segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crianças estão mais inteligentes e sensíveis, atestam especialistas


“Reparou na inocência cruel das criancinhas, com seus comentários desconcertantes? Adivinham tudo. E sabem que a vida é bela.” Assim o poeta Cazuza declamava sobre a elevada percepção do mundo ao redor e espontaneidade das crianças que deixavam o queixo dos adultos no chão, ainda durante a distante década de 1980.
Mas se o compositor, que morreu em 1990, estivesse entre nós hoje, o que diria da alta sensibilidade e rapidez de raciocínio demonstrada por uma grande turma de meninas e meninos da nova geração?
Perspicazes, inquietas e, mais do que nunca, sedentas por absorver a maior quantidade de explicações possível, as crianças de hoje em dia estão ainda mais antenadas e, definitivamente, com o desenvolvimento intelectual em ritmo acelerado.
Dissecada por diversas teorias - espirituais inclusive -, a sapiência das crianças intriga e, acima de tudo, desafia os adultos, que, desnorteados, apelam aos especialistas para, ao menos, tentar entender o porquê do descontentamento dos filhos com um livro de figuras em troca da atenção dos pais, ou saber a razão pela qual respostas, como “foi a cegonha que trouxe”, já não colam mais, ao menos tão facilmente.
Segundo os especialistas, não existe uma definição concreta para o fenômeno de crianças virem ao mundo mais sensitivas em comparação aos pequenos das décadas anteriores. “É um assunto controvertido no ponto de vista da ciência”, observa a psicóloga Maria Ivone Marchi Costa.
De consensual, afirmam especialistas, o que existe é, justamente, a falta de unanimidade sobre o assunto. “Opiniões sobre diagnóstico e intervenção são divergentes em suas várias vertentes”, frisa a terapeuta.
Quando se fala em tratamento não se busca “diminuir” a capacidade de compreensão ou até mesmo grau de inteligência das crianças, mas sim conter alguns reflexos negativos trazidos na esteira dessa maior sensibilidade, entre eles o distúrbio de atenção e hiperatividade. Entre os sinais de déficit de concentração, enumera a psicóloga, estão o fato delas não escutarem as pessoas, não conseguirem terminar tarefas e apresentarem dificuldades de organização.
Apesar de inteligência aguçada - nem todas as crianças com déficit de atenção apresentam o desenvolvimento mental acima do normal -, algumas evitam atividades com um substancial esforço da mente ou concentração, freqüentemente perdem objetos necessários na escola e em outras atividades diárias. “Ficam distraídos facilmente e freqüentemente se esquecem de atividades rotineiras”, acentua Maria Ivone.
Como essas crianças dificilmente aceitam regras e questionam a tudo e a todos, sempre em busca de um motivo e não simplesmente para acatar as coisas como elas são, a psicóloga orienta aos pais para que, nesses casos, o autoritarismo seja uma palavra riscada do dicionário. “Os pais devem representar fonte de apoio e segurança e, para isso, devem se fazer presentes na orientação e delimitação de regras ou limites, o que deve ser feito no amor e não no autoritarismo”, recomenda.
Luiz Beltramin

