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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Homossexualidade pode ser influenciada pela epigenética
Pesquisa afirma que a orientação sexual pode estar ligada a marcadores epigenéticos que regulam a sensibilidade à testosterona e são transmitidos de pais para filhas e de mães para filhos
Do ponto de vista evolutivo, o fato de a homossexualidade ser algo bastante comum na sociedade humana, ocorrendo em cerca de 5% da população mundial, é intrigante. Como homossexuais produzem menos prole do que heterossexuais, uma possível variação genética relacionada à homossexualidade dificilmente seria mantida ao longo das gerações. "Isso é muito enigmático a partir de uma perspectiva evolucionária: como a homossexualidade pode existir em uma frequência tão alta a despeito do processo de seleção natural?", diz em entrevista ao site de VEJA Urban Friberg, do departamento de Biologia Evolutiva da Universidade de Uppsala, na Suécia. Friberg, ao lado de William Rice, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, e Sergey Gavrilets, da Universidade do Tennessee, ambas nos Estados Unidos, pode ter encontrado uma resposta: o fator biológico ligado à homossexualidade não estaria na genética propriamente dita, e sim em um conceito conhecido por epigenética. Os resultados foram publicados nesta terça-feira no periódico científico The Quarterly Review of Biology.
A epigenética trata de modificações no DNA que sinalizam aos genes se eles devem se expressar ou não. Esses marcadores não chegam a alterar nossa genética, mas deixam uma marca permanente ao ditar o destino do gene: se um gene não se expressa, é como se ele não existisse.
Essa nova teoria vai ao encontro de outra tese mais antiga, a de que a homossexualidade é definida, ao menos em parte, por um componente hereditário. Pelo menos quatro grandes estudos, publicados em 2000, 2010 e 2011, nos periódicos Behaviour Genetics, Archives of Sexual Behaviour e PLoS ONE, apontam para esse fator na origem da orientação sexual, a partir de estudos com gêmeos monozigóticos (também chamados de idênticos ou univitelinos, produtos da fertilização de um único óvulo) e dizigóticos (também chamados de fraternos ou bivitelinos, produtos da fertilização de dois óvulos diferentes).
Epigenética — Imagine o material genético humano como um manual de instruções. Os genes formariam o conteúdo do livro, enquanto as epimarcas ditariam como esse texto deveria ser lido. "A epigenética altera e regula a forma como os genes se expressam", explica a geneticista Mayana Zatz, do departamento de Genética e Biologia Evolutiva da Universidade de São Paulo (USP). É por meio dos comandos epigenéticos, por exemplo, que o pâncreas fabrica apenas insulina, apesar de as células nesse órgão terem genes para a produção de muitos outros hormônios.
Acreditava-se que os traços da epigenética não eram hereditários, sendo apagados e recriados a cada passagem de geração. Como pesquisas nas últimas décadas mostraram que uma fração de epimarcas é, sim, passada de pais para filhos, Friberg, Rice e Gavrilets julgaram ter encontrado a peça que faltava para montar o quebra-cabeça.
Sensibilidade – Os três criaram um modelo segundo o qual uma dessas epimarcas transmitidas hereditariamente é o marcador responsável por regular a sensibilidade à testosterona de fetos no útero materno. Ao longo da gestação, tanto fetos masculinos quanto femininos são expostos a quantidades variadas do hormônio, sendo que o fator epigenético estudado no artigo torna o cérebro dos meninos mais sensíveis à testosterona quando os níveis estão abaixo do normal. Isso acontece para preservar características masculinas, podendo inclusive influir na orientação sexual. O mesmo ocorre, mas inversamente, com as meninas. Quando a testosterona está acima do normal, a epimarca funciona como uma barreira, diminuindo sua sensibilidade ao hormônio.
A partir desse modelo, a homossexualidade poderia ser explicada pela transmissão de epimarcas sexualmente antagônicas. Ou seja: quando o pai transmite seus marcadores, que tiveram a função de torná-lo mais sensível à testosterona, para uma filha. De igual maneira, esse material hereditário pode ser passado de uma mãe para um filho, tornando-o menos sensível à testosterona.
"Quando os efeitos desse mecanismos (que regulam a sensibilidade à testosterona) não são apagados entre as gerações, eles se expressam na prole do sexo oposto. Isso pode resultar em indivíduos que desenvolvem preferências sexuais pelo mesmo sexo", explica Friberg, da Universidade de Uppsala. "O que fizemos foi colocar pela primeira vez o conceito da transmissibilidade epigenética no contexto de desenvolvimento sexual."
O pesquisador faz questão de ressaltar que ainda não se pode provar que a epimarca específica da sensibilidade à testosterona é hereditária. Para tanto, testes específicos precisarão ser realizados. "Uma grande solidez do nosso estudo é que o modelo epigenético para a homossexualidade faz predições que são testáveis com tecnologia já existente. Se o nosso modelo estiver errado, pode ser rapidamente descartado", escrevem os autores no artigo do The Quarterly Review of Biology.
