domingo, 8 de abril de 2012

Dia Mundial do Combate ao Câncer


Data Comemorativa: Dia Mundial do Combate ao Câncer

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data comemorada no dia 08 de Abril, mas não há nada de fato para comemorar, uma vez que o câncer é a 2ª doença que mais mata pessoas no mundo todo.

O câncer é a segunda doença que mais mata as pessoas no Brasil, em especial câncer de pele, e a data tem o objetivo de conscientizar as pessoas da importância de consultar sempre médicos e estar sempre cuidando da saúde.

Origem do Dia Mundial de Combate ao Câncer

O Dia Mundial de Combate ao Câncer foi criado pela Organização Mundial da Saúde para que organizações ao redor do planeta se reúnam para ajudar na prevenção e dar força aos pacientes que lutam com o câncer.

Calendarr

8 de Abril - Dia Mundial de Combate ao Câncer


O Dia Mundial de Combate ao Câncer foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar a atenção de nações, líderes governamentais, gestores e do público em geral, para o crescimento dos índices da doença, o tratamento e, principalmente, para a prevenção do câncer.

Atualmente, o câncer é a segunda causa de morte por doença no Brasil, ficando com o primeiro lugar as doenças cardiovasculares. A cada ano, mais de 12 milhões de pessoas recebem um diagnóstico de câncer e 7,6 milhões morrem da doença. A OMS estima que no ano de 2030 sejam 27 milhões os casos de incidentes de câncer e 17 milhões de mortes pela doença.

Entre os cânceres com crescente incidência, destacam-se: os de pulmões, mama, cólon e reto. O motivo que leva ao grande número de casos de câncer é o aumento da expectativa de vida da população em geral, que está diretamente associada a maior exposição a fatores de risco.

Essa data especial tem como objetivo proporcionar importante mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais para a luta contra o câncer, que pode ser evitado com a prevenção e o diagnóstico precoce.

Educadores

sábado, 7 de abril de 2012

Defesa Civil: Mais de 400 pessoas estão em área de apoio em Teresópolis


Rio - O secretário estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro, o coronel Sérgio Simões, afirmou, na tarde deste sábado, que não há desaparecidos pelas chuvas de Teresópolis, Região Serrana do Rio. Coronel Simões confirmou, ainda, que até o momento, cinco pessoas morreram desde a noite desta sexta-feira, quando a cidade foi surpreendida com uma forte chuva.

A Defesa Civil municipal ainda está contabilizando os desabrigados e desalojados de Teresópolis, mas adianta que, até o momento, há 414 pessoas em pontos de apoio do município. Esses moradores, de alguma maneira, se sentiram inseguros ou estão, efetivamente, sem lar.

Por volta das 16h deste sábado, voltou a chover fraco na cidade. Segundo a Defesa Civil do Estado, é esperada chuva fraca a moderada e que homens estão de prontidão e no monitoramento de possíveis estragos, já que o solo da localidade está umedecido.

A Defesa Civil fez um sobrevoo para constatar os danos de Teresópolis. A primeira impressão é que as áreas das encostas são as mais afetadas e oferecem maior risco.

Sérgio Cabral lamenta

O governador Sérgio cabral lamentou por meio de uma nota a morte das cinco pessoas por causa de deslizamentos durante um temporal em Teresópolis. O governador também determinou que as secretarias prestem total apoio à cidade.

Na madrugada deste sábado, a quinta vítima foi encontrada. Os cinco mortos, de acordo com o IML, são: Joyce Rosa de Araújo, 16 anos, encontrada na Quinta Lebrão; Jaílson da Cunha, 26, morto no bairro Pimentel; Rosângela Moraes de Oliveira, 26, em Santa Cecília; e Keila Pires, 26, e Maria Helena, 54, ambas achadas no Bom Retiro. Uma pessoa ainda estaria desaparecida no bairro do Ermitage.

Leia a íntegra da nota enviado pelo governador:

"O governador Sérgio Cabral lamenta profundamente as mortes ocorridas por causa das fortes chuvas em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Desde a noite de sexta-feira (6/4), Cabral determinou todo o apoio e ações imediatas por parte das secretarias de Estado de Defesa Civil (com reforço de homens e equipamentos do Corpo de Bombeiros); do Ambiente (máquinas do Inea); de Obras, que também disponibilizou máquinas; de Saúde, mobilizada para o atendimento necessário; além da Assistência Social necessária.

