terça-feira, 1 de março de 2011

Dia 01 de Março- Aniversário da Cidade do Rio de Janeiro (446 anos)


O Rio de Janeiro completa 446 anos ...

Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil

Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente

Jardim florido de amor e saudade
Terra que a todos seduz
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz
(André Filho)


O Rio de Janeiro é uma cidade para se experimentar....
Já foi aclamada por grandes poetas e músicos, está mais que presente no cinema e nas artes plásticas, faz parte do cartão-postal do Brasil e, mesmo assim, só quem respira um pouco do clima carioca sabe o que estas artes tentam exprimir.
Não adianta: do mesmo jeito que “ser carioca” é um estado de espírito que não se perde mesmo longe do sol e do mar, qualquer um que põe os pés na Cidade Maravilhosa ganha um pouco desse ar descontraído, esperto e bem-humorado.
É, apesar de tudo, uma cidade de contrastes. Nem todos têm as mesmas chances; existe a violência das grandes cidades. Mas o jeitinho do carioca sempre encontra uma maneira ou outra para driblar as diferenças. É por isto que três dos principais símbolos da cidade são também espaços onde convivem todas as classes: o Maracanã, com o futebol, onde o que vale é torcer pelo time do coração; o Carnaval, em que a paixão pelo samba supera qualquer diferença; e as praias, porque, afinal, o mar é de todos

História

Para começo de história, a cidade do Rio de Janeiro não recebe este nome por causa de um rio! Na verdade foi um estuário, observado por Gonçalo Coelho logo após o descobrimento do Brasil, que inspirou o nome. Gonçalo Coelho era o encarregado do reconhecimento da terra e pensou que o estuário era a foz de um grande rio. Como era dia 1 de janeiro de 1502, o nome ficou sendo “Rio de Janeiro”.
A fundação da cidade, mais de meio século depois, se deu por questões militares. É que, em 1555, as invasões francesas ocuparam a Ilha de Villegaignon para lá fundar uma colônia. Isto obrigou os portugueses a prestarem mais atenção na costa brasileira, principalmente na região da Guanabara. Então, em 1560, o terceiro governador geral do Brasil, Mem de Sá, saiu da Bahia com o objetivo de expulsar os franceses da ilha. E conseguiu.
O sucesso foi comunicado à Rainha Regente, D. Catarina, em Portugal, por Estácio de Sá, primo de terceiro grau de Mem de Sá. Por causa das peculiares relações de parentesco da época, alguns historiadores atribuem a Mem de Sá a posição de “tio” de Estácio de Sá; uma questão de proximidade.
De qualquer forma, foi Estácio de Sá quem veio para o Rio em 1564, com instruções do primo para expulsar os inimigos, manter paz com os índios tamoios e ouvir os conselhos do Padre Nóbrega. Como não foi possível se entender com os tamoios, Estácio pediu a intervenção do padre.
Conseguido o apoio dos índios, Estácio de Sá organizou a expedição e partiu em 22 de janeiro de 1565. Em 1º de março desembarcaram e foi fundada a cidade, a que se chamou de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao Rei de Portugal, D. Sebastião.


CENA RIO
Vi inícios de canções
de luz e Melodia
ao Tom de Ipanema…
cor ali nas graciosas
esquinas rumo ao sol.
Samba, bossa nova,
em dias de verão,
o Rio é sempre bom.
Maravilhosa cidade,
aquarela de temas
a tingir de nostalgia
as pedras do arpoador.
Ao final da tarde
Chico encanta o mar
– paisagem, vida e som –,
veja que flor bela,
tal Leila Diniz…
vozes de Copacabana,
– em letras de Assis –,
lapela e Cartola,…
buquês de Noel Rosa,
nas cores da poesia
de Drummond.
(Rita Costa & André L. Soares)

Resolvi terminar este post com imagens tiradas por mim
de um lugar aqui no Rio, belíssimo ...
O Club Costa Brava localizado no Joá, em São Conrado.
Frequento este club desde menina
e acho que lá resume bem a beleza do Rio...
É só olhar a toda volta do Club que vemos aquele
mar azul, céu brilhante e o verde deslumbrante...
Para mim o Rio é isso...
E devemos lutar para que tudo isso não acabe!
Parabéns RIO !!

