quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quatro casais com portador do HIV esperam bebês sem o vírus


Foram 150 pares atendidos em São Paulo, o que mostra que a gravidez não é garantida na primeira inseminação

BRASÍLIA

Prevista no consenso terapêutico de aids de outubro, a oferta de técnicas seguras para casais com pelo menos um portador do HIV que querem ter filhos começa a dar resultado. Quatro dos 150 casais atendidos no Centro de Referência e Treinamento de Aids de São Paulo aguardam a chegada de seus filhos, com a segurança de que eles não terão o HIV.

Para que a gestação segura fosse possível, foi usada a inseminação artificial, precedida de uma técnica de "lavagem" do sêmen. O procedimento é indicado principalmente para casais sorodiscordantes, em que apenas o homem é portador do HIV.

"Nessa técnica, o espermatozoide é separado e, antes de ser usado na inseminação, ele é testado para nos certificarmos de que ele não está contaminado", afirma o coordenador do Projeto de Fertilidade do CRT-Aids, Waldemar Carvalho.

O médico, que também é do Centro de Reprodução Assistida em Situações Especiais da Faculdade de Medicina do ABC, conta que outra mulher também engravidou, mas poucos meses depois sofreu aborto.

"Informamos aos casais que não é garantida a gravidez já na primeira inseminação", afirma o médico. Dos 150 casais atendidos, nem todos foram submetidos à técnica. "É preciso que determinadas condições sejam adequadas. Entre os parâmetros está a quantidade de vírus presente no organismo, detectado pelo exame de carga viral", completou Carvalho.

Para ser atendido no serviço, é preciso que o casal seja fértil. "Fazemos a inseminação. Não submetemos a mulher a tratamento para aumentar a ovulação nem usamos técnicas de fertilização assistida", conta Rita Sarti, infectologista do CRT.

A inseminação artificial também é indicada quando dois parceiros estão contaminados. "O preservativo nunca deve ser abandonado, mesmo quando os dois integrantes têm HIV. Isso evita a superinfecção, quando um paciente tem contato com um vírus diferente do que o contamina", afirma Rita.

Também para esses casais, a técnica somente é indicada quando exames de carga viral e de CD4 - que identifica a quantidade de células de defesa do organismo - estão em quantidades consideradas ideais.

"A possibilidade de formar uma família retrata um novo momento para os pacientes. Eles não estão mais preocupados somente em preservar a vida, mas fazem planos, contam com futuro distante, o que é extremamente gratificante", afirma Rita.

Esperança

WALDEMAR CARVALHO
MÉDICO

"Nessa técnica, o espermatozoide é separado e, antes de ser usado na inseminação, ele é testado para nos certificarmos de que ele não está contaminado."

RITA SARTI
INFECTOLOGISTA

"O preservativo nunca deve ser abandonado."



Justiça de Minas Gerais manda acusados do caso Eliza Samudio a júri popular

Primo do ex-goleiro do Flamengo será solto

Os desembargadores do Tribunal de Justiça de Belo Horizonte (MG) decidiram, nesta quarta-feira (10), que os acusados de sequestrar e matar Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, irão a júri popular. Por dois votos a um, eles concederam liberdade a um dos réus: Sérgio Rosa Sales, primo do ex-atleta do Flamengo.

Na audiência realizada na 4ª Câmara Criminal, os desembargadores negaram o pedido do Ministério Público para que Fernanda Gomes de Castro, Dayanne Souza, Elenilson da Silva e Wemerson de Souza respondam também pelo homicídio de Eliza.

Sales, que também é conhecido como Camelo, está preso na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), e deverá ser solto na quinta-feira (11).

Acusações

Bruno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Sérgio Rosa Sales, o Camelo, respondem por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e cometer um crime com intuito de garantir impunidade por outro), sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver.

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Fernanda Gomes de Castro, ex-amante de Bruno, foi pronunciada pelo sequestro e cárcere privado de Eliza e de seu filho. Já Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher do jogador, Elenilson da Silva e Wemerson de Souza responderão pelos mesmos crimes, mas cometidos apenas contra o filho da vítima. Todos os réus alegam inocência.

