segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lei antidrogas aumenta lotação carcerária


Criada há quase cinco anos para acabar com pena de prisão para usuários de maconha, a lei antidrogas gerou efeito contrário: contribuiu para superlotar presídios, informa a reportagem de Mario Cesar Carvalho, publicada na edição desta segunda-feira da Folha.
A ideia original era que usuários prestassem serviços comunitários ou vissem palestras sobre drogas. Mas, de 2006 a 2010, o número de presos por tráfico aumentou 118% e chegou a 86,6 mil.
No mesmo período, a população carcerária cresceu 37% e passou a 496,2 mil.
Para a professora de direito da UFRJ Luciana Boiteux, o aumento tem duas razões: a pena mínima por tráfico subiu de três para cinco anos e usuários vêm sendo punidos como traficantes.

VIVENDO E APRENDENDO



Informação recebida por e-mail do amigo Sidnei Lemos

Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.

O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".

A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.

Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.

A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.

Avanço
Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.

Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.

Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.

Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.

"O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem", diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.

"Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas", diz.

Áreas ‘delicadas’
O relatório indica três áreas particulamente "delicadas" na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.

"Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo", diz o relatório.

O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de "prova do grande símio": se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.

O campo mais polêmico é o de animais com características "singularmente humanas", os experimentos que o relatório chama de "tipo Frankestein, com animais humanizados".

Segundo o relatório, "criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes".

BBC Brasil

Cielo arranca o peso das costas e é campeão mundial nos 50m borboleta


Depois de quase um mês vendo seu nome envolvido com acusação de doping, brasileiro volta ao topo e, aos prantos, desabafa dentro da piscina em Xangai

Em pouco mais de 20 segundos, Cesar Cielo arrancou das costas o peso de 20 dias. E chorou. Muito. Depois de passar quase um mês nadando no incômodo terreno das explicações, o brasileiro voltou a falar alto nesta segunda-feira, do jeito que mais gosta: com braçadas. Nos 50m borboleta, prova que sequer é sua especialidade, atravessou a piscina em 23s10, castigando a água do Centro Esportivo Oriental com a força de quem viu seu nome ligado ao doping ao longo do mês. Bateu em primeiro, gritou, sentou-se na raia, olhou o placar, chorou feito criança. É este o Cielo que abre os trabalhos em Xangai: absolvido pelo tribunal e novamente campeão mundial dentro d’água.

É o terceiro título mundial do nadador de 24 anos, que já havia chegado ao topo em Roma, em 2009, nos 50m e 100m livre. Em Xangai, ele também vai nadar as duas provas, suas especialidades. Na quarta-feira, volta à piscina para as eliminatórias dos 100m.

- Essa medalha tem uma sensação diferente. Foi a medalha mais dura da minha vida. Eu imaginei essa cena várias vezes, mas chega na hora você não dá para saber o que vai fazer. Foi um alívio muito grande, muito bom ter vencido a prova. Foi um desabafo deixar toda essa coisa que estava presa sair. Essa prova foi sem dúvida a mais difícil, a primeira depois de tudo isso aí. Era a hora de descontar tudo mesmo - admitiu Cielo.

Da partida ao choro, veja as imagens da conquista de Cesar Cielo nos 50m borboleta

O pódio nesta segunda-feira foi completado por dois australianos. A prata ficou com Matthew Targett (23s28), e o bronze com Geoff Huegill (23s35). O francês Fred Bousquet chegou em quarto, com o tempo de 23s38.



Choro após a glória
Antes de subir no bloco de partida, Cielo mudou seu ritual. Em vez de pegar a água da piscina para cuspir, usou o líquido que estava em sua garrafa. Secou o bloco com a toalha e ficou passando o pé, preocupado em não escorregar. O resto foi o de sempre: bateu forte no peito, fez o sinal da cruz, apontou para o céu e mergulhou para o ouro.

Com tempo de reação de 0s66, esteve sempre na frente. Não chegou a abrir grande vantagem, mas dominou a prova e deixou os rivais para trás. Bateu em primeiro, quebrando o gelo de um mês em que foi visto mais de terno do que de bermuda. Não demorou praticamente nada para cair a ficha.

Cielo sentou na raia e berrou muito com braços abertos para o alto. Chorou copiosamente. Desceu da raia e ficou olhando para o placar mais um pouco, como se ainda buscasse a confirmação de que estava no topo do mundo outra vez. Ganhou ali o reconhecimento do público, que começou a aplaudi-lo.

