segunda-feira, 8 de agosto de 2011

28% das mulheres assassinadas no país morrem em casa


O ambiente doméstico é cerca de três vezes mais perigoso para as mulheres do que para os homens. Dentre as mulheres assassinadas no país, 28,4% morreram em casa. O número é quase três vezes maior do que a taxa entre os homens, de 9,7%.

As informações são do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, compilação de dados sobre a situação da mulher no país divulgado em julho pela Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Os dados sobre o local de morte em assassinatos são de 2009.

A residência é o segundo local mais "perigoso" para as mulheres. De acordo com o anuário, as mortes por assassinato de mulheres ocorrem em primeiro lugar na via pública (30,7% dos casos), em segundo lugar em casa (28,4%) e em terceiro lugar no hospital (23,9%).

No caso dos homens, quase metade das mortes por assassinato ocorre nas ruas (46,4%). O hospital responde por 27,7% dessas mortes e a residência, por 9,7%.

Os dados mostram também a relação entre o local das mortes por homicídio e o estado civil da vítima.

Entre os homicídios em que as vítimas são viúvas, 41,7% das mortes ocorrem em casa. No casos dos homens, a taxa é de 30,9%.

No caso dos assassinatos em que as vítimas são casadas, 39,7% das mortes ocorrem em casa. O número entre os homens é de 14% --uma proporção de cerca de três mulheres para um homem.

Dentre os homicídios de mulheres separadas judicialmente, em 36,1% do casos as mortes ocorrem em casa. No caso dos homens o número é de 19,2%.

Já entre as solteiras, 24,8% das assassinadas morrem em casa, contra 8,4% no caso dos homens.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
De acordo com informações do anuário, quatro em cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. Os números sobre a violência doméstica são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2009, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a Pnad, 43,1% das mulheres já foram vítimas de violência em sua própria residência. Entre os homens, esse percentual é de 12,3%.

Ainda segundo os números da Pnad de 2009, de todas as mulheres agredidas no país, dentro e fora de casa, 25,9% foram vítimas de seus cônjuges ou ex-cônjuges.

DENÚNCIAS

A Central de Atendimento à Mulher, serviço que atende queixas de violência doméstica contra a mulher e esclarece dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, recebeu 1.952.001 ligações em pouco mais de cinco anos de existência --entre abril de 2006, quando foi criada, e junho de 2011.

No período, foram 434.734 atendimentos sobre informações da Lei Maria da Penha (22,3% do total) e 237.271 relatos de violência, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres. A Lei completou cinco anos no domingo (7).

Segundo a secretaria, 40% das mulheres que entraram em contato com o serviço convivem com seu agressor há mais de dez anos --em 72% dos casos, eles são casados com as vítimas.

APLICAÇÃO DA LEI
Em entrevista à Folha, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, afirmou que, apesar de avançada, a Lei Maria da Penha ainda não é plenamente aplicada no país.

Segundo a ministra, um dos desafios para a aplicação da lei é o reconhecimento de sua constitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal). "Aguardamos ansiosamente o julgamento da Adin [Ação Direta de Inconstitucionalidade] para colocar um fim no debate doutrinário sobre a constitucionalidade ou não da Lei Maria da Penha", afirmou.

Para ela, o reconhecimento da lei "pode dar celeridade aos processos e evitar que muitas mulheres que denunciam seus agressores venham a morrer antes do final do processo".

Outro desafio, segundo a ministra Iriny Lopes, é o aumento da rede de proteção às mulheres, com a qualificação de profissionais e a criação de equipamentos como casas abrigo, delegacias especializadas e juizados especiais.

Folha OnLine

Mulher dá à luz duas crianças nascidas de úteros diferentes


Bebês foram concebidos com um mês de intervalo

Rio - Uma mulher indiana com dois úteros deu à luz dois meninos - um de cada útero - e é sensação nos principais jornais locais nesta segunda-feira. Segundo o Daily Mail, as chances de um parto como este acontecer é de um em 50 milhões.

