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sexta-feira, 23 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Revista francesa detona o Brasil
Um texto cruel para nós brasileiros nos sentirmos humilhados e
lastimar com muita dor, essa verdade absoluta observada e criticada por estrangeiros.
Hoje, muitos de nós estamos esbarrando na triste reflexão de que só interessou
à política (PT, Lula e os periféricos populismos) a realização dessa Copa.
Para o povo brasileiro um desastre total.
Um investimento gigante e sem retorno, em descompasso com as
verdadeiras necessidades de um povo que assiste a desgraça de
uma gestante dar à luz no chão, numa calçada em frente a um
hospital, por total falta de recursos públicos para acolher essa mãe com seu bebê.
Um fato entre outros tantos que sangram a nossa dignidade.
O jornalista Arnaldo Jabor publicou uma matéria no Estadão de São Paulo, onde escreveu:
“estamos chegando à barbárie sem termos conhecido a civilização”.
Tudo muito triste e desesperador...
É como bem escreve o autor do texto da revista em questão:
A FIFA não pediu ao Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.
lastimar com muita dor, essa verdade absoluta observada e criticada por estrangeiros.
Hoje, muitos de nós estamos esbarrando na triste reflexão de que só interessou
à política (PT, Lula e os periféricos populismos) a realização dessa Copa.
Para o povo brasileiro um desastre total.
Um investimento gigante e sem retorno, em descompasso com as
verdadeiras necessidades de um povo que assiste a desgraça de
uma gestante dar à luz no chão, numa calçada em frente a um
hospital, por total falta de recursos públicos para acolher essa mãe com seu bebê.
Um fato entre outros tantos que sangram a nossa dignidade.
O jornalista Arnaldo Jabor publicou uma matéria no Estadão de São Paulo, onde escreveu:
“estamos chegando à barbárie sem termos conhecido a civilização”.
Tudo muito triste e desesperador...
É como bem escreve o autor do texto da revista em questão:
A FIFA não pediu ao Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.
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Que Brasil é esse?
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Suspeito preso no Rio vai responder por decepar genitais de adolescente e por humilhar vizinhos
Segundo as investigações, Simiano controlava tráfico em 3 favelas de Niterói e impunha terror
"Cruel e sanguinário". Desta forma, o delegado Willian de Medeiros, da Delegacia do Fonseca (78ª DP), classificou Adaílton Alexandre Távora, de 25 anos, o Simiano, que foi preso na noite de segunda-feira (19) em Niterói, na região metropolitana do Rio. O rapaz de 25 anos controlava a venda de drogas em três favelas do bairro de Fonseca, em Niterói, e adotava práticas violentas para impor o medo entre os moradores.
Recentemente, Simiano obrigou um desafeto a circular de calcinha pela comunidade. Em seguida, publicou a cena em uma rede social na internet. No ano passado, de acordo com a polícia, ele decepou os órgão genitais de um adolescente acusado de abusar sexualmente de uma criança. O estupro não foi confirmado pelo IML (Instituto Médico Legal).
Simiano tem 10 anotações criminais, incluindo tráfico de drogas, tortura e homicídio. O delegado Willian de Medeiros prevê que a pena será superior a 30 anos de prisão.
—Ele é sanguinário. Ele maltrata a comunidade onde ele reside e isso causa um temor muito grande. Ele tem como característica expulsar moradores para usar a casa como boca de fumo.
R7
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PF prende cinco em operação contra pornografia infantil
Foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão em 14 estados
BRASÍLIA - A Polícia Federal já prendeu nesta quarta-feira cinco pessoas em flagrante durante operação para o combate ao crime de divulgação de imagens com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes pela internet. As prisões ocorreram em Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos os 40 mandados de busca e apreensão em 14 estados, após 6 meses de investigação. O Rio Grande do Sul concentra o maior número de prisões, com dois detidos.
A operação, denominada "Proteja Brasil", ocorre na Semana Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. E está sendo realizada nos estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
Segundo a PF, a operação pretende conter os crimes de abuso e violência sexual, principalmente, no período da Copa do Mundo. Cerca de 200 policiais federais trabalham na operação.
A PF informou que, de janeiro de 2013 até o dia de hoje, 1.441 inquéritos foram instaurados para investigar crimes de pornografia infantil. As últimas três operações para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes prenderam 100 pessoas acusadas de cometer esse tipo de crime.
Segundo o G1, há a expectativa de que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assine nesta quarta-feira uma portaria para deportar estrangeiros que venham para a Copa no Brasil interessados em turismo sexual, principalmente com menores. A PF já tem uma lista internacional de suspeitos.
Também nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff sancionará o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que torna crime hediondo e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Com a sanção, o cumprimento das penas passará a respeitar o que é previsto no caso da prática de crime hediondo, como o início da pena no regime fechado e com progressão para o semiaberto (que permite trabalho fora da prisão) somente após o cumprimento de, ao menos, 2/5 da pena (ou de 3/5, se for reincidente), e não 1/6, como nos demais crimes.
O Globo
BRASÍLIA - A Polícia Federal já prendeu nesta quarta-feira cinco pessoas em flagrante durante operação para o combate ao crime de divulgação de imagens com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes pela internet. As prisões ocorreram em Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos os 40 mandados de busca e apreensão em 14 estados, após 6 meses de investigação. O Rio Grande do Sul concentra o maior número de prisões, com dois detidos.
A operação, denominada "Proteja Brasil", ocorre na Semana Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. E está sendo realizada nos estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
Segundo a PF, a operação pretende conter os crimes de abuso e violência sexual, principalmente, no período da Copa do Mundo. Cerca de 200 policiais federais trabalham na operação.
A PF informou que, de janeiro de 2013 até o dia de hoje, 1.441 inquéritos foram instaurados para investigar crimes de pornografia infantil. As últimas três operações para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes prenderam 100 pessoas acusadas de cometer esse tipo de crime.
