domingo, 18 de novembro de 2012

Parada LGBT reúne multidão na orla de Copacabana


Com o lema “Coração não tem preconceitos. Tem amor”, evento fecha ruas do bairro

RIO — Começou por volta das 16h deste domingo, na orla de Copacabana, a 17ª Parada do Orgulho LGBT. Programada para 15h, o evento teve início com cerca de uma hora de atraso. Os trios elétricos, enfeitados com as cores da tradicional bandeira gay, desfilam pela Avenida Atlântica ao som de muita música. Segundo estimativa dos organizadores, o evento reúne cerca de um milhão de participantes.

Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais estão juntos, mais uma vez, para pedir mais respeito ao amor e à diversidade. Com o lema “Coração não tem preconceitos. Tem amor”, a parada é comandada pelo Grupo Arco-Íris e Instituto Arco-Íris, com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Neste ano, a novidade fica por conta da ampliação dos serviços de cidadania e saúde, que começaram às 9h, no Posto 5. Pela manhã, quem passou pela Avenida Atlântica teve acesso a serviços como vacinação contra hepatite B, oferecida na tenda da Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo, onze barracas foram instaladas na orla do bairro. Nelas, os interessados também podiam retirar Carteira de Trabalho, fazer cursos e inscrição em cadastro de emprego da Secretaria Municipal de Trabalho. Na tenda da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), voluntários recolheram assinaturas para o estatuto da diversidade sexual.

À tarde, 15 trios elétricos percorreram a avenida, no sentido Leme, tocando os mais variados ritmos e atraindo uma multidão que dançava pela rua. Num dos caminhões, uma enorme bandeira com as cores do arco-íris trazia a mensagem Veta Dilma, numa referência à lei aprovada no congresso que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo e depende de aprovação da presidente.

Considerada a terceira maior festa da cidade, a Parada LGBT faz um alerta contra a homofobia. Somente no ano passado, 266 homossexuais foram assassinados no país por conta de sua orientação sexual, segundo levantamento das entidades. Por isso, na luta contra a discriminação, os organizadores contam com a participação de heterossexuais de ambos os sexos e idades variadas, além de grupos de combate ao racismo, à intolerância religiosa e ao preconceito contra soropositivos. O movimento “Mães da Igualdade”, composto por mães de homossexuais, vem à frente da parada, abrindo caminho para derrubar o preconceito que existe dentro de casa.

Durante o evento, a Seop apreendeu mais de mil bebidas com ambulantes irregulares e multou mais de 400 veículos por estacionamento irregular.

O evento conta com dez ambulâncias espalhadas pela orla, além de posto médico na Av. Atlântica entre as ruas Figueiredo Magalhães e Santa Clara. A segurança tem efetivo de 1.100 homens, sendo 350 guardas municipais, 450 policiais militares e 300 seguranças particulares.

Ônibus e metrô funcionam esquema especial para atender o público. A organização recomenda que, além de utilizar o transporte público, os participantes levem apenas um documento de identidade e deixem objetos de valor e garrafas de vidro em casa.

O Globo

Um comentário:

  1. Não tenho preconceito contra qualquer tipo de homossexualidade, tenho colegas de trabalho gays e gosto muito deles... mas daí as entidades dizerem que 266 gays foram mortos por causa de sua orientação sexual é mentira! é só procurar nas ocorrências policiais, muito são mortos por ciumes, brigas e por dívidas de drogas, muitos estão nas cadeias por roubo, assaltos e trafico de drogas... não vamos exagerar.

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