.
Ele é acusado de matar e ocultar o cadáver da ex-amante do goleiro Bruno.
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, negou ter matado e ocultado o corpo de Eliza Samudio logo no inicio de seu interrogatório na madrugada deste sábado (27), no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao ser questionado pela juíza Marixa Fabiane se as denúncias contra ele eram verdadeiras, Bola respondeu: "Não, senhora". Ele ainda afirmou que está preso há três anos "injustamente". Marcos Aparecido é acusado de matar e ocultar o cadáver da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes.
(Acompanhe no G1 a cobertura completa do julgamento do caso Eliza Samudio, com equipe de jornalistas trazendo as últimas informações, em tempo real, de dentro e de fora do Fórum de Contagem, em Minas Gerais. Conheça os réus, entenda o júri popular, relembre os momentos marcantes e acesse reportagens, fotos e infográfico sobre o crime envolvendo o goleiro Bruno.)
A primeira parte do interrogatório durou cerca de uma hora e meia. Tendo começado por volta da meia-noite e suspenso às 1h40. A sessão do quinto dia de júri iniciou por volta das 9h30 da manhã desta sexta-feira (27), com a leitura de peças do processo. Por volta das 21h, foram exibidos vídeos. Os trabalhos no Fórum de Contagem devem ser retomados na manhã deste sábado, quando Bola vai seguir falando no plenário.
Durante o interrogatório, o ex-policial afirmou que o único réu que ele conhecia no processo era Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, o qual havia já falado com ele por telefone. Porém, contou que só soube o nome de Macarrão no presídio. Segundo Bola, o contato com o amigo de Bruno havia sido feito para tratar da carreira do filho do réu no futebol. Marcos Aparecido disse à magistrada que falou por “mais ou menos” duas vezes com Luiz Henrique.
Bola contou que o amigo que passou a ele o contato de Macarrão foi José Laureano, o Zezé. Que é investigado em uma apuração complementar do caso. Marcos Aparecido disse que morava na casa em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH, há cerca de 20 anos. O local é apontado como o da morte de Eliza. O ex-policial afirmou que nenhum dos réus foi no imóvel, inclusive Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno que era adolescente na época, e indicou o local a polícia.
Em vários momentos do interrogatório, Bola alegou estar cansado. “Eu estou um ser vivo, morto vivo", disse Marcos Aparecido à juíza. Ele ainda precisou tomar um remédio. A magistrada também reclamou do cansaço. Em certo momento, a juíza disse “Edson Monteiro”, e o réu a corrigiu, dizendo que o nome certo era Edson Moreira, querendo se referir ao delegado que chefiou as investigações. Marixa então ressaltou que não era só ele que estava cansado. Duas filhas, um filho e a esposa do réu acompanharam o interrogatório.
Amigos
Bola foi questionado pela juíza sobre as relações com o policial Gilson Costa e o policial aposentado José Laureano, o Zezé. O réu afirmou que conhecia costa há 22 anos, e Zezé há cerca de três ou quatro anos. Ambos são investigados por participação no caso após um pedido do Ministério Público.
Sobre os advogados, Bola afirmou conhecer Ércio Quaresma há 20 anos e Fernando Magalhães há cinco. Sobre Zanone Oliveira, que também o defendeu, o réu falou que o conhecia há cinco anos.
"Animosidade"
Marcos Aparecido reclamou do tratamento que recebeu dos delegados do caso. E falou especificamente da sua relação com Edson Moreira, ex-delegado e hoje vereador na capital mineira. Ele disse que conheceu tem uma "animosidade" com Edson Moreira desde 1991, quando o ex-delegado foi professor do réu na academia de polícia, em Minas. Durante várias vezes eles se desentenderam, afirmou o réu.
José Arteiro é destituído
Ao fim da sessão, a juíza leu uma petição enviada por Sônia de Fátima Moura. No documento, a mãe de Eliza Samudio destituiu José Arteiro como seu procurador. Sônia continua a ser representada por Maria Lúcia Borges.
Ao deixar o fórum, Arteiro cobrou seus honorários. “Eu não trabalho de graça, eu quero meu dinheiro”. Perguntado sobre a exibição do vídeo dele criticando o promotor Henry Wagner. Ele falou: “critico qualquer um que errar”. Ao ser questionado sobre o possível erro do promotor, Aerteiro apontou a não denúncia do pocial aposentado Zezé por parte do MP.
