segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bruninho foi usado para pressionar Eliza Samudio


Bebê chegou a ser mantido longe da mãe. Na ida a Minas, criança foi em carro com Bruno e amante loura

Rio - As investigadores do desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, acreditam cada vez mais que a loura Fernanda, outra amante do ex-goleiro do Flamengo Bruno Souza, foi peça-chave na trama. Suspeita de ter colaborado no sequestro de Eliza, como O DIA revelou sábado, Fernanda pode ter sido uma das responsáveis por manter a vítima sempre longe de seu filho, Bruninho, hoje com 5 meses, nos dias que antecederam sua morte, numa massacrante tortura psicológica. Com temor de que qualquer atitude desesperada pudesse resultar em algum mal ao bebê, Eliza ficou impassiva e vulnerável.
Os policiais da Delegacia de Homicídios mineira acreditam, por exemplo, que Eliza e a criança viajaram em carros separados do Rio de Janeiro até o sítio Turmalina, em Esmeraldas (MG). E que foi justamente Fernanda quem levou o bebê, a bordo de BMW dirigida por Bruno, e que fora emprestada por uma concessionária ao atleta. Enquanto isso, Eliza teria seguido no Range Rover do goleiro, juntamente com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o menor J., 17 anos. Era justamente essa ameaça indireta e constante ao filho que mantinha Eliza sob domínio de seus algozes o tempo inteiro.
Descobrir o paradeiro da loura será um grande passo para a polícia de Minas Gerais concluir a investigação. Moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, Fernanda não aparece em casa há uma semana, conforme vizinhos contaram ontem a O DIA.

Loura vista em Ribeirão das Neves dia 6
Na primeira noite do sequestro, dia 4 de junho, segundo depoimento de J. à 2ª Vara da Infância e Juventude do Rio, Eliza foi levada do Hotel Transamérica, na Barra, para uma casa no Recreio onde a loura já estaria. Os policiais de Minas já descobriram que Fernanda teria passado quase todo o dia 5 de junho no Recreio e, à noite, depois de o goleiro defender o Flamengo contra o Goiás, no Maracanã, seguiu com ele para Minas Gerais. Testemunhas afirmam ter visto a moça em Ribeirão das Neves na manhã do dia 6, num jogo do 100%, time amador patrocinado pelo jogador, naquele município.
A tortura psicológica resultante do fato de os suspeitos do crime terem usado o bebê como ‘arma’ contra Eliza era suficiente para impedir que a moça esboçasse um simples pedido de socorro, ainda que fosse numa única frase desesperada nas quatro chances que teve de falar ao telefone com amigas, durante o dia 9 de junho.
Além deste sofrimento, ela foi submetida a cinco dias de agressões físicas, segundo depoimentos de J. e de Sérgio Camelo, outro primo de Bruno, até ser retirada do sítio e levada para a morte, no próprio dia 9 de junho.

João Noé e Paula Sarapu


Relacionado

Loura sumiu de casa há uma semana
Rio - Vizinhos da loura Fernanda contam que seu apartamento, no Conjunto Residencial Visconde de Araguaia, em Santa Cruz, está vazio há pelo menos uma semana. Ela saiu do edifício com filho adolescente, mas deixou seus pertences no imóvel.
Fernanda também é suspeita de ter ajudado Bruno a deixar sua mansão, no Gol vermelho dela, na terça-feira passada, após a polícia ter apreendido no local o menor J., pivô das denúncias sobre a morte de Eliza.
Conhecida pelos moradores da região, Fernanda era frequentadora do bar Rock Bola, na mesma rua do conjunto residencial. Ao menos uma vez, esteve lá com Bruno. Funcionários, entretanto, contam que Fernanda não é vista há muito tempo no local. “O Bruno já veio aqui pelo menos uma vez. Nessa ocasião, ele chegou a dormir na casa de Fernanda e foi abordado por um torcedor do Flamengo. O rapaz até brincou com Bruno, falando que se o goleiro não tirasse uma foto com ele, iria espalhar a notícia de que Bruno foi visto com a loura no local. Bruno levou a ‘ameaça’ com bom humor e disse que não haveria problemas para tirar uma foto ao lado do fã”, contou um morador da rua.
Não era raro ver Fernanda em boates como a West Show e o Clube Luso Brasileiro, em Campo Grande. Outro local que ela gostava era o Point Bar, em Santa Cruz, também frequentado pelo goleiro. Lá, Bruno foi visto ao menos uma vez ao lado de amigos e até um colega de clube. Fernanda também ia lá, mas nunca foi vista com o esportista.