Homem que sequestrou enfermeira em banco do Porto suicidou-se na prisão de Custóias


Serviços prisionais já abriram inquérito. Recluso estava internado na enfermaria da cadeia

Suicidou-se na madrugada de ontem o homem de 31 anos que, na passada quarta-feira, sequestrou uma enfermeira na loja de Multibanco anexa à dependência do Banco Millennium, na Rua de Damião de Góis, no Porto. A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) confirma que o óbito foi verificado à 1h na casa de banho da enfermaria, onde o recluso estava internado, e que já abriu um inquérito à ocorrência.
O suspeito estava preso preventiva- mente desde quinta-feira no Estabelecimento Prisional do Porto, em Custóias, indiciado pelos crimes de roubo agravado, sequestro, ofensas à integridade física e homicídio tentado. "Logo após a entrada no estabele- cimento foi orientado para os Serviços Clínicos por se encontrar com alterações comportamentais, tendo sido feita intervenção psicológica e ingressado na enfermaria do estabelecimento", precisa a DGSP numa resposta enviada ao PÚBLICO. Os serviços prisionais adiantam que o recluso foi observado logo nesse dia por um médico psiquiatra, tendo sido reavaliado nos dois dias seguintes."Trata-se de indivíduo já com seguimento no exterior e a fazer medicação", acrescenta a nota. A DGSP afirma que o homem estava sujeito a "observação apertada", tendo sido visto por um enfermeiro cerca das 00h15 de ontem, encontrando-se nessa altura bem. Após a verificação do suicídio, "foram feitas as comunicações às autoridades para os procedimentos legais e determinado a abertura de processo de inquérito". O indivíduo era natural de Lisboa, mas vivia há algum tempo no Porto, numa pensão paga pela Segurança Social. Estava desempregado e tinha antecedentes criminais.
A vítima, de 43 anos, enfermeira num centro de saúde do Porto, foi atacada numa loja de Multibanco na Rua de Damião de Góis, perto das 22h00 de quarta-feira, e libertada cerca de uma hora depois, após a intervenção policial. A mulher ainda se encontra internada no Hospital de Santo António, onde está a ser trata- da a vários cortes efectuados pelo sequestrador com uma navalha, incluindo uma pequena perfuração entre o pulmão e o abdómen.

Polícia diz que professora morta na Grande SP havia recebido ameaças de aluno


SÃO PAULO - Polícia Civil de Embu, na Grande São Paulo, disse que a professora Joyce Chaddad de Moraes Rodrigues, de 36 abnos, morta na manhã desta segunda-feira ao chegar para trabalhar na Escola Municipal Paulo Freire, na Estrada de Itapeceria, havia recebido uma ameaça de morte em 2009 de um aluno. A polícia trabalha com a hipótese de execução e investiga o que teria motivado o crime.
- Houve uma ameaça de morte através do celular e nós vamos investigar isso - diz o delegado Higino Grigio.
Joyce, que era também a coordenadora pedagógica da escola há três anos, foi surpreendida por dois homens. Ela recebeu três tiros e chegou a ser socorrida a um hospital, mas não resistiu e morreu. Nada foi levado. A professora era casada e havia retornado de licença maternidade no dia 15 passado. O bebê está com 7 meses.
Quatro pessoas já foram ouvidas na delegacia de Embu. As testemunhas devem ajudar a polícia a fazer o retrato falado dos suspeitos.
- Para mim, foi execução. Mais pessoas devem ser ouvidas amanhã para elucidar o caso - contou Grigio.
Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta de 7 horas, logo após a professora estacionar o carro na frente da escola.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Transporte escolar ruim compromete segurança e aumenta evasão de alunos


