domingo, 8 de janeiro de 2012

Mapa da Violência mostra que regiões antes pacíficas concentram a maioria dos crimes


“Sem financiamento, esse estudo é feito de forma independente”, pontuou o sociólogo e diretor responsável pelo estudo Mapa da Violência 2012: Novos Padrões da Violência Homicida no Brasil, Júlio Jacobo Waiselfistz, realizado pelo Instituto Sangari. Em sua 12ª edição, o levantamento traz dados desde 1980 que possibilitam uma visão panorâmica da perspectiva do fenômeno da violência homicida no País. Possui dados das 27 unidades federativas, 33 regiões metropolitanas, 27 capitais e 5.564 municípios. Resultado: as taxas de homicídios estagnaram no Brasil, mas a análise delas comprova a migração do crime para regiões que antes não passavam por essa situação.

Para responder a questão: o que mudou nesse período, desde a época em que foram feitos os primeiros mapas, até os dias de hoje? A pesquisa apresenta que, por um lado, os números de homicídios estagnaram, porém as altas são taxas. Esse cenário piora, quando nota-se que esse tipo de violência aumentou em áreas de menor densidade e peso demográfico, conhecidas como regiões pacíficas.

Medo da violência
Tão fato já foi discutido por um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) do Sitema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Segurança Pública, divulgado no início deste mês (2/12), em Brasília. O levantamento revela que cerca de 90% dos brasileiros têm medo de sofrer crimes de homicídios, assalto a mão armada e arrombamento de residência e o medo de agressão física chega a 70%. Já o medo da violência se destaca no Nordeste, em que o percentual entre os entrevistados com muito medo de assassinato é de 85,8% contra 78,4% no Norte e Sudeste. Veja aqui o estudo na íntegra.

Interpretando os números
Na página 18 do estudo, é possível verificar o número total de homicídios de 13.910, de 1980, para 49.932, em 2010. Ou seja, o aumento foi de 259%. Já a outra tabela de evolução das taxas de homicídio apresenta um aspecto interessante: entre os anos 2003 e 2010, o crescimento foi negativo. No entanto, o estudo comenta que as quedas significativas aconteceram em 2004 e 2005. Vários fatores podem ter contribuído para isso, como: políticas de desarmamento, planos e recursos federais e estratégias de enfrentamento de algumas unidades federativas.

O Mapa mostra que nesses 30 anos o Brasil já ultrapassou um milhão de vítimas de homicídio. “Vemos que a média anual de mortes por homicídio no País supera, e em casos de forma avassaladora, o número de vítimas em muitos e conhecidos enfrentamentos armados no mundo”, de acordo com trecho retirado do estudo (página 20). Ele ainda afirma: “A gente não consegue ver a concreticidade dos fatos. Em 30 anos, está o número total de mortos igual a uma cidade inteira morta com uma bomba atômica, por exemplo. No Brasil, um País sem conflitos políticos, nem étnicos e religiosos, nem de fronteira, mataram mais gente do que esses países em conflito, em guerra, ou em guerrilha”.

Antes pacíficos, hoje líderes de violência
Já na tabela sobre ordenamento das unidades federativas por taxas de homicídio, entre 2000 e 2010, mostra um aspecto interessante: Alagoas lidera o ranking, com 66,8, em 2010, sendo que 2000 sua taxa era de 25,6. Em segundo está Espírito Santo (50,1) e, logo em seguida, está o Pará (45,9). Por outro lado, houve uma queda em Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. No estado paulista, essa taxa baixou de 42,2 para 13,9. Já, no Rio de Janeiro, a taxa de 2000 era 51 e reduziu em 2010 para 26,2. “Está acontecendo as danças das cadeiras. Fala-se muito em ‘nordestinização’ da violência. As causas aqui são nacionais e não regionais. Na verdade, está acontecendo a disseminação da violência.

Ele também mostrou outra tabela em que apresenta a evolução das sete unidades federativas com as menores taxas de homicídio no ano de 2000. Entre os anos 1980 e 1999, o Brasil passou de 11,7 para 26,2 homicídios em 100 mil habitantes, representando um aumento de 124%. Nesse mesmo período, os sete Estados mais violentos no ano 2000 cresceram 175,7% e os 17 menos violentos no mesmo ano cresciam de forma mais moderada: 48,5%.

