sexta-feira, 26 de março de 2010

Advogado de defesa diz que não há provas contra os Nardoni e acredita "absolutamente" na absolvição do casal


Ricardo Martins, advogado que integra a equipe de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, afirmou nesta sexta-feira que acredita na absolvição dos réus

"Não acredito que o júri esteja perdido. Ontem, o casal falou com muita propriedade, com muita coerência, sobre o que aconteceu." afirmou.
"Não há nenhuma prova contra entre eles e nenhuma testemunha. O próprio promotor, cinco dias antes do júri, disse em entrevista que não havia nenhuma prova crucial", completou.
Ele destacou que acredita "absolutamente na inocência do casal". "Eu também sou pai e sei que é duro perder um filho. Mas não se pode condenar inocentes para se fazer justiça".
Martins acompanha o caso desde o começo. Ele se afastou um período da defesa, por questões contratuais, mas voltou ao caso por pedido de Roberto Podval, que chefia a equipe de defesa dos Nardoni. "Sou o que mais tem experiência. Desde o primeiro dia já estava lá."

Último Segundo

Podval admite não ter 'falsas expectativas de absolvição'SÃO PAULO -
Ao fim do quarto dia de julgamento e às vesperas do debate com a promotoria, que acontece nesta sexta-feira, o advogado de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, disse que não ter falsas expectativas de que o casal possa ser absolvido. Numa tumultuada entrevista coletiva na porta do fórum, o defensor disse ter consciência que entrou em um 'júri perdido'.
- Entrei aqui com uma causa praticamente perdida. Não tenho falsas expectativas, nem esperança. Eu trabalho para ter um resultado digno - disse ele, que considerou pequenas as contradições verificadas nos depoimentos do pai e da madrasta de Isabella.
Perguntado sobre a orientação que teria dados aos seus clientes, ele disse:
- A única orientação que dei para os dois foi: vão ali e digam a verdade. Não vamos ganhar esse júri tapando o sol com a peneira. Aí eles me perguntaram: mas toda a verdade, incluindo as propostas que recebemos da polícia?. Eu disse, falem toda a verdade.
Sobre a desistência da acareação entre os réus e Ana Carolina Oliveira, Podval garantiu que Alexandre e Anna Carolitjna Jatobá concordaram.
Ele condenou a posição da promotoria que, segundo ele, a todo instante tentou associar Ana Carolina Jatobá aos seus conflitos familiares. Jatobá chegou a registrar um Boletim de Ocorrência contra o pai por agressão.
- Não precisaria ter trazido estas questões para o júri. Os conflitos e o assassinato não têm nada a ver uma coisa com a outra.
Ele disse também a terceira pessoa que teria entrado no apartamento não é uma versão do Alexandre da Anna.
- Se não foram eles, só pode ter sido uma outra pessoa.

Globo

Casal Nardoni já está no Fórum de Santana


Pai de Isabella chegou ao local, na zona norte, por volta das 8h

O pai da menina Isabella, Alexandre Nartdoni, chegou ao Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista, por volta das 8h desta sexta-feira (26), provável último dia do julgamento do caso. Ele deixou o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, onde passou a noite, às 8h17.
Anna Carolina Jatobá chegou ao local mais cedo, às 8h10, após percorrer rapidamente o percurso entre a cadeia feminina de Santana e o fórum.
A família de Alexandre Nardoni também chegou ao fórum por volta das 8h40 desta sexta-feira. Eles carregavam mais sacolas do que nos últimos quatro dias de julgamento.
Glória Perez chegou ao Fórum de Santanna para assistir ao último dia do casal às 8h50.