Colocamos toda a estrutura do Governo à disposição do Prefeito Arley Rosa. Na manhã deste sábado (7/4), ele me pediu o apoio da Comlurb para a limpeza da cidade. O Prefeito Eduardo Paes de imediato atendeu ao pedido. Em menos de uma hora, o Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio, Carlos Roberto Osório, e a Presidente da Comlurb, Ângela Nobrega Fonti, me garantiram a subida de máquinas, equipamentos e profissionais", afirmou o governador.

O DIA ONLINE

Noivas-crianças

Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos durante a próxima década, uma prática que traz como consequência a maternidade precoce. Desprovidas de direitos, crianças menores de 15 anos estão à mercê desta forma de escravatura e abuso sexual.

Condicionadas por sociedades arcaicas, costumes ancestrais, leis religiosas e pobreza, crianças são casadas à força em todo o mundo. Grande parte das vítimas de casamentos forçados são meninas provenientes das camadas mais marginalizadas e vulneráveis da sociedade, que ficam isoladas ao serem retiradas das suas famílias e escolas e separadas das suas amigas. Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década, segundo o estudo da UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, que revela que a taxa de casamentos de menores é de 39 por cento na África Subsariana.

Os casamentos de crianças ocorrem em todo o mundo, mas são mais comuns no Sul da Ásia e em zonas da África Subsariana. As taxas de casamento de menores atingem 65 por cento no Bangladesh e 48 por cento na Índia. Em África, alcançam 76 por cento no Níger e 71 por cento no Chade.

O relatório «Child Marriage – Girls 14 and Younger at Risk», promovido pela organização IWHC, foca o noivado e o casamento de meninas de 14 anos ou menos, especialmente vulneráveis a violações da sua saúde e dos seus direitos e classifica tais casamentos como «forçados», porque raparigas tão jovens raramente têm capacidade jurídica ou interferência pessoal para desobedecer aos mais velhos ou para fornecer ou negar o seu consentimento.

Em 2007, a iniciativa «UNICEF Photo of the Year» denunciou a prática de casamentos forçados ao premiar como imagem do ano a foto de um afegão de 40 anos casado com a menina Ghulam, de 11 anos. A família de Ghulam vendeu-a ao «marido» para poder comprar alimentos a outros filhos. A representante especial do secretário-geral das Nações Unidas sobre a Violência contra as Crianças alerta que «ao casar e ao assumir responsabilidades no seio da família, as meninas não só ficam dependentes da autoridade do marido, mas também da família do marido». Marta Santos Pais explica que «muitas vezes, sem terem direito à educação e poder contribuir, construtivamente, para o desenvolvimento da família e da sociedade. Ao engravidar, dão à luz com uma idade muito baixa e isto cria riscos gravíssimos no momento do nascimento da criança», acrescenta a portuguesa representante especial sobre a Violência contra as Crianças.

As menores casadas têm pouca ou nenhuma escolaridade e fracas oportunidades de educação, o que lhes limita a capacidade para ingressar na força de trabalho remunerada e ter um rendimento independente. Factores que criam uma maior insegurança pessoal perante a possibilidade de divórcio ou viuvez precoce e isolamento social da sua própria família e amigos.

Violação desumana

Na África Subsariana e no Sul da Ásia, os pais frequentemente acreditam estar a preservar a segurança das suas filhas menores ao casá-las com homens com dinheiro ou condição social mais elevada. Nestas regiões, os estupradores não são punidos caso concordem casar com a vítima violada.

O casamento arranjado de meninas na puberdade, ou até antes, costuma ocorrer com o objectivo de «proteger a virgindade», a «honra da família» ou para aumentar o seu «valor de troca». Os pais podem sentir-se também eles forçados a casarem as suas filhas cedo por temerem pela sua protecção e segurança económica. Nos países nos quais o registo dos recém-nascidos não é efectuado imediatamente em virtude de registo a posteriori, a idade das meninas pode ser fixada arbitrariamente, o que facilita os casamentos precoces, já que as meninas menores de idade podem facilmente ser declaradas como maiores para legitimar casamentos forçados. As meninas que se casam muito jovens sofrem um maior controlo por parte da família do marido, inclusive restrições à sua procura de serviços de saúde e planeamento familiar. As menores casadas têm também maior probabilidade de sofrer de violência doméstica e abuso sexual.