Para justificar essa disseminação dos casos de violência homicida, o pesquisador citou que com o aumento dos pólos de crescimento econômico, traz violência a locais sem tanta infraestrutura, além de outros fatos: zonas de fronteiras; turismo predatório; regiões marcadas por ações de desmatamento de sua mata original; e a bandidagem tradicional. Ele também ressaltou a cultura da violência em países da América Latina.

O estudo também possui taxas de homicídio e índices de vitimização por raça/cor. Lá é possível notar que apenas no Paraná é o local que mata mais pessoas brancas do que negras. Em outros Estados, morre-se mais negros do que brancos. Na Paraíba, por exemplo, para cada branco morto, morre 17 negros. Quando o pesquisador questiona por que isso ainda acontece, ele mesmo responde: “a morte do branco é um crime mais visível. Negros mortos em bairros mais afastados não repercutem tanta mídia”.

População jovem morre mais
Outro dado importante é a vitimização juvenil. Há uma elevada concentração dos casos de homicídios na população jovem do País. Entre 15 e 19 anos de idade, essa taxa é de 43,7%, já entre 20 e 24 pula para 60,9%, enquanto de 25 anos até 29 atinge 51,6%. “Nos últimos 15 anos, houve um extermínio da juventude”, pontuou.

O estudo trouxe dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde que registrou 1,1 milhões de vítimas de homicídio. Indica que apenas um grupo pequeno de cidades, 13, por exemplo, alcançou esse número de habitantes no censo de 2010. Com essas estatísticas de mortalidade, no ano de 2010, 50 mil assassinatos no Brasil, com um ritmo de 137 homicídios diários.

Na conclusão do Mapa da Violência 2012, fica registrada a necessidade de políticas públicas para resolverem reformulações e deslocamentos. Sugere inclusive maior diálogo dessas políticas em diferentes esferas (nacional, estadual e municipal) sobre segurança pública. O diretor responsável pela pesquisa comentou que os conflitos dos países da América Latina também podem influencia a cultura de violência no Brasil.

Fonte: Setor3

prómenino

Haitianos descobrem que sonho de vida melhor pode virar pesadelo


No caminho até a chegada ao Brasil, imigrantes sofrem com coiotes, fome e violência

BRASILEIA (AC) - Anoitece em Brasileia e centenas de haitianos se espalham na Praça Hugo Poli, uma das principais da cidade, em animados grupos. Uns ocupam a quadra, outros arriscam manobras na pista de skate, vários conversam sentados em bancos ou ao redor dos quiosques. Em minutos, o burburinho dá lugar a sorrisos e longos abraços. É a chegada de três mulheres, que acabam de descer de um táxi puxando malas de rodinhas, em cujas alças ainda estão presos os tíquetes de companhias aéreas. Uma delas é Rosina François, de 27 anos; sua história se encaixa como uma luva no sonho haitiano de morar no Brasil, ganhar um bom salário e, aos poucos, trazer a família.

Rosina é mulher de Dominique Desne, 34 anos, que chegou ao país em novembro, pela fronteira do Acre, assim como centenas de outros haitianos, como O GLOBO revelou na última semana. Hoje, vive em Sorocaba, no interior de São Paulo. Funcionário de uma empresa de construção civil, ele trabalha como pedreiro, é registrado e mora num alojamento da firma no município vizinho de Votorantim. O salário é de R$ 1.100 por mês. Com horas extras, chega a R$ 1.700, suficiente para alugar uma casa para a família que, em breve, estará de novo reunida. Os próximos a chegar são os três filhos do casal, Loumensa, de 7 anos, Donalason, de 4, e Chenala, de 9.

- Vim porque vi que quem tinha vindo havia conseguido emprego para trabalhar - diz Dominique.

O sonho haitiano de trabalhar no Brasil e ganhar salários de até R$ 4 mil começa numa agência de viagens da República Dominicana, com a qual todos fecharam negócio, mas de cujo nome nenhum diz se lembrar. É lá que são vendidos os pacotes de imigração ilegal, a preços que vão de US$ 1.000 a US$ 2.600. O roteiro é conhecido: República Dominicana, Panamá e Lima. A partir da capital peruana, o trajeto é feito de ônibus, passando por Puerto Maldonado, até Iñapari, última cidade antes da fronteira com Assis Brasil, porta de entrada oficial ao território brasileiro pela rodovia Interoceânica, que liga o Brasil ao Oceano Pacífico, num trajeto de 1.700 km.

