segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Em Brasília, festa é regada com sexo e drogas ao ar livre



O Fantástico acompanhou a operação da Polícia Civil do DF que acabou com a farra. E teve de tudo: tiroteio, apreensão de drogas.

Agora o Fantástico vai fazer uma denúncia muito séria, com imagens reveladoras. Nos arredores de Brasília, acontece uma festa ilegal, com sexo e drogas, no meio da rua.
Nossa equipe acompanhou, na madrugada deste domingo, a operação da Polícia Civil do Distrito Federal que acabou com a farra. E teve de tudo: tiroteio, apreensão de drogas... E o desespero de famílias na delegacia, já com o dia claro.
Um posto de gasolina em Ceilândia, cidade satélite de Brasília, serve de cenário para uma festa bizarra.
Meninas muito jovens dançam em poses provocantes, fazendo malabarismos sexuais em troca de drogas.
Cocaína e maconha são consumidas a céu aberto, sem constrangimento.
Imagens, obtidas com exclusividade pelo Fantástico, foram feitas pela Polícia Civil do Distrito Federal ao longo de seis meses de investigações.
“Desde que nós chegamos aqui à nossa área, em março, a gente vem fazendo diligências, investigações dessas festas que tanto incomodavam a comunidade local e principalmente com relação às denúncias de tráfico de entorpecentes, de menores que eram embriagadas e drogadas e também de perturbação da paz do sossego alheio”, diz o delegado Fernando Fernandes.
As festas geralmente acontecem às segundas, às quintas e aos sábados, sempre depois da meia-noite. São divulgadas pela internet, pelos sites de relacionamento e, segundo a polícia, contam com a presença de traficantes.
As mulheres têm entrada livre. Já os homens precisam de uma senha para participar do tal evento.
“Eles colocam os cavaletes do próprio estabelecimento ali no ponto. A pessoa chega de carro e tem que dizer a senha. Se ela não disser a senha ela não entrará naquele grupo, naquela festa”, explica o delegado.
Com drogas à vontade, não demora para as meninas, muitas delas menores de idade, ficarem completamente desinibidas.
Depois de entorpecidas, as jovens promovem, o que elas mesma denominaram como dança da perereca, que consiste em dançar com as pernas para cima, apoiadas na parede, fazendo sexo oral com seu parceiro.
E a elas então é oferecido um brinde: uma garrafa de uísque, cocaína, maconha.
“E fica nítido que elas não têm nem assim a verdadeira noção do que estão fazendo porque a essas alturas já consumiram tanta droga que aí ela não tem mais noção daquela questão da exposição da questão moral”, diz Cleide Gisele, chefe de repressão ao tóxico.
As investigações da Polícia Civil já levaram à prisão de 40 pessoas, indiciadas por crimes como tráfico de drogas, corrupção de menores, porte de armas e formação de quadrilha.
São quase 4h10 de domingo e nós estamos na 24 delegacia de polícia, em Ceilândia, onde cerca de 40 policiais estão se preparando para uma nova operação lá no posto de gasolina onde acontece a festa de sexo e drogas.
“Nossas equipes que estão lá no local infiltradas já informaram que pelo menos três traficantes foram já identificados. Vamos fazer o cerco e tentar prender em flagrante de delito”, conta o delegado Fernando.
Os carros estacionados no posto de gasolina são revistados.
“Uma boa parte aqui são dependentes químicos. Outros são traficantes. O que acontece é que nessa aglomeração, eles dispensam as drogas e se misturam no meio dos demais”, conta o delegado Hailton Cunha.
São quase 6h, já está quase amanhecendo e as meninas, as jovens que foram detidas estão todas ali e vão ser levadas agora pra delegacia, muitas delas menores de idade e de lá elas só vão sair com a presença dos pais.
Uma das meninas, de 17 anos, exibe a barriga de cinco meses de gravidez.
Os últimos suspeitos vão ser levados agora pra delegacia. Os policiais ainda vão manter parte do pessoal no local pra poder procurar em volta do posto, fazer uma varredura no terreno pra ver se encontram mais drogas, mais armas e lá na delegacia começa uma nova fase da operação. Trezentas pessoas foram parar na delegacia. Cinquenta menores de idade.
Depois de prestar esclarecimentos, os jovens começam a ser liberados. Uma tia veio buscar a sobrinha menor de idade. Outra mulher é a mãe da adolescente grávida.
A operação da madrugada deste domingo apreendeu aproximadamente meio quilo de cocaína, meio quilo de maconha, além de pedras de crack e uma arma de fogo. Vinte e três pessoas vão responder a processo por uso de drogas.