O DIA NOTICIA O CASO COM EXCLUSIVIDADE
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá.
A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foiencontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. Na manhã do dia 7 de julho, ela foi detida dentro de casa, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
O bebê foi entregue ao avô materno. O goleiro do Flamengo e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.


O DIA ONLINE

Depoimento sem dano - A criança devidamente protegida nas avaliações


(Texto resumido do livro Crianças no labirinto das acusações - Falsas Alegações de Abuso Sexual da Doutoranda em psicologia Marcia Ferreira Amendola – Ed. Jurua - 2009)

No que tange à gravação em vídeo do depoimento da criança, existe uma experiência que vem sendo amplamente divulgada pela ex-Desembargadora Maria Berenice Dias, da 7ª Câmara Cível do TJRS, a este respeito. Em palestra proferida no V congresso Brasileiro de Direito de Família, realizado em Belo Horizonte no ano de 2005, a desembargadora defendeu a criação de Varas especializadas para julgar ações que envolvem denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes e a implantação do projeto “Depoimento sem Dano” em todas as comarcas do Brasil. O projeto visa a realização de inquirições por profissionais de Psicologia e de Serviço social em salas reservadas, especialmente, preparadas para receber crianças e adolescentes.
Ainda segundo Dias (2005), o propósito do projeto “Depoimento sem Dano” é colher o depoimento da criança por profissional especializado, uma única vez. “As perguntas são transmitidas por meio de escuta.A vítima é ouvida uma única vez e a gravação do depoimento acompanha o processo, o que evita que ela sejareinquirida. Ete belo exemplo é fácil de adotado.” (P.11)
Verificamos, portanto, que a gravação em vídeo e o uso dessas salas são considerados como parte do enquadre, configurando-se em um novo método de investigação de denúncias de abuso sexual contra a criança, com especial relevância para o testemunho desta em sua condição de vítima desse tipo de violência.


Presos por crimes hediondos podem ficar mais tempo na cadeia


Os condenados por de terem cometidos crimes hediondos poderão ficar presos por mais tempo antes de pedirem liberdade condicional. Com data de apreciação pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania marcada para a próxima quarta-feira, um projeto de lei eleva de dois terços para quatro quintos da pena, em regime fechado, o tempo mínimo de cumprimento antes que o preso requeira o benefício.
A proposta é do senador Hélio Costa (PMDB-MG) que julga "inadmissível que um homicida, depois de executar a vítima com requintes de crueldade, possa ganhar a liberdade ao cumprir apenas dois terços da pena".
O projeto havia sido apresenta por Costa em 2005, antes de o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubar parte da Lei dos Crimes Hediondos. Com isso, a obrigatoriedade de o preso cumprir a pena em sua totalidade foi desconsiderada.

Helton Simões Gomes


eBand

Microtelescópio para olho aumenta imagem em 3 vezes


O telescópio tem apenas 4 mm

Dispositivo é aprovado para uso nos EUA e deve custar US$ 15 mil

Um telescópio em miniatura, que pode ser implantado no olho para resolver problemas de vista, foi aprovado para uso em nos Estados Unidos e deve estar à venda em breve no país. O aparelho foi criado para pessoas com uma forma irreversível de problema de visão, na qual a porção central do globo ocular fica com pontos cegos em ambos os olhos. O novo dispositivo é para as pessoas com uma forma irreversível de degeneração macular na qual se desenvolve uma distorção no centro da imagem. O novo telescópio substitui a lente dos olhos e fornece uma imagem que é ampliada em quase três vezes.

Microtelescópio pode ajudar pacientes com problema de visão
Após captar as imagens no ponto do olho que tem deficiência, o dispositivo as projeta em uma parte mais saudável da retina. A empresa Vision Care, que fabrica o aparelho, diz que ele poderá ser usado em pacientes que sofrem de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), doença que é a principal causa de perda de visão em nos Estados Unidos A doença é causada pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos ao redor dos olhos. A fabricante afirma ao jornal Daily Mail que cada telescópio vai custar US$ 15.000


Galileu

Ação da polícia na Holanda devolve criança à mãe brasileira


Uma ação policial realizada na sexta-feira em Hattem, no leste da Holanda, resultou na devolução à mãe brasileira de um menino que estava havia mais de seis meses em poder do pai holandês contrariando decisões da Justiça brasileira e holandesa.

