terça-feira, 7 de junho de 2011

Curitiba será sede de evento internacional


Seminário discute atividades físicas para a 3ª Idade

A Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, promoverá o 11º Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a 3ª Idade (Siafti), nos dias 23, 24 e 25 de junho, no Parque Barigui. O encontro será realizado pela primeira vez na capital paranaense.

“Este evento é mais uma ação da Prefeitura no objetivo de garantir a defesa dos direitos da pessoa idosa”, diz o secretário do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa. “Serão três dias de palestras, cursos e oficinas que irão abordar diferentes áreas de atendimento a terceira idade, disseminando informações, capacitando profissionais e contribuindo para o envelhecimento ativo e saudável da população”, acrescenta.

A programação do Siafti foi estruturada para estimular o diálogo e a troca de ideias sobre os direitos da pessoa idosa, o planejamento e práticas de atividades físicas, bem como discutir os aspectos fisiológicos do envelhecimento e os benefícios de uma vida ativa e saudável.

Entre os destaques do evento, estão os cursos de “Atividades Recreativas para Idosos”, ministrado pelo professor Raúl Lorda, coordenador e membro do Conselho de Educação Física do Mercosul, e o curso de “Hidroginástica”, que será realizado pelo professor doutor Pablo Jorge Marcos Pardo, da Faculdade de Saúde, Atividade Física e Esporte da Universidade Católica Sant Antonio de Murcia (Espanha).

No site www.siafti.com.br estão disponíveis as programações dos três dias do evento e informações para a realização de inscrições. Serão disponibilizadas 750 vagas para estudantes, profissionais da área e público em geral, além de 300 vagas específicas para o público idoso.

Serviço
XI Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a 3ª Idade (Siafti)
Data: de 23 a 25 de junho
Local: Parque Barigui (Salão de Atos, Salão Barigui e Salão do Lago)
Inscrições: por meio do site www.siafti.com.br (limitadas a 750 vagas para profissionais, estudantes e público em geral e 300 vagas para idosos)


Jornale

Bombeiros acampam em frente à Alerj



Acampados desde domingo (5) e com faixas, bombeiros permanecem em frente à Alerj nesta segunda-feira (6) e pedem socorro por terem o pior salário do país


R7

Argentino encontra filho no Facebook após dez anos sem contato


O argentino Adrían Unchalo localizou o filho, Federico, graças à rede social Facebook após dez anos de buscas, segundo relatos da família à imprensa local.

Unchalo, de 32 anos, tinha perdido contato com o filho desde que a mãe da criança se mudou para a Europa, sem deixar endereço.

“Meu sobrinho tinha dois anos quando deixou o país com a mãe e sem o consentimento do pai. Ele agora tem doze anos”, disse a irmã de Unchalo, Érica, ao jornal El Día, da cidade de La Plata.

Federico mora com a mãe em Barcelona, na Espanha, e ainda não tem data certa para reencontrar o pai.

Unchalo disse à agência de notícias oficial Telam que a Justiça espanhola determinou que ele, primeiro, se reúna com psicólogos e depois com o juiz do caso, para que somente então se comece a ser discutida a data do reencontro com o filho.

“A Justiça espanhola marcou meu encontro com psicólogos no dia 8 (de junho) e no dia 10 com o juiz. Mas meu encontro com Federico só ocorreria no dia da audiência, em outubro”, afirmou.

‘Ansioso’

Unchalo embarcou na último domingo para a Espanha. Ele disse que vai pedir ao juiz para ver o filho, o quanto antes, “mesmo que seja rapidamente”.

“Estou ansioso. Vou levar para ele o uniforme da seleção argentina de futebol e todos os presentes que lhe mandam os avós, os tios e primos”, disse.

Unchalo e a mãe do menino, Claudia Ávila, se casaram quando ele tinha 20 anos e ela, 15 anos.

Depois do casamento, disse ele à Telam, eles se mudaram para a Itália, mas se separaram antes do nascimento da criança.

A mãe teria registrado o bebê apenas com seu sobrenome e ainda retornou à Argentina, quando o menino tinha então dois anos, e embarcou de volta para a Europa.

Unchalo disse ainda que trabalha como taxista e fotógrafo freelancer, em City Bell, na província de Buenos Aires, e que ele e a nova esposa fizeram rifas para conseguir o dinheiro da passagem de avião para a Espanha.


BBC Brasil

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Companhias suspendem voos para Bariloche devido a erupção de vulcão


Puyehue, na Cordilheira dos Andes, entrou em erupção no sábado (4).
Em comunicado, LAN Argentina informa que suspendeu voos para região.


Companhias aéreas que vendem passagens com destino à região turística de Bariloche estão suspendendo voos nesta segunda-feira (6) devido à erupção do vulcão chileno Puyehue, cujas cinzas estão se espalhando pelo sul da Argentina.

Em comunicado divulgado na tarde desta segunda, a LAN Argentina informou que está suspendendo todos os voos com destino a San Carlos de Bariloche e Neuquén após um comunicado emitido pelas autoridades aeroportuárias locais, que decidiram fechar o aeroporto Teniente Luis Candelaria desde o domingo.

"Com relação a Neuquén e Río Gallegos, embora os aeroportos dessas duas cidades estejam operantes, a companhia, após analisar as informações oficiais decidiu não operar voos para essas localidades, até que as condições estejam favoráveis e com total segurança", informa a nota.

Os passageiros com voos marcados para esta segunda (6), segundo a LAN, poderão trocar a data do voo sem pagamento de multa, para início da viagem com prazo de 30 dias da data original; trocar a rota com pagamento da diferença tarifária ou ainda devolver a passagem.

Os voos com destino ao sul argentino partem de Buenos Aires. A empresa informa ainda que as demais operações para todos os destinos, inclusive do Chile, estão normais.

Mais informações sobre os voos podem ser obtidas acessando o site da companhia (www.lan.com/cgi-bin/info_vuelos/info_vuelos.cgi) ou pelo telefone 0300 788 0045.

Também na tarde desta segunda, a Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral informaram em nota que suspenderam até o próximo domingo (12) todos os voos com destino à região patagônica por questões de segurança.

Outras localidades como Rio Gallegos, El Calafate e Ushuaia, no sul argentino, estão com voos suspensos até a quinta-feira (9).

Pelo mesmo motivo, as companhias decidiram suspender voos noturnos com destino a Santiago e Mendonça até a quinta-feira.

Segundo a nota, os passageiros afetados poderão deixar suas passagens em aberto por até um ano da data da emissão podendo realizar a viagem sem nenhuma multa.

Mais informações podem ser obtidas no site da companhia: www.aerolineas.com.

Emergência
O prefeito de Bariloche, Marcelo Cascón, confirmou a suspensão das aulas nos colégios e outras atividades, enquanto a baixa visibilidade obrigou a manter a restrição ao trânsito pela estrada que liga San Martín dos Andes.

O "comitê de emergência" mantém a recomendação às pessoas para que permaneçam em suas casas e economizem água potável, apesar de as cinzas não terem poluído os aquíferos, indicou o prefeito em entrevista a uma rádio de Buenos Aires.


G1

Depoimentos e Histórias Registradas na Memória


"Eu acho que violência contra a mulher é o que aconteceu comigo e que acontece com outras mulheres. Se ele fosse um estranho, eu até que não estava tão revoltada, mas foi meu pai, ele não me respeitou em momento algum. Ele não me considerou como filha. Outro caso de violência é o espancamento. Além disso, eu acho que tem muito homem que tira a privacidade da mulher e pra mim isso já é uma violência. Eles fazem isso com as mulheres porque eles acham que são homens e podem tudo. Eles não vêem que se não fosse a mulher eles não estariam no mundo. Eles não olham essa parte não. Eles não, a maioria". (Gabriela sofreu abuso sexual, físico e psicológico por parte do pai, dos sete aos 13 anos de idade. Conseguiu sair de casa aos 14 com apoio de um serviço de saúde. (Brasil, 2000).

"Eu acho que existe violência de todo tipo. Acho que existe a discriminação muitas vezes, sabe? De você ser taxada como menos capaz. Existe aquela de casa, do marido, das mulheres que não têm um grau de instrução melhor, das mulheres que não trabalham, das mulheres que ficam em casa cuidando dos filhos. Do marido que bate, que aparece com outras na cara delas e elas não podem dizer nada porque são sustentadas por eles. E eles acham que a mulher está alí para servir de qualquer coisa, entendeu? Que eles podem falar qualquer coisa: que ela é isso, que ela é aquilo e que a mulher não pode fazer nada, entendeu? Eu acho que, por ser mulher, você ainda não pode sair sozinha. Eu estava conversando com um amigo meu, num bar, e duas mulheres estavam tomando umas cervejas, e ele disse: _olha lá: duas mulheres sozinhas numa mesa, estão esperando homem! Eu falei: qual é o problema de duas mulheres, numa sexta-feira à noite, estarem sentadas num bar? São duas amigas, tomando uma cerveja". Ele respondeu: _ que nada, quando você vê duas mulheres sozinhas, numa mesa, é porque tão esperando algum macho, alguma coisa desse tipo! Eu disse: menino! Como tu és machista, pelo amor de Deus! Quer dizer que um homem sentar numa mesa de bar sozinho é normal, mas a mulher, não? Ele respondeu: Não! (Adélia. Brasil, Ano 2000).

