quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Centenas de professores são demitidos por engravidar alunas no Quênia


Autoridades do Quênia revelaram que centenas de professores escolares do país foram demitidos por abusar sexualmente de alunas.

A maioria das vítimas são adolescentes, mas há casos envolvendo meninas com nove anos de idade.
Um funcionário do Ministério da Educação queniano disse que uma linha telefônica confidencial criada para ajudar vítimas nacionalmente expôs a gravidade do problema.
Segundo o correspondente da BBC para o leste da África, Will Ross, grande parte dos casos ocorre em escolas primárias em regiões rurais.
O funcionário disse que embora haja normas proibindo qualquer tipo de intimidade entre professores e estudantes, centenas foram punidos por beijar, tocar ou até engravidar meninas.
Só neste ano, 550 foram demitidos.
E segundo o presidente da Teachers Service Commission (TSC), Ibrahim Hussein, a comissão de professores do país, 600 membros tiveram seus nomes retirados dos registros da entidade no ano passado por engravidar alunas.
Em entrevista ao jornal queniano Daily Nation, Hussein disse também que a comissão relatou o problema à polícia e que, portanto, além de perder seus empregos, os professores podem ser indiciados criminalmente.
Ele criticou, no entanto, as ações de alguns pais, que optam por fazer acordos com os infratores fora do tribunal.
"O número de professores demitidos e levados a tribunais pode parecer pequeno, mas o assunto é preocupante e precisamos do apoio dos pais e da comunidade para que isso tenha um fim", disse.
Hussein pediu aos pais que permitam que as meninas afetadas voltem para a escola após o nascimento dos bebês para que sua educação não seja prejudicada.
Segundo a TSC, há estimativas de que apenas 10% dos casos cheguem ao conhecimento da comissão. O restante seria abafado na própria escola e na comunidade.
Hussein disse que diretores de escolas receberão treinamento especial para lidar com casos de abuso sexual.
Membros do Kenya National Union of Teachers (Knut), o sindicato nacional dos professores do Quênia, disseram ao jornal online queniano The Standard que apoiarão os professores acusados até que se prove, em tribunais, sua culpa.
Segundo o sindicato, em grande parte dos casos os professores são acusados mas os verdadeiros culpados são o clero ou até a polícia.


Professoras são condenadas a 4 anos de prisão por agredir crianças



Caso aconteceu em creche de São José do Rio Preto.
Condenação aconteceu nesta terça; elas podem recorrer.


A Justiça condenou nesta terça-feira (5) oito professoras de São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, a quatro anos de prisão por agredir crianças de uma creche da cidade.
Câmeras instaladas pela direção da creche Caminho do Futuro registraram as professoras arrastando e empurrando as crianças. Uma delas até incentivava a agressão entre os menores. Os equipamentos foram colocados em novembro de 2009 após uma denúncia de um funcionário.
Durante 20 dias as aulas foram monitoradas. As três professoras que aparecem nas imagens agredindo as crianças foram demitidas por justa causa. Seis também perderam o emprego por envolvimento nas agressões.
Mesmo com os flagrantes, elas negaram os maus tratos. As professoras podem recorrer da decisão em liberdade.


G1

Apesar de proibição, LAN houses são o 2º local em que crianças mais acessam a web


Pessoas de até 12 anos só podem entrar nesses locais com um responsável

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7), pelo CETIC.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação), revela que as crianças brasileiras de cinco a nove anos de idade acessam as LAN houses são o segundo local em que esse público acessa a internet com mais frequência, apesar de pessoas nessa idade só poderem frequentar esses locais acompanhadas de um responsável.
Segundo a primeira Pesquisa sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC Crianças 2009) , ao serem questionadas sobre o lugar em que usam a web com mais frequência, 46% das crianças responderam que entram mais vezes na internet em casa, 14% na escola, 17% em LAN houses e 2% em outros lugares.
A regulamentação da lei diz que crianças até 12 anos podem entrar nesses lugares apenas com um responsável. Já os adolescentes entre 12 e 18 anos podem entrar apenas com autorização por escrito ou quando levados pelos pais. Menores de idade não podem utilizar o serviço após a meia-noite.
No total da população brasileira, 29% das crianças dessa faixa etária usam a internet, de acordo com resposta dada por seus pais. Nas regiões urbanas esse índice é de 31% e nas áreas rurais a proporção é de 18%.
Apesar de o acesso à web não ser feito com mais frequência na escola, as instituições de ensino são amplamente usadas para o uso do computador, sem necessariamente conexão à rede: 44% das crianças usam PC em casa, 40% na escola e 20% em LAN houses ou telecentros.
Fazer desenhos é atividade mais comum entre as crianças (80% delas fazem isso), seguida por escrever (64%) e escutar música (60%). Em relação ao uso da internet, 97% das crianças que navegam dizem que, nos três meses anteriores à pesquisa, acessaram joguinhos, 56% contam que brincaram em sites com desenhos de personagens da TV, 46% procuraram coisas para a escola, 31% conversaram com amigos ou parentes e 19% mandaram e-mail.
Entre todas as crianças de cinco a nove anos que navegam na web, 27% usam redes sociais para brincar ou trocar recados.
Uma das conclusões da pesquisa é que o baixo acesso à rede na escola está ligado a problemas de infraestrutura, como falta de conexão no local, restrição ou controle do uso da internet na escola, falta de preparo de professores e funcionários para orientar os alunos sobre uso de produtos tecnológicos em geral.
Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), diz que o fato de que menos de um terço dessas crianças acessarem a web pode ser explicado, em parte, por se tratar de uma faixa etária ainda em processo de alfabetização. Mas o problema é maior.
- No caso do uso em domicílio, os principais problemas são o custo elevado do serviço, seguido pela falta de disponibilidade na área.


