segunda-feira, 15 de março de 2010

Invasão de prédio será defesa do casal Nardoni

A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá vai explorar a tese de que um estranho entrou no apartamento onde casal morava, no sexto andar do edifício Residencial London, na noite de 29 de março de 2008, no julgamento da morte da menina Isabella, marcado para a próxima semana.
A informação é confirmada por advogados próximos aos defensores do casal. Alexandre e Anna Carolina, que alegam inocência, estarão no banco dos réus no dia 22, uma segunda-feira.
Às 23h30 daquele 29 de março, Isabella de Oliveira Nardoni, cinco anos, foi jogada uma janela do condomínio Residencial London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de SP). Alexandre, pai da menina, e Anna Carolina, a madrasta, passavam o final de semana com a criança. Eles tinham acabado de voltar da casa dos pais de Anna quando Isabella caiu do prédio. Os dois filhos da relação entre Alexandre e Anna Carolina --um bebê de menos de um ano e um garoto de três estavam com o casal.

Mãe de Isabella ficará a 2,5 m dos suspeitos

Testemunha mais esperada do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a mãe de Isabella --Ana Carolina Oliveira-- deve ficar, ao menos por alguns instantes, a menos de 2,5 metros dos réus. A proximidade entre acusadores, réus, defensores, juiz e jurados é uma das características da plenária do Fórum de Santana (zona norte de SP), onde acontecerá o júri do casal na próxima segunda-feira, dia 22.Após se sentar diante do juiz, a mãe de Isabella pode pedir para que os acusados se retirem durante seu depoimento. O pedido, porém, deve ter uma justificativa concreta. Advogados ouvidos pela reportagem acreditam que a mãe fará o pedido. O fato, porém, pode ser usado pela defesa para tentar desqualificar o depoimento.
A plenária tem um quarto do tamanho da maior sala do Fórum da Barra Funda, principal fórum criminal da capital. São 77 lugares na audiência, que será composta unicamente por jornalistas e pessoas ligadas aos envolvidos.

Defesa dos Nardoni quer achar testemunha

A duas semanas do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a defesa do casal afirmou ter pedido na segunda-feira que a Justiça use todos os meios possíveis para encontrar o pedreiro Gabriel dos Santos Neto.
Caso seja aceito o pedido, os oficiais de Justiça não irão apenas aos endereços fornecidos pela defesa, mas também buscarão outros possíveis paradeiros. A pesquisa é, em geral, feita em cartórios.
Duas semanas depois da morte de Isabella Nardoni, em março de 2008, o pedreiro afirmou que a porta da obra em que trabalhava --nos fundos do prédio em que a criança foi assassinada-- havia sido arrombada no dia do crime.
Roberto Podval, advogado de Nardoni e Anna Carolina, indicou Santos Neto como "imprescindível" no rol de testemunhas. O advogado, porém, afirmou que a intenção da defesa não é tentar adiar o júri, marcado para o próximo dia 22.
Podval afirmou também que ontem entrou com novo pedido de habeas corpus para o casal.

Apartamento segue fechado, sem a rede cortada no dia da morte

Dois anos depois da morte de Isabella Nardoni, o apartamento onde Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá moravam continua fechado. "Nunca mais vimos aquela luz acesa", afirma Maria Lúcia dos Santos, 46 anos, que mora em frente ao condomínio Residencial London.
Na janela do sexto andar, já não há mais a rede de proteção, cortada no dia do crime, antes de a garota ser jogada. Vizinhos também dizem que nunca mais viram Antônio Nardoni, que depois da prisão dos filhos passava de vez em quando no local.
Os moradores do condomínio são discretos ao comentar o caso. A maioria prefere não falar nada sobre o assunto. Mas logo depois da morte da criança, um grupo se organizou e plantou um muda no gramado em homenagem a Isabella. Até hoje, a arvorezinha está lá.

Alvaro Magalhães


Postado por carmen

domingo, 14 de março de 2010

Jovens gravam comemoração de suposto assassinato no celular



Os dois menores foram presos em Salto, no interior de São Paulo.
Com eles, a polícia encontrou uma arma e imagens gravadas do crime.