O parto aconteceu na última sexta-feira, na cidade de Patna, na Índia. Segundo os médicos, o caso de Rinku Devi, 28 anos, a mãe dos bebês, é tão raro, que acontece, em média, apenas uma vez por ano em todo o mundo.

A mãe das crianças acreditava que ela estava à espera de gêmeos mas não tinha ideia de sua condição médica, conhecida como útero duplo. Durante o parto, os médicos descobriram que os bebês foram concebidos com um mês de intervalo, durante sucessivos ciclos menstruais.

'Eu só fui saber que tinha dois úteros quando já estava em trabalho de parto ", disse ela. "Eu não sabia como reagir. Eu estava com dor e muito medo. Eu não tinha ouvido falar de nada como isso antes", disse Rinku, que se mostrou feliz e orgulhosa por ter sobrevivido ao parto..

Segundo o ginecologista responsável pelo parto, doutor Dipti Singh, o parto foi feito com sucesso porque Rinku era saudável e seus bebês tinham crescido bem. A cirurgia cesariana durou cerca e duma hora e os meninos nasceram com 1,5 kg e 2 kh, respectivamente.

O DIA ONLINE

Perícia encontra sangue em elevador de prédio de jogador da Portuguesa


Exames deverão apontar se sangue é mesmo de Rafael Silva.
Depoimentos nesta segunda foram interrompidos por falta de luz em DP.


Uma nova perícia realizada na manhã desta segunda-feira (8) achou manchas de sangue no elevador do prédio onde o jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20 anos, vivia com a adolescente Flávia Anay de Lima, de 16, na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo, de acordo com Elisabete Sato, titular da 5ª Seccional. As manchas foram detectadas com luminol, produto químico que reage ao sangue.

De acordo com a delegada, é preciso esperar o resultado de exames para saber se o sangue no elevador é mesmo do jogador da Lusa, que diz ter sido ferido na nuca com uma caixa de som pela namorada durante uma discussão na noite de 31 de julho, quando ela morreu após cair do 15º andar do edifício.

Em imagens do circuito de segurança do prédio divulgadas na semana passada, Rafael aparece batendo a cabeça no elevador, demonstrando desespero, logo após a queda da adolescente. A família da adolescente rejeita a hipótese de suicídio. O jogador, tanto no depoimento à polícia como por meio de seu advogado, disse que a jovem se jogou da sacada e nega quaquer agresão.

A perícia no elevador e no apartamento do casal teve início às 10h desta segunda e durou cerca de três horas, de acordo com a delegada. No dia do ocorrido, foram encontradas manchas no apartamento e Silva disse à polícia que o sangue era dele. As cenas das câmeras do circuito de segurança do prédio foram gravadas às 2h27 de domingo (31). O jogador chegou de carro ao edifício. Em seguida, subiu de elevador. Dez minutos depois, Flávia chegou a pé e também pegou o elevador em direção ao apartamento.

Após 23 minutos, Rafael entrou no elevador e parecia desesperado. Flávia já havia caído do 15º andar. Ele sai do elevador rapidamente assim que a porta abre, anda pelo saguão e vê o corpo de Flávia caído no chão. A polícia chegou às 3h15 e constatou que Flávia estava morta.

Depoimentos
Na tarde desta segunda, estavam previstos os depoimentos da tia e da avó de Flávia, Larissa Kisy de Lima e Dirce de Lima, respectivamente, na 5ª Seccional. O avô da adolescente, João Luís de Lima, também compareceu à delegacia e foi o primeiro a ser ouvido pela delegada. Em seguida, quando Dirce de Lima prestava seu depoimento, a energia no distrito policial, localizado na Avenida Celso Garcia, foi interrompida, por volta das 16h20. Desta forma, Ademar Gomes solicitou o adiamento das oitivas, que foram remarcadas para as 14h de sexta-feira (12).