Nos países em desenvolvimento, a idade mínima mais comum do casamento sem o consentimento paterno é de 18 anos. Contudo, muitos destes Estados permitem casamentos mais cedo com o consentimento dos pais, responsáveis legais ou autoridades judiciais ou religiosas. Particularmente, os casamentos antes dos 15 anos violam as leis que estabelecem uma idade mínima para o consentimento de uma jovem para a prática de sexo.

A esmagadora maioria dos países já legislou sobre o casamento de crianças, inibindo-o, ou são signatários de tratados internacionais que o proíbem. Mas estes procedimentos não se traduziram, na prática, em mudanças reais. No Níger, o Código Civil proíbe que os rapazes se casem com menos de 18 anos e as raparigas com menos de 15 anos. Contudo, o código raramente é aplicado por causa da existência de dois sistemas legais, o judicial e o islâmico, que permitem o casamento com menores de idade. Mesmo sem estas excepções, a legislação que rege a idade mínima para o casamento pode ser ignorada ou burlada. Uma menina pode casar-se numa cerimónia tradicional muito antes de a união ser registada junto das autoridades civis ou as idades podem ser falsificadas na ausência de certidões de nascimento. Na Zâmbia, a idade legal mínima para o casamento é de 21 anos, mas 10 por cento das meninas casam quando chegam aos 15 anos. Torna-se necessário fortalecer os sistemas de registo de casamentos para exigir o registo civil obrigatório, comprovação da idade e «consentimento livre e total» dos noivos e eliminar o mito do casamento como zona de segurança para as meninas.

Entrave ao desenvolvimento

O casamento infantil tem sido um grande entrave para o progresso em seis dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, promovidos pelas Nações Unidas. As expectativas globais na redução da mortalidade infantil e materna, no combate ao VIH/sida e na educação primária universal são prejudicadas pelo facto de uma em cada sete mulheres (15 por cento) nos países em desenvolvimento se casar antes dos 15 anos. O casamento infantil também frustra as ambições para eliminar a extrema pobreza e a promoção da igualdade de género.

A probabilidade de as meninas menores de 15 anos morrerem durante a gravidez ou no parto é cinco vezes maior do que as mulheres na faixa dos 20 anos. A falta de informação e a impossibilidade de negociar práticas sexuais seguras também aumenta o risco de as noivas-crianças serem infectadas pelo VIH, em comparação com as outras meninas solteiras da sua classe etária. Além disso, as noivas-crianças são mais propensas a abandonar a escola para se concentrarem nas tarefas domésticas e na criação dos filhos.

A pobreza é um dos principais motores do casamento infantil. Em muitos países e comunidades pobres, casar uma filha representa menos uma boca para alimentar. Por outro lado, o «preço» da noiva, ou o dote, é um factor encorajador, dado que a entrada de bens, em géneros ou dinheiro, é um benefício para as famílias desesperadas. Tudo isto tem um impacto negativo intergeracional. Os filhos de meninas jovens e pouco instruídas tendem a ter um pior desempenho na escola e salários mais baixos, perpetuando o ciclo da pobreza.

Os ex-presidentes dos Estados Unidos e do Brasil Jimmy Carter e Fernando Henrique Cardoso, membros da parceria Girls Not Brides, promovida pelo grupo de líderes The Elders, alertam que «há relutância em intervir no que é tradicionalmente considerado um assunto de família. O casamento infantil é uma tradição enraizada em muitas sociedades, muitas vezes sancionada pelos líderes religiosos e não pela doutrina religiosa. A distorção da fé e os costumes antigos são usados para ignorar os direitos das raparigas e para manter as suas comunidades em situação de pobreza».

Com a imigração, estes problemas transferiram-se também para os países desenvolvidos. Na Europa, os casamentos forçados entre imigrantes estão na «moda», dado que o casamento representa uma possibilidade legal de imigração. São frequentes os relatos de jovens muçulmanos de ambos os sexos que subitamente se encontram no estado civil de casados no território da União Europeia ou após umas férias no seu país de origem, sendo muito ténue a barreira entre um casamento «forçado» e um casamento «combinado». O casamento forçado, que também constitui uma expressão da recusa de integração, é uma prática mais comum do que se supunha no território da União Europeia e já suscitou polémica após o líder espiritual da Arábia Saudita, mufti Abdul Aziz al-Ashaikn, defender que «as meninas de dez ou doze anos estão aptas a casar e quem pensa que são demasiado jovens está a ser injusto para com elas», numa clara violação dos direitos da criança.