Segundo o G1, há a expectativa de que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assine nesta quarta-feira uma portaria para deportar estrangeiros que venham para a Copa no Brasil interessados em turismo sexual, principalmente com menores. A PF já tem uma lista internacional de suspeitos.
Também nesta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff sancionará o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que torna crime hediondo e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Com a sanção, o cumprimento das penas passará a respeitar o que é previsto no caso da prática de crime hediondo, como o início da pena no regime fechado e com progressão para o semiaberto (que permite trabalho fora da prisão) somente após o cumprimento de, ao menos, 2/5 da pena (ou de 3/5, se for reincidente), e não 1/6, como nos demais crimes.
O Globo
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domingo, 18 de maio de 2014
A cada mês, uma criança ou adolescente morre trabalhando no país
Roseli Ritzel, mãe de Max, de 14 anos, que morreu em março, vítima de acidente de trabalho Agência O Globo / Nabor Goulart
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/a-cada-mes-uma-crianca-ou-adolescente-morre-trabalhando-no-pais-12522923#ixzz326UZ23aX
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Há cinco acidentes por dia. Lei prevê que qualquer forma de trabalho é proibida para menores até 14 anos
RIO, SÃO PAULO, NOVO HAMBURGO e BELO HORIZONTE - Em 5 de março último, Max Fernandes Ritzel dos Santos, de 14 anos, estava no seu primeiro dia de trabalho em uma construção na cidade de São Leopoldo (RS). Ao manusear uma betoneira de misturar concreto, sem usar equipamento de proteção, sofreu um choque mortal.
— Era só um fiozinho desencapado, mas o choque estourou o coração dele. O meu orgulho é saber que morreu trabalhando e não na mão de algum policial ou traficante. Assim como Deus sabe a hora de pôr no mundo, sabe também a hora de recolher — chora a mãe Roseli Ritzel, que ainda deve R$ 1.300 pelo enterro do menino.
Na última quinta-feira, após uma semana no emprego, J.J.R., de 15 anos, limpava por dentro um forno de cal, de 13 metros de altura e dois de diâmetro. O forno desabou e mais de 13 toneladas de terra e entulho soterraram o adolescente. O trabalho de resgate pelo Corpo de Bombeiros de Formiga, cidade a 200 quilômetros de Belo Horizonte, durou 12 horas.
As duas atividades, por serem mais arriscadas e insalubres, são proibidas para menores de 18 anos no Brasil. Estão incluídas na lista de piores formas de trabalho infantil que o país se comprometeu a erradicar no ano que vem. A lei prevê que qualquer forma de trabalho é proibida para menores até 14 anos. Entre 14 e 16 anos, o jovem pode trabalhar apenas como aprendiz. E, mesmo após os 16, o trabalho em atividades perigosas ou insalubres é proibido.
A cada dia, mais de cinco crianças e adolescentes são vítimas de acidente de trabalho no Brasil. A cada mês, pelo menos uma criança ou adolescente morre no trabalho no país. Levantamento do Ministério da Saúde, com base nas notificações de unidades de saúde, lista 13.370 acidentes de 2007 a outubro de 2013 com trabalhadores de até 17 anos. Deste total, 504 foram intoxicações, principalmente com agrotóxicos. E 119 morreram trabalhando.
— São mortes que podem ser prevenidas. Não dá para a sociedade banalizar como se fosse parte da vida normal — disse Jorge Machado, coordenador geral da Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde.
Quase três mortes por mês em 2012
Os números da Saúde representam apenas a “ponta do iceberg”, para o médico sanitarista Francisco Pedra, da Fundação Oswaldo Cruz. Os registros vêm aumentando. A obrigação de notificar o acidente é de 2004. Em 2007, foram só 551, subindo para 3.565 em 2012. O número informado de mortes também vem crescendo. Eram cinco em 2007 e 34 em 2012, ou quase três mortes por mês:
— É um número bem abaixo do esperado. A rede de atenção é precária. Esses números são apenas a ponta do iceberg. Tem morte que só a família fica sabendo. Entram na vala comum das estatísticas de saúde como se o trabalho não tivesse nada a ver com isso. Sem contar as doenças ocupacionais como estresse e lesões por esforço repetitivo.
Pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2012), do IBGE, único levantamento que dá a dimensão do trabalho infantil no país, havia 3,5 milhões de crianças e adolescentes de até 17 anos trabalhando no Brasil. Dessas, 81 mil têm de 5 a 9 anos.
Os números dos acidentes vieram à tona na Comissão Parlamentar de Inquérito do Trabalho Infantil, da Câmara dos Deputados, que deve concluir os trabalhos em agosto. A deputada Luciana Santos (PCdoB/PE), relatora da CPI, pretende recomendar a criação de um cadastro de empresas, nos moldes da lista suja do trabalho escravo. A inclusão na lista poderia restringir o acesso a crédito público:
— Queremos que elas sejam impedidas também de participar de licitações públicas — diz Luciana.
A advogada Nilcéia Matheus também defende a divulgação dos nomes de empresas que fazem uso recorrente de trabalho infantil. Nilcéia afirma que são muitos os prejuízos para um menor que sofre acidente de trabalho. Ela conseguiu uma indenização para Walter Anastácio, que perdeu três dedos e a ponta do indicador da mão esquerda, aos 15 anos, em uma prensa numa empresa de esquadrias de alumínio no interior de São Paulo:
— O consumidor tem que ter acesso a esse tipo de informação e optar por escolher ou não um produto dessa marca.
A ampliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), com transferência de renda condicionada à presença da criança na escola em tempo integral, é outra das propostas que a deputada pretende incluir no relatório:
— O núcleo duro do trabalho infantil resiste no serviço doméstico, no campo, no comércio, no carvão, na indústria têxtil e de cerâmica.