Ao deixar a delegacia, Larissa, tia de Flávia, disse não lembrar que havia afirmado à polícia na noite do ocorrido que a sobrinha ameaçava se jogar do apartamento caso Rafael a deixasse. As declarações de Larissa constam do boletim de ocorrência registrado no 10º DP, da Penha, naquela madrugada.

"Não afirmei que ela falou nada para mim. Nunca ouvi isso dela. Talvez eu tenha até falado (o que está no boletim de ocorrência), porque estava muito nervosa. Não acredito que ela teria se jogado", disse, nesta segunda-feira. No entanto, ela negou que esteja fazendo qualquer acusação contra Rafael Silva. Sobre o depoimento da próxima sexta, ela afirmou que apenas vai "responder o que a delegada perguntar".

G1

Ciúme Doentio



Quando o bebê nasce, sente, ele e a mãe, como algo único, justaposto, um prazer total, exatamente como era no útero.

No dia a dia, quando a mãe tem que interromper uma mamada, para fazer, por exemplo, xixi, este período breve de afastamento, é sentido como uma separação, despertando raiva, muita raiva. Se soubesse falar palavrões, e pudesse articular, faria, pois nesta época não há compreensão dos fatos e sim sentimentos de abandono, medo, incapacidade e angústia. Tudo porque não está amadurecido e socializado para entender que o afastamento da mãe não significa abandono, e o fato desta se relacionar com o marido e outras pessoas signifique que ele, bebê, não tem qualidades e que ela, mãe, não o ame.

Porém, se ele, bebê, tivesse possibilidade a espancaria, psicoticamente.

Muitos jovens e adultos, que não conseguiram resolver bem esta fase, de certa forma, ficaram parados, não evoluíram na forma de amar. Respiram o cônjuge e assim como o bebê, estão regredidos, amam de forma possessiva, egoísta, ameaçadora e agressiva. Atualizam a perturbação da infância só que com algumas diferenças:
· Possuem inteligência desenvolvida
· Estrutura corporal
· Habilidades para manifestar sentimentos, alguns perigosos e fatais
· Cresceram no corpo e na inteligência, porém afetivamente amam como um bebê

Este ciúme é patológico, perigoso, justificando a máxima interrogativa: quem ama mata? Sim, quem ama doentiamente, pode matar.

Sintomas do ciúme patológico:
Ter ciúme do passado do cônjuge
Querer saber de forma recorrente o que o outro está pensando
Controlar ligações telefônicas
Anunciar, não saber viver sem o outro
Desconfianças injustificáveis
Isolamento social
Ameaças de morte, em casos de rompimento conjugal
Agressões físicas e emocionais
Controlar, de forma generalizada, a vida do cônjuge

O que fazer ?
· Tentar dialogar, a fundo, sobre o assunto e não se submeter às manipulações infantis
· Em caso de adolescentes e jovens, abordar o assunto de forma amiga, porém com pedidos de amadurecimento e mudanças concretas na forma de se relacionar
· Em casos persistentes, procure ajuda psicológica e tome providências concretas
· Lembre-se: na maioria dos homicídios passionais, muitos dos sintomas aqui apresentados, já estavam presentes, ou seja, tragédias anunciadas

Um conselho amigo: se tiver que pecar, peque pela prudência. Não hesite em procurar ajuda psicológica.

Haroldo Lopes

Gangue de meninas é detida em São Paulo, mas já está de volta às ruas


As meninas, entre seis e 12 anos, já foram detidas mais de 15 vezes, na região da rua Domingo de Moraes, na zona sul de São Paulo. Depois de detidas, as meninas voltam às ruas no mesmo dia e voltam a praticar furtos.

R7

domingo, 7 de agosto de 2011

EDUCANDO PARA SEMPRE DIZER A VERDADE

Valor espiritual sobre a Veracidade- Textos de Abdu'l-Bahá

"A veracidade é a base de todas as virtudes humanas. Sem a verdade, o progresso e o êxito de todos os mundo de Deus são impossíveis "
"Em nenhuma circunstância devemos dizer a mentira..."


