quarta-feira, 20 de junho de 2012

Elize Matsunaga é transferida para presídio de criminosos "famosos"


Complexo abriga condenados de crimes de repercussão nacional, como o casal Nardoni

Elize Matsunaga, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça, foi transferida para o Complexo Penitenciário de Tremembé, no interior do Estado. Ela está presa desde o último dia 5, por assassinar e esquartejar o marido, o executivo da Yoki, Marcos Matsunaga. Elize confessou o crime durante interrogatório de oito horas no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e afirmou que matou após uma discussão por ciúme. Ela deixou a Cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, por volta das 14h desta quarta-feira (20).

O Complexo Penitenciário de Tremembé é famoso por ter entre seus detentos acusados de crimes que tiveram repercussão nacional, como a ex-universitária Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais; Lindemberg Alves, assassino da jovem Eloá e o casal Nardoni, condenado pela morte da menina Isabella Nardoni.

Motivação financeira

O promotor do caso, José Carlos Cosenzo, contestou a versão de crime passional apresentada pela acusada. Ele afirmou, na terça-feira (19), que a mulher assassinou o marido por dinheiro. Na avaliação dele, o crime teria sido premeditado desde o momento em que Elize contratou um detetive para flagrar o marido com a amante. Para Cosenzo, ficou claro que ela não queria perder o casamento e o status social que adquiriu com ele.

Cosenzo denunciou a acusada por homicídio doloso (quando há intenção de matar) triplamente qualificado, já que teria sido praticado por motivo torpe, de forma cruel e sem dar chance de defesa ao empresário. O promotor viu como agravante o fato de a autora do crime ter sido casada com a vítima. Elize também foi denunciada por ocultação de cadáver.

O Ministério Público estima que a pena dela possa chegar a 35 anos de reclusão.

Reviravolta e dúvidas

A divulgação do laudo necroscópico do IML (Instituto Médico Legal), na semana passada, provocou uma reviravolta no caso. Segundo a conclusão do médico legista Jorge Pereira, a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Marcos foi de cima para baixo, contrariando a versão apresentada pela mulher do empresário em seu depoimento. Ela afirmou que atirou na vítima, quando ambos estavam de pé, após levar um tapa durante uma discussão por ciúme. Como tem estatura menor que a de Marcos, se o depoimento fosse verdadeiro, a trajetória da bala teria que ser, necessariamente, de baixo para cima.

Outra contradição levantada pelo perito foi quanto ao esquartejamento. De acordo com Elize, após atirar no marido, ela deixou o corpo dele por dez horas no quarto de hóspedes antes de começar a cortá-lo. Isto só teria ocorrido, de acordo com ela, quando o executivo já estava morto.

A perícia, no entanto, mostrou que o empresário morreu por traumatismo craniano, provocado pelo tiro, associado à asfixia por ter aspirado sangue durante a

R7


decapitação.

A justiça foi feita, diz esposa traída que vai ser indenizada em MG



Homem e amante foram condenados por danos morais e materiais.
Casamento durou pouco mais de uma semana.


A mulher traída que vai receber indenização do ex-marido e da amante dele por danos morais e materiais acredita que a justiça foi feita e se diz alegre e com uma sensação de alma lavada. Após um casamento que durou pouco mais de uma semana, ela recorreu a Justiça para reaver os prejuízos. O fato ocorreu em Galileia, na Região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

A decisão é do juiz Roberto Apolinário de Castro, da 2ª Vara Cível de Governador Valadares. Os réus, o ex-marido e a amante dele, deverão pagar R$ 50 mil pelos danos morais e R$ 11 mil pelos danos materiais. O homem informou que vai recorrer da decisão.

A mulher traída disse que entrou na Justiça porque se sentiu humilhada. Na sentença, o juiz justifica a decisão dizendo: “os requeridos se merecem e devem arcar solidariamente com as consequências do macabro ato praticado”.

A noiva arcou com todas as despesas da festa. Ela diz que nem se importou em pagar até o aluguel do terno que Rodrigo usou no casamento.

Ao chegarem em casa após o casamento, a noiva recebeu um telefonema. Era uma mulher dizendo ser amante do marido dela. O homem negou, mas uma semana depois, ele saiu de casa levando os móveis que havia comprado. O rapaz levou televisão, mesa, geladeira e até a cama onde o casal dormiu durante a única semana em que ficou casado.

A esposa traída comprou todos os móveis de novo e tentou recomeçar a vida, mas em uma cidade de seis mil habitantes todo o mundo conhece todo o mundo. A traição era assunto em todos os lugares e muita gente já sabia que Rodrigo tinha um caso.