Outro pesquisador envolvido, Sergey Gavrilets, da Universidade do Tennessee, afirma que mesmo que a teoria da hereditariedade seja respaldada por futuros estudos, o debate está longe de acabar. "A hereditariedade explica apenas parte da variação na preferência sexual. As razões, que podem ser sociais, culturais e do ambiente, permanecerão como um tópico de intensa discussão."
"Estudo positivo" – Carmita Abdo é coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ela destaca que a nova pesquisa é positiva, uma vez que contribui para a melhor compreensão dos fatores biológicos envolvidos na ocorrência da homossexualidade. "O trabalho é importante porque reforça uma ideia cada vez mais prevalente: a de que a genética — no caso a epigenética — tem influência sobre a orientação sexual."
Essa compreensão científica tem sido importante, segundo Carmita, no combate a mitos que envolveram o tema e que alimentaram interpretações preconceituosas. "Até pouco tempo atrás, achava-se que a orientação sexual era proveniente de uma escolha, como se deliberadamente o indivíduo optasse por ser homossexual. Muito do preconceito contra os homossexuais advém daí", afirma, lembrando que até o início dos anos 90 a homossexualidade era tratada como um transtorno de preferência, e não como uma característica. "Observar um fenômeno pelas lentes da ciência muda a compreensão e ajuda a deixar de lado certas discriminações. Nesse caso em particular, você remove da equação a ideia de que o homossexual é responsável por uma opção que muitos veem como negativa, pejorativa."
Ela ressalva, entretanto, que ainda existe muita incerteza no campo e que a orientação sexual precisa ser encarada como produto de vários fatores. "O estudo reforça a ideia segundo a qual existe uma predisposição que vai ser confirmada ou não a partir de uma serie de influências que vão ocorrer ao longo da vida, algumas delas de ordem cultural, educacional e social. Ele não consagra uma interpretação determinista, nem diz que tudo depende dos genes"
"Nosso objetivo é entender como as preferências sexuais se desenvolvem e evoluem"
Urban Friberg
Professor do Departamento de Biologia Evolutiva da Universidade de Uppsala, na Suécia
Qual o principal objetivo da pesquisa?
Assume-se que indivíduos homossexuais produzem menos prole do que heterossexuais. Qualquer codificação genética para homossexuais deveria, portanto, ser rapidamente removida no processo de seleção natural. Apesar disso, a homossexualidade é relativamente comum entre humanos (cerca de 5%). Além do mais, os melhores estudos disponíveis mostram que há um componente herditário na homossexualidade. Isso tudo é muito intrigante de uma perspectiva evolucionária: como a homossexualidade pode existir em frequências tão significativas apesar da seleção contra ela? O objetivo da nossa pesquisa foi simplesmente tentar resolver esse enigma, o que nos ajuda a entender como as preferências sexuais se desenvolvem e evoluem.
Como a mudança de foco de genética para a epigenética pode ser explicada?
Nossa principal contribuição é trazer uma explicação lógica para o porquê de a homossexualidade ser algo tão frequente – e para tanto nós mudamos o foco, como causa da homossexualidade, de genes para epimarcas. Nossa teoria sugere que a homossexualidade é resultado de um mecanismo que ajuda as pessoas a desenvolver a preferência por indivíduos do sexo oposto. Quando os efeitos desse mecanismos (epimarcas) não são apagados entre as gerações, eles se expressam na prole do sexo oposto. Isso pode resultar em indivíduos que desenvolvem preferências sexuais pelo mesmo sexo.
Como a comunidade científica lida com genética e homossexualidade?
Houve diversos estudos nos quais os pesquisadores tentaram encontrar genes associados com a homossexualidade. Tais estudos falharam e nenhum gene foi identificado. O resultado disso tudo é intrigante, uma vez que a homossexualidade tem um componente hereditário. Nossa teoria, porém, é capaz de explicar por que a homossexualidade é tão comum e tem um componente hereditário, sem nenhuma codificação genética para esse traço.
Encontrar uma possível explicação biológica ajuda a combater o preconceito?
Atualmente, algumas pessoas acreditam que a homossexualidade é uma escolha pessoal e que indivíduos homossexuais podem ser ensinados a escolher de forma diferente a sua orientação sexual. Eu acredito que encontrar as raízes da preferência sexual mina tais mitos e ajuda as pessoas a melhor entender e aceitar a homossexualidade
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Homosexuality as a Consequence of Epigenetically Canalized Sexual Develpment.
Onde foi divulgada: The Quarterly Review of Biology
Quem fez: William Rice, Urban Friberg e Sergey Gavrilets
Instituição: Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, Universidade Uppsala e Universidade do Tennessee.
