quinta-feira, 3 de março de 2011

Corpo da menina Lavínia é enterrado sob aplausos e muita emoção no RJ



Cerca de 400 pessoas acompanharam o funeral, em Duque de Caxias.
Policiamento foi reforçado; pai da menina precisou ser carregado.

O corpo da menina Lavínia Azeredo foi enterrado por volta das 11h desta quinta-feira (3) sob aplausos e músicas religiosas. Cerca de 400 pessoas acompanharam o funeral, no Cemitério Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Para evitar tumultos, a polícia reforçou policiamento na região com vinte homens.
Além de familiares e amigos, a diretora, professores e alunos a escola onde Lavínia estudava compareceram à cerimônia. Eles estavam vestidos de camisa preta.
A pedagoga Mônica Martins Campos, que foi professora de Lavínia no ano passado, estava inconformada. "Já tínhamos programado uma festinha para a volta dela. Ninguém esperava esse fim trágico. Achávamos que era um susto e ela ia aparecer viva", disse. Ela falou que Lavínia era um exemplo de aluna. "Ela era muito especial. Inteligente, carinhosa, um doce de menina, responsável com o material", contou.
Ao fim do enterro, muitas pessoas gritaram em coro "Justiça" e depois "assassina". O pai da menina Lavínia, que chegou carregado ao velório da filha, precisou ser novamente amparado ao final da cerimônia. Já a mãe, Andréia Azeredo, foi levada diretamente para a 60ª DP (Campos Elíseos), onde será ouvida novamente. A polícia quer esclarecer como a menina saiu de casa sem que ninguém da família percebesse. Outros parentes também devem ser ouvidos.

Amante matou, diz polícia
Lavínia, que completaria 7 anos no próximo dia 13, foi encontrada morta na quarta-feira (2) num hotel no Centro de Caxias. A provável causa da morte foi asfixia, já que a menina foi encontrada com o cadarço do tênis enroscado no pescoço.
O crime, segundo a polícia, foi cometido pela amante do pai, Luciene Reis, que está presa na carceragem da Polinter de Magé. Luciene, segundo o delegado Robson Costa, confessou que matou a menina e vai responder por sequestro seguido de morte, cuja pena pode chegar a 30 anos.

Imagens mostram amante com menina
Na quarta-feira (2), a Polícia Civil divulgou imagens gravadas pelo circuito interno de segurança de um ônibus que mostram a criança acompanhada por Luciene, momentos após o sequestro.
Segundo a polícia, as imagens foram captadas por volta das 5h25 de segunda-feira, em um ônibus da linha 15, que faz o trajeto Pantanal - Caxias - São Bento. Ela também foi reconhecida por testemunhas do hotel onde o corpo foi achado.
“O que essa criança tem a ver? Ela [Luciene] também tem filhos, como ela pode ter feito isso? Eu a levo para o Conselho Tutelar desde os 12 anos, ela fugia de casa e aprontava. Acho que ela tinha algum problema desde criança. Tenho pena do Rony, o pai da Lavínia, ele ajudou muito a Luciene durante o pouco mais de um ano que eles namoraram. Ele inclusive pagava o aluguel dela", declarou Neide Reis, mãe da suspeita.

R$ 2 mil podem ter motivado o crime
"A ganância foi o principal motivo", diz o delegado, que afirma não acreditar que o pai da menina nem o ex-marido de Luciene tenham envolvimento no crime. Ainda de acordo com Robson Costa, o crime teria sido motivado por dinheiro.
Segundo a polícia, Luciene sabia que o pai de Lavínia tinha cerca de R$ 2 mil em casa. As investigações indicam que, ao entrar na casa da família, a amante teria chamado a atenção da menina e resolveu levá-la para não ser reconhecida. A polícia afirma ainda que ela tinha a intenção de incriminar o ex-marido.
No dia do seu desaparecimento, um vizinho chegou a informar que Rony dos Santos, pai da menina, e Luciene haviam brigado durante a madrugada e que a amante teria ameaçado se matar. Na noite de terça-feira (1º), uma testemunha afirmou à polícia que viu uma mulher arrastando uma criança com as mesmas características de Lavínia em Caxias.