O juiz considerou que, em se tratando de uma cidade pequena e de uma pessoa conhecida por ser servidora da área de saúde, são evidentes a humilhação e o abalo com a descoberta de uma traição no mesmo dia do casamento.

G1

terça-feira, 19 de junho de 2012

Polícia orienta família de Angelina Filgueiras a não limpar o local do crime



Local deve ser preservado para possível perícia complementar

A intenção da família de Angelina Filgueiras Santos, irmã da modelo Angela Bismarchi, de limpar a casa onde ela e o ex-marido morreram, em Piratininga, região oceânica de Niterói, vai ter que esperar. Pelo menos até a conclusão do inquérito que apura o caso, a polícia pediu que o local ficasse completamente preservado.

O objetivo é manter o local intacto, caso haja a necessidade de uma perícia complementar ou até mesmo de uma reconstituição. A informação foi passada pelo marido de Ângela Bismarchi, o cirurgião plástico Wagner de Moraes, nesta terça-feira (19).

— Eu iria até a casa hoje com produtos de limpeza, basicamente para tirar o sangue que ainda está no local, mas o delegado pediu para deixarmos o imóvel como está e que nada na cena do crime seja alterado.

Na manhã desta terça-feira, a reportagem do R7 foi até a casa e constatou que ela permanece como no dia seguinte ao crime, pelo menos do lado de fora. Até a escada que teria sido usada pelo ex-marido de Angelina para entrar na casa ainda estava no mesmo lugar. Próximo à grade, uma vasilha com água e outra com ração para o cão da família, mas também não havia sinais da presença do animal.

Wagner de Moraes prestou depoimento por aproximadamente meia hora. Ele disse ter assinado um documento no qual se compromete a manter o local do crime preservado. Durante o depoimento, ele contou o que viu ao chegar ao local do crime, pouco depois das mortes.

R7

Justiça decide que Elize Matsunaga é ré em processo e seguirá presa


Morte de Marcos Matsunaga completou um mês nesta terça-feira (19). 
Promotor denunciou mulher por homicídio triplamente qualificado.

A Justiça de São Paulo recebeu nesta terça-feira (19), um mês após o crime, a denúncia do Ministério Público contra a bacharel em direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30 anos, pelo assassinato do marido dela, o diretor-executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 41. O juiz Adilson Paukoski Simoni também aceitou o pedido do promotor José Carlos Cosenzo e converteu a prisão temporária da mulher em preventiva, para que ela fique presa até um eventual julgamento.

Procurada, a defesa de Elize não retornou as ligações do G1 até a publicação desta reportagem.

A prisão determinada pelo juiz da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, teve como base os artigos 312 (quando há prova da existência do crime e indício suficiente de autoria) e 313 (crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos) do Código de Processo Penal.

“Fiquei muito satisfeito. Foram quatro dias de trabalho, terminei essa denúncia hoje [terça-feira] às 6h30 e o juiz a aceitou na integralidade. Agora ela é ré no processo e deverá ser citada”, disse o promotor. Ele arrolou oito testemunhas do Ministério Público mais três testemunhas do júri, que deverão ser ouvidas na audiência de instrução, sem data ainda. Nessa fase, deve ser esclarecida, entre outras dúvidas, se Elize contou com a participação de alguém, mas o promotor acredita que a ré tenha agido sozinha.

A bacharel está presa temporariamente desde o dia 5 de junho na Cadeia Pública de Itapevi, na Grande São Paulo. O prazo da temporária dela expirava nesta quinta-feira (21). Ela confessou ter atirado e esquartejado o empresário no apartamento do casal, na Zona Oeste de São Paulo, onde ela morava com a vítima e a filha deles, no dia 19 de maio. Em seguida, colocou partes do corpo em sacos plásticos e os jogou em Cotia, na Grande São Paulo.

Motivações
O promotor disse na tarde desta terça-feira (19) que a morte de Marcos Matsunaga teve duas motivações: dinheiro e o medo da perda do casamento. Elize Matsunaga confessou o assassinato do marido. "Ela estava assistindo a um filme da qual já foi protagonista", disse o promotor sobre a traição que teria gerado a briga entre o casal.

O Ministério Público Estadual de São Paulo denunciou Elize por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel, e ocultação de cadáver. Junto com a denúncia, o promotor pediu a conversão da prisão temporária de Elize em preventiva, o que foi concedido pela Justiça.