Fonte: JCNet

Publicidade de bebidas afeta crianças e adolescentes, diz pesquisadora


São Paulo - Apesar de as bebidas alcoólicas serem legalmente destinadas apenas a maiores de idade, a publicidade desses produtos atinge também as crianças e os adolescentes. A constatação é de um estudo realizado pela pesquisadora da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas (Uniad), Ilana Pinsky. “Se isso [propaganda] é feito já pensando em atingir esse público[menores de idade], eu não posso afirmar. O que eu sei é que ele atinge, atrai e é interessante”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
Mesmo com o endurecimento das normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), Pinsk disse que a publicidade de bebida, em especial a da cerveja, é muito atraente aos jovens. “Se você for observar os elementos da publicidade de cerveja , que é a que mais tem na área de propaganda de bebidas alcoólicas, ela é extremamente bem humorada, mostra sempre pessoas bonitas e jovens. Ela não fala do produto em si, mas dos sonhos e do estilo de vida relacionado à alegria e às festas, o que tudo tem a ver com o jovem”, afirmou.
Por isso, a pesquisadora aponta para que a propaganda de bebida leva o jovem a “um início mais precoce, a um consumo mais pesado e às ideias mais positivas em relação a beber”. Quanto mais cedo se começa a beber, maiores as chances de desenvolver a dependência química, conforme a pesquisa realizada pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas de São Paulo (Cratod). O estudo apontou que 40% dos jovens atendidos se iniciaram no uso de drogas entre os 7 e os 11 anos idade. Desses, 38% começaram pelo álcool.
“Quanto mais atrasar o consumo de álcool, melhor para a saúde dele [jovem] e melhor para a relação que ele vai ter com a bebida”, disse o presidente do Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa), Arthur Guerra. Segundo ele, o uso precoce de drogas está associado ao consumo excessivo de álcool que pode levar a uma “alteração no comportamento” e fazer com que o jovem se exponha a riscos.
Entretanto, Guerra é cauteloso ao relacionar o consumo precoce a publicidade. “É um assunto tão sério que nós deveríamos ter dados objetivos, números concretos que a gente pudesse falar: 'olha, a propaganda está levando tantos jovens a beber mais cedo' ”, afirmou.
Para o procurador Fernando Lacerda, a publicidade interfere em um processo de escolha que deveria estar sujeito somente ao juízo de cada um. “Justamente porque é uma decisão pessoal, eu acho que tem que ser a mais livre possível. E a publicidade interfere nessa decisão, ela influencia principalmente o jovem, que ainda não tem uma formação pessoal sólida”, disse.
Ele é o autor das ações que pedem indenização das fábricas de cerveja pelos danos causados à sociedade e ao patrimônio público devido ao aumento do consumo induzido pela publicidade. Em uma delas, ele pede R$ 2,764 bilhões, calculados com base nos gastos em saúde do governo federal com doenças e traumas relacionadas ao consumo de bebida alcoólica. “O pedido é que por conta da indústria de cerveja investir maciçamente em publicidade ela implica no aumento de consumo e no aumento desses danos”, afirmou.
Para Ilana Pinsky, a propaganda ideal deveria destacar apenas a qualidade do produto sem fazer associações ao estilo de vida ou a diversão.

Leia também: Adolescentes compram bebida alcoólica sem dificuldades
Consumo é alto por falta de políticas públicasDaniel Mello
Repórter da Agência Brasil
Especialistas se queixam de acesso fácil

Muitas mulheres deixam a profissão pelo prazer de cuidar



ANA PAULA PESSOTO
Éder Azevedo

Onde está a atual felicidadefeminina? Na carreira profissional bem sucedida ou no trabalho de servir e cuidar da família? Estas têm sido indagações e dúvidas de
muitas mulheres modernas, cada vez mais divididas entre o sonho profissional e o desejo de ser uma dona de casa perfeita e manter tudo sob o seu controle.
Muitas até tentam conciliar as duas tarefas, mas a carga se torna pesada e, na
hora de optar, a família e o prazer de acompanhar o desenvolvimento dos filhos é fator de relevância.
Com a revolução e as conquistas femininas, criou- se um paradigma de que felicidade
e realização estão intimamente ligadas à carreira profissional bem sucedida e que, ficar em casa, é sinônimo de fracasso ou Amélia, aquela mulher que não tinha a menor vaidade. Porém, a realidade não é bem assim. Muitas se dedicam anos e anos aos
estudos e depois decidem “pendurar” o diploma ou abandonar
a carreira profissional para cuidar da família porque nisso está sua realização pessoal, sua felicidade. De acordo com a psicóloga e coordenadora do curso de
psicologia da Universidade do Sagrado Coração (USC) Regina Paganini Furigo, muitas mulheres têm o cuidar da família como vocação. Acontece que isso virou tão pejorativo que muitas delas, em parte por pressão, saem, vão estudar e depois descobrem que aquilo não era o que queriam. “Acredito que tudo que seja imposto
e repressor, como o fato de mulheres deverem obrigatoriamente trabalhar fora, não
deva ser considerado, e sim as verdadeiras opções do nosso ser individual”.
Como a sociedade mudou muito e rapidamente, hoje, mulheres que não trabalham fora de casa podem facilmente encontrar preconceitos do tipo: Você está parada? ou Não se sente inútil e dependente demais sem trabalho? Realidade bem diferente da de décadas
atrás, onde o “ideal” era que elas ficassem em casa. “As mulheres, muitas vezes, vendem a imagem de seres ideais e poderosos. Tentamos mostrar que damos conta de tudo
como supermulheres. Para vencer os preconceitos é preciso encontrar a chave em nós
mesmas, fazer o que nos agrada, e as coisas se modificam”,aconselha a psicóloga.
Hoje, passa-se mais tempo no local de trabalho, que de ser calmo e agradável.