Fantástico

domingo, 19 de setembro de 2010

Infância é roubada pelo crack em bocas de lobo de Ceilândia Norte


Não são apenas adultos frustrados que se entregam ao crack. Um dos moradores dos bueiros da QNN 3 é um menino de apenas 11 anos. A aparência do rosto, porém, esconde a pouca experiência. A face do pequeno Luís* está completamente destruída pela droga. Os olhos fundos, com olheiras marcadas e a pele queimada pelo sol, fazem-no parecer mais velho. O uso da droga estagnou seu crescimento. Pela estatura, ele pode ser confundido com uma criança de 7 anos. O garoto é o morador mais arredio do grupo e também o mais envolvido com as pedras. Quem visita o lugar, revela que é difícil vê-lo “limpo”. “Ele está o tempo todo drogado, não pode ver nada que rouba”, diz um frequentador da região. O pequeno Luís é também um dos mais famintos. Ele come três potes de sopa em minutos. Pega a comida e corre de volta para o bueiro. Franzino, nem precisa utilizar a entrada principal, consegue passar pelas frestas próximas ao asfalto.

Luís é de poucas palavras. Tem respiração difícil. É conhecido por cometer pequenos furtos na região. Para comprar a droga, tenta vender o que rouba. O pequeno é observado de perto por outro frequentador da região, João, 21 anos, também viciado. O jovem, porém, não mora no lugar. Vai apenas quando quer fumar crack. Consciente, ele sabe que precisa deixar o vício e sofre por se ver em meio aos usuários. “Tudo começou quando eu perdi o emprego. Vim para cá e gastei quase R$ 1 mil com as drogas que comprei. Caí nesse mundo”, revela. Influenciado por namoradas, rapidamente João se viu viciado. “Esses dias, deitado no sofá da sala, vi que a minha mãe me olhava e chorava. Não quero fazê-la sofrer, preciso de palavras, de alguém que me mande sair daqui”, diz.

Sem sonhos
A cada sexta-feira, 600 copos de sopa, de 250 mililitros cada, são distribuídos na Cracolândia de Ceilândia por um grupo de voluntários. Tratam-se dos integrantes do Idde, um grupo de trabalho do Ministério Batista Elim. A distribuição é comandada pelo pastor Luciano Gonzaga, um policial militar licenciado. O alimento chega a ser a base de sobrevivência de muitos moradores da região, que guardam parte do alimento doado para comer durante a semana. O trabalho é desenvolvido há dois anos, mas há oito o pastor trabalha na tentativa de resgatar viciados em drogas. Ele contabiliza já ter retirado 500 deles da rua. Desses, apenas 30 se mantiveram longe do vício, os demais retornaram para a marginalidade. “São pessoas que não têm mais sonhos. Não faltam para eles apenas objetivos de vida, é mais que isso, eles estão impossibilitados de sonhar”, considera.

A intenção do grupo é aumentar o trabalho para as cracolândias de Taguatinga, Samambaia e Plano Piloto.

Quando consegue resgatar alguém do vício, o grupo encaminha o usuário para clínicas de reabilitação em Brasília. “Mas temos o problema das crianças. Se elas me disserem que querem deixar aquele local vou ter que levá-las para a minha casa, porque no DF não há nenhum lugar para reabilitação infantil”, pondera. Todo o trabalho desenvolvido pelo grupo é feito com base em doações. Ao todo, 18 pessoas trabalham no projeto, que engloba a preparação e a distribuição das sopas .“Vamos até esses lugares para tentar conquistar a confiança das pessoas e tirá-las do vício. Mas para isso elas precisam querer”, conclui Luciano. (NO)
Violência assusta moradores

Além da falta de estrutura e de ventilação, os moradores do local também estão sujeitos a outro problema: a violência. Há duas semanas, um caminhão passou por cima da tampa de um dos bueiros que fica na ponta da rua. Com o peso do veículo, a estrutura de concreto se esfarelou. Um homem, que acabava de sair do lugar, por pouco não foi atropelado. A parte destruída serve agora de porta de entrada para o vão das residências, sem que os moradores precisem utilizar as entradas ao longo do meio fio.