A HISTÓRIA DE SÔNIA
Final de ano. Sônia, 16 anos, voltava do colégio onde fez a matrícula para ingressar no segundo grau. Esperava para atravessar a rua. Um carro parou subitamente. O motorista abriu a porta e a puxou para dentro. Ameaçando-a com uma arma e dirigindo em alta velocidade, ele seguiu para uma mata afastada da cidade. Sexo oral, vaginal, uma, duas vezes. Calada, ela pensava em sua mãe e chorava. _Se você contar a alguém o que se passou, você e sua família morrem. Sônia foi para casa. Lavou-se à exaustão. Sentia-se suja. Tinha nojo de sí . Vomitou muito. Chorou em silêncio e ficou em casa vários dias. Conversou com uma amiga. Não queria incomodar sua mãe, recém-separada do marido, alcoolista, que lhe batia. A filha não queria lhe dar mais uma tristeza. Duas semanas após ela teve um pequeno sangramento e achou que era a menstruação. Quis esquecer tudo. Três meses depois, uma vizinha disse para sua mãe: _Tu não estás vendo que tua filha está grávida? A mãe foi procurá-la e perguntou: _Quem foi? Porque você me enganou? Por que você não me disse nada? Foi difícil convencer a mãe do que acontecera. Em companhia de uma prima, Sônia procurou um grupo de mulheres de sua comunidade e pediu orientação. Pouco se podia fazer, não havia serviços de atenção a vítimas de violência naquela cidade. _ Se eu tenho esse filho, lá no bairro vão dizer que eu sou uma prostituta. Se eu digo que foi estupro ninguém acredita. Nem minha mãe acreditou em mim! Sem acesso a um serviço de saúde que a atendesse dignamente, ela procurou o aborto clandestino e foi atendida num consultório sem as mínimas condições de segurança, expondo-se aos riscos da mortalidade materna porque a rede pública de saúde ainda não oferecia os serviços que poderiam garantir a Sônia o exercício de seus direitos. (Brasil, 1990)

JOSEFA E SEU COMPANHEIRO
Josefa voltava para casa com a filha adolescente, quando foi atacada por três homens. Reagiu, lutou contra e gritou: Corra minha filha! A menina conseguiu fugir. Josefa foi estuprada. Engravidou. Ao descobrir a gestação, ela conversou com o marido. Sentia muita tristeza. Raiva daqueles homens. Culpa de não ter conseguido se defender direito, de ter passado naquele lugar. Lembrava da filha e agradecia a Deus por não ter acontecido coisa pior. Ela não queria esse filho, mas não tinha coragem de abortar. Sua religião condenava o aborto. O marido lhe disse que aceitaria o filho como seu. Josefa sentiu-se apoiada, mas queria ser atendida num serviço de saúde. Mesmo com apoio do marido e tendo decidido ter o filho, a rejeição pela gravidez continuava. Ela procurava uma psicóloga que lhe ajudasse a enfrentar aquela situação. Josefa encontrou quem lhe atendesse? Não se tem a resposta. (Brasil, 1992)

COM ROSALI FOI ASSIM
Rosali tinha 17 anos. Assistia televisão em casa, num bairro da periferia de uma grande cidade, quando decidiu sair para comprar um sanduiche. No caminho, foi interceptada por dois homens e estuprada sob ameaça de uma arma. Assustada, voltou para casa e em companhia da mãe foi à delegacia. Dalí, as duas seguiram ao hospital. Na emergência, recebeu cuidados ginecológicos inadequados para uma situação de violência sexual (ducha vaginal). Dois meses depois ela descobre a gravidez e recorre ao serviço que lhe atendeu na ocasião do estupro. Ninguém sabia o que fazer. A mãe, segura de seus direitos procurou as autoridades. Ela dizia: _ Alguém precisa fazer alguma coisa, essa menina não pode continuar grávida. Ela não procurou isso. Rosali cabisbaixa, apenas chorava. Três meses após a interrupção de gravidez, realizada numa maternidade pública de referência para vítimas de violência sexual, a adolescente deu notícias para quem lhe atendeu: _ Oi doutora, aqui é Rosali, a menina do estupro. Liguei para dizer que estou bem. Arranjei um emprego e voltei a estudar. A vida de Rosali retomava seu curso. (Brasil, 1996)

ADÉLIA
Adélia está só em casa. Chega um rapaz à sua residência, pergunta por seus familiares e pede um copo d'água. Adélia dirige-se à cozinha e é seguida. Com uma faca no pescoço ela é estuprada e ameaçada de morte caso revele o fato a alguém. Adélia permanece em silêncio até descobrir que está grávida. Sente medo e vergonha.
Conta tudo à sua mãe e não recebe a acolhida esperada. Ela não lhe dá crédito e tampouco a aconselha a prestar queixa ou tomar qualquer outra atitude. Adélia acredita que a falta de informação leva sua mãe a agir dessa maneira.
Por iniciativa própria, ela procura a Delegacia da Mulher também esperando um atendimento especial, mas o serviço está em greve. A delegada ausente. Dias depois Adélia consegue ser atendida por ela, afirma que conhece seus direitos e quer realizar um aborto. Sem nenhum tipo de orientação é encaminhada ao IML. É mal recebida pela recepcionista e questionada sobre a demora em prestar queixa. Faz o exame de corpo de delito com uma médica que lhe trata de "forma mecânica". Depois de longa espera para liberação do laudo, Adélia volta a falar com a Delegada. Ao ser inquirida por Adélia sobre em que maternidade poderia interromper a gravidez, "agressivamente" a delegada lhe responde: "eu não posso dizer isso não, você se vire".
Sem saber onde fazer o aborto, Adélia procura médicos de sua relação pessoal que lhe indicam um serviço de referência. Neste local ela é atendida por um médico e uma enfermeira - cordiais e gentis, pois, segundo percebe, eles estão acostumados a realizar este tipo de procedimento. Em seguida, Adélia é acompanhada pelo serviço social e orientada sobre o direito de realizar o aborto de forma segura.
Durante a internação e realização do aborto Adélia fica só. Nesse momento sente a indiferença de alguns profissionais de saúde que não fazem parte da equipe sensibilizada e treinada para atender vítimas de violência sexual. Uma auxiliar de enfermagem tenta convencê-la a não fazer o aborto dizendo que isso é contra a lei de Deus; que conhece muitas mulheres estupradas que tiveram seus filhos, hoje, considerados bons filhos. Adélia espera uma atitude imparcial e reage: "vocês deviam ser pessoas neutras, porque este não é um problema de vocês, isso é um problema meu, que eu estou tentando resolver... O aborto ocorre durante a noite. Ao término do tratamento, sente-se aliviada. Segura da decisão que havia tomado, ela esperava um acompanhamento diferente dos serviços por onde passou.

SUELENE
Suelene foi abusada sexualmente pelo pai durante um ano. Ameaçada com uma faca, ela era obrigada a manter relações sexuais. Sentia-se muito mal, mas com medo ela nada contava para sua mãe.
Com a gravidez a mãe descobre o que está acontecendo e juntas vão ao Conselho de Proteção aos Direitos da Criança e Adolescente e à delegacia e ao IML onde foi feito o exame de corpo de delito. O agressor foi preso imediatamente.
É encaminhada para tratamento no hospital de referência, sendo atendida por uma equipe com assistente social, psicóloga e médicos.
A mãe e uma tia lhe dão apoio durante a denúncia e todo acompanhamento de saúde. Em todos os serviços ela afirma ter recebido um ótimo atendimento, compreensão, apoio e força para superar o que estava acontecendo.
Ela decide abortar, porque mesmo considerando o aborto uma agressão para a mulher, não suporta a idéia de ter um filho do próprio pai.
Suelene conhecia a lei que permite a interrupção da gravidez por estupro porque assistiu a uma entrevista na televisão onde o assunto foi tratado. Mas, pra ela não foi uma decisão fácil. "Se a gravidez fosse de um namorado eu enfrentaria com unhas e dentes, mesmo sem ajuda do pai eu não abortaria".
Após o aborto e o fim do tratamento clínico Suelene sente muito bem. Para ela é importante ter feito tudo dentro da legalidade, "tudo na justiça" e "ele estar preso".
Fazer o aborto num serviço público lhe dá a certeza de que não ficaria com problema nem correria risco de vida. Ela diz conhecer casos de aborto, feitos "no silêncio" onde as meninas ficam doentes e até morrem.
Ao sair do hospital Suelene tem medo das críticas, mas acredita que o mais importante é o que ela pensa e não a opinião dos outros. Durante o depoimento ela afirma sentir muito ódio pelo pai. Mas o apoio familiar e das instituições públicas parece ter sido - ou estar sendo - fundamental para a superar os problemas associados ao abuso sexual.

ANA LÚCIA
Ana Lúcia foi abordada por um rapaz, num ponto de ônibus. Ele lhe chamava insistentemente a Ana, com medo de falar com desconhecidos, seguia adiante. O rapaz aproximou-se perguntando se ela queria trabalhar como recepcionista recebendo dois salários mínimos. Recusando a oferta, Ana disse-lhe que estava apressada e precisava ir embora. Nesse momento, ele passou a ameaçá-la de morte caso gritasse, disse estar com um revólver cheio de bala que poderia descarregar em cima dela. Poderia até obrigá-la a fazer sexo oral, anal e vaginal na frente de todos, pois não tinha nada a perder e até matá-la alí mesmo. Vendo-se sem saída "eu não tive outra opção" Ana Lúcia o acompanhou "olhando só para ele para ninguém desconfiar de nada" como lhe foi exigido. Ele conversava e sorria, e seguiram andando normalmente como se fossem amigos.
Ana Lúcia é estuprada num matagal próximo à delegacia. Durante o ato, o agressor faz comentários sobre si mesmo e sua vítima. Revela que saiu do presídio recentemente, onde estava por ter assassinado o responsável pela morte de seu irmão. Faz elogios e comentários agressivos sobre sua vítima: "você é muito ignorante, mas é bonita". Ela chora e lhe pede pelo amor de Deus que pare de lhe tocar. Ele irrita-se, diz não agüentar mais ouvir esse nome, "pare com esse chororô" isso "é o que mais se ouve lá no presídio". Diz não saber porque estava fazendo aquilo com ela, só sabia que não ia parar porque estava bom. Pergunta se ela tem dinheiro. Lhe pede uma foto de lembrança, aponta para a casa onde mora. Recomenda que ela vá embora sem olhar para trás e não o denuncie, senão ele rodará os quatro cantos do mundo para encontrá-la e matá-la junto toda a família.
Após a agressão, com medo de contrair HIV, Ana Lúcia dirigiu-se à Casa da Cidadania para pedir auxílio. Acompanhada por uma assistente social, ela foi ao Departamento de Proteção da Criança e do Adolescente, mas pode ser atendida porque era maior de 18 anos. Prestou queixa na delegacia, fez o exame no IML e foi encaminhada para o serviço de saúde de referência.
Ana Lúcia considera que recebeu um bom atendimento em todos os serviços por onde passou, mas acredita que foi assim porque a assistente social esteve ao seu lado todo o tempo. Ela recomenda que os serviços sejam mais ágeis e ressalta a necessidade de haver profissionais especializados para atender as pessoas vítimas de violência "porque uma pessoa assim precisa de muita atenção". Ela ressalta a importância do médico ter sido atencioso, ter ficado preocupado por ela estar em período fértil, ter tomado as providências com rapidez.