A Polícia Militar de Salto (a 105 km de São Paulo) abordou dois menores na noite deste sábado (13) e com eles encontrou um revólver.
O que surpreendeu os policiais foram imagens gravadas no celular de um deles, que mostram um suposto assassinato.
Nas cenas, o adolescente aparece com uma arma na mão e comemorando o crime. Ele confessou participação no assassinato e indicou onde estaria a vítima, num local de mata fechada. Até agora, no entanto, o corpo não foi encontrado.
Os menores serão encaminhados para o Juizado da Infância e Juventude.

G1

Provas - Depoimentos


Alexandre de Luca.
Subsíndico do antigo prédio onde Alexandre Nardoni e Anna Jatobá moraram antes de se mudarem para o Edifício London. Durante o depoimento que durou aproximadamente trinta minutos, a testemunha declarou que era comum brigas entre o casal e que estas se davam quase sempre as sextas, sábados e domingos, quando a pequena Isabella ia visitar o pai.

Paulo César Colombo.
Ex-vizinho de prédio do casal e pai de uma amiguinha de Isabella.
A testemunha reafirmou as brigas constantes do casal, reiterando que pediu a filha, para que evitasse ir ao apartamento destes. Paulo César, no depoimento que durou cerca de quarenta minutos, informou ainda, que as frases pronunciadas por Anna Carolina Jatobá, expressariam o ciúmes dela pela mãe de Isabella.


Sasha desiste de seguir os passos de Xuxa


A primeira experiência de Sasha como atriz em “O mistério de Feiurinha” também deverá ser a última. A menina já avisou em casa que não quer mais trabalhar diante das câmeras. Até na televisão, é muito difícil que a herdeira de Xuxa queira fazer algum trabalho tão cedo. A realidade é que ela nunca gostou de ficar sob os holofotes — tem sido assim desde que nasceu — e vem preferindo ultimamente se dedicar aos estudos. Sasha mostra habilidade com idiomas. Já sabe falar inglês, italiano e agora quer aprender francês. Perto de completar 12 anos — ela faz aniversário em julho —, a quase adolescente tem o apoio da mãe na decisão de não seguir seus passos.

Leonardo Ferreira

Extra Online


Escola da zona sul da Capital se une em aula de cidadania

Alunos da Escola Estadual Paraíba, na zona sul de Porto Alegre participaram de atividades especiais - Emílio Pedroso
Pais, alunos e professores participam do Amigos da Escola neste sábado

Educadores, pais e alunos da Escola Estadual Paraíba, na zona sul de Porto Alegre, acordaram cedo neste sábado para dar uma aula de cidadania.
Eles participaram do Dia da Família na Escola, que integra o projeto Amigos da Escola, realizado pela Rede Globo, em parceria com a RBS TV.
— Fiz questão de vir com a minha filha hoje para prestigiar a escola. É muito importante participar desses eventos, nos faz ter mais confiança no ensino das nossas crianças — disse o administrador Luiz Américo Haiml, 50 anos, pai da Bruna, de sete anos, aluna da segunda série.
O dia começou com um café da manhã oferecido para a comunidade, às 8h. Logo em seguida, todos foram convidados para um encontro com os professores.
— Queremos mostrar aos pais como funciona nossa escola. É importante que eles conheçam os projetos que nós desenvolvemos em 2009 para que continuem participando da vida escolar ao longo deste ano — avaliou a diretora Leisa Severo de Oliveira, que está no cargo pela quinta gestão consecutiva.
Enquanto os pais e professores se reuniam e conheciam a instituição, as crianças brincavam no pátio e praticavam esportes. Na quadra coberta, alunos praticavam badminton — um modalidade esportiva com peteca, raquetes e uma rede dividindo os adversários — que já rendeu prêmios estaduais e nacionais a estudantes da instituição.
As atividades se estenderam até o final da manhã, com as dependências abertas à visitação pela comunidade. Localizada no bairro Aberta dos Morros, a Paraíba atende atualmente a cerca de 1,4 mil estudantes e conta com 60 professores e 15 funcionários.
Outros quatro encontros semelhantes estão programados para ocorrer no Estado ainda neste ano. Serão realizados em diferentes estabelecimentos de ensino, seguindo o mesmo princípio de unir pais, alunos, educadores e funcionários para fortalecer os laços de convício entre a família e a escola.

