segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Homens usam prostitutas porque 'sabem distinguir entre sexo e amor', diz estudo



Um estudo realizado na Espanha sugere que homens usam mais prostituição porque, ao contrário das mulheres, 'sabem distinguir entre sexo e amor'.

Segundo a pesquisa de dois anos da Universidade de Vigo sobre o perfil dos homens que usam prostitutas, o que eles valorizam no serviço é não ter que conquistar a mulher, nem ter que conversar com ela depois.
Para a maioria dos entrevistados, seria uma sorte poder receber dinheiro por praticar sexo. Mais de 90% dos entrevistados consideram as relações sexuais pagas uma necessidade.

"Analisamos as mudanças sociais dos últimos 30 anos e vemos a substituição do modelo patriarcal, do pai protetor-provedor pela volta do modelo 'falocêntrico', o colecionador de mulheres", disse à BBC Brasil a socióloga Silvia Pérez Freire, uma das autoras do estudo.

"O que motiva (o homem) a consumir serviços de prostituição é o desejo de fortalecer seu papel dominante. Ele acaba identificando o hábito como uma necessidade social".

A maioria dos usuários, um total de 80%, tem entre 30 e 40 anos e declarou ter vida familiar estável (com esposa ou namorada). A maior parte dos homens diz escolher a que seja menos parecida com a sua própria mulher.

A prostituição é o terceiro negócio mais rentável do mundo, depois dos tráficos de armas e drogas, de acordo com estatísticas divulgadas pelas Nações Unidas.

Ato social
O levantamento também concluiu que muitos homens entendem que ir em grupos aos prostíbulos é um ato social tão normal quanto um jantar de negócios.

Por isso muitos pagam as prostitutas com cartões de crédito das empresas para as quais trabalham.

"Essa cumplicidade faz com que a prostituição seja um sexo cômodo. Ninguém questiona nada e existe um pacto implícito sobre o que é feito dentro de um bordel. O que é dali, fica ali. Isso é um grande atrativo para políticos e pessoas influentes", disse à BBC Brasil a socióloga Águeda Gómez Suarez, co-autora do estudo.

"Diria até que se não houvesse este componente de aceitação social unido à conivência de cargos importantes de políticos a policiais, não haveria tantos bordéis."

Estereótipos
A pesquisa, feita pelo grupo Estudos Feministas da Universidade, foi transformada no livro Prostituição: clientes e outros homens, e tem três continuações previstas.

O estudo classificou os consumidores do sexo pago em quatro grupos básicos: o homo sexualis, o samaritano, o homo economicus e o homo politicus.

O primeiro se valoriza pela quantidade de sexo que pratica e pelo número de mulheres. O segundo procura uma prostituta que o escute e seja mais vulnerável que ele, abrindo espaço até mesmo para uma relação sentimental com ela.

O homo economicus busca emoções fortes e costumar misturar sexo com drogas. Já o homo politicus tem certo peso na consciência pelo que faz, mas não deixa de fazê-lo.

Os consumidores também classificaram as prostitutas em três categorias, que correspondem aos estereótipos mais requisitados: mulher fatal, mulher maternal e virgem.

A primeira, que corresponde a 70% da preferência dos homens, é alegre e está sempre disposta a realizar qualquer fantasia sexual. A maternal simula uma relação de casal mas, com a obrigação de consolar o homem pelos problemas que ele diz ter em casa.

Já a virgem é a confidente contratada até para relações sem sexo, onde o mais importante é ouvir e animar emocionalmente o cliente.

De acordo com o boletim da Associação de Proteção as Mulheres Prostituídas (Apramp), a Espanha lidera o ranking de consumo de prostituição na Europa: 39% dos homens já disseram usado pelo menos uma vez uma prostituta, seguida por Suíça, com 19%; Áustria, com 15% e Holanda, com 14%.

No relatório espanhol, os entrevistados responderam que são a favor de uma regulamentação do setor, mas apenas para que haja controle sanitário (a maioria requer realizar atos sexuais sem preservativos) e para que as prostitutas paguem impostos.

Segundo as estimativas oficiais, há cerca de 700 mil prostitutas na Espanha, a maioria imigrantes ilegais e com filhos.

BBC Brasil

Prova mostra que mais de 40% dos alunos alfabetizados não sabem ler e escrever

Marcus Ricardo conta com a ajuda da mãe, Vanessa, para aprender a ler e a escrever. O menino, que estuda em SP, está no 4 ano e tem dificuldades. Foto de Michel Filho - Agência O Globo.
RIO e SÃO PAULO - No primeiro semestre deste ano, a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) realizada pela primeira vez, nas capitais de todo o país, por crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, apontou que 43,9% não aprenderam o que era esperado em Leitura para esse nível de ensino. Em relação à Escrita, 46,6% não atingiram o esperado.

Parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova foi aplicada em escolas públicas e privadas, e mostrou que mesmo nas particulares nem todos os alunos atingem 100% de aproveitamento. No caso da Leitura, 48,6% dos estudantes da rede pública tiveram o desempenho esperado. Nas particulares, o percentual foi de 79%. Em relação à Escrita, 43,9% dos alunos matriculados na rede pública aprenderam o esperado, e 86,2% dos da rede privada.

- Nenhuma criança pode concluir esse período, chamado de ciclo de alfabetização, sem estar plenamente alfabetizada. O que a prova mostra é que estamos ampliando a desigualdade educacional, já que muitos alunos não têm as ferramentas básicas para os anos seguintes - diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, ressaltando que mesmo as escolas particulares enfrentam problemas: - São instituições que ensinam para alunos com mais acesso à cultura e pais escolarizados, por exemplo, mas ainda assim não tem 100% de alfabetização ao término do 3º ano.