CRISTINE
Ao nascer, Cristine não foi aceita pelo pai sendo criada pela avó materna. Ele queria que o primeiro filho fosse homem. Quando completou sete anos, sonhando conviver com seu pai, mãe e irmãos ela foi morar com os pais. Logo de início ele a proibiu de fica no mesmo quarto dos irmãos e colocou-a para dormir na sala.
À noite, com todos dormindo ela passa a ir até onde Cristine dorme. Toca-lhe o corpo, alisa seu peito e ao perceber seu choro a ameaça. Coloca um revólver do seu lado e avisa que se contar a alguém ela morre. Cristine é abusada dos sete aos treze anos. O pai faz um buraco na parede do banheiro para lhe observar durante o banho. Ele lhe diz que ninguém pode com ele, que "aqui na terra ele pode mais que Deus. O medo "me fraquejava". Ela temia não ser mais virgem.
Cristine sente-se uma escrava em sua casa. É tratada de modo diferente dos irmãos, realiza todas as tarefas domésticas e não entende o motivo. Acha-se rejeitada e perseguida pelos pais. Apanha com chicote, leva murros do pai e surras da mãe.
Num dado momento decide contar para a irmã e uma prima o que acontece durante a noite. A prima lhe aconselha falar com a mãe. Esta, não acredita, ou melhor diz que ela deve estar dando motivo para isso acontecer e passa a ameaçá-la. Sempre que fazia algo errado ou deixa alguma tarefa doméstica sem realizar, a mãe avisa que vai contar ao marido o que ela lhe contou. "Ela usava isso pra cima de mim como se fosse uma arma". Cristine sente-se vigiada. Não pode sair só de casa nem conversar com ninguém, um dos pais está sempre por perto. Ela não sabe a quem pedir ajuda.
Até que, num certo dia, conversando com uma funcionária da biblioteca da escola onde estuda, Cristine relata sua história e é levada a um serviço de saúde de referência. Faz exame clínico e ginecológico, acompanhamento psicológico e é apoiada na processo de saída de casa. Ela vai morar com um primo que solicita sua guarda à justiça e denuncia o pai.
O delegado quer provas para prendê-lo e lhe sugere: "você deixa seu pai lhe espancar... e depois que ele lhe espancar bem muito você corre pra cá!". Ela lhe faz uma contra-proposta: abrir uma sindicância no local onde ela reside para investigar quem ele é. Após prestar queixa ela faz o exame de corpo de delito. Fica aliviada por ainda ser virgem.
Os pais de Cristine continuaram ameaçando-a por longo tempo, acusaram-na de prostituição, de levantar falso testemunho e não foram punidos pelos crimes que cometeram.
Sobre os serviços, Cristine avalia muito bem o setor saúde. Ela teve todo acompanhamento necessário, compreensão e apoio. Mas, para ela, os setores que poderiam impedir que ela continuasse sendo agredida pelo pai não atuaram de modo adequado. Lentos e inoperantes na resolução de seu problema, ela sugere à delegacia, ao IML e à Procuradoria que sejam mais eficientes no cumprimento de suas responsabilidades.

ADELINA
Adelina voltava de uma festa, com uma amiga e o marido. No caminho de casa, eles foram abordados por três rapazes armados de revólver. Era um assalto. O marido da amiga foi imobilizado e sua mulher ameaçada de morte. Adelina foi espancada pelo assaltante que percebeu sua tentativa de esconder alguns pertences. Ele lhe puxou pelos cabelos, lhe deu murros, coronhadas de revólver e atirou duas vezes bem próximo de seus ouvidos. Em meio a todas essas agressões ele a empurrou para o lado de uma barraca que havia na calçada, um local mais escuro, e a estuprou. Um segundo assaltante aproximou-se também para violentá-la e lhe mordeu os seios.
Com medo de alguma doença, com medo da Aids, sentindo muitas dores, nojo e raiva dos agressores, Adelina teve medo também de chegar em casa naquelas condições e ser responsabilizada pelo marido, do que ocorrera. Foi até a casa de sua mãe e não conseguiu acordá-la. Decidiu dormir na casa da amiga.
No dia seguinte foram a um hospital onde foi examinada (mas não medicada) e encaminhada ao serviço de referência. Era domingo, não havia pessoal preparado para atendê-la. Ela não foi examinada, nem recebeu qualquer orientação. Oportunidade perdida. Pediram-lhe que retornasse no dia seguinte. Voltou ao serviço dois dias depois por insistência do marido. "Você vá. Você não conhece esses maus elementos, não sabe o que eles têm, é melhor fazer um exame, senão eu não quero nada com você não". Nessa consulta foram tomadas as providências para anticoncepção de emergência e profilaxia de doenças sexualmente transmissíveis e iniciado o acompanhamento psicológico.
A demora na entrega dos exames é a única queixa de Adelina em relação aos serviços de saúde. O atendimento da equipe especializada foi considerado muito bom. Sentiu-se protegida. Recomenda apenas mais agilidade nos resultados dos exames.
O marido de Adelina, de fato só acreditou que a mulher foi agredida depois da confirmação médica e só passou a ajudá-la depois de conversar com a psicóloga. Até então, ele acreditava que ela era a culpada e ameaçou-a com a separação caso o teste anti-HIV fosse positivo.
Ao deixar o hospital, Adelina procurou a amiga para prestar queixa, porque ela havia reconhecido um dos agressores pela voz. A amiga, recusou-se a testemunhar e se Adelina quisesse que prestasse queixa sozinha, esquecesse que estava acompanhada .
Com medo de uma possível vingança, Adelina desistiu de denunciar os assaltantes. Não obstante, dois foram presos ao assaltar e ferir um policial. Um deles tinha uma tatuagem no braço. O pai de Adelina fez o reconhecimento na delegacia a partir de suas informações.
Adelina mudou de opinião frente ao problema da violência sexual. Para ela isso não existia, as mulheres que diziam ter sofrido estupro estavam inventando e por isso não mostravam a cara quando falavam na televisão. Agora não. Ele entende os motivos que uma mulher tem para não querer mostrar o rosto nem falar do assunto depois de agredidas sexualmente. Mesmo assim, ela recomenda as mulheres vítimas de violência denunciem os agressores.


Rhamas

Receita deixa de emitir CPF em cartão de plástico a partir desta segunda


Agora, cidadão usará RG, carteira de trabalho ou habilitação para comprovar cadastro

A partir de segunda-feira (6), a Receita Federal vai parar de emitir o cartão de plástico do CPF. Agora, o governo passará a fazê-lo apenas por meio do comprovante de inscrição no CPF.

O documento é gerado no ato do atendimento realizado pelo Banco do Brasil, Correios e Caixa Econômica Federal ou impresso a partir da página da Receita Federal na internet.

Os órgãos públicos e as empresas em geral deverão parar de pedir ao cidadão a apresentação do cartão CPF em formato plástico para comprovar a sua inscrição no cadastro.

A partir de agora, segundo a Receita, a comprovação de inscrição no CPF pode ser feita com a apresentação dos seguintes documentos:

- Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social), carteira de identidade profissional, carteiras funcionais emitidas por órgãos públicos, cartão magnético de movimentação de conta-corrente bancária, talão de cheque bancário e outros documentos de acesso a serviços de saúde pública de assistência social ou a serviços previdenciários, desde que conste neles, o número de inscrição no CPF;

- Comprovante de Inscrição no CPF emitido pelas entidades conveniadas à Receita Federal (Banco do Brasil, Correios e Caixa Econômica Federal). Ou seja, o cartão plástico já emitido ainda vale;

- Comprovante de Inscrição no CPF impresso a partir do site da Receita Federal;

- Outros modelos de cartão CPF emitidos de acordo com a legislação vigente à época.

- cidadão pode ainda imprimir a 2ª via de seu Comprovante de Inscrição no CPF por meio da página da Receita na internet, quantas vezes forem necessárias, sem custo.

Ao mesmo tempo, a autenticidade do documento também pode ser checada por qualquer pessoa via internet.


R7

Menino de 12 anos pode ser o mais novo do mundo a passar a vida na cadeia

Flórida (EUA) - Promotores americanos estão convencidos a condenar Cristian Fernandez, de 12 anos, à prisão perpétua por ter espancado seu irmão David, de 2 anos, até a morte, na cidade de Jacksonville, Flórida, nos Estados Unidos. Os advogados do caso querem que Cristian seja julgado como maior, conta o jornal Daily Mail.

A promotora Angela Corey foi uma das que recomendou o julgamento inédito. "O público tem o direito de se proteger deste jovem agressor", afirmou. Se Cristian fosse julgado como menor e condenado, ele sairia da cadeia ao completar 21 anos.

O bebê de 2 anos morreu de hemorragia cerebral, causada por uma fratura no crânio, dois dias após ser admitido no hospital. A autópsia mostrou que os ferimentos foram causados por espancamento, que gerou traumas severos em todo o corpo.


O DIA ONLINE

Líbia é acusada de mentir sobre crianças supostamente feridas em bombardeios


Autoridades líbias estão sendo acusadas de manipulação da mídia depois de levar jornalistas estrangeiros a um hospital para ver o que o governo alega ser crianças vítimas de bombardeios da Otan.

Segundo o correspondente da BBC em Trípoli Wyre Davies, um grupo de jornalistas foi levado nesse domingo a um hospital em Trípoli, depois de ver uma casa que teria sido danificada em um ataque das forças ocidentais, próximo a instalações militares.

O repórter afirma que, já no hospital, um funcionário não-identificado passou uma nota a um jornalista, dizendo que uma menina inconsciente, identificada como ferida por um bombardeio, era, na verdade, vítima de um acidente de trânsito.

O correspondente da BBC diz que as suspeitas de manipulação foram reforçadas mais tarde, quando um homem sentado ao lado da cama da criança, afirmando ser seu tio, acabou sendo identificado como uma autoridade da mídia estatal líbia.

A Líbia vem sendo alvo de ataques aéreos comandados pela Otan e autorizados por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, sob a justificativa de proteger os civis em meio aos conflitos entre rebeldes e forças leais ao governo.

Os insurgentes e as forças leais ao líder líbio, coronel Muamar Khadafi, se enfrentam em combates em diversas áreas do país desde fevereiro deste ano, depois da realização de protestos populares exigindo reformas democráticas e a mudança do governo.

Condições rígidas
Davies afirma que a mídia estrangeira trabalha em condições extremamente rígidas e restritivas na Líbia.

"Quando somos levados por guardas do governo para ver as consequências de bombardeios da Otan, aquilo que nos é apresentado é impossível de verificar e, francamente, às vezes difícil de acreditar", diz o correspondente da BBC.


BBC Brasil

'Fogueteira do Maracanã' tem morte cerebral no Rio


Rosinery Mello do Nascimento sofreu aneurisma cerebral no sábado.
Ela lançou sinalizador durante partida pelas Eliminatórias da Copa de 90.