O que se repetiria durante a premiação. Lá, pouco depois de ouvir seu nome anunciado pelo locutor, Cielo respirou fundo e fez o sinal da cruz antes de colocar os pés no degrau mais alto do pódio. O Hino Nacional começou a tocar e não demorou muito para que as lágrimas voltassem aos olhos, emocionando mais uma vez o público.

O ouro veio logo na primeira final de Cielo após o caso de doping. No dia 1º deste mês, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) anunciou que o nadador tinha sido flagrado no exame antidoping pelo uso de furosemida. Cielo alegou que houve contaminação de um suplemento alimentar numa farmácia de manipulação de sua cidade, Santa Bárbara D'Oeste. A CBDA aplicou ao nadador apenas uma advertência, mas a Federação Internacional decidiu mandar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte. Três dias antes do início da natação no Mundial, o TAS decidiu manter apenas a advertência e liberou o nadador para a disputa.

Desde a primeira vez em que caiu na piscina em Xangai, Cielo parecia determinado a voltar ao topo, ainda que no nado borboleta, que não é sua especialidade. Ele foi o mais veloz das eliminatórias e da semifinal. Na decisão, manteve o ritmo e nadou para o ouro.

Confira o resultado completo dos 50m borboleta:
1. Cesar Cielo (BRA) - 23s10
2. Matthew Targett (AUS) - 23s28
3. Geoff Huegill (AUS) - 23s35
4. Fred Bousquet (FRA) - 23s38
5. Florent Manaudou (FRA) - 23s49
6. Steffen Deibler (GER) - 23s55
7. Jason Dunford (KEN) - 23s60
8. Andriy Govorov (UCR) - 23s64

G1

domingo, 24 de julho de 2011

Lançada campanha dirigida a caminhoneiros para a prevenção contra hepatite B e C e HIV


São Paulo – Começou ontem (23), em São Paulo, a campanha de prevenção da hepatite B e C e do HIV, vírus transmissor da aids, voltada para os caminhoneiros, e que se estenderá por todo o país. A previsão é a de realizar 3,6 milhões de testes rápidos para o diagnóstico precoce dessas doenças em 138 locais por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senast).
O lançamento da campanha foi feito hoje à tarde pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, na 22ª edição da Feira do Caminhoneiro, em Guarulhos, na divisa com o município de Arujá. “Queremos que os caminhoneiros que levam a economia para todo o canto do Brasil levem também a orientações das prevenções das doenças sexualmente transmissíveis, fazendo sexo seguro, uso da camisinha e quando perceberem os primeiros sintomas que busquem tratamento. E estamos aproveitando a feira para divulgar as novas ações do ministério em torno da hepatite B e C”.
Em 230 centros de Testagem e Aconselhamento em todo o país, segundo o ministro é possível fazer testes rápidos e o ministério ampliou o acesso aos medicamentos mais modernos de combate a essas enfermidades como o uso de interferon peguilado, que pode ser aplicado uma vez por semana, aumentando o conforto do paciente já que o recomendado no uso medicamento convencional são três doses por semana.
Padilha informou que a partir de agosto haverá oferta em todo o país de testes rápidos para a hepatite B e C, cujos resultados ficarão prontos em 30 minutos. Os investimentos somam R$ 10,6 milhões
As hepatites virais são doenças que não apresentam sintomas, por isso ditas silenciosas, que podem evoluir para cirrose ou câncer. Em 2009, ocorreram no país 14.601 casos de hepatite B e 9.747 do tipo C.

Marli Moreira
Agência Brasil

Agência Brasil

Pesquisa nacional reunirá dados atuais sobre Conselhos de Direitos e Tutelares


Os Conselhos Tutelares e de Direito da Criança e do Adolescente de todo o Brasil receberão, a partir da próxima semana, questionário para participarem da segunda edição da pesquisa Conhecendo a Realidade, uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA). O objetivo da pesquisa é mapear a situação atual de três dos principais atores do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA): os Conselhos Municipais e Estaduais dos Direitos e os Conselhos Tutelares.

O levantamento de dados abrangerá todos os municípios e estados do país, permitindo conhecer as características de organização, gestão e funcionamento dessas instituições que têm assegurado a implementação do ECA ao longo dos últimos 20 anos. Segundo a ministra Maria do Rosário, da SDH/PR, o objetivo é identificar a situação dos conselhos para propor o seu fortalecimento. “Segundo dados de 2009 do IBGE, os conselhos tutelares estão presentes em 98% dos municípios brasileiros. Nosso desafio agora é conhecer como esse serviço está funcionando, quais as principais dificuldades, para que possamos auxiliá-los para o exercício pleno das suas atividades e aprimorá-los. São os conselhos que prestam o serviço mais direto às crianças e adolescentes, por isso nossa prioridade em tratar desse tema”, afirmou Rosário, que também preside o Conanda.