Uma das motivações do crime seria financeira, porque Elize era beneficiaria única de um seguro de vida de Marcos, no valor de R$ 600 mil, segundo o promotor. "Ela cometeu o crime visando não perder o status financeiro, porque era casada em comunhão parcial de bens", disse. Cosenzo afirmou que o seguro não era recente, mas ele não soube precisar a data que foi feito.

Para a Promotoria, o crime foi premeditado, movido por vingança, e não passional, após uma discussão por ciúmes, como Elize demonstrou em sua confissão à Polícia Civil. O promotor diz que a mulher passou a noite “se dedicando ao esquartejamento”, o que dá certeza do motivo torpe e do planejamento do crime. "Nunca vi fato dessa natureza", disse o promotor sobre crueldade da destruição do cadáver. "Esse crime é hediondo. É frio e repugnante."

Denúncia
A denúncia da Promotoria e os quatro volumes do processo, com mais de 600 folhas, foram analisados pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Na denúncia que foi encaminhada à Justiça, o promotor alegou que Elize planejou o assassinato de Marcos após um detetive particular contratado por ela descobrir que o seu marido a traía com uma garota de programa - mesma função que a acusada exercia quando conheceu o executivo.

“É crime premeditado e não passional. Elize e Marcos começaram a brigar antes dela ficar grávida. Quando descobriu uma das traições, eles brigaram e ela descobriu que estava grávida. Nos últimos seis meses eles não dormiam mais no mesmo quarto. Ela contratou um detetive que filmou o marido dela com uma amante. Aí ela começou a armar o crime por vingança. No dia 19, Marcos foi morto momentos depois de buscar uma pizza na portaria do prédio do casal. Ele entrou no apartamento e foi baleado por Elize”, disse Cosenzo.

De acordo com o promotor, ela responde por um homicídio com três qualificadoras.
“O motivo torpe foi a vingança de Elize contra Marcos. O recurso que impossibilitou a defesa da vítima foi o fato de Marcos ter saído para comprar pizza e ter sido baleado de surpresa quando voltava ao apartamento. Já o meio cruel foi o fato de a perícia ter constatado que Elize usou uma faca para cortar o pescoço do seu marido quando ele caiu ainda com vida no chão após ser atingido por um tiro na cabeça. O laudo mostrou que a causa da morte foi a combinação do traumatismo craniano por causa do disparo associado a asfixia decorrente da entrada de sangue pela decapitação. Em outras palavras, ela foi cruel ao balear o executivo e ainda decapitá-lo vivo”.

Premeditação
A premeditação do crime sustentada pela Promotoria pode ser evidenciada pelas provas colhidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) durante a fase de investigação, segundo Cosenzo.

“No dia seguinte à morte de Marcos, quando a família dele chegou a dar queixa do seu sumiço, Elize foi buscar as imagens da traição do marido com o detetive. Ela pegou as imagens e as levou para os parentes dele e disse que esse era o motivo do empresário ter fugido de casa. Ela ainda pegou a senha dele no computador pessoal do executivo e passou e-mails para a empresa e família dele como se fosse o próprio Marcos. ‘Fale para mamãe e Elize ficar tranquila, que estou bem’, dizia uma das mensagens postadas pela própria Elize. Depois, ela destruiu o notebook e colocou em lixeira de shopping”, disse o promotor.

Segundo Cosenzo, outra prova que demonstra a premeditação é o laudo da perícia sobre a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Marcos. O resultado diz que o tiro foi disparado de cima para baixo a menos de 20 centímetros de distância. “Foi à queima-roupa, sem chance de defesa para Marcos”, concluiu o promotor.

Pistola e exame toxicológico
Essa comprovação, segundo a acusação, compromete a versão da defesa de Elize, que falou que atirou no empresário após ter sido agredida por ele com um tapa no rosto quando os dois discutiam. Ela relatou que havia revelado ao marido que havia descoberto a traição dele.

Os advogados de Elize chegaram a afirmar à imprensa que sua cliente jamais planejou o crime e que atirou por impulso.

De acordo com o promotor, a Polícia Técnico-Científica de São Paulo informou que resultado do exame de balística deu negativo para a pistola analisada. A arma, que segundo a bacharel foi a usada para atirar em Marcos, teve o cano trocado.

“O cano que está atualmente na arma não foi o mesmo por onde saiu o disparo. Ele foi trocado. O cano verdadeiro, que pode ter sido até um silenciador, ainda não foi encontrado e é procurado”, disse Cosenzo.