ANA PAULA PESSOTO
Éder Azevedo
Fonte: Digital Flip

Homem é acusado de matar filho que teria molestado irmã


Um americano foi acusado pela polícia de Detroit de ter executado o próprio filho adolescente depois de o garoto, de 15 anos, ter dito que molestou a meia-irmã de três anos e meio

O pai, Jamar Pinkney, teria matado seu filho, Jamar Jr., com um tiro na cabeça, apesar de o garoto ter implorado para ser poupado, segundo a mãe dele, Lazette Cherry.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal Detroit Free Press, Cherry tinha alertado Jamar de que o filho teria confessado ter mantido "contato impróprio" com a meia-irmã.
Pinkney, um carteiro de 37 anos, chegou à casa dela com uma arma.
"Ele começou a bater nele ali (na sala). Eu disse 'Não, por favor, pare!'", afirmou Cherry ao jornal.
Segundo ela, depois de bater em Jamar Pinkney Jr., o pai o fez tirar as roupas, levou o adolescente para fora de casa e o obrigou a ficar de joelhos, enquanto o menino gritava "Não, papai! Não!". Pinkney então pegou a arma e matou o filho com um tiro na cabeça.
Pinkney se entregou à polícia, que o indiciou por homicídio qualificado e agressão. Ele poderá ser condenado à prisão perpétua.
"Nenhuma pessoa tem direito de exercer a pena de morte em outra pessoa, não importa o quão repreensível tenha sido o comportamento - por isso temos leis", afirmou a promotora Kym Worthy.
Pinkney trabalhava como carteiro para os Correios dos Estados Unidos desde 1994 e, de acordo com colegas de trabalho e vizinhos, nunca esteve envolvido com episódios de violência ou crime.

Fonte:BBC Brasil

domingo, 22 de novembro de 2009

Mundo está a caminho de ficar 6º C mais quente


Novos dados sobre as emissões mundiais de CO2 (dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa) indicam que o planeta está a caminho de esquentar 6 graus Celsius neste século, se não houver um esforço concentrado para diminuir a queima de combustíveis fósseis.
“Existe um abismo claro entre o caminho que estamos seguindo e o que é necessário para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius [nível considerado relativamente seguro por especialistas]“, diz Corinne Le Quéré, pesquisadora da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e coautora do novo estudo na revista científica “Nature Geoscience”.
Na atual década, a principal responsável por puxar para cima as emissões é a China, com seu crescimento industrial alimentado pelo carvão mineral. Hoje, o país é o maior emissor do planeta. No entanto, os EUA ainda respondem pelas maiores emissões per capita: 18 toneladas, contra 5,2 toneladas dos chineses (a média mundial é de 4,8 toneladas).