- O governo precisa entender que temos um problema. O Brasil não tem método, não tem objetividade na hora de alfabetizar. Sem método, a criança brilhante aprende e as outras não. Desse jeito também, muitas acabam aprendendo por teimosia, porque foram ficando na escola, não porque aprenderam na época correta - diz João Batista de Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beta, que não vê com bons olhos a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de que as crianças não devem ser reprovadas nos três primeiros anos do fundamental, porque cada uma tem um ritmo de aprendizagem:

- É irresponsável dizer que cada criança aprende no seu ritmo. Isso é um atraso. A criança que não é alfabetizada aos 6 anos fica com dificuldade para aprender outras disciplinas. No segundo ano, o professor não é preparado para ensinar o que ela não aprendeu e os livros já exigem que ela saiba ler.

No Rio, 10.500 alunos estão sendo realfabetizados

Mãe de um menino de 9 anos, que cursa o 4º ano do fundamental numa escola municipal da periferia de São Paulo, Vanessa Alves da Silva percebeu, durante uma ida ao mercado, que o filho Marcus Ricardo não sabia ler.

- Ele não conseguiu ver o preço dos produtos nem ler o que estava escrito nas embalagens. Eu tento incentivar, dou recortes de jornal para ele ler, mas ele gagueja e não consegue de jeito nenhum. Além disso, ele tem dificuldade para ler as coisas na cartilha. Na aula, é só cópia o tempo todo. O meu mais velho, de 10 anos, também tem problemas para ler - conta Vanessa, que acredita que a defasagem se acentue com o passar dos anos. - Agora, ele vai para o 5º ano sem saber ler.

No 6º ano do ensino fundamental, a neta do vigilante Hamilton de Souza tem dificuldades para ler e escrever. Responsável pela menina de 11 anos, Souza se preocupa:

- Como ela vai arrumar emprego? Como vai fazer para preencher uma ficha de contratação se não consegue escrever?

Tia de um menino de 9 anos, que cursa em São Paulo o 3º ano do fundamental, Jaqueline Alves Costa atribui as dificuldades dele ao excesso de alunos em sala:

- São 28 alunos. A professora não consegue explicar e só manda eles fazerem cópia. Eu acho que ele precisa de aula de reforço e que as classes deviam ter um segundo professor.

Secretaria de Educação do município do Rio e conselheira do Todos pela Educação, Claudia Costin reconhece que a prova ABC retrata um problema grave.

- A pesquisa não surpreende em termos de Brasil. O país precisa investir muito forte na alfabetização. A escola é o espaço de oportunidades futuras, e a prova mostra que o índice é frágil mesmo nas particulares. Nas públicas, o resultado é pior, e se a gente já começa perdendo, o apartheid educacional cresce - diz Claudia, que ao assumir a secretaria se deparou com 28 mil analfabetos funcionais no 4º, 5º e 6º anos do fundamental. - Isso representava o seguinte: 14% das crianças desses anos sem ler e escrever. Começamos, então, a realfabetizar os alunos, e tivemos sucesso com 21 mil. No entanto, percebemos que a progressão automática sem reforço escolar e sem acompanhamento faz com que a criança se torne invisível. E aí o insucesso também fica invisível. É preciso definir um currículo claro, oferecer aulas de reforço, formar professores e fazer com que entendam que é fundamental alfabetizar no primeiro ano. Ainda assim, este ano, temos 10.500 alunos em processo de alfabetização nessas séries.

Em São Paulo, a Secretaria municipal de Educação também implantou turmas de reforço no 3º e no 4º ano para atender alunos com dificuldades para ler e escrever. Foram criadas salas de apoio pedagógico para esses estudantes. A prefeitura diz ainda que as notas da Prova São Paulo mostraram, em 2010, um aumento de 25,7% no número de alunos alfabetizados no 2º ano.

Coordenadora pedagógica do Fundamental II, da Escola Edem, no Rio, Rosemary Reis destaca a importância da educação infantil para o sucesso da alfabetização:

- As crianças têm uma leitura do mundo antes da palavra. Por isso, é importante levar a para a sala de aula a possibilidade da criança conviver com textos. Na Edem, com um ano os alunos já manipulam livros, depois começam a conversar sobre o que viram, passam a ter contato com a escrita e com quatro, cinco anos escrevem o nome.

Priscila Cruz também aposta na educação infantil para que o país melhore os índices de alfabetização.

- É a melhor política para combater o analfabetismo. Pesquisas mostram que crianças que frequentam a educação infantil chegam ao 1º ano com um repertório melhor. Se elas não têm acesso à cultura em casa, se os pais não são escolarizados, a educação infantil as prepara, dá equidade.

O Globo

domingo, 6 de novembro de 2011

Menina de 3 anos sobrevive 2 dias de restos após morte súbita da mãe


Caso ocorreu em Wellington, na Nova Zelândia.
Shylah comeu queijo, lasanha e leite e se confortou com o ursinho Possum.


Uma menina de três anos ficou dois dias sozinha em casa, sobrevivendo de restos de comida, após a morte inesperada da mãe em Wellington, na Nova Zelândia.

Shylah Silbery se virou comendo queijo, restos de lasanha e leite após, Lauren, de 28 anos, morrer subitamente. Ela também se confortou com seu brinquedo favorito, o ursinho de pelúcia Possum.

A história foi relatada pelo tio da menina, Pete Silbery, nesta sexa-feira (4).

Segundo ele, Shylah conseguiu abrir a geladeira da casa sozinha e comeu o que tinha à mão.

A família falou com Lauren pela última vez no dia 19, segundo ele.

Dois dias depois, eles ficaram preocupados e ligaram para um amigo que morava perto da casa dele.

O amigo chegou à casa e viu que a criança estava lá dentro, mas não conseguiu avistar a mãe. Preocupada, a família chamou a polícia.

Os policiais chegaram e instruíram Shylah a empurrar uma mesinha até a porta, subir nela e alcançar a maçaneta para abrir a porta. Eles convenceram a criança dizendo: 'mamãe não vai acordar'.

"Posso imaginar ela todo aquele tempo, tentando despertar a mamãe", disse Pete.

Shylah ficou vários dias no hospital, recuperando-se de desidratação e assaduras.

"Ela está bem agora. Mas ainda está estranha", disse. "Quando baixamos o caixão à sepultura no cemitério, ela apontou e disse: 'mamãe está lá dentro'. Foi de cortar o coração."