Como foi o caso
Segundo a versão da mãe de Lavínia, por volta das 3h, Rony teria chegado em casa. A filha acordou, Andréia a levou ao banheiro e depois voltou a dormir. Ela disse que trancou a janela do quarto da criança e a porta de casa, que fica no segundo andar de um imóvel.
Às 5h45 ela acordou, como de costume. Não encontrou a filha e viu a porta de casa e a janela do quarto da criança abertas. Rony, neste momento, estava saindo para trabalhar, segundo ela.
Andréia também contou que, antes do marido chegar, ligou para o celular dele dezenas de vezes e em uma delas uma mulher atendeu.


G1

Autor de e-mail homofóbico é expulso da UFCSPA


Mensagem pregava não atender ou tratar erroneamente homossexuais

O aluno da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) que enviou para uma lista de e-mails um texto de conteúdo homofóbico, no ano passado, foi expulso da instituição. A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário, de acordo com o pró-reitor UFCSPA, Luis Henrique Telles da Rosa.
Os textos homofóbicos e apócrifos foram enviados de uma conta de e-mail coletiva no fim de novembro, depois da eleição para o Centro Acadêmico da UFCSPA. Dois homossexuais integram a chapa vencedora do pleito, Igor Rabuske Araujo, 21 anos, e Alex Vicente Spadini, 19 anos, eleitos coordenadores-gerais do Centro Acadêmico. Os e-mails sugeriam que os futuros médicos não atendam pacientes gays ou o façam de forma incorreta.
"Caros e futuros colegas, e se, somente se, a solução fosse cada um de nós, sensatos, tomarmos alguma atitude, qualquer atitude, no momento em que essa escória nos procurar para curar suas doenças venéreas, e qualquer demais praga que se alastre por seus corpos nojentos? Assim como eles, está na hora de unirmos forças e veladamente fazer o que nos couber, para dar fim, pouco a pouco nesta peste! No momento da consulta de uma bicha, ou recuse-se (pelos meios cabíveis em lei) ou trate-o erroneamente!!!", dizia o texto.
Indignados, outros alunos da instituição enviaram cópias do e-mail para a reitoria da UFCSPA e para a imprensa denunciando o envio da mensagem. O caso parou na Polícia Federal, resultou em inquérito civil da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos e levou a universidade a abrir uma sindicância.

Polícia conta com 40 homens para prender 150 mil foragidos


Divisão de Capturas da Civil de São Paulo tinha até um mês atrás 12 homens na unidade