O Ministério de Desenvolvimento Social, por meio de nota, informou que em 20 anos houve redução de 88% no número de crianças de 5 a 9 anos submetidas ao trabalho no Brasil. Segundo o ministério, em 2013, “cerca de 850 mil crianças e adolescentes foram atendidos pelo Peti. Entre janeiro e setembro de 2013, foram investidos R$ 193,1 milhões no programa.” No programa, as crianças vulneráveis são identificadas e as famílias são inscritas nos programas sociais do governo e de transferência de renda. “Durante este período (outubro a dezembro de 2013) foram investidos R$ 246,4 milhões”.
Queda, o acidente mais comum
Há alguns meses, J.T., que hoje tem 32 anos, recebeu do McDonald’s um broche por ter completado 15 anos de empresa. Seu último dia de trabalho na rede, porém, foi também há 15 anos, quando tinha 17 anos e sofreu uma queda durante o expediente. Depois de escorregar, ela bateu a nuca. A jovem ainda sofre com problemas de memória, mudanças bruscas de humor e tem dificuldades cognitivas. E briga na Justiça para conseguir o reconhecimento do acidente de trabalho e auxílio da empresa. Ela não recebe qualquer contribuição para o tratamento e a empresa se recusa a demiti-la.
— Eu era registrada como atendente, mas sempre trabalhei na limpeza. Escorreguei enquanto limpava a máquina de gelo. Não fui orientada a usar um sapato especial. Caí, desmaiei. Nem sequer fui levada ao médico — conta J.T, que ganhava R$ 1,60 por hora na época do acidente.
Depois da queda, J.T. diz que ao chegar em casa ainda se sentia mal, tinha muita dor de cabeça e tonturas. Foi levada ao hospital de ambulância. Lá permaneceu por semanas, em estado letárgico, de acordo com sua mãe, que teve de pedir demissão do emprego para cuidar da filha:
— Fizeram vários exames e tomografias na minha filha e não encontraram nenhum problema ósseo. Quando ela acordou, depois de semanas, estava agressiva e a encaminharam para o hospital psiquiátrico, onde passou meses. Lá diagnosticaram essa deficiência, causada pelo tombo.
J.T. toma dois comprimidos por dia, faz terapia e psicanálise uma vez por semana. Ela diz que já se sente melhor e deixou para trás os sete comprimidos diários e as três sessões de psicanálise semanais.
O McDonald’s afirmou, por meio de nota, que “a empresa respeita todas as leis trabalhistas, principalmente no que se refere ao tema ambiente de trabalho, e coloca-se à disposição para esclarecer qualquer fato pontual". J.T. não quis que seu nome fosse citado pelo GLOBO ao McDonald’s. Procurada pelo jornal, a rede de fast-food diz que “não há na companhia registros de situações como as descritas pelos ex-funcionários.”
As ocorrências mais comuns em acidentes de trabalho são queda, traumatismo e ferimento de punho e mão. Na lista de ocupações mais afetadas, aparecem o atendente de lanchonete, o embalador a mão, o repositor de mercadorias, o trabalhador agropecuário, o auxiliar de escritório, o alimentador de linha de produção e o vendedor de comércio varejista.
Renato Mendes, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que já foi o coordenador do Programa Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil, cita três elementos para acelerar políticas de proteção: tornar universal e obrigatória a educação em tempo integral, gerar condições para que as famílias tenham trabalho decente e renda e conscientização social:
— Nenhuma política terá efeito se a sociedade ainda acreditar nos benefícios do trabalho infantil. A sociedade é a protetora primária dessas crianças.
O destino de Max foi traçado com a repetência escolar em 2011. No ano passado, ele começou a trabalhar num atelier de componentes para calçado e, logo depois, como servente de obras. A mãe de Max, Roseli Ritzel, lamenta a perda do filho mais velho, mas não tem a quem pedir Justiça. O empreiteiro que contratou Max é amigo da família e, assim como o pai do adolescente, trabalha apenas para sustentar a mulher e os filhos. É autônomo, sem empresa constituída. Segundo Roseli, o empreiteiro ajudou como pôde.
— Ele nos deu mil reais que pegou emprestado e também nos comprou algumas cestas básicas. É uma pessoa como nós, não teve culpa. Como é que vou defender que se puna alguém por uma fatalidade? — conforma-se Roseli, abraçada ao retrato do filho.
O Globo
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/a-cada-mes-uma-crianca-ou-adolescente-morre-trabalhando-no-pais-12522923#ixzz326UZ23aX
© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Há cinco acidentes por dia. Lei prevê que qualquer forma de trabalho é proibida para menores até 14 anos
RIO, SÃO PAULO, NOVO HAMBURGO e BELO HORIZONTE - Em 5 de março último, Max Fernandes Ritzel dos Santos, de 14 anos, estava no seu primeiro dia de trabalho em uma construção na cidade de São Leopoldo (RS). Ao manusear uma betoneira de misturar concreto, sem usar equipamento de proteção, sofreu um choque mortal.
— Era só um fiozinho desencapado, mas o choque estourou o coração dele. O meu orgulho é saber que morreu trabalhando e não na mão de algum policial ou traficante. Assim como Deus sabe a hora de pôr no mundo, sabe também a hora de recolher — chora a mãe Roseli Ritzel, que ainda deve R$ 1.300 pelo enterro do menino.
Na última quinta-feira, após uma semana no emprego, J.J.R., de 15 anos, limpava por dentro um forno de cal, de 13 metros de altura e dois de diâmetro. O forno desabou e mais de 13 toneladas de terra e entulho soterraram o adolescente. O trabalho de resgate pelo Corpo de Bombeiros de Formiga, cidade a 200 quilômetros de Belo Horizonte, durou 12 horas.