Resultado: O artigo estudou um possível componente hereditário para, a partir de um ponto de vista evolutivo, explicar a homossexualidade. Os três autores montaram um modelo segundo o qual uma marca epigenética (epimarca), que regula a sensibilidade à testosterona em fetos, pode ser transmitida de mãe para filho e de pai para filha e influenciar na orientação sexual.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Pai “sem rosto” e mãe sem perna mostram alívio e alegria com filha perfeita
Ele não tem rosto. Já ela vive sem uma perna. E após anos de miséria e rejeição, eles estão mostrando que a felicidade é para todos. Dois jovens indianos, que enfrentam diversas dificuldades em razão de seus problemas físicos, acabam de ganhar uma filhinha que está mudando suas vidas. E o nome que escolheram p ara a pequena não poderia ser outro: amor...
R7
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Promotor diz que vai avaliar pedido de exumação de Marcos Matsunaga
Cosenzo diz que terá que se posicionar sobre pedido de defesa de Elize.
Intenção, segundo TJ, é confirmar causa da morte de diretor da Yoki.
A defesa de Elize Matsunaga pediu, nesta terça-feira (11), a exumação do corpo do empresário Marcos Matsunaga, assassinado em maio deste ano. O promotor José Carlos Cosenzo disse que vai se posicionar sobre o pedido antes da decisão do juiz. “Ainda não decidi se concordo ou não com esse pedido de exumação. Mas, terei que avaliar e me posicionar para que depois não aleguem que o Ministério Público está cerceando a defesa”, diz o promotor José Carlos Cosenzo.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, só vai dizer se aceita o pedido dos advogados de Elize após receber o parecer do promotor e do assistente de acusação.
De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, a defesa apresentou o pedido de exumação nesta terça durante a audiência de instrução do caso. O argumento para a solicitação seria a confirmação da causa da morte de Marcos.
Um laudo divulgado em junho, que fez parte do inquérito policial do caso, apontou que Marcos foi decapitado quando ainda estava vivo. Segundo os peritos, a morte ocorreu por choque traumático, causado pela bala, e asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação. Na ocasião da divulgação do laudo, porém, seu resultado já havia sido questionado pelo advogado de defesa de Elize, Luciano Santoro.
O advogado entende que Elize pode pegar uma pena de no máximo dez anos. A exumação solicitada poderá ser chave para que Elize não seja condenada pela qualificadora de meio cruel caso fique comprovado que Marcos morreu em razão do disparo na cabeça e que já estava morto quando foi esquartejado. A assistente da defesa, Roselli Soglio, afirmou que em casos de traumatismo craniano causado por um tiro de pistola 380 a morte acontece em poucos segundos.
Para o promotor José Carlos Cosenzo, o crime foi premeditado, por motivo financeiro - Marcos era diretor da empresa de alimentos Yoki. Ele espera que ela seja condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe (vingança movida por dinheiro), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel (esquartejamento).
Depoimentos
A audiência de instrução do caso, que precede a um eventual julgamento da ré Elize, começou no início da manhã desta terça e terminou por volta das 13h30, segundo o TJ-SP. A babá da filha do casal, Mauriceia José Gonçalves dos Santos, foi ouvida entre 11h10 e 13h30.
De acordo com o Tribunal, a pedido da babá, Elize foi retirada do local da audiência e encaminhada para a carceragem do Fórum durante o seu depoimento. A saída da ré teria ocorrido porque a babá disse ter medo de Elize.
Segundo o promotor José Carlos Consenzo, a babá afirmou que Marcos tratava Elize como princesa.
Os depoimentos de Nathália Vila Real, apontada como amante de Marcos Matsunaga, e Elize Matsunaga também deveriam ter ocorrido, mas foram adiados para janeiro de 2013. Segundo o Tribunal de Justiça, o depoimento delas deve ocorrer às 10h do dia 30.
Segundo o advogado Roberto Parentoni, que defende Nathalia, ela não foi avisada da audiência e por isso não compareceu. Como Elize precisaria ser ouvida somente após todos as demais testemunhas, seu depoimento foi também adiado, apesar de ela ter comparecido ao fórum.
O advogado de Nathália afirma que ela quer falar para tirar um "peso das costas", reafirmar que nunca foi prostituta e que tinha um relacionamento amoroso com o diretor da Yoki. "Minha cliente quer tirar esse peso das costas. Ela está sendo ameaçada", disse, sem dar detalhes das ameaças.
Segundo a assessoria de imprensa do TJ-SP, somente após concluída a fase de instrução, o juiz deverá decidir se submeterá Elize a júri popular pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver. Caso seja pronunciada pelo juiz ela será submetida a júri popular. Sete jurados a julgarão em uma data ainda a ser marcada pelo magistrado.
O crime
Além de usar uma pistola para dar um tiro na cabeça de Marcos, a mulher também usou uma faca para esquartejá-lo, colocar as partes do corpo em sacos plásticos dentro de malas, e jogá-las na Grande São Paulo. Os pedaços foram encontrados no dia 27 de maio.
A viúva, que inicialmente negava a autoria do crime, confessou o assassinato e está presa desde 5 de junho. Segundo declarou à Polícia Civil, ela matou o marido após uma discussão sobre a descoberta da infidelidade de Marcos, na qual respondeu a uma injusta provocação do empresário, que a teria agredido com um tapa na cara.
