quarta-feira, 30 de maio de 2012

Justiça determina que filho de Eliza Samudio deve ficar com a avó


Foragido, o avô reivindicava a guarda da criança na Justiça.
Caso foi apreciado pela 1ª Vara da Família de Foz do Iguaçu, no Paraná.


A Justiça determinou nesta quarta-feira (30) que o filho da modelo Eliza Samudio, desaparecida desde junho de 2010, com o goleiro Bruno Fernandes deve ficar definitivamente com a avó materna, Sônia de Fátima Moura.

No processo que tramitou em segredo de Justiça na 1ª Vara da Família de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, o avô materno, Luíz Carlos Samudio, também reivindicava a guarda da criança, que hoje tem dois anos. Sônia já era responsável por Bruninho graças a uma decisão liminar. Os dois residem no distrito de Anhanduí, a 50 quilômetros de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Ao G1, a advogada da avó, Maria Lúcia Borges Gomes, afirmou que por meio do advogado o avô reconheceu que o neto está bem e concordou que a avó permanecesse com a guarda da criança. A jurista declarou também que Luíz Carlos Samudio não tem condições de criar a criança uma vez que possui débitos com a Justiça. Ele foi condenado por abusar sexualmente da filha mais nova. A prisão preventiva foi decretada em maio de 2011 e desde então ele é considerado foragido.

A briga pela guarda da criança começou após o desaparecimento da modelo. Eliza Samudio foi vista pela última vez no sítio de Bruno, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde então o atleta cumpre prisão provisória.

Nesta terça-feira (29), a Justiça mineira concedeu liberdade condicional a Bruno. O benefício refere-se ao processo de cárcere privado e lesão corporal cujo atleta foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão. Mesmo assim, ele não pode sair da prisão. Isso só poderá ocorrer após o julgamento de um pedido de habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado ao desaparecimento e morte de Eliza Samudio.

Relembre o caso Eliza Samudio
O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus vão a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado. Em fevereiro de 2010, a jovem deu à luz um menino e alegava que o atleta era o pai da criança.

O goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão – conhecido como Macarrão –, e o primo Sérgio Rosa Sales vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Sérgio responde ao processo em liberdade. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dayanne, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Bruno. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio.

G1

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dia Mundial da Energia: confira dicas para economizar


Criado em 1981, numa iniciativa da Direção Geral de Energia (em Portugal), o Dia Mundial da Energia é comemorado em 29 de maio. Esta comemoração tem por finalidade sensibilizar e motivar as pessoas quanto à necessidade de poupar energia e a importância de preservar os recursos naturais.


Dicas

Muitos consumidores têm o hábito de dormir com a televisão ligada, usar lâmpadas incandescentes e abrir a geladeira diversas vezes em um curto espaço de tempo. Pode não parecer, mas atitudes como estas e muitas outras podem elevar, e muito, o consumo de energia elétrica dentro de uma residência.

Tomar banho com a água bem quente é bom. No entanto, manter a chave do chuveiro elétrico na posição “Verão” economiza 30% mais energia do que se estiver na posição “Inverno”. Os consumidores devem evitar, ainda, deixar os equipamentos eletrônicos em modo stand by, pois eles também consomem energia. Se a casa ficar vazia por um longo espaço de tempo, o recomendado é desligar todos os aparelhos. O mesmo vale para aqueles que gostam de dormir com o televisor ligado. O ideal é programar o equipamento para desligar automaticamente por meio do timer.

Além dessas dicas, o gestor Executivo da EDP Escelsa, Amadeu Wetler, orienta, ainda, a troca das lâmpadas e o aproveitamento da luz solar, quando o assunto é a iluminação de ambientes. “Mais duráveis e econômicas, as lâmpadas fluorescentes podem ser usadas na cozinha, garagem, área de serviço e em qualquer outro cômodo da casa. Além disso, durante o dia, evite deixar as luzes acesas, abra as janelas, persianas e cortinas. A economia será certa”, destaca Wetler.