As duas atividades, por serem mais arriscadas e insalubres, são proibidas para menores de 18 anos no Brasil. Estão incluídas na lista de piores formas de trabalho infantil que o país se comprometeu a erradicar no ano que vem. A lei prevê que qualquer forma de trabalho é proibida para menores até 14 anos. Entre 14 e 16 anos, o jovem pode trabalhar apenas como aprendiz. E, mesmo após os 16, o trabalho em atividades perigosas ou insalubres é proibido.
A cada dia, mais de cinco crianças e adolescentes são vítimas de acidente de trabalho no Brasil. A cada mês, pelo menos uma criança ou adolescente morre no trabalho no país. Levantamento do Ministério da Saúde, com base nas notificações de unidades de saúde, lista 13.370 acidentes de 2007 a outubro de 2013 com trabalhadores de até 17 anos. Deste total, 504 foram intoxicações, principalmente com agrotóxicos. E 119 morreram trabalhando.
— São mortes que podem ser prevenidas. Não dá para a sociedade banalizar como se fosse parte da vida normal — disse Jorge Machado, coordenador geral da Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde.
Quase três mortes por mês em 2012
Os números da Saúde representam apenas a “ponta do iceberg”, para o médico sanitarista Francisco Pedra, da Fundação Oswaldo Cruz. Os registros vêm aumentando. A obrigação de notificar o acidente é de 2004. Em 2007, foram só 551, subindo para 3.565 em 2012. O número informado de mortes também vem crescendo. Eram cinco em 2007 e 34 em 2012, ou quase três mortes por mês:
— É um número bem abaixo do esperado. A rede de atenção é precária. Esses números são apenas a ponta do iceberg. Tem morte que só a família fica sabendo. Entram na vala comum das estatísticas de saúde como se o trabalho não tivesse nada a ver com isso. Sem contar as doenças ocupacionais como estresse e lesões por esforço repetitivo.
Pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2012), do IBGE, único levantamento que dá a dimensão do trabalho infantil no país, havia 3,5 milhões de crianças e adolescentes de até 17 anos trabalhando no Brasil. Dessas, 81 mil têm de 5 a 9 anos.
Os números dos acidentes vieram à tona na Comissão Parlamentar de Inquérito do Trabalho Infantil, da Câmara dos Deputados, que deve concluir os trabalhos em agosto. A deputada Luciana Santos (PCdoB/PE), relatora da CPI, pretende recomendar a criação de um cadastro de empresas, nos moldes da lista suja do trabalho escravo. A inclusão na lista poderia restringir o acesso a crédito público:
— Queremos que elas sejam impedidas também de participar de licitações públicas — diz Luciana.
A advogada Nilcéia Matheus também defende a divulgação dos nomes de empresas que fazem uso recorrente de trabalho infantil. Nilcéia afirma que são muitos os prejuízos para um menor que sofre acidente de trabalho. Ela conseguiu uma indenização para Walter Anastácio, que perdeu três dedos e a ponta do indicador da mão esquerda, aos 15 anos, em uma prensa numa empresa de esquadrias de alumínio no interior de São Paulo:
— O consumidor tem que ter acesso a esse tipo de informação e optar por escolher ou não um produto dessa marca.
A ampliação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), com transferência de renda condicionada à presença da criança na escola em tempo integral, é outra das propostas que a deputada pretende incluir no relatório:
— O núcleo duro do trabalho infantil resiste no serviço doméstico, no campo, no comércio, no carvão, na indústria têxtil e de cerâmica.
O Ministério de Desenvolvimento Social, por meio de nota, informou que em 20 anos houve redução de 88% no número de crianças de 5 a 9 anos submetidas ao trabalho no Brasil. Segundo o ministério, em 2013, “cerca de 850 mil crianças e adolescentes foram atendidos pelo Peti. Entre janeiro e setembro de 2013, foram investidos R$ 193,1 milhões no programa.” No programa, as crianças vulneráveis são identificadas e as famílias são inscritas nos programas sociais do governo e de transferência de renda. “Durante este período (outubro a dezembro de 2013) foram investidos R$ 246,4 milhões”.
Queda, o acidente mais comum
Há alguns meses, J.T., que hoje tem 32 anos, recebeu do McDonald’s um broche por ter completado 15 anos de empresa. Seu último dia de trabalho na rede, porém, foi também há 15 anos, quando tinha 17 anos e sofreu uma queda durante o expediente. Depois de escorregar, ela bateu a nuca. A jovem ainda sofre com problemas de memória, mudanças bruscas de humor e tem dificuldades cognitivas. E briga na Justiça para conseguir o reconhecimento do acidente de trabalho e auxílio da empresa. Ela não recebe qualquer contribuição para o tratamento e a empresa se recusa a demiti-la.
— Eu era registrada como atendente, mas sempre trabalhei na limpeza. Escorreguei enquanto limpava a máquina de gelo. Não fui orientada a usar um sapato especial. Caí, desmaiei. Nem sequer fui levada ao médico — conta J.T, que ganhava R$ 1,60 por hora na época do acidente.
Depois da queda, J.T. diz que ao chegar em casa ainda se sentia mal, tinha muita dor de cabeça e tonturas. Foi levada ao hospital de ambulância. Lá permaneceu por semanas, em estado letárgico, de acordo com sua mãe, que teve de pedir demissão do emprego para cuidar da filha:
— Fizeram vários exames e tomografias na minha filha e não encontraram nenhum problema ósseo. Quando ela acordou, depois de semanas, estava agressiva e a encaminharam para o hospital psiquiátrico, onde passou meses. Lá diagnosticaram essa deficiência, causada pelo tombo.
J.T. toma dois comprimidos por dia, faz terapia e psicanálise uma vez por semana. Ela diz que já se sente melhor e deixou para trás os sete comprimidos diários e as três sessões de psicanálise semanais.