A primeira edição da pesquisa, realizada em 2006, indicou as principais fragilidades e carências dessas instituições. Os Conselhos de Direitos, por exemplo, já tinham sido constituídos em quase todos os municípios, mas havia uma distribuição desigual pelo país das cidades em que ainda não existiam. Mais de 680 municípios brasileiros ainda não contavam com Conselhos Tutelares, embora já houvesse determinação legal para que fosse instituído, pelo menos, um deles por município.

“Os resultados da primeira edição foram fundamentais para o desenvolvimento de novas estratégias, colocadas como prioridade na Agenda Social Criança, lançada em 2006, tais como a Escola de Conselho, hoje implantada em 17 estados, bem como a criação de três portais de ensino à distancia, para formação continuada dos conselheiros”, frisou a secretária nacional de promoção dos direitos da criança e do adolescente, Carmen Oliveira. A secretária ainda destacou a implantação da nova versão de um sistema de informações junto a Conselhos Tutelares - o SIPIA -, com doação de computadores a municípios das capitais e região do semi-árido por parte da Secretaria de Direitos Humanos para viabilizar o funcionamento do SIPIA.

Além disso, o Conanda aprovou no ano passado uma nova Resolução, formulando novos parâmetros para o funcionamento dos Conselhos e prevendo melhor infraestrutura nas condições de trabalho dos conselheiros. “Uma outra edição da pesquisa poderá apontar alguns dados que nos levem a qualificar as políticas públicas na área nos próximos quatro anos”, conclui Carmen.

Na edição de 2011, a coleta de informações sobre o funcionamento dos Conselhos será conduzida por meio de um questionário que pode ser preenchido online ou em versão impressa. Neste questionário, representantes dessas organizações responderão a perguntas sobre as características e condições de funcionamento de seus conselhos, bem como sobre temas importantes para o fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos, como a mobilização de pessoas e instituições locais e os desafios da gestão do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente. Além de descrever a situação atual, tal levantamento permitirá uma comparação com os dados obtidos em 2006, permitindo uma análise crítica do desenvolvimento desses atores no período e insumos para o planejamento de ações que visem seu fortalecimento.

“A atualização da pesquisa Conhecendo a Realidade reforça o comprometimento do Conanda e da Secretaria de Direitos Humanos em fortalecer os conselhos, reconhecendo seu papel estratégico para a efetivação do Sistema de Garantia de Direitos de crianças e adolescentes”, afirmou o coordenador geral do Sistema de Garantia de Direitos da SDH/PR, Marcelo Nascimento.

Ajude a divulgar
Estamos levantando e atualizando alguns dados cadastrais dos Conselhos que serão importantes para o envio dos questionários da pesquisa. Clique aqui, acesse o formulário e envie as informações cadastrais. O preenchimento é bastante simples e rápido.

Caso você não participe de um Conselho, mas conhece alguém que participa, ajude a divulgar essa iniciativa

prómenino

Causa da morte de Amy Winehouse ainda é desconhecida



Cantora, de 27 anos, foi encontrada morta em sua casa no norte de Londres

LONDRES - A causa da morte da cantora britânica Amy Winehouse é ainda desconhecida. A polêmica cantora, de 27 anos, foi encontrada morta neste sábado em sua residência em Londres. Ela lutava há anos contra problemas com drogas e álcool. A morte da cantora foi confirmada em sua casa, em Camden Square, na zona norte da capital britânica.

De acordo com o serviço de ambulâncias da capital britânica, Winehouse já estava morta antes de as duas ambulâncias chegarem à sua casa.

'Não saí em busca da fama'
A cantora alcançou a fama com o álbum "Back to Black", cuja mistura de jazz, soul, rock e pop clássico foi um sucesso mundial. O CD ganhou cinco prêmios Grammy e fez da cantora, com seu penteado extravagante e tatuagens, uma das estrelas mais reconhecidas da música. "Eu não saí em busca da fama", disse Winehouse à AP quando o CD "Back to Black" foi lançado. "Eu apenas faço música".

Mas, no fim, a música foi ofuscada pela fama e pelos demônios da cantora. Os tabloides noticiavam as aparições inconstantes em shows, as brigas durante bebedeiras, períodos em hospitais e clínicas de reabilitação.