Os consumidores devem ficar atentos também ao uso da máquina de lavar roupa e o ferro de passar. Se a máquina tem capacidade para bater até dez quilos, não há necessidade de ligá-la apenas para trabalhar pela metade da carga. A mesma dica vale para as secadoras. Lavar ou secar poucas peças é desperdiçar energia. Com o ferro de passar roupas também não é diferente. Evite usá-lo diversas vezes ao dia para desamassar apenas uma peça do vestuário. Acumule grande quantia de roupas e passe todas de uma única vez. Além disso, comece pelas roupas mais leves até que o ferro esteja na temperatura ideal e quente para as demais peças. Pode demorar mais tempo para concluir o serviço, mas o gasto será menor.

Em dias de muito calor, nada melhor do que usufruir de um ar-condicionado. Para que o equipamento não consuma mais energia do que o necessário, o recomendado é deixar todas as portas, janelas, persianas e cortinas fechadas, para evitar a entrada do calor no ambiente e forçar a capacidade do aparelho.

Fonte: EDP Escelsa

Site de Linhares

Inclusão: 7 professoras mostram como enfrentam esse desafio


Educadoras compartilham a experiência de ensinar alunos com necessidades educacionais especiais. As soluções sempre envolvem o trabalho em equipe

Ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) ainda é um desafio. Nos últimos dez anos, período em que a inclusão se tornou realidade, o que se viu foi a escola atendendo esse novo aluno ao mesmo tempo que aprendia a fazer isso. Hoje ainda são comuns casos de professores que recebem um ou mais alunos com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento (TGD) e se sentem sozinhos e sem apoio, recursos ou formação para executar um bom trabalho. Dezenas de perguntas recebidas por NOVA ESCOLA tratam disso. Mas a tendência, felizmente, é de mudança - embora lenta e ainda desigual. A boa-nova é que em muitos lugares a inclusão já é um trabalho de equipe. E isso faz toda a diferença.

A experiência de Roberta Martins Braz Villaça, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, comprova isso. Entre seus 24 alunos da pré-escola está Isabelly Victoria Borges dos Santos, 5 anos, que tem paralisia cerebral. Apesar do comprometimento motor, a menina tem a capacidade cognitiva preservada. Na escola desde o ano passado, ela participa de todas as atividades. "Os conteúdos trabalhados em sala são os mesmos para ela. O que eu mudo são as estratégias e os recursos", explica a professora.

Isabelly se comunica por meio da expressão facial. Com um sorriso ela escolhe as cores durante uma atividade de pintura. No parque, com a ajuda das placas de comunicação, decide se quer brincar de blocos de montar ou no escorregador. Nas atividades de escrita, indica quais letras móveis quer usar para formar as palavras e já reconhece o próprio nome. "Ela tem avançado muito e conseguido acompanhar a rotina escolar", comemora a professora.

Roberta não está sozinha nesse trabalho. Ela conta com o apoio diário de uma auxiliar, que a ajuda na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal de Isabelly. Outra parceira é a professora do atendimento educacional especializado (AEE). Num encontro semanal de uma hora, elas avaliam as necessidades da menina, pensam nas estratégias a utilizar e fazem a adaptação dos materiais.

Inaugurada em 2001, a escola em que Roberta leciona já foi construída levando em conta a inclusão: o projeto previa um elevador e um espaço para uma futura sala de recursos. Mas daí a funcionar com qualidade, com materiais diversos e uma equipe afinada, foi um longo caminho. "Somente em 2005 passamos a contar com estagiários e auxiliares em sala", lembra a diretora, Maria do Carmo Tessaroto.

Gestores preocupados com a questão e que buscam recursos e pessoal de apoio fazem da inclusão um projeto da escola. Dessa forma, melhoram as condições de trabalho dos professores, que passam a atuar em conjunto com um profissional responsável pelo AEE, a contar com diferentes recursos tecnológicos e a ter ciência de que o aluno com deficiência ou TGD não é responsabilidade exclusivamente sua. Com a parceria da família, as possibilidades de sucesso são ainda maiores, como você verá nas páginas a seguir. Com base nas experiências de professoras que atendem alunos com NEE, respondemos às seis perguntas mais recorrentes enviadas à redação. Essas educadoras certamente indicarão caminhos para você que, como elas, trabalha para fazer a inclusão de verdade.