Possível fim do julgamento
O quinto e provável último dia de julgamento do caso Isabella, previsto para começar às 9h desta sexta-feira (26), será tomado pelos debates entre a acusação feita pelo promotor Francisco Cembranelli e a defesa do advogado Roberto Podval. Antes disso, porém, pode haver leitura de alguns trechos do processo.
O enfrentamento começa com a fala do promotor que vai pedir a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da menina Isabella, de cinco anos, em março de 2008. Cembranelli poderá defender sua tese por duas horas e meia.
Em seguida, é a vez de Podval, que defende os Nardoni. O advogado, que poderá usar o mesmo tempo, deve questionar o laudo da polícia e criticar as investigações. Para a defesa, a polícia não apurou a hipótese de uma terceira pessoa ter matado Isabella.
Na noite de quinta-feira (25), o defensor afirmou que as chances de vitórias são pequenas, mas que ele faria seu trabalho com dignidade. Para Podval, o casal já entrou naquele júri condenado pela sociedade.
Após a exposição da defesa, se quiser, Cembranelli pode pedir réplica, de duas horas. E, se isso acontecer, a defesa tem direito a uma tréplica, também de duas horas. A fase de debates pode durar até nove horas, se esgotadas todas as possibilidades.
Depois disso, é a hora de os jurados decidirem sobre o veredicto (absolvição ou condenação). Os sete jurados se reunirão com o juiz, promotor e advogados na chamada sala secreta. Se houver condenação, o tempo da pena será determinado pelo juiz Maurício Fossen.


Mãe de Isabella não irá a fórum para acompanhar final do julgamento


A mãe da menina Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, não irá ao Fórum de Santana para assistir ao final do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina acusados de a matarem. A informação foi passada ao G1 pela advogada de Ana Oliveira e assistente da acusação, Cristina Christo Leite, na manhã desta sexta-feira (26).
“Apesar de não ter tido a oportunidade de acompanhar o júri, espero que a justiça seja feita”, teria dito Ana Oliveira, segundo Cristina. A mãe de Isabella acompanhará pela televisão a final do julgamento, que deverá acontecer entre a noite desta sexta e a madrugada de sábado (28). Segundo a advogada, Ana Oliveira espera que os réus sejam condenados.
Segundo Cristina, Ana está bastante debilitada física e emocionalmente. Na quinta-feira (25), ela foi dispensada de uma possível acareação com o casal Nardoni. A mãe de Isabella foi a primeira a prestar depoimento no julgamento dos Nardonis, na segunda-feira (22), e, a pedido do advogado do casal, Roberto Podval, ficou à disposição da Justiça. Foram quatro dias reclusa no Fórum da Barra Funda.

Por Kleber Tomaz


Proposta de legalização da maconha na Califórnia reúne assinaturas para ir a votação


SACRAMENTO, Estados Unidos - Uma iniciativa popular para legalizar o consumo "recreativo" de maconha na Califórnia conseguiu reunir o número de assinaturas necessárias para ir a votação em plebiscito junto com as eleições para governador, em novembro. Com quase 700 mil signatários, a proposta lançada pelo grupo Marijuana Policy Project, baseado em Washington, prevê que pessoas com mais de 21 anos possam portar até uma onça (medida equivalente a 28 gramas) e plantar a erva, desde que o cultivo não supere 2,3 metros quadrados.
Se a legalização for aprovada, o estado poderá ser o primeiro nos EUA a permitir o uso legal de maconha para fins não medicinais. Pela proposta, os usuários não poderão fumar na presença de menores de idade nem em áreas escolares. Também ficaria proibido dirigir depois de consumir a droga. Os governos locais decidiriam se a venda de maconha será permitida e se poderão ser cobrados impostos sobre sua comercialização. O grupo responsável pela proposta afirma que a legalização da maconha poderia gerar uma economia de US$ 200 milhões ao ano para a Califórnia ao reduzir gastos com saúde pública. Além disso, se fossem cobrados impostos, o comércio da droga reverteria para os cofres públicos mais de US$ 1,3 bilhão por ano em taxas.
Eram necessárias 433.971 para que a proposta fosse autorizada pela Secretaria de Estado a ir a votação em novembro. Segundo Marijuana Policy Project, a Califórnia foi, em 1996, o primeiro estado americano a liberar o consumo de maconha para uso médico, o que hoje seria autorizado por 14 estados no país. A droga é, no entanto, considerada ilícita sob as leis federais.


Um pequeno detalhe que fez toda diferença


Pra mim a pior parte do depoimento de Alexandre foi este trecho
(C pra Cembranelli e A Alexandre)

C:Pq vc não socorreu ela?
A:Pq fui olhar se estava viva.
C:E depois que viu que estava viva, pq não socorreu ela ?
A:Pq fui olhar se estava viva.
C:Sim, mas depois de constatar que ela estava viva, pq não socorreu ela?