As autoridades aguardam o resultado da autópsia, mas não acreditam que a morte de Lauren tenha sido suspeita.

G1

Adoção por casais gays aumenta à medida que caem restrições legais nos Estados Unidos


NOVA YORK - Há dois domingos, Farid Ali Lancheros e George Constantinou reuniram 164 parentes e amigos em Nova York para o chá de bebê de seus filhos gêmeos que nascerão de uma barriga de aluguel nos próximos dias. Gustavo e Milena, os bebês gerados por inseminação artificial, vão participar do fenômeno de transformação da família americana, com crescente número de adoções e gestações de crianças que vão viver em famílias nas quais os pais são homossexuais. Na festa, Constantinou disse que eles são a verdadeira família moderna, brincando com o nome do seriado "Modern family", um hit da TV, no qual um casal gay adota uma menina. Nos Estados Unidos, estima-se que 1,2 milhão de crianças vivam em famílias com pai ou mãe homossexual.

- Sei que estamos rompendo barreiras, mas todo o amor e o apoio que estamos recebendo são medidas da aceitação social que uma família gay pode receber. Nossos pais estão eufóricos, minha mãe virá da Colômbia passar o primeiro mês dos bebês com a gente - disse Farid Ali.

Juntos há dez anos, Farid, de 47 anos, e George, de 35, são sócios no restaurante Bogotá Bistro, no Brooklyn, e começaram a planejar uma família há dois anos. A opção inicial foi pela adoção, mas os dois se sentiram inseguros com a falta de informações sobre a saúde da criança e de sua família biológica.

- Era uma aposta muito alta. Fiquei nervoso com a ideia de não saber o histórico dessa criança, da possibilidade de ela ter sofrido, de não ter sido bem alimentada durante a gravidez, um monte de problemas. Aí surgiu a ideia da barriga de aluguel - conta Farid Ali.

O casal procurou uma agência especializada em Boston e levou adiante o projeto, que custou US$ 160 mil, entre o valor pago à gestante e à doadora dos óvulos (uma mulher latina), mapeamento genético, plano de saúde, despesas de viagem, pagamento de advogados.

"Você realmente se sente no fim da fila"

O processo enfrentado por Farid e George foi curto, se comparado aos sete anos que Jeff Friedman e Andrew Zwerin esperaram para adotar Joshua, hoje com 8. Friedman, advogado, e Zwerin, gerente de firma de computação, são casados no papel e moram juntos há 26 anos em Long Island, Nova York. Apesar da estabilidade, viveram a experiência de muitos casais gays, que se sentem preteridos por agências de adoção.

- Você realmente se sente no fim da fila. Como gay, você se acostuma a atravessar a vida com uma dose de vergonha, com a sensação de ser um cidadão de segunda classe - disse Friedman, de 43 anos.

O caso de Joshua confirma uma das principais conclusões do estudo mais recente sobre o assunto, uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Evan B. Donaldson Adoption Institute: 60% das adoções feitas por gays são interraciais. Os homossexuais tendem a adotar mais as crianças que estão nos abrigos, crianças mais velhas (10% dos adotados por gays têm mais de 6 anos), negras ou com algum problema de saúde.

- Uma assistente social deixou claro que casais heterossexuais teriam preferência sobre crianças "mais desejáveis". Mas não poderíamos estar mais felizes com o Joshua. Desde o dia em que o pegamos nos braços, recém-nascido, sentimos que ele era o nosso filho, e ele não poderia estar mais bem ajustado - disse Friedman.

As adoções por casais gays vêm crescendo significativamente, ao passo que caem as barreiras legais. No Censo de 2009, as crianças adotadas por gays eram cerca de 32 mil, em comparação com 8.300 no anterior, de 2000. Segundo estimativas do demógrafo Gary Gates, da UCLA (Universidade da Califórnia), o número de crianças e adolescentes em famílias onde o pai ou a mãe é gay chega a 1,2 milhão.

- A grande maioria não é adotada, provavelmente filha de relações anteriores, de antes de a pessoa se assumir como gay. Mas, como hoje as pessoas estão se assumindo mais jovens, a tendência é o número dessas situações diminuir, e o de adoções aumentar - disse Gates.

O Globo

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Flamengo anuncia parceria com Unicef


Rio - A parceria envolvendo Flamengo e Unicef foi confirmada oficialmente na manhã desta sexta-feira. O anúncio foi realizado no salão nobre da Gávea. A parceria é baseada na adesão do Flamengo ao compromisso “Meu time é nota 10”, um conjunto de dez princípios relacionados à proteção e à promoção de direitos de crianças e adolescentes – atletas e não atletas – dentro e fora do clube.

Durante o evento, a presidente Patricia Amorim, falou da importância do acordo para o clube.

"É um dia que se consolida uma parceria inédita na América Latina. O Unicef se alia ao Flamengo. Somos um grupo e tenho muito orgulho do Flamengo ser pioneiro nessa parceria", disse a mandatária, que explicou a ausência de Ronaldinho Gaúcho no evento.

"Ronaldinho foi chamado, mas não tinha compromisso formal de vir. Seria bom. Os outros atletas (olímpicos) estão de férias. Ontem ele disse que ia tentar, mas que tinha um compromisso na escola do filho. A gente entende. O Cielo veio de São Paulo, está de férias, mas gostaríamos que o Ronaldinho viesse. Assim como Flamengo é Flamengo, Ronaldinho é Ronaldinho", completou Patricia Amorim.

O diretor executivo Anthony Lake, representante do Unicef, exaltou a parceria com o rubro-negro.

"Estou muito impressionado com apresença de tantos campeões. Estou muito satisfeito em lançar esta parceria, que envolve o poder e a energia de um os maiores clubes do mundo", afirmou Lake.

O evento contou com a presença de dirigentes do clube. Além deles, os atletas César Cielo, Fabiana Beltrame e Jade Barbosa também estiveram no local. Maurício de Souza e Ziraldo também prestigiaram o anúncio da parceria.