Desaparecimento
O desaparecimento de Eliza Samudio completou um ano em junho deste ano. No dia 4 de julho de 2010, Eliza fez um último contato por telefone com uma amiga. Apesar de a polícia ainda não ter encontrado o corpo dela, o delegado responsável pelo caso diz que as investigações concluem que ela está morta. O ex-goleiro do Flamengo é apontado como o mandante do crime.

Quatro réus do caso estão presos: Bruno, Macarrão, Sérgio e Bola, que é ex-policial civil e seria acusado de outros crimes. Outros quatro acusados estão em liberdade: Dayanne, Fernanda, Elenilson e o Coxinha. Todos os envolvidos negam o crime.
Versão da polícia

De acordo com a versão da polícia, Eliza e seu filho, na época do desaparecimento da mãe com quatro meses, foram sequestrados e levados para o sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Lá, os dois teriam sido mantidos reféns por alguns dias. A jovem teria sido espancada nesse período.

A polícia diz ainda que, no dia 7 de julho, Eliza foi levada para a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano. Lá, ela teria sido estrangulada até a morte e depois teve o corpo esquartejado. Parte dos restos mortais foram dados como comida para cachorros rottweilers do policial. Bola nega.

R7

MP vai lançar campanha de alerta sobre consumo de drogas


RIO - Com o objetivo de alertar a sociedade para os riscos do consumo de drogas, garantirndo o tratamento adequado ao usuário e sua reinserção à sociedade, o Ministério Público do Rio vai lançar na próxima sexta-feira, às 9 horas, a Campanha "Combate às Drogas - Restabelecendo Laços", com ênfase no crack.

O MP vai orientar políticas públicas e programas para auxiliar a família dos usuários, como o encaminhamento aos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS, e deverá adotar medidas judiciais para garantir o tratamento em caso de falta de vagas ou recusa no atendimento.

Promotores e servidores do MP estão sendo capacitados para atuarem nessa frente, e um mapeamento dos municípios fluminenses com mais de 70 mil habitantes já está sendo feito para identificar quais possuem centros especiais para o tratamento da dependência química. Após o levantamento, o MP vai procurar autoridades municipais para debater a criação e a manutenção desses centros. O trabalho será realizadopor promotores das áreas Criminal, Cível, da Tutela da Saúde, da Tutela Coletiva da Cidadania e da Infância e Juventude.

O Globo

O ORGULHO GAY, O ORGULHO HÉTERO E O ORGULHO DE SER IDIOTA.


O mundo debate o estranho projeto de lei aprovado em São Paulo, pela Câmara de Vereadores, que cria o tal do “Dia do Orgulho Hétero”.

Celebridades se manifestam contra ou a favor. Políticos aproveitam a oportunidade para arrecadar votos de um ou de outro lado. Artistas soltam seus pitacos aqui e ali. A imprensa internacional mete o pau (com razão) e critica a medida, que claramente disfarça o preconceito contra os homossexuais, e ocupa o espaço do debate de questões muito mais importantes.

Mas, se olharmos mais profundamente a questão, veremos com clareza repentina que essa excrescência é fruto do exagero das tais “ações afirmativas” propostas recentemente por lideranças homossexuais ávidas em garantir para si os holofotes e angariar poder político ou sair do anonimato.

O preconceito contra os homossexuais é algo muito arraigado em nossa sociedade e é fortemente abraçado por instituições religiosas que moldam a cabeça da grande maioria de nossa população. No entanto, essa era uma visão que vinha mudando lentamente, de forma natural e progressiva, com a evolução do pensamento social e a proximidade de nossa sociedade com culturas mais tolerantes.

Infelizmente, essa não é uma mudança que ocorra “da noite para o dia” e pode levar gerações para que o pensamento preconceituoso regrida a um patamar “aceitável”. Antes que você me crucifixe; o “aceitável” aqui expressa a verdade universal de que o preconceito é fruto da ignorância e do medo. Portanto, ele é inerente ao ser humano e jamais terminará.