Um dia após ter sua prisão temporária decretada, o ladrão de cargas Édson Bezerra de Gouveia, de 35 anos, um dos suspeitos de sequestrar, estuprar e matar a supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, no último dia 12, esteve no apartamento da sua mulher, em Carapicuiba, para visistar os filhos. Mas não foi preso. E nenhum policial fazia tocaia em frente à sua casa - como as que são vistas nos cinemas - para capturá-lo.
Édson é apenas um dos cerca de 150 mil foragidos que estão sendo procurados no estado de São Paulo. E a Divisão de Capturas da Polícia Civil conta com apenas 40 homens no total para cumprir todos os mandados de prisão. Ou seja, são 3.775 foragidos por policial. Até um mês atrás eram apenas 12 homens na unidade. A reestruturação do departamento será um dos desafios do novo delegado da divisão, Waldomiro Milanesi, que assumiu o comando no último dia 20 de janeiro.
Milanesi já escolheu o seu alvo. A prioridade é prender acusados de crimes de grande repercussão, como Roger Abdelmassih, Mizael Bispo de Souza e Evandro Bezerra Silva . Mas o primeiro da lista, no site de procurados da Polícia Civil, é mesmo Édson Bezerra de Gouveia.
O cientista político Guaracy Mingardi, ex-secretário nacional de Segurança, disse que a equipe de capturas não é suficiente para correr atrás de todos os foragidos. "É preciso de uma divisão maior, com prioridades, várias equipes e um trabalho de inteligência", afirma. Para ele, a polícia precisa ser mais organizada para prender um foragido. "É preciso ter informações da família, fazer o rastro do dinheiro, se eles estão usando algum cartão, escuta telefônica, acompanhar os passos das pessoas mais próximas. É um trabalho mesmo de inteligência", recomenda.
O delegado da Divisão de Capturas disse que fará uma auditoria na lista dos 150 mil foragidos. Há mandados de prisão em aberto desde 1977. "A quantidade é alta? Sim, é. Mas pode não ser essa a nossa realidade operacional. Eu tenho que organizar para ir atrás. Muitos desses casos podem estar prescritos", acredita.
Para o delegado, um dos entraves está no tempo em que o mandado de prisão é expedido pela Justiça até chegar ao conhecimento da divisão. Esse prazo pode chegar a até dez dias. Mesmo em tempos de internet a comunicação ainda é feita por correspondência ou, nos casos mais urgentes, por fax. "Está sendo firmado um convênio entre a Secretaria de Segurança Pública e o Tribunal de Justiça. A intenção é que o juiz faça a emissão e a inclusão no sistema on-line", explica. Mas o termo de cooperação ainda está em fase de implantação, sem data para iniciar.
Segundo Milanesi, nos próximos dias o número de policiais da divisão chegará a 54. "Todo o efetivo das polícias Civil e Militar é também responsável pela captura. Recebemos os mandados de prisão e redistribuímos para a unidade territorial mais próxima, seja pela seccional ou a delegacia. É mais fácil criminoso ser capturado pelos policiais da cidade de onde ele foi condenado", diz.
A divisão também é responsável em cumprir a prisão em casos de pensão alimentícia, que são cerca mais sete mil procurados no total. "Às vezes precisamos cumprir essa prisão num prazo de até 48 horas, por determinação do juiz."
Na reestruturação da divisão de capturas, tanto a modernização do sistema de informática quanto a dos equipamentos de investigação serão os desafios para diminuir o número de foragidos.
"Começamos a utilizar medidas cautelares, com autorização da Justiça, para juntar mais informações e melhorar a qualidade das capturas. Ações que até então não eram representadas pelas autoridades policiais ao poder judiciário", diz Waldomiro Milanesi.


Evandro Gomes Correia Filho
O pagodeiro é acusado de matar a mulher Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, que caiu do terceiro andar do prédio onde morava, em novembro de 2008. O filho do casal, então com 6 anos, também caiu, mas sobreviveu. De peruca e cavanhaque ele chegou a dar uma entrevista coletiva, em setembro do ano passado, quando já era foragido. Na sexta-feira o STJ manteve sua prisão preventiva.

Ademar Gomes, advogado de defesa:
"Ele se considera inocente e não vai se entregar. Ele poderia responder o processo em liberdade até ser julgado, pois, no momento ele não é uma ameaça e não causou embaraços para o processo."


Mizael Bispo de Souza
O advogado é acusado pela morte da também advogada Mércia Nakashima, sua ex-namorada. A prisão foi decretada em dezembro de 2010 e desde então ele é foragido. Na última quinta-feira, o STJ negou o pedido para que o processo fosse transferido de Guarulhos, na Grande São Paulo, onde a moça foi vista pela última vez, para Nazaré Paulista, onde o corpo de Mércia foi localizado, dentro de uma represa. Um dia antes da decisão do STJ, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou habeas corpus para Mizael.

Samir Hadda Júnior, advogado de defesa:
"Ele não saiu do Brasil, disso tenho certeza absoluta. Mas ele não é um foragido. Ele está oculto a espera dos recursos que estão em julgamento. É uma decisão dele de não se entregar, pois ele se considera inocente."

Roger Abdelmassih
O médico, especializado em medicina reprodutiva, foi condenado a 278 anos de prisão. Ele é acusado de 56 estupros de pacientes em sua clínica. Após a condenação, pode recorrer em liberdade. Mas teve sua prisão preventiva decretada no mês passado. Está foragido desde então.

José Carlos da Silva, advogado de defesa:
"Não comento sobre o paradeiro. Não tenho conhecimento. Mas apelamos da decisão condenatória e esperamos a decisão do Tribunal de Justiça para o habeas corpus."