Leandro Rodrigues



Zero Hora

Idoso de 96 anos é espancado pelo namorado da nora em Florianópolis


FLORIANÓPOLIS - O idoso Mário Machado, de 96 anos, voltou para casa neste sábado depois de ficar dias na residência de amigos. O idoso diz que foi agredido pela nora e o namorado dela. Em depoimento à delegada Maria Carolina, o suspeito teria confessado o espancamento, mas foi liberado por falta de flagrante.
O idoso foi espancado na madrugada de quarta-feira e chegou a ser hospitalizado, em Florianópolis. Segundo Mário, essa é a quarta surra em menos de um ano.
As marcas no corpo do idoso denunciam a força da violência. Há hematomas no rosto e nos dois braços.
Os problemas com a nora começaram depois que o filho de Mário morreu por consequências do uso de drogas, há um ano e meio. Um mês depois da morte, ela trouxe um novo namorado para dentro da mesma casa com o idoso.
Na última quarta-feira, o homem pediu para ele assinar um documento comprovando que morava no local. Após a recusa em assinar, Mário teria sido agredido.
- Não assinei, achei que era uma chantagem. Depois, só lembro que eu estava deitado no chão, ensanguentado - relembra.
Cansado de apanhar, ele registrou um boletim de ocorrência. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso.


O Globo

Vídeo mostra sexo do monsenhor Barbosa com rapaz

A filmagem foi feita por um jovem que diz ter sofrido abuso quando era coroinha

Um vídeo gravado em janeiro de 2009 mostra o monsenhor Luiz Marques Barbosa (foto), 83, de Arapiraca, fazendo sexo com um rapaz, ex-coroinha. Algumas cenas foram apresentadas na quinta (11) pelo SBT, no programa Conexão Repórter, que recebeu as imagens de um morador da cidade.
Com 209 mil habitantes, Arapiraca é a segunda maior cidade de Alagoas. A produção do programa localizou na cidade o jovem – identificado como Fábio -- do vídeo. Ele contou que o sacerdote começou a assediá-lo quando tinha 12 anos, quando era coroinha. Hoje ele está com 20 anos.
Fábio disse que teve um relacionamento sexual com o monsenhor durante anos e que, decepcionado com a Igreja Católica, desistiu de ser padre.
“Muitas vezes eu pensava em me suicidar”, disse. “A minha família ficou chocada quando soube de tudo.”
As imagens foram filmadas por outro ex-coroinha, o Fabiano, que também, segundo ele, foi violentado pelo monsenhor quando tinha 12 anos. Hoje está 21 anos.
“Filmei para, com uma prova, pôr um ponto final nisso”, disse. “As vítimas são muitas.”
Em Arapiraca, a equipe do Conexão Repórter recebeu denúncia de pedofilia envolvendo outros sacerdotes. Um menino de 11 anos disse que foi assediado pelo padre Edilson Duarte, que é o responsável pela Igreja Catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho.
O monsenhor Raimundo Gomes (foto) e outros padres não identificados pelo programa também teriam abusado de coroinhas.
“Ele dizia que eu era bonito, que queria ir para a cama comigo e tinha ciúmes de mim”, disse um rapaz que teve relacionamento sexual com Raimundo.
O monsenhor falou ao jornalista Roberto Cabrini que as denúncias “só podem ser calúnias”. Ele permitiu que fosse gravada somente a sua voz.
O padre Edilson também negou saber dos abusos sexuais.
Questionado de surpresa pelo jornalista, o monsenhor Marques Barbosa não confirmou nem negou que tenha violentado coroinhas. “Você [Cabrini] não é o meu confessor.”
Os monsenhores Barbosa e Gomes teriam pago aos jovens R$ 32 mil para que nenhuma imagem de sexo deles fosse divulgada.
Um documento assinados pelos sacerdotes foi apresentado no programa como prova dessa barganha. Os religiosos teriam ficado com as filmagens e as destruíram, mas não sabiam que havia cópias. Até agora, nenhuma delas caiu na internet.
A equipe do programa flagrou um advogado --cujo nome seria Daniel Fernandes – pressionando os jovens para que nada contasse à reportagem.
“O prejuízo pra vocês vai ser maior do que para tudo mundo”, disse.
A Arquidiocese de Maceió não se manifestou sobre as acusações. Mas, de acordo com o programa, o bispo Valério Bredo, o responsável pela paróquia, já tinha conhecimento das imagens e nada fez.
A Polícia abriu inquérito para apurar as denúncias.
O monsenhor Barbosa está aposentado, embora continuasse celebrando missas, pelo menos até antes de estourar o escândalo.
Ele é conservador e moralista. Não gostava, por exemplo, que mulheres com decote participassem das missas.