Veja mais:
2 - O que fazer quando recebo um aluno com deficiência em uma turma numerosa?
3 - Como conseguir recursos quando a escola não tem sequer infraestrutura adequada?
4 - Como deve ser a articulação entre o professor da sala e o responsável pelo AEE?
5 - Qual a melhor maneira de lidar em sala de aula com situações-limite?
6 - Como a tecnologia pode melhorar a aprendizagem de alunos com deficiência?
7 - Como explicar às famílias que é preciso adequar o currículo às necessidades dos filhos?

Nova Escola

Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo e deficit de 200 mil vagas


Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O deficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.

Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal - instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação "melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação".

Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

De acordo com os dados mais recentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los (deficit de 198 mil).

"Pela lei brasileira, cada preso tem que ter no mínimo seis metros quadrados de espaço (na unidade prisional). Encontramos situações em que cada um tinha só 70 cm quadrados", disse o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, em 2008.

Falta de condiçõesSegundo ele, a superlotação é inconstitucional e causa torturas físicas e psicológicas.

"No verão, faz um calor insuportável e no inverno, muito frio. Além disso, imagine ter que fazer suas necessidades com os outros 49 pesos da cela observando ou ter que dormir sobre o vaso sanitário".

De acordo com Dutra, durante a CPI, foram encontradas situações onde os presos dormiam junto com porcos, no Mato Grosso do Sul, e em meio a esgoto e ratos, no Rio Grande do Sul.

Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade.

Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo.

"A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios", disse à BBC Brasil.

VigilânciaPorém, abusos de direitos humanos não ocorrem somente devido ao déficit de vagas.

Em todo país, há denúncias de agressões físicas e até tortura contra detentos praticadas tanto por outros presos quanto por agentes penitenciários.

"No dia a dia, recebemos muitas denúncias de agressões físicas, mas é muito difícil provar, pelo próprio ambiente (de isolamento). Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas", afirmou Cacicedo.

O número de mortes de detentos nos sistemas prisionais não é divulgado pelos Estados, segundo o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho.

"O sistema penitenciário é opaco, uma organização (não-governamental) já tentou fazer esse levantamento, mas não conseguiu."

Segundo o deputado Dutra, o ambiente geral desfavorável aos direitos humanos no sistema prisional do país foi o que possibilitou o surgimento de facções criminosas.

Entre elas estão o Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, que hoje operam as ações do crime organizado dentro e fora dos presídios.

Defensores

Outra recomendação explícita feita pelo grupo de 78 países-membros durante a sabatina na ONU foi a disponibilização permanente de defensores públicos em todas as unidades prisionais do país.

Uma das funções deles seria acelerar a apuração de abusos de direitos humanos contra presos.

Outros papeis seriam oferecer assistência jurídica para que os detentos não fiquem encarcerados após acabar de cumprir suas penas ou tenham acesso mais rápido ao sistema de progressão penitenciária (regime semiaberto ou liberdade assistida) - o que ajudaria a reduzir a superlotação.

Mas o país ainda está longe dessa realidade. Só em São Paulo, um dos três Estados com maior número de defensores, o atendimento a presos nas unidades prisionais é feito por meio de visitas esporádicas.

De acordo com Cacicedo, apenas 29 das 300 comarcas do Estado têm defensoria. Além disso, só 50 dos 500 defensores se dedicam ao atendimento dos presos.

O Estado, no entanto, possui 151 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária (sem contar as cadeias públicas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.)

SoluçõesSegundo Jesus Filho, os problemas não são resolvidos em parte devido ao perfil da maioria dos detentos.

Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.

Domingos Dutra diz que uma possível solução para reduzir a população carcerária seria o emprego de detentos em obras públicas e estímulo para que eles estudem durante a permanência na prisão.

A legislação já permite que a cada três dias de trabalho um dia seja reduzido da pena total. Mas, segundo Dutra, nem todos os governos estaduais exploram essa possibilidade.

Esta é a primeira de uma série de reportagens da BBC Brasil sobre as deficiências do país na área de direitos humanos que serão publicadas ao longo desta semana.

BBC Brasil

Fila da adoção não anda por causa das exigências dos futuros pais


Nesta quinta-feira, 25 de maio,foi comemorado o Dia Nacional da Adoção. No Brasil, quase 30 mil casais estão na espera pela adoção, bem mais que as cinco mil crianças cadastradas.