Deputado do Quênia é barrado no Parlamento por usar brincos


Um deputado no Quênia foi convidado a se retirar do Parlamento do país por usar brincos com pedras preciosas e óculos escuros.

Ele foi expulso da Casa na terça-feira após outros legisladores concluírem que a forma como Gidion Mbuvi se veste viola o decoro da instituição.
O vice-presidente do Parlamento, Farah Maalim, defendeu a expulsão de Mbuvi, disse que esta é a primeira vez que um parlamentar homem usou brincos durante o exercício da função.
Mbuvi, conhecido por seu estilo extravagante de se vestir, foi eleito para o legislativo queniano no ano passado.
O jornal local Daily Nation cita o parlamentar Bifwoli Wakoli afirmando que seria errado “um homem copiar a forma de uma mulher se vestir”.
Já Mbuvi se defendeu dizendo que apenas representa a maneira jovem de se vestir, e seus simpatizantes acusaram Maalim de intolerância.
Após o vice-presidente do Parlamento afirmar que o código de vestimenta para um parlamentar é calça comprida, paletó, gravata, camisa de manga comprida, meias e sapatos fechados, Mbuvi concordou em retirar os óculos e os brincos, segundo o jornal.



Juiz americano considera "indecentes" ações de avós brasileiros de Sean

Mesmo depois que Sean foi retornado ao David (foto), os avós continuaram com uma avalanche de litígios na Justiça brasileira
O juiz da Corte Superior, Michael Guadagno, recusou-se a forçar David Goldman a permitir que seus ex-sogros viajem diretamente do Brasil para visitar seu filho
Os avós de Sean Goldman, 10 anos, residente em Tinton Falls (NJ), que o mantiveram ilegalmente no Brasil por 4 anos, não terão direito à uma ordem judicial para visita-lo em virtude de suas “ações deploráveis” na tentativa de mantê-lo longe de seus pais, determinou um juiz no Condado de Monmouth. Na contínua batalha internacional pela custódia de Sean, o juiz da Corte Superior, Michael Guadagno, recusou-se a forçar David Goldman a permitir que seus ex-sogros viajem diretamente do Brasil para visitar seu filho.
A decisão, que ocupou 44 páginas de um processo, emitida em 17 de fevereiro, estava repleta de duras críticas aos avós maternos de Sean, que segundo o juiz tentaram por anos minar o relacionamento entre pai e filho.
A antiga esposa de Goldman, Bruna Bianchi, divorciou-se dele em 2007 no Brasil, após uma visita a seus pais no Rio de Janeiro em 2004. Ela casou-se novamente em 2007 e morreu durante o parto de seu segundo filho no ano seguinte. Alheia da batalha legal que David havia iniciado em New Jersey na tentativa de reaver seu filho, a Justiça brasileira, a princípio, concedeu a custódia do menor ao novo marido de Bianchi, que alegou nas cortes brasileiras que o norte-americano havia abandonado seu filho.
Guadagno considerou tais alegações de abandono “muito além de qualquer limite da decência”.
“É difícil imaginar um exemplo mais dramático de abuso emocional contra uma criança”, escreveu o juiz.
A determinação é resultado de uma ação civil que os avós do menor apresentaram em março do ano passado na Corte do Condado de Monmouth, na tentativa de visitar o neto, que foi retornado aos EUA em dezembro de 2009, sob as ordens da Corte Suprema no Brasil.
Um juiz da Corte Superior em Freehold (NJ) rejeitou o pedido de visitação, entretanto, permitiu que ambos os lados chegassem a um acordo. As conversações terminaram quando os avós, Raimundo Ribeiro Filno e Silvana Ribeiro, também conhecida como Silvana Bianchi, recusaram-se a suspender uma ação civil no Brasil como uma das condições para verem Sean, segundo a determinação do magistrado.
Jonathan Wolfe, advogado de Raimundo e Silvana, alegou que seus clientes estavam mais que flexíveis ao concordarem com “uma grande variedade de condições”, incluindo visitas supervisionadas com o menor.
“Através do caso, concordamos com uma variedade de condições”, disse Wolfe. “O que queríamos é que eles vissem o neto, não leva-lo de volta ao Brasil, não viajar de férias”.
Entretanto, Guadagno disse que a condição imposta por David da suspensão do litígio no Brasil é “totalmente razoável” em virtude dos danos que eles causaram no passado ao separá-lo de seu pai.
“Mesmo depois que Sean foi retornado ao David, os avós continuaram com uma avalanche de litígios na Justiça brasileira, que continua até hoje, todas visando o retorno de Sean”, escreveu Guadagno.
Wolfe disse que seus clientes estão “bastante desapontados” com a decisão e ainda não decidiram se apelarão. O juiz ainda decidirá se os ex-sogros de David deverão restituir o dinheiro gasto por ele com custos legais.
“Para avós que não fizeram nada a não ser amar e cuidar do neto, é incrivelmente doloroso e injusto”, disse Wolfe com relação as duras palavras utilizadas por Guadagno contra seus clientes. “Nesse caso, a coisa mais triste é o Sean. Ele perdeu sua mãe. Agora, ele também perdeu todo esse lado da família”.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Câmera de banco flagra suspeito de matar casal em Piracicaba (SP)