Paulopes Weblog

Cárie também envolve fatores genéticos


Pesquisa da PUC-PR mostrou que pessoas geneticamente suscetíveis apresentam uma média de dentes cariados nove vezes maior do que as resistentes. Fatores externos como idade e gengivite também são importantes para a proteção dentária

A dentista Renata Iani Werneck percebeu que os pacientes que tinham cárie seguiam um padrão da doença presente em quase todas as pessoas da família. Normalmente mãe, irmãos e avós tinham o mesmo problema, ou, ao contrário, famílias inteiras exibiam dentes limpos, protegidos das bactérias que atacam os dentes. Seus pacientes tinham hábitos regulares de higiene oral e sua alimentação não era diferente de uma família média brasileira. Por que as cáries gostavam mais de uma família do que de outra? Foi essa pergunta que a levou a estudar a influência genética sobre as cáries em sua tese de doutorado, defendida no fim de fevereiro pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Por meio de um modelo matemático, a análise de segregação complexa, ela conseguiu provar que os genes têm, sim, a ver com as cáries. E que pessoas mais suscetíveis têm até nove vezes mais cáries do que as que possuem proteção. "Eu não consigo saber qual é o gene, mas posso dizer que ele existe, que foi detectado pela análise", diz a doutora.
Com isso, fica provado que se a sua mãe tem cárie, você tem 50% de chances de sofrer dessa doença também. Na família da própria Renata, mãe e irmã têm uma proteção bem forte, assim como ela, às cáries. Já seu pai, não. A cárie é uma das três doenças crônicas mais comuns em consultórios dentários, junto com doença periodontal e maloclusão. Ainda hoje, ela afeta de 60 a 90% das crianças em idade escolar e a grande maioria dos adultos. Segundo Renata, duas variáveis ambientais contribuem para a predisposição da doenca: idade e gengivite. Quanto mais novo o paciente, mais proteção e, se ele não tem gengivite, dificilmente terá cárie.
A população escolhida para o estudo foi de 11 famílias estendidas (parentes entre si) da Colônia Santo Antonio do Prata, uma colônia de hansenianos fundada em 1920 no interior do Pará, que permanece isolada até hoje. Trata-se de 451 indivíduos que têm os mesmos hábitos alimentares e de higiene oral, o que evita que as cáries se propaguem pelos fatores externos. Características como uma dieta rica cariogênicos, baixos padrões de higiene oral e ausência de flúor na água, substância conhecida por agir contra o desenvolvimento da cárie, fez da Colônia Prata uma população particularmente adequada para tal análise epidemiológica genética. "Sabe-se que a cárie sofre grande influência das variáveis ambientais. Se a minha amostra tem muita força dessas variáveis, eu não consigo olhar para o efeito genético. Trabalhando com essa população, eu consegui controlar as variáveis antes da coleta dos dados", diz. Segundo Renata, apenas 86 pessoas tinham hanseníase e esta doença não influencia na prevalência de cáries.
"Embora um componente genético para suscetibilidade à cárie já tenha sido demonstrado em pesquisas anteriores, a exata natureza e a extensão deste componente é ainda desconhecida", diz ela. A literatura científica mostrava apenas análises primárias, que apontaram para genes do sistema imunológico e do esmalte dentário como fator do desenvolvimento da cárie. Nenhum estudo havia observado essa relação sob uma análise complexa, como foi a de segregação complexa feita pela dentista. Agora que ela já sabe que existem genes relacionados à doença, irá colher DNA das pessoas que participaram da pesquisa e trabalhar todo o código genético para achar em quais regiões está essa característica. "Parece meio óbvio que a cárie esteja ligada a genes da dentição. Vamos trabalhar com o genoma humano inteiro", afirma Renata.