RIO e FORTALEZA - No mês da volta às aulas, o caminho é de obstáculos para boa parte dos 4,9 milhões de estudantes da rede pública brasileira que dependem de transporte escolar. Veículos sem manutenção, ônibus que quebram e viagens longas que cobrem mais de uma região desestimulam os estudantes. Entre os alunos, a viagem é acompanhada por uma incerteza: a frequência nas aulas.
A precariedade do serviço é apontada pela União Nacional dos Dirigentes de Educação (Undime) como fator determinante para a evasão escolar. Os municípios reclamam da falta de recursos para melhorias. Cada aluno custa por ano, em média, R$ 876, mas as prefeituras recebem do governo federal R$ 145, em média. A ajuda por parte dos estados também é insuficiente. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), quando há recursos estaduais, somados aos federais, o montante não paga mais que 30% das despesas.
Para cobrir a diferença nos custos de transporte - calculada pela CNM em R$ 1,2 bilhão ao ano - , os municípios deixaram de renovar a frota periodicamente. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alerta que a manutenção de ônibus, Kombis e vans tem sido prejudicada. Não é difícil encontrar veículos com pneus carecas e sem equipamentos exigidos por lei, como cintos de segurança. A situação é pior no Nordeste, onde a idade média da frota supera 19 anos. A dificuldade enfrentada pelos estudantes para chegar até a escola se reflete em números. A evasão escolar chega a 11,4% nas séries iniciais do ensino fundamental e 15% nas finais, enquanto a média nacional é de 7,4% e 14,1%, respectivamente.
Apesar de o governo do Ceará ter transferido R$ 30 milhões para as prefeituras em 2010 para a ajuda no custeio do transporte de alunos do ensino médio, a qualidade do serviço é reprovada na maioria dos 184 municípios. Nos últimos dois anos, oito pessoas morreram em acidentes com veículos escolares públicos no Ceará. Em Limoeiro do Norte, a 194 quilômetros da capital, uma criança de 2 anos morreu ao cair de um buraco no piso de um ônibus.


Em dois meses, um quarto dos motoristas envolvidos em acidentes fugiram


Envolver-se em acidente de trânsito com vítima e fugir sem prestar socorro ou para escapar da punição é crime. Mas isso não impediu que pelo menos quatro motoristas envolvidos em ocorrências de trânsito em menos de dois meses abandonassem suas vítimas à própria sorte. Não há um estudo sobre os motivos que levam uma pessoa a omitir socorro no Distrito Federal. Mas especialistas ouvidos pelo Correio afirmam que, via de regra, é para safar-se das punições civil e penal. Quase sempre, antes de provocar a tragédia, o motorista extrapolou o limite de velocidade, ignorou a proibição de dirigir alcoolizado ou furou o sinal vermelho.
Em uma casa humilde no Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas, a família Leite chora a falta de Valdir Ribeiro Leite, 40 anos, atropelado e morto quando seguia pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG) de bicicleta, no último dia 19. O motorista fugiu sem prestar socorro, mas acabou detido no Pistão Norte, quando familiares o colocavam em outro veículo. Há pouco mais de um ano, Rosângela Maria de Oliveira Leite dos Santos, 37, irmã de Valdir, enterrou o filho de 9 anos, também vítima de atropelamento. “Pelo menos, o motorista não fugiu. Ficou o tempo todo ao lado do meu filho. Teve uma hora que o policial falou: ‘você pode ir para casa’. Mas ele disse: ‘não, eu fico aqui até recolherem o corpo’. O cara (que atropelou Valdir) podia pelo menos ter ligado para o Corpo de Bombeiros ou avisado a polícia”, ressente-se Rosângela.
O motorista do carro que atingiu Valdir é Leonardo Teixeira da Silva, 28, segundo o sargento João Carlos de Oliveira, da Polícia Militar. Após a colisão com a bicicleta, ele teria fugido mesmo com o pneu do carro estourado. “O acusado negou ter bebido, mas não quis fazer o teste do bafômetro. Ele estava com os olhos vermelhos, o andar vacilante e as vestes desajeitadas”, contou o sargento. Aos 72 anos, a mãe da vítima, Maria José Oliveira Leite, se sente perdida. “Eu estava nas mãos dele (Valdir). Tenho diabetes, colesterol (alto) e sofro do coração. Ele fazia tudo por mim. Aplicava injeção, dava remédio, buscava o leite, vivia comigo para cima e para baixo. As pessoas não deviam beber e dirigir, minha filha. A lei proíbe”, comentou, com os olhos marejados.
O Departamento de Trânsito (Detran) não tem estatística sobre os motivos que levam o motorista a fugir sem prestar socorro. Mas o diretor-geral do órgão, José Alves Bezerra, diz que a experiência de 27 anos de Detran permite elencar algumas das causas mais frequentes da omissão dos condutores. “Geralmente fizeram alguma coisa errada que resultou no acidente: dirigir alcoolizado, sem carteira de motorista, fazer ‘pega’ são os principais motivos. Em vez de ficar e assumir as consequências, ele dá uma de espertalhão para escapar da repercussão negativa dos seus atos e da punição”, ressalta Bezerra. “Fico me perguntando como é que ele se livra da consciência. Ser solidário é melhor que ser omisso achando que vai se dar bem”, completa.