Há uma semana, durante a madrugada, os moradores quase morreram queimados. Após uma briga com a companheira, um homem ateou fogo no lugar. As chamas deixaram o asfalto marcado, mas ninguém se feriu. A mulher envolvida na confusão, Adriana*, 24 anos, é usuária de crack e também mora no bueiro. Grávida de dois meses, ela ficou com os braços queimados após a confusão e conta, no entanto, outra versão para o ocorrido. Segundo ela, o fogo teria começado após um acidente quando mexia com Tinner. “Eu estava muito louca e coloquei fogo sem ver”, conta, revelando os efeitos do consumo do crack.

Magra, Adriana deixa o buraco por uma das aberturas no meio fio para tomar um pouco de sopa. Sob o efeito da droga, em um primeiro momento, ela não fala muito. Se contenta em pegar a comida e voltar para o seu esconderijo. Logo retorna e come mais uma vez. É difícil notar a barriga da gravidez. Já consciente, ela fala com alegria sobre o fato de ser mãe pela segunda vez. “Já tenho uma filha, de dois anos. Ela morava comigo, mas depois que vim para cá ela ficou com a minha mãe, no Paranoá”, revela. Antes de se tornar uma viciada, Adriana trabalhava como cabeleireira e manicure na cidade onde vivia com a mãe. “Eu tenho é muita cliente, você é que não sabe”, diz.

Agora, Adriana só vê a filha quando resolve visitar a família. “Quando a saudade aperta, eu vou. Também pego o cartão da minha mãe e compro carne de sol. Aí trago pra cá e peço para alguém do comércio fazer para mim. Eu mesma não tenho dinheiro”, conta. O corpo e as roupas são completamente tomados pela fuligem dos carros, que passam próximos ao bueiro em que vive, o último do lado direito da via. Uma aliança na mão direita revela um compromisso amoroso conflituoso. “Pastor, reza aqui pela gente, para pararmos de brigar. Nós nos separamos toda semana”, pede a usuária ao coordenador da distribuição de sopas, pastor Luciano Gonzaga. O companheiro de Adriana também é viciado em crack e se mantém pouco tempo consciente, até reaparecer drogado ainda naquela mesma noite.

Minutos após o Correio deixar os bueiros, tiros foram ouvidos na região. As brigas e discussões por causa da droga são constantes. Aos berros, os moradores improvisados tentam acertar dívidas ou desentendimentos. Para sustentar o vício, muitos dos que ali vivem partem para a marginalidade. Mulheres se prostituem, crianças pedem esmolas e jovens vivem para servir ao tráfico. Outros, no entanto, não são usuários e simplesmente escolheram viver ali. “Me sinto seguro na rua”, afirma um senhor que mora nos bueiros, mas não compartilha com os colegas o vício pela pedra.(NO)

Crimes ligados ao vício
Estimativa da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSPDF) revelou que 27% dos crimes registrados nas delegacias, no primeiro trimestre de 2010, estão associados ao tráfico de drogas, principalmente ao crack


Drogas no Castelo de Grayskull
Perto dos bueiros habitados, na QNN 13, outro grupo de usuários de crack encontrou um lugar para se abrigar do frio e da polícia. Eles vivem em um ginásio de esportes abandonado. O local foi apelidado de Castelo de Grayskull, em alusão ao desenho animado He-Man, que animava as manhãs das crianças brasileiras nos anos 1980. A estrutura faz parte do Centro Cultural inacabado da Ceilândia. A obra, iniciada em 1986, até hoje não foi concluída. Atualmente, o lugar é um dos mais temidos da Ceilândia, devido ao grande número de ocorrências registradas na região.