A TARDE

CANTORA ASSIRIA NASCIMENTO APÓIA PROJETO SOCIAL


Além de já ser destaque no universo musical, a cantora Assiria Nascimento, também passa a ser reconhecida pelo belíssimo trabalho que vem realizando junto as crianças e famílias que vivem em aldeias na orla do Rio Amazonas, na região amazônica. Ela é madrinha do projeto‘ Raio de Esperança’ (Ray of Hope), fundado pela gravadora inglesa Kingswayl com o intuito de transformar a vida de crianças e famílias indígenas proporcionando a elas acesso à saúde, lazer e educação dentro do seu ambiente natural de moradia.
Assiria, que já foi diversas vezes para a Amazônia aproveitou uma de suas viagens para gravar a canção “Faz Chover”, com a participação especial do grupo de crianças indígenas do Ray of Hope. A música que traz trechos cantados na língua nativa, é interpretada por ela e Fernandinho, em um envolvente dueto. ‘Faz Chover’ é uma das melodias que compõem o seu 5° CD, lançado simultaneamente em inglês (Inglaterra e Estados Unidos), com o título “Now is the time”, e em português (Brasil) “Novo Tempo”.
Além disso, o 5° CD de Assíria, gravado em Nashville, nos EUA, o CD é uma produção de John Hartley e contém versões de músicas de adoração de alguns dos melhores ministros da atualidade. Versões inéditas em português de Donaldo Guedes, Christie Tristão, Nivea Soares, Massao Sughiara e Ademar de Campos – valorizando ainda mais as composições inglesas já consagradas mundialmente nas vozes de Matt Redman, Tim Hughes, Stuart Townend, e Burton Brow
A faixa "Novo tempo" que dá nome ao CD é de autoria de Christie Tristão e também merece destaque, pois, traz uma interpretação magistral de Assíria e tem tudo a ver com o seu momento atual.
Assiria possui um total de cinco CD's em sua discografia. Nos últimos quatro anos esteve envolvida em participações de eventos evangelísticos na Europa, EUA e América Latina. O álbum ‘Brilhas’, primeiro CD em espanhol e, último trabalho publicado, concorreu em cinco categorias ao premio de melhor CD espanhol no Evento DOVE AWARDS – maior prêmio internacional de música Gospel dos Estados Unidos e também ao premio ARPA concedido pela Academia Nacional de Música e Artes Cristãs do México.
O álbum “Novo Tempo” já chegou às principais lojas. No Brasil, a distribuição fica sob a responsabilidade da Gravadora Onimusic que, desde o Projeto Digno - atua em parceria com a gravadora inglesa Kigsway Music.

Sobre Assiria - Assíria é brasileira, nascida no Paraná. Residiu nos Estados Unidos por 18 anos onde cursou Teologia e Psicologia. Poliglota, durante os 16 anos que morou nos EUA foi corista e solista da Igreja que freqüentava. De volta ao Brasil1994 Assíria casou-se com Edson Arantes do Nascimento, ''Pelé'', em 1994. Assíria tem 3 filhos – Gemina, Joshua e Celeste, os dois últimos com Pelé.
Em 1997, teve participação especial na gravação de um CD com o grupo gospel ''Koinonia'', quando germinou o projeto de gravar um CD solo, começando assim a realizar o que sentia como propósito de Deus na sua vida. Já se apresentou em diversos países, entre eles: Malásia, Coréia do Sul, Guatemala, Peru, Equador, Argentina, Paraguai, Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália, Israel, Canadá, Estados Unidos, México, Inglaterra, Irlanda, e Panamá.

E-mail enviado por:
Sergio Toniello
sergiotoniello@gmail.com e stoniell@hotmail.com
(71) 3379-3231 e ( 71) 9609-3396

