sábado, 14 de julho de 2012

Família brasileira poderá continuar disputa na Justiça americana para ver Sean Goldman


Antes tínhamos só um não; agora temos esperança’, diz padrasto do menino, há dois anos sem vir ao Brasil

RIO - O caso do menino Sean Goldman, de 12 anos, ganhou esta semana um novo capítulo. A divisão de apelações da Corte Superior de Nova Jersey, nos Estados Unidos, decidiu que a família brasileira do garoto poderá continuar a disputa na Justiça norte-americana para obter o direito de visitá-lo.

O caso do menino Sean Goldman, de 12 anos, ganhou esta semana um novo capítulo. A divisão de apelações da Corte Superior de Nova Jersey, nos Estados Unidos, decidiu que a família brasileira do garoto poderá continuar a disputa na Justiça norte-americana para obter o direito de visitá-lo.

Sean é alvo de uma grande batalha judicial envolvendo o pai, David Goldman, e a família da mãe, Bruna Bianchi, que morreu em 2008. Desde 2009 morando com David nos Estados Unidos, Sean não vem ao Brasil há dois anos e seis meses.

No início do ano passado foi negado um pedido de Silvana Bianchi, avó materna de Sean, para visitar o neto nos Estados Unidos sem obedecer às condições impostas pelo pai do menino.

O advogado Frans Nederstigt, que representa Silvana, afirma que a decisão da Justiça norte-americana, em primeira instância, dava ênfase aos argumentos de David, e que a revisão do parecer se deve ao fato de os juízes entenderam que a as condições exigidas não eram razoáveis.

- A avó materna aceitou algumas das condições, como a não divulgação na imprensa das conversas com o neto e a retirada das ações judiciais em andamento no Brasil. Mas é importante que haja uma audiência. Alguns pontos, como o pagamento de US$ 200 mil para os advogados de David, ainda têm que ser discutidos.

De acordo com o padrasto de Sean, João Paulo Lins e Silva, a família materna continua sem qualquer tipo de contato com o menino. No entanto, ele acredita que a recente decisão da Justiça norte-americana pode dar fim ao drama pelo qual a família passa há mais de três anos.

‑ Ainda faltam mais alguns passos, mas essa decisão a nosso favor foi muito importante. Antes tínhamos só um "não". Agora ganhamos esperança ‑ afirma.

Em abril, em entrevista ao canal americano NBC, Sean falou pela primeira vez na imprensa sobre sua vida após retornar para os Estados Unidos com o pai e contou que percorreu um longo caminho até retomar o vínculo com David, mas nos últimos anos conseguiu estabelecer uma relação pai-filho verdadeira.

O advogado Ricardo Zamariola Junior, representante de David no Brasil, disse que ficou sabendo da decisão à favor da família materna pela imprensa e se recusou a falar sobre o caso.

O Globo

2 comentários:

  1. A família brasileira prova apenas de seu próprio veneno!

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