Cembranelli falava isso com a voz tão suave, com tanto carinho, tão sentido, como se fosse um apelo desesperado...ai, me emocionou mto.

Tb deu vontade de levantar e fazer a msm pergunta.


O crime de estupro e suas nuances com as partes envolvidas


A Lei Ordinária Federal nº 12.015, de 7 de agosto de 2009, trouxe no seu bojo profunda e inédita alteração no artigo 213 do nosso Código Penal, ao mesmo tempo em que acrescenta o artigo 217-A nesse Diploma, ambos relacionados ao crime de estupro.
O Título do Código Penal que passou a vigorar com a denominação DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL, além de transformar todo o sentido e significado do seu art. 213, como conseqüência ainda revogou os artigos 214 e 224 do dito Diploma repressivo que tratavam do atentado violento ao pudor e da presunção da violência prevista então na antiga denominação DOS CRIMES CONTRA OS COSTUMES.
A elementar do tipo que revelava seu sujeito passivo somente a mulher, dado ao fato da caracterização da conjunção carnal, fora substituída pela expressão alguém e assim, a partir de então, o sexo do ofendido é indiferente para a caracterização do delito.
Com a revogação do crime de atentado violento ao pudor o legislador trouxe a sua redação e a incorporou na definição do crime de estupro, que então ficou definido:
Estupro: art. - 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
Assim, além da conjunção carnal ou cópula vaginal que caracteriza-se pela penetração do pênis na vagina, temos também de igual modo a outra alternativa para configurar o crime de estupro, ou seja, a questão da pratica de qualquer ato libidinoso em desfavor da vítima.
Por ato libidinoso, entende-se pela definição colhida na wikipédia, como sendo todos os atos que implicam contato da boca com o pênis, com a vagina, com os seios ou com o ânus, os que implicam manipulação erótica (por mãos ou dedos) destes mesmos órgãos pelo respectivo parceiro, os que implicam introdução do pênis no ânus ou no contato do pênis com os seios, e os que implicam masturbação mútua.
Conclui-se com essa definição que o Legislador criou algumas vertentes, algumas situações adversas interessantes, vez que, poderá o homem ser considerado vítima quando forçado a praticar a conjunção carnal ou outro ato libidinoso com uma mulher em que o mesmo apesar de ser o sujeito ativo no ato é o sujeito passivo no crime, ou pode ser o passivo no ato e no crime na hipótese da mulher ser ativa no ato libidinoso, ou ainda poderá ele ser o ativo ou passivo no ato libidinoso com outro homem, mas passivo no crime devido a sua contra vontade.
Quanto a mulher vítima, pode a mesma vir a sofrer estupro praticado pelo homem através da conjunção carnal ou do ato libidinoso, ou mesmo por outra mulher, quando essa consigo praticar ou permitir o ato libidinoso.
Não exclui o crime nenhuma classe social. Todos protegidos em sua liberdade sexual. Nesse sentido algumas vítimas figuram como qualificadora para o autor do delito, como é o caso das pessoas consideradas vulneráveis, cujos casos ganharam um novo artigo na presente Lei:
Estupro de vulnerável: art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (quatorze) anos.
§ 1º Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
O entendimento do estupro de vulnerável nasceu de forma mais real, mais presente, mais viva, vez que substituiu a duvidosa presunção da violência do antigo tipo. O dispositivo busca punir toda relação sexual ou ato considerado libidinoso, de qualquer natureza, ocorridos com ou sem consentimento do menor de 14 anos de idade e das pessoas portadoras de deficiência mental ou enfermidades que não possam esboçar reação à agressão iminente, não importando o meio usado para a consolidação do fato, se por violência, ameaça, fraude ou consentimento da pessoa passiva. De qualquer forma estará caracterizado o crime de estupro de vulnerável com o agravante para o agressor.
As conseqüências do crime de estupro que além de ser um ato violento, depravado, sórdido, repugnante, horrendo, pavoroso, produzem seqüelas irreparáveis para as vítimas, principalmente para as do sexo feminino que vão além da possibilidade de perder o relacionamento com os seus companheiros devido ao pensamento machista ainda existente, ainda fixa-lhes permanentes traumas psicológicos, inseguranças, medos, fobias, aumentando substancialmente tal problemática quando do estupro resulta gravidez.
A vivencia policial e a experiência profissional ao longo dos tempos nos contemplam pelo lado psicológico adquirido em casos práticos investigados, a asseverar sem medo de errar, que autor do crime de estupro do sexo masculino parece não ter sentimento de culpa e, geralmente quando chega a confessar o crime ou crimes inerentes, faz normalmente e até orgulhosamente, como se estivesse contando um filme, um fato fora da realidade, desprovido de sensibilidade. Por vezes se sente poderoso, superior, nega suas carências, suas dificuldades, demonstra ser completamente desconectado com sentimentos próprios e muito menos com os sentimentos alheios, com os sentimentos das vítimas, dos seus familiares, do que pensa a sociedade a seu respeito.
O praticante usual do crime estupro é um maníaco sexual cuja raia da insanidade se aproxima até do criminoso psicopata, pois de quando em vez assistimos que não se contenta ele somente com tal crime e ainda mata a sua vítima com as suas próprias mãos através da esganadura, sufocamento, asfixia ou outros meios cruéis, por isso é quase sempre irrecuperável e pouco liga para as conseqüências nefastas que advêm até para si próprio, vez que, além da sua pesada pena de reclusão ainda, via de regra, ao se ver preso e colocado junto a outros criminosos, pela praxe antiga e tradicional do sistema prisional é molestado sexualmente pelos seus colegas de cela que assim também praticam crime idêntico.
Fugindo a regra, outros autores do crime de estupro, com a mesma insanidade mental doentia ou até maior são beneficiados pela Justiça, como fora o caso do Médico Roger Abdelmassih, especialista em fertilização e reprodução humana, acusado de ter cometido estupro em mais de 50 de suas pacientes que o procuraram para tratamento de gravidez, e que em tese, teria o mesmo praticado tal crime na sua forma qualificada, ou seja, estupro de vulnerável, vez que as suas vítimas sempre estavam anestesiadas ou até mesmo inconscientes sem possibilidade de esboçarem quaisquer tipo de reação, e que, ficou pouco tempo preso em cela especial e logo posto em liberdade por concessão de habeas corpus do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para responder o Processo em liberdade.
Quanto ao perfil da autora do crime de estupro apesar de ser também doentio ainda é indefinido devido aos poucos casos práticos existentes, destarte que sendo o homem a sua vítima e tendo o mesmo agido ativamente no ato sexual, dificilmente ou quase nunca, dará ele conhecimento do crime à Polícia. Fatos mais frequentemente hão de aparecer quando o homem for o sujeito passivo do ato libidinoso por ela praticado, como exemplifica alguns processos do antigo crime de atentado violento ao pudor que estiveram em trâmite e julgamento antes do advento dessa nova Lei.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS)