Carlos Reis

«Moi Nojoud, 10 ans, Divorcée»

Em 2008, Nojoud Ali, uma menina iemenita de 10 anos, foi notícia mundial quando, ao ousar pedir e obter o divórcio, desafiou não só as tradições ancestrais do seu país, mas também a autoridade paterna. Casada à força, com idade inferior à legal para a contração de matrimónio, Nojoud Ali manifestou uma maturidade que só a violência pode forjar na cabeça de uma criança, indo ao tribunal da sua cidade pedir o divórcio ao juiz, quando se julgava que tinha ido comprar pão.

Libertando-se de um casamento indesejado com um homem três vezes mais velho do que ela, Nojoud Ali tornou-se um símbolo da causa das mulheres do Iémen, criando um antecedente que ajudou outras crianças casadas à força, antes da idade legal do casamento, a obterem também o divórcio. No livro Moi Nojoud, 10 ans, Divorcée, conta a sua história «para que outras meninas, nas mesmas circunstâncias, possam ter a coragem de pedir o divórcio». A narrativa foi escrita em colaboração com a jornalista francesa Delphine Minoui, especializada no Médio Oriente, e publicada em 2009 pela editora Michel Lafon.

Revista Além-Mar

Ator que representa Judas se enforca durante apresentação em Itararé, SP


A Guarda Civil afirma que ele teria se confundido com os nós da corda.
O ator foi transferido em estado grave para a Santa Casa de Itapeva.


Um ator que representava Judas durante uma encenação da 'Paixão de Cristo' em Itararé (SP), se acidentou durante o espetáculo na noite desta sexta-feira (6).

De acordo com informações da Guarda Municipal de Itararé, o ator Tiago Klimeck, que participava do teatro na Praça da Matriz, teria se confundido com os nós da corda do cenário e se enforcou acidentalmente.

Segundo um dos integrantes da grupo teatral, Tiago se enforcou com a cadeirinha que segurava ele por baixo da roupa. Durante a encenação, o ator devia subir em uma pedra do cenário com uma corda colocada em volta do pescoço para, em seguida, simular o enforcamento de Judas.

A encenação continuou, pois os integrantes da peça não perceberam que Tiago estava inconsciente. Segundo conta um dos integrantes da peça, Tiago ficou desacordado por cerca de quatro minutos, pois fazia parte da atuação ele se fingir de morto.

O ator foi levado inconsciente pelos socorristas do Samu para a Santa Casa da cidade, onde permaneceu internado na UTI até a manhã deste sábado (7), quando foi transferido em estado grave para um hospital em Itapeva (SP).

Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, Tiago passa por exames específicos, como tomografia, e acompanhamento de neurologistas, mas o estado de saúde dele ainda é grave. O próximo boletim médico será divulgado após as 16h.

A diretora da peça lamentou o que chamou de "fatalidade" e disse que todos os procedimentos de segurança foram cumpridos.

Já a Prefeitura de Itararé informou que dava apoio com a estrutura da peça, mas que não tinha ligação direta com o evento.

G1

Voz das Comunidades promove festa de Páscoa no Alemão


Organizadores arrecadam 2 mil chocolates para crianças do Morro do Alemão

RIO - Com um número recorde de doações, os organizadores do Voz das Comunidades distribuíram dois mil chocolates e ovos de Páscoa durante o PAZcoa No Alemão. O evento foi realizado pelo jornal comunitário na manhã deste sábado no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão.

Renê Silva, editor chefe e criador do Voz das Comunidades, conta que o evento só é possível graças às pessoas que divulgam a ação nas redes sociais. Este ano, personalidades como Luciano Huck, Preta Gil e Fernanda Paes Leme se juntaram a outros internautas e se mobilizaram, divulgando a tag #PAZcoaNoAlemão no Twitter.

No Facebook, Renê criou o evento "Faça sua doação para a campanha 'PAZcoa no Alemão'" para atrair arrecadações para a campanha. A estudante Evilyn Caroline Xavier, de sete anos, foi uma das primeiras crianças a chegar no campo de futebol da Rua Pedro Avelino, local escolhido para a distribuição dos chocolates.

- Acordei cedo para garantir meu ovo de Páscoa. E também para ver os artistas famosos que vão distribuir os chocolates para gente - diz Evily, animada.