O Brasil dos sonhos dos haitianos não tem crise econômica, é carente de mão de obra e, de quebra, ainda há Ronaldo Fenômeno, ídolo dos jovens haitianos. Mas, em Iñapari, o sonho acaba: o trabalho da agência termina ali, a 113 quilômetros de Brasileia. O percurso pode ser feito de carro ou táxi em uma hora e meia. A diferença entre sonho e pesadelo é saber se a Polícia Federal brasileira permitirá a entrada sem o visto obrigatório, que deveria ter sido emitido no Haiti. Desde o Natal, a fronteira está liberada.

Relatos de roubo em travessia no mato

Quem chegou antes, entre novembro e dezembro, foi vítima de boatos de que a passagem sem visto estava impedida e caiu nas mãos de coiotes. Dois irmãos peruanos cobrariam US$ 50 para levar até a fronteira com a Bolívia, e outros US$ 50 para cruzar com os haitianos dentro da mata, numa caminhada de duas horas. Há quem diga que, para simular dificuldade, a dupla fazia os haitianos andarem em ziguezague. Na fronteira da Bolívia, houve quem cobrasse pedágio para evitar que fossem presos. Mais US$ 50. Os que não tinham dinheiro deixaram malas e objetos de valor.

A pé, carregando malas no meio do mato, haitianos contam ter sido também roubados e mulheres, estupradas. Houve até notícias não confirmadas de haitianos mortos no caminho.

Luciene Chachou, de 24 anos, e Joseph Christine, de 37, vivem o pesadelo. Cada uma pagou US$ 1.000 para vir. Ao chegarem em Iñapari, em dezembro, souberam que a fronteira estava fechada e aceitaram o trabalho dos coiotes. Na mata, diz Luciene, as duas foram agredidas e tiveram seus pertences arrancados. Após o susto, chegaram a Brasileia sem saber por onde começar e foram acolhidas por uma haitiana, que alugara uma casa, enquanto esperava pelo visto. Mas, esta semana, a mulher foi embora.

- Estamos na rua, não sabemos onde ficar - diz Joseph Christine, que só fala crioulo, sentada na praça ao lado da amiga e companheira de viagem.

Com a ajuda de um intérprete, ela conta que não gosta da comida oferecida pelo governo do Acre; acha as condições em Brasileia muito ruins e está decepcionada, porque a agência que vendeu "o pacote" disse a ela que, logo ao chegar, começaria a trabalhar. Há cozinheiros, padeiros, pedreiros e profissionais de todo o tipo entre os haitianos na praça de Brasileia.

O problema é que eles não têm como sair dali. Além da espera pelo visto humanitário, que demora até 45 dias, agora há o medo. No ano passado, grupos de haitianos receberam passagem do governo do Acre para ir até Porto Velho, em Rondônia, onde encontraram trabalho, principalmente ligados à construção de três hidrelétricas. Lá, muitos esperam ganhar dinheiro e seguir para o sonho maior: São Paulo.

Haitianos com diploma universitário ou com dinheiro não ficam no hotel da praça. Alugam casas e andam pelas ruas. Pelo menos 20%, calcula o governo do Acre, são estudantes que buscam vagas em universidades. Muitos deles têm Brasília como destino.

A notícia de um sucesso, como o de Dominique, ou recados da família que ficou no Haiti, de que um ou outro já está estudando ou bem empregado, alimenta a esperança de quem está em Brasileia. Fresner Jeune, de 29 anos já possui CPF e visto temporário, mas diz não ter dinheiro para seguir viagem. E tem muito medo de ficar na rua numa cidade grande. O que faria numa cidade de 11 milhões de pessoas como São Paulo? Quem o ajudaria?

- Você acha que dá para arrumar emprego em São Paulo? - pergunta, com olhar esperançoso.

Assim como Jeune, centenas de haitianos perambulam pelas ruas de Brasileia. O visto humanitário dado pelo governo, por enquanto, termina ali.

O Globo

sábado, 7 de janeiro de 2012

COMENTÁRIO EM DESTAQUE

CÃNDIDA MAURA DE OLIVEIRA deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Escola de Pernambuco muda a vida de crianças atrav...":