DEPOIMENTO DE JATOBÁ - parte1


Cembranelli – Sobre arrumar o edredon, esse termo , qual o significado dele para voce?

Jatobá – arrumar é esticar, preparar a cama.

Cembranelli - Quanto tempo ficaram na garagem aguardando cessar o barulho do carro.

Jatobá - Esqueci

Cembranelli – Esqueceu???? A senhora declarou em 18/04/2008 foram mais ou menos 10 min

Jatobá – Eu não sei estipular ao certo.

Cembranelli – a senhora disse também que estava aguardando o elevador chegar. Por quantos minutos aguardou o elevador chegar?

Jatobá – Infelizmente não sei estipular, nem longo nem curto.

Cembranelli – Então seria médio?

Jatobá – Não sei.

Cembranelli – A senhora citou que o porteiro chegou correndo , molhado suor somente em juizo, por que não mencionou antes?

Jatobá - Pelo fato de ficar nervosa e esquecer de falar, como vc pode notar.

Cembranelli – A senhora falava muitas ou poucas palavras anteriormente quando se desentendia com as pessoas ou com seu marido?

Jatobá – Eu gritava, mas nem falava muitos palavrões, nem eram com todas as pessoas , somente com algumas.

Cembranelli – Mas os vizinhos disseram em depoimento que a senhora gritava muito no apartamento.