Os atores do programa de humor Zorra Total Desirée Oliveira e Romeu Evaristo participaram da distribuição dos chocolates, atraindo a atenção da meninada. Depois de ganhar seu ovo de Sonho de Valsa, o estudante Kauã Miguel, de 5 anos, disse, contente, que este foi o único ovo que ganhou este ano.

- Acho que minha mãe vai gostar - contou.

O Globo

Criança de dois anos é esquecida em van escolar no RS


O menino de dois anos deveria ter sido deixado em casa pela van do transporte escolar logo depois da aula. O garoto sumiu e foi encontrado duas horas depois dentro da van. A responsável pelo transporte escolar disse que o menino ficou preso por apenas 15 minutos. O caso vai ser investigado pelo MP.

R7

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pesquisas aprofundam conhecimento sobre causas genéticas do autismo


Artigos publicados nesta quarta-feira na revista 'Nature' definem que mutações em três genes específicos podem provocar distúrbio

Um trio de trabalhos publicado nesta quarta-feira na revista Nature traz a descoberta de três genes ligados ao autismo. De acordo com os estudos, a mutação nesses genes, que é espontânea, pode ser um dos fatores associados ao distúrbio. Essas pesquisas foram desenvolvidas por especialistas do Consórcio de Sequenciamento do Autismo (ASC, na sigla em inglês), grupo que envolve 20 instituições de ensino e pesquisa dos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia e que compartilha dados sobre o autismo. As conclusões publicadas nesta quarta feira foram obtidas pelas Universidades de Yale e de Washington e por uma equipe que inclui profissionais da Faculdade de Medicina de Mount Sinai, da Universidade da Pensilvânia, e do Hospital Geral de Massachussetts, entre outros.

Quando há uma mutação, ou seja, uma falha no DNA de um indivíduo, ele corre o risco de ter uma doença particular. No caso do autismo, há algum tempo é sugerido que fatores genéticos determinam a doença, mas a maneira pela qual eles causam o problema continua a ser algo pouco compreendido pela medicina. E, por outro lado, há um número considerável de crianças com autismo que nascem de famílias sem histórico do distúrbio.

Todos os estudos encontraram várias mutações que podem estar relacionadas com o autismo, mas definiram apenas três genes que podem ser considerados causadores do distúrbio. Os casos analisados fazem parte de um subgrupo específico do autismo, ou seja, aquele que tem como causa mutações espontâneas, que acontecem com um indivíduo ao longo do desenvolvimento, ou seja, ele não nasce com ela.

Pesquisas — No trabalho feito pelo grupo, os cientistas analisaram o DNA de 175 pacientes com autismo e os compararam com o material genético de seus pais, que não apresentavam o problema. A equipe procurou mudanças de DNA presentes apenas nos filhos. O estudo indicou que menos da metade dos casos de autismo vinham junto com um gene que havia sofrido uma mutação espontânea. "Esses dados sugerem que esse tipo de mutação exerce um papel sobre o autismo, mas não é suficiente para explicar todas as causas do distúrbio", diz Benjamin Neale, um dos autores do estudo.

Na pesquisa da Universidade de Yale, foram sequenciados os genomas dos integrantes de 238 famílias, sendo que todas tinham um filho autista. Eles concluíram que cerca de 15% dos casos de autismo em famílias com apenas um integrante com o distúrbio são associados a mutações espontâneas que ocorrem em células sexuais. Além disso, esse estudo observou que essas variações genéticas que podem levar ao autismo são mais frequentes em crianças cujos pais são mais velhos, oferecendo uma explicação parcial para o aumento do risco do distúrbio entre filhos de adultos com maior faixa etária.

Por fim, o trabalho feito na Universidade de Washington acompanhou 677 indivíduos de 209 famílias que tinham apenas um integrante com autismo. O DNA dos indivíduos com autismo, assim como dos pais e irmãos dessas pessoas, foi sequenciado. Eles descobriram que a cada quatro mutações que vinham do esperma do pai, apenas uma vinha do óvulo materno. Além disso, assim como o outro estudo, concluíram que essa variação teve relação com a maior idade do pai.

Leia também: Crianças que desenvolvem autismo já apresentam alterações no cérebro antes do primeiro ano de vida

Segundo os pesquisadores da Universidade de Washington, vários dos genes descobertos como relacionados ao autismo já vêm sendo associados também à deficiência mental e atraso do desenvolvimento intelectual. De acordo com os especialistas, isso significa que a divisão clínica feita entre os indivíduos com esses diferentes problemas pode não se traduzir em diferenças moleculares.