Rosinery Mello do Nascimento, de 45 anos, que ficou conhecida como a “fogueteira do Maracanã” após lançar um sinalizador no gramado do Maracanã, durante uma partida entre Brasil e Chile, pelas Eliminatórias da Copa de 90, teve morte cerebral na noite de sábado (4), no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.

De acordo com amigos, Rosinery sofreu um aneurisma cerebral na madrugada de sábado, foi operada, mas não resistiu. A família vai doar os órgãos dela.

Casada com um militar da Marinha, ela deixou três filhos – um do primeiro casamento e dois do segundo. Rosinery morava em Araruama, na região dos Lagos.

Após ter ganhado fama com o episódio do sinalizador no Maracanã, Rosinery foi convidada para posar nua e virou capa da revista masculina "Playboy" de novembro de 1989.

Sinalizador no gramado
No dia 3 de setembro de 1989, Brasil e Chile se enfrentaram pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Itália. Aos 24 minutos do segundo tempo, com o Brasil vencendo por 1 a 0, a torcedora Rosinery Mello, que tinha 24 anos na época, disparou um sinalizador usado em embarcações. A chama caiu no gramado, próxima do goleiro chileno Roberto Rojas, que desabou no chão.

A impressão de todos, tanto no estádio quando os que assistiam à partida pela tevê, era que Rojas havia sido atingido, uma vez que os chilenos se retiraram do campo, com o goleiro sendo carregado ensanguentado. O árbitro argentino Juan Lostau, então, encerrou a partida após aguardar a volta dos chilenos durante 20 minutos, o que não aconteceu.

Presa em flagrante, Rosinery foi solta pouco tempo depois, após ter sido constatada a má-fé dos chilenos no incidente. Algumas imagens de tevê e fotos de jornais mostraram que o sinalizador não atingiu o goleiro, que manteve uma lâmina escondida dentro da luva e, assim que o sinalizador caiu no gramado, desabou e cortou o próprio supercílio com a lâmina, o que foi confirmado pelos exames de corpo de delito, que não encontraram vestígios de pólvora no ferimento.

O Brasil escapou da punição e Rosinery ganhou status de estrela. Chegou a ser homenageada no Chile anos mais tarde. Já Rojas, o técnico Orlando Aravena, o médico Daniel Rodríguez e o dirigente Sergio Stoppel foram banidos do futebol pela Fifa. O capitão da equipe, Fernando Astengo, e a Federação Chilena foram suspensos por quatro anos. O Chile, então, não pôde disputar as Eliminatórias para a Copa de 1994. Em 2001, Rojas foi anistiado pela Fifa e voltou a trabalhar com o futebol, passando a ser preparador de goleiros e, posteriormente, técnico do São Paulo.


G1

Ajuda de mãe


Uma mulher transforma a doença do filho em esperança para muitas famílias de vários cantos do Brasil. Assim nasceu a Associação de Apoio à Criança Cardiopata Pequenos Corações



Marcia Adriana Rebordões estava grávida de cinco meses do segundo filho, Thiago, quando os médicos disseram que ele não sobreviveria mais do que três dias após o parto. Veio do ecocardiograma fetal o diagnóstico: Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), uma grave má formação que causa a morte dos bebês ainda no primeiro mês de vida em 95% dos casos. “Era tudo muito desanimador. Procurei informações na internet e não encontrei nada”, lembra Marcia Adriana, 38 anos. Foi então que, junto com o marido, Paulo, saiu de Bauru, interior de São Paulo, rumo à capital para consultar médicos especializados.

Depois de muita procura, o casal encontrou uma equipe que tratava de cardiopatia congênita e deu suporte à gravidez de Marcia Adriana. Graças a esse apoio, Thiago nasceu e viveu três anos e meio. Chegou a ficar seis meses no hospital e passou por três cirurgias. “Apesar de tudo, ele sorria o tempo todo. Era uma criança feliz.” Além dos pais, mais uma pessoa acompanhava tudo isso muito de perto: a primeira filha do casal, Vitória, que tinha 6 anos quando Thiago nasceu. “Nos afastamos para cuidar dele, e depois tive que me reaproximar, com acompanhamento psicológico. Hoje ela sabe que tem o espaço dela em casa, assim como ele.” A morte do menino aconteceu há um ano, mas esse não é o único lado da história: em 2007, a advogada criou um site – o http://www.pequenoscoracoes.com.br/ – e gerou esperança em mais de 350 outras mães com a Associação de Apoio à Criança Cardiopata Pequenos Corações.

Com as raras informações sobre a doença, Marcia Adriana em pouco tempo atraiu mensagens de diversas gestantes na mesma situação, e acabou estendendo o repertório para outras cardiopatias. Ela deixou o emprego em uma área de finanças para se dedicar à associação ao lado das amigas internautas Larissa Mendes, que mora na Itália, Fabíola Bilro, de Recife, e Patrícia Drummond, de São Paulo, também mães de cardiopatas.

Outra prioridade da ONG são os projetos de conscientização da sociedade e do governo, como a inclusão do ecocardiograma fetal nos exames de rotina de qualquer pré-natal.
Como Marcia Adriana, mulheres de outras cidades e estados buscam tratamento para os filhos em São Paulo, e muitas não têm condições de pagar estadia e alimentação. Para acolhê-las, a associação decidiu alugar, no começo deste ano, dois quartos de hotel na região central da capital, que abrigam de cinco a dez pessoas. Os familiares recebem um kit de higiene pessoal, além de café da manhã e jantar. Foram 150 atendimentos nos primeiros seis meses. Quando não há mais espaço, as pessoas são encaminhadas à Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração, outra ONG que funciona na capital.

A estrutura da organização ainda é pequena. Há uma secretária, uma psicóloga e uma professora de artesanato. “Diante de tudo, as mães se sentem impotentes e desqualificadas. As aulas de artes servem para distrair um pouco”, diz Marcia Adriana. Voluntários dão apoio emocional às famílias e todo o tipo de informação necessária, desde como encaminhar a criança para tratamento e cirurgia até quais são os benefícios oferecidos pelo governo, além de prestar assessoria jurídica.

A associação vem se estruturando cada vez mais. Recentemente, foi registrada em cartório e, com o CNPJ, poderá ter parceiros empresariais e expandir suas ações. Hoje, a Pequenos Corações se mantém com contribuições de pequenos mantenedores (familiares e médicos) e da venda do Calendário Pequenos Corações com fotos de crianças cardiopatas. “Nosso sonho é alugar um imóvel e ter uma sede oficial, onde abrigaríamos ainda mais famílias.” Muitos se surpreendem com a opção de Marcia Adriana. “Preferi, em vez de lamentar, compartilhar com outras mães tudo que eu aprendi.” Paralelo à ONG, a advogada tentava ser mãe novamente e, enquanto fazíamos esta reportagem, ela teve a confirmação que tanto queria: está grávida de trigêmeos.

Nota da redação: Após o encerramento desta edição, infelizmente, Marcia Adriana Rebordões perdeu os bebês.

Crescer

domingo, 5 de junho de 2011

Universitária desaparece em Maceió e família faz buscas


Ela foi vista pela última vez no Cesmac, onde cursa o 8º período de fisioterapia

A estudante do 8º período de fisioterapia Giovanna Tenório Andrade, de 28 anos, está desaparecida desde o dia 02 de junho (quinta-feira). Ela foi vista pela última vez quando estava no Centro Universitário Cesmac, no bairro do Farol, em Maceió.

Conforme a família da estudante, a jovem teria dito que depois das aulas almoçaria com um amigo no supermercado Unicompra, localizado na Avenida Tomaz Espíndola, no bairro do Farol. “Ela nem se encontrou com o colega, nem voltou para casa”, disse Larissa Tenório Andrade, irmã da universitária.

A jovem, segundo a família, não tinha namorado e não apresentava comportamento diferente nos últimos dias.

Quem tiver informações sobre a universitária pode ligar para o Disque Denúncia da Polícia Civil (0800 284 9390) ou para o telefone da família (99247503


Gazetaweb

Caso Casey Heynes: o bullying e a omissão da escola





O vídeo divulgado na internet gerou muita polêmica, mas quase ninguém se perguntou o que houve para a situação chegar a esse ponto. Confira a opinião dos especialistas

Uma cena de bullying gravada em vídeo se espalhou rapidamente pela internet nos últimos dias e ganhou destaque na imprensa mundial. As imagens, registradas em uma escola australiana, mostram o momento em que Casey Heynes - aluno de 15 anos constantemente agredido pelos colegas - se rebela e parte para cima de um de seus agressores. Com o sucesso na rede, Heynes passou de vítima a herói. Alguns dias depois, os dois garotos eram entrevistados em programas de televisão, apresentando sua versão dos fatos (assista aos vídeos ao lado).

No calor da repercussão e na maneira superficial como o tema foi tratado pelas emissoras, perguntas fundamentais ficaram sem resposta. Qual o papel da escola na história? O que levou o garoto à reação extrema? Há, de fato, algum herói? Para responder a essas e outras dúvidas, NOVA ESCOLA ouviu as pesquisadoras Adriana Ramos e Luciene Tognetta, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As considerações das especialistas têm como objetivo mostrar a professores, gestores e pais quais ensinamentos podem ser tirados do fato e como usá-lo no combate - constante - ao bullying.

O papel da escola
Pelos comentários publicados na internet sobre o vídeo e pela própria maneira como as reportagens foram editadas, percebe-se que quase ninguém questionou o papel de professores e gestores da escola australiana. As especialistas da Unicamp explicam que, por ser um problema que ocorre entre os alunos, o bullying pode mesmo demorar para ser detectado. "Em muitos casos, quando pais e professores ficam sabendo, a criança já sofre há pelo menos dois anos", comenta Adriana Ramos.

Essa dificuldade, no entanto, não deve ser usada como desculpa para a escola se eximir de responsabilidade. No caso australiano, há fortes indícios de que professores e gestores foram omissos. "Não é possível que ninguém viu o menino passar por tanta humilhação", comenta Luciene Tognetta. Tudo leva a crer que a escola não tomou as atitudes necessárias nem antes nem depois de o problema aparecer.

A reação da diretoria ao saber da briga reforça essa suspeita. Ao saber do ocorrido, a escola optou por suspender os dois alunos. Com isso, deixou de lado todas as características do bullying e passou a lidar com o problema como se fosse uma briga comum - sem dar importância para as razões que levaram Heynes ao ato de violência. "Ao suspender os dois, a escola não evidencia que, por trás da violência, está o bullying, nem dá a eles a chance de refletir sobre a questão", diz Adriana.