Nascida em 1983, filha do taxista Mitch Winehouse e da farmacêutica Janis, Amy cresceu nos subúrbios de Londres e começou sua carreira cedo. Quando tinha 10 anos, ela e uma amiga formaram um grupo de rap, o "Sweet'n'Sour". Seu disco de 2003, "Frank", que apresenta influência do jaz, foi bem recebido e vendeu bem na Grã-Bretanha.

Logo depois, Winehouse passou por uma crise, quando terminou com seu namorado, teve problemas para compor e, como ela disse mais tarde, fumou muita maconha. "Eu passei por uma crise de criação muito longa", disse ela em 2007. "E como escritora, sua autoestima é baseada literalmente na última coisa que você escreveu... Eu pensava 'o que aconteceu comigo?'".

No mês passado, Amy Winehouse cancelou uma turnê na Europa após ter sido vaiada durante um show na Sérvia, por aparentemente estar bêbada demais durante a performance. O agente dela disse na época que a cantora iria se recolher para iniciar uma "recuperação".

As informações são da Associated Press

Estadão

Mulher que sequestrou bebê em São Gonçalo pede perdão e diz que se arrependeu



RIO - 'Minha pequena está aqui e não vai sair nunca mais. Sem mim, ela não vai nem para tomar banho'. Assim a auxiliar administrativa Elisa Silva Barbosa resumiu, no início da madrugada deste domingo, o alívio ao reencontrar a filha recém-nascida, Ayana Mlila, sequestrada de dentro do Hospital São José dos Lírios, em São Gonçalo, na noite de sexta-feira . O pai da criança, Joffre Lazarius, foi até a cidade de Cordeiro, onde mora Tanit Cardoso Peixoto, de 27 anos, a ex-estagiária de enfermagem que raptou a criança e, se dizendo arrependida, se apresentou à polícia horas depois.

Usando um jaleco branco e um carteira profissional falsa (não há a informação se de médica ou de enfermeira), Tanit entrou no hospital e se apresentou aos pais de Ayana como pediatra. Afirmou que precisava levar o bebê para fazer exames e fugiu com a criança dentro de uma bolsa, pela porta da frente da unidade.

Já com a filha nos braços, Eliza, muito emocionada, afirmou que tinha certeza de que a criança seria encontrada. Comparou o episódio a um pesadelo e afirmou que ela e a filha nasceram de novo. Não poupou críticas à segurança do hospital e, principalmente, à Tanit. A sequestradora, mãe de dois meninos (3 e 6 anos), pediu perdão à família de Ayana e justificou sua atitude argumentando que sempre sonhou em ter uma filha. Segundo ela, até dois meses atrás, ela criava uma menina, que lhe foi dada pela mãe biológica. A mulher, porém, se arrependeu e exigiu que Tanit devolvesse a criança. A explicação, porém, não comoveu Eliza.

- Jamais vou perdoar essa mulher. Não quero saber se ela perdeu uma filha ou não. O que ela fez foi coisa de monstro, não de ser humano. Minha outra filha (de um casamento anterior), de 4 anos, ficava perguntando onde estava a maninha dela, por que o monstro levou a maninha dela - lembrou Eliza, no hall do hospital.

Com o 'coração a mil', como ela mesmo definiu a sensação de receber a filha de volta, criticou o hospital São José, uma unidade particular, no bairro do Zé Garoto, em São Gonçalo.

- Entraram e saíram pessoas (do hospital) sem nenhuma identificação. Essa mulher (Tanit) não apresentou nem um crachá. Uma funcionária desconfiou, mas não fez nada. Minha filha estava aqui dentro, e foi daqui que a tiraram. Fiquei muito triste com a questão da segurança.

Pai da recém-nascida, Joffre também afirmou não ser capaz de perdoar Tanit e fez coro à esposa ao comentar a facilidade com que a criança foi raptada.



- Se ela (Tanit) sabe a dor de perder uma filha, como é capaz de fazer isso com o filho dos outros? Se eu a encontrasse, não sei do que seria capaz. E me incomodou muito como ela conseguiu levar minha filha. Antes de entrar aqui, ela tentou fazer a mesma coisa em dois hospitais públicos, mas foi barrada na porta. A gente imagina que isso acontece em hospital público, mas não num privado, como a São José. Pagamos um plano de saúde caro e temos que passar por isso - criticou.

Mãe e filha deixaram o Hospital São José dos Lírios neste domingo. Com a menina nos braços, os pais deixaram o hospital sob aplausos. A doméstica Benedita de Souza, de 41 anos, foi uma das que vibraram pelo desfecho feliz da história.