Jatobá – Acontece que a mesa de jantar , era próxima a porta , não gritava como louca.

Cembranelli – As reclamações no outro Edifício eram constantes, o que você me diz sobre isso?

Jatobá - Que eu me lembre nunca reclamaram.

Cembranelli – Em uma declaração anterior , vc diz “ Oliveira não estava nem aí para Isabella” o que você me diz sobre isso?

Jatobá – O que ela ouviu falar pela família de Alexandre, eles é que comentavam.

Cembranelli – Você considerou justo o valor de pensão alimentícia dado para Isabella?

Jatobá – Nunca interferi, nem em pensão alimentícia e nem em conta bancária dele. Na época eu falava com Carol por telefone, ela me pediu para ir almoçar com ela, voltei com Alexandre e não entendi o que ela queria falar comigo, estava em casa chegou o oficial de justiça. A família inteira ficou chateada com o pedido de pensão alimentícia.

Cembranelli – A família inteira, quem?


Jatobá – Minha sogra, meu sogro e Alexandre.

Cembranelli – A folha 2495, vc faz a seguinte declaração:
“Não queria prejudicar e interferir em nada”,,” colocou na Justiça para aumento de pensão”., “nesta fase falei, que não estava mais com Alexandre para colher informações dela “. Isso não é prejudicar Isabella?
Jatobá – Não respondeu

Cembranelli – Você disse que conversava por MSN e salvava para colher informações de Ana Carolina Oliveira. É verdade isso?

Jatobá - Fiquei brigada 3 dias com Alexandre., meu MSN salvava automaticamente as conversas.

Cembranelli – sem Ana saber?

Jatobá – sem Ana saber

Cembranelli – E o que vc quis dizer “Ana não estava nem aí para Isa”

Jatobá – Meu sogro pegou umas fotos de Ana e não sei o que fez com elas.

Cembranelli – de onde surgiu a animosidade com Carol?

Jatobá – depois que discutimos em frente a casa dela. Em festas na escola , eu falava oi para ela e ela não respondia.

Cembranelli – Houve períodos de brigas, desentendimentos no Villa Real com Oliveira?

Jatobá – Não me recordo

Cembranelli -Essas brigas constantes ocorreram até o nascimento de Pietro?

Jatobá - A briga era por que eu queria saber se ele gostava de mim.

Cembranelli – Vc disse que brigava por tudo, que depois do nascimento de Pietro amadureceu.
Me explique

Jatobá – brigas que eu digo, eram discussões lá no Vila Real. Frequentes não quer dizer todo dia

Cembranelli – Quantos anos moraram lá?

Jatobá - desde 12/06/2004

Cembranelli – Não estou entendendo então, por que vocês citaram que moraram nesse apartamento por 2 anos e meio , três anos. Se fizermos as contas...

Jatobá – Fiquei morando com minha mãe e só ia final de semana para o Vila Real, pois estava com anemia e também por causa da faculdade.

Juiz pergunta: em definitivo?

Jatobá – Depois de 2 meses do nascimento de Pietro, porém quando ele estava com 8 meses voltei para casa da minha mãe.

Cembranelli – E os desentendimentos com Oliveira?

Jatobá – Só briguei com ela em frente a casa dela , depois ela não me comprimentava

Cembranelli – Em depoimento vc citou que teria muitos desentendimentos com Oliveira?

Jatobá – por causa dos horários de escola, roupas de Isa.

Cembranelli – Seu depoimento foi colhido na delegacia pela doutora Renata pontes?

Jatobá – Não, por 2 investigadores e um escrivão.

Cembranelli – Mas por que foi assinado por Dra Renata?

Jatobá – Não lembro, se eu me lembro bem , ela não estava na sala.

Cembranelli – Vc mesmo acompanhada de seu advogado assinou sem a delegada presente?

Jatobá – Não me lembro de nada

Cembranelli – A fls 1449 a senhora disse que” brigava muito na rua Paulo Cesar, e que o apartamento novo tinha algo diferente, paramos de brigar”No apartamento novo, não discutimos nada, depois do nascimento de Pietro eu amadureci.”

Vc morou até 1 mês antes de ir para o novo apartamento......