Sempre haverá os que odeiam os “crioulos”, os que odeiam “as bichas”, os que odeiam “as baleias”, os que odeiam “os sapatões” e os que odeiam qualquer coisa que seja diferente do mundo que os cerca ou da imagem de “normalidade” que eles têm do mundo.

Preconceito racial, sexual, estético ou de qualquer natureza se combate na sala de aula e em casa com educação de verdade. Com preparo para a convivência com o diferente e com a semente da tolerância e da compreensão de que cada um pode fazer de sua vida o que bem quiser, desde que não violente o próximo.

Por este aspecto devemos perceber as tais “ações afirmativas”, geralmente muito mal aplicadas e direcionadas, unicamente como um atalho que deseja impor um conceito que a sociedade simplesmente recusa ou não está preparada para assimilar.

Entender que homofobia não é contar uma piada sobre gays, não é imitar os trejeitos e exagerar na voz e nos modos para imitar um possível comportamento ou mesmo pregar que diante de Deus o homossexualismo é uma aberração (por mais idiota que isso possa soar, o pensamento religioso é criado num mundo próprio e arcaico ditado por preceitos muito mais arcaicos que podemos imaginar).

Homofobia é partir do pensamento para a ação. Homofobia é agredir física e psicologicamente com o intuito de causar dor e sofrimento em outro ser humano apenas porque você o odeia por ser diferente do que você imagina ser “normal”.

Por que a palavra usada é sempre “tolerância” quando o assunto é combater o preconceito seja qual for? Porque se parte do pressuposto que você pode não gostar de negros, de homossexuais e etc… contudo, socialmente, deve aprender a viver com as diferenças que a raça humana e o convívio social impõem. E, como isso é feito? Trabalhando o pensamento das pessoas para que percebam que o preconceito é algo infundado e fruto de sua própria ignorância.

Leis rígidas que punam fortemente os crimes de ódio e levem realmente os homofóbicos ou os racistas violentos para a prisão por longos períodos são muito mais eficientes do que impor a sociedade cartilhas de apologia ao homossexualismo para crianças de tenra idade, por exemplo.

Exageros como este, fortalecem os núcleos homofóbicos e apenas dão força às vozes preconceituosas para que se levantem e vomitem seu mal sobre todos nós. As últimas investidas de um deputado querendo “deixar seu nome na história” – como ele mesmo disse – serviram apenas para provocar e aumentar o ódio aos homossexuais e promover uma verdadeira (e uníssona) campanha antigay por todas as vertentes das religiões cristãs em nosso país (algo que nem mesmo o combate à fome conseguiu).

Enquanto o combate ao preconceito de qualquer natureza não for levado a sério e encampado por pessoas que não desejam ter o seu nome na história, mas sim mudar a sociedade de forma responsável e através de uma mudança de pensamento – que só vem com uma abordagem científica e desapaixonada da coisa – calcada em uma educação verdadeiramente de qualidade e voltada para todos; nosso país deverá pensar seriamente na criação do “Dia do Orgulho de Ser Idiota” para fazer valer a enorme massa de imbecis que desejam apenas se promover e lançar nossa sociedade nas trevas da exacerbação dos preconceitos e no caos completo de conflitos que deveriam ter sido encerrados desde o fim do século XIX.

Pense nisso


Visão Panorâmica

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Polícia encontra drogas em Manguinhos que fazem referência à Amy Winehouse


RIO - A fama de usuária de drogas da cantora inglesa Amy Winehouse - encontrada morta em sua casa em Londres no fim de julho - inspirou traficantes do Rio, que batizaram entorpecentes com o nome da artista. Policiais do 22º BPM (Maré) encontraram, durante operação que está sendo realizada nas favelas de Manguinhos e Mandela, em Manguinhos, pacotes de cocaína e pedras de crack que trazem o nome da diva.

Durante a operação desta terça-feira, a polícia encontrou ainda uma casa usada por traficantes para embalar drogas. Segundo informações do batalhão, os agentes apreenderam um fuzil calibre 762, uma submetralhadora 9mm e uma granada.

A operação ainda está em curso e, até o momento, não houve prisões. Há registro de tiroteio na chegada da equipe, mas a polícia não tem informações sobre feridos.