Covardia
Aos 26 anos, o barman Cleison de Souza da Cunha diz ter nascido de novo. “É graças a Deus e ao cinto de segurança que estou vivo”, acredita. Há um mês, ele voltava do serviço para casa com mais três colegas de trabalho quando o carro em que estavam foi atingido por outro em um cruzamento de Taguatinga, às 2h45. Viviane Rocha da Silva e Gleicivânia Nascimento foram arremessadas para fora do veículo e morreram na hora. Cleison desmaiou. “Não sei quanto tempo fiquei desacordado. Vi um clarão, a pancada e, depois, já estava de pé, procurando meus amigos. Vi as meninas no chão e logo os bombeiros me levaram para o hospital”, relata.
Segundo o delegado Alberto Velloso, chefe da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), Bruno de Jesus Machado dirigia o veículo que atingiu o carro das vítimas e fugiu. “Testemunhas contaram que o veículo não saía do lugar. Ele, então, abandonou o carro no meio da rua e fugiu a pé. Há a suspeita de que trafegava em alta velocidade e furou o sinal vermelho”, detalhou Velloso. O rapaz só se apresentou à delegacia dois dias após o acidente e acompanhado de dois advogados. “A investigação está na fase final. Pedimos algumas informações ao Detran e estamos aguardando a resposta para concluir o inquérito”, resumiu o delegado, sem detalhar as etapa da investigação.
O jovem motorista investigado tem 21 anos e mora no Guará. O Correio apurou que, desde 2008, ele ignora as leis de trânsito. Primeiro, foi flagrado dirigindo alcoolizado e teve o direito de dirigir suspenso por um ano, conforme determina a Lei 11.705/08 (veja o que diz a lei). Em vez de cumprir a punição, o rapaz voltou a dirigir e, flagrado pelo Detran, acabou tendo a CNH cassada por dois anos. O prazo de cassação só venceria em 29 de setembro próximo.
Já o motorista que transportava os trabalhadores tem 41 anos e pediu para ter o nome preservado. Mesmo não sendo o responsável direto pelo acidente, diz sentir culpa pela morte das colegas de trabalho. “Mesmo com o sinal aberto para mim, eu deveria saber que tem muito motorista irresponsável por aí, especialmente de madrugada”, lamenta. Desde que o acidente ocorreu, ele tenta localizar familiares das jovens para que eles recebam a indenização do Seguro de Danos Pessoais Causados por veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat). “Sei que uma é do Piauí e outra, do Maranhão. Os telefones que consegui não atendem. Não sei mais o que fazer. Me sinto impotente”, comenta. Cleison de Souza só soube da omissão de socorro dois dias depois. “Fiquei muito triste. Quem faz isso não se importa com a vida do outro. É uma covardia”, reclama.

Medo
Para o delegado Alberto Velloso, de modo geral, “quem foge fez alguma coisa errada. Ou estava em alta velocidade, ou alcoolizado. Nesse caso, não se apresenta mesmo”. Mas há situações em que o condutor se omite por medo de ser linchado por testemunhas. “É preciso entender que a lei não exige que ele fique ao lado da vítima. Se não se sente capaz ou acha que a própria segurança está em risco, ligue para o 193, 192 ou avise a polícia pessoalmente”, aconselha Velloso.
Foi o que fez o motorista de um caminhão que atropelou e matou uma catadora do lixão da Estrutural, há cerca de 15 dias. Sob ameaça de linchamento, ele procurou abrigo na guarita e chamou a polícia. “Nesse caso, a vítima morreu na hora. Não há que se falar em omissão de socorro se não há vida. Mas ainda assim, o envolvido tem que comunicar as autoridades o mais rapidamente possível”, esclareceu o delegado Alberto Vieira Passos, chefe da 8ª DP (SIA).