O McDonald’s afirmou, por meio de nota, que “a empresa respeita todas as leis trabalhistas, principalmente no que se refere ao tema ambiente de trabalho, e coloca-se à disposição para esclarecer qualquer fato pontual". J.T. não quis que seu nome fosse citado pelo GLOBO ao McDonald’s. Procurada pelo jornal, a rede de fast-food diz que “não há na companhia registros de situações como as descritas pelos ex-funcionários.”
As ocorrências mais comuns em acidentes de trabalho são queda, traumatismo e ferimento de punho e mão. Na lista de ocupações mais afetadas, aparecem o atendente de lanchonete, o embalador a mão, o repositor de mercadorias, o trabalhador agropecuário, o auxiliar de escritório, o alimentador de linha de produção e o vendedor de comércio varejista.
Renato Mendes, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que já foi o coordenador do Programa Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil, cita três elementos para acelerar políticas de proteção: tornar universal e obrigatória a educação em tempo integral, gerar condições para que as famílias tenham trabalho decente e renda e conscientização social:
— Nenhuma política terá efeito se a sociedade ainda acreditar nos benefícios do trabalho infantil. A sociedade é a protetora primária dessas crianças.
O destino de Max foi traçado com a repetência escolar em 2011. No ano passado, ele começou a trabalhar num atelier de componentes para calçado e, logo depois, como servente de obras. A mãe de Max, Roseli Ritzel, lamenta a perda do filho mais velho, mas não tem a quem pedir Justiça. O empreiteiro que contratou Max é amigo da família e, assim como o pai do adolescente, trabalha apenas para sustentar a mulher e os filhos. É autônomo, sem empresa constituída. Segundo Roseli, o empreiteiro ajudou como pôde.
— Ele nos deu mil reais que pegou emprestado e também nos comprou algumas cestas básicas. É uma pessoa como nós, não teve culpa. Como é que vou defender que se puna alguém por uma fatalidade? — conforma-se Roseli, abraçada ao retrato do filho.
O Globo
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Projeto de lei que torna a exploração sexual de crianças crime hediondo é aprovado na Câmara
Às vésperas da Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) que torna hediondo o crime de exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável. Pela proposta, a pena prevista é de 4 a 10 anos de reclusão, que pode ser aplicada também a quem facilitar a prática. O PL segue agora para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.
O PL entende como exploração sexual a utilização de pessoas com menos de 18 anos em atividades sexuais remuneradas, em materiais pornográficos e a exibição em espetáculos sexuais. Além disso, considera-se crime mesmo que não haja o ato sexual propriamente dito, mas qualquer outra forma de relação sexual ou atividade erótica entre vítima e explorador.
Para a presidenta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, deputada Erika Kokay, é preciso urgência em proteger as crianças e adolescentes desse tipo de crime, que muitas vezes fica impune contribuindo para que seja considerado “natural”.
Outros parlamentares também reforçaram o mesmo pensamento, como o deputado Domingos Dutra, que afirmou que o Estado precisa ser mais ágil na investigação e punição desse tipo de criminoso. “Do contrário, nós aprovamos uma boa lei, mas que não vai dar uma boa resposta em razão da ineficiência do Estado.”
promenino
O PL entende como exploração sexual a utilização de pessoas com menos de 18 anos em atividades sexuais remuneradas, em materiais pornográficos e a exibição em espetáculos sexuais. Além disso, considera-se crime mesmo que não haja o ato sexual propriamente dito, mas qualquer outra forma de relação sexual ou atividade erótica entre vítima e explorador.
Para a presidenta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, deputada Erika Kokay, é preciso urgência em proteger as crianças e adolescentes desse tipo de crime, que muitas vezes fica impune contribuindo para que seja considerado “natural”.
Outros parlamentares também reforçaram o mesmo pensamento, como o deputado Domingos Dutra, que afirmou que o Estado precisa ser mais ágil na investigação e punição desse tipo de criminoso. “Do contrário, nós aprovamos uma boa lei, mas que não vai dar uma boa resposta em razão da ineficiência do Estado.”
promenino
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Vozes Indignadas.
Esclarecendo:
Ênio Mainardi é pai do jornalista Diogo Mainardi.
Ambos possuem a língua ferina, não poupam ninguém de criticas, sendo elas construtivas ou não,
a palavra flui sem nenhuma, mas absolutamente nenhuma censura!
Acho que a fórmula deu certo pois são bem sucedidos e conhecidos internacionalmente.
Pode ser desnecessário para alguns ou necessário para outros (o esclarecimento).
Mas a carta é lúcida e objetiva!
Vale a pena ser lida.
Boa semana!
Nelson
*Vejam só o que o Ênio Mainardi escreveu para a presidenta...*
Você tem câncer. Igual a mim. Os médicos dizem que estamos curados, que a químio funcionou… Mas nós dois sabemos que quem tem câncer é para sempre.
Nenhum exame pode garantir nada. A doença, depois de instalada, fica dentro de nós, só esperando uma chance para ressurgir. É assim o câncer.
O PT também, para mim, é um câncer definitivo. O Lula, você, o PT… todos com câncer. O Brasil está canceroso. Cada político corrupto é um canceroso do PT, do PMDB, do PSDB ou dos outros 37 partidecos que mamam na Pátria Gentil, corrompidos pelas barganhas de tempo na TV, do fundo partidário, das negociatas que eles perpetram, ávidos. Essa gente ruim acaba com nosso futuro, nossas esperanças. E os malditos sindicalistas. Os aparelhados. Os empreiteiros. Vocês não vão desaparecer nunca, sabemos disso. Não tem quimio, não tem veneno de rato que acabe com a raça de vocês. São como baratas sobreviventes mesmo depois de uma explosão nuclear.