" Orientação aos Pais:
Sempre digam a verdade.
Se vocês vão sair e deixar seu filho em casa, não mintam dizendo:
"Não vamos sair ", a seguir quando ele não perceber ,saem e o deixam
sem lhes dizer nada.


Se alguém a quem não desejam vier lhes visitar, não mandem a criança
dizer : " Meus pais não estão ".


Se tem doces em casa, mas não querem que seu filho os coma nesse momento não digam:"Não há ", mas sim explique-lhes a razão porque não deve comê-los.


Em cada caso. e com palavras adequadas à sua idade, expliquem-lhe a razão que coces tem para tal ação, e sigam firmes e calmamente em sua decisão.
Mesmo que seu filho chore, aprenderá a confiar em suas palavras, caso a verdade sempre for dita. Pelo contrário, se lhe mentem, ele rapidamente aprenderá a não acreditar em vocês e de todos os modos chorará. "


Texto da Educadora Juanita de Hernandez- Livro "Educar é Ensinar a Viver "


Parece tolo e pequeno este conselho...Mas não é, e vemos esta maneira de viver no cotidiano.
Hoje vivemos numa sociedade onde os adultos, as lideranças, deixam de falar a verdade constantemente, com a maior naturalidade. Como se a mentira seja algo normal, saudável, aceitável...... Só faltam " jurar perante o altar" , como dito no ditado popular, que estão dizendo a verdade.
Mas a gente sente e percebe quando a mentira está instalada.....Cada um sabe....O mundo hoje percebe....

Eduquemos nossas crianças para a veracidade: irá trazer benefício para ela e para sociedade

Blog Ternura de Deus

Caso Juan: exame forense foi determinante na elucidação


Análise feita em várias etapas, com técnicos de especialidades variadas, permitiu a peritos ter certeza que corpo era do menino morto em Nova Iguaçu

Rio - Foi uma novidade da Polícia Técnica do Rio de Janeiro, o setor de Antropologia Forense, que produziu uma das principais provas que ajudaram na elucidação da morte e desaparecimento de Juan Moraes, 11 anos. O menino foi morto durante ação de policiais do 20º BPM (Mesquita) no bairro Danon, em Nova Iguaçu, em 20 de junho. Dez dias depois do crime, a ossada de Juan foi encontrada em Belford Roxo. Quatro PMs foram presos acusados do crime.

Apesar de a polícia afirmar que o material analisado no setor no Instituto Médico-Legal (IML) é de Juan — comprovado depois por DNA — o corpo do menino será exumado a pedido do defensor público Antônio Carlos de Oliveira. Ele quer um novo DNA que será feito por um laboratório em São Paulo conveniado ao órgão, já que um laudo da Polícia Civil atestou, primeiro, que se tratava de ossada feminina.


Criada há oito meses, a Antropologia Forense — que analisa esqueletos humanos — detectou o erro. O trabalho permitiu, antes do teste de DNA, que fosse descoberto, por meio de sobreposição de imagens, que os ossos provavelmente eram de Juan.

O exame foi feito basicamente pelo crânio e pélvis. “Indícios apontavam para ele, mas não eram fortes o suficiente para determinar que se tratava de Juan. Ele não havia entrado na puberdade, por isso as características não ofereciam precisão para a dizer o sexo”, explicou o chefe da Antropologia Forense, o cirurgião-dentista Marcos Paulo Salles Machado.




Investimento vai acelerar processo


A análise da ossada de Juan durou cinco dias devido à repercussão do caso. Mas, em geral, ela dura meses. Para acelerar o processo, a Antropologia Forense aguarda investimentos para o setor, principalmente porque deve passar a analisar as ossadas encontradas no estado.

Enquanto os investimentos não chegam, Marco Paulo conta com a ajuda dos peritos de vários setores do IML. “Não tenho os melhores recursos, mas com o que eu tenho, consigo fazer o trabalho. O IML é uma casa de ciência. Temos que mobilizar as pessoas para a importância da criação de um novo serviço. Esse exame pode ser realizado com rotina”, disse ele.
Sobreposição
A partir da foto de Juan, divulgada pelo Disque-Denúncia (2253-1177), foi realizada a sobreposição da imagem com o crânio encontrado em Belford Roxo.