Curandeiro acusado de magia negra e abuso contra criança


Um misto de magia negra, abusos diversos, coação, extorsão e violência física levaram para a cadeia o curandeiro Irineu José Tononi, conhecido como 'Gaúcho', em Santa Maria de Jetibá, região serrana do Espírito Santo. De acordo com testemunhas, o 'conselheiro espiritual' agia com violência a quem se recusava a pagar pelas sessões.
As vítimas relatam que crianças levadas pelos responsáveis à presença de Irineu foram surradas com chicote. O 'corretivo', alegava o curandeiro, era para que meninos e meninas aprendessem a se comportar e a obedecer aos mais velhos.
Uma família contou ao delegado José Rafael Machado, responsável pelo caso, que repassou a Irineu cerca de R$ 7 mil, além de uma moto Honda Biz. "Meu marido deixava de comprar comida para dar dinheiro a ele (Irineu)", contou uma das vítimas.
Segundo a mulher, sem ver a vida melhorar, como prometido pelo Pai de Santo, o marido dela foi reduzindo o repasse de dinheiro a Irineu. Inconformado, o Pai de Santo teria ameaçado o homem de morte. "Ele chegou a dizer que iria colocar fogo na moto com meu esposo em cima".
De acordo com as testemunhas, no Centro de Umbanda, como a polícia define o local usado por Irineu para as sessões, havia rituais de magia negra. Ele foi preso preventivamente, na última quarta-feira (18), por praticar atos de 'magia negra' e por maltratar crianças em troca de dinheiro. Ele é suspeito de receber benefícios de ordem sexual e material em troca dos serviços.
Investigações policiais revelam que Irineu se fazia passar por conselheiro espiritual. Dessa forma extorquia as pessoas que acreditavam no poder que ele dizia ter para dar um jeitinho nas coisas. Por sessão, ele cobrava entre R$ 180,00 e R$ 300,00.
De acordo com as denúncias, Irineu disse ter registro para realizar sessões espirituais há três anos. Apurações mostram que, além de chicotear crianças, ele tentou abusar de várias mulheres. A polícia salienta que o curandeiro passou aproximadamente 2 anos aterrorizando a vida dos moradores do bairro São Luiz, no município de Santa Maria de Jetibá.
De acordo com o delegado José Rafael Machado, o 'curandeiro' se aproveitou do desemparo da população local e se utilizou dos 'rituais de magia' para enriquecimento próprio. Irineu se instalou no município de Santa Maria de Jetibá há cerca de 9 anos.
Há 3 anos, ele montou um 'Centro de Umbanda' no bairro São Luiz e começou a praticar 'rituais' e 'magias' a pedido de clientes em troca de quantias em dinheiro e objetos de valor, tais como motocicletas e telefones celulares.
Segundo as vítimas, quando Irineu era procurado por casais, depois de uma breve conversa, levava a mulher para um quarto. Nesse ambiente, isolado da sala onde eram feitas as sessões, elas eram assediadas.
A polícia ainda investiga se ele teria molestado alguma cliente. Há informações de que ele tentou separar uma adolescente do namorado. A ideia era fazer com que ela ficasse com o assessor dele. O homem está sendo procurado para que possa confirmar a versão contra o suposto líder espiritual.
A investigação da Polícia já durava mais de 1 ano. O delegado ainda relatou outras práticas de Irineu. Ele chicoteava crianças em supostos 'rituais de cura', coagiu a separação de casais e molestou algumas mulheres com beijos e abraços. Com a conclusão do inquérito policial ficou definida, por medida cautelar, a prisão preventiva de Irineu.
Irineu está preso preventivamente. Até o momento, oito pessoas já se apresentaram a polícia para prestar depoimento contra as ações praticadas pelo Pai de Santo. De acordo com o delegado Irineu será autuado por maus tratos e constrangimento de menores e por submeter criança ou adolescente a prostituição ou relação sexual.

Música é usada para aliviar dores mais agudas



Pacientes relatam que terapia ajuda a esquecer a dor. Alguns até deixaram de tomar remédio. Em crianças, a música diminui de 4 a 10 dias o tempo de internação na unidade de tratamento intensivo.

A mistura de dor, depressão e o consumo constante de fortes analgésicos foram fatais para Michael Jackson. O ídolo americano talvez pudesse ter evitado o triste desfecho se tivesse aprendido a usar como remédio aquilo em que ele era um mestre: a música.