Segundo o tenente-coronel Gláucio Moreira, comandante do batalhão, o objetivo da ação é reprimir o tráfico de drogas. Um veículo blindado dá apoio às equipes.

O Globo

A Beleza dos Cães Adotados!!!










O que mais impressiona nas fotos , não é a beleza que eles ficaram, mas sim a mudança do olhar de cada um deles!! Percebam o que o amor que se dedica a um animal abandonado é retribuído com seu olhar de felicidade e gratidão eterna!!
Fotos de cachorros adotados (Antes e depois)
No Brasil, embora não haja uma estatística oficial, o número de animais deve ultrapassar 300 mil simplesmente “jogados fora” e abandonados à própria sorte. E, o que é pior: 85% (oitenta e cinco por cento) morrem nos primeiros 20 dias, a maioria por acidentes de trânsito.







É INCRÍVEL A DIFERENÇA!!! TODO ANIMAL TRATADO COM CARINHO E RESPEITO FICA SIMPLESMENTE LINDO!!!
Apoie a campanha de adoção!!!
Não compre, adote!!!!!!!!
Não existe animal feio...
existe animal mal tratado!!!!
Adote um amigo!!!
ADOTAR É TUDO DE BOM!!!!
Faça parte dessa campanha...
DIVULGUEM!!!!

"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem."
Arthur Schopenhauer

E-mail enviado pela querida prima, amiga e coloboradora Nélia Regina Gomes Pereira

Merendeira já teria demonstrado problemas em outra escola no RS

Segundo depoimentos da diretora e da vice-diretora, de uma escola que a merendeira, acusada de envenenar alunos, trabalhou anteriormente, ela já apresentava sinais de perturbação. O a dvogado de merendeira contesta a confissão de envenenamento.

R7

Fumar nos primeiros minutos após acordar eleva risco de desenvolver câncer


RIO - Dois novos estudos descobriram que fumantes que costumam consumir seu primeiro cigarro logo depois que acordam pela manhã podem ter maior risco de desenvolver câncer de pulmão, cabeça e pescoço. Publicados na revista "Cancer", da Sociedade Americana de Câncer, os resultados podem ajudar a identificar fumantes com risco especialmente alto de ter a doença e que se beneficiariam de intervenções voltadas para eles, com a intenção de reduzir a probabilidade de sofrerem de um problema sério.

O hábito de fumar aumenta as chances de um indivíduo desenvolver diversos tipos de câncer. Mas por que apenas alguns fumantes têm câncer? Joshua Muscat, PhD, do Penn State College of Medicine in Hershey, nos Estados Unidos, e seus colegas investigaram se a dependência de nicotina caracterizada pelo horário do primeiro cigarro depois que a pessoa acorda afeta o risco do fumante de desenvolver tumores nas regiões citadas independente da frequência com que a pessoa fuma e também a duração desse ato.

A análise referente ao câncer de pulmão incluiu 4775 casos da doença e 2835 casos de controle, todos fumantes regulares. Comparados com indivíduos que fumaram mais de 60 minutos depois de acordar, os que fumaram em 31 a 60 minutos depois de levantar eram 1,31 vezes mais propensos a desenvolver um tumor no pulmão, e os que fumaram em até 30 minutos após acordar tinham 1,79 vezes mais chances de sofrer da doença.

Já o estudo envolvendo câncer de cabeça e pescoço incluiu 1055 casos da doença e 795 casos de controle, todos com um histórico de fumante. Comparados com pessoas que fumaram mais de 60 minutos depois de acordar, as que consumiram o primeiro cigarro em 31 a 60 minutos depois de saírem da cama eram 1,42 vezes mais propensos a desenvolver câncer de cabeça e pescoço, e os que fumaram em 30 minutos tinham 1,59 vezes mais chances de apresentar algum tumor nessas regiões.

- Esses fumantes têm maiores níveis de nicotina e possivelmente outras toxinas derivadas do tabaco em seus organismos, e eles podem ser mais viciados que os fumantes que se abstenham de fumar por meia hora ou mais - disse Muscat. - Pode ser uma combinação de genética e fatores pessoais que causam uma maior dependência a nicotina.

