sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Advogado de boate culpa bombeiros por tragédia


Jader Marques apontou problemas na fiscalização

O advogado Jader Marques, que representa Elissandro Callegaro Spohr, um dos sócios da boate Kiss, disse nesta quarta-feira (30) que o estabelecimento estava em "plena condição" de funcionamento no momento do incêndio.

Para ele, o que ocorreu na noite da tragédia foi uma "desastrosa" operação de resgate por parte do Corpo de Bombeiros.

"Foi uma desastrosa e deficiente operação dos bombeiros. Os bombeiros estavam com máscaras devidas, estavam com equipamento? Não. Mais grave do que isso, eles próprios, se sentindo impotentes, usaram os civis [para auxiliar no resgate]", disse em entrevista coletiva.

Por determinação do governo do Estado, a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros de Santa Maria disse que não comentaria as declarações do advogado.

Marques destacou, no entanto, que vários fatores contribuíram para o episódio, além da deficiência dos bombeiros.

"Desde as autorizações, a banda [que usou os fogos], os bombeiros, não foi uma só causa, estamos diante de um fato que poderia ter acontecido em qualquer casa aqui em Santa Maria", disse.

Ontem (29), o delegado regional da Polícia Civil, Marcelo Arigony, que coordena as investigações do incêndio, disse ter certeza de que o funcionamento do estabelecimento era irregular.

De acordo com ele, uma série de circunstâncias possibilita "até a uma criança" concluir que a casa não deveria estar funcionando.

Segundo o advogado, a documentação estava em dia, e a boate tinha um Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndio que comprova que o Corpo de Bombeiros foi ao local e fez vistoria. Questionado sobre a validade do documento, Marques reconheceu que estava vencido.

"O alvará venceu, mas o que isso provoca? Nenhuma consequência. Em agosto [de 2012] expirou o papel do alvará. Mas nas condições da casa não houve alteração de nada. Não houve uma sequer alteração da casa. O que havia era um problema documental."

Jornale

Um comentário:

  1. Dotô, não é hora de piada tá?
    Arranja outra defesa.

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