O Stalin era do PT, o Hitler, também petista. O Chávez. Mussolini. Nero queimando Roma. Uma linhagem infinita de descendentes de Caim. Ninguém sabe como um petista aparece. No caso da doença câncer, propriamente dita, tem o fator stress. E os alimentos com pesticida, a genética. E a própria falta de fé na humanidade. Fé em Deus, na justiça divina. No caso de vocês, petistas, tudo leva ao câncer. A ganância pelo poder, a corrupção, a necessidade de compensar suas fragilidades espirituais, morais e éticas com o exercício da força bruta, do oportunismo que só busca vantagem para si próprio. Vocês são do Mal. E, portanto, eternos.
De vez em quando penduram um Mussolini pelo pescoço, enforcado numa praça pública. Ou matam um Pol-Pot a pauladas. Um parco consolo. Você, Bruxa Odiada, ainda não se tocou daquilo que é. Você tem a caneta - mas não a cabeça. É uma serva do PT, qualquer dia o Lula vai te mandar lavar uma privada do Planalto, sem luvas. Ou te mandar trancar o processo de enriquecimento duvidoso - dele e de seu filho. De outro lado, não dá para esperar que você melhore seu QI.
Se eu fosse psiquiatra eu te diagnosticaria como sendo uma psicótica que costuma atravessar os limites da sanidade mental dez vezes ao dia. Então só nos resta lutar duramente contra você e contra todos os petistas do mundo, seja os da bandeira vermelha ou não. Talvez tenhamos até que usar um fuzil automático AR-15, igualzinho aquele com que você se deixou fotografar nos tempos da guerrilha. O consolo é que se câncer não pode ser extinguido - pode ser controlado, reduzido a quase nada. Aqui no Brasil, duvido que seja pelo voto. Outra hipótese é que o (a) canceroso (a) possa morrer depressa.
Doença existe é para isso.
*Ácido como sempre foi!! *
ENIO MAINARDI.
Ênio Mainardi é pai do jornalista Diogo Mainardi.
Ambos possuem a língua ferina, não poupam ninguém de criticas, sendo elas construtivas ou não,
a palavra flui sem nenhuma, mas absolutamente nenhuma censura!
Acho que a fórmula deu certo pois são bem sucedidos e conhecidos internacionalmente.
Pode ser desnecessário para alguns ou necessário para outros (o esclarecimento).
Mas a carta é lúcida e objetiva!
Vale a pena ser lida.
Boa semana!
Nelson
*Vejam só o que o Ênio Mainardi escreveu para a presidenta...*
Você tem câncer. Igual a mim. Os médicos dizem que estamos curados, que a químio funcionou… Mas nós dois sabemos que quem tem câncer é para sempre.
Nenhum exame pode garantir nada. A doença, depois de instalada, fica dentro de nós, só esperando uma chance para ressurgir. É assim o câncer.
O PT também, para mim, é um câncer definitivo. O Lula, você, o PT… todos com câncer. O Brasil está canceroso. Cada político corrupto é um canceroso do PT, do PMDB, do PSDB ou dos outros 37 partidecos que mamam na Pátria Gentil, corrompidos pelas barganhas de tempo na TV, do fundo partidário, das negociatas que eles perpetram, ávidos. Essa gente ruim acaba com nosso futuro, nossas esperanças. E os malditos sindicalistas. Os aparelhados. Os empreiteiros. Vocês não vão desaparecer nunca, sabemos disso. Não tem quimio, não tem veneno de rato que acabe com a raça de vocês. São como baratas sobreviventes mesmo depois de uma explosão nuclear.
O Stalin era do PT, o Hitler, também petista. O Chávez. Mussolini. Nero queimando Roma. Uma linhagem infinita de descendentes de Caim. Ninguém sabe como um petista aparece. No caso da doença câncer, propriamente dita, tem o fator stress. E os alimentos com pesticida, a genética. E a própria falta de fé na humanidade. Fé em Deus, na justiça divina. No caso de vocês, petistas, tudo leva ao câncer. A ganância pelo poder, a corrupção, a necessidade de compensar suas fragilidades espirituais, morais e éticas com o exercício da força bruta, do oportunismo que só busca vantagem para si próprio. Vocês são do Mal. E, portanto, eternos.
De vez em quando penduram um Mussolini pelo pescoço, enforcado numa praça pública. Ou matam um Pol-Pot a pauladas. Um parco consolo. Você, Bruxa Odiada, ainda não se tocou daquilo que é. Você tem a caneta - mas não a cabeça. É uma serva do PT, qualquer dia o Lula vai te mandar lavar uma privada do Planalto, sem luvas. Ou te mandar trancar o processo de enriquecimento duvidoso - dele e de seu filho. De outro lado, não dá para esperar que você melhore seu QI.
Se eu fosse psiquiatra eu te diagnosticaria como sendo uma psicótica que costuma atravessar os limites da sanidade mental dez vezes ao dia. Então só nos resta lutar duramente contra você e contra todos os petistas do mundo, seja os da bandeira vermelha ou não. Talvez tenhamos até que usar um fuzil automático AR-15, igualzinho aquele com que você se deixou fotografar nos tempos da guerrilha. O consolo é que se câncer não pode ser extinguido - pode ser controlado, reduzido a quase nada. Aqui no Brasil, duvido que seja pelo voto. Outra hipótese é que o (a) canceroso (a) possa morrer depressa.
Doença existe é para isso.
*Ácido como sempre foi!! *
ENIO MAINARDI.
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
O PAÍS CAMINHA PARA UMA RUPTURA APÓS ELEIÇÃO
Leiam a contundente avaliação negativa feita pelo economista-chefe de investimentos do Saxo Bank da Dinamarca,durante o evento “Criando Sucesso Operando em Mercados Globais”, terça-feira passada, em São Paulo.