O advogado de Elize, Luciano Santoro, disse ao chegar ao Fórum da Barra Funda nesta terça-feira que ela quer ser interrogada para contar ao juiz como tudo ocorreu. Ele reafirmou que se trata de um crime passional, sob forte emoção, após ela ter sido agredida por Matsunaga. Para a defesa, ela deve responder por homicídio simples e ocultação de cadáver. Santoro afirma que sua cliente vinha sendo humilhada há meses e queria se separar do marido.
Gravação
Outra prova que a defesa pretende usar para corroborar a tese de que a bacharel vinha sendo ameaçada é uma gravação feita pela Polícia Militar. Vinte e cinco dias antes do crime, Elize havia telefonado para o serviço de emergência 190 da PM para denúncia Marcos por ameaça.
Durante um crise conjugal, Matsunaga tentou reconquistar Elize. O G1 teve acesso ao depoimento de testemunhas e à troca de e-mails entre o casal Matsunaga. As mensagens que constam no processo foram trocadas durante o período em que o empresário e a bacharel em direito estiveram separados provisoriamente.
Bastidores da crise conjugal
No período de aproximadamente um mês antes do crime, Elize e Marcos viviam uma crise por suspeita de traição. Após ligar para polícia e relatar ter sido ameaçada, Elize deixou o apartamento do casal e se refugiou em um hotel em São Paulo com a filha e a babá Mauriceia; depois seguiu com elas para a Bahia e Paraná.
Enquanto esteve longe de Marcos, Elize pensava no divórcio, ao ponto de consultar uma advogada que a orientou a contratar um detetive para flagrar a traição do marido. Mas após receber a tradução de ‘Because You Loved Me’ (Porque Você Me Amou), interpretada pela cantora canadense Celine Dion, e o buquê de flores com o pedido de reconciliação, desistiu de seguir com o rompimento.
Mesmo assim, ela manteve os serviços do detetive que gravou o diretor da Yoki com sua amante, a garota de programa Nathalia. Quando conheceu Marcos, Elize também havia trabalhado como prostituta.
G1
[REALIZATTO] AIDS = ESTUPRO DE PESSOA INCONSCIENTE
Refletindo sobre acontecimentos nos últimos 5 (cinco) anos, deparo-me com uma constatação assombrosa. A AIDS, ou o vírus que provoca falta de imunidade, é tão e quão somente o resultado de anos de estupro pessoa inconsciente, o que em síntese remete a uma super bactéria "candida", que atua de forma irracional.
A pessoa que é vítima de estupro inconsciente, ou subjugada com pratica de sexo anal, desenvolve diversas doenças, entre elas: infecções intestinais, infecções pulmonares, alterações circulatórias, envelhecimento precoce, ressecamento de pele e de cabelos, obesidade, diabetes, artroses, alterações esqueléticas, doenças neurológicas, exacerbamento da agressividade, confusão mental, esquecimento, dificuldade de aprendizado, infecções urinárias, cansaço, pressão alta e doenças congênitas, entre outras.
A vítima está constantemente sendo acometida de doenças e infecções, o que a obriga a usar antibióticos e outros medicamentos. O excesso de antibióticos num organismo que não tem tempo de se recuperar, provoca baixa de imunidade, até que esta deixe de existir.
Quando o organismo está debilitado, algumas bactérias oportunistas se desenvolvem. A Candida Albicans é uma delas. Esta bactéria infesta o organismo, causando diversas infecções. Se este organismo não reage estará instalada a AIDS.
Informação recebida por e-mail de Fátima Leme
Gêmeos de 1 ano se afogam na piscina de casa em Taboão da Serra
Caso ocorreu no início da noite de segunda-feira (10).
Mãe deixou irmãos dormindo, mas eles acordaram e caíram na piscina.
Gêmeos de 1 ano morreram afogados na piscina da casa onde moravam em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, no início da noite desta segunda-feira (10). Segundo policiais da 4º Companhia do 36º Batalhão de Polícia Militar, os irmãos caíram na piscina por volta de 18h30.
Segundo relato da mãe aos policiais militares, ela teria deixado as crianças dormindo em um quarto no piso superior do sobrado, que fica no Bairro Parque Assunção, e foi ao térreo. Porém, os gêmeos acordaram e foram para a borda da piscina, que também fica na parte de cima do imóvel.
Vizinhos da família contaram à reportagem do Bom Dia São Paulo que as crianças estavam tomando banho de piscina quando se afogaram, mas ninguém da família quis falar sobre o caso.
De acordo com a PM, os gêmeos chegaram a ser socorridos ao Pronto-Socorro Akira Tada, mas não resistiram. A polícia disse que já foi feita uma perícia na piscina. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra.