Segundo a perícia, marcações e medições em pontos específicos da foto e da ossada permitiram concluir que há perfeita coincidência entre as imagens.

Ossada da vítima estava incompleta
Segundo o laudo da Antropologia Forense, a ossada de Juan chegou incompleta, pois alguns ossos estavam fraturados e as mãos e os pés ainda tinha pele. Junto ao material, foram enviados ainda dois ossos não humanos.

O setor teria condições de atestar com certeza tratar-se da ossada de Juan, através da arcada dentária do menino que foi encontrada. Isso seria possível se houvesse uma foto dele de perfil ou sorrindo. “Com a sobreposição de imagens, isso é possível porque os dentes projetam externamente as nossas características craniofaciais”, explicou Marcos Paulo.

Exames comparativos com radiografias dos dentes de Juan, se houvesse, também seriam analisadas. Tratamento de canal, obturações e restaurações são características analisadas.

As avaliações dentárias são feitas para a Antropologia Forense pelo serviço de Odontologia Legal. Foi através do exame feito no setor que descobriu-se que a ossada era de uma pessoa entre 10 e 12 anos.

O DIA ONLINE

País não está preparado para ensino de música

Não existem profissionais de música suficientes para o número de crianças no país / Tamara Kulikova / Shuttestock

Veja o que será aplicado nas aulas, os problemas e as soluções que o Brasil terá pela frente

No dia 18 de agosto de 2008 foi aprovada a lei federal nº 11.769,do MEC (Ministério da Educação), que tornou o ensino de música obrigatório em escolas públicas e particulares de ensino médio e fundamental do país. Na época foram dados três anos de prazo para as instituições se adaptarem e incluirem a disciplina na grade. No entanto, o cenário atual das instituições de ensino mostra que não houve muito avanço e boa parte nem sabe quando e como vai começar a ministrar as aulas.

É importante ressaltar que a música antes era considerada conteúdo optativo na rede pública e particular de ensino, ficando a cargo do planejamento pedagógico das escolas. Agora as secretarias estaduais e municipais de ensino terão que organizar a matéria na grade curricular já a partir do próximo dia 18.

Aulas
A secretária de educação de São Bernardo do Campo, Cleuza Repulho, explica que nas aulas serão desenvolvidos temas como história da música, conhecimentos de instrumentos, música brasileira e prática de instrumentos básicos (violão e flauta, por exemplo). Já quem quiser um instrumento mais específico, como violino e bateria, terá que pedir um acompanhamento pela própria escola e praticar em aulas extracurriculares, ou seja, fora da grade tradicional.

Ainda segundo Repulho, não existe nenhum critério para notas durante a aplicação do conhecimento de música. “Ainda não está claro como será a avaliação para os alunos”, diz a secretária, que também fala da importância da aula em relação aos jovens. “Nesta proposta a ideia é estimular as crianças a terem um contato com diversas artes desde cedo e aumentar a sua visão cultural.”

Sem nenhuma definição de como avaliar, Susana Kruger, diretora educacional do Projeto Guri, associação que incentiva a música através de cursos gratuitos, indica que o melhor modo seria por fatores como envolvimento, comprometimento e respeito.

A especialista também comenta que é possível avaliar o desenvolvimento musical de cada aluno. “O professor pode prover meios e usar diferentes ferramentas para estimular o aluno a alcançar o patamar seguinte, motivá-lo a estudar e a melhorar”, diz Kruger, que ainda fala de como os educadores devem incentivar os alunos. “Para todos estes aspectos (musicais e extra-musicais) não é aconselhável dar nota, mas sim emitir um parecer qualitativo, que incentive o aluno a desenvolver os pontos que precisam ser melhorados."