Steen Jakobsen advertiu que, se atual a presidenta não for reeleita,vai ser bom para a economia,
onde hoje reina uma conjuntura de intensa volatilidade,crescimento baixo e inflação nas alturas.
Dilma já acusa o golpe e já ensaia discursos defensivos sobre problemas econômicos.
Steen Jakobsen fez o discurso que caberia na boca dos candidatos de oposição ao Palácio do Planalto:
“A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei.
E eu visito 35 países por ano.
O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês,brasileiros, que votam errado e colocam eles lá.
A atual presidente, por exemplo,não sabe o que quer e está completamente perdida.
Além disso, o Banco Central também está perdido,e os conflitos aumentam a cada dia.
A falta de reformas e as decisões políticas fora do bom tom deixaram a situação insustentável.
O Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.
O economista dinamarquês, sem meias palavras,acertou um chute no calcanhar mais frágil do desgoverno Dilma:
“Sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foi a pior coisa que o Brasil deveria ter decidido fazer.
O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes,está indo para coisas inúteis.
O Brasil só estará pronto para receberuma copa do mundo em 20 ou 30 anos”.
O economista Steen Jakobsen avalia que:
“O Brasil precisa de uma crise de verdade,com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito”.
O dinamarquês acredita que“uma ruptura irá acontecer após as eleições e
essa será uma oportunidade de o País mudar”.
O quadro tétrico pintado por Steen Jakobsen apenas confirma o que o Alerta Total vem antecipando, exaustivamente, desde o final do ano passado.
A chamada Oligarquia Financeira Transnacional quer o PT fora do poder.
Por isso, por força do poderio econômico,que decide efetivamente qualquer eleição,
Dilma é cabra marcada para perder a reeleição.
Os petistas fanáticos e fundamentalistas só raciocinam com o cenário de vitória.
Farão o diabo para não perder.
Mas, se forem derrotados,preferem perder para Eduardo Campos,seu ex-aliado até outro dia,
com quem sempre há espaço aberto para interlocução e negociação política.
O foco principal da marketagem petista, agora,é tentar desmoralizar e fazer de tudo para tirar Aécio Neves do páreo.
O tucano tem força,pois é um velho parceiro da Oligarquia Financeira Transnacional.
Por isso,a previsão é de uma campanha eleitoral com os maiores índices de baixaria nunca antes vistos na História do Brasil.
Sendo forçado a deixar o poder,e com a máquina federal taticamente aparelhada,o próximo governo tende a ficar refém do previsível caos.
Aí sim, conforme previsão do economista-chefe do banco dinamarquês, cresce a chance de uma ruptura institucional.
O cenário facilmente programado para o Brasil é de alta instabilidade política para depois de 2015.
Steen Jakobsen advertiu que, se atual a presidenta não for reeleita,vai ser bom para a economia,
onde hoje reina uma conjuntura de intensa volatilidade,crescimento baixo e inflação nas alturas.
Dilma já acusa o golpe e já ensaia discursos defensivos sobre problemas econômicos.
Steen Jakobsen fez o discurso que caberia na boca dos candidatos de oposição ao Palácio do Planalto:
“A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei.
E eu visito 35 países por ano.
O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês,brasileiros, que votam errado e colocam eles lá.
A atual presidente, por exemplo,não sabe o que quer e está completamente perdida.
Além disso, o Banco Central também está perdido,e os conflitos aumentam a cada dia.
A falta de reformas e as decisões políticas fora do bom tom deixaram a situação insustentável.
O Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.
O economista dinamarquês, sem meias palavras,acertou um chute no calcanhar mais frágil do desgoverno Dilma:
“Sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foi a pior coisa que o Brasil deveria ter decidido fazer.
O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes,está indo para coisas inúteis.
O Brasil só estará pronto para receberuma copa do mundo em 20 ou 30 anos”.
O economista Steen Jakobsen avalia que:
“O Brasil precisa de uma crise de verdade,com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito”.
O dinamarquês acredita que“uma ruptura irá acontecer após as eleições e
essa será uma oportunidade de o País mudar”.
O quadro tétrico pintado por Steen Jakobsen apenas confirma o que o Alerta Total vem antecipando, exaustivamente, desde o final do ano passado.
A chamada Oligarquia Financeira Transnacional quer o PT fora do poder.
Por isso, por força do poderio econômico,que decide efetivamente qualquer eleição,
Dilma é cabra marcada para perder a reeleição.
Os petistas fanáticos e fundamentalistas só raciocinam com o cenário de vitória.
Farão o diabo para não perder.
Mas, se forem derrotados,preferem perder para Eduardo Campos,seu ex-aliado até outro dia,
com quem sempre há espaço aberto para interlocução e negociação política.
O foco principal da marketagem petista, agora,é tentar desmoralizar e fazer de tudo para tirar Aécio Neves do páreo.
O tucano tem força,pois é um velho parceiro da Oligarquia Financeira Transnacional.
Por isso,a previsão é de uma campanha eleitoral com os maiores índices de baixaria nunca antes vistos na História do Brasil.
Sendo forçado a deixar o poder,e com a máquina federal taticamente aparelhada,o próximo governo tende a ficar refém do previsível caos.
Aí sim, conforme previsão do economista-chefe do banco dinamarquês, cresce a chance de uma ruptura institucional.
O cenário facilmente programado para o Brasil é de alta instabilidade política para depois de 2015.