Que felicidade pode ser maior do que ter o amor de um filho? Para milhares de brasileiros, esta sexta-feira foi um dia muito especial, porque o dia 25 de maio é o Dia Nacional da Adoção.

Três filhos vieram ao mesmo tempo. Os irmãos Ana, Léo e Paola encantaram os pais adotivos. Eles mudaram os planos da família de adotar apenas uma criança. “A gente decidiu que, pode não caber na planilha, mas cabe lá em casa, cabe no coração”, afirma Thaíse Nardelli, mãe adotiva.

Mas, para a Justiça, história como essa são raras. No Brasil, quase 30 mil casais estão na espera pela adoção, bem mais que as cinco mil crianças cadastradas. Ainda assim, a fila não anda, por causa das exigências dos futuros pais. “Não fecha a intenção de quem quer adotar com as crianças que estão no abrigo”, declara a juíza Lídia Munhoz Mattos.

São poucos os casais que aceitam mais que uma criança. São muitas as crianças tem irmãos e não podem se separar. As exigências continuam na cor da pele. Ao todo, 35% só querem criança branca. E a maioria prefere bebês. “Se a gente vê que vai demorar muito, pode mudar a idade no processo, mas a gente quer bebê”, diz uma jovem.

Desde 2009, a lei exige que quem quer adotar faça um curso preparatório. Nas aulas, se aprende, por exemplo, que a prioridade para a Justiça não é encontrar a criança ideal para cada família inscrita, mas a melhor família para cada criança.

No curso, em Curitiba, os casais recebem até bonecas para treinarem em casa. Quem coordena é Hália de Souza, que se tornou mãe adotiva há 40 anos. “A gente mostra no curso que este bebe que eles querem hoje, daqui a 5 anos, vai ter 5 anos. Então, porque não levar uma de 5 anos de uma vez?”, sugere Hália que também é presidente da ONG Adoção Consciente.

Bom Dia Brasil

Crianças quebram posto de saúde no interior paulista


Meninos tinham idade entre 6 e 9 anos; há uma semana, eles depredaram outro posto

Três meninos, com idades entre seis e nove anos, depredaram um posto de saúde em Serra Azul, região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Eles quebraram uma porta, estilhaçaram vidros e deixaram medicamentos e seringas espalhados pelo chão. Funcionários descobriram que a invasão havia sido feita por crianças em razão de um desenho deixado na parede.

Os meninos são os mesmos que, há uma semana, invadiram outro posto de saúde na cidade. Eles vão precisar fazer exames, porque manusearam seringas e agulhas. As crianças já foram devolvidas aos pais, que terão que arcar com o prejuízo.

R7

Professora desenha alunos em moldes de jornal


Nas aulas de Matemática do 5º ano da Escola Humberto Cordeiro os jovens aprenderam sobre medidas em atividade prática onde todos foram contornados

Na Escola Municipal Humberto Cordeiro (Ponta Grossa), a professora da turma do 5º ano, Elaine Hauer Dias, utiliza o jornal em todas as aulas, inclusive quando o assunto é ‘Construção e Análise de Gráficos’, na disciplina de Matemática. Com isso, ela está conseguindo estimular a leitura como instrumento que viabilize o acesso à informação e melhor compreensão da realidade social, promovendo a reflexão e discussão do processo do conhecimento. “O trabalho contemplou os estilos de representações gráficas e abordou também a construção de hipóteses e soluções para problemas propostos, bem como novas formas de representação”, explica a professora.

Nesta atividade, Elaine pediu que todos deitassem em folhas de jornal onde foi feito o contorno do corpo de cada um e, em seguida, tiradas as medidas. Em seguida, foi criado um gráfico com nome e agrupamentos por aproximação de altura. Conhecendo sua altura, cada aluno pôde perceber e comparar com os demais a diferença que há entre eles. “Após o agrupamento houve várias manifestações referente à idade e a altura dos pais. Ao final da atividade todos levaram para casa o boneco para buscar informações e perceber, através da hereditariedade, a base de sua altura”, conta.
A aprendizagem contextualizada, defendida pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), visa que o aluno aprenda a mobilizar competências para solucionar problemas em contextos apropriados. Para Elaine, “a socialização dos resultados apurados mostrou a importância do uso de metodologias diferenciadas, proporcionando um aprendizado significativo em um ambiente onde o aluno reconheça as várias possibilidades de reformular novos conceitos para seu melhor desempenho e compreensão”.