No dia 4 de junho, horas antes de ter sido presa pela polícia, Elize chegou a levar três armas para a Guarda Civil Metropolitana para que fossem doadas para a campanha do desarmamento. Elas foram recuperadas pela investigação.

Outra questão que ainda está sem resposta, segundo o promotor, é saber quem é o policial militar rodoviário do interior de Sãp Paulo que não apreendeu o carro que Elize usou para levar partes do corpo do marido quando deixou o apartamento do casal, na capital.

“É preciso saber se esse policial recebeu algo ou entender por que ele não recolheu um veículo que estava com o licenciamento vencido. Elize recebeu apenas uma multa e os policiais nem chegaram a vistoriar o carro onde estavam os pedaços da vítima”, disse Cosenzo.

G1

Cantora paquistanesa que desafiou marido e Talibã para continuar carreira artística é assassinada


A cantora pop paquistanesa que desafiou o decreto do Talibã contra suas músicas e dança foi morta a tiros depois que saiu de um salão de beleza na noite desta segunda-feira (18). Ghazala Javed, de 24 anos, foi baleada após um motociclista atirar no carro em que estava com seu pai, que também foi morto

De acordo com a polícia, um dos suspeitos é o ex-marido de Javed. A cantora tinha supostamente pedido o divórcio depois de descobrir que ele tinha outra esposa. O divórcio é um pedido incomum em uma sociedade machista e conservadora na qual muitos consideram que uma mulher que toma essa decisão é uma desonra para o marido.

"Dois homens de moto encheram ela de balas antes de fugir, deixando-a em uma poça de sangue" - contou Dilawar Bangash, um alto funcionário da polícia de Peshawar. "Já estamos investigando. Este assassinato parece ter sido motivado por disputa pessoal".

Javed era popular entre os jovens pashtus no noroeste do Paquistão. De acordo com a CNN, ela foi atingida com seis balas. Segundo o oficial de polícia paquistanesa, Imtiaz Altaf, o Talibã não está envolvido com a morte.

No ano passado, Javed foi assunto na imprensa local quando deixou o marido para viver na casa de seu pai após seis meses de casamento com o empresário Jahangir Khan, que tentou proibi-la de continuar na carreira artística. Anos atrás, outra cantora popular, Ayman Udas, foi morta supostamente por sua família. Nos últimos anos, o fortalecimento do Talibã no noroeste do Paquistão tem dificultado o trabalho de bandas e cantores, já que a dança e a música são proibidas pelos extremistas.

Marie Claire

Tráfico proíbe a venda de crack em favelas do Rio



A INFORMAÇÃO CHEGOU a Antônio Carlos Costa, líder da ONG Rio de Paz, que, desde 2009, faz trabalhos sociais na favela Mandela, Zona Norte do Rio. Traficantes espalharam cartazes como o da foto, avisando da decisão de proibir a venda de crack nas comunidades do Jacarezinho, de Mandela e de Manguinhos — que concentram usuários da droga na cidade. “Gostaria que essa decisão se espalhasse por todas as favelas, porque o crack é devastador e tem produzido só dor e sofrimento”, diz Costa. Aliás, durante muito tempo, este tipo de entorpecente era vendido só em São Paulo. Dizia a lenda que os traficantes do Rio não queriam produzir “zumbis”. No site da coluna, veja a entrevista com uma senhorinha usuária de crack.

Ancelmo.com

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Edição Verde: O desafio de garantir riquezas e recursos para as próximas gerações



A Rio+20 começa com uma certeza: temos de investir hoje para que exista um amanhã. E uma dúvida: como fazer isso em tempos de crise?

A conferência Rio+20 não poderia ocorrer num momento mais oportuno – e ao mesmo tempo mais inoportuno. Oportuno porque, nos 20 anos que se passaram desde a Rio 92, a última conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente e desenvolvimento, duas certezas se sedimentaram. A primeira: é necessário fazer algo urgente em relação aos recursos planetários para que a atividade econômica do futuro não fique comprometida. A segunda: nos últimos anos, criou-se tecnologia suficiente para evitar uma catástrofe ambiental. As empresas têm instrumentos para tratar a água, diminuir a emissão de poluentes e reciclar materiais. Cresce no mundo todo o uso de fontes de energias renováveis, como solar ou eólica. Mas tudo isso custa dinheiro. Surge, aí, a pergunta: quem pagará a conta?