- Estou com meu marido internado aqui e acabei fazendo amizade com eles. Todos estavam torcendo para que encontrassem a menina. Foi uma vitória - comemora ela, enquanto fotografa a bebê.


Tanit sustenta que não premeditou o sequestro. Ela disse ter ido a São Gonçalo visitar amigos que fez no hospital quando trabalhava como estagiária de enfermagem. Segundo ela, ao entrar no quarto em que estavam Ayana e os pais, pediu para ver se estava tudo bem com a criança, mas ao pegá-la nos braços,"se apaixonou" pelo bebê, o colocou numa bolsa e saiu pela porta da frente da São José. Em seguida, embarcou num táxi até Itaboraí, onde comprou roupas e artigos para bebê, como fraldas e mamadeira, antes de ir para Cordeiro. No dia seguinte, foi à casa do pai, na mesma cidade, e, se dizendo arrependida, prometeu que se apresentaria à polícia.

Tanit contou ainda, que pouco antes de ir à polícia, assistiu na televisão a uma reportagem sobre o sequestro da criança. Só então se apresentou à delegacia de Cordeiro, onde confessou o crime. Ela foi trazida para a 72ªDP (São Gonçalo), responsável pelo caso.

- Eu tenho dois filhos e estava criando uma menina. Mas como não tinha documentação, há dois meses, a mãe biológica pediu a criança de volta. Pelo amor de Deus, quero pedir perdão à família. Ao passar pela guarita do hospital, me arrependi. No dia seguinte, vi que não podia fazer essa família passar pela mesma dor que eu passei quando levaram minha filha. Fui à delegacia por vontade própria e estou aqui para pagar pelo que fiz - chorando, afirmou Tanit, que disse ser adotada.

De acordo com Jofre, o pai da criança, assim que Tanit saiu da loja de Itaboraí, o proprietário do comércio, que conhece os donos do Hospital São José, entrou em contato para contar que a sequestradora havia feito compras. A partir dessa pista, a polícia chegou à Tanit, que garante não ter feito qualquer mal à criança:

- Dei banho, perfumei a criança e a coloquei no bebê-conforto do meu carro para levá-la à delegacia.

O Globo

Recebi intimação para quitar uma dívida, mas não posso pagar. O que devo fazer?



Blog Sophia Carmago

Redes sociais estão transformando a vida amorosa e dando origem a um novo código de conduta


RIO - Há um mês, os 517 amigos de um designer carioca, de 36 anos, acharam que ele estava brincando quando trocou o status de "casado" por "solteiro" em seu perfil no Facebook. Por sete anos, o músico e a mulher formaram uma espécie de casal 20 da galera. Após cair a ficha, enfim, os amigos começaram a postar comentários do tipo "não curti", "também não curti", "como assim?" na página dele.

Para a ex-mulher, ele justificou o ato - sacramentado na rede social três dias após a separação - dizendo que preferiu dar a notícia a todos logo de uma vez a ter que ficar se explicando a cada amigo que encontrasse no Baixo Gávea. Seria menos doloroso, alegou ele. Ela, por sua vez, ainda tenta assimilar a dimensão que o rompimento tomou, com sessões extras de terapia particulares e em grupo.

Para alguns, ele teve uma atitude egoísta. Para outros, não. Comunicar o fim de um namoro ou casamento na internet é uma decisão unilateral? Qual é a medida para anunciar ao mundo, literalmente, o término de uma relação, sem desrespeitar o luto alheio? Estas e outras questões, nascidas no mundo virtual mas com implicações bem reais, têm alimentado reflexões e discussões, seja em mesas de bar, em consultórios de psicanálise ou em teses acadêmicas. O fato é que as redes sociais, em diferentes graus, estão causando uma série de transformações nos relacionamentos amorosos. Após saias justas, crises de ciúme e muito bafafá, aos poucos está surgindo um conjunto de novas regras de etiqueta entre os 38,4 milhões de brasileiros que usam Facebook, Orkut e Twitter, segundo números da pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online no mês passado.

- Os códigos estão sendo criados, entre erros e acertos, pois ninguém sabe ainda aonde isso tudo vai dar - diz o psicanalista Miguel Calmon, que não tem conta em nenhum site de relacionamento, mas costuma participar de debates sobre o tema no jantar com os filhos ou em seu consultório. - O mais importante é ser cauteloso e não fazer uma crítica radical e reacionária das relações intermediadas pelo Facebook, caracterizando-as como de segunda ou quinta categoria, já que as pessoas tendem a achar que amor verdadeiro era o vivido no passado. Essa revolução comportamental está transformando a forma de pensar o amor.