Já o departamento de futebol foi representado por Vanderlei Luxemburgo e as jovens promessas da Gávea, Thomás e Adryan.

O DIA ONLINE

Polícia diz que pai confessou ter matado filho de 3 anos em SP


O pai do menino de três anos encontrado morto na quinta-feira (3) em uma rua da zona leste de São Paulo confessou, segundo a polícia, ter cometido o crime sob o efeito de drogas. O homem de 31 anos foi interrogado na tarde desta quinta-feira pelos delegados do 24º DP.

De acordo com a polícia, ele disse que saiu com o filho de Itapevi (Grande São Paulo) na noite de quarta-feira (2) em direção à sua casa para que os dois passassem o fim de semana juntos.

No meio do caminho, ele teria parado o carro em um posto de gasolina e dado vários socos na criança, até que ela ficasse inconsciente. O pai ainda relatou à polícia que estava sob o efeito de drogas e que a criança agonizou durante aproximadamente meia hora antes de morrer.

Ao perceber que o filho tinha morrido, o homem teria dirigido por algum tempo até deixar o corpo próximo ao meio fio na rua Sambaíba, na Vila Marieta, zona leste de SP. Em seguida, ele fugiu do local.

O corpo foi encontrado por um vigia e tinha sinais de espancamento.

O pai deu uma bicicleta ao menino e participou de sua festa de aniversário na noite anterior ao crime.

A polícia já pediu a prisão temporária da suspeito.

Folha OnLine

Imagens do dia

Foto fornecida pelo Governo das Ilhas Canárias, mostra a atividade do vulcão submarino na ilha de El Hierro. Cientistas estão registrando os fenômenos sísmicos e eruptivos na ilha

Folha Online

Mais da metade dos motoristas do país bebe, diz associação de medicina de tráfego


Para especialistas, exame para medir teor de álcool no sangue deveria ser obrigatório

Mais da metade dos motoristas do país bebe, e quase um quinto desse total é alcoólatra. A afirmação é da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego). Segundo o diretor da associação e médico, Dirceu Rodrigues Alves Junior, 54% dos motoristas brasileiros ingerem bebida alcoólica e 17% desse índice fazem uso crônico da bebida.

O médico afirma que os dados não significam que mais da metade dos motoristas bebe e na sequência dirige, mas mostram que 54% da população com carteira de habilitação têm o hábito de beber. O número é alto, segundo Junior, e revela um dos motivos do crescimento dos acidentes envolvendo motoristas alcoolizados.

- Os alcoólatras crônicos bebem todo dia, de manhã, à tarde e à noite, e dirigem. Quarenta e cinco milhões é a frota de motoristas no Brasil e 54% fazem o uso de álcool, sendo que 17%, cronicamente e outros 37%, socialmente.

Em São Paulo, por exemplo, a mistura de álcool e direção resultando em acidentes tem se tornado frequente. Segundo a Polícia Militar do Estado, o número de motoristas bêbados flagrados em blitze entre janeiro e setembro deste ano é 38% maior do que a soma de todo o ano de 2010. No dia 22 de outubro, o gerente de banco Fernando Mirabelli, de 32 anos, matou dois garis atropelados na marginal Pinheiros, na zona sul da capital paulista. Ele ficou preso em um CDP (Centro de Detenção Provisória), pagou fiança de R$ 50 mil e foi solto.

No início do mesmo mês, um estudante embriagado dirigia um carro de luxo modelo Camaro e se envolveu em pelo menos três acidentes em sequência. Em uma das batidas, a vítima Edson Domingues teve 90% do corpo queimado e morreu. O estudante pagou uma fiança de R$ 245 mil e também foi liberado.

Na madrugada de 23 de julho, a nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, retornava de uma casa noturna com o namorado em um Land Rover, quando perdeu o controle da direção e atropelou o administrador de empresas Vitor Gurman, de 24 anos. O jovem foi levado ao Hospital das Clínicas, ficou em coma por quatro dias e morreu.

"Furo na Lei Seca"
De acordo com o diretor da Abramet, outro fator responsável pelo aumento de acidentes do tipo é “um furo na Lei Seca”. Para ele, a fiscalização de motoristas alcoolizados é precária.

- A fiscalização é muito fraca ainda, é irrisória. Ela é ostensiva pontualmente, como na Vila Madalena e na zona sul do Rio de Janeiro. Saiu desses locais, você não tem mais nada.

O vice-presidente da Anatran (Associação Nacional de Trânsito), Luis Francisco Flora, concorda com Júnior e diz ainda que algum exame para comprovar a embriaguez ao volante deveria ser obrigatório, principalmente em casos de acidente.

- Eu defendo que a pessoa tem que ser rigorosamente examinada na hora da abordagem, ou na hora que ela causou o acidente. Pelo menos nos casos em que há acidente, a legislação deveria ser um pouco mais dura. O que eu acho é que precisa ter um pouco mais de rigor na hora em que você constata o acidente e que você tem um agente causador do acidente naquele momento. Se não for assim, as pessoas não vão ter o exemplo de que não devem fazer aquilo.

Porém, para o exame de bafômetro ou de sangue se tornar uma obrigatoriedade, é necessário que haja uma mudança no código penal, já que os brasileiros não são obrigados a produzir provas contra si.

- Não só a Lei Seca [precisa se tornar mais rigorosa], eu acho que você precisa ter uma alteração no Código Penal [...] Precisa ter uma mudança na legislação penal que permita ou que obrigue as pessoas quando elas se recusarem [a fazer exame de nível de álcool no sangue], que haja pelo menos uma obrigatoriedade.

Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Transportes de São Paulo e especialista em trânsito diz acreditar que a Lei Seca é positiva, mas que a aplicação da legislação tem que ser mais rígida.

- A fiscalização precisa ser mais rigorosa, ostensiva. Eu sou contra fiscalização escondida, a fiscalização tem que estar presente, o cidadão tem que sentir que existe uma autoridade policial presente, ou uma autoridade responsável pelo trânsito. A fiscalização ostensiva é uma forma de constranger o cidadão.

