sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Adolescente que mutilou a mãe é transferido para hospital e pode passar por tratamento


Ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio

O adolescente de 16 anos que mutilou a mãe e mastigou o dedo dela, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi transferido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, por determinação da Justiça. De acordo com o Ministério Público, o objetivo da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Nova Iguaçu é verificar se o rapaz sofre de transtornos mentais e providenciar o tratamento, caso seja necessário. Ele estava internado em um centro de recuperação para menores em Belford Roxo.

Cristiane dos Santos Simplício, de 30 anos, mãe do adolescente, permanecia internada em estado estável e consciente, na manhã desta sexta-feira (28), segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ela está no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tem indicação para ser submetida à cirurgia buco-maxilo-facial (na região da boca, face e pescoço).

De acordo com a secretaria, Cristiane não corre risco de morrer, mas não tem previsão de alta. Ela teve pedaços do rosto e do seio arrancados, além de ter um dedo mastigado, um olho arrancado e outro furado.

Cristiane foi atacada pelo filho de 16 anos no último dia 20, quando foi atrás dele após o adolescente fugir de casa. A mãe o localizou em um quarto abandonado no bairro Cabuçu, onde ocorreram as agressões.

Ataque causa espanto e comoção

Pessoas que conhecem o adolescente e a mãe ficaram chocadas com a história. Segundo José Carvalho, de 18 anos, que morava na mesma rua do adolescente, a agressão causa espanto, porque o jovem sempre teve comportamento normal.

— Nunca imaginei que ele poderia fazer isso. Ele não era de falar com ninguém, mas andava normal, andava até de mototáxi. Todos ficaram muito assustados com isso.

Para Nathan Silva, de 22 anos, que ajudou no resgate da mãe do rapaz, a surpresa foi ainda maior, pois ele participava da procura pelo adolescente.

— É muito triste. Ela veio aqui na rua procurando o filho e, quando soube que tinha pulado o muro para o terreno, foi até a casa. Depois só ouvimos os gritos.

Ele ainda contou que chamou outras pessoas e correu para ajudar, pois achou que fosse uma briga comum.

— Achei que era uma briga, mas quando cheguei, ele estava com um pedaço de vidro enfiando na barriga da mulher. Ninguém podia chegar perto. Só a polícia que, depois de um tempo, chegou e controlou a situação.

Caso choca policiais

Um dos vizinhos tentou negociar a libertação da mãe, mas não teve êxito e chamou a polícia. No momento em que foi socorrida, de acordo com o delegado Luiz Jorge Rodrigues, que atendeu incialmente o caso na central de flagrantes da Delegacia da Posse (58ª DP), a vítima só conseguiu dizer que o agressor era seu filho e que teria problemas mentais.

O caso foi remetido ao delegado Delmir da Silva Gouvêa, titular da Delegacia de Comendador Soares (56ª DP). Ele não descartou a hipótese de o rapaz estar sob efeito de drogas e encaminhou o caso à Promotoria da Infância e Juventude. O delegado Rodrigues classificou a situação como deplorável.

— Na verdade, os PMs foram atrás da informação de que um filho bateu na mãe. Quando eles entraram no quarto, viram o filho pelado, a mãe pelada, ele grudado nela e comendo, mastigando o dedo da mãe, literalmente.

R7

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