G1
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Ligação de Elize para PM relatando ameaça foi premeditação, diz promotor
Defesa afirma que acusação é deturpada
“Mais uma prova de que houve premeditação do crime”. Foi desta forma que o promotor José Carlos Cosenzo, do 5º Tribunal do Júri da capital, avaliou a denúncia feita, em abril, por Elize Matsunaga contra o marido, o herdeiro da Yoki Marcos Matsunaga.
Pouco menos de um mês antes de assassinar o empresário, Elize ligou para a Polícia Militar, relatando que estaria sendo ameaçada por Marcos. Na gravação que o R7 teve acesso, ela relata:
— Meu marido saiu de casa e me ameaçou e eu queria saber se eu posso trocar a fechadura.
O atendente pergunta se Elize quer cadastrar a ocorrência para que um policial seja enviado ao local. O telefonema foi anexada ao processo sobre o assassinato do executivo.
Para o promotor José Carlos Cosenzo, a ligação mostra que ela estava sendo orientada.
— Isso prova que ela já estava sendo orientada muito tempo antes para preparar esse crime. Ela é bacharel em direito e tinha pleno conhecimento daquilo que estava fazendo. Estava sendo assessorada por um advogado, que era professor de direto dela, segundo ela mesma disse. Desapareceu do local quando a polícia ligou. A polícia passou lá na frente (do prédio na Carlos Weber, onde o casal morava) e foi indagar o porteiro se havia algum problema. Ele respondeu que não, que nunca houve nada.
O promotor destacou ainda que Elize, ao ligar para o 190, não especificou que tipo de ameaça estaria sofrendo e quando teria sido feita. Cosenzo afirmou também que, após a comunicação à polícia, a acusada não tomou qualquer providência.
— Não apresentou uma queixa-crime, não fez um boletim de ocorrência, não fez nada. Quando a polícia retornou a ligação, ela não atendeu mais o telefone.
Para o promotor, o episódio da denúncia, conjugado com outras provas do processo, mostram que houve uma “sequência lógica”.
— Por exemplo, quando ela saiu estrategicamente para ir ao Paraná, deixou uma empregada monitorando os passos do Marcos, porque sabia que ele a estava traindo, ou seja, é uma sequência lógica: ela comunica a polícia, junta testemunha de que Marcos a estava traindo, contrata um detetive para provar a traição.
Cosenzo criticou o que chamou de “tática abominável e absolutamente antiética, que é ofender aquele que não pode se defender”.
— Agora, a defesa está querendo satanizar a vítima e canonizar a assassina. Eles estão querendo demonizar a vítima, que não tem nenhuma mácula. Durante toda a instrução processual, não há uma única testemunha que tenha dito que ele (Marcos) ameaçou, que um dia agrediu, que um dia falou mais ríspido com Elize. Nenhuma testemunha. Quem está sendo julgado não é o Marcos. A frieza maior de Elize é querer desmoralizar o pai da filha dela e a pessoa que a tirou da prostituição.
“Vou acabar com você”
Já a defesa da ré afirma que a visão da promotoria está completamente deturpada. Segundo o advogado Luciano Santoro, Marcos teria ameaçado Elize. Ele teria dito “Eu vou acabar com você”.
— É deixar de enxergar o óbvio. Eu tenho certeza que a opinião do juiz e dos jurados será completamente diferente da acusação. Saberão afastar a fantasia da realidade. Dizer que isso é premeditação é um absurdo. É querer tapar o sol com a peneira.
O caso
O empresário, herdeiro da Yoki Alimentos, foi encontrado morto e esquartejado na Estrada dos Pires, região rural, em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 de maio. O corpo foi localizado cerca de uma semana após o desaparecimento, cortado em pedaços. A mulher do empresário, Elize Matsunaga, 30, confessou o assassinato e o esquartejamento no dia 6 de junho. De acordo com as investigações, Elize suspeitava que o marido estivesse tendo um caso e contratou um detetive particular para segui-lo. O profissional confirmou a traição. Na versão da mulher, o empresário foi morto com um tiro após uma discussão do casal. Ela afirmou que esquartejou o corpo do marido sozinha, mas, em outubro, a promotoria pediu a abertura de um novo inquérito para investigar a presença de duas ou mais pessoas na cena do crime.
A solicitação foi sustentada em provas técnicas. Uma delas surgiu a partir da reconstituição do assassinato. Durante o procedimento, foram feitas perícias em objetos e análises de amostras de material biológico coletados no local. O laudo indicou a existência de material genético de Marcos e de outras duas pessoas dos sexos masculino e feminino.
A outra prova técnica foi o laudo necroscópico, que apontou diferenças de cortes durante o esquartejamento da vítima.
O laudo mostrou ainda que a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Marcos foi de cima para baixo, contrariando a versão apresentada por Elize. Ela afirmou que atirou na vítima quando ambos estavam de pé, após levar um tapa durante uma briga por ciúme. Como tem estatura menor que a de Marcos, a trajetória da bala teria que ser, necessariamente, de baixo para cima. Outra contradição levantada pelo perito foi quanto ao esquartejamento. De acordo com Elize, após atirar no marido, ela deixou o corpo dele por dez horas no quarto de hóspedes antes de começar a cortá-lo. Isto só teria ocorrido, de acordo com ela, quando o executivo já estava morto.