Hanashiro comparou a Lei Seca à lei do cinto de segurança, que passou obrigar os motoristas a usarem o acessório depois de uma intensa fiscalização.

- A lei do cinto de segurança pegou porque houve uma fiscalização massiva. A Lei Seca vai pegar quando houver essa fiscalização. O pessoal perdeu o medo, perdeu o receio.

R7

Rotweiller é amarrado em carro e arrastado pelo dono em Piracicaba, SP


SÃO PAULO - Um cão rotweiller foi amarrado pelo próprio dono em um carro e arrastado nesta quarta-feira, em Piracicaba, a 168 km de São Paulo. O animal teve várias lesões na pata anterior dianteira, que, com o atrito com o solo, teve gastos pele, músculo e tendões até atingir a parte óssea. Há possibilidade da pata ser amputada. O agressor ainda não foi localizado.As informações são da EPTV.

Um caso semelhante aconteceu no mês passado em Araçatuba, também no interior paulista. Na ocasião, uma cadela foi amarrada a uma moto e arrastada para fora de um condomínio pelo porteiro. Pessoas que passavam pelo local viram a ação chamaram a polícia. O agressor responderá por maus tratos.

A clínica que cuida do rotweiller busca, no entanto, uma alternativa para a primeira avaliação médica, que previa amputação. Exames e testes no rotweiller serão realizados na tarde desta quinta-feira. Segundo o veterinário Armando Frasson, a chance de amputação ainda é de 90%.

- Precisamos saber se ele terá sensibilidade. Se houver a mínima chance, como esperamos que haja 10%, nós vamos tentar fazer uma reconstituição do membro para mantê-lo - disse Frasson.

A reconstituição poderá ser feita por meio de enxerto de tecido e com a utilização de pinos, placas e parafusos.

O veterinário também informou que houve escoriações na barriga do cão e queimaduras do asfalto.

- Ele tentou correr muito, pois as patas estão desgastadas. Depois, acabou deixando ser arrastado. Foi uma crueldade - afirmou Frasson.

O animal ainda está com curativos nas outras patas, que também tiveram muitas lesões nos tecidos moles, chamados de coxin, a pele que fica embaixo da pata.

O dono do animal ainda não foi localizado. O boletim de ocorrência foi registrado no plantão policial como prática de abuso a animais, crime previsto no artigo 32 da lei de defesa ao meio ambiente. Testemunhas também informaram a placa da picape Ford Courier usada no crime, que é investigado pelo 2º Distrito Policial.

O Globo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Autorizações judiciais para trabalho infantil são inconstitucionais, afirma Maria do Rosário


A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, disse nesta quinta-feira (27) que as autorizações de trabalho que juízes e promotores têm concedido a crianças são inconstitucionais e que o Poder Executivo tenta convencer os magistrados a abolir tal prática.

“As autorizações são inconstitucionais e pretendemos verificar que medidas legais o Poder Executivo pode tomar [para reverter os despachos já concedidos]. O principal, contudo, é convencermos os juízes a encerrarem este expediente”, declarou a ministra ao chegar à sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília (DF), onde participa da gravação do programa 3 a 1, transmitido pela TV Brasil.

Juízes e promotores da infância e da juventude e do trabalho concederam, entre os anos de 2005 e 2010, mais de 33 mil autorizações de trabalho a jovens com menos de 16 anos, como revelou a Agência Brasil no último dia 21. Os números são do Ministério do Trabalho e Emprego e foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). A maior parte dessas decisões envolvem adolescentes de 14 a 15 anos, mas há um grande número de autorizações para crianças mais novas. No período, foram concedidas 131 autorizações para crianças de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos.

Apesar de a maioria das decisões autorizarem as crianças a trabalhar no comércio ou na prestação de serviços, há casos de empregados em atividades agropecuárias, fabricação de fertilizantes (onde elas têm contato com agrotóxicos), construção civil, oficinas mecânicas e pavimentação de ruas, entre outras.

A Constituição Federal proíbe o trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de menor aprendiz, a partir dos 14 anos. No caso de atividades insalubres ou perigosas, contudo, é vedada a contratação de menores de 18 anos. Apesar disso, os juízes e promotores alegam que, na maioria das vezes, os jovens vêm de famílias carentes e precisam trabalhar para ajudar os pais a se manter.

Na terça-feira (25), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, declarou que considera muito grave a concessão das autorizações judiciais que, segundo ele, ferem a lei e prejudicam o serviço dos fiscais do trabalho.

À Agência Brasil, o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Nelson Calandra, declarou que a Constituição também garante outros direitos aos cidadãos, como a proteção à vida e à família, de forma que, ao julgar os pedidos de trabalho, os magistrados levam em consideração outros valores, e não só o artigo que proíbe o trabalho infantil. “Quando um juiz conclui que é imprescindível autorizar um jovem a trabalhar porque ele [juiz] não dispõe de outra ferramenta legal para socorrer uma família de baixa renda, não há nada de inconstitucional nessas decisões”, disse Calandra à reportagem.

Para a ministra Maria do Rosário, o argumento é um contrassenso. “As autorizações judiciais se contrapõem à defesa dos direitos da criança e do adolescente, ao direito de estarem na escola. A criança que trabalha, em geral, o faz para garantir seu próprio sustento e o de sua família e isso caracteriza trabalha infantil. Nestas condições, lhe é negado o direito à escola e ao desenvolvimento”, afirmou a ministra.

Fonte: SDH, com informações da Agência Brasil

prómenino

Homem é preso suspeito de torturar o filho no RS


Caso foi descoberto após a escola onde o garoto estuda perceber as lesões

Um homem, de 27 anos, foi preso suspeito de torturar o filho, de 8 anos, em Uruguaiana (RS). Segundo a polícia, agressões consistiam em socos e pontapés.

O caso foi descoberto após a escola onde o garoto estuda perceber as lesões na criança e acionar o Conselho Tutelar. Depois de constatar as agressões, o órgão acionou a polícia que prendeu o homem na última terça-feira (1°).O garoto foi encaminho ao Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente da cidade gaúcha.