JM News

Polícia resgata Zeca, cachorro roubado em arrastão


Cão da raça Staffordshire Terrier tinha sido levado por criminosos no último dia 22, após roubo em condomínio na Aclimação

A Polícia Civil de São Paulo informou ter encontrado na tarde desta segunda-feira o cachorro Zeca, da raça Staffordshire Terrier, em uma favela no bairro Monte Kemmel. O animal tinha sido roubado durante um arrastão num condomínio na Aclimação, Zona Sul da capital, no último dia 22.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, os policiais da 4ª Delegacia do Patrimônio do Deic prenderam no sábado três suspeitos de participar do arrastão que estavam escondidos na favela do Violão, no Parque Novo Mundo, na Zona Norte. Os responsáveis pela operação também apreenderam um automóvel da marca Gol utilizado no roubo.

Zeca foi encontrado pelos policiais, nesta segunda-feira, próximo ao local onde os criminosos mantinham sua base de operações, no bairro do Monte Kemmel. O cachorro estava acompanhado de crianças.

Campanha - Depois do arrastão, o dono do cachorro, o personal trainer Cristiano Maffra, começou uma campanha para encontrar o animal. Um blog foi criado e a foto de Zeca foi compartilhada por diversas pessoas através do Facebook.

No último domingo, o programa Pânico na Band também aderiu à campanha e levou o dono do cachorro ao vivo ao palco para pedir a ajuda do público. Após o anúncio da polícia desta segunda-feira, Maffra escreveu em seu perfil na rede social: “Zeca voltando para casa!!!!!! Polícia achou nosso cão, Brasil!”.

Veja

Paciente com Mieloma Múltiplo não consegue comprar remédios para tratar câncer


Raimundo Bruzzi luta contra o Mieloma Múltiplo, uma doença que prejudica a imunidade. Estima-se que 30 mil brasileiros sofram com o mal, que ataca idosos, na maioria dos casos

Mieloma múltiplo é uma doença hematológica (do sangue) que se caracteriza pela proliferação descontrolada de células plasmáticas. A incidência da doença ocorre a partir da sétima década da vida, sendo rara antes dos 40 anos. Atinge, preferencialmente, o sexo masculino e os pacientes de raça negra.

Os portadores de mieloma têm uma produção aumentada de células plasmáticas e, portanto, um número aumentado dessas células na medula óssea, que pode variar de 10% a 90% – normalmente, as células plasmáticas constituem menos de 5% das células da medula óssea. Tais acúmulos de células plasmáticas são denominados plasmocitomas. O aumento das células plasmáticas pode acontecer na medula óssea (acúmulo intramedular) ou em outras localizações (acúmulo extramedular), portanto os pacientes com mieloma múltiplo podem apresentar plasmocitomas intra ou extramedulares.
Sinais e Sintomas

Anemia, fadiga e dores ósseas constituem a tríade que sugere o diagnóstico de mieloma múltiplo, embora outros achados sugiram também a doença, como fraturas patológicas, hipercalcemia, insuficiência renal e proteinúria de Bence-Jones.

Dor óssea: um sintoma característico do mieloma múltiplo é a dor que não responde a tratamento analgésico.

Fraturas ósseas: as fraturas ósseas costumam ser patológicas, o que significa que podem ocorrer por pequenos traumas. A dor óssea e as fraturas são os primeiros sintomas do mieloma múltiplo.

Hipercalcemia: é uma alteração da bioquímica do sangue caracterizada pelo aumento dos níveis de cálcio na corrente sanguínea. Se não for controlada, pode causar outros efeitos colaterais como, por exemplo, insuficiência renal.

Lesões osteolíticas: podem aparecer lesões ósseas disseminadas parecidas com a osteoporose, uma vez que as células plasmáticas ultrapassam 30% do valor normal. Essas lesões enfraquecem o osso, podendo provocar dor óssea e/ou fraturas patológicas.