Veja outras terapias que ajudam a combater a dor

Música na vida da gente tem várias funções: vai da mais leve distração até a mais profunda emoção, toca na nossa mente, mexe com o nosso corpo. Ninguém é imune à música. Por isso, a musicoterapia é tão eficaz. Está com raiva da dor? Descarrega!
A música é um afiado e afinado instrumento para enfrentar a vida e a morte.
O Conservatório Nacional de Música no Rio de Janeiro foi o primeiro do Brasil a formar terapeutas, ainda no início da década de 1970. Do popular "quem canta seus males espanta" a sofisticadas pesquisas, se descobriu a íntima relação entre coisas que são da mesma família: dor, sentimento, sensibilidade, emoção, música. Onde começa um e onde termina o outro? Ainda mais para o brasileiro, imerso em uma cultura tão musical, ali estava um bálsamo para o corpo e para a alma.
"Música é um remédio bom de se administrar porque é o próprio cliente que diz. Alguns pedem uma música alegre e resumem: qualquer uma do Roberto Carlos. A dor é muito solitária, e a musica traz companhia. A mais eficiente forma de despistar a dor é a música. Entre música e dor, o cérebro prefere música", diz a musicoterapeuta Marly Chagas.
Porque a escolha é fácil. A música nos derrete, amolece, mas é muito mais do que relaxamento: é compor, criar, cantar, dançar, tocar, participar. Para um grupo de pessoas, descobrir a música foi um santo remédio.
Em graus diferentes, a melhora é clara: da água para o vinho, do silêncio para uma sinfonia! O que era um coral de "ais" vira uma orquestra de bem-estar.
"É muito bom, ajuda sim. Quando a gente se encontra, já é uma festa. Então, aquilo faz com que a gente transcenda e esqueça a dor um pouquinho. A dor sempre está presente, mas temos um espaço muito grande de alívio. Para quem sente uma dor crônica, cinco horas de alívio são uma maravilha", diz o aposentado Moacir Domingos Vasconcelos.
"Agora fico quase um mês sem tomar remédio", comemora o aposentado José Valente Batista.
"Desde o dia em que fiz musicoterapia não senti mais dor e tenho dormido bem à noite", afirma a dona de casa Joana Martins Lisboa.
Para quem trabalha com musicoterapia, essa noção do antes e do depois mostra nitidamente a eficiência desse tratamento.
"Uma face modificada, um sorriso, é isso que nos dá ânimo e certeza de continuar. São esses resultados que nos fazem acreditar que a música é saúde, e a doença é uma dissonância", define a musicoterapeuta Kelly Fae.
A música nos toca em vários níveis, penetra os dois lados do cérebro: o consciente e o inconsciente. A mistura de harmonia, letra e melodia nas mãos, na voz de um terapeuta, é como um bisturi preciso, que faz o cérebro do paciente operar milagres.
"A pessoa chega e pede um louvor, muito pedido, que é muito sentido: 'Segura na mão de Deus'. Essa pessoa está muito grave. Qual é o sentido que precisa ser produzido? Então, cantamos: 'Segura na mão de Deus e vai. Não temas, segue adiante'. É confortante. Inclusive, usando todo o conhecimento que se tem do processo de morrer, é algo que pode auxiliar na entrega, na confiança de experimentar essa passagem, que eu não sei qual vai ser. No meio do tratamento, a mesma música, com outro arranjo, vira um triunfo: vai à luta", conta Marly Chagas.
Acompanhar o trabalho de musicoterapia no Instituto do Câncer é emocionante. Não existem palavras para descrever – e sim canções. E nessa hora se descobre o quanto Roberto Carlos é um doutor.
E a música acalma muito antes do que se imagina. É como se o bicho gente contasse com ela para crescer, está na nossa natureza.
"Na UTI neonatal, a música diminui de 4 a 10 dias o tempo de internação da criança. Ela age no sistema nervoso, é realmente incrível. A criança que está com dor é estimulável. Começamos com um ritmo mais animado. São músicas de improvisação, produzidas naquela relação. A equipe toda vem e fica com os olhos cheios d'água ao ver a reação da vida, a pulsação que a vida traz mesmo junto à dor", diz Marly Chagas.
É no despertar dessa vibração, desse instinto de vida, de luta e superação, que reside o poder da musicoterapia. E como dizia o velho sambista, para que rimar amor e dor?
"O sonho é de que, no futuro, haja música em todos os hospitais. Alguns hospitais em São Paulo têm a musicoterapia efetivamente implantada. Ea música é um recursos barato. E se ajuda a aliviar a dor e reduz o consumo de medicamentos, estamos falando de uma questão interessante do ponto de vista econômico. Acho que a música tem um caminho promissor para o cuidado da saúde da população brasileira", constata a pesquisadora Eliseth Leão, da Sociedade Brasileira do Estudo da Dor.
Que tônico, que fortificante, é para as pessoas doentes ouvir algo como "Eu sei que vou te amar. Por toda a minha vida eu vou te amar".