R7

Veterinária explica amizade entre Dálmatas achados em agência


Animais sumiram no domingo (30) e não se desgrudaram até reencontrarem o dono

Os dois cães da raça dálmatas que foram deixados dentro de uma agência bancária em Porto Alegre (RS), na madrugada desta quinta-feira (3), são um bom exemplo de amizade entre os animais. A veterinária Kátia Simões Refaxo, que também é dona de um cão da raça dálmata, explica que há uma amizade entre eles e que, provavelmente, no caso dos cães achados em Porto Alegre, eles ficaram juntos para proteger um ao outro.

- Essa raça não é muito tranquila. Eles querem se impor quando saem na rua e como são grandes assustam. Como todos os animais, eles criam vínculos e protegem um ao outro. O macho com certeza vai querer proteger a fêmea e eles não vão se desgrudar.

Chamados de Mitius e Pinhó, eles sumiram no domingo (30), e não se separaram até reencontrar o dono. Um homem que passava reconheceu os cachorros e ligou para o dono, Maurício Moura. Ele contou que os dois estavam desaparecidos desde que o filho dele deixou o portão aberto. A pessoa que colocou os animais na agência ainda deixou um bilhete "dois dálmatas estavam perdidos e achamos melhor deixar eles aqui dentro".

O Mitus é o macho e Pinhó, fêmea.

- Mitius e Pinhó já têm mais de dez anos e sempre foram criados juntos.

A veterinária conta que mesmo em casos onde os dálmatas não se dão bem, quando alguém não está, eles sentem falta.

- Os animais nos vêem como uma raça superior a deles. Ele sabe reconhecer o outro como com quem podem brincar, enfim, ficarem juntos. Eu criava dois gatos durante muito tempo e um deles morreu há dois meses, e o outro ainda sente muito a falta.

R7

Marido dava esteroides para mulher se sentir feia e ficar em casa cuidando da família


Um britânico admitiu em tribunal ter ministrado esteroides para sua esposa com o objetivo de fazê-la sentir-se gorda e preferir ficar em casa, cuidando da família em vez de trabalhar, segundo a imprensa local.

Segundo jornais ingleses, Dalwara Singh recebeu do tribunal da cidade inglesa de Leicester uma sentença de 12 meses de prisão com suspensão condicional, o que significa que ele não terá de cumprir a pena a não ser que cometa outra infração nos próximos dois anos.

"Você fez isso para que ela desistisse de seu emprego, ganhasse peso e ficasse em casa, dependente de você", disse o juiz, ao ler a sentença.

As drogas que o marido deu secretamente para a esposa a fizeram desenvolver pelos no rosto e costas, além de causar coceiras e erupções em sua pele.

Quando a esposa disse que precisava ver um médico, ele disse que ela estava se preocupando sem motivos.

Após semanas, uma filha adolescente do casal flagrou o pai amassando remédios e o plano foi descoberto. A vítima tomou as drogas entre novembro de 2010 e janeiro deste ano.

O casal está casado há 17 anos e tem um filho e uma filha, ambos adolescentes.

O pai saiu de casa, tem acesso limitado a seus filhos e se diz "profundamente envergonhado". Além da sentença suspensa, ele terá que frequentar aulas de um programa para combater abusos domésticos.

Qualquer contato com sua esposa deve ser feito apenas por meio de advogados.

BBC Brasil

Alunos desocupam prédio de faculdade da USP


Jovens estavam havia uma semana no edifício da FFLCH.
No início da tarde, reitoria continuava ocupada.


Os estudantes que ocupavam havia uma semana o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP saíram por volta das 17h desta quinta-feira (3) do edifício. A reitoria da universidade, no entanto, continuava ocupada.

Mais cedo, uma comissão formada por professores, funcionários e alunos fez uma vistoria no prédio da FFLCH para verificar as condições dentro dele.

Segundo o professor André Singer, pelo que pôde observar, tudo estava em condições normais. Outros professores e funcionários que entraram também afirmaram que o prédio está limpo e que não houve danos.

Os estudantes invadiram o prédio em 27 de outubro. Na data, alunos da universidade entraram em confronto com a PM depois que três jovens foram detidos com maconha. Estudantes protestaram contra a prisão em frente a um dos prédios da faculdade e houve o conflito. Após a confusão, um grupo invadiu o prédio administrativo da FFLCH. Eles querem a saída da corporação do campus.

A saída do prédio foi decidida em assembleia realizada na noite de terça (1º). Horas depois, no entanto, estudantes dissidentes ocuparam o edifício da reitoria. O reitor da USP, João Grandino Rodas, disse em entrevista à Rádio CBN que entrou na Justiça com o pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o pedido foi protocolado no início da tarde desta quinta.

Rodas acrescentou que espera ver a situação resolvida de forma amigável, por meio de diálogo com os estudantes. No entanto, afirmou que o convênio entre a universidade e a PM continua.

O convênio foi firmado em setembro após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, ocorrida na noite de 18 de maio. O jovem foi baleado quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio.




G1

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Roger Abdelmassih usa habeas corpus de Gilmar Mendes para fugir do país


Roger Abdelmassih usa habeas corpus de Gilmar Mendes para fugir do país

O médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão, pode ter
aproveitado o habeas corpus concedido no Supremo Tribunal Federal
(STF), de acordo com parecer favorável do ministro Gilmar Mendes, e
fugido do país. Abdelmassih foi julgado culpado por estupros em série
às suas vítimas, mas não respondeu ainda às acusações de manipulação
genética. Considerado como foragido há duas semanas, Roger Abdelmassih
deixou a prisão em 2009, por força da medida acatada na Suprema Corte
do país.