Nicholas, de 1 ano e 4 meses, havia sido retido pelo pai, Michiel Plak, em 26 de dezembro do ano passado, após a mãe, a professora Érica Acosta Plak, ter anunciado que queria a separação.
Ela alega ter sido agredida e expulsa, sem o filho, da casa dos sogros. Depois do incidente, a brasileira enfrentou uma batalha na Justiça e com autoridades locais para recuperar o bebê.
Michiel Plak havia desobedecido uma ordem da Justiça holandesa para entregar o filho à mãe no dia 1º de julho e fugiu dois dias antes para a cidade de Kleve, na Alemanha.
Mas a retomada da guarda de Nicholas acabou sendo efetivada após pais e filho retornarem à Holanda para passar o fim de semana.
No dia 30 de junho, Plak havia avisado Érica, por meio de uma mensagem de celular, que não iria entregar a criança.
A partir daquele momento começou a peregrinação de Érica a várias autoridades na Alemanha para fazer cumprir a ordem judicial expedida pela Justiça holandesa de que a criança fosse entregue à mãe, que mora na Alemanha.

Resgate amigável
Apesar de saber onde o holandês estava com o filho e que ele estava fugindo da Justiça, a polícia alemã alegou que não poderia agir para cumprir a sentença porque a determinação de entrega da criança era da Justiça holandesa.
Uma assistente social do juizado de menores de Kleve, assim que recebeu a notificação de que Plak estava de volta ao apartamento onde morou com Érica entre novembro e dezembro de 2009, foi até o local fazer uma tentativa de resgate amigável, mas a família se recusou a abrir a porta.
Os vizinhos confirmaram ao juizado de menores alemão que viram o pai chegar com a criança acompanhado dos avós e que estavam havia dois dias trancados no apartamento.
O fato preocupou o juizado de menores e outras instâncias holandesas, porque tanto o pai quanto o avô da criança têm registro de já terem tentado cometer suicídio.
Na quinta-feira passada, os vizinhos avisaram Érica que a família estava saindo do apartamento. A dedução foi de que a família estava indo passar o fim de semana na Holanda.
A polícia e o Conselho Nacional de Proteção ao Menor da Holanda foram acionados, mas somente no dia seguinte foram até casa da família Plak, em Hattem, resgatar o menino.
Quando a ação se concretizou, Érica e o Consulado brasileiro na Holanda foram avisados.
Segundo informações à BBC Brasil do assessor de imprensa da policia da região Norte e Gelderland do Leste, Bert Top, “o pai não teve outra saída a não ser colaborar e entregar a criança”. Ele não quis entrar em detalhes sobre o uso ou não de violência na ação policial.
O Conselho de Proteção à Criança da Holanda deixou Nicholas aos cuidados de um tutor do juizado de menores da região de Apeldoorn, e na madrugada de sábado Érica recuperou o filho.

Agressões
Segundo Érica, Nicholas havia sido retido pelo marido e pelos pais do marido após o casal, que já não se falava mais, ter passado o Natal com os pais de Plak, na Holanda.
No dia 26 de dezembro, quando estava retornando para casa na Alemanha com Nicholas, Érica reafirmou à família que queria se divorciar de Michiel, conforme processo iniciado no Brasil. Érica já tinha a guarda provisória da criança expedida por uma corte mineira.
Érica afirma que a família ficou revoltada e que ela foi agredida verbalmente e fisicamente pelo marido e pelo sogro, que teriam lhe dado vários pontapés, mesmo com ela caída no chão. Ela conseguiu fugir para a casa de vizinhos e a família Plak chamou a polícia.
A assessora de imprensa da policia da região Norte e Gelderland Leste, Esther Nabor, disse à BBC Brasil que “houve na ocasião um conflito familiar que se agravou, e como Érica não estava com nenhum hematoma visível, ela não foi levada para fazer exame de corpo de delito”.
“Na ocasião avaliamos que o melhor para a criança seria deixá-la no local, já que estava muito frio, os ânimos estavam acirrados, e vimos que a criança estava assustada, além do que o pai também tem direito sobre a criança”, disse Nabor.
O advogado do Instituto Brasileiro de Direito de Família Sandro Antônio Campos disse que, apesar de a criança e a mãe serem brasileiros, o governo brasileiro "não pode fazer nada".
"A Justiça da Holanda é quem julgou a questão por ser o país onde a criança estava sendo retida", explicou Campos.
O Centro Internacional de Sequestro de Crianças, baseado na Holanda, registrou 125 casos em 2009. Em 60% dos casos a mãe foi a autora ativa. Somente em um deles uma criança brasileira esteve envolvida e em outro foi registrado apenas a ameaça e o receio de retenção indevida por um dos cônjuges brasileiros.