Prisão ou multa
Deixar o condutor de veículo, na ocasião do acidente, de prestar socorro imediato à vítima é crime previsto no Artigo 304 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por lei, se o motorista estiver impossibilitado de ajudar a vítima e, tendo uma justa causa, deve pedir ajuda de uma autoridade pública. Também é crime a atitude de afastar-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída. Para cada uma das condutas, a pena varia de seis meses a um ano de detenção ou multa.

Suspensão
É proibido dirigir após ingerir bebida alcoólica, segundo a lei. A infração é gravíssima, punida com multa de R$ 957, sete pontos na carteira e suspensão do direito de dirigir por um ano. O condutor flagrado com índice igual ou superior a 0,29 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, além de ser punido administrativamente, é detido e paga fiança de até R$ 2 mil para sair da cadeia; responde criminalmente por dirigir alcoolizado.


COMO NEM TUDO É SÓ POLÍTICA, POR AQUI TB TEMOS NOSSOS PROBLEMAS.


O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam
mais O cravo brigou com a rosa.
A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a
briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a
violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/
debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.

Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de
uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas
recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cac...e!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê.
Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá
doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bun..a está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê.

A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma
febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não
passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de
novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de
Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a
música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos.
Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete
namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina
fácil.

Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na
garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e
não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da
Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos
setenta, coisa de vi..do. Qual é o problema da frase? Ecologia, de
fato, era vista como coisa de vi..do. Eu imagino se meu avô, com a alma
de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e
poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do
mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bic..a
louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de vi..do? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice.
O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade,
da boa sacanagem. A expressão coisa de vi..do não é, nem a pau (sem
duplo sentido), ofensa a bic..a alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou
leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo
- vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser
chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais
evidente.

A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do
quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade.

O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão
- é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser
chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito.

O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o
Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa
tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também
gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e
2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés
de mandar o juiz pra pu..queop...u e o centroavante pereba tomar no
olho do c..., cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho
Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais.
O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova,
aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro
funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para
sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor
idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde.
Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.


Luiz Antônio Simas (Mestre em História Social pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).

E-mail enviado pela amiga e colaboradora Sonia Maria C.
DiMarino

Polícia vai ouvir motorista que atropelou mais de 20 ciclistas no RS





As cenas do atropelamento foram feitas por um dos participantes da manifestação em Porto Alegre. O carro avança e bate nos ciclistas. Segundo testemunhas, o motorista estava irritado, pois as bicicletas impediam a passagem dos automóveis.


Bom Dia Brasil

Pilantropia: Creche clonada em Alvorada



Investigação de Zero Hora mostra como pessoas estão se aproveitando da generosidade da população para arrecadar dinheiro em nome de entidades assistenciais que não existem ou para as quais não repassam um único centavo.


Zero Hora

Jovens são atacados por skinheads durante festa no centro de SP


SÃO PAULO - Jovens que participavam de uma festa contra o racismo e o preconceito sexual na Rua das Carmelitas, na Sé, no centro de São Paulo, foram agredidos neste domingo. Por volta de 17h40m, eles foram atacados por jovens armados, identificados como neonazistas ou skinheads.
Algumas vítimas foram esfaqueadas, outras apanharam com pedaços de pau ou foram apedrejadas. Um dos feridos conta que os agressores chegaram atirando pedras e, sem seguida, sacaram facas e começaram a atacar. Quatro vítimas registraram boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial.
De acordo com a PM, cinco rapazes, um deles menor de idade, foram detidos e reconhecidos pelas vítimas. Com eles a polícia encontrou várias facas sujas de sangue, machados, soco inglês e espingarda de chumbinho.
Foram presos o estoquista J.G.G., o carregador M.G.N.J., ambos de 20 anos, o estudante R.L.D., de 18 anos, e o embalador R.M., de 23 anos. Um menor de 17 anos foi apreendido e encaminhado á Fundação Casa. Eles foram abordados pela polícia no terminal Parque Dom Pedro. Com J.G.G havia uma espingarda de chumbinho, dois facões, uma faca, três canivetes e uma machadinha. Com M.G.N.J. foi encontrado um soco inglês e uma caixa contendo chumbinhos.