Seguindo esta ideia de avaliação, a diretora do Projeto Guri analisa qual seria o ideal para aplicação das aulas. “Qualquer conteúdo musical deve ser trabalhado nas perspectivas de atividades (execução, composição e apreciação) e de dimensões de conhecimento musical (materiais, expressão e forma). Somente desta maneira os alunos terão um contato autêntico e significativo com a música, se desenvolverão neste discurso e nos aspectos sociais e humanos envolvidos.”

Problemas e soluções
Apesar de a proposta ser vista como bons olhos existem alguns problemas na sua aplicação, como falta de professores e fiscalização das próprias aulas. “Nesse processo a principal dificuldade é que não existe gente formada o suficiente para acompanhar o grande número de alunos existente. Apesar de ser uma proposta bacana tem que ter logística, não basta a pessoa saber música, ela também tem que saber ensinar. Fora que ainda não se sabe como o ensino será fiscalizado”, comenta Cleuza Repulho.

A secretária acredita que outro empecilho será a grade escolar. “Cada vez que se cria uma disciplina o tempo de aula que é finito, fica menor. Se já temos dificuldades de dar as aulas básicas (português e matemática), como poderemos dar aulas de música com qualidade? É só mais uma dificuldade para o sistema educacional”, declara Repulho que sugere outra aplicação de ensino. “É óbvio que a iniciação de música é importante, no entanto o ideal seria uma aula de cultura, que envolvesse temas como cinema, artes, teatro e claro a música”.

Susana Kruger também afirma que faltam profissionais, mas que professores de artes poderão fazer um bom trabalho enquanto não se formam especialistas para o assunto. “Já é consenso na área da educação de que não existem profissionais específicos de música que possam assumir todas as aulas nas escolas de todo o território brasileiro. Seria necessário um investimento maciço na formação inicial e continuada dos profissionais, com criação de mais faculdades e cursos. Enquanto isso não acontece, muitas escolas têm investido na formação dos profissionais de artes ou outras disciplinas em cursos de extensão, para que estes possam dar conta da demanda da legislação. Muitos destes farão um ótimo trabalho", ressalta.

Com este problema, a especialista sugere a parceria com instituições de música como uma boa saída. “Poderia ser feita a efetivação de parcerias com instituições socioculturais que já trabalham com ensino musical, a exemplo do que acontece em países como a Inglaterra, além de incluir a música no currículo escolar, fomenta este tipo de parceria para a realização de atividades musicais complementares”, completa Susana.

Secretarias de ensino
Com problemas tanto na mão de obra como na fiscalização, as instituições municipais e estaduais farão algumas adaptações para atender a legislação. As aulas no ensino de artes (duas aulas semanais) também terão aplicações musicais, como estudos, produções e manifestações culturais. O processo já acontece com temas como teatro, dança e artes visuais. No entanto, ainda não existe previsão para a mudança.

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo informou que, para aprimorar a qualidade de ensino, serão viabilizadas ações como parcerias com instituições culturais, projetos e cursos descentralizados.

Sobre qual será a participação do MEC no processo, a instituição esclareceu que não será responsável por fiscalizar as escolas e que o funcionamento será de responsabilidade das próprias secretarias de educação de cada Estado. Quanto as escolas particulares, não há definição.

eBand

Cientista mostra que a dança melhora a capacidade cognitiva de portadores do Mal de Parkinson


LONDRES - Os frequentadores do Festival de Edimburgo, uma congregação anual de atores, comediantes e uma gama de outros artistas, estão acostumados com o inusitado. Pouca gente que compareceu ao programa deste ano, porém, estava preparada para Peter Lovatt: além de ter diante de si um cientista que não apenas defende o papel terapêutico da dança, a plateia viu um acadêmico que não se furta a sacudir os próprios ossos.