MARCOS UCHÔA


Globo Repórter

Embarcação com mais de 200 a bordo naufraga na Indonésia, diz polícia


Navio enfrentou tempestade e fortes ondas.
Segundo a polícia local, há pessoas flutuando no mar à espera de resgate.
Uma embarcação com mais de 200 pessoas a bordo naufragou no litoral da ilha de Sumatra, na Indonésia, no meio de um temporal, informou a polícia local neste domingo (22). Segundo as agências de notícias Reuters e France Presse, pelo menos uma pessoa morreu.
A polícia disse que há sobreviventes flutuando no mar, à espera de resgate. Pelo menos nove embarcações foram para a região ajudar nas buscas. O 'Dumai Express 10' ia de Batam, próximo à Cingapura, para Dumai, na província de Riau, quando encontrou um temporal e fortes ondas.
Separadamente, outro navio, o 'Dumai Express 15' com 278 pessoas a bordo, encalhou após ser atingido por fortes ondas, informou o porta-voz da polícia de Riau, Yasin Kosasih. Segundo ele, todas as pessoas sobreviveram.
Os indonésios usam muito o serviço de 'ferry' para se locomover entre as ilhas.

* Com informações das agências de notícias EFE e France Presse


G1

Projeto de lei quer limitar número de alunos por sala

Especialistas afirmam que a medida pode melhorar o aprendizado, principalmente para alunos que têm dificuldades

Qual é o número ideal de alunos em uma sala de aula? Durante muito tempo, a pergunta foi motivo de discussão entre educadores. Agora, os senadores também entrarão no debate. Um projeto de lei que tramita no Congresso pretende estabelecer limites para o número de alunos por professor nas diferentes faixas etárias do ensino público. Em setembro, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta. No Senado, ela aguarda o parecer do relator Flávio Arns (PSDB-PR) antes de ser votada na Comissão de Educação.
Se for aprovado, o projeto tornará obrigatórias as recomendações do Ministério da Educação (MEC), definidas em 1999 nos Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil. “Apesar de estabelecer os parâmetros, o MEC não tem poder constitucional para forçar os Estados e municípios a reduzir as turmas”, afirma Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.
Embora as médias nacionais estejam próximas dos parâmetros do MEC, alguns Estados têm médias superiores às recomendadas. Em Alagoas, por exemplo, turmas da 6ª à 9ª série têm quase 37 alunos – sete a mais do que o recomendado para a faixa etária. No Amazonas, a diferença é ainda maior: as salas de aula da 1ª à 5ª série do ensino fundamental têm em média 34,7 alunos, enquanto o MEC recomenda apenas 25.
Limitar o número de alunos por sala de aula pode ser uma maneira eficiente de melhorar o aprendizado e diminuir as diferenças de conhecimento dentro da mesma turma. Em outubro, a Universidade de Chicago fez uma pesquisa com 11 mil alunos do jardim da infância à 3ª série nos Estados Unidos. Os resultados comprovaram que classes com 13 a 17 alunos têm desempenho melhor do que turmas maiores em todas as disciplinas, com destaque para ciências e literatura.
Segundo os pesquisadores, os mais beneficiados foram os estudantes que tinham dificuldades de aprendizado nessas duas áreas. Nas salas menores, todos os alunos se saíram melhor, mas a diferença entre as maiores e as menores notas diminuiu muito. A longo prazo, a distância entre os melhores e os piores alunos tende a ser ainda menor.
Especialistas brasileiros ouvidos por ÉPOCA dizem que os resultados da pesquisa se aplicam ao sistema de ensino do Brasil. “Em salas muito grandes, o aluno carrega a dificuldade ao longo do ano. Às vezes o professor até percebe, mas não tem condições de ajudar”, afirma a professora Ângela Soligo, coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp. As especialistas afirmam que as salas de aula com menos alunos são mais silenciosas, o que ajuda na concentração dos alunos. As tarefas fora da sala de aula também são beneficiadas com as turmas menores. “Com menos alunos por sala, há momentos de atenção mais individualizada”, diz a pesquisadora da Letícia Nascimento, da Universidade de São Paulo. Os professores têm mais tempo para se dedicar à correção de cada trabalho ou prova, podendo conhecer melhor as deficiências de cada estudante.

Confira abaixo os limites previstos pelo MEC para os diferentes níveis da educação básica:

As recomendações que podem virar lei:
- Jardim da infância (de 3 a 4 anos) Até 15 alunos por sala

- Pré-escola (de 4 a 5 anos) Até 20 alunos por sala

- Ensino fundamental (1ª à 5ª série) Até 25 alunos por sala

- Ensino fundamental (6ª à 9ª série) Até 30 alunos por sala

- Ensino médio Até 35 alunos por sala

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