Homofobia: o que leva alguém ao cúmulo de uma agressão?


Eles têm presença garantida em tudo o que se proponha a retratar o dia a dia da sociedade - seja como personagens em novelas ou participantes de reality shows. A 11ª edição do Big Brother Brasil, por exemplo, é a que traz o maior número de homossexuais e bissexuais: quatro (assumidos até agora), além da transexual Ariadna, que saiu na primeira semana. Enquanto isso, na novela das nove da TV Globo, Insensato Coração, o núcleo de personagens gays também cresce. Mas o aguardado beijo entre casais do mesmo sexo continua fora de cogitação, porque “o público não está preparado”, diz o autor Gilberto Braga. Na vida real, eles também conquistam seu espaço. Mesmo a passos lentos, eles já começaram a conquistar direitos legais semelhantes aos concedidos a heterossexuais, como a permissão para recorrer a técnicas de reprodução assistida para ter filhos e o benefício da previdência privada a seus companheiros. Ainda assim, à medida que os homossexuais se fazem mais presentes e assumidos - são 19 milhões no Brasil, segundo estimativa de grupos ativistas - parece crescer também a intolerância. E isso se reflete nos impressionantes casos de agressões contra gays e lésbicas - de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada dois dias um homossexual é morto no país vítima do preconceito.
Porém, quanto mais casos surgem (confira os recentes abaixo), menos se explica o que leva uma pessoa ao cúmulo da agressão pela simples preferência sexual do outro. Um estudo feito pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que esse comportamento pode ser despertado por uma espécie de autodefesa. “Essa agressividade pode ser uma resposta a uma sensação de incômodo, insegurança ou ansiedade desencadeada pelo tabu da homossexualidade”, explica Cristina Lasaitis, pesquisadora que coordenou o estudo Aspectos Afetivos e Cognitivos da Homofobia no Contexto Brasileiro, que foi tema de sua tese de mestrado. “Esses sentimentos devem ter maior influência no preconceito do que o ódio propriamente dito.”
O poder do grupo - E ao se sentir mais acuado ou receoso perante alguém considerado diferente, uma pessoa já intolerante pode transformar esse comportamento defensivo em violência, impulsionado principalmente pelo apoio de seu próprio grupo - basta ver que raramente um caso de agressão ocorre apenas entre duas pessoas. “Quando falamos de homofobia, geralmente colocamos em foco o relacionamento entre diferentes grupos e ignoramos a importância do fator intragrupo, no caso dos agressores”, salienta Cristina.
Por isso, a pesquisadora enfatiza que “o grupo tem um papel fundamental nas agressões”. Ela acredita que, sem o respaldo dos amigos, a chance de uma pessoa partir para a violência é muito menor, ainda que a vítima também esteja sozinha. E esta espécie de amparo, que lhe dá até a sensação de poder dividir a culpa, é visto como uma “vantagem” em ser homofóbico. “Durante a agressão, predomina um forte sentimento de confraternização, de pertencimento, de coesão de grupo, além da adrenalina natural do momento. É quase como um banquete, cabendo à vítima, ironicamente, o papel mais dispensável.”
Destruir o tabu - Para começar a mudar esse quadro, a pesquisadora entende que é essencial criminalizar a homofobia. “Além do instrumento legal para punir tais atos, isso criaria uma pressão simbólica contra a violência ao transmitir à sociedade a noção de que homofobia é crime”, destaca. Ao mesmo tempo, é muito importante trabalhar na desconstrução do tabu que envolve a homossexualidade, destruindo estereótipos e se preocupando em informar corretamente e de forma natural. “É preciso mostrar a todas as pessoas que a homossexualidade também está no mundo delas, presente na forma de familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, e que o respeito e a boa convivência é uma questão de cidadania.”
E a melhor forma de ilustrar esse tabu a que a pesquisadora se refere é lembrar exatamente de como as novelas retratam os casais gays, preocupando-se em deixar o romance apenas subentendido e nunca de forma explícita, como evitando o beijo para o qual “a sociedade não está preparada”. Para Cristina, está é “uma representação hipócrita", que traz a ilusão de que o assunto está resolvido. "Se não houver uma tentativa de habituar a população com a visão do romantismo homossexual, ele sempre será encarado como algo extraordinário, escandaloso.”


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