No ginásio, os bancos foram transformados em estruturas ocas, que abrigam viciados e moradores de rua em seu interior. A moradia coletiva é comandada por uma mulher conhecida como “mãe negona”. As salas do lugar, pequenos cômodos que serviriam como almoxarifados, foram transformados em quartos. Em cada um, dormem aproximadamente cinco pessoas. O ambiente é composto por colchões encardidos e resquícios de droga. “Estou morando aqui desde que saí da cadeia, há um ano, antes, morava com a minha mãe aqui em Ceilândia mesmo”, conta o jovem de 21 anos, Thiago. Com saudades, ele liga para a mãe praticamente toda semana, mas não tem coragem de visitá-la. “Um dia sairei daqui”, promete.

Thiago divide o quarto com um ex-motorista de 45 anos. Carlos, o companheiro, quer se internar para deixar o crack. Ele, a ex-mulher e o filho dela são viciados. Mas a companheira se nega a aceitar tratamento. “Ela queria que eu comprasse um barraco para ela, mas é claro que eu não vou fazer isso, para depois eu me recuperar e ela ter gastado o dinheiro todo com droga”, considera. No fim da noite, o homem revela um pedido especial ao pastor que leva sopa ao local. “Faz uma faixa para gente colocar aqui na entrada. Nela, eu quero que o senhor escreva: ‘Existe um chance’.” (NO)

* Nomes fictícios para preservar a identidade dos usuários

Ajude
Quem quiser contribuir com doações para o trabalho desenvolvido pelo Ministério Batista Elim, na Cracolândia, pode mandar um e-mail para prlucianogonzaga@gmail.com



Veja como vive uma mulher sem memória



São fixados recados em sua casa para ela não deixar de fazer tarefas do dia a dia

Uma mulher acorda todos os dias sem saber o que fez antes de ir dormir. Ela só vê o passado por meio de fotografias e chega a assistir ao mesmo filme várias vezes porque não tem memória.
São fixados recados na porta de sua geladeira para que ela não deixe de fazer as tarefas simples do dia a dia, como levar o gato ao veterinário, comprar carne, telefonar para o médico e pagar a conta de água.
Essas e outras reportagens você vai ver no Domingo Espetacular (Record), apresentado a partir das 20h deste domingo (19) por Paulo Henrique Amorim, Janine Borba e Fabiana Scaranzi.


R7

Bebê é sequestrado na zona sul de São Paulo


Uma criança de 16 dias foi sequestrada por volta das 23h30 deste sábado, na avenida Comendador Sant'Anna, no bairro do Capão Redondo, zona sul de são Paulo.
A mãe da menina, uma doméstica de 26 anos, contou à polícia que estava em casa com o seu marido, quando um homem apareceu e exigiu que ela entregasse a criança. Mas ela se recusou.
Em seguida, quatro homens chegaram em um gol preto e retiraram a menina dos braços da mãe à força.
A mulher chamou a polícia e disse que a mandante do crime seria uma professora, de 38 anos, que já havia cuidado da criança. Os policiais foram até a casa da professora e a levaram, junto com o marido até o 47º DP, em Capão Redondo.
Momentos depois outros policiais receberam uma denúncia de abandono de incapaz. Eles encontraram a criança e a levaram para o hospital de M'Boi Mirim. A polícia levou a mãe até o hospital, onde ela reconheceu o bebê como sendo sua filha.
O caso foi registrado no 47º DP, onde o delegado responsável acionou o conselho tutelar. A menina permaneceu no hospital para ser avaliada pelos médicos. O caso está sendo investigado.


A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO


Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
“Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Texto enviado por e-mail de falecomvalbotelho

Nova paixão afasta dois amigos íntimos, calcula pesquisa


Uma nova paixão leva à perda de dois amigos íntimos, segundo um estudo da Universidade de Oxford.

Para os pesquisadores, este é o custo de um novo relacionamento, que acabaria consumindo o tempo antes dedicado às amizades próximas.
Enquanto a maioria das pessoas teria um círculo de cinco pessoas que elas veem pelo menos uma vez por semana e com quem contam em momentos de crise, este número cairia para quatro depois do início de um namoro - com a perda de dois amigos e a inclusão do novo namorado (ou namorada) no grupo.
As duas pessoas afastadas para acomodar o relacionamento amoroso, segundo o estudo, seriam normalmente um parente e um amigo.
"Sua atenção está tão focada no seu parceiro que você simplesmente não se encontra mais com as outras pessoas e esses relacionamentos começam a se deteriorar", explica o coordenador da pesquisa Robin Dunbar, do Instituto de Antropologia Evolucionária e Cognitiva da Universidade de Oxford.
Para o estudo, publicado na revista científica Personal Relationships, 540 pessoas maiores de 18 anos responderam a um questionário pela internet sobre seus relacionamentos e os efeitos de uma nova paixão.