Para muita gente, principalmente as pessoas que ainda não entraram nessa onda, o amor nos tempos das redes sociais é mais impessoal. O psicanalista Joel Birman pondera: o momento é mesmo de repensar os preconceitos.

- Para usar uma metáfora grega, diria que o Facebook é a Acrópole contemporânea - compara. - É um espaço social legítimo, real. A rede social abriu um espaço onde as pessoas podem restaurar laços de amizade e sentimentais numa época em que a dinâmica da metrópole moderna é uma correria só. E isso tudo precisa ser visto com leveza, de preferência sem moralismo.

A professora Fernanda Paixão, de 29 anos, demorou seis meses até conseguir excluir o ex-namorado de sua lista de amigos no Facebook. Por questão de dias, não deu de cara com as fotos do casamento dele no mural. Ela diz que foi difícil se livrar dos vínculos, a história era antiga. O rolo começou em 2006, num tempo em que o Orkut ainda reinava absoluto - não há dados oficiais, mas calcula-se que hoje, no Brasil, existam 22 milhões de usuários do Facebook e 30 milhões do Orkut.

- Namoramos de 2006 a 2007, e após o término encerrei minha conta no Orkut. Mas continuamos enrolados por mais alguns anos e, nesse tempo, nós dois entramos no Facebook. Foram muitas sessões de análise para saber se o tirava, ou não, da minha lista de amigos. Quando vi que acompanhar o perfil dele estava virando um vício, tomei coragem - conta Fernanda que, até hoje, segura o dedinho para não convidar o ex para ser mais um entre os seus 460 amigos.

Autoras do livro "Mulher, vamos descomplicar?", as psicanalistas Luciana de la Peña e Ana Franqueira lembram que as crises sentimentais deflagradas em redes sociais dominaram o seminário "Encontros & Desencontros - Ele simplesmente não está a fim de você", realizado no mês passado no Espaço Trocando Ideias, no Jardim Botânico.

- O que você vai ganhar rastreando a vida do ex pelo Facebook? No máximo, vai ficar sabendo em tempo real que ele entrou numa boate e, no dia seguinte, conferir em fotos o quanto ele se divertiu - diz Luciana. - O problema dos relacionamentos não é o mundo virtual, mas o uso que as pessoas fazem dele.

Após um rompimento, a faxina nos álbuns de fotos criados no Facebook ou Orkut é procedimento de praxe. Mas o problema é que tem sempre aquele melhor amigo do casal que acaba postando uma foto antiga que pode dar aquela angústia no peito de um deles, ou de ambos. Pior é quando alguém repassa uma mensagem cheia de duplos significados que o ex escreveu, mostrando que a vida vai muito bem, obrigado. No mundo virtual, os "falecidos" costumam ressuscitar com a maior desenvoltura.

Não à toa, foi lançado um programinha chamado Ex-Blocker, que tem a missão de bloquear tudo (tu-do!) relacionado à antiga cara-metade. Basta inserir o primeiro e o último nome do dito(a) cujo(a) na conta no Twitter e no Facebook. O site da empresa criadora do software, em blockyourex.com , informa que, hoje, cerca de 14.900pessoas são bloqueadas através dele.

A administradora de empresas Vivian Mattos, de 28 anos, precisa urgentemente ser apresentada ao Ex-Blocker. Há dois meses, ela entregou sua conta do Facebook nas mãos de uma amiga, pediu para que ela trocasse a senha e, desde então, não entrou mais na rede. Tudo para não ficar com vontade de fuxicar a vida do ex, no melhor estilo "o que os olhos não veem o coração não sente".

- Nunca fui muito adepta de redes sociais, mas acabei entrando na onda do Facebook e, quando terminei, fui obrigada a mudar meu status para solteira. Quando fui ver o dele, adivinha?, ele já havia mudado antes de mim. Que decepção! A tristeza aumentou - lamenta. - E ainda tive que ouvir de uma colega do trabalho que se ele mudou de status é porque acabou mesmo...

Nada como um dia após o outro: Vivian jura que está conseguindo se recuperar e que está mais feliz sem a tentação de acessar o Facebook a todo momento através do celular, como antes.

- Quando quero falar com algum amigo, pego o telefone e ligo. As pessoas estão ficando loucas com o Facebook, os relacionamentos estão frios e a exposição, enorme - opina a moça.