Clivia Caracciolo


BBC Brasil

‘Eu vou matar ela’, teria dito Macarrão sobre Eliza Samudio



Tio conta que irmão do menor ouviu a frase na casa de Bruno.
Adolescente resolveu falar à polícia com medo do fantasma da estudante.

‘Eu vou matar ela!’. O alvo da ameaça, que teria partido de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era Eliza Samudio, desaparecida no início de junho. A fase teria sido ouvida pelos irmãos do adolescente, de 17 anos, que confessou à polícia ter participado do sumiço e morte da ex-amante do goleiro Bruno, uma semana antes de seu desaparecimento.
As investigações só começaram no dia 24 de junho. No dia 28, o sobrinho telefonou para o tio pedindo ajuda. ”Meu sobrinho ligou pra mim, dias antes, falando assim: ‘meu tio, posso ficar na sua casa?’ Aí eu falei: ‘claro que pode, rapaz!’”.
Menor contou história porque tinha medo de fantasma de Eliza
Cinco dias depois, ele chegou desesperado à casa da família em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, resolveu desabafar e contou a história. “’Tô vendo Eliza toda hora, tô vendo Eliza!’ Aí falei: que história é essa? Vamos lá dentro. Aí, coloquei ele pra dentro, chorando muito, tremendo muito”, lembra o tio.
Ele conta que, furioso com a saída do menor de sua casa, Bruno teria exigido que o adolescente retornasse à Barra da Tijuca. Ele voltou, ficou incomunicável por dois dias, não atendia aos telefonemas do tio que, então, resolveu contar o que tinha ouvido na Rádio Tupi.
“O que me levou a denunciar foi o estado em que ele se encontrava. Ele chegou na minha casa pedindo socorro e depois eu não tinha contato com ele, não sabia o que estava acontecendo. Temi a morte dele, fiquei com medo de matarem ele”, afirma o tio. Após entrevistas à imprensa, a polícia do Rio entrou na investigação e apreendeu o menor na casa de Bruno.

Tio conta detalhes de ameaças
Ponto de partida para a reviravolta no desaparecimento de Eliza, o tio, que resolveu falar no intuito de proteger o sobrinho, agora teme pela própria vida e aguarda a resposta do pedido de inclusão no Programa de Proteção à Testemunha.
“Eu não tenho dormido direito, minha vida está sem sossego, e desespero. Mas já aconteceu, tem que encarar, tem que ir à luta. Recebi ligações que diziam: ‘Aí mané, se liga, já era, dessa vez tu vai, não tem saída para você’; ‘Tá dormindo, mané? Acorda aí, tu vai morrer’”, conta ele.
Segundo ele, a história começa quando o menor foi morar na casa do goleiro Bruno, há três meses. O adolescente pagava contas e ajudava nos serviços gerais. “Ele ficava ali, varria uma coisa, limpava outra, dava uma força dentro da casa”, lembra o tio.

Bruno havia prometido colocar primo na escola
O menor tem 17 anos e não tinha passagem pela polícia. É filho de uma cozinheira e de um motorista de ônibus. A família vivia em Minas Gerais, mas, com a separação do casal, o adolescente veio com a mãe e os três irmãos para São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O jovem, que parou de estudar no 8º ano do ensino fundamental, foi convidado a passar fins de semana na casa de Bruno. As mordomias agradaram e o rapaz acabou ficando.
“Ele falou que já ia começar a estudar lá também, que tava fazendo umas coisas lá junto com Bruno, e que o Bruno já ia colocar ele na escola, só tava esperando os documentos dele da escola virem pra cá.”