As investigações acerca dos crimes cometidos por Abdelmassih começaram em 2008, quando ex-pacientes procuraram um grupo especial do Ministério Público para denunciar os crimes sexuais cometidos pelo médico, que estuprou e violentou mulheres com idades entre 30 e 45 anos, de vários Estados do país. Mais de 200 pessoas foram ouvidas no processo. Entre elas, 130 testemunhas de defesa e 35 mulheres que relataram os ataques sexuais de Abdelmassih na clínica mantida em uma região nobre da capital paulista. Algumas afirmam ter sofrido abusos sexuais mais de uma vez. Roger Abdelmassih chegou a ficar preso durante um curto período, entre 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, quando foi beneficiado por um gesto do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que lhe concedeu o direito de responder o processo em liberdade.

Outro habeas corpus famoso é o do ministro Marco Aurélio de Mello, que liberou o banqueiro Salvatore Caciolla e, em seguida, disse que
Caciolla tinha mesmo todo o direito de fugir para a Itália. Caciolla,
no entanto, foi preso novamente, no principado de Mônaco, por pressão
do delegado Romeu Tuma Jr., que à época ocupava um posto de destaque no Ministério da Justiça.

Um dos países para o qual Abdelmassih pode ter fugido é o Líbano, que
não mantêm laços diplomáticos com o Brasil suficientes para garantir a
extradição do condenado. Dono de uma fortuna relevante, Rober
Abdelmassih tem origens libanesas e dispõe de recursos suficientes
para montar uma rede de proteção nos meios governamentais daquele país.

dk

Estudantes a favor da PM na USP fazem protesto


Manifestação teve início por volta das 17h na praça do Relógio, na Cidade Universitária

Um grupo de cerca de cem estudantes fazia um protesto, por volta das 18h50 desta terça-feira (1°), dentro da USP (Universidade de São Paulo), a favor da permanência da Polícia Militar no campus. A ação teve início às 17h e era realizada na praça do Relógio, na Cidade Universitária, zona oeste da capital.

De acordo com a assessoria de imprensa da USP, o protesto era pacífico. Outro grupo de estudantes, que é contra a permanência da corporação no local, deve fazer uma assembleia para discutir os novos rumos da manifestação no início desta noite. A ação é apoiada por funcionários.

Na noite de segunda-feira (31), cerca de 600 pessoas estavam trancando a entrada do campus, que é formada pelas ruas Alvarenga e Afrânio Peixoto, por volta das 20h20 desta segunda-feira (31).

De acordo com Aníbal Cavalli, da diretoria do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o grupo fez uma passeata pelo campus e encerrou o ato em frente à ocupação, que fica no prédio da administração da FFLCH.

Ele diz que a manifestação tem como objetivo apresentar à direção da USP as exigências necessárias para que o prédio da FFLCH seja desocupado. Entre as principais reivindicações está a quebra do convênio entre o Estado de São Paulo e a USP para retirar a polícia do campus.

PM na USP

O convênio que permite que a Polícia Militar atue dentro do campus da USP durará pelo menos cinco anos. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a Polícia Militar realiza um trabalho “eficiente” dentro do campus.

- A Polícia Militar está há mais de 50 dias fazendo policiamento para proteger todos na universidade: professores, funcionários, alunos, visitantes, numa missão pacífica e que tem trazido bons resultados.

A universidade informou que o convênio com a polícia foi decidido pelo conselho após o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), e que foi "aprovada pela ampla maioria dos representantes da comunidade acadêmica".

Conflito

O impasse entre os alunos e a Polícia Militar começou na noite de quinta-feira (27). Centenas de universitários teriam se reunido em frente às viaturas em que estavam três estudantes supostamente flagrados com maconha, para evitar que eles fossem detidos.

De acordo com os estudantes, “a polícia continuou irredutível e chamou reforços”, o que teria provocado o confronto que terminou com uso de gás lacrimogênio, spray de pimenta, bala de borracha e uso de cassetetes, por parte da PM.

A Polícia Militar informou que, por conta do confronto, três policiais militares ficaram feridos e cinco viaturas foram danificadas pelos estudantes da USP. Os jovens presos foram levados para o 91º Distrito Policial (Ceagesp), onde iriam assinar um termo circunstanciado antes de serem liberados.

Em nota divulgada na sexta-feira (28), os alunos afirmam que a decisão de ocupar o prédio foi tomada por cerca de 500 alunos.

R7

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil está na 82ª posição em ranking de desigualdade entre os sexos


País é um dos piores do mundo na questão da diferença salarial entre homens e mulheres

NOVA YORK - Mesmo com uma mulher na Presidência pela primeira vez em sua história, o Brasil ocupa a 82ª posição no ranking de desigualdade elaborado pelo World Economic Forum publicado nesta terça-feira, logo atrás de países como a Albânia, Gâmbia, Vietnã e República Dominicana.

A má colocação do Brasil, que está em último na América do Sul, se deve a um desempenho extremamente fraco na iniciativa para combater a desigualdade entre os sexos na economia e na política. Um dos problemas mais graves é a diferença salarial entre homens e mulheres que exercem o mesmo cargo.

"O Brasil é um dos piores países do mundo nesta questão salarial. As mulheres chegam a ganhar metade dos homens em alguns casos para trabalhar na mesma função", disse ao Estado Saadia Zahidi, pesquisadora do World Economic Forum responsável pelo levantamento.
Na política, mesmo com a eleição da presidente Dilma Rousseff no ano passado, o Brasil também tem uma performance que o coloca fora dos cem primeiros colocados. Segundo Zahidi, "faltam mulheres em posições ministeriais e acima de tudo no Parlamento".

O Brasil é o 103º e 111º colocado quando se leva em conta as mulheres em cargos ministeriais e parlamentares respectivamente em um desempenho considerado péssimo para um país com uma das maiores economia e democracias do mundo.

O World Economic Forum também adverte que faltam no Brasil mulheres em posições de liderança na iniciativa privada, ainda dominada pelos homens, de acordo com o levantamento.

Apesar de ter subido duas posições em relação ao mesmo ranking no ano passado, o Brasil manteve uma posição praticamente idêntica ao levantamento anterior. Mais grave, o país está bem distante da 67ª colocação de cinco anos atrás, quando teve a sua melhor performance.

Na América do Sul, Colômbia, Peru, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Uruguai, Chile, Equador, Argentina estão à frente do Brasil. Os argentinos, com um desempenho incomparavelmente superior ao dos brasileiros, estão na 28° colocação.