Suspeito aparece fazendo dois saques na agência

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) disse nesta quarta-feira (2) ter imagens da agência bancária onde aparece o suposto assassino do casal encontrado morto no último sábado (26) em Piracicaba (SP). A divulgação oficial deve acontecer nesta tarde.
As imagens do suspeito foram feitas em uma agência bancária nos dias 15 e 16 de fevereiro, logo após o casal Claudio Meneghetti e Lilian Simioni ser sequestrados dentro de sua casa por três homens e a empregada doméstica da residência ser morta.
O suspeito sacou dinheiro da conta do casal duas vezes. No segundo dia, ele aparece usando um boné.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, João Batista Vieira de Camargo, foi através dessas imagens que foi feito o retrato falado de um dos criminosos. A filmagem estava sendo preservada para não interferir nas investigações.
Um laudo parcial comprovou que os corpos encontrados no canavial no último sábado (26) eram mesmo do casal sequestrado. O documento também aponta que a morte da mulher teria sido por asfixia. Lilian teve a boca e o nariz amordaçados com fitas adesivas.
Os pés dela foram amarrados com cordas e as mãos com fios de telefone. Já no caso de Cláudio as informações não são conclusivas. A morte pode ter sido causada por asfixia ou fraturas na cabeça e no rosto.


R7

Veja imagens de amante de pai com menina Lavínia em ônibus



Amante está presa desde a manhã desta quarta (2), em Caxias, na Baixada.
Mãe de amante diz que filha sempre teve problemas desde a infância.


A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou na tarde desta quarta-feira (2) as imagens gravadas pelo circuito interno de segurança de um ônibus que mostram a menina Lavínia acompanhada pela amante do pai, Luciene Reis, momentos após o sequestro ocorrido na segunda-feira (28).
Segundo a polícia, as imagens foram captadas por volta das 5h25 de segunda-feira, em um ônibus da linha 15, que faz o trajeto Pantanal - Caxias - São Bento. Na gravação, no entanto, a hora difere, pois não foi atualizada após o fim do horário de verão - iniciando às 6h25.
A criança, de 6 anos, foi encontrada morta no quarto de um hotel, nesta quarta, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, depois de dois dias desaparecida. O delegado Robson Costa pediu a prisão temporária de 30 dias para Luciene. Ela está na delegacia, aguardando transferência para a carceragem da Polinter. A prisão foi decretada pela 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Pena de até 30 anos
Apesar dos indícios, Luciene nega a autoria do crime. Chorando e escondendo o rosto, a suspeita disse: "Não fui eu, não fui eu". O delegado Robson Costa informou que a amante do pai de Lavínia vai responder pelo crime de sequestro seguido de morte. Segundo a polícia, a pena para o delito pode variar de 24 a 30 anos.
A polícia informou ainda que testemunhas do hotel, onde o corpo de Lavínia foi encontrado, reconheceram Luciene. O delegado acredita que a menina teria sido assassinada no dia em que sumiu de casa.
A mãe de Luciene, a aposentada Neide Reis, de 57 anos, afirmou que a filha sempre teve problemas de relacionamento com a família desde quando era criança. No entanto, a mãe ficou surpresa e ainda resiste a acreditar que a filha tenha assassinado a criança de maneira tão cruel.
“O que essa criança tem a ver? Ela [Luciene] também tem filhos, como ela pode ter feito isso? Eu a levo para o conselho tutelar desde os 12 anos, ela fugia de casa e aprontava. Acho que ela tinha algum problema desde criança. Tenho pena do Rony, o pai da Lavínia, ele ajudou muito a Luciene durante o pouco mais de um ano que eles namoraram. Ele inclusive pagava o aluguel dela", declarou a mãe da suspeita.