A perícia, no entanto, mostrou que o empresário morreu por traumatismo craniano, provocado pelo tiro, associado à asfixia por ter aspirado sangue durante a decapitação.
R7
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Instituto do Câncer Infantil reinaugura instalações com decoração inspirada em O Mágico de Oz
Objetivo é quebrar a sobriedade do ambiente onde pacientes oncológicos permanecem longo tempo em tratamento
Um leão de braços abertos recepciona quem chega ao terceiro andar do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
No peito, o mascote da luta contra o câncer infantil exibe uma medalha com a palavra "coragem". O corredor até a porta que dá acesso à unidade de oncologia pediátrica do hospital é decorado por um caminho de tijolos amarelos, como o que a menina Dorothy percorre na história O Mágico de Oz até encontrar o caminho de volta para casa.
A nova ambientação do Instituto do Câncer Infantil do Rio Grande do Sul (ICI-RS), que será inaugurada na manhã desta quinta-feira, às 10h30min, aproveita a relação com a história infantil que acompanha o instituto desde sua fundação, em 1994, para dar mais cores ao hospital, onde crianças e adolescentes passam longo tempo internados para o tratamento do câncer.
— Esta unidade não é para quem tem uma dor de barriga, por isso, tão importante como o acolhimento médico competente e uma equipe bem treinada é termos um ambiente menos frio para esses pacientes e seus familiares — comenta o presidente do ICI-RS e chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital de Clínicas, Algemir Brunetto.
O médico explica que a escolha da história do Mágico de Oz para representar o instituto tem pelo menos duas razões: a construção do caminho para a cura das crianças para que elas, assim como Dorothy, voltem para casa e o amigo que a menina encontra no caminho, um leão que deseja encontrar coragem.
Nos tijolos amarelos do corredor de entrada, estão gravados os nomes de empresas e pessoas que fizeram as primeiras doações para a fundação do instituto e outros tantos estão abertos para serem preenchidos — até hoje a entidade se mantém com doações e campanhas de arrecadação de fundos, como a Corrida Pela Vida e o Mc Dia Feliz.
Coragem de leão
O leão Coragem chama a atenção de Gustavo Oliveira, de três anos, quando ele passa no corredor até a sala de recreação do hospital — toda enfeitada com balões para a festa de reinauguração. No Dia da Criança, uma suposta gripe que nunca melhorava levou à descoberta de uma leucemia. Desde então, foram 43 dias a fio de internação e agora retornos periódicos para a continuidade do tratamento.
— Assim como o leão, nós também temos de ter coragem para batalhar, e não é fácil — desabafa a mãe de Gustavo, Magui Ferreira, 34 anos.
Para cuidar do menino, ela teve de sair da creche em que trabalhava em Torres, no Litoral Norte, e deixar os outros dois filhos sob os cuidados do pai.
É por isso que o instituto contempla uma estrutura de apoio não só médico, mas também psicológico, pedagógico e até mesmo social, além de contar com uma unidade de pesquisa clínica para o estudo de tratamentos mais eficientes.
Com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o ICI-RS tem índice de cura em torno de 80% e já tratou quase 2 mil crianças e jovens com câncer nas últimas duas décadas.
O que mudou
— Com a reforma, o número de leitos aumentou de 22 para 26
— Três leitos são dedicados a transplantes de medula óssea
— Uma sala de informática foi montada no espaço de recreação
— Sala pedagógica foi ampliada
— Toda a unidade está climatizada
Números do instituto
— 1,9 mil crianças e adolescentes atendidos desde 1994
— 71 pesquisas clínicas em andamento
— 50 pacientes ambulatoriais atendidos, em média, por dia
— 80% de cura no tratamento
ZERO HORA
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Família registra queixa contra padre por chicotada
Mãe diz que menina de 12 anos foi atingida
A família de uma menina de 12 anos diz que, na sexta, ela levou um golpe no rosto quando o padre Mansueto Pontarolo, de Matinhos, dispersava um grupo de estudantes que comemorava, na frente da igreja, o fim do ano letivo, jogando ovos e farinha uns nos outros.
O padre nega. "Eu espantei com o chicote e teve alguém que se doeu", diz Pontarolo, de 49 anos, na cidade há 7 anos. A menina foi levada a um hospital e liberada horas depois. A mãe registrou boletim de ocorrência, mas não quis representar contra o padre.
"A lesãozinha é coisa mínima. Estão fazendo tempestade em copo d'água", diz o delegado Edilson Blener. Como não houve queixa, a polícia não dará continuidade ao caso.
A Cúria de Paranaguá manifestou-se contra a atitude do padre. Ele diz que não foi repreendido formalmente. "Não é arma, é um instrumento. Assim como Jesus usou chicote no templo, para dizer que tinha uma ação errada lá", diz. "Jogar ovo e coisarada na porta da igreja é errado!"