MEU NOME É CÂNDIDA MAURA DE OLIVEIRA, MORADORA DA CIDADE DE CRUZEIRO SP, FUNCIONÁRIA PUBLICA E PRESTEI CONCURSO EM 2006 PARA MERENDEIRA, FUI TRABALHAR NA ESCOLA DIOGO BASTOS CONHECIDO COMO CAIC, E LÁ SOFRI TODO OS TIPOS DE ASSÉDIO MORAIS POR DEFENDER CRIANÇAS QUE ESTAVAM SENDO MALTRATADOS E SOFRIAM AGRESSÕES FISÍCAS, ATÉ PEDOFILIA ACONTECEU.
MAS COMO EU INFELIZMENTE FUI TENTAR FAZER A COISA CERTA, PASSEI PELA DIRETORIA O CASO, TODAS AS VEZES QUE ACONTECIA ALGUMA COISA EU DENUNCIAVA A DIRETORA, E HOJE ESTOU DOENTE COM ARTROSE NA COLUNA E NAS MÃOS E JOELHOS.
ATÉ O MOTORISTA DO ONIBUS ESCOLAR QUE FAZIA A LINHA DO MEU BAIRRO, ONDE EU TINHA QUE AUXILIAR AS CRIANÇAS A SE COMPORTAREM, ME OFENDIA E PARA ME DEIXAR MAIS DOENTE , ELE FALAVA PALAVRÕES PARA AS CRIANÇAS, ME MANDAVA CAÇAR A BOCA E OUTRAS MAIS.
E COMO EU MORO EM UMA CIDADE QUE NADA ACONTECE A LEI É CEGA, PASSEI TUDO PAARA A ADMINISTRAÇÃO DA PREFEITA ANA KARIN, E PESSOAS COMO EU Ñ SÃO BEM VISTAS EM LUGARES QUE Ñ SE IMPORTAM COM NINGUEM E COM NADA, AFINAL SÃO SÓ CRIANÇAS POBRES E CARENTES, QUE APANNHAM EM CASA DOS PAIS E NA ESCOLA A FREQUENCIA É PELA BOLSA FAMILIA.
ATÉ O MEDICO DO TRABALHO RECUSOU MEUS ATESTADOS DIZENDO QUE Ñ PODIA ANDAR, E QUE FIBROMIALGIA Ñ DOENÇA DO TRABALHO, E ANTES DE FAZER A TOMOGRAFIA , ELE MANDOU QUE EU FOSSE TRABALHAR, E COMO JÁ Ñ ESTAVA MAIS PODENDO ANDAR, PEDI AJUDA NA SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO E A ASSESSORA DO SECRETÁRIO TBEM Ñ ACEITOU MEUS ATESTADOS, E DISSE QUE Ñ PODIA ME AJUDAR EM RELAÇÃO A TRANSPORTE ESCOLAR , O ANO PASSADO FUI AO SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS MUNICIPAIS, ATÉ AGORA NADA, ALEM DE Ñ RECEBER SALÁRIO, CORTARAM O MEU CARTÃO ALIMENTAÇÃO, PEDI AJUDA AO GABINETE DA NOSSA PRESIDENTE DILMA VANA ROUSSEF, QUE MANDOU PAAR OS DIREITOS HUMANOS, E PEDI QUE Ñ MANDASSEM NEM A PREFEITURA E NEM A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, POR QUE LÁ FUI MALTRATADA PELA SRA CRISTINA COBRA ASSESSORA DO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO QUE PEDIU DEMISSÃO O ANO PASSADO.
JÁ FUI CHAMADA NA DELEGACIA DA MULHER E CONTEI TUDO O QUE PASSEI E O QUE AS CRIANÇAS SOFRERAM, MAS ESTÁ DEMORANDO MUITO, FUI A DELEGACIA NO MES DE OUTUBRO O ANO PASSADO, ESTOU PRATICAMENTE DESEMPREGADA E SEM RECURSOS E ATÉ CHEGUEI A ESCREVER PARA O JORNAL DA UNICEF E Ñ CONSEGUI FALAR COM O PRESIDENTE QUE É REPRESENTANTE NO BRASIL.
TENHO MÃES HUMILHADAS E CRIANÇAS QUE SOFRERAM MAUS TRATOS TANTO COMO FISICO E MORAL, E AGORA ESSA SEMANA A DIRETORA A SRA LUCIVANIA APARECIDA DA SILVA , DIZ QUE SOU LOUCA, COM TODOS OS FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES SABENDO DE TUDO QUE ACONTECIA , MAS QUERIAM SALVAR SEUS EMPREGOS, POR QUE Ñ É TRABALHO E SIM SALÁRIOS, COM MENTIRAS E NEGAÇÕES , E MUITAS CRIANÇAS QUE SOFRERAM AGRESSÕES FISICAS Ñ ESTÃO ESTUDANDO LÁ.
E TEM UM QUE EU CHORAVA TODOS OS DIAS SÓ DE VER O QUE ELES FAZIAM COM ELE, NO MESMO MES QUE Ñ PUDE MAIS TRABALHAR POR SENTIR MUITAS DORES, ELE FOI PAAR OUTRA ESCOLA, E A DESCULPA DA DIRETORA É QUE ELE PASSOU O PÊNIS NO PÉ DE UMA MENINA, SÓ QUE O ANDRÉ SÓ TEM DEZ ANOS, E ERA O MAIS HU,ILHADO E REJEITADO , E EU O DEFENDIA DEMAIS,CHEGUEI ATÉ A PEDIR PSICÓLOGA PARA ELE, TBEM FAZIA O SERVIÇO DE LEVAR AS CRIANÇAS PARA A CLINICA MEDICA QUE LÁ EXISTE.
ELE SOFRIA TANTO QUE CHEGUEI A PEDIR PSICÓLOGA , PARA VER SE ELE FALASSE COM ELA O QUE ELE PASSAVA DENTRO E FORA DA SALA DE AULA, MAS INFELIZMENTE O MANDARAM PARA OUTRA ESCOLA.
ELES CONSEGUIRAM ME DEIXAR DOENTE , TRABALHAVA O DIA INTEIRO, Ñ PODIA USAR O ONIBUS ESCOLAR, PRECISEI PASSAR PELO NEUROPSIQUIATRA E PSIQUIATRA, PARA TRATAR DA FIBROMIALGIA EM 2008, E O ANO PASSADO PRATICAMENTE SEM CONDIÇÕES DE TRABALHAR FUI ABANDONADA POR TODOS, NEM A ADMINISTRAÇÃO E O SINDICATO ME AJUDARAM, AGORA CONTO COM A JUSTIÇA E TENHO MEDO DE DEIXAREM DE LADO, POR QUE ACONTECERAM MUITAS MALDADES DE PESSOAS CRUÉIS E QUE Ñ TEM AMOR EM JESUS E NA PRÓPRIA DOR ALHEIA.