Continue lendo
Como evitar o bullying e o que fazer quando ele ocorre?

Como discutir o caso Casey Heynes com os alunos?


Nova Escola

ONU pede mais verbas para tratamento de portadores de HIV


O programa de Aids na ONU (Unaids) pediu o aumento das verbas para o tratamento de pessoas portadoras do vírus HIV.

Michael Sidibe, diretor do programa, disse que o desafio no combate à Aids é expandir o acesso a remédios e lidar com os fatores sociais que estigmatizam a doença.

Segundo a Unaids, enquanto as verbas para tratamento da doença em países de renda média ou baixa aumentaram dez vezes entre 2001 e 2009, os recursos internacionais diminuíram em 2010. E muitos governos ainda dependem de recursos externos.

"Temo que os investimentos internacionais estão caindo em um momento em que a resposta à Aids está dando bons resultados para as pessoas", disse.

"Se não investirmos agora, teremos que pagar muito mais no futuro."

"O acesso ao tratamento vai transformar a resposta à Aids na próxima década. Precisamos investir no processo de aceleração e descobrir novas opções de tratamento", acrescentou.

Sidibe afirmou ainda que o desafio, além de expandir o acesso à remédios, também é enfrentar os fatores sociais que ainda geram preconceito, fazendo com que principalmente as mulheres fiquem em situação vulnerável.

Para isso, a Unaids acredita que um investimento de pelo menos US$ 22 bilhões é necessário até 2015, US$ 6 bilhões a mais do que está disponível atualmente.

O programa de Aids da ONU estima que estas verbas evitariam 12 milhões de novos casos de infecção pelo HIV e 7,4 milhões de mortes relacionadas à Aids até 2020.

Queda
Na quinta-feira, um relatório da ONU informou que houve uma queda global de cerca de 25% em novos casos de infecção pelo HIV e uma redução nas mortes relacionadas à Aids na última década.

Na Índia, a taxa de novos casos de infecção pelo HIV caiu mais de 50% e, na África do Sul, mais de 35%. Os dois países tem o maior número de pessoas vivendo com HIV de seus continentes.

O relatório foi publicado antes do 30º aniversário, neste domingo, do primeiro caso de Aids informado, na época, pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

A Assembleia Geral da ONU deve se reunir em Nova York para discutir a epidemia da doença a próxima semana, com 20 líderes do mundo todo e mais de cem ministros.

Estima-se que cerca de 34 milhões de pessoas estavam vivendo com o HIV em 2010 e cerca de 30 milhões tenham morrido de causas relacionadas à Aids desde 1981, de acordo com o relatório.

Comportamento
O relatório também afirma que, na terceira década da epidemia, as pessoas estão começando a adotar um comportamento sexual mais seguro, refletindo o impacto da prevenção do HIV e dos esforços para conscientização.

Mas, segundo o documento, ainda há falhas, pois homens jovens tem mais chances de ser informados sobre o HIV do que as mulheres jovens.

Também houve um avanço significativo na prevenção de novos casos de HIV entre crianças e um aumento no número de mães que vivem com HIV e conseguem acesso a antirretrovirais durante a gravidez, parto e amamentação

"Trinta anos atrás esta doença misteriosa era chamada de peste gay, (...) as pessoas tinham medo uma das outras. Agora, o mundo é completamente diferente, nós quebramos a conspiração do silêncio", disse Sidibe.

No entanto, o relatório descobriu que, no final de 2010, cerca de 9 milhões de pessoas que precisavam de tratamento não recebiam os remédios e que o acesso aos tratamento para crianças era mais baixo do que para adultos.

E, enquanto a taxa de novos casos de infecção pelo HIV teve uma queda global, o número todal de infecções por HIV continua alto, cerca de 7 mil por dia.


BBC Brasil

sábado, 4 de junho de 2011

Divulgado perfil sobre adolescente em conflito com a lei no DF


Segundo a pesquisa, 31,5% dos adolescentes declararam consumir drogas, 19% bebida alcoólica e 9% consomem ambos, sendo que, a maior parte (49,3%) o faz há mais de um ano

A Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude acaba de divulgar o "Relatório de Pesquisa - Perfil do Adolescente Infrator". Reaizado ao longo de nove meses, os servidores do Ministério Público acolheram informações durante as oitivas informais e os plantões de adolescentes em conflito com a lei no Distrito Federal. Os dados foram coletados entre março e dezembro de 2010 por meio de questionário eletrônico, respondidos espontaneamente por 504 adolescentes.

O questionário é composto de 4 blocos: Perfil do adolescente (idade, sexo, local e existência de reiteração da prática de ato infracional), estrutura familiar (companhia na residência, ajuda financeira do responsável legal, existência de trabalho e motivo para trabalho), situação escolar (existência de matrícula, meio de locomoção utilizado para ir à escola, evasão escolar e reprovação) e aspectos comportamentais (consumo de bebida alcoólica, substância entorpecente, prática de esportes, existência de planos profissionais para o futuro e de sonhos).

Os adolescentes que responderam à pesquisa têm entre 12 e 20 anos e a idade médica constatada mais recorrentemente é entre 15 e 17 anos. Quase 90% são homens. Dos entrevistados, 46,2% dos adolescentes praticaram o ato infracional na região administrativa de sua residência, enquanto que 46,8% saíram de sua região administrativa, onde moram, para praticar o ato infracional.

Família
A presença da mãe na residência foi indicada por mais da metade (83%), a presença do pai foi apontada em 38,5% dos casos e a presença de ambos os genitores foi indicada por aproximadamente um terço dos participantes. A maioria dos participantes (91%) recebe alguma ajuda financeira dos seus responsáveis e, dentre os adolescentes que não recebem ajuda financeira, mais da metade refere-se à figura paterna.

Quanto ao trabalho, 21% responderam que trabalham e pouco mais de três quartos não trabalham. Dentre os adolescente que não trabalham, 29% responderam já terem trabalhado. Os adolescentes que trabalham ou já trabalharam, afirmaram como motivo para a realização da atividade, primeiramente a necessidade pessoal (47%) e, em segundo lugar, o sustento familiar (21%).

Escolaridade
Em relação ao nível de escolaridade, a maioria (55%) encontra-se no ensino fundamental; 14,4% encontram-se na aceleração; 5,7% no supletivo e apenas 24,4% no ensino médio. 26,8% afirmaram não estar matriculados. Em relação ao motivo de não estarem matriculados na escola, 29,6% apontaram a falta de vaga.

Quanto ao último ano dos adolescentes não matriculados, 44,4% apontam 2009. Isso significa que muitas evasões são recentes. A matrícula, entretanto, não garante a frequência regular do estudante às aulas. Pela pesquisa, 18,2% dos adolescentes não frequentam a escola.

Quanto à localização da escola, 66,4% dos adolescentes estudam na mesma região administrativa onde moram e 33,6% estudam longe do local da residência, sendo que 53% vão à escola à pé e 31% utilizam o transporte coletivo.

Os atos infracionais mais recorrentes são roubo (22%) e tráfico de drogas (16%). A proporção daqueles que cometeram atos graves, como homicídio, roubo, tráfico de drogas, porte de arma de fogo ou estupro, é de 53% e a proporção dos que cometeram atos não graves é de 46%, como falsidade ideológica, pichação, ameaça ou dano. Quase a metade (46%) já afirmou ter praticado outro ato infracional, ou seja, reiteraram em praticar atos infracionais.

A Pesquisa demonstrou alto índice de reprovação escolar (90,5%) entre os adolescentes infratores.

Drogas
A ligação entre infração e uso de drogas também foi investigada pela pesquisa. 31,5% declararam consumir drogas, 19% bebida alcoólica e 9% consomem ambos, sendo que, a maior parte (49,3%) o faz há mais de um ano. Dentre os adolescentes que declararam já ter feito uso desses produtos, 15,9% declararam ter feito uso de droga, 16,3% de bebida alcoólica e 6% de ambos.

Quanto à questão a que levou o adolescente a parar de consumir bebida alcoólica e/ou droga, está 79% como "vontade própria" do jovem. A alternativa "influência dos colegas" (49,3%) foi a mais indicada pelos adolescentes para justificar o uso de entorpecentes e/ou bebida alcoólica. 26% afirmaram não ter planos profissionais para o futuro e 29% não tem sonhos.

A pesquisa demonstrou evidência de associação entre a qualificação do ato infracional (grave e não grave) e a existência de consumo de substância entorpecente e/ou bebida alcoólica. 64% dos adolescentes que praticaram atos graves afirmaram consumir os citados produtos, enquanto que apenas 35,9% dos adolescentes que praticaram atos não graves afirmaram não consumirem tais produtos. A qualificação do ato infracional costuma ser grave nos casos em que existe o consumo de álcool ou drogas.

A Pesquisa não trouxe evidências de associação entre a qualificação do ato infracional e a matrícula e frequência em escola. A porcentagem entre adolescentes que estão ou não matriculados e frequentam ou não a escola é praticamente a mesma. Também não houve evidência de associação entre a frequência regular à escola e a existência de consumo de bebida alcoólica e/ou droga.

Questões como existência entre os locais de residência do fato e qualificação do ato infracional; entre a frequência regular à escola e a existência de proximidade entre os locais de residência e do local do ato infracional; entre o consumo de bebida alcoólica/uso de droga e a existência de proximidade dos locais de residência e do ato infracional; existência de planos profissionais/sonhos e qualificação do ato infracional; frequência regular à escola e existência de sonhos; ajuda financeira do responsável e qualificação do ato infracional; ajuda financeira do responsável e frequência regular à escola também foram abordadas. A prática de esportes, porém, apontou uma diferença inusitada: aqueles que praticam esportes aparecem mais como autores de atos graves do que os que não praticam. O esporte mais indicado foi o futebol, com a incidência de 78% das respostas.

Fonte: Andi Comunicação e Direitos, uma organização integrante da Rede ANDi Bras


prómenino

Menino espancado em MS apanhou com galho de goiabeira, diz delegada

Denunciado por vizinhos, um jovem de 20 anos foi preso na tarde desta quinta-feira (2), suspeito de espancar o enteado de apenas três anos com tapas e usando uma vara feita com galho de árvore. O caso aconteceu na Vila Planalto, em Campo Grande. Segundo informações da Polícia, a criança teve hematomas provocados pela violência em vários locais pelo corpo, até mesmo nas partes íntimas.