Na alegria ou na tristeza, o Facebook faz parte do enredo de muitas histórias de amor. A teia criada por Mark Zuckerberg em 2004, tema do filme "A rede social" (que, aliás, começa com o fim de um namoro), foi o fio condutor do último relacionamento da estudante de administração Paula Pires, de 20 anos. Ela estava saindo com um carinha que conheceu na PUC fazia meses. Ele tinha feito até a proposta de os dois assumirem um "relacionamento enrolado". Eis que certo dia Paula foi pedida em namoro oficialmente - pelo Facebook.

- Recebi uma mensagem pelo site com uma declaração de amor fofa, com uma solicitação de relacionamento sério. Sou contra assumir um namoro no Facebook assim tão rápido, mas foi tão bonitinha a atitude dele que acabei aceitando - conta Paula, que namorou o rapaz por 11 meses.

Solteira há menos de um mês, optou por deixar o campo do status de relacionamento em branco:

- Me recuso a botar que estou solteira. Quem põe isso é porque está querendo provocar alguém ou porque está desesperada.

A troca de status é uma das ações de maior audiência no Facebook. Bote o aplicativo Social Statistics, que coleciona mais de dois milhões de fãs, para rodar no seu perfil e confira o resultado. No quesito Top Posts, a alteração de status sempre figura entre os dez mais comentados.

- As pessoas costumam comentar mais o término de um namoro do que o início. Quando assumi o namoro, meia dúzia de amigas curtiu, desejou felicidades. Mas quando terminei, todo mundo da faculdade me chamou no chat para mostrar uma suposta solidariedade - alfineta Paula.

Curtir a solteirice alheia também pode pegar mal na rede. Em abril, após o término de um namoro de dez meses, a gaúcha Karen Marcelja, de 32 anos, acabou mudando o status de relacionamento para solteira. Dez minutos depois, sua melhor amiga simplesmente "curtiu", o verbo mais conjugado no Facebook, num ato de apoio. Pronto: o barraco online foi parar no Twitter.

- Meu ex-namorado ficou magoado com a atitude dela e foi desabafar no Twitter. Ele começou a mandar um monte de indiretas, essa minha amiga ficou furiosa, e os dois brigaram por mensagens no Facebook - conta Karen, que, no geral, acabou vendo o lado positivo da mudança de status. - Virar solteira desperta um monte de paquerinhas que estavam adormecidas.

No fundo, todo mundo quer é ser amado, dentro e fora da internet, observa Ana Maria Sabrosa, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio:

- De alguma maneira, o ser humano é marcado pelo desamparo e tem necessidade imensa de ser amado. Toda publicação em rede social tem um objetivo. Mas como tudo é subjetivo, às vezes o retorno pode causas frustração, às vezes pode causar felicidade.

Há quatro anos estudando o ambiente social do Facebook, os pesquisadores Amy Muise, Emily Christofides e Serge Desmarais, do Departamento de Psicologia da Universidade de Guelph, do Canadá, não têm dúvidas de que a rede social está tornando o exibicionismo online algo, digamos, mais natural. Mas divulgar aos quatro ventos se é solteiro, noivo, casado, viúvo ou está num relacionamento sério ou numa amizade colorida (ao todo, são nove opções de status no Facebook) tem suas implicações. Não divulgar, também. O ponto mais latente é o ciúme.

- Algumas mulheres se tornam mais ciumentas quando passam muito tempo no Facebook. Num estudo recente, notamos que a exposição detona o gatilho do ciúme, e isso compromete a relação, deixando a pessoa menos satisfeita e menos comprometida com o parceiro - adverte Amy.

Faz sentido. De acordo com uma recente pesquisa da empresa de antivírus Norton, o uso do Facebook é uma das principais causas de divórcios nos Estados Unidos atualmente. A canadense poderia fazer uma extensa lista de dicas para casais evitarem este desfecho e terem uma vida amorosa saudável mesmo sem abrir mão das redes sociais.

- Se você encontrar algo que te deixe desconfortável no mural do seu parceiro, converse sobre isso. Muita informação divulgada no Facebook pode ser mal interpretada - diz Amy.

A forma encontrada pelo casal Luciana e Gustavo Thorstensen, ambos de 37 anos e 16 de casados, para se blindar de ti-ti-tis online foi criar um perfil compartilhado no Facebook.

- Achava ridículo ter um Facebook com o marido, porque isso tira a individualidade. Mas foi o jeito encontrado para evitarmos futuros aborrecimentos. Está dando certo - conta Luciana, que quando escreve uma mensagem no mural de algum dos 253 amigos do casal assina "/LU". - Conheço muitos casais que têm contas separadas no Facebook, mas um tem a senha do outro. Prefiro ser cafona a ser hipócrita.