Desentendimento
O quinto dia do júri popular também foi marcado por um desentendimento entre o advogado Ércio Quaresma e a juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes. A magistrada se irritou com o defensor após ele dar ordens a um assistente dela, que fazia a leitura de peças do processo.
Às 16h13, o advogado entrou na sala do júri e interrompeu a leitura da peça pelo assistente da juíza, que não se encontrava no plenário. Ele discutiu com o assistente e disse "eu não estou dando ordem, eu estou pedindo. Estou avisando a vossa excelência que tem uma ordem do tribunal". O defensor estava com a decisão do desembargador Doorgal Andrada, que o autorizava a exibir na íntegra o vídeo de quase duas horas com o depoimento de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, que era réu no processo e foi morto em agosto de 2012, em um crime passional, segundo a polícia.
A juíza repreendeu o advogado quando voltou ao plenário. A magistrada demonstrou não ter gostado de saber que Quaresma se dirigiu diretamente ao assistente dela. “O senhor entrou aos brados. O senhor não tinha ordem para mandá-lo parar a leitura", disse. E o advogado rebateu, dizendo que "esse moço mente". E a juíza finalizou a discussão. "O senhor teria que se reportar a mim. (…) Aguardasse o meu retorno. (…) Eu que presido. (…) O doutor, o senhor está advertido", encerrou a juíza.
Durante a manhã, Marcos Aparecidos dos Santos e o filho choraram no plenário. Durante a sessão deste quinto dia, mais de 250 páginas do processo, entre depoimentos e laudos periciais, foram lidos. Assistentes da juíza se revezaram na leitura.
G1
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Estar ao lado da família na hora de tratar a dependência é muito importante para sua recuperação
A família, em especial, é peça-chave tanto na prevenção do consumo excessivo da bebida, conforme mostra a matéria “Influência da família no uso de álcool: risco ou proteção?”, como em casos em que o problema já está instalado. Inclusive, não são poucas as vezes em que o tratamento inicia-se pela família, principalmente porque o dependente não reconhece que o consumo em excesso de bebidas alcoólicas lhe traz consequências ou está desmotivado para buscar ajuda.
Um acompanhamento especializado e dirigido aos familiares é essencial para que possam compreender a dependência e seus desdobramentos e, posteriormente, receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o ente querido e a si próprios.
A família desempenha um papel importante no tratamento da dependência, já que auxilia na aderência, permanência, na superação de dificuldades decorrentes do processo e no estabelecimento de um novo estilo de vida. Por último, a família também pode ajudar a equipe multidisciplinar identificando mudanças comportamentais abruptas (por exemplo: isolamento, irritabilidade, labilidade do humor, prejuízo no desempenho do trabalho), que possam ser indicativos de complicações ou possíveis recaídas, as quais muitas vezes podem ser evitadas.
É interessante que os programas de tratamento sejam multidisciplinares para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais e até jurídicas, conforme demonstrado em diversos estudos), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao consumo de bebidas, assim como seus processos cognitivos e funcionamento social.
A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticado, deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade do caso.
Fonte: National Institute on Drug Abuse (NIDA). Principles of Drug Addiction Treatment: A Research-Based Guide (2nd Edition), 2009.
Center for Substance Abuse Treatment (CSAT). Substance Abuse Treatment and Family Therapy – Treatment Improvement Protocol (TIP) – Series, No. 39. DHHS Publication No. (SMA) 05-4006. Rockville, MD: Substance Abuse and Mental Health Services Administration, 2004.
Julgamento de Bola: Defesa tenta desqualificar investigação
Ércio Quaresma, que defende ex-policial Bola, criticou investigação se baseando no jornalista que cita prova plantada e erro na perícia
Minas Gerais - O advogado Ércio Quaresma tentou desqualificar as investigações sobre o caso do desaparecimento de Eliza Samudio, amante do goleiro Bruno, ao apontar supostas falhas da acusação. Ércio defende o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de matar Eliza, em seu terceiro dia de julgamento no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Para desqualificar as investigações sobre o caso, Ércio relembrou outra investigação: sobre o caso do jornalista José Cleves, acusado de ter matado a própria mulher e que acabou inocentado no tribunal. Cleves escreveu um livro citando provas plantadas e erros nas perícias.
Durante uma hora de perguntas, os questionamentos da defesa giraram em torno de falhas nas investigações, que foram comandadas pelo delegado Edson Moreira. Ao rememorar o seu caso, o jornalista disse que ficou abalado: "É indescritível. Sofro até hoje".