É por isso que a Rio+20 – o novo encontro organizado pela ONU, que reúne líderes ou representantes de 180 países no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 – não poderia ocorrer num momento mais inoportuno. Estados Unidos e Europa estão mergulhados na maior crise econômica desde os anos 1930. O tamanho das dívidas e a retração econômica geraram desemprego recorde nos EUA e ameaçam a própria sobrevivência da moeda europeia. Premidos por soluções imediatas para sair do buraco neste ano, há pouca disposição política para pensar em investimentos que melhorarão a vida das próximas gerações. No ano passado, a população do planeta alcançou 7 bilhões de pessoas. Está cada vez mais evidente que não é possível dar riqueza e conforto material para toda essa gente, nos padrões atuais de consumo e com as tecnologias correntes de produção. Nestes últimos 20 anos, os cientistas que estudaram o tema chegaram a conclusões aterradoras:

· Em 14 anos, dois terços da humanidade viverão em lugares com carência de água, segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma).

· A atividade humana está alterando o clima da Terra – sim, apesar de alguns pseudocientistas insistirem em propagar bravatas, é consenso entre todos os pesquisadores sérios que a temperatura média da Terra está subindo graças à emissão de gases poluentes. A persistir nesse ritmo, é possível que, no final deste século, ela tenha aumentado 4 graus Celsius. Tamanha alta bastaria para desmanchar a cadeia produtiva de alimentos, inundar cidades e agravar eventos como secas e inundações.

· Num levantamento encomendado pelo governo britânico, o economista Nicholas Stern, da London School of Economics e da Universidade de Leeds, afirmou que o aquecimento custaria 20% do PIB global por volta de 2050, se nada fosse feito. Uma amostra disso seria a profusão de eventos semelhantes ao Furacão Katrina, que causou 1.836 mortos e prejuízos de US$ 81 bilhões em 2005 nos EUA. Ou à sequência de sete chuvas recordes no Brasil entre 2008 e 2011, que culminou com a tragédia na região serrana do Rio, com centenas de mortos.


Época

Moçambicano barrado pela PF regressa ao Brasil para Rio+20



O ativista moçambicano Jeremias Vunjanhe, impedido de entrar no Brasil no último dia 12 para participar de um evento paralelo à Rio+20, obteve um novo visto e está a caminho do país.

Segundo a ONG Justiça Ambiental, em que Vunjanhe atua, o ativista obteve um novo visto na embaixada brasileira em Maputo, capital moçambicana, e embarcou na noite de domingo rumo ao Brasil, onde deve chegar nas próximas horas.

Vunjanhe coordena uma campanha da Justiça Ambiental contra a ação da mineradora brasileira Vale em Moçambique. Ele pretende divulgar a atuação da empresa no 3° Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, que ocorrerá na Cúpula dos Povos, evento paralelo à conferência da ONU.

A Justiça Ambiental afirmou à BBC Brasil, no entanto, que autoridades brasileiras ainda não esclareceram por que ele foi barrado na semana passada.

Vunjanhe diz que portava toda a documentação necessária para ingressar no país: visto válido por 90 dias, carta-convite da Cúpula dos Povos e comprovante de hospedagem.

Ele afirmou que agentes da Polícia Federal o barraram logo após o desembarque e, sem lhe dar explicações, exigiram que retornasse à África do Sul, de onde embarcara rumo ao Brasil.

Já no voo de regresso, Vunjanhe diz ter recebido seu passaporte de volta com um selo informando que ele consta do Sistema Nacional de Procurados e Impedidos.

Denúncia
Na Cúpula dos Povos, Vunjanhe pretende expor a atuação da Vale na província moçambicana do Tete, onde a companhia brasileira explora uma das maiores minas de carvão a céu aberto do mundo.

A abertura da mina ocorreu em 2011, após o reassentamento de 1.365 famílias de agricultores. O ativista alega que as famílias foram deslocadas para uma área distante de serviços básicos e mercados, a 40 km do território onde viviam, e que a Vale não tem cumprido o prometido nas negociações.

Em janeiro, em protesto contra as condições, os moradores fecharam a ferrovia pela qual a Vale escoa o carvão até o porto da Beira, no Oceano Índico.

A Polícia Federal e a Vale não comentaram o bloqueio à entrada do ativista.

BBC Brasil

Taxa de homicídios no Brasil cresceu 41% desde 1992, aponta IBGE



A taxa de homicídios no Brasil cresceu 41% em 17 anos, de 1992 a 2009, de acordo com a pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada nesta segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2009, ano dos dados mais recentes disponíveis, a média de assassinatos no país foi de 27,1 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto em 1992 o índice foi de 19,2.