Uma mulher de 46 anos, vizinha e uma das testemunhas no caso descreve a vítima como uma criança carente de afeto em um ambiente familiar marcado por constantes discussões e cenas de violência. Ela, que não terá o nome divulgado, diz ter pena do menino pela forma como é criado.

“Eu vi várias vezes a mãe bater nele e o deixar trancado em casa. Quando eu questionava, ela dizia 'eu crio meu filho desse jeito e assim que tem que ser”, relata a testemunha. A família, segundo ela, mudou-se para a residência na Vila Planalto há quase três meses e, apesar da pouca convivência, foi possível notar o comportamento violento do padrasto da vítima, suspeito das agressões. “Ele é bem estúpido, escutei ele brigando várias vezes com ela (a esposa, mãe da criança).

No dia das agressões, segundo ela, outra vizinha foi até a casa da família acionada pelo padrasto, que viu as marcas deixadas pelo espancamento enquanto dava banho no enteado. A Polícia Militar foi acionada e um terceiro morador do bairro levou o menino para a delegacia. “Isso não pode ficar assim, ele não pode ficar impune”, exclama a mulher de 46 anos.

O caso
Segundo a Polícia Civil, o suspeito tem 20 anos e cuidava da criança enquanto a esposa, mãe do menino, viajou para um velório de parentes no interior de Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira (2), o menino chorou ao ser acordado para ir à escola e teria provocado a raiva no padrasto.

O caso é investigado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), pela delegada Regina Márcia Rodrigues. Ela relata que o suspeito arrancou um galho de uma goiabeira e agrediu o enteado até ela quebrar. Depois, deu tapas e bateu com o chinelo no menino. “Ele ainda puxou e chegou a arrancar parte do cabelo da criança”, conta a delegada.

O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou a criança para um abrigo. A mãe chegou de viagem nesta quinta-feira. Segundo Rodrigues, já existiam três denúncias de maus tratos contra ela e por causa disso, não conseguiu pegar o filho.

A mulher foi ouvida e disse à delegada que não se importava em passar a guarda da criança para o pai, que mora em outra cidade, desde que o menino saísse do abrigo. A mulher, de acordo com Rodrigues, negou ter batido e presenciado qualquer cena de violência praticada pelo marido contra o menino.

G1

MEC abra sindicância para apurar falha em livro com erros grosseiros de matemática



BRASÍLIA - O Ministério da Educação pediu à Controladoria Geral da União (CGU) para abrir sindicância e apurar os responsáveis por erros encontrados numa publicação distribuída pelo MEC para escolas rurais em todo país no final do ano passado. Técnicos do próprio ministério descobriram textos com frases que não terminam, contas aritméticas com resultado errado e ainda outros problemas de revisão em publicação produzida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad). Um dos erros mais gritantes está no livro de matemática: lá está escrito 10 - 7 = 4 . Foram distribuídos 200 mil exemplares da coleção que tem 35volumes e custou R$ 14 milhões.

Os livros fazem parte de um material de apoio destinado a escolas rurais que reúnem numa mesma sala alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Apesar de a sindicância só ser instalada a partir da próxima segunda-feira, os erros na publicação já provocaram uma baixa no governo: o secretário executivo da Pasta dos Direitos Humanos, André Lazaro, pediu demissão nesta sexta-feira. Ele era o chefe da Secad quando os livros foram editados e distribuídos no ano passado.

O MEC determinou a suspensão do uso do material nas escolas.


O Globo

Professora Amanda Gurgel cala secretária da Educação e deputados.


18 de maio de 2011 às 11:38
A educadora Amanda Gurgel protestou contra as condições de trabalho precária dos professores no Brasil

Parabéns à Professora Amanda Gurgel pela coragem de enfrentar a elite política, que "tenta" enganar a todos nós como aquele chove não molha de que só a educação pode mudar o país e trata nossos professores com desreipeito, o professor que estudou toda a sua vida inteira, muitos mestrados, doutores, que gastou muito dinheiro para aprender e quando vai repassar esse conhecimento para seus seguidores (os alunos), recebe um mísero salário de R$ 950,00 por mês.

Vai só para constar:

Nada contra o cara pois sei que ele é apenas mais um a mamar nas tetas do governo:

O grande parlamentar brasileiro TIRIRICA foi diplomado em 17.12.2010.................
Salário: R$ 26.700,00
Ajuda Custo: R$ 35.053,00
Auxilio Moradia: R$ 3.000,00
Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00
Despesa Médica pessoal e familiar: ILIMITADA E INTERNACIONAL (livre escolha de medicos e clinicas).
Telefone Celular: R$ ILIMITADO.
Ainda como bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00)
Passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre
Reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano.
Mensalão: À COMBINAR!!!
Custo médio mensal: R$ 250.000,00
Aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral.
Fonte de custeio: NOSSO BOLSO!!!!!!

Fica a minha injuria.
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"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um animal. E nesse dia, todo o crime contra um animal será um crime contra a humanidade." (Leonardo da Vinci)

"Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.
Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto."
Jeremias 17: 7-8


E-mail enviado por Beatriz Carrazzoni

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Número de países com infecção por E.coli sobe para 12


BERLIM - A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta sexta-feira que 12 países já registraram casos de infecção da variante da bactéria Escherichia coli e da síndrome hemolítico-urêmica (HUS), que já mataram 18 pessoas no mundo todo. A Noruega foi o último país a confirmar oficialmente a ocorrência da doença.

Ao todo, pacientes adoeceram por contaminação de E.coli em Alemanha, Áustria, República Tcheca, Dinamarca, França, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia Suíça, Reino Unido e os Estados Unidos. A região ao redor da cidade de Hamburgo, no norte da Alemanha, é o epicentro da crise, e acredita-se que todos os países tenham sido contaminados no país, provavelmente após comer alfaces, tomates, pepinos ou outros vegetais em saladas cruas.

As autoridades ainda não identificaram a fonte da bactéria e continuam recomendando que seus cidadãos não comam vegetais crus.

O centro de controle de doenças da Alemanha divulgou nesta sexta-feira 199 novos casos nos últimos dois dias do tipo da bactéria E.coli, que até agora causou pelo menos 17 mortes no país. O Instituto Robert Koch disse em comunicado que foram registrados 149 casos de infecção por E.coli e 50 da síndrome hemolítico-urêmica. Os novos dados elevam o total de casos na Alemanha desde 1º de maio para 1.733.

No mundo todo, 552 casos de HUS (12 fatais) e 1.271 casos de E.coli sem HUS (seis fatais) foram notificados oficialmente, levando o número total de casos a 1823, dos quais 18 foram fatais.

Avanço:Cientistas identificam tipo de bactéria causadora do surto de E.coli na Alemanha

O governo alemão criou uma força-tarefa E.coli e a chanceler Angela Merkel conversou com o primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez-Zapatero sobre o impacto do problema sobre os fazendeiros espanhóis, inicialmente responsabilizados pelo surto, informou um porta-voz.

Na última quinta-feira, a Espanha disse que pediria um ressarcimento dos danos causados pelo "erro clamoroso" alemão por associar o surto de E.coli a produtores espanhóis.

- Ficou claro com as análises da Agência Espanhola de Segurança Alimentar que não há a mínima suspeita de que a origem desta infecção tão grave venha de um produto espanhol - disse Zapatero em entrevista à rádio e TV públicas espanhola.

Na quinta-feira, a Rússia anunciou que suspenderia a importação de vegetais da União Europeia, por medo da variante da E.coli. A decisão iniciou uma disputa entre o bloco e o primeiro-ministro Vladimir Putin, que disse nesta sexta-feira que não poria fim ao embargo até as autoridades europeias identificarem a origem da bactéria.

A UE pediu a Moscou que desistisse da medida, argumentando que não há comprovação técnica que sustente a decisão, que contraria as regras da Organização Mundial do Comércio. A Rússia ainda não é membro da OMC, mas tem claras pretensões.

Em sua primeira declaração sobre o caso, Putin tentou explicar a posição russa:
- Estamos esperando nossos parceiros identificarem pelo menos a origem dessa infecção. Eles mesmos não são capazes de entender o que está acontecendo. Não podemos envenenar nosso povo em nome de um espírito - disse, referindo-se às normas da OMC que defendem igualdade das relações comerciais entre os países, sem imposições unilaterais que prejudiquem o comércio.

A agência russa de proteção ao consumidor afirmou em um comunicado que poderia relaxar a proibição se a Alemanha ou a UE fornecessem detalhes sobre as fontes da bactéria, como ela é transmitida e quais atitudes são necessárias para conter o surto.

O Globo

Bahia distribui baralho com fotos de criminosos para a população


Ação é uma campanha para tentar localizar foragidos da Justiça
O governo da Bahia vai distribuir baralhos com fotos de criminosos para a população. O motivo da ação é uma campanha para tentar localizar criminosos foragidos da Justiça.

Cada carta terá a foto e o nome do criminoso com o telefone do Disque-Denúncia. O jogo será distribuído gratuitamente para a população a partir da próxima semana.

Iraque

A medida é igual a tomada pelo ex-presidente dos EUA George W. Bush, durante a invasão das tropas americanas no Iraque. Na época, em 2003, Bush distribuiu um baralho com a foto das pessoas mais procuradas do governo de Saddam Hussein.

R7

Defensoria Pública quer fim do toque de recolher para jovens



A Defensoria Pública quer o fim dos toques de recolher instituídos para crianças e adolescentes em cidades do interior de São Paulo. A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na edição desta quinta-feira da Folha.

A reportagem completa está disponível para assinantes da Folha e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com a coluna, o órgão já entrou com pedidos de habeas corpus coletivo em Cajuru (298 km de SP) e Ilha Solteira (660 km de SP). Na primeira, a medida determina o recolhimento de crianças e adolescentes que estejam nas ruas depois das 23h.

Já em Ilha Solteira, a medida limita horários em que os jovens podem participar de festas. Os casos da cidade de Itapira e Fernandópolis também estão sendo acompanhados pelo órgão.


Folha OnLine

Multidão apedreja e queima macaco 'bruxo' na África do Sul

Os moradores do vilarejo de Kagiso, perto de Johanesburgo, na África do Sul, apedrejaram e queimaram vivo um macaco vervet depois de alegarem que o animal estava ligado a algum tipo de bruxaria.

Segundo o jornal sul-africano The Star, a multidão gritava "Mate aquele bruxo", enquanto o macaco era colocado em um balde e encharcado com gasolina. Em seguida, testemunhas relatam que os moradores atearam fogo ao animal.