Jornale
Ciência aumenta sobrevivência de prematuros
Avanços na medicina britânica estão aumentando as chances de vida de bebês extremamente prematuros, segundo um estudo recém-divulgado.
Em 1995, um total de 40% dos bebês ingleses nascidos entre 22 e 25 semanas e que foram tratados em unidades intensivas, sobreviveram. Em 2006, o número de crianças extremamente prematuras nascidas com entre 22 e 25 semanas de gestação que sobreviveram passou a ser de 53%. Mas o estudo não descobriu melhoras significativas no índice de sobrevivência de bebês nascidos com menos de 22 semanas de idade, o limite legal para a realização de aborto. E as chances de bebês extremamente prematuros eventualmente sofrerem sequelas como cegueira, paralisia cerebral e surdez não foram reduzidas. Elas afetam um em cada cinco bebês. BBC Brasil
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Tráfico humano: um crime economicamente comparável ao de armas e drogas
Os números do tráfico internacional humano dão a dimensão desta violenta prática aos direitos humanos, sobretudo das mulheres e crianças. Considerado a terceira atividade ilegal mais lucrativa do mundo, segundo o Observatório de Tráfico de Seres Humanos, é uma realidade com um impacto econômico comparável ao do tráfico de armas e de droga. Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revelam: a prática atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas e movimenta 32 milhões de dólares por ano. Só em 2010, 140 mil mulheres foram traficadas na Europa e exploradas sexualmente. Juntas, elas fariam cerca de 50 milhões de programas sexuais por ano, a um valor médio de 50 euros cada, o que representa um lucro anual de 2,5 bilhões de euros, ou R$ 6,5 bilhões. No Brasil, o Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescente afirma que o país tem 241 rotas de tráfico de pessoas. A região Norte tem a maior concentração de rotas (76), seguida pelo Nordeste (69), Sudeste (35), Centro-Oeste (33) e Sul (28).
As vítimas são atraídas para trabalharem em melhores condições do que em seu país de origem e acabam caindo nas máfias da prostituição e trabalho escravo para adultos e exploração sexual e trabalho infantil para crianças e adolescentes. Em torno de 80% das pessoas traficadas são mulheres ou meninas por apresentam uma maior vulnerabilidade, contribuindo assim com a crescente feminização da pobreza. No caso das crianças, trata-se de uma violação ao direito a crescer livre e num ambiente protegido e acolhedor.
Realidade nicaraguense
Em 2011, a Salve the Children a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançaram o relatório Tráfico de pessoas com fins de exploração laboral e seus efeitos na infância. Nele, são abordadas as realidades dos departamentos nicaraguenses de Madriz, Estelí e Rivas, confirmando que o tráfico de crianças e adolescentes nestes locais fronteiriços não se dá com fins laborais, mas para exploração sexual.
A pobreza é apontada como um fator determinante para a ocorrência do tráfico de meninas e meninos que são levadas a lugares distantes, no próprio país ou para nações como Guatemala, El Salvador, Costa Rica, México, Estados Unidos - estas duas últimas apontadas como principais destinos. Desinformação e envolvimento de profissionais inescrupulosos, como advogados e motoristas de furgões, também contribuem com a cadeia de crimes.
Do total de 5,2 milhões de habitantes da Nicarágua, 52% são mulheres e, destas, 53% têm menos de 18 anos de idade. Entre as adolescentes, há altos índices de gravidez precoce - 46% já são mães ou estão grávidas do primeiro filho. 54% dos/as adolescentes moram na zona rural, enfrentando péssimo sistema educacional, marcado pelo atraso escolar.
"O modus operandi dos traficantes se dá com o uso do dinheiro para enganar as vítimas potenciais. Os lugares de preferenciais de atuação dos traficantes são os institutos e escolas, aos que fazem chegar suas mensagens de oferecimento de trabalhos bem remunerados dentro e fora do país. Os contatos são familiares, amigos ou estrangeiros que facilitam o endividamento da família para que as vítimas possam viajar; neste processo participam falsificadores ou advogados inescrupulosos que se prestam como intermediários", diz o documento.
No combate ao tráfico de crianças e adolescentes, o relatório destaca ações de prevenção e sensibilização, principalmente em locais de grande fluxo turístico. De acordo com o relatório, tanto Estado quanto sociedade civil têm realizado feiras estudantis informativas e capacitações de viajantes. Também há centros e instituições que oferecem atenção às vítimas do tráfico de pessoas como Casa Aliança, Ministério da Família, Departamento de Delitos Especiais e as Delegacias da Mulher e da Infância, que conta com equipes especializadas.