NO PASSINHO:Vídeo mostra a teoria e a prática da teoria de Lovatt

Ex-dançarino profissional com doutorado em Psicologia pela Universidade de Cambridge, Lovatt se vê numa missão de defesa e promoção de seus estudos. Até porque, alguns resultados têm sido surpreendentes mesmo para os colegas que torcem o nariz para os métodos pouco ortodoxos desse inglês de 46 anos. Ao mesmo tempo que o Laboratório de Psicologia da Dança que ele coordena na Universidade de Hertfordshire gera publicidade em talk shows e programas de variedades, também gera resultados em estudos sobre passos e firulas na capacidade cognitiva de portadores do Mal de Parkinson. Lovatt e sua equipe constataram que dançar combate os efeitos mentais degenerativos da doença.

- Já existem outros estudos mostrando que a dança ajuda nas questões de mobilidade e equilíbrio dos portadores de Parkinson, mas o que pudemos ver nos nossos estudos é que há também influência cognitiva, sobretudo no processo de pensamento divergente, em que é preciso encontrar mais de uma solução apropriada para um problema. Basicamente a dança é melhor do que o exercício tradicional para essas pessoas - explica o cientista.

Os resultados de um trabalho de três meses com grupos de pacientes revelam ainda dados curiosos sobre os efeitos cognitivos: enquanto formas de improvisação de dança influenciaram o pensamento divergente, formas estruturadas, em especial o tango, desenvolveram efeitos no pensamento convergente (o que busca uma única solução para determinado problema). Nesse caso mais específico, Lovatt detectou acelerações em apenas 15 minutos de dança.

- Foi um resultado que também vimos nos experimentos com gente saudável. Imagine se as escolas pudessem incentivar mais movimentação dos alunos em vez de deixá-los sentados o dia inteiro. Ainda não sabemos como, mas está claro que a dança tem influência nos processos neurais. No caso do Parkinson, por exemplo, os cérebros de quem tem a doença podem estar desenvolvendo caminhos alternativos, driblando as partes afetadas - especula o cientista.

O exercício de imaginação tem também um aspecto pessoal: disléxico, Lovatt tinha sérias dificuldades e passou por anos de estudo sem conseguir obter as qualificações obrigatórias para tentar um curso universitário - não que ele fizesse muita questão na época, diga-se de passagem. Seus esforços eram destinados à dança e ele trabalhou anos como profissional participando de produções teatrais e mesmo de turnês em cruzeiros.

- Não tinha o menor interesse no meio acadêmico, achava fora da realidade. Só aprendi a ler de verdade quando comecei a usar o ritmo da dança para me ajudar com palavras mais complicadas. Foi quando comecei a ver que estava fazendo basicamente o que todo mundo faz quando gesticula em busca das palavras: algum tipo de movimento - explica Lovatt.

E se os benefícios de exercícios físicos já foram mais que divulgados pelo meio acadêmico, o cientista-dançarino acredita que é necessário expandir o corpo de estudos sobre a dança. Especialmente porque nem tudo são flores no que diz respeito a seus efeitos.

- No laboratório, por exemplo, estamos trabalhando com análises de casos de bailarinas clássicas adolescentes, cuja baixa-estima costuma ser menor que a de meninas da mesma idade que não dançam. Estamos testando tanto a hipótese de que o meio do balé afeta os sentimentos das bailarinas quanto a de que meninas de baixa auto-estima procuram a dança clássica justamente porque a dificuldade técnica reforça sua autopiedade.

Lovatt defende, sobretudo, um maior reconhecimento da dança como parte da base social do ser humano. Por mais que homens e mulheres do século XXI já não precisem tanto de seus passos como parte dos esforços de acasalamento - ou mesmo na esfera psicológica - os estudos em Hertfordshire vêm mostrando que esta relação é mais complexa do que se imaginava.

- É por isso que apareço em programas de TV ou organizo shows como o de Edimburgo. A dança é uma parte importante na história humana e as evidências de que tem influência muito maior do que imaginávamos são motivos de sobra para que todos prestem um pouco mais de atenção - finaliza Lovatt.

O Globo

Polícia suspeita que mulher tenha dado soda cáustica para filha de 11 meses


Em depoimento, a mulher negou ter dado o produto para a filha.

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