Proteinúria de Bence-Jones: as células plasmáticas produzem anticorpos (imunoglobulinas) que fazem parte do sistema imunológico e que, na realidade, são proteínas. O aumento dessas proteínas pode ser detectado no sangue. As proteínas são denominadas proteínas M. Fragmentos dessas proteínas, denominadas proteínas de Bence-Jones, são evidenciados em exames de urina.
Muitos pacientes confirmam o diagnóstico de mieloma após a realização de exames de rotina de sangue e urina, nos quais são encontradas alterações mostrando níveis elevados de proteínas.

Alterações hematológicas: o aumento das células plasmáticas e do cálcio e o excesso de proteínas no sangue podem danificar os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, provocando anemia (diminuição de glóbulos vermelhos) e trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas), o que pode causar sangramentos, e também alterando o sistema imunológico, predispondo o paciente à infecções.

www.combateaocancer.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dia 28 de Maio tem Mobilização Nacional pela Saúde da Mulher e Redução da Morte Materna


Data marca o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna; principal objetivo é chamar a atenção da sociedade brasileira para o problema das mortes maternas e ampliar o debate público sobre os direitos das mulheres.

Hoj, segunda-feira, 28 de maio, redes e organizações da sociedade civil de diversos estados estarão unidas em uma campanha nacional em prol dos direitos das mulheres à saúde e à maternidade segura. A Mobilização pela Promoção dos Direitos das Mulheres e Redução da Morte Materna, que é realizada desde 2009, contará este ano com atividades que vão desde seminários, oficinas, rodas de conversas e debates até a organização de marchas com distribuição de materiais relacionados aos temas.

As atividades estão sendo realizadas desde o início do mês, com encontros de preparação dos eventos que acontecerão nos estados de Alagoas, Bahia, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, entre outros.

Atividades programadas

Na Bahia, ocorrerão um seminário e uma vigília, organizada por mulheres feministas, ambos sobre a redução da morte materna, além da distribuição dos materiais durante a Marcha das Vadias, no centro da capital, Salvador. Para Deise Queiroz, da Articulação de Jovens Negras Feministas, a Mobilização é estratégica para reiterar o perfil das mulheres que perdem a vida por causas relacionadas à gravidez no estado. “A Bahia é um dos lugares que têm índices muitos expressivos de morte materna, apesar dos avanços que a política tem surtido. E, em sua maioria, é o perfil racial, social e econômico que mapeia quais são as mulheres que falecem”, destacou.

No Rio de Janeiro, jovens da Rede Estadual de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS realizarão uma oficina da temática; o terreiro Ilê Omolú e Oxum, localizado em São João de Meriti, realizará uma discussão ampliada sobre o tema. Ainda no Rio, estudantes universitários distribuirão os materiais da campanha pela redução da mortalidade materna na Estação de Metrô em São Cristóvão. Em São Paulo, será realizada no bairro do Campo Limpo uma atividade com foco em gestores/as de educação. Na Paraíba, uma roda de conversas vai movimentar a juventude e, no Rio Grande do Sul, haverá um seminário voltado para estudantes universitários.

Para Ângela Brito, da Rede Controle Social e Saúde da População Negra, a Mobilização é de “extrema importância para colocar as mulheres em evidência”. “As pessoas não têm acesso à educação, à informação, e essa falta influi diretamente na saúde (…) É preciso mostrar para essas mulheres quais são os seus direitos em relação à saúde e à doença”, disse a mobilizadora de Alagoas. Ela comentou ainda o fato de que, apesar do estado ser um dos menores do Brasil em extensão, é também um dos que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs), o que afeta a população tanto do ponto de vista cultural quanto socioeconômico.

Para saber se a sua cidade está participando, acesse o Mapa de Atividades da Mobilização no link http://bit.ly/Lmkx76 ou acompanhe as informações atualizadas sobre a ação na página do Facebook “Mobilização pelos direitos das mulheres e redução da morte materna”. Para mais informações e também para que a sua atividade seja incluída no mapa, envie os seus contatos (e-mails, telefones, organização que pertence, local/região) através da rede social ou porreducaomortematerna@gmail.com e promocaodosdireitos@gmail.com .