O Globo

Estudo revela abismo educacional entre classes média e alta



Com a adesão de cerca de 40 milhões de pessoas na última década, a classe média tornou-se majoritária no Brasil, englobando 52% da população. Mas a ambição do grupo por novas chances de ascensão pode ser bloqueada pelo abismo educacional que o separa da classe alta, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE).

Feito com base na última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), de 2009, o levantamento revela que, embora os índices educacionais da classe média tenham avançado bastante nos últimos anos, seguem distantes dos da classe alta: ao passo que 87% dos brasileiros mais ricos concluem o ensino médio, apenas 59% da classe média alcançam o mesmo estágio.

O grupo também fica muito atrás quanto a anos de estudo e gastos com educação. Enquanto cada membro da classe média despende, em média, R$ 52 com educação por mês, entre os mais ricos, o gasto chega a R$ 220.

Batizada de A Classe Média em Números, a pesquisa traça os perfis das três faixas de renda brasileiras (baixa, média e alta) conforme critérios educacionais, habitacionais e regionais e define como classe média os brasileiros com renda familiar mensal entre R$ 1.000 e R$ 4.000.

Segunda faixa mais numerosa, a classe baixa representa 34% da população; já a classe alta é engloba 12% do total dos brasileiros.

Acesso às universidades
Para o secretário de Assuntos Estratégicos da SAE, Ricardo Paes de Barros, "o acesso à educação é a grande diferença entre as classes média e alta".

Segundo ele, o levantamento mostra que a classe média dá crescente importância à educação - o grupo vem investindo quantias cada vez maiores com os estudos.

Para reduzir a distância que a separa da classe alta, porém, Paes de Barros diz ser necessário dar maior ênfase à qualidade do ensino médio público e ampliar o acesso da classe média às universidades e ao ensino técnico.

O acesso à cultura também se mostra uma grande barreira entre os dois grupos: enquanto cada integrante da classe média gasta R$ 37 por mês com recreação e cultura, os mais ricos gastam R$ 127.

Nesse caso, o secretário afirma que a classe média tem a desvantagem de crescer mais em cidades médias e pequenas, onde a oferta de bens culturais é menor. "Precisamos ver como levar cultura até eles", disse à BBC Brasil.

Bens e serviços
A pesquisa revela ainda disparidades entre os grupos populacionais quanto ao acesso a bens e serviços.

Apenas 30% da classe média tem acesso à internet em casa, índice bem inferior ao da classe alta (72%). O telefone fixo está presente em 48% dos domicílios de classe média e em 81% dos lares mais ricos.

Há ainda diferenças significativas no acesso a saneamento adequado (76% na classe média, 92% na alta) e gastos com saúde (R$ 135 por mês por pessoa na classe média, R$ 438 na alta).

BBC Brasil

Procurador defende a internação de menores de 12 anos suspeitos de arrastões em lojas de São Paulo


SÃO PAULO - As meninas, com idade entre 5 e 12 anos, apontadas por comerciantes da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, como responsáveis por uma onda de arrastões a lojas estão de volta às ruas. No sábado, nove haviam sido apreendidas e levadas para um abrigo pelo Conselho Tutelar. Mas elas foram embora no mesmo dia, depois de tomarem um banho, segundo a Prefeitura de São Paulo. O procurador de Justiça Paulo Afonso Garrido de Paula defende a internação provisória dessas crianças.

O Estatuto da Criança e do Adolescente não permite que crianças de menos de 12 anos fiquem apreendidas na Fundação Casa (ex-Febem), instituição que abriga menores infratores. Algumas crianças são levadas para o Conselho Tutelar, mas como a família não é encontrada, elas acabam voltando para a rua.

O Conselho Tutelar diz que o estatuto é claro e não pode ser impedido o direito de ir e vir da criança.

- Elas entraram no abrigo, tomaram banho e foram embora. É o direito de ir e vir. Não podemos aplicar medidas sócio-educativas - diz Vitor Pegler, do Conselho do Direito da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Participação e Parceria.