José Cleves também foi investigado pelo então delegado e hoje vereador Edson Moreira. Moreira também será ouvido no Júri como testemunha, enão como autoridade policial, como seria anteriormente.
A previsão do tribunal é que Bola seja interrogado somente na quinta. Bola e três policiais são réus no processo questionado em plenário. Nesta terça-feira, um detento chamado pela acusação confirmou ter ouvido de Bola que "cinzas de Eliza" foram jogadas em lagoa.
Duas testemunhas de defesa já foram ouvidas na tarde desta terça-feira. Durval Ângelo recordou depoimento de Bruno e foi questionado sobre processo que investiga 2 desaparecimentos. A defesa ouviu o corregedor sobre investigações contra delegados.
Condenados
Pelas investigações, Bola foi contratado para assassinar Eliza. O goleiro Bruno Fernandes de Souza foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, sendo 17 anos em regime fechado, por todos os crimes a que era julgado no caso do assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.
Já Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do goleiro Bruno Fernandes, foi condenado a 15 anos de prisão. Já Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro, foi condenada a 5 anos de reclusão.
O DIA
Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana
Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade.
E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.
No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.
O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.
Boas notícias primeiro
Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sabreviver.
Isso porque nossa espécie já sobrevieu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor.
E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteróides e super erupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno".
Até mesmo as perdas sem precedentes autoimpostas no século 20, com duas guerras mundiais e epidemia de gripe espanhola, deixaram de prevenir a ascensão do crescimento da população humana global.
Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue.
Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?
Ameaças sem precedentes
Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido".
O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.
Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e o imprevisível.
Pelas próprias mãos"Este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade"
Martin Rees, Universidade de Cambridge
A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.
A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Ele tem escrito que governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados.
Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.
Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.
Nick Bostrom (BBC)
Diretor de instituto adverte que riscos são reais e não se trata só de ficção científica
Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, argumenta, podem ter efeitos diretos e destrutitovs sobre economias reais e pessoas de verdade, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro".
Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmanter e reconstruir estruturas genéticas.
Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.
O pesquisador Daniel Dewey, do instituto, fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.
"A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma o perito americano, um especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.
Efeito em cadeia
Juntamente com a biotecnologia e a nanotecnologia, ele afirma que essas novas tecnologias poderiam gerar um "efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escasos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo".
O Instituto do Futuro da Humanidade em Oxford integra uma tendência centrada em pesquisar tais grantes temas. O Instituto foi uma iniciativa do Oxford Martin School, que abrange acadêmicos de diferentes áreas, com o intuito de estudar os "mais urgentes desafios globais".
Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica é um dos defensores do Centro de Estudos de Risco Existencial e afirma que "este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade".
Nick Bostrom afrima que o risco existencial enfrentando pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados.
"Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nosa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar".
BBC Brasil
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Dia da Terra 2013: entenda como surgiu a data e seu significado
O Dia da Terra 2013 - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.
"O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa - e nossa sobrevivência no futuro", diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.
A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após este ver a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.
No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos.O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. "Foi uma aposta", lembra o senador, "mas funcionou."
JB Online
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Corpo de mulher morta com brinquedo sexual será sepultado nesta segunda em Alagoas
Italiano foi preso suspeito de cometer o crime; vítima foi espancada antes de morrer
O corpo de Judite Fonseca de França Riccardi, de 48 anos, morta sufocada com um brinquedo sexual, será sepultado nesta segunda-feira (22) na Praia do Francês, em Alagoas. O marido da vítima, um italiano, foi preso na noite de sábado (20) suspeito de ter cometido o crime.
Segundo a polícia, a mulher foi espancada e teria sido morta sufocada com um pênis de borracha. Os agentes acreditam se tratar de asfixia porque um pedaço do pênis ainda estava dentro da garganta da mulher no momento que os policiais localizaram o cadáver.
Vizinhos denunciaram o caso e os policiais chegaram até a residência quando o suspeito ainda estava mexendo no corpo. Os policiais apreenderam o brinquedo usado no homicídio e informaram que um laudo deve comprovar as causas da morte.
Testemunhas relatam que o homem era bastante violento e agredia a mulher constantemente. Em uma situação, ele teria quebrado as duas pernas dela. A população tentou linchar o italiano no momento da prisão.
O corpo da vítima foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) da capital. O suspeito ficou detido e indiciado por homicídio qualificado.
R7
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