Postado por CÃNDIDA MAURA DE OLIVEIRA no blog Anjos e Guerreiros em 7 de janeiro de 2012 09:34

Polícia prende 35 pessoas na Cracolândia; entre elas está um grupo traficantes

Mais de 1.250 pessoas já foram abordadas pela PM ao longo dos últimos quatro dias

A operação na Cracolândia, no centro de São Paulo, já prendeu 35 - entre eles, 20 foragidos da Justiça - e abordou 1.258 pessoas ao longo dos últimos quatro dias. Os números foram divulgados na manhã deste sábado (7) pela Polícia Militar.

Na quarta madrugada consecutiva, policiais militares do Batalhão de Choque e do 13º Batalhão de Área detiveram um grupo de sete supostos traficantes que mantinha um ponto de venda de droga em uma pensão na altura do nº 55 da rua Helvétia.

Com os detidos, nenhum deles portando documentos e todos aparentemente maiores de 18 anos, os policiais apreenderam um total de 520 pedras de crack, R$ 1.500 em dinheiro, três balanças (duas digitais), 18 relógios, possivelmente roubados, e material diverso para embalagem e consumo do crack. O grupo foi encaminhado para o plantão do 77º Distrito Policial, de Santa Cecília. Três dos homens levados para a delegacia acabaram liberados pois a polícia entendeu que eles não tinham envolvimento com o tráfico.

Foram realizadas também 80 abordagens sociais e cinco encaminhamentos para hospitais. Até a manhã deste sábado, houve 214 abordagens de agentes de saúde e 12 pessoas foram encaminhadas para serviços de saúde. Não houve encaminhamento de pacientes para tratamento de saúde mental.

Esta é a primeira fase de um projeto de recuperação dos usuários que se instalaram no centro. Ela deverá ser seguida pela atuação de agentes sociais e de saúde.

O objetivo é combater o tráfico de drogas na região, diminuir a criminalidade e recuperar as áreas degradadas. Não há previsão para que a operação acabe. A prefeitura promete construir um centro para tratamento e alojamento de usuários de drogas, que será localizado na rua Prates.

Dispersão

Com a ação, os usuários de crack não desapareceram da região. Simplesmente, dispersaram-se e passaram a forma pequenos grupos em outros locais da região central da capital paulista.

Na manhã de quarta-feira (4), na rua Helvétia, local onde os usuários se concentravam, grupos pequenos de viciados perambulavam pela via. Nas ruas próximas, vagavam em pequenos grupos e dormiam em locais como a praça Princesa Isabel.