Menor tentou tirar culpa de Bruno
O depoimento do menor foi o ponto de partida para a reviravolta no caso do desaparecimento de Eliza Samudio e para as prisões feitas ao longo desta semana. O jovem afirma que o jogador não presenciou o assassinato de Eliza. Ao contrário do que disse Sérgio, outro primo de Bruno. A polícia e o tio acreditam que o adolescente tentou proteger o goleiro durante o interrogatório.
“O Bruno ajudava a família, fazia tudo. Ele achava que se acontecesse isso, ia tudo água abaixo, ia perder as mordomias”, diz o tio. “O depoimento do menor mostrou coerência na narrativa depois que ele foi narrando e mostrou a frieza, a premeditação e a cadeia de fatos que foi organizado, planejado pra o desfecho que acabou acontecendo em Minas Gerais”, completa o delegado Felipe Ettore, da Delegacia de Homicídios do Rio.
Na vizinhança, o envolvimento do menor ainda causa surpresa: “Ele era uma pessoa muito boa, muito boa mesmo. Nunca passou pra gente uma pessoa ruim. Era uma pessoa muito amiga mesmo. A gente não esperava isso dele”.


G1

domingo, 11 de julho de 2010

Descobertos anticorpos que combatem 90% dos tipos de HIV

VRC01 e VRC02, em verde e azul, agem sobre HIV, em cinza e vermelho

Foram descobertos dois anticorpos que impedem a ação de mais de 90% das variedades de HIV sobre células humanas. O VRC01 e VRC02 podem permitir o desenvolvimento de vacinas ou tratamentos mais eficientes para a doença.
O trabalho foi descrito na última edição da revista Science, um dos mais improtantes periódicos científicos do mundo. A pesqusia foi conduzida por cientistas ligados ao governo dos Estados Unidos.
Os anticorpos foram descobertos em amostras de sangue de um paciente infectado pelo HIV e que não desenvolveu Aids. O vírus da doença é difícil de ser comabtido porque muda continuamente sua estrutura, ou seja: cada vacina que se desenvolve torna-se em pouco tempo inócua para a maioria dos casos.
O VRC01 e VRC02, entretanto, atuam em áreas do vírus que se mantêm mesmo após as mutações. Desta forma, eles são muito mais edicientes e promissores.

Luiz Fujita Jr


Presos convivem com ratos e doenças em cadeias lotadas de SP



Celas onde deveriam ter dez presidiários são ocupadas por 40 pessoas.
Situação é crítica na unidade do Centro de Detenção Provisória Pinheiros 4.

Cadeias públicas, centros de detenção provisória, penitenciárias e manicômios prisionais projetados para ressocializar homens e mulheres que cometeram crimes no estado de São Paulo estão superlotados e colocam em risco a recuperação dessas pessoas. Presos que já deveriam ir para o regime semiaberto não vão por falta de vagas. Amontoados uns sobre os outros, eles têm de ficar em celas mofadas que podem ser ocupadas por até dez presos, mas acomodam 40. Alguns dormem em banheiros quebrados, tendo como 'travesseiros' improvisados vasos sanitários sem descarga, com cheiro de urina e moscas ao redor. Muitos reclamam de banhos gelados, comida com fezes de ratos e baratas, alimentação vencida, presos doentes com tuberculose e Aids junto com os demais, falta de médicos e ausência de remédios.
Levantamento feito pelo G1 a partir de dados oficiais das secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária confirmam essa situação alarmante em números. Das 148 unidades da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), 123 estavam superlotadas até o dia 11 de maio. No que diz respeito à Secretaria da Segurança Pública (SSP), 138 das 181 cadeias públicas tinham capacidade acima do permitido até novembro de 2009.
Segundo a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e ONGs, as unidades prisionais verificadas estão servindo como verdadeiros depósitos de gente. Em alguns casos, estão sendo feitos pedidos de interdições judiciais ou de melhorias ao estado. Quem sofre mais são os homens presos. Pela SAP, o Centro de Detenção Provisória 4 de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, é o mais lotado do estado, com 1.116 presos a mais do que a capacidade permitida, o que representa 217% de superlotação. São 1.628 homens num espaço onde deveriam caber 512. Em relação à SSP, a cadeia pública de Piraju, a cerca de 400 km de São Paulo, era a que mais preocupava até 8 de junho, quando foi desativada por falta de condições a pedido do Ministério Público. Tinha 60 presos onde deveriam caber apenas oito, o que equivalia a 650% a mais do que o permitido.
Em relação às mulheres, a Penitenciária Feminina da Capital, administrada pela SAP em São Paulo, lidera o ranking das unidades prisionais para presas com capacidade acima da permitida. São 829 presidiárias ocupando um espaço destinado para 251 vagas. Ou seja, 578 mulheres a mais, mais de 230% da lotação. Pela SSP, a cadeia pública de Batatais, a 353 km de SP, é a mais cheia, com 452% acima da capacidade (são 116 presas para 21 vagas).
Para se chegar ao percentual excedente em cada unidade prisional, o G1 acessou o site da SAP e obteve informações da SSP por meio de pessoas ligadas à Secretaria da Segurança, já que ela não disponibiliza as informações na internet alegando questão de segurança. O cálculo leva em conta a proporcionalidade e não valores absolutos. Por isso, a fórmula usada para conseguir esse resultado foi multiplicar por 100 a diferença entre a capacidade dos locais e sua população. O valor resultante equivale, em porcentagem, a quantos prisioneiros habitam a mais, ou a menos, cada cadeia ou presídio do estado, por exemplo.
Só quem está preso ou visita esses locais sabe o que acontece realmente dentro deles. A reportagem teve acesso a cartas de presidiários e conversou em abril com as mulheres de presos que denunciaram uma série de irregularidades dentro das unidades. Em um dos trechos, o detento do CDP 4 de Pinheiros escreve "somos humilhados pelos policiais na hora da revista [e] ficamos sem comer o dia todo", "tem superlotação nas celas", "dormimos no chão por falta de cama e colchão", "queremos nossos direitos respeitados".
As mulheres de presos só aceitaram falar sob a condição de anonimato. Cerca de 200 mulheres começam a formar fila todas as sextas-feiras em frente à unidade de Pinheiros. Elas têm maridos presos lá dentro. Montam barracas e distribuem senhas à espera dos sábados de visita.
“O colega do meu marido está doente. Eles não estão cuidando. Está com tuberculose. Meu marido já está há oito meses assim”, afirmou a mulher de 23 anos, que guardava bolachas numa bolsa para levar para o marido preso.
“Teve vez de a comida entrar estragada, mal cozida, com fezes de rato. Uma situação totalmente precária”, disse uma jovem que namora um detento e não quis diz dizer a idade. Ao ser indagada sobre o que os presos fazem quando ficam doentes, ela respondeu: “Primeiramente eles têm que orar a Deus, né? Porque só Deus para poder ajudá-los aí dentro. E porque medicamento, até mesmo médico, eles não têm. Tem enfermeiros que muitas das vezes eles nem sabem o que estão dando. Teve situações de presos que tomaram medicação errada.”