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Que Brasil é esse?
terça-feira, 13 de maio de 2014
Polícia indicia pai, madrasta e amiga da família pelo homicídio de Bernardo
Grupo fará manifestação contra violência infantil. Irmão de amiga de casal também está sendo investigado
PORTO ALEGRE - O médico Leandro Boldrini, pai do garoto Bernardo Uglione Boldrini, foi indiciado na tarde desta terça-feira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Junto com ele, foram indiciadas também pelos mesmos crimes a madrasta de Bernardo e esposa de Leandro, Graciele Ugulini, e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz. Segundo a Polícia, o trio arquitetou e executou o plano para matar o garoto e esconder o corpo.
No inquérito remetido nesta terça-feir à Justiça, a delegada Caroline Bamberg Machado citou quatro qualificadoras para o crime de homicídio: promessa de pagamento, meio insidioso, motivo fútil e contra pessoa indefesa. De açodo com a delegada, a principal causa para o assassinato foi a desarmonia provocada pelo garoto junto à relação familiar.
O inquérito que investigou as circunstâncias da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi entregue de manhã na Justiça de Três Passos. O inquérito, protocolado no Fórum da cidade às 10h45, tem 11 volumes, cerca de 2 mil páginas e reúne provas materiais inusuais, como a bicicleta utilizada pelo garoto. As conclusões foram entregues por dois agentes da Polícia Civil.
Bernardo foi morto no dia 4 de abril em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de onde morava. O corpo só foi encontrado dez dias depois, no dia 14, em uma cova rasa no interior do município. Ele foi vítima de uma injeção letal de tranquilizantes.
Segundo a Polícia, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, premeditou a morte e teve a ajuda de uma amiga, Edelvânia Wirganovicz. Em depoimento, as duas suspeitas inocentaram o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de participação no crime. Graciele confessou ter dado tranquilizantes ao garoto, mas disse que a morte foi acidental.
A Polícia sustenta, entretanto, que o pai de Bernardo foi conivente com o assassinato. Os três suspeitos, presos há um mês, devem ser indiciados por homicídio doloso.
O irmão de Edelvânia, preso no último sábado suspeito de também ter participado do crime, não deve responder por homicídio. Segundo a Polícia, Evandro Wirganovicz teria sido visto por uma testemunha dois dias antes no local onde Bernardo foi enterrado, em Frederico Westphalen – a 80 quilômetros de onde residia com o pai, a madrasta e uma meia-irmã de um ano e meio.
Os investigadores acreditam que Evandro ajudou a abrir a cova usada para ocultar a vítima. Bernardo foi morto no dia 4 de abril, mas a Polícia só encontrou o corpo dez dias depois – no dia 14. Graciele e Edelvânia deverão ser indiciadas por homicídio qualificado.
Alguns laudos bioquímicos de amostras do corpo de Bernardo e do local onde ele foi encontrado não foram entregues à delegada Caroline Bamberg Machado pelo Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP). Mesmo assim, ela garantiu o final da investigação. O inquérito será protocolado no Ministério Público de Três Passos no início da tarde desta terça-feira. Logo depois, a delegada divulga, em entrevista coletiva, os resultados da apuração.
O Globo
PORTO ALEGRE - O médico Leandro Boldrini, pai do garoto Bernardo Uglione Boldrini, foi indiciado na tarde desta terça-feira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Junto com ele, foram indiciadas também pelos mesmos crimes a madrasta de Bernardo e esposa de Leandro, Graciele Ugulini, e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz. Segundo a Polícia, o trio arquitetou e executou o plano para matar o garoto e esconder o corpo.
No inquérito remetido nesta terça-feir à Justiça, a delegada Caroline Bamberg Machado citou quatro qualificadoras para o crime de homicídio: promessa de pagamento, meio insidioso, motivo fútil e contra pessoa indefesa. De açodo com a delegada, a principal causa para o assassinato foi a desarmonia provocada pelo garoto junto à relação familiar.
O inquérito que investigou as circunstâncias da morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi entregue de manhã na Justiça de Três Passos. O inquérito, protocolado no Fórum da cidade às 10h45, tem 11 volumes, cerca de 2 mil páginas e reúne provas materiais inusuais, como a bicicleta utilizada pelo garoto. As conclusões foram entregues por dois agentes da Polícia Civil.
Bernardo foi morto no dia 4 de abril em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de onde morava. O corpo só foi encontrado dez dias depois, no dia 14, em uma cova rasa no interior do município. Ele foi vítima de uma injeção letal de tranquilizantes.
Segundo a Polícia, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, premeditou a morte e teve a ajuda de uma amiga, Edelvânia Wirganovicz. Em depoimento, as duas suspeitas inocentaram o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de participação no crime. Graciele confessou ter dado tranquilizantes ao garoto, mas disse que a morte foi acidental.
A Polícia sustenta, entretanto, que o pai de Bernardo foi conivente com o assassinato. Os três suspeitos, presos há um mês, devem ser indiciados por homicídio doloso.
O irmão de Edelvânia, preso no último sábado suspeito de também ter participado do crime, não deve responder por homicídio. Segundo a Polícia, Evandro Wirganovicz teria sido visto por uma testemunha dois dias antes no local onde Bernardo foi enterrado, em Frederico Westphalen – a 80 quilômetros de onde residia com o pai, a madrasta e uma meia-irmã de um ano e meio.
Os investigadores acreditam que Evandro ajudou a abrir a cova usada para ocultar a vítima. Bernardo foi morto no dia 4 de abril, mas a Polícia só encontrou o corpo dez dias depois – no dia 14. Graciele e Edelvânia deverão ser indiciadas por homicídio qualificado.
Alguns laudos bioquímicos de amostras do corpo de Bernardo e do local onde ele foi encontrado não foram entregues à delegada Caroline Bamberg Machado pelo Instituto Geral de Perícias do Estado (IGP). Mesmo assim, ela garantiu o final da investigação. O inquérito será protocolado no Ministério Público de Três Passos no início da tarde desta terça-feira. Logo depois, a delegada divulga, em entrevista coletiva, os resultados da apuração.
O Globo
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