Comerciantes

Apesar da presença da PM, os comerciantes da região dizem ter medo que os usuários voltem para a Helvétia ou tomem outra via da área. Luiz e Maria (que não quiseram divulgar os sobrenomes), de 50 e 33 anos, tem um posto de recarga de celular na rua Barão de Piracicaba, próxima à rua Helvétia.

Quando o R7 esteve no local, nesta manhã, encontrou um grupo com cerca de dez usuários perto da lojinha. Eles dormiam na calçada em frente ao comércio e consumiam crack mesmo com a ação da polícia.

Os dois comerciantes disseram que estão receosos de que os usuários ocupem a rua quando a Polícia Militar deixar a região. Ainda assim, Luiz diz ter esperança de que a situação melhore.

- Hoje a situação está ótima, mas é difícil dizer, porque eles [usuários] vão e voltam para a região. Ainda assim, temos que ter esperança de que melhore.

Limpeza

Durante a operação, que já dura três dias, foram recolhidas 15 toneladas de resíduos espalhados pelas principais vias da região. A subprefeitura informou também que os bueiros e as ruas da região passaram por lavagem completa. Para tanto, foram utilizados nove veículos entre caminhões-pipa, coletores e tratores com pá carregadeira.

R7

Motociclista tem pescoço cortado por cerol na linha Vermelha (RJ)


O vidro moído do cerol, usado em pipas, é risco para motociclistas. Um motoboy teve o pescoço atingido pelo cerol na linha Vermelha, altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e escapou por pouco.

R7

Coração de bebê viaja mil quilômetros para transplante raro


O coração de um bebê que morreu por causa de uma hemorragia cerebral salvou a vida de uma menina em Brasília com doeça rara.

Uma história de solidariedade ajudou a salvar a vida de uma criança de Brasília, nesta sexta-feira (6). E o gesto partiu de uma família do Rio de Janeiro.

Na caixa térmica azul, uma promessa de vida: o coração de um bebê de um ano e nove meses, que morreu, por causa de uma hemorragia cerebral, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Era preciso correr contra o tempo. A 1.100 quilômetros dali, em Brasília, outro bebê, uma menina, de um ano e oito meses, esperava pelo transplante. Tudo tinha que ser feito em até quatro horas, o tempo máximo que o coração pode ficar fora do corpo. O avião da FAB decolou do aeroporto do Galeão às 22h15. Por volta da meia noite, começou a cirurgia.

A menina que recebeu o coração tem uma doença chamada cardiomiopatia dilatada. O coração incha e perde a capacidade de bombear sangue para as outras partes do corpo. Enfraquecido, o coração da menina conseguia bombear apenas 15% do sangue.

A última esperança era o transplante. Se não tivesse sido feito, ela só teria mais seis meses de vida. Assim que foi implantado, o novo coraçãozinho voltou a bater.

“É muito emocionante. Realmente, é por isso que a gente faz essas coisas”, disse o chefe da unidade de transplante Fernando Atik.

De acordo com os médicos, a criança se recupera bem, aqui na UTI pediátrica. Em um mês, ela poderá voltar pra casa. A criança vai tomar remédios para evitar a rejeição ao novo coração e também terá acompanhamento médico frequente, cuidados normais após um transplante. E poderá ter uma vida sadia e alegre, como dever ser a infância.

Os pais de Alony também doaram os pulmões do bebê para outra criança. Um belo gesto de solidariedade que ajuda a enfrentar uma dor sem tamanho.

O pai do menino deixou uma mensagem para a família de Brasília: “Ser feliz, porque era isso que meu filho era. Era muito feliz. Fiquem firmes, vai se recuperar. Sou feliz, sou grato em saber que meu filho salvou uma vida”, declarou Wellington da Silva.

Jornal Nacional

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Conselheira tutelar de Santo Antônio da Patrulha é afastada por suspeita de aliciamento de menores


Mulher é investigada por suposto agenciamento de prostituição de adolescentes

A presidente do Conselho Tutelar de Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, foi afastada do cargo por suspeita de aliciamento de menores.

A decisão da juíza Elisabete Maria Kirschke, titular da 2ª Vara Judicial da Comarca de Santo Antônio da Patrulha, atendeu a um pedido do Ministério Público, que alegava, entre outros motivos, conduta inidônea, ausência de dedicação exclusiva e integral à função, descumprimento de obrigações, uso da função em benefício próprio e recusa de prestação de atendimento.