Os pesquisadores esperam que, junto a outros estudos que descubram mais sobre o papel da mutação genética no autismo, seja possível detectar mais facilmente e tratar o distúrbio. "A cada gene relacionado ao autismo que descobrimos, mais aprendemos sobre as melhores maneiras de tratar o paciente com o problema", afirma Stephan Sanders, médico pediatra e um dos autores do estudo da Universidade de Yale.

Opinião do especialista

Estevão Vadasz
Psiquiatra especialista em autismo e coordenador do Programa do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (PROTEA-HC)

"Estas pesquisas sugerem que alguns dos genes relacionados à mutação espontânea podem provocar autismo. No entanto, isso não significa que essa seja a causa do distúrbio, mas sim que existe um subgrupo entre as centenas de genes que eventualmente podem causar o problema.

Apesar da importância dos estudos e da tecnologia usada nesses trabalhos, esses resultados não farão diferença na prática clínica. Esses cientistas querem ter certeza de que o autismo é provocado por fatores genéticos, mas, mesmo se isso for comprovado e totalmente compreendido, não haveria muito a se fazer para evitar que crianças nascessem com o distúrbio atualmente.

Frequentemente estudos sobre mutações em genes que podem levar ao autismo são publicados. Essas pesquisas em questão, embora não sejam novidade, mostram o quão avançada está nossa ciência e como podemos fazer trabalhos sofisticados.

É preciso lembrar, no entanto, que nem todos os casos de autismo são provocados por genes. Problemas como doenças infecciosas, rubéola, encefalite e complicações no parto também são capazes de desencadear o distúrbio"

Veja


Deficiente desaparecido é encontrado trabalhando como escravo no Pará


O rapaz, que é deficiente auditivo, foi encontrado em Santana do Araguaia.
Ele estava desaparecido desde novembro do ano passado.


A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão conseguiu encontrar o deficiente auditivo que estava desaparecido desde novembro do ano passado. Ele estava vivendo como escravo na cidade de Santana do Araguaia, no Estado do Pará.

O rapaz diz ter chegado até Santana do Araguaia pegando carona com caminhoneiros. Na região, ele trabalhava em situação análoga à escravidão para conseguir comida.

Entenda o caso

Em novembro de 2011, o rapaz deficiente auditivo saiu de casa escondido e após se envolver em uma briga, no município de Maranhãozinho, foi parar em uma delegacia com outras 5 pessoas, onde foi visto pela última vez. Na época, a mãe do jovem chegou a suspeitar do envolvimento da polícia com o desaparecimento de seu filho.

G1

Médico diz que enfermeira pode ter usado lubrificante de avião em pacientes que ficaram com nádegas deformadas


Três médicos e uma representante de fábrica de remédios foram ouvidos nesta quarta

A polícia ouviu nesta quarta-feira (4) três médicos e uma representante de uma fábrica de remédios envolvidos no caso da enfermeira suspeita de aplicar silicone industrial em mulheres na Baixada Fluminense. Segundo o depoimento de um cirurgião plástico, a enfermeira pode ter aplicado lubrificante utilizado em aviões nas pacientes.

De acordo com os médicos, eles foram enganados pela enfermeira que tinha acesso aos carimbos deles para fazer as receitas que permitiam a compra do silicone usado nas aplicações.

Segundo a polícia, a auxiliar de enfermagem que teria ajudado a mulher a fazer as aplicações já foi identificada e deve prestar depoimento ainda nesta semana.

Na terça-feira, a polícia divulgou imagens de vítimas de uma enfermeira que fazia aplicação local de material químico para aumentar os glúteos. Ao menos três mulheres foram internadas com lesões graves na Baixada Fluminense.

Segundo os agentes responsáveis pela investigação, o produto aplicado foi retirado por médicos e encaminhado para análise.

A enfermeira responsável pelo atendimento cobrava R$ 1.800 por quatro sessões. De acordo com testemunhas, a propaganda era feita no “boca a boca”.

Na casa da suspeita, a polícia apreendeu frascos de soro, medicamentos, luvas, agulhas, fotos, receitas e diversos cheques. Ela foi presa na última sexta-feira (30), mas foi solta menos de 24 horas depois, após a Justiça acatar o pedido de liberdade.

A enfermeira responde por lesão corporal, exercício ilegal da medicina, falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados a fins medicinais ou terapêuticos.

R7
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