Provas - Depoimentos


Vale a pena relembrar alguns depoimentos:
Benícia Maria Fernandes.
Vizinha da família

Conforme relatou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), que acompanhou a audiência, a testemunha, falou que a mãe de Alexandre Nardoni, demonstrava preocupação em relação ao fato de deixar a neta Isabella só com a nora. Benícia Fernandes informou ter se expressado à mãe de Alexandre sobre Anna Jatobá dizendo: -"é maluca, qualquer dia joga a menina lá de cima .


Uma viagem ao mundo proibido do Imperador do Mengão


Bolha no pé do jogador foi feita na moto que comprou para andar na favela Foto: André Mourão / Agência O DIA
O Dia mostra os bastidores da rotina de festas e polêmicas de Adriano, da Barra à Vila Cruzeiro

Rio - O Imperador estava com todo o povo rubro-negro a seus pés na noite de 6 de dezembro de 2009. A artilharia e o título brasileiro colocaram seu nome, definitivamente, na galeria de heróis do Flamengo. Adriano Leite Ribeiro, menino pobre da Vila Cruzeiro, enfim, encontrara a felicidade que tanto buscava quando decidiu abandonar, meses antes, o luxo de Milão. Ele parecia estar numa nova fase, bem diferente daquela imagem triste do homem que lutava contra o vício do álcool e ameaçava abandonar o futebol aos 27 anos. Mas, na verdade, pouca coisa havia mudado.
O namoro com a discreta gaúcha Cássia Menega não resistiu às tentações das férias. Naquela mesmo dia, Adriano preparou uma festa para ela. Mas depois de alguns copos abandonou a moça em sua casa na Barra da Tijuca. Lá estava ele, mais uma vez, enfurnado no Complexo da Penha, rodeados de amigos de infância, boa parte deles armados até os dentes.
Foram três dias ali. Ignorou a festa da CBF no dia seguinte, que o consagrou como melhor jogador do País. Adriano tem fascínio pelo mundo proibido. Mas os próprios moradores relatam que, dentro da terra onde nasceu, ele também é uma estrela difícil de chegar perto.
A imagem de que Adriano na favela está como gosta, descalço, sem camisa, andando de moto pra cima e pra baixo, é verdadeira. Mas ele não vive só de soltar pipa e jogar bola com a criançada, como muita gente talvez possa imaginar.
Na maior parte do tempo, quando não está na casa que comprou na favela ou no cafofo da Vanessa, uma amiga de lá, o craque está rodeado de gente armada. ‘O DIA’ teve acesso a um vídeo feito pela polícia, com imagem ruim, em que Adriano é visto no seu habitat, conversando com um traficante, identificado pelo apelido de Rala Rala. Ninguém está armado na cena, ao contrário dos boatos que dão conta de que o jogador gosta de desfilar de fuzil pelas comunidades. “São apenas histórias. Não há uma só imagem que prove isso”, diz um policial que chegou a investigar o craque em 2006.
Ele não nega essa relação com os amigos de infância. E costuma dizer que, infelizmente, muitos seguiram o caminho errado. O fato é que, não só na Vila Cruzeiro, os encontros acontecem também na Barra. Não são raras as vezes que dezenas de amigos da Penha estão em churrascos por lá. Vizinhos contam que formam-se filas de táxis na porta.
Para andar à vontade na favela, Adriano comprou duas motos recentemente. Gastou mais de R$ 70 mil. Numa delas se queimou e criou o polêmico episódio da bolha no pé às vésperas da decisão do Brasileiro.
LESLIE LEITÃO


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