Jatobá – Eu gritava muito e falava muito alto, não brigava

Cembranelli – Em 20 de janeiro, vc esmurrou a janela.(referindo-se ao vidro da lavanderia que ela quebrou) É uma briga normal de casal isso???

Jatobá – Não, esmurrei acidentamente, estava falando com Alexandre e ele não me dava atenção, estava fazendo a lista de supermercado, mas Isa não estava em casa, fui para lavanderia apenas apoiei, estava com raiva. Fiquei assustada, tenho pavor de sangue, chamei Alexandre , estava com braço rasgado.

Cembranelli - vc é uma pessoa nervosa?

Jatobá – Não tenho gênio forte

Cembranelli - Em depoimento, seu pai disse que vc precisava tomar um calmante. Estava nervosa, pois tinha casa , filhos e só chorava.

Jatobá – estava desesperada , pois tinha muita coisa para fazer.


Durante debate em São Paulo, Xuxa comenta caso Isabella Nardoni


'Se existisse uma lei, será que ela estaria morta?', questionou a apresentadora sobre falta de proteção à criança.

A apresentadora Xuxa Meneghel participou, na tarde desta quinta, 25, em São Paulo, de um debate sobre a erradicação de castigos físicos contra a criança, com a presença da Rainha Silvia, da Suécia.
Após o evento, a apresentadora conversou com os jornalistas sobre a falta de leis que protejam as crianças de castigos físicos impostos pelos pais e citou o caso Isabella Nardoni.
"Eu comentei aqui no debate: se existisse uma lei, será que ela estaria morta?", questionou ela. Xuxa explicou que a falta de uma lei específica para casos de castigos físicos impostos pelos pais aos filhos faz com que as pessoas não tenham como denunciar abusos.
"Se os vizinhos ouvem gritos, por exemplo, não têm um telefone para ligar e denunciar. Quantas Isabellas terão que morrer?", disse ela.
Xuxa veio até a capital paulista para encontrar a rainha Silvia, da Suécia, que promove uma campanha para erradicação dos castigos físicos em crianças. A apresentadora, que é madrinha da campanha "Não bata, eduque", fala de sua experiência à frente da Fundação Xuxa Meneghel para outras ONGs que também apoiam a causa.


Casal acusado de pedofilia no interior de SP era amigo íntimo de famílias das vítimas