Pai está em choque, diz advogada
A advogada da família de Lavínia, Adriana Santana, chegou por volta das 17h à delegacia. Segundo ela, o pai da criança, Rony, está em casa, em estado de choque. A mãe da menina está ao lado dele, o consolando, de acordo com a advogada, que mais cedo esteve na casa dos pais da criança.
"A Andréia tem um sistema nervoso diferente do nosso, por ser uma pessoa muito confiante em Deus, muito católica. Neste momento, surpreendentemente, ele está dando apoio ao Rony, inconformada também, óbvio, mas cada um tem sua maneira", disse ela.

R$ 2 mil podem ter motivado o crime
"A ganância foi o principal motivo", diz o delegado, que afirma não acreditar que o pai da menina nem o ex-marido de Luciene tenham envolvimento no crime. Ainda de acordo com Robson Costa, o crime teria sido motivado por dinheiro.
Segundo a polícia, Luciene sabia que o pai de Lavínia tinha cerca de R$ 2 mil em casa, provenientes da venda de um carro. As investigações indicam que, ao entrar na casa da família, a amante teria chamado a atenção da menina e resolveu levá-la para não ser reconhecida. A polícia afirma ainda que ela tinha a intenção de incriminar o ex-marido.
No dia do seu desaparecimento, um vizinho chegou a informar que Rony dos Santos, pai da menina, e Luciene haviam brigado durante a madrugada e que a amante teria ameaçado se matar. Na noite de terça-feira (1º), uma testemunha afirmou à polícia que viu uma mulher arrastando uma criança com as mesmas características de Lavínia em Caxias.

Como foi o caso
Segundo a versão de Andréia Azeredo, mãe de Lavínia, por volta das 3h, Rony teria chegado em casa. A filha acordou, Andréia a levou ao banheiro e depois voltou a dormir. Ela disse que trancou a janela do quarto da criança e a porta de casa, que fica no segundo andar de um imóvel.
Às 5h45 ela acordou, como de costume. Não encontrou a filha e viu a porta de casa e a janela do quarto da criança abertas. Rony, neste momento, estava saindo para trabalhar, segundo ela. “Falei pra ele que ela tinha sumido e aí começou o desespero”, contou.
Andréia também contou que, antes do marido chegar, ligou para o celular dele dezenas de vezes e em uma delas uma mulher atendeu.

G1

ESPECIAL CARNAVAL 2011


Dados do Disque 100 indicam que a violência sexual contra crianças e adolescentes no País continua crescendo. O serviço da Secretaria de Direitos Humanos registrou cerca de 145 mil denúncias de abuso infantojuvenil em 2010. Mais de 49 mil destes registros foram de violência sexual, o equivalente a 34% das denúncias recebidas. Em 2009, haviam sido pouco mais de 15 mil casos.
No Carnaval, o alerta é para que a sociedade redobre a atenção e denuncie qualquer tipo de violação. "Violência sexual é crime. Então sempre que tiver conhecimento, tem que denunciar. Sem denúncia, nada acontece, e as redes de proteção não podem ser acionadas”, aponta Joacy Pinheiro, coordenador do Disque 100.
"Desde 2006, quando o governo começou a fazer essas campanhas, temos observado um aumento do número de denúncias durante o Carnaval. E há um aumento ainda mais significativo nos meses subsequentes a esse período", acrescenta Carmem de Oliveira, Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.