"Salve Jorge"
Foi assim com uma maranhense, moradora de Abolição, periferia do Rio de Janeiro, que, aos fins de semana, frequentava danceterias de pagode para se divertir e esquecer da rotina pesada de empregada doméstica. Aos 32 anos, estava recém-separada do marido e tinha três filhos – a menor, de apenas 1 ano – quando sua vida mudou. Foi no pagode que surgiu a proposta. Ela e uma amiga receberam o convite tentador de outrauma mulher que conheceram nos bailes. Ela propôs que as amigas fossem para Israel, trabalhar como garçonetes em um restaurante brasileiro de Tel Aviv. O salário: US$ 1.500 por mês. “Era muito mais do que eu poderia ganhar com as minhas faxinas”, diz. “Se eu ficasse lá um ano, daria pra juntar o dinheiro para realizar o sonho de comprar uma casa. Aceitei.”
Antes de embarcar, comprarem roupas longas e discretas. “Ela falou pra gente levar bastante saia comprida, porque em Tel Aviv não se podia andar muito à vontade, como no Rio. Não desconfiamos de nada,” comentou. Tiraram passaporte, receberam a passagem de ida e algum dinheiro adiantado. As duas não sabiam dizer nem meia dúzia de palavras em inglês, tampouco de hebraico. Nunca tinham saído do Brasil, mas não se intimidaram. No aeroporto, diante dos cartazes da Polícia Federal que alertavam para o crime de tráfico humano, nenhuma das duas se identificou com a mensagem. “Na minha cabeça, eu estava indo trabalhar fora para conseguir o melhor para os meus filhos. Nunca imaginei encontrar aquela cena que encontrei quando cheguei”.
Ao sair do aeroporto em Israel, as amigas tiveram que entregar seus passaportes para os israelenses e foram separadas. Uma delas foi imediatamente levada para um prostíbulo. “Olharam para mim e me disseram: ‘Troca de roupa e vai trabalhar’. Comecei a chorar, desesperada. Mas as outras brasileiras que já trabalhavam na boate me disseram para não me recusar, porque eles iriam me bater, me deixar com fome, ou até sumir comigo. As meninas me maquiaram. Coloquei um shortinho e um sutiã e fiquei no sofá do salão, exposta como mercadoria.”
Mais de dez anos depois, trabalha como empregada doméstica. Ganha R$ 800 por mês, mora de favor na casa da mãe, um dos seus filhos se envolveu com o crack. Ela jamais conseguiu comprar a casa que tanto sonhou. Sempre teve vergonha de contar a própria história. Do seu jeito simples, olhando para o chão, ela se pergunta: “Quem iria acreditar que eu fui uma vítima e não achar que eu fui ser garota de programa nessas condições porque eu quis?”.
A autora de novelas Glória Perez estudou o assunto por dois anos e resolveu tratar do tráfico de pessoas na nova novela das 9h, "Salve Jorge", que estreou no fim de outubro. A protagonista da trama, Morena (interpretada por Nanda Costa) traduzirá em imagens a dor, até pouco tempo anônima, da maranhense. Sua amiga está sendo vivida pela atriz Carolina Dieckman. “Sempre me chamou a atenção dramas invisíveis, que estão na cara de todo mundo, mas as pessoas não veem”, diz Glória Perez. “O tráfico humano é isso, um crime invisível que produz uma carga de sofrimento tão grande e que, no entanto, pouco se consegue fazer para solucionar.”
Cooperação internacional
A adoção, em 2000, do Protocolo Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças e do Protocolo contra o Crime Organizado Transnacional, Relativo ao Combate ao Contrabando de Migrantes por via Terrestre, Marítima e Aérea, que complementam a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, representa um marco fundamental nos esforços internacionais para enfrentar o tráfico de seres humanos, considerado uma forma moderna de escravidão.
Aprimorar a lei brasileira para combater o tráfico humano
Os brasileiros são vítimas frequentes deste crime, mas a legislação do país só prevê punição ao tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. A lei não contempla explicitamente homens e crianças, tampouco a exploração em outros tipos de atividades. Pensando nesta situação, a senadora Lidice da Mata (PSB-BA) formulou uma nova proposta de lei para criminalizar todos os tipos de tráfico humano. O apoio popular é fundamental para que a lei seja levada à votação e aprovada o mais rapidamente possível.
Os brasileiros são vítimas frequentes deste crime, mas a legislação do país só prevê punição ao tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. A lei não contempla explicitamente homens e crianças, tampouco a exploração em outros tipos de atividades. Pensando nesta situação, a senadora Lidice da Mata (PSB-BA) formulou uma nova proposta de lei para criminalizar todos os tipos de tráfico humano. O apoio popular é fundamental para que a lei seja levada à votação e aprovada o mais rapidamente possível.
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Se o texto for assinado por 1,4 milhão de pessoas, ele se tornará um projeto de lei e terá de ser votado pelos parlamentares, tal como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa.
Denuncie
Para denunciar casos de tráfico de pessoas, contrabando de migrantes, tráfico de mulheres e outros crimes semelhantes às autoridades brasileiras, ligue para o número 180.
Com informações da Adital, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Rede Brasil Atual, Revista Marie Claire e Observatório de Tráfico de Seres Humanos.
promenino
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