Mobilização

A Mobilização foi idealizada em 2009 pelo UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, e pela Prefeitura do Município de Salvador, com apoio do Ministério da Saúde, e vem ganhando adesões desde então. Em 2010, a campanha contou também com a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e passou a ser apoiada pelo Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia e pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Este ano, após uma atividade realizada pelo UNFPA e a ONG Criola sobre saúde das mulheres, passaram a integrar a iniciativa a Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, RNAJVHA – Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids, Articulação Negras Jovens Feministas, CEAFRO - Educação para Igualdade Racial e de Gênero da Universidade Federal da Bahia, Odara – Instituto da Mulher Negra, Associação Cultural de Mulheres Negras – ACMUN, Rede Lai Lai Apejo: População Negra e Aids, Núcleo de Jovens de Criola em Magé, Fórum Nacional de Juventude Negra, Fórum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rede de Comunidade Saudável, Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, Rede Mulheres Negras do Paraná, Rede Nacional Afro-Atitudes, Sapatá – Rede Nacional de Promoção e Controle Social das Lésbicas Negras, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB e Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Participam também da Mobilização a Prefeitura do Município de Salvador e o Departamento Nacional de Saúde do SESC.

28 de maio

A Mobilização ocorre no 28 de maio, Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. O primeiro evento que marcou a data foi o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, que ocorreu na Holanda, em 1984. Três anos depois, na 5ª edição do Encontro, realizada na Costa Rica, foi proposto que, daquele momento em diante, fosse escolhido um tema relacionado à saúde da mulher para ações políticas, a serem realizadas sempre no 28 de maio. Desde então, a data tornou-se referência para a reflexão internacional sobre saúde da mulher.

No ano seguinte, em 1988, houve a Campanha de Prevenção da Mortalidade Materna, coordenada pela Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos e pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e Caribenhas, com envolvimento da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, do Brasil. A partir dessa ação, o governo brasileiro determinou, por meio da Portaria 663/94 do Ministério da Saúde, que o dia fosse instituído como data nacional para redução da morte materna.

Redução das mortes maternas: desafio para o Brasil e para o mundo

O relatório “Tendências sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010″, divulgado no último dia 16 de maio, mostra que entre 1990 e 2010 o número de mortes maternas por ano diminuiu de mais de 543 mil para 287 mil em todo o mundo, uma queda de 47%. Enquanto foram registrados grandes progressos em quase todas as regiões, existem muitos países, particularmente na África Subsaariana, que não irão alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de redução das mortes maternas em 75% entre 1990 e 2015.

De acordo com o documento, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Banco Mundial, a cada dois minutos uma mulher morre por complicações na gravidez. As quatro causas mais comuns de morte são hemorragias graves após o parto, infecções, hipertensão durante a gravidez e abortos inseguros, realizados em más condições. Noventa e nove por cento das mortes maternas ocorrem nos países em desenvolvimento; a maioria poderia ser evitada por meio de intervenções de eficácia comprovada.

Segundo o relatório, a estimativa de razão de morte materna no caso do Brasil caiu para 56 por 100 mil nascidos vivos; entre 1990 e 2010, o país registrou uma redução de 51% nas mortes maternas, superior à média mundial (47%) e latino-americana (41%) para o período, mas ainda insuficiente para alcançar a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5, de saúde materna, que estabelece uma redução de 75% em relação aos dados de 1990.

As estimativas apresentadas no Relatório “Tendências sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010” foram computadas segundo um modelo de regressão multinível de duas etapas, metodologia que permite a comparabilidade entre os vários países. Entretanto, tais estimativas não refletem necessariamente as estatísticas oficiais dos países, que podem usar métodos diferentes; no caso do Brasil, o Ministério da Saúde divulgou recentemente que o dado oficial para a razão de morte materna é de 68 por 100 mil nascidos vivos.

Embora o país apresente uma tendência de redução das mortes maternas bastante expressiva, é necessário seguir investindo na ampliação do acesso ao planejamento reprodutivo voluntário, na melhoria da qualidade da atenção pré-natal, na formação de profissionais para o atendimento adequado, humanizado e não discriminatório, no fornecimento de serviços e na ampliação do acesso aos cuidados obstétricos de emergência quando surgem complicações.

AFRICAS
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