Facebook
Em uma pesquisa anterior, a equipe de Dunbar concluiu que o cérebro humano é capaz de administrar um máximo de 150 amigos nas redes de relacionamento disponíveis na internet, como os sites Facebook e Orkut.
Nos anos 90, o cientista desenvolveu uma teoria batizada de "Número de Dunbar", que estabelece que o tamanho do neocórtex humano - a parte do cérebro usada para o pensamento consciente e a linguagem - limita a capacidade de administrar círculos sociais a até 150 amigos, independente do grau de sociabilidade do indivíduo.
Sua experiência se baseou na observação de agrupamentos sociais em várias sociedades - de vilarejos do período neolítico a ambientes de escritório contemporâneos.
Segundo Dunbar, sua definição de "amigo" é aquela pessoa com a qual outra pessoa se preocupa e com quem mantém contato pelo menos uma vez por ano.



Nordeste é a região com maior número de crianças e adolescentes que trabalham


A Região Nordeste concentra a maior parte do trabalho infantil no país. Dos mais de 2 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos que trabalhavam no Brasil em 2009, 43,7% (900.327) estavam no Nordeste.
As informações fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que analisou as condições de vida da população brasileira em 2009.
Apesar do grande número de crianças no mercado do trabalho, o Nordeste se destaca por ter em grande parte de seus municípios alguma política de combate ao trabalho infantil. Dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2009) mostram que, enquanto em todo o Brasil essas políticas estão presentes em 66,5% das cidades, na Região Nordeste – com 1.794 municípios – a taxa é de 81,4%.
Na Região Sudeste, que registra o segundo maior número de crianças e adolescentes trabalhando (487.341), o índice é inferior à média nacional. Dos 1.668 municípios, 48,1% desenvolvem programas ou ações públicas de enfrentamento ao problema.
Segundo o IBGE, as ações presentes em grande parte do país podem estar associadas à implementação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que teve início em 2001, e à sua recente incorporação à estrutura de benefícios do Programa Bolsa Família.


Mulheres com dificuldades financeiras se dispõem a comercializar o ventre


No início dos anos 1990, o tema inspirou uma telenovela. Na trama, um casal impossibilitado de ter filhos paga uma jovem para que ela empreste seu útero. A gravidez transcorre sem problemas, mas a gestante, tomada pelo sentimento de maternidade, se nega a entregar a criança após o parto. Começa uma batalha judicial que se estende até o último capítulo. A ficção reproduziu a história de milhares de mulheres no Brasil que não podem realizar o sonho de dar à luz uma criança. No Distrito Federal não é diferente. É cada vez mais comum encontrar alguém disposta a alugar o ventre, — por meio da técnica de fertilização in vitro —, em troca de dinheiro.
Durante uma simples busca em sites de classificados, o Correio identificou 65 anúncios de mulheres que cobram entre R$ 50 mil e R$ 400 mil para passar nove meses carregando um bebê e depois entregá-lo a outra pessoa. A prática é até aceita no Brasil, mas com uma série de restrições. A Resolução nº 1.358/92 (ver Para saber mais), do Conselho Federal de Medicina (CFM), prevê que a gravidez de substituição seja feita apenas entre pessoas com parentesco até segundo grau, desde que não envolva dinheiro. Quem estiver fora desse perfil pode responder criminalmente. O artigo 242, do Código Penal Brasileiro (CPB), prevê punição de até seis anos de reclusão para aquela que “dar parto alheio como próprio ou registrar como seu filho de outrem”.
No entanto, o medo de ir parar atrás das grades parece não assustar aquelas que mantém anúncios na rede mundial. A servidora pública Anita (nome fictício), 33 anos, há um ano, decidiu que compraria sua casa própria com o dinheiro de uma barriga de aluguel. Para chamar a atenção dos interessados, ela elencou seus atributos no anúncio: “Sou alta, branca, sem vícios e 100% saudável. Deixo acompanhar o pré-natal. Garanto sigilo absoluto”, diz o texto, acompanhado de um pseudônimo e o número de um telefone celular.
Ela revelou que cobra R$ 190 mil e sabe que está praticando uma infração. “Sei que posso até ser presa por isso, mas estou decidida a fazer. Não estou me importando com o que os outros pensam, nem tenho medo de me apegar à criança porque desde o primeiro momento vou tratar a gravidez como um negócio”, afirmou a servidora.
Anita diz já ter recebido quatro ligações de casais, mas nenhum fechou o negócio. “Acho que eles têm medo. A última vez, uma mulher me ligou e começou a chorar. Disse que queria muito um filho que todos pensassem que fosse dela, mas tinha medo de ir adiante”, contou.
Já a costureira Adriana (nome fictício), 37 anos, aposta na barriga de aluguel para sanar uma dívida de R$ 40 mil que teve ao entrar num negócio malsucedido. “Estou desesperada. Quero que apareça logo alguém que pague o que estou pedindo (R$ 100 mil). Quero quitar minha dívida e dar uma vida melhor aos meus dois filhos. Essa é a forma mais fácil que encontrei de levantar todo esse dinheiro todo. Só com o salário do trabalho, não dá”, explicou.