Interdições
Segundo um representante da Promotoria em São Paulo, que pediu para não ser identificado, "os CDPS estão superlotados e todos sabem disso". Para o promotor, a solução para reduzir a superlotação está na construção de mais presídios.
Mas na avaliação da Defensoria Pública do estado, existem outros caminhos para controlar a população carcerária, como interdições ou políticas públicas de inclusão social.

Leia abaixo as íntegras das notas da SAP e da SSP a respeito das condições precárias em que vivem os presos no estado de SP.

Nota da SAP

"Com relação ao CDP 4 de Pinheiros, citado em sua solicitação, a Secretaria da Administração Penitenciária esclarece que as denúncias são improcedentes. A alimentação é servida por empresa terceirizada e, assim que recebida, uma comissão específica da unidade prisional é responsável por checar, diariamente, o conteúdo, a consistência e a temperatura da comida. O que é feito através de amostragem. O material também é verificado para conferir se não há algum marmitex que não esteja lacrado, no momento da entrega.
A mesma equipe avalia, diariamente, a higienização das embalagens externas, geralmente caixas plásticas, além do interior do baú do veículo transportador. É importante ressaltar que trata-se de um procedimento padrão em todas unidades prisionais que recebem alimentação terceirizada no Estado.
Com relação à saúde, a SAP esclarece que o CDP 4 de Pinheiros possui área de saúde, com corpo funcional específico para lidar com esse assunto. Qualquer tipo de solicitação de atendimento feita pelos internos é prontamente atendida no local ou, se for o caso, são feitos encaminhamentos externos através do Centor de Ações Hospitalares, do próprio presídio. Mais uma vez, não procede a denúncia realizada."