Segundo a sentença, o afastamento é baseado em depoimentos e denúncias recebidas pela central do Disque 100, que recebe notificações de abusos, e segundo os quais Rosângela Maria dos Santos Portal estaria explorando a prostituição de adolescentes.

Um suplente deve ser indicado para assumir a vaga.

Zero Hora

Barreira de pedras tenta conter força das águas em distrito de Campos


Balanço divulgado pelo Governo do Estado apontam que mais de 34 mil já estão fora de casa no Norte e Noroeste

Rio - Uma barreira de pedras tenta conter a força das águas que atinge o distrito de Três Vendas, em Campos, no Norte Fluminense, após o rompimento de um dique de contenção na Rodovia BR-356. Cerca de 4 mil pessoas vão ser retiradas do local.

De acordo com o secretário de Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira, uma cratera com cerca de 20 metros foi aberta na rodovia, que fica localizada entre o Rio Muriaé e o distrito Três Vendas, e serve como dique-estrada. A Defesa Civil municipal atua no direcionamento das famílias para lugares seguros, junto da secretaria da Família e Assistência Social, Defesa Civil Estadual e Exército.

O secretário Henrique Oliveira, orienta as pessoas se direcionem para locais mais altos. “Pedimos que as pessoas deixem suas casas e vão para os morros que ficam ao lado da localidade, que é o ponto mais alto de Três Vendas. Pedimos também que o mínimo de gente fique no segundo andar de suas casas, dando prioridade à ida para os morros, já que o socorro chegará por lá”, ressalta Henrique.

Mais de 34 mil fora de casa no Norte e Noroeste

Segundo balanço divulgado às 19h desta quinta-feira, apenas no Norte e no Noroeste Fluminense pelos menos 34.840 pessoas estão desabrigados ou desalojados devido as cheias dos rios e chuvas que assolam as regiões desde o último sábado. Apenas em Santo Antônio de Pádua são 12.300 pessoas fora de suas casas.

Seis municípios do Rio de Janeiro decretaram situação de emergência após as enchentes provocadas pela chuva: Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira e Miracema.

Gabinete de crise em Campos

O secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, anunciou na manhã nesta quinta-feira durante a assinatura do prorrogamento do Aluguel Social em São Gonçalo, a criação de um gabinete de crise, a ser instalado em Campos, para auxiliar os municípios atingidos pela chuva.

Na tarde desta quinta-feira, o secretário Rodrigo Neves visitou as regiões Norte e Noroeste do Estado para acompanhar os trabalhos das secretarias municipais de Assistência Social dos municípios afetados e apoiá-las. Ele viajou acompanhado da subsecretária de Assistência Social e Descentralização da Gestão, Nelma Azeredo.

A SEASDH também já começou a enviar, desde o último dia 2, mantimentos para as cidades atingidas. Os donativos levados para Nova Friburgo, que estão sendo recebidos na Fábrica da IPU, são compostos por colchonetes, sabonetes, vassouras, sabão em pedra e fraldas.

O entreposto instalado em Itaperuna, que atende aos municípios de Pádua, Italva e Laje do Muriaé, recebeu absorventes, colchonetes, colchões infláveis de casal e solteiro, fraldas, escovas de dente e sabonetes, além de kit limpeza, compostos por água sanitária, pano de chão, desinfetante, esponja, sabão em barra e em pó.

Crea vê ‘caos’ em Friburgo

Engenheiros do Crea que vistoriaram nesta quarta-feira os três bairros de Nova Friburgo mais atingidos pela enchente do ano passado afirmaram que nenhuma das obras recomendadas pelo conselho foi implantada. Técnicos identificaram erro em construção de ponte de concreto sobre rio e classificaram a situação do município como “caótica”.

“A ponte deveria ter sido construída em arco, para não atrapalhar o fluxo d’água, mas fizeram uma obra para enxugar gelo. A qualquer chuva, a água vai passar por cima da ponte”, afirmou o engenheiro Adacto Ottoni.

Em Duas Pedras, a encosta que caiu derrubando casas na última enchente continua sem contenção. Em Córrego Dantas, o problema mais grave é a expansão desenfreada da largura do rio que corta o bairro. O problema já foi apontado pelo Crea no ano passado. “Avisamos que esse rio era um risco para o bairro. Pedimos a construção de barreiras no início do curso d'água, o reflorestamento da encosta e o saneamento. Mas nada disso foi feito”, diz Ottoni.