Os boatos de que o macaco podia falar se espalharam no dia 23 de maio, quando o animal entrou no vilarejo. O bicho foi então capturado, apedrejado e queimado.

Antes de ser colocado dentro do balde e encharcado com gasolina, o animal conseguiu fugir e se refugiar em uma árvore, mas foi agarrado novamente e morto.

Um dos moradores de Kagiso, Tebogo Mswetsi, disse ao The Star que foi acordado por amigos logo pela manhã, que falaram sobre o macaco. Segundo eles o animal andava pelo vilarejo "falando com as pessoas".

Moswetsi se juntou à multidão por curiosidade e, quando o macaco subiu na árvore, foi ele quem o tirou de lá.

"Me sinto culpado, não devia ter tirado ele daquela árvore. Eu o derrubei depois que alguém despejou gasolina nele. Não tive escolha", disse Moswetsi ao jornal.

Traumatizante

A entidade de proteção dos animais locais, Comunity Led Animal Welfare (Claw), descreveu o incidente como "bárbaro" e enviou uma de suas gerentes, Cora Bailey, ao vilarejo, depois de ter sido alertada por um dos moradores, Johannes Bapela.

Bapela chamou a polícia para evitar a morte do animal, mas os policiais não conseguiram evitar a morte do primata.

"Eles bateram no macaco e então o incendiaram. Não consegui dormir naquela noite, pois foi muito traumatizante", disse Bapela ao The Star.

Para Bapela, as alegações de feitiçaria usadas para matar o macaco "não tem fundamento".

Cora Bailey, da Claw, afirma que chegou ao local tarde demais.

"Fiquei arrasada. Você mal podia dizer que (o macaco) tinha sido uma criatura viva. Havia crianças pequenas (no local) que ficaram muito confusas e assustadas", disse.

Bailey afirmou que os animais da região acabam vítimas da superstição devido ao fato de os moradores dos vilarejos não entender que este animais entram em locais habitados pois seu habitat natural foi destruído ou o animal se separou de seu grupo.


BBC Brasil

Estudantes raspam o cabelo para apoiar colega com câncer em MG


Três diretores da escola também aderiram à ação.
‘Não dá pra explicar, não. Me senti acolhido’, falou aluno com câncer.


Estudantes do ensino médio de uma escola em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio Doce de Minas Gerais, rasparam o cabelo para apoiar um colega de sala que faz tratamento para curar um câncer. Eles organizaram uma surpresa para o garoto de 17 anos, que acabou de passar pelas primeiras sessões de quimioterapia. A ação foi filmada nesta segunda-feira (30) e postada na internet.

“Fiquei meio sem ação. Só consegui rir. Quem não ficaria?", disse Arthur Gonçalves ao G1, contando o que sentiu ao abrir a porta da sala e encontrar os amigos com os cabelos raspados. Ele elogiou a atitude da turma e disse que se sentiu muito acolhido pelos amigos. “Não dá pra explicar, não. Me senti acolhido”, completou, dizendo que a surpresa trouxe motivação e força para continuar o tratamento.

Gonçalves está no terceiro ano e vai tentar vestibular para Engenharia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele enfrenta a doença com o apoio da família e da namorada.

O gesto foi emocionante, segundo a mãe dele. “A atitude dos meninos não foi comum. Foi uma coisa tão alto astral. Fizeram para que ele não se sentisse excluído por estar careca”, disse a mãe. Ainda segundo ela, as garotas da sala também se mobilizaram e acompanharam os colegas até o salão onde cortaram o cabelo.

O câncer, segundo a família, foi descoberto por acaso numa ida ao cabeleireiro. Ao perceber o caroço, ele foi ao médico e uma biopsia contatou um Sarcoma de Ewing na cabeça. O tratamento começou há 21 dias.

A ação do corte de cabelo coletivo foi toda idealizada pelos estudantes, segundo o diretor da escola Rodrigo Cunha. Mas ele e mais dois diretores também resolveram cortar os cabelos. “Resolvemos entrar pelo espírito de solidariedade, em apoio ao aluno e, principalmente, para ele não se sentir diferente da gente. Principalmente por isso. Para ele sentir um clima harmonioso ao regressar às aulas”, completou. Ainda segundo Cunha, o caso gerou uma boa notícia relacionada à educação. “A gente vê tantas tragédias, coisas ruins”, disse.

O vídeo postado na internet já foi visto por mais de 26 mil internautas em quatro dias. Um ex-aluno da escola assistiu ao vídeo em uma rede social e se emocionou com o caso. “Gostaria muito de partilhar a alegria profunda que senti quando soube da história. É uma motivação para as pessoas”, disse Victor Teixeira Aguiar.


G1

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Violência doméstica obriga crianças e adolescentes a viverem nas ruas


Eles abandonam suas casas por terem sofrido abuso sexual ou algum outro tipo de violência doméstica. São meninos morenos ou pardos com idade entre 12 a 15 anos, que não concluíram nem o primeiro grau e costumam sobreviver nas ruas com cerca R$ 80,00 por semana. Esse é o perfil da maioria dos garotos de rua no país, constatado pela Pesquisa Censitária Nacional sobre Crianças e Adolescentes em Situação de Rua, divulgada pela Secretaria de Direitos Humanos.

As brigas familiares e o abuso sexual são responsáveis por 71,6% dos meninos deixarem a família. Os dados apontam que 32,2% das crianças e adolescentes brigaram com pais e irmãos, 30,6% foram vítimas de violência física e 8,8% sofreram abuso sexual.

A pesquisa realizada com 23,9 mil meninos em 75 cidades brasileiras mostra ainda que há predominância do sexo masculino (71,8%), com idade entre 12 e 15 anos (45,13%). A maioria é parda ou morena (49%) e embora a maior parte deles esteja em idade escolar, 79,1% não concluíram o primeiro grau e 8,8% nunca estudaram.

Entre as crianças e adolescentes que nunca voltam para a família e dormem nas ruas, somente 23,3% buscam abrigo em casa de amparo. Outros 62,1% preferem dormir nas ruas. A falta de liberdade dentro das instituições (59,4%), a proibição do uso de drogas e álcool (38,6%) e a obrigatoriedade em respeitar os horários (26,9%) são apontados como os motivos principais para não frequentar os abrigos.

Eles sobrevivem pedindo dinheiro e alimentos ou trabalhando com a venda de produtos de pequeno valor (balas e chocolates), como engraxate, guardando carros ou na separação de lixo reciclável.

Entre os meninos que costumam dormir nas ruas, 77,1% relataram sofrer algum tipo de preconceito e discriminação, principalmente ao tentarem entrar em comércios (36,6%), no transporte coletivo (31,1%) e em bancos (27,4%).

Fonte: Childhood Brasil - 27/05/2011


prómenino

Aposentadoria especial para donas de casa é aprovada no Senado



As donas de casa que têm 60 anos e renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 1.090) poderão se aposentar por idade com 24 meses de contribuição ao INSS, segundo o Projeto de Lei 81/2011 aprovado, ontem, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Atualmente, são exigidos 180 meses (15 anos). O texto, agora, será enviado para a Câmara dos Deputados e, se for aprovado sem mudanças, seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Autora do texto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) estima que quatro milhões de mulheres poderão ser beneficiadas. Pelo projeto, o prazo de 24 meses de contribuição vale até 2014. A partir de 2015, haverá aumento gradual do tempo exigido até chegar aos 180 meses que são cobrados atualmente. Isso deve ocorrer para quem completar 60 anos a partir de 2027. O texto também define que o tempo de contribuição não precisa ser contínuo para garantir o benefício, bastando completar um total de 24 meses.

Sem alta programada

A CAS do Senado também aprovou ontem o texto que obriga o INSS a fazer perícia médica antes de suspender o pagamento de auxílio-doença de um segurado. Isso pode representar o fim da chamada alta programada, procedimento no qual o trabalhador já começa a receber o benefício sabendo o tempo de duração.

O projeto, assim como o que trata da aposentadoria das donas de casa, foi aprovado sem necessidade de passar pelo plenário. Dessa forma, segue direto para votação na Câmara. O autor da proposta, o senador Paulo Paim (PT-RS), afirma que a medida é necessária porque, muitas vezes, o benefício é cancelado sem que o trabalhador tenha se recuperado totalmente.

Pelas regras atuais, o segurado pode pedir a prorrogação do benefício, desde que agende uma perícia médica antes do fim determinado pela alta programada pelo INSS.



Menina leva cocaína do pai em saco de doces para a escola


Um suspeito de tráfico foi preso na Inglaterra acusado de esconder cocaína em um pacote de balas de goma, que a filha de 10 anos inadvertidamente levou para a escola.

A droga estava escondida em embalagens colocadas dentro de uma sacola de Haribo, bala popular entre as crianças, e foi descoberta quando a garota conversava com as amigas no fim da aula.

A polícia confirmou que o caso originou uma batida policial em uma residência em Newhaven, nas proximidades de Brighton. O homem, de 31 anos, foi preso e indiciado por posse ilegal de droga com intenção de traficar.

"Os policiais encontraram quantidades de pó branco e marrom, e do que se acredita ser folhas de maconha no endereço", disse o comunicado da corporação.

"A substância foi apreendida e a polícia está trabalhando junto à escola para estabelecer as circunstâncias do incidente."

Segundo o jornal The Daily Telegraph, a escola, Southdown Junior School, enviou cartas aos pais informando sobre o incidente, que ocorreu no dia 27 de abril.

"Você ensina seu filho sobre os perigos de aceitar balas de estranhos, mas nunca espera que o perigo esteja em um doce oferecido por outra criança", disse um pai citado pelo jornal, que não quis ser identificado.

"Não quero ficar preocupado com a possibilidade de meu filho consumir drogas fornecidas no recreio."

Segundo a imprensa britânica, o pai foi liberado sob fiança enquanto prossegue a investigação.

A menina, que não é considerada suspeita, está sob os cuidados da mãe, ainda segundo os jornais.


BBC Brasil

Polícia prende pai que foi filmado agredindo filhos em SP


Adolescente de 17 anos gravou lavrador batendo em irmãos.
Homem estava com prisão decretada pela Justiça.


A polícia prendeu nesta quarta-feira (1º) em Registro, no Vale do Ribeira, no interior paulista, o lavrador que foi filmado agredindo os filhos de 7 e 8 anos. O filho dele de 17 anos registrou as imagens da agressão com um celular. O homem estava com a prisão decretada pela Justiça desde o dia 19 de maio. Ele foi levado para a delegacia nesta quarta depois de um cerco de quase 40 policiais.