SÃO PAULO - O casal preso em Taubaté, no Vale do Paraíba, acusado de pedofilia , conhecia os pais de uma das vítimas há pelo menos seis anos. A menina, hoje com 13 anos, começou a ser abusada quando tinha apenas 8 anos de idade. As duas famílias, que se conheceram numa igreja evangélica, eram muito próximas. Nas visitas ao casal acusado, a menina acompanhava os pais. A polícia identificou o casal como Levi, 53 anos, e Bete, 26 anos.
- Conhecemos primeiro a mulher. Ela morava sozinha numa bela casa, de propriedade do marido. Ele morava em um apartamento com o filho, mas costumava dormir na casa da companheira de vez em quando. Éramos amigos íntimos. Ela é uma moça bonita, bem arrumada e passa confiança - conta o pai da menina, que prefere não ser identificado para não expor a filha.
Foi a menina quem contou ao pai sobre os abusos. Segundo ele, a filha só tomou coragem de denunciar depois que cresceu e se sentiu mais confiante.
A menina de 13 anos não é a única vítima do casal. O casal é acusado ainda de abusar de pelo menos outras duas meninas, de 8 e 14 anos de idade. Outros três casos estão sendo investigados, todos de meninas, em diferentes cidades. Além de Taubaté, o casal teria agido no município vizinho de Pindamonhangaba, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e em Ubatuba, no litoral Norte paulista.
De acordo com a delegada de polícia Fernanda Rangel Brandão, titular da Delegacia de Defesa da Mulher e responsável pelo caso, o exame de corpo e de delito comprovou os estupros. Para ela, o empresário e sua mulher moravam em casas separadas para não despertar suspeitas.
- A ação era sempre em conjunta, ainda que eles morassem em casas separadas, para não levantar suspeitas - garante a delegada.
O pai da menina de 13 anos conta que, nas visitas ao casal, todas na residência da mulher, a filha era convidada a ficar para dormir. Como morava sozinha, a acusada argumentava que gostava de "companhia". E era justamente nestas noites que o casal agia.
- A gente saía da casa junto com o Levi, que fingia ir dormir em seu apartamento com o filho. Nas primeiras vezes, ela ficava sozinha com a minha filha. Depois que ganhou a confiança da menina, o marido passou a voltar para a casa depois que íamos embora e a participar do abuso.
A casa onde a mulher morava foi vendida quando o empresário comprou um prédio no centro de Taubaté, para onde ela se mudou. Ali, os abusos continuaram.
- De alegre e comunicativa, nossa filha passou à introspecção. A gente chegou a pensar que era a chegada da adolescência. Fomos inocentes - lamenta o pai, que desconfia inclusive que o casal tenha dado algum tipo de medicamento para que a menina ficasse sonolenta durante os abusos.
A delegada afirma que as meninas, além de levarem bastante tempo até entender de que se tratava de algo errado por serem muito pequenas quando os abusos foram iniciados, passaram a ser chantageadas para não revelar aos pais depois que cresceram.
- As meninas disseram que eram ameaçadas por ele. Ele dizia às vítimas que se elas contassem algo a alguém, não iriam mais ver os pais - revela.
No último dia 9, a menina de 13 anos conseguiu romper o silêncio e o pai foi direto para a delegacia.
- Abrimos a porta da nossa casa para estes maníacos. Eles conquistam a confiança, convivem com a gente e agem como se nada tivesse acontecido. Têm sangue frio, mesmo - lamenta o pai.
Uma das meninas, de apenas 10 anos, abusada há um ano, chegou a agradecer ao pai da amiguinha por ter denunciado e acabado com o sofrimento dela, já que não tinha coragem de contar à mãe o que acontecia no apartamento da mulher, que também era amiga da família. A mãe da menina disse que a criança contou que foi ameaçada pela mulher, que dizia que se ela contasse algo uma "coisa muito ruim" iria acontecer com sua família.
O casal nega as acusações e teve a prisão temporária decretada. Os dois devem responder por estupro de vulnerável. A pena para cada crime cometido vai de 6 a 10 anos de reclusão.
O pai que denunciou o abuso diz que o empresário é influente e, por isso, teme que o casal seja solto ainda durante as investigações.
- São pessoas que têm costas-quentes, com influência. Eles são doentes. É um perigo deixá-los na rua - desabafa.
As meninas abusadas estão recebendo apoio psicológico.
- Com a chegada à pré-adolescência, ela amadureceu e viu que outras crianças também estavam sofrendo abuso. Ela quis dar um basta neste capítulo traumatizante de nossas vidas - disse o pai.
No apartamento de um dos acusados, foram apreendidos artigos de sex shop, fotos de menores, uma câmera de vídeo, aparelho de DVD e dois vídeos cassetes, além de vários disquetes de computador, a maioria com referência a sites que envolvem sexo com menores.


No 4º dia de júri, casal Nardoni chora e nega ter assassinado Isabella



Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram ouvidos nesta quinta.
Ele disse que polícia propôs que assumisse crime; acareação não foi feita.

O quarto dia de julgamento de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, no Fórum de Santana, na Zona Norte, foi marcado pelo interrogatório dos réus. Os dois, acusados de matar a menina Isabella em março de 2008, responderam a perguntas do juiz Maurício Fossen, da Promotoria, da defesa e dos jurados nesta quinta-feira (25) e negaram ter assassinado a garota.
O depoimento de Alexandre à Promotoria começou por volta das 10h45 e foi encerrado às 16h25, com um intervalo para almoço. Anna Carolina Jatobá começou a depor em seguida e seu interrogatório foi encerrado às 20h45. Cinco minutos depois, o juiz Maurício Fossen suspendeu o julgamento - que será retomado na sexta.
O dia foi marcado pela afirmação de Alexandre de que o delegado responsável pelo caso propôs que ele assumisse a culpa pela morte da garota e pela admissão de Anna Jatobá em seu interrogatório que, durante depoimento à polícia na época da morte de Isabella, “aumentou” e “inventou” informações, como, por exemplo, mencionando que apanhava de seu pai.


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