Cabral: recursos priorizaram aluguel social e Defesa Civil

O governador Sérgio Cabral afirmou nesta quarta-feira que, no ano passado, “priorizou” o pagamento de aluguel social às vítimas da Serra e investimento em sistema de alerta de chuvas da Defesa Civil com as verbas federais que recebeu. Este ano, dará ênfase a obras de infraestrutura, como contenção de encostas e dragagem de rios.

O governador não respondeu quando pagará as indenizações às famílias que vivem em imóveis condenados. Quase 5 mil aguardam o pagamento há um ano. Semana que vem, prometeu ele, começa a erguer 2.200 imóveis para vítimas de Friburgo e gastará R$ 300 milhões em dragagens e contenções de encostas.

O DIA ONLINE



Teste com vacina contra hepatite C apresenta bons resultados



Pesquisa abre caminho para tratamento mais eficaz contra a infecção


LONDRES - Uma nova vacina contra a hepatite C - doença crônica que ataca o fígado - apresentou bons resultados numa pesquisa clínica em humanos, segundo médicos britânicos e italianos. Os dados foram publicados na revista científica “Science Translational Medicine”.

A vacina, ainda experimental, usa um vírus modificado do resfriado e se mostrou segura em 41 pessoas saudáveis. Ela causou respostas imunes similares às observadas em indivíduos que apresentam uma defesa pouco comum, porém natural contra a hepatite C. Os resultados sugerem que, no futuro, o medicamento poderá ser desenvolvido para ser uma vacina de efeito potencialmente prolongado e amplamente eficaz contra a infecção, que, se estima, atinge 170 milhões de pessoas em todo o mundo e é de difícil tratamento.

Os autores da pesquisa dizem que ainda são necessários mais estudos por vários anos antes de ser possível desenvolver a uma vacina específica contra a hepatite C. Uma das dificuldades é que o vírus está em constante mutação. Existem seis cepas diferentes dele.

- É possível gerar respostas imunes celulares amplas contra a hepatite C que durem pelo menos um ano - disse Paul Klenerman, da Universidade de Oxford, na Grã Bretanha, que participou da pesquisa. - As respostas imunes que observamos são promissoras e estamos iniciando a próxima etapa do estudo.

A nova vacina foi elaborada para gerar uma resposta das células T do sistema imune às partes internas do vírus, em vez de estimular um ataque de anticorpos à capa do vírus. Nessa primeira etapa do estudo, o principal objetivo foi avaliar a segurança da vacina. Agora os autores querem saber se a vacina poderá ajudar a pessoas já infectadas pelo vírus de hepatite C.

A hepatite C é causada por um vírus que se transmite através do sangue. As pessoas infectadas podem ter o vírus por anos sem apresentar sintomas. Mas se a doença não for tratada pode causar cirrose e câncer de fígado. O tratamento é com a combinação das drogas interferon e ribavirina, porém elas são eficazes apenas em 50% dos casos e têm efeitos colaterais que levam muitos pacientes a desistirem da terapia. Novos fármacos, incluindo Incivek (Vertex Pharmaceuticals) e Victrelis (Merck) foram aprovados em 2011, e são tomados com interferon e ribavirina.

O Globo

Prefeitura destrói prédios invadidos por usuários de crack no centro



Só hoje, foram retiradas 7,5 toneladas de lixo da região conhecida como Cracolândia

Funcionários da Prefeitura de São Paulo trabalhavam, na tarde desta quinta-feira (5), na demolição de imóveis abandonados que serviam de abrigo para os usuários de crack.

De acordo com o último balanço divulgado pela Polícia Militar, 764 pessoas foram abordadadas na região conhecida como Cracolândia, mas apenas quatro delas foram presas. Outras 11 pessoas era condenadas pela Justiça e foram recapturados.

Segundo a polícia, a ação na Cracolândia é dividida em três fases. Na primeira delas, os PMs vão agir contra o tráfico de drogas em conjunto com uma operação de zeladoria da prefeitura em casarões e ruas. Só nesta quinta-feira, foram retiradas 7,5 toneladas de lixo.

A estimativa da PM é que, em 30 dias, após a prisão de traficantes e o restabelecimento da ordem na região, se inicie a segunda fase, com a participação de assistentes sociais e agentes de saúde, que farão o encaminhamento dos dependentes químicos para albergues, AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) e, se preciso, internação para tratamento e reinserção social.

A terceira e última fase é a de manutenção deste cenário, para que os dependentes químicos possam se recuperar.

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