Para a polícia, ele disse que é usuário de drogas e que estava bêbado no dia que agrediu os filhos. De acordo com os policiais, o lavrador estava escondido em uma área de mata fechada.

O homem havia sido detido no dia 4 de maio após um vídeo em que ele aparece espancando dois filhos de 7 e 8 anos foi entregue à polícia. Ele, porém, foi solto após parentes pagarem fiança de R$ 1 mil.

As imagens mostram o pai no quintal da casa onde mora gritando e dando chutes na barriga e nas costas de um dos meninos. A criança se encolhe e leva mais chutes. O pai chama então o outro filho e começa a gritar. Ele pega a criança e com força a joga no chão.

O adolescente de 17 anos disse não se arrepender de ter gravado o vídeo. “Já era muito tempo que ele já batia nos meus irmãos, batia em mim. Aí chegou uma hora que eu cansei”, disse. Por segurança, ele agora vive com parentes por parte de mãe.

As crianças agredidas chegaram a ser levadas para um abrigo para receber tratamento psicológico.


G1

Homem de 61 anos é preso em motel com menina de 12 anos



RIO - Um homem foi preso em flagrante, na noite desta quarta-feira, dentro do quarto de um motel, na Rodovia que liga São Gonçalo a Itaboraí, com uma menina de 12 anos. Omero Mendes da Silva, de 61 anos, vai responder pelo crime de estupro de vulnerável.

Os policiais chegaram até o acusado após a mãe da adolescente comparecer na unidade policial pedindo ajuda, uma vez que sua filha estava com comportamento estranho e com dinheiro de origem duvidosa.

Na delegacia, a menina contou ter saído com um homem, que lhe pagava após os encontros. Foi feito o exame de corpo delito, confirmado que a adolescente já tinha tido relacionamento sexual. Os agentes, então, armaram o flagrante.


O Globo

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Unicef diz que cerca de 2,5 mil jovens contraem Aids diariamente no mundo


Segundo o documento, 41% dos contágios ocorrem entre pessoas de 15 a 24 anos

Cerca de 2,5 mil jovens contraem o vírus do HIV diariamente no mundo todo, segundo um relatório do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), apresentado nesta quarta-feira (01) em Johannesburgo.

Segundo o documento, elaborado pelo Unicef em conjunto com outras agências das Nações Unidas e o Banco Mundial, 41% dos contágios ocorrem entre pessoas de 15 a 24 anos, o que situa este grupo como o de maior risco, com um número de entre 4,3 milhões e 5,9 milhões de casos no mundo.

Calcula-se que cerca de 60% dos jovens soropositivos sejam mulheres; um número que se eleva para 72% na África Subsaariana, a região mais afetada do mundo, segundo o relatório publicado pelo Unicef.

De acordo com o diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, através de comunicado divulgado pela imprensa, para muitas mulheres, a infecção é resultado de maus-tratos, exclusão e estupros.

Segundo os dados da Unaids(Agência das Nações Unidas para a Aids), incluídos no documento, a África do Sul e a Nigéria são os dois países do mundo com um maior número de casos entre jovens de 15 a 25 anos, com um número estimado em meio milhão de pessoas infectadas.

A África do Sul lidera a lista de novos contágios no mundo todo, com cerca de 190 mil novos soropositivos em 2009, segundo dados da Unaids, que revela que a maioria deles não sabe que tem a doença.

"É vital realizar testes antecipados. Nós nos propusemos a realizar 15 milhões de testes até o final de junho, e 11,9 milhões de sul-africanos já sabem se estão infectados ou não", explicou nesta quarta-feira durante a apresentação do relatório a diretora do departamento de Saúde da África do Sul. Elhadj As Sy, diretor do Unicef para o leste e o sul da África, reconheceu que a aids "demonstrou ser a peste de nossas sociedades" e acrescentou que o relatório "não é nada agradável", mas revela o panorama que o mundo enfrenta.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."


R7

Governo iraniano proíbe o acesso ao ensino superior a jovens de minoria religiosa


Proibição visa limitar a atuação profissional dos jovens bahá'ís, enfraquecendo sua comunidade no Irã

As autoridades iranianas invadiram cerca de 30 casas de bahá'ís envolvidos com o Instituto Bahá'í para Educação Superior (BIHE, sigla no inglês) - uma instituição que possibilita o acesso à educação superior a jovens banidos das universidades pelo governo. Cerca de 16 indivíduos foram presos no dia 21 de maio, entre professores e facilitadores. Uma pessoa foi liberada no mesmo dia e outras oito foram interrogadas por oficiais do Ministério da Inteligência e liberadas em seguida.

Desde a revolução islâmica em 1979, os seguidores da Fè Bahá'í - a maior minoria religiosa não muçulmana do Irã - vem sendo sistematicamente privados do acesso ao ensino superior. A criação do Instituto Bahá'í para Educação Superior teve como objetivo oferecer a possibilidade de continuação dos estudos para esses jovens. As aulas ocorriam nas casas de indivíduos bahá'ís, com a ajuda de professores e colaboradores voluntários.

“A atitude do governo iraniano demonstra até onde estão dispostos a ir em sua campanha para inviabilizar a existência da comunidade bahá'í no país, privando os jovens bahá'ís de construirem suas carreiras e participarem da melhora da sociedade”, afirmou Mary Aune, representante da Comunidade Bahá'í do Brasil.

Do Irã para o Brasil, em busca de uma oportunidade de estudar
Aos 46 anos, Nahid Shams, uma iraniana radicada no Brasil graduou-se recentemente em psicologia pela Faculdade de Americana,. Ela conta que, pelo fato de ser bahá'í, teve o acesso à universidade negado nos primeiros anos da revolução islâmica. Para realizar seu sonho de estudar, ela fugiu do Irã adentrando solo paquistanês, onde conheceu o também iraniano Ramin Shams, com quem se casou e veio para o Brasil em 1986.

A religião de Nahid tem a educação universal como um de seus fundamentos, e todos os seus seguidores são estimulados a buscar uma profissão por meio da qual possa contribuir com a melhora da sociedade. A vontade de ajudar as pessoas exercendo uma profissão fez com que Nahid saísse sozinha do Irã, deixando parentes e amigos. “Eu queria estudar. Sabia que se não seguisse uma carreira ficaria limitada à vida doméstica, o que acontece com 90% das mulheres iranianas. Gosto de fazer coisas diferentes e de ajudar as pessoas, e ao mesmo tempo eu também aprendo”, afirma Nahid.

Ela explica os bahá'ís são impedidos de trabalhar em empresas de grande porte, bem como em cargos públicos. "Isso os deixa poucas alternativas: os homens são obrigados a se dedicarem ao comércio e as mulheres à vida doméstica", diz ela.

Durante sua cerimônia de colação de grau, ocorrida em março de 2011, Nahid promoveu um manifesto em homenagem aos milhares de jovens que ainda sofrem perseguição no Irã.


Blog Comunidade Bahá'í no Brasil

Inglesa enfrenta risco de radiação em Fukushima para salvar cães abandonados

Voluntária de 70 anos veste roupa especial e sai à procura de animais de estimação para reuni-los com suas famílias

Desde que as autoridades japonesas estabeleceram uma zona de exclusão ao redor da usina nuclear de Fukushima, as pessoas fazem de tudo para evitar a área. A exceção é uma mulher britânica que deliberadamente caminha pela região em busca de animais abandonados.

Elizabeth Oliver, de 70 anos, já salvou 197 cães e 17 gatos que ela encontrou em suas andanças pela área. Para penetrar na zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor da usina, ela usa uma roupa especial e carrega um contador Geiger para monitorar os níveis de radiação.

Logo após o tsunami de 11 de março que atingiu a região de Fukushima, no Japão, as imagens de animais abandonados vagando pelas estradas surgiram nos meios de comunicação. Autoridades tinham receio de que os animais pudessem estar contaminados, após o anúncio de que a usina apresentava vazamento, e determinaram que eles fossem deixados para trás - alegando que seriam coletados mais tarde.

Mas em dez dias, apenas 15 animais foram coletados de um total de 20 mil abandonados pelas famílias.

Elizabeth Oliver, que vive no Japão há mais de 40 anos, ficou consternada. 'Mesmo quando você solta os animais das gaiolas ou dos quintais, eles se recusam a deixar suas casas, achando que seus donos vão voltar', contou ao jornal britânico 'Daily Mail'.

Um dos cães que Elizabeth resgatou é um setter inglês que ela encontrou perto de Nami-choo. O animal estava faminto e sua família o havia deixado solto para que ele ao menos pudesse se defender. Mas sem conseguir encontrar os donos, ele se transformou em uma criatura aterrorizada diante da presença humana.

Elizabeth conseguiu encontrar a família do cachorro, que ela apelidou de Frostbite, mas eles continuam vivendo em um abrigo temporário, portanto o bicho continua sob seus cuidados no centro para animais criado por ela em Osaka.

Quando os animais chegam ao abrigo, ela coloca anúncios e cartazes durante três meses para tentar reunir cães e gatos com suas famílias.

Elizabeth também vem ajudando animais de maior porte. Em suas andanças, ela chegou a uma fazenda em que nove cavalos estavam mortos. O dono, sentado em meio aos corpos dos animais, preparava-se para matar os outros 20 cavalos que haviam resistido à falta de alimentação. A polícia havia proibido que pessoas entrassem na fazenda para alimentá-los. Elizabeth conseguiu alojar os animais em outro lugar, onde eles receberam cuidados e sobreviveram.


Fonte: Época Negócios - Publicado neste site em 31/05/2011


Criador Online

Professora é espancada por mãe de aluna da rede pública .


Educadora sofreu fraturas na face e precisou ser operada

Uma professora foi agredida pela mãe de uma aluna em frente à Escola Municipal João Fernandes de Andrade, em Salto de Pirapora, a 122 quilômetros de São Paulo, na última segunda-feira. Sônia Maria Mendes, 48, sofreu fraturas e ferimentos na face e precisou ser operada em hospital de Sorocaba. Ela passa bem e deve receber alta em breve.

A direção da escola desconhece o motivo da agressão. "Não era uma mãe presente. Sabemos apenas que se trata de uma pessoa agressiva, problemática", diz a diretora Débora de Moura. A aluna tem cinco anos e está matriculada no ensino infantil.

Segundo testemunhas, a agressão ocorreu após a aula. A mãe teria chegado por trás e espancado a professora. Em protesto, pais e educadores decidiram paralisar as aulas na tarde de terça-feira. A direção e a prefeitura registraram boletim de ocorrência contra a mãe por agressão.


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