Nota da SSP
"O delegado Robson Lorencetti Ernesto, do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 7 [Sorocaba], informou a esta assessoria de imprensa que a Cadeia Pública de Piraju foi desativada em 8 de junho. Todos os presos foram encaminhados para o sistema prisional e o processo de reforma da unidade está em fase licitatória.
O Estado de São Paulo possui 115 cadeias públicas ativas. Desde 2007, 64 unidades foram desativadas, sendo que 11 delas foram, posteriormente, transformadas em cadeias femininas.
Em 2000, a Secretaria da Segurança Pública possuía 32.319 presos sob sua responsabilidade. Atualmente, são 8.890 presos para 5.453 vagas disponibilizadas.
Importante lembrar que São Paulo possui a maior população carcerária do país. Só em 2009, as polícias paulistas realizaram 124 mil prisões, em flagrante ou por mandado, contribuindo diretamente para a redução de todos os crimes contra o patrimônio.
No primeiro trimestre de 2010, os roubos caíram 13% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março, os furtos diminuíram 5%, os furtos de veículos 10%, os roubos de veículos 12% e os roubos de cargas 7%. Os roubos seguidos de morte apresentaram a redução mais significativa: -22%, com queda de 94 para 73 casos no Estado.
A reversão da tendência de alta identificada no início de 2009, com a significativa redução dos crimes contra o patrimônio, deve-se a uma série de medidas tomadas para intensificar o policiamento ostensivo e a investigação criminal, além da melhora do cenário econômico.
A diminuição histórica no número de homicídios em São Paulo – nos últimos dez anos, a redução foi de 69% - também teve como um dos fatores o aumento do número de pessoas presas devido ao trabalho policial.
Por fim, ressaltamos que é meta atual do governo estadual desativar, gradativamente, as cadeias públicas e carceragens sob responsabilidade da SSP, transferindo assim a população carcerária à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), com a construção de novas unidades prisionais."


G1

Caso Bruno: advogado do goleiro e de outros cinco suspeitos inicia investigação paralela


Caso Bruno: advogado do goleiro e de outros cinco suspeitos inicia investigação paralela

BELO HORIZONTE - O advogado Ércio Quaresma, que defende o goleiro Bruno e outros cinco suspeitos pelo desaparecimento de Eliza Samudio, disse nesta sexta-feira que iniciou uma investigação paralela sobre o caso. De acordo com Quaresma, estão sendo contratados médicos legistas e peritos, que poderão emitir pareceres sobre laudos e outros documentos envolvidos no caso. ( Leia também: Justiça negou em 2009 proteção para Eliza depois de denúncia contra Bruno por agressão )
Ércio Quaresma disse ainda que vai obter informações sobre os lugares onde foram realizadas buscas por Eliza e outros suspeitos através de material fotográfico, mapas e novas testemunhas. Segundo o advogado, essa nova investigação tem como objetivo provar a inocência dos seus clientes.
Na sexta-feira, Quaresma orientou Bruno, seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos a não coletarem material para a realização de exames de DNA . Por lei, eles não são obrigados a fazer o exame, pois não precisam produzir provas contra si mesmos.
Ainda por orientação da defesa, os três permaneceram calados durante entrevista espontânea na delegacia. Quaresma alega que Bruno não irá depor enquanto ele não tiver em mãos a cópia do depoimento do menor de 17 anos que confirmou o sequestro de Eliza Samudio.
O advogado também já afirmou que vai pedir a nulidade do depoimento do jovem. Segundo ele, o adolescente só poderia ter sido ouvido com o acompanhamento de um representante legal ou legalmente constituído.

Leia mais:
DNA de saliva encontrada na casa de ex-policial pode comprovar passagem de Eliza pelo lugar

Adolescente grávida corre mais risco de parto prematuro


Problema é mais grave para quem está na segunda gestação

Garotas de 14 a 17 anos de idade que ficam grávidas têm mais chances de dar à luz crianças prematuras, especialmente se essa for a segunda gravidez. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Cork, na Irlanda, que analisou 56,3 mil mulheres de 14 a 29 anos no país entre 2004 e 2006.
Os dados indicaram que as meninas que, quando mais jovens as mães eram, mais chances elas tinham de ter partos prematuros. Os pesquisadores também descobriram que esse risco era maior na segunda gestação. Ali Khashan, um dos líderes do estudo, diz que a "imaturidade biológica" pode ser uma das causas do fenômeno.

– Também é possível que os problemas na segunda gravidez aconteçam em razão de fatores complicadores como condições sociais piores e pré-natais mal feitos.
Os médicos dizem que a pesquisa mostra a necessidade de as adolescentes terem acompanhamento correto durante a gestação e também que elas sejam orientadas sobre métodos contraceptivos para evitar uma segunda gravidez.


Leia também:
Inseminar idosas causa gravidez de risco
Verbratec© Desktop.