Perfis compartilhados levam a alguns problemas. Quando o relacionamento termina, a quem pertence a conta? Para alguns, a saída é extinguir o perfil. Em outros casos, um assume a conta, e muda a senha (algo como trocar a fechadura da porta na vida real). A questão da privacidade, como se vê, é complexa. E virou objeto de estudo do mestrando Gustavo Rauber, do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Indraprastha Institute of Information Technology, de Nova Délhi. No total, 744 pessoas participaram da pesquisa, que será divulgada em outubro, no evento WebMedia'11, em Florianópolis. Entre as conclusões, ele confirmou que os indianos, por exemplo, são mais cautelosos do que os brasileiros nas redes sociais.

- A maioria das pessoas ignora os controles de privacidade existentes. Pode ser por desleixo, por autopromoção ou pela falta de intimidade com o sistema - avalia Gustavo.

Especialista no assunto, ele divide bem o que compartilha entre os seus cerca de 250 amigos no Facebook. Menos da metade deste total, por exemplo, soube que ele ficou noivo da namorada há seis meses.

- Dá trabalho, mas através das configurações de privacidade é possível definir os diversos níveis de intimidade por grupos. Apenas os amigos que eu gostaria foram avisados do meu noivado - diz o pesquisador mineiro, de 28 anos. - Todos nós estamos limitados a um certo número de amizades, seja por falta de tempo ou pela nossa capacidade cognitiva. O valor mediano para tal limite é estimado em 150 amizades, conhecido como número de Dunbar. E esse número foi confirmado no Facebook: apesar de você ter dois mil amigos, não consegue manter contato com muito mais de 150 pessoas.

A administradora Bárbara Bretas, de 34 anos, é um exemplo de usuária seletiva. Em seu perfil, são 134 amigos contados nos dedos. Para ela, rede social é coisa séria. Foi através do Facebook, inclusive, que conheceu seu atual namorado, o piloto Gustavo Perrota, de 29. A história é um conto de fadas com toques bem contemporâneos: certo dia, uma amiga em comum resolveu bancar o cupido e sugeriu que ela desse um confere na ficha e nas fotos de Gustavo na sua lista de amigos (encontro às escuras entrou mesmo em extinção). Mas qual não foi a surpresa ao dar de cara com o aviso "Gustavo Perrota está em um relacionamento sério", que parecia piscar no monitor. Hoje, aos risos, ele explica o acidente de percurso:

- Eu já estava de saco cheio da quantidade de periguetes querendo me adicionar, então resolvi mudar meu status de relacionamento.

Sobrou para a amiga-cupido desfazer o mal-entendido. Em cinco minutos, o status de relacionamento dele ostentava um atraente "solteiro" de novo.

- Quando vi que ele estava solteiro mesmo, comecei a olhar as fotos, vi que era gatinho, e dei o aval para a nossa amiga nos apresentar - conta Bárbara.

Os dois saíram pela primeira vez no último carnaval e não se largaram mais. Quer dizer, já rolaram umas briguinhas, o suficiente para para ela tirar do perfil que estava em um "relacionamento sério com Gustavo Perrota"...

- Para não virar bagunça, depois da terceira troca de status, resolvemos agora deixar essa lacuna em branco. Não quero mais dar satisfação para ninguém sobre a nova vida amorosa - avisa Bárbara.

Roteirista da peça "Adultério", em cartaz no Teatro do Leblon até o fim do mês, o dramaturgo Daniel Herz, da Companhia Atores de Laura, levou o mito da traição virtual para o palco:

- É uma discussão aberta. Há quem pense que a chamada traição virtual alivie o desejo da traição na carne - comenta Daniel, casado e com a lacuna do status de relacionamento em branco no Facebook. - Nós conversamos sobre isso e optamos pela discrição.

Pode ser apenas uma coincidência, mas acabou de desembarcar no Brasil um site de relacionamentos que facilita a vida de pessoas casadas que querem pular a cerca. De origem americana, o Ohhtel é gratuito para mulheres. Homens pagam R$ 60 para enviar emails para as pretendentes. Nos sete primeiros dias por aqui, o site atingiu a marca de 63.317 inscritos (no total, são um milhão e 300 mil participantes, de diversos países). Neste caso, só a troca de mensagens é virtual. O objetivo final é a "traição na carne" mesmo.

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