prómenino

Corpo de Lavínia é encontrado em quarto de hotel em Caxias


O corpo de Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, foi encontrado na manhã desta quarta-feira no quarto 406 do Hotel Municipal, no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A menina havia desaparecido de dentro de casa, na Rua Nossa Senhora das Graças, bairro do Divino, também em Duque de Caxias, na madrugada de segunda-feira. O tio de Lavínia, Rogério dos Santos, irmão do pai da menina, acompanhou o trabalho dos policiais.
Segundo o policial da 61ª DP Alessandro Vier, que está apoiando a 60ª DP, Lavínia teria sido asfixiada com uma toalha e um cordão do tênis. O corpo foi encontrado embaixo da cama do quarto. A menina estava de short e blusa, enrolada em um lençol. Vier acredita que o corpo estava no local há dois dias.
A Polícia Civil acredita que a menina Lavínia tenha sido sequestrada por uma pessoa conhecida. O delegado-titular da 60ª DP, Robson Costa, pediu a quebra de sigilo telefônico do pai, Rony dos Santos de Oliveira; da mãe, Andreia Azeredo; e da amante do pai da criança, Luciene Reis Santana.
Acusada pelo pai da menina de ter sequestrado Lavínia, Luciene conseguiu provar que estava em outro local no momento que a criança desapareceu. A polícia confirmou que ela utilizou o Riocard por volta das 5h para ir a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No entanto, o delegado não descarta o envolvimento dela no caso:
- Todos são suspeitos. O que chama atenção é o fato de a janela e a porta terem sido abertas por dentro, o que siginifica que a menina saiu espontâneamente e nos leva a crer que se tratava de uma pessoa conhecida - afirmou Robson Costa.


Caso Joanna: defesa de falso médico entra com pedido de liberdade na Justiça


Estudante de medicina atendeu a menina dias antes de ela entrar em coma e morrer

O advogado Edson Ferreira, que defende o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Silva, disse que vai entrar com recurso na Justiça para que o estudante responda pelos crimes dos quais é acusado em liberdade. Nesta terça-feira (1º) ele teve o pedido de revogação da prisão negado. O acadêmico atendeu a menina Joanna Marcenal no hospital Rio Mar, na Barra, dias antes de ela entrar em coma e morrer.
- Vou usar os recursos legais para que ele responda pelo crime em liberdade. Entrei com pedido e revogação da prisão, mas o juiz não aceitou e disse que quando rever o processo vai analisar o pedido novamente. Ele se apresentou, não tem porque ficar preso.
O advogado atribuiu à pediatra Sarita a responsabilidade pelos crimes cometidos por Alex Sandro. Ele usou o carimbo, mas quem fez o carimbo e acertou toda a situação foi a médica, de quem ele era acadêmico. O depoimento dele foi excelente, explicou tudo e contou toda a verdade.
Em depoimento nesta terça-feira, o estudante alegou não ter se apresentado antes porque teve medo. Ao ser informado de que continuaria preso, Alex Sandro chorou, alegando que não suportava mais estar foragido e que não via as duas filhas há sete meses. Ele não revelou onde esteve durante todo esse período, mas afirmou não ter saído de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
- Ela me ligou várias vezes e me mandava sumir, desaparecer até a poeira baixar. Mandou até eu sair do país, ir pra Portugal, Espanha. Eu disse que não poderia ir porque tinha família. Eu não fui ameaçado diretamente, mas tive medo dela. A família dela fez contato com a minha várias vezes.

Relembre o caso
A menina Joanna, que teria sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, na zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.
A mãe da criança, a médica Cristiane, acusa o pai da menina, que tinha a guarda dela na época, de maus-tratos. Marins nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.
Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca. Ela ficou 28 dias internada no Hospital Amiu. A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico.
Marins está preso desde 25 de outubro de 2010 sob acusação de tortura e homicídio qualificado. Vanessa Maia, madrasta de Joanna, responde o mesmo processo em liberdade.
Três audiências sobre o processo contra o pai da menina já foram realizadas. Na última, realizada no dia 7 de fevereiro, o pai da menina falou pela primeira vez. Ele se defendeu das acusações e disse que amarrava a menina sob orientação de psicólogos.


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