Falta legislação
Para o titular da Promotoria de Defesa dos Usuários de Serviços de Saúde (Provida), Diaulas Ribeiro, a falta de uma legislação específica sobre o assunto dificulta uma fiscalização mais rigorosa. Atualmente, está parado na Câmara Federal o Projeto de Lei nº 90, de 1999, que cria regras para os procedimentos de reprodução assistida no Brasil. Um dos parágrafos regulamenta a gestação de substituição, em que uma mulher se submeta a uma inseminação artificial com o objetivo de gerar uma criança para outra mulher que comprovadamente não possa ter filhos. “Esse projeto está parado há muito tempo e já precisa ser reformulado. O que tem regido esta matéria é uma resolução do CFM, mas ela é apenas para controle dos médicos. A falta de uma lei específica leva as pessoas para dois caminhos: a Justiça ou crime. A maioria escolhe a segunda opção”, afirmou Diaulas Ribeiro.
A professora de bioética da Universidade de Brasília (UnB) Déborah Diniz considera o assunto delicado. Segundo ela, a maternidade ocupa um lugar central na vida das mulheres e não é difícil explicar quando alguém resolve adotar a prática da barriga de aluguel. “A mercantilização do corpo é um tema delicado do ponto de vista ético. De um lado, há um mercado perverso, em que quem geralmente vende são mulheres pobres ou vulneráveis à exploração e, de outro, quem compra são mulheres desesperadas por um filho e, regra geral, com problemas de infertilidade involuntária”, ressaltou.
A docente reconhece que não é possível definir qual será o comportamento da mulher que se submete a essa prática. “Pode haver diferentes experiências nesse caso. Mulheres que tratam como um simples negócio. Outras que se arrependem. E as que sofrem. Não há, como em outras práticas e relações sociais, um padrão de comportamento afetivo, social ou psicológico.

Bebês de proveta
A inglesa Louise Brown, foi o primeiro bebê de proveta do mundo e despertou o mercado de fertilização in vitro, que é a técnica em que o óvulo é fecundado em laboratório. Há 30 anos, a chance de uma gravidez dessa natureza vingar era de 5%. Hoje, esse percentual é quase dez vezes maior.

Norma veda o comércio
A Resolução do CFM nº 1.358/92 determina que as técnicas de Reprodução Assistida (RA) têm o papel de auxiliar na resolução dos problemas de infertilidade humana, facilitando o processo de procriação quando outras terapêuticas tenham sido ineficazes ou ineficientes. Elas podem ser utilizadas desde que exista probabilidade efetiva de sucesso e não se incorra em risco grave de saúde para a paciente. A doação nunca terá caráter lucrativa ou comercial.

