sábado, 16 de julho de 2011

Condenado por morte de Tim Lopes joga água fervente na mulher


Condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho, atacou na tarde desta quinta-feira (14) a própria mulher durante uma visita íntima no Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em Bangu (zona oeste do Rio), onde ele cumpre pena.
Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, Ratinho jogou água fervente na companheira, Fernanda Marins de Carvalho. Ela sofreu queimaduras pelo corpo e foi encaminhada ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo (zona oeste).

A secretaria instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos. Ratinho teve o benefício de visita íntima cancelado e foi conduzido ao isolamento. O caso foi registrado na 34ª DP, em Bangu.

Em junho do ano passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou pedido de Ratinho, que na época cumpria regime semiaberto, para que pudesse visitar sua família frequentemente.

Em 2009, o STJ já havia negado liminar a sua defesa, que pedia anulação de decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio, que também havia negado benefício. O TJ-RJ considerou que Ratinho estava havia pouco tempo no regime aberto, que o prazo para obter o livramento condicional estava distante e que havia incompatibilidade entre o benefício e o objetivo da pena.

CRIME
Tim Lopes desapareceu em 2 de junho de 2002 na Vila Cruzeiro, no Rio, depois de ser reconhecido e capturado por traficantes ligados a Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, quando fazia reportagem sobre um baile funk onde havia consumo de drogas e sexo explícito.

Lopes foi levado para o morro da Grota, no Complexo do Alemão, onde teria sido esquartejado e queimado em pneus --método conhecido como "micro-ondas" e usado para apagar vestígios da morte.

Sete acusados foram condenados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha: Elias Maluco; Ratinho; Elizeu Felício de Souza, o Zeu; Reinaldo Amaral de Jesus, o Kadê; Fernando Satyro da Silva, o Frei; Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa; e Ângelo Ferreira da Silva, o Primo. André da Cruz Barbosa, o André Capeta, e Maurício de Lima Matias, o Boi, também acusados, morreram antes do julgamento.

Folha OnLine

3 comentários:

  1. Isso acontece porque bandido no Brasil tem direito a tudo.
    Visita íntima!!!!!

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  2. Água quente, é mole, mole arranjar é só passar uns $$$$ e tudo vem na hora certa.
    Premeditado com certeza.

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