Apesar da fraca performance para igualdade entre os sexos na economia e na política, o Brasil ocupa a primeira colocação no ranking na área da saúde, empatado com vários outros países. Na educação, os brasileiros também lideram quando se leva em conta a educação secundária, mas despencam para 105ª colocação na primária.

Estadão

Pai agride filho de 3 anos com chicote usado em cavalos, diz polícia em MS


Criança ficou com hematomas nas pernas e nas costas, diz delegado.
Suspeito disse à Polícia Civil que bateu no filho após uma travessura.


Um homem de 34 anos é suspeito de agredir o filho de 3 anos em Alcinópolis, cidade a 387 quilômetros de Campo Grande, usando um chicote de couro, que segundo a Polícia Civil tem aproximadamente um metro. A família mora em uma fazenda a 40 quilômetros do município, onde o pai trabalha como caseiro.

O delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro, responsável pelo caso, disse ao G1 que foi ao local acompanhado pelo Conselho Tutelar no último dia 28 de outubro, depois de receber uma denúncia anônima. Segundo ele, o menino não é filho biológico do suspeito, mas foi registrado por ele. “Chegando lá já vimos um hematoma na perna direita, como se tivesse apanhado com um laço. A mãe acabou dizendo que ele tinha sido agredido antes dos policiais chegarem”, relata.

A equipe de policiais civis esperou o suspeito, que estava trabalhando no campo, chegar em casa para levá-lo a delegacia. Segundo Cavalheiro, ele confessou ter agredido o filho após uma travessura. “Ele disse que bateu com um relho, um tipo de chicote para bater no cavalo feito de couro de anta. Não sei se usava sempre, mas segundo as denúncias, as agressões eram constantes”, afirmou o delegado ao G1.

O menino, segundo Cavalheiro, também apanhava da mãe, que disse, em depoimento, considerar a atitude adequada para a educação do filho. “A mãe disse que cresceu com esse tipo de educação. Os pais batiam nela quando criança com varinha de árvore. Ela acha esse tipo de educação normal”, relata.

De acordo com o delegado, o suspeito já tinha passagens na polícia por violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo. Ele foi indiciado e vai responder por maus tratos em liberdade.

O produtor rural Adaías Filho, dono da fazenda onde ocorriam as agressões disse ao G1 que o funcionário foi demitido no mesmo dia em que a polícia esteve no local. Ele afirma que o suspeito trabalhava há dez dias no local. "Uma pessoa que agride um menino de 3 anos é capaz de qualquer coisa", disse ao G1.

G1

Siamesas filipinas unidas pelo peito e abdôme serão operadas nos EUA


Elas têm cérebros distintos e seus próprios corações, estômagos, rins e intestinos

Duas siamesas nascidas nas Filipinas serão submetidas nesta terça-feira (1º) a uma cirurgia para separar as partes do peito e abdôme que compartilham, anunciou o hospital nos Estados Unidos onde irá acontecer a operação.

Estima-se que a parte de maior risco da cirurgia de Angelina e Angelica Sabuco será a divisão de seu fígado, detalhou o Hospital Infantil Lucile Packard, situado em Palo Alto.

- Os índices de sobrevivência de gêmeos toracópagos dependem da complexidade da conexão do coração, se existir, e de eventuais complicações relacionadas ao fígado.

As meninas, que completaram 2 anos de idade em agosto, são unidas pelo peito e umbigo. Elas têm cérebros distintos e seus próprios corações, estômagos, rins e intestinos.

A cirurgia deve durar entre oito e nove horas: seis horas para separar as crianças, e entre duas e três horas para a reconstrução. Ela será dirigida por Gary Hartman, que já realizou seis operações desse tipo.

- Essa é uma cirurgia maior, mas realmente esperamos que as gêmeas sobrevivam e se desenvolvam bem.

A mãe das meninas, Ginady, soube que as filhas eram unidas quando estava no sétimo mês de gestação, enquanto seu marido, Fidel, trabalhava em San José, Estado da Califórnia.

As siamesas nasceram em agosto de 2009, e Ginady viajou até a Califórnia para se unir ao marido no fim de 2010, quando as filhas começaram a ser atendidas pelos médicos do hospital infantil de Packard.

- Quero que elas tenham uma vida normal, como as outras crianças.

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R7

Mãe descobre que filho morreu pelo Facebook


A mãe de Ridge Barden, um aluno do ensino médio de 16 anos, só descobriu que ele morreu em um jogo de futebol americano devido a uma página no Facebook. Jackie Barden não foi informada durante a partida porque não estava listada como um contato para emergências, e sim seu ex-marido, que também não lhe avisou.

Algumas horas depois do acidente fatal, inúmeras páginas prestando luto ao jovem surgiram na rede social. "Pelo Facebook e pelos noticiários, foi assim que descobri morte de meu filho", disse ao programa americano WSYR TV. "Eu realmente espero que as pessoas simplesmente deem uma olhada e comecem a perceber que as coisas têm que mudar para que nenhum outro pai tenha que sofrer e passar pelo que eu passei".

O chefe de polícia Dan Mack lamentou pela mãe não ter sido notificada e garantiu que medidas serão tomadas para que isso não aconteça novamente. Os resultados da autópsia revelaram que ele morreu devido a uma forte pancada na cabeça. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. "Ainda é chocante. Ele estava conosco e agora se foi", declarou a mãe.

Jackie Barden conversou com os outros jogadores do time da escola e adversário naquela noite para não se sentirem culpado pela morte do jovem: "Ele só não gostaria que as pessoas pensassem que foi culpa delas. Foi apenas um acidente", garantiu.

O pai de Ridge Barden divulgou um comunicado sobre a perda de seu filho: "Não tenho palavras agora. Meu mundo foi devastado. Mas, eu quero dizer muito obrigado a todos vocês que me escreveram e estão enviando suas orações para mim. Eu não sei o que vou fazer sem você, Ridge. Eu te amo tanto".

Via MailOnline

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