Saulo Araújo


Tentação das embalagens: cores e marcas são facilmente memorizadas pelas crianças


Iniciativa de mudar os hábitos das crianças é responsabilidade dos pais, diz diretora da Agan

Em frente a uma prateleira de guloseimas não tem criança que resista olhar, tocar e pegar os produtos. Coloridos e cheios de desenhos, estes atrativos aos olhos acabam por ser irresistíveis também ao paladar. Isso não seria problema caso salgadinhos e bolachinhas recheadas não fossem prejudiciais a saúde se ingeridas em grandes quantidades.
Segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo com alunos de ensino fundamental, a cor e a marca das embalagens dos alimentos são facilmente memorizadas pelas crianças. Para a nutricionista Jussara Maria dos Santos, diretora da Associação Gaúcha de Nutrição, isso demonstra o poder de influência da publicidade sobre a cabeça dos pequenos.
— Esse tipo de produto costuma ficar nas prateleiras inferiores, na altura dos olhos deles — diz a nutricionista.
Jussara afirma que os fabricantes desses alimentos têm uma responsabilidade muito grande sobre a qualidade dos produtos que oferecem, mas acredita que são os pais e os educadores que devem orientar as crianças e apresentar alimentos alternativos.
— É difícil invertermos essa realidade, pois batemos de frente com grandes multinacionais. Portanto, a mudança deve ser iniciativa dos pais. A criança é a imagem e semelhança do adulto que a conduz — afirma.
Dialogar e ensinar as crianças que as guloseimas só devem ser consumidas em datas especiais ou esporadicamente é importante. Porém, é na prática que elas vão se habituar a procurar alimentos saudáveis.
Desde um ano de idade, elas já são capazes de aprender, afirma Jussara, que também ministra curso para nutricionistas que querem atuar na área infantil.
— É importante levar as crianças ao supermercado e apresentar os produtos a elas. Em casa, ao invés de abrir um refrigerante, faça um suco natural e deixe a criança participar do processo. No início pode parecer perda de tempo, mas para eles é um momento muito importante — orienta ela.

Algumas dicas da nutricionista:
:: Leve a criança ao supermercado periodicamente e apresente os alimentos saudáveis;
:: Deixe-a participar do preparo dos alimentos em casa. Além de saudável e educativo, pode se tornar um momento agradável em família;
:: Habitue-os a ingerir porções pequenas de guloseimas ou apenas em datas especiais, como aniversários;
:: Desde cedo, ofereça frutas e legumes. Com um ano, o tato e o paladar são muito aguçados;
:: Converse e explique os benefícios de uma alimentação natural;
:: Não ofereça doces e salgados como recompensa ou premiação. Eles vão associar o alimento a coisas boas;

Sobre a pesquisa
O estudo concluiu que os elementos de comunicação presentes nas embalagens ficam igualmente gravados na memória das crianças independente do estado nutricional, frequência de ida ao supermercado e de consumo dos alimentos.
A nutricionista Ana Paula Gines Geraldo, autora da pesquisa, verificou que, em relação à memória visual das embalagens de salgadinho, os componentes que apareceram com maior frequência nos desenhos foram marca (54,6%), imagem do produto (45,4%) e personagem (27,0%) e as cores mais utilizadas foram vermelho (36,8%), azul (30,3%) e amarelo (22,4%).
As cores identificadas pelas crianças, tanto para salgadinho, como para biscoito recheado condizem com os produtos comercializados. Todas as embalagens de salgadinho apresentavam a imagem do produto e 53,8% possuíam o personagem que representa a marca, para o biscoito, em 54,5% das embalagens havia presença de personagem.

Zero Hora

Oito crianças morrem ao brincar com bomba abandonada no Afeganistão


Oficiais do governo alegam que a bomba foi abandonada por talibãs.
As crianças tinham entre dez e 14 anos.


Oito crianças morreram ao remexerem em uma bomba abandonada que encontraram na província nordeste afegã de Kunduz. "As crianças morreram no distrito de Ali Abad quando a bomba com o qual estavam jogando explodiu", disse o governador da província de Kunduz, Mohammad Omar.

Omar confirmou que as crianças tinham entre dez e 14 anos.

Segundo o oficial da sede de Segurança de Kunduz, a bomba teria sido abandonada no local pelos talibãs.
No Afeganistão é habitual a morte de civis devido aos projéteis ou artefatos abandonadas procedentes das muitas guerras que assolaram ao país durante os últimos 30 anos.
Fruto dos conflitos ainda presentes, o Afeganistão é um dos países mais minados do mundo.


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