Mas, para o procurador de Justiça Paulo Afonso Garrido de Paula, um dos criadores do ECA, a internação provisória da criança é válida em caráter excepcional .

- Hoje, levam essas crianças para um abrigo, elas saem no mesmo dia, voltam para as ruas e dizem que é assim mesmo. Não, não é assim. Estamos diante de uma situação excepcional, tem que dar um tratamento diferenciado e a lei permite isso. O ECA não prevê omissão. O abrigo não tem privação de liberdade? Numa casa também não tem. Mas isso não significa que uma criança de nove, dez anos pode levantar e passar a noite fora. Tem que ter bom senso - afirma o procurador.

E complementa:

- Quando, em razão da própria conduta da criança, se verificar a violação do direito dela, como o direito à saúde, ameaça à própria vida, ou mesmo cometer crimes, A justiça pode determinar, excepcionalmente, a internação provisória. Isso numa tentativa de reinserir essa crianças, tirá-la da rua e fazer cessar imediatamente o perigo em que ela vive - afirma o procurador de Justiça.

Segundo ele, a lei permite, em situação de emergência, que a criança seja acolhida e apresentada ao Judiciário para definir qual o melhor encaminhamento para cada criança.

Nesta segunda-feira, em toda a extensão da Domingos de Moraes havia a presença de policiais. A PM, porém, não confirma se houve reforço na rua. De acordo com a polícia, foram registrados cerca de 20 ataques nos últimos meses. As meninas roubam lençóis, frutas, bijuterias e entram nos ônibus que passam pela Rua Domingos de Moraes para fugir.

- Antes mesmo do meu marido sair da delegacia, após registrar o boletim de ocorrência, elas já estavam soltas, na região da Bela Vista - diz, indignada, uma comerciante, que já teve até um dedo quebrado por uma das meninas em outra tentativa de roubo na sua loja.

Um policial militar que faz rondas na região da Domingos de Moraes disse ao GLOBO que, nesta segunda-feira, a PM foi acionada porque as meninas se preparavam para um novo arrastão. Ao notar a chegada da viatura, o grupo se dispersou no entorno da estação Vila Mariana do Metrô.

Os comerciantes, que preferem não ter seus nomes revelados, estão revoltados com a situação. Eles afirmam que as crianças têm usado tesoura e canivetes nos arrastões. Uma lojista teve um dedo quebrado por uma das menores, enquanto tentava evitar o roubo de uma mercadoria, em novembro do ano passado.

A irmã de uma lojista foi ameaçada com um canivete.

- Durante meses, eu acompanhava minha irmã até o ponto de ônibus e fazíamos caminhos diferentes. Até quando vai isso? Essas meninas sabem que existe a impunidade - conta a comerciante agredida.

Uma outra lojista, que já teve o comércio invadido mais de três vezes, conta que elas dão risada dos policias.

- Elas têm plena consciência da impunidade. Sabem que, se são detidas, estão soltas pouco tempo depois. Elas nos chutam, empurram e você não pode fazer nada. Porque se eu encostar a mão numa criança a lei vai existir para me punir - desabafa uma lojista.

Segundo um soldado que trabalha na Domingos de Moraes, muitas mulheres que conversam no celular enquanto caminham também são vítimas.

- Muitas dessas crianças ainda têm vínculo familiar. Mas há outras em que o vínculo com a rua é maior do que o familiar. Quando essas meninas são abordadas por conselheiros tutelares elas afirmam que estão sem documentos e que a idade é menos de 12 anos. E omitem onde está a família - conta Vitor Pegler, do Conselho do Direito da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Participação e Parceria.

Para as vítimas, muitas meninas aparentam ter mais de 12 anos, e não abaixo disso, como dizem à polícia.

- A que quebrou o meu dedo, por exemplo, tinha mais de 12 anos. Até a mãe de uma dessas meninas já tentou me assaltar, enquanto eu abria a loja - afirma uma vítima do arrastão.

Pegler defende a presença e atuação de um educador de rua para, aos poucos, conseguir descobrir informações e vínculos dessas crianças.

- O Conselho está trabalhando. Das 30 crianças, já localizamos os pais de 15 na semana passada - fala Pegler.

O Globo

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