Entre os Estados, Alagoas (59,3), Espírito Santo (56,9) e Pernambuco (44,9) atingiram os maiores índices de mortes. As menores taxas foram registradas no Piauí (12,4), Santa Catarina (13,4) e São Paulo (15,8).

Os valores relativos aos homens são mais de dez vezes maiores aos das mulheres. Considerando apenas vítimas do sexo masculino, o índice de assassinatos foi de 50,7 por 100 mil habitantes em 2009. Já considerando apenas mulheres, o índice cai para 4,4.

Segundo o IBGE, as mortes por homicídios afetam a esperança de vida, que se reduz devido às mortes prematuras, sobretudo, de homens jovens.


Coeficiente de homicídios por 100 mil habitantes - 2009


UF

Total

Homens

Mulheres

Alagoas

59,3

114,2

6,9

Espírito Santo

56,9

102,8

12,2

Pernambuco

44,9

85,7

6,7

Pará

40,1

74,5

4,9

Bahia


37,0

70,1

4,7

Rondônia

35,7

63,6

6,9

Paraná

34,5

63,7

6,1

Distrito Federal

33,8

64,7

5,6

Paraíba

33,5

63,3

5,1

Rio de Janeiro

33,4

65,3

4,2

Mato Grosso

33,3

59,2

6,4

Sergipe

32,3

62,4

3,5

Goiás

32,0

59,1

5,5

Mato Grosso do Sul

30,7

56,1

5,5

Amapá

30,3

56,6

3,8

Roraima

28,0

42,3

12,1

Amazonas

27,0

49,8

4,0

Rio Grande do Norte

25,5

48,4

3,6

Ceará

25,3

48,5

3,2

Tocantins

22,4

39,4

4,9

Acre

22,1

39,4

4,7

Maranhão

22,0

41,4

2,7

Rio Grande do Sul

20,5

37,7

4,0

Minas Gerais

18,7

33,7

4,0

São Paulo

15,8

29,2

3,1

Santa Catarina

13,4

23,9

3,0

Piauí

12,2

22,8

1,9


Fonte: Ministério da Saúde, Sistema de Informações sobre Mortalidade


Folha OnLine

domingo, 17 de junho de 2012

'Resolvi ficar porque sou forte', justifica Ângela Bismarchi em reality



Modelo resolveu permanecer confinada em programa mesmo após saber da morte trágica da irmã, Angelina, na madrugada deste sábado, 16.

Assim que soube, por psicólogos da produção do reality show "A Fazenda", que sua irmã, Angelina, havia morrido de forma trágica na madrugada deste sábado, 16, em Niterói (RJ), a participante Ângela Bismarchi saiu aos prantos da sala reservada onde fora chamada para receber a notícia triste.

A modelo foi direto para o quarto, onde foi consolada por suas amigas de confinamento. Chorando muito, Ângela justificou a decisão de permanecer na disputa pelo prêmio de R$ 2 milhões no programa levado ao ar na noite deste sábado: "Eu resolvi ficar poque eu sou forte. Se eu sair é derrota".

Na abertura do programa, o apresentador, Britto Jr., falou sobre o que aconteceu com a confinada e prestou solidariedade a ela. E explicou ainda que somente uma informação tão grave como esta poderia quebrar as regras do confinamento de "A Fazenda".

Em entrevista ao EGO, o marido da modelo, Wagner Moraes, contou que não teve acesso a ela durante sua visita a Itu (SP), cenário do programa. Ele disse que ela precisou ser medicada ao receber a notícia da morte da irmã por conta de uma briga passional. Ele retorna ao Rio de Janeiro neste domingo, 17, para participar o enterro da cunhada, marcado para às 13h, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte da cidade.

Entenda o caso
De acordo com o jornal “O Globo”, Angelina Filgueiras dos Santos morreu em sua casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, depois de uma briga entre seu ex-marido, o capitão de fragata da Marinha Márcio Luiz Dias Fonseca, e o se atual namorado Gilmar Wagner Alves Milato.

Márcio teria invadido a casa dela por volta das 22h, e começado uma briga com o atual namorado de Angelina. A irmã de Ângela Bismarchi teria apontado um revólver contra o peito ameaçando atirar caso ambos não parassem de lutar. Como a briga não cessou, ela teria atirado contra si. Ainda segundo a publicação, Gilmar então pegou a arma e atirou em Márcio. Angelina ainda teria sido encaminhada com vida para o hospital. Marcio teria morrido na hora.

EGO
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