Bruno e Fernanda têm mal-estar em audiência na Grande BH


Goleiro e a noiva tiveram a pressão arterial aferida.
Os dois continuaram na sala de audiência, no fórum em Vespasiano.


O goleiro Bruno e a noiva, Fernanda Gomes de Castro, noiva do goleiro Bruno, tiveram um mal-estar durante a audiência desta quinta-feira (7), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Fernanda teria sentido uma indisposição, foi atendida pelo Corpo de Bombeiros ainda no fórum e teve a pressão aferida. Depois do atendimento, ela voltou à sala de audiência. Já o goleiro foi ajudado pelos bombeiros na própria sala de audiência. Ele tomou um copo d’água e teve a pressão arterial aferida. De acordo os bombeiros, a pressão de Bruno estava ligeiramente alta.
O goleiro comentou com um policial, dentro da sala de audiência, que tem se alimentado pouco na Penitenciária Nelson Hungria porque não tem apetite. Bruno completou, dizendo que também não tem se exercitado no presídio. De acordo a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais, Bruno jantou nesta quarta-feira (6) normalmente, e tomou café da manhã nesta quinta-feira (7). Ainda segundo a Seds, ele tem direito a banho de sol todas as manhãs. A assessoria de imprensa da secretaria disse que o comportamento de Bruno na penitenciária tem sido considerado normal.
Alguns minutos depois, Bruno foi levado ao banheiro pelo advogado, Ércio Quaresma, e por um bombeiro, mas voltou à sala de audiência em seguida.
Nesta quarta, Bruno teve um desmaio no fórum de Ribeirão das Neves, durante uma sessão para testemunhas do caso Eliza. Ele foi atendido por duas vezes na Policlínica Geral de Neves, e transferido para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, onde foi submetido a exames. De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), os resultados dos exames apontaram uma sinusite leve.
O advogado de Ércio Quaresma, que defende o goleiro, disse nesta quarta-feira (6) que vai entrar com um pedido de prisão domiciliar para Bruno. Segundo Quaresma, seu cliente tem passado mal, desmaiou duas vezes na frente dele e teve crise convulsiva. O advogado ainda disse que vai buscar o histórico médico de Bruno, já que ainda não sabe se o goleiro já tinha tido crises convulsivas.
Ainda de acordo com o Tribunal de Justiça, foi providenciada uma maca de precaução, caso o goleiro tenha novo mal estar e precise ser retirado rapidamente da sala de audiência nesta quinta-feira (7).

Audiência
Os réus no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio estão na sala de audiência no fórum de Vespasiano: o goleiro Bruno; o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão; o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Sérgio Rosa Sales; Elenilson Vitor da Silva; Flávio Caetano de Araujo; Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; Dayanne de Souza e Fernanda de Castro.
A juíza Ana Paula Lobo Pereira de Freitas já ouviu quatro testemunhas de defesa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e às 16h, ainda ouvia a quinta testemunha. Até este depoimento, todas pessoas disseram à juíza que Santos nunca foi conhecido no bairro como Bola. Uma delas disse que já tinha ouvido o apelido Paulista.
A juíza Ana Paula Lobo Pereira de Freitas deve ouvir 15 testemunhas na audiência desta quinta-feira (7). Todas foram arroladas pela defesa de Bola. A testemunha que falaria a favor de Dayanne segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, não compareceu.

Alex Araújo


Políticas sociais favorecem crianças ricas, diz ONG


Um relatório divulgado por uma ONG britânica afirma que as políticas sociais de países em desenvolvimento estão favorecendo crianças em comunidades mais ricas e ignorando aquelas em condições mais precárias.

Segundo o documento, da ONG Save the Children, quatro milhões de crianças que morreram nos últimos dez anos poderiam ter sido salvas por políticas públicas de ajuda aos mais pobres.
O relatório da entidade – intitulado A Fair Chance in Life ("Uma Chance Justa na Vida") – destaca que o Brasil está entre os países que exemplificam a dificuldade de acesso dos mais pobres aos benefícios gerados por políticas públicas.
"Em um extremo, há países onde uma grande parte da população goza de um amplo leque de benefícios, mas uma minoria é excluída. Este padrão de exclusão é encontrado com frequência em países de renda média, como o Brasil, onde os índices de mortalidade infantil são relativamente baixos e mortes de crianças estão concentradas nos 20% mais pobres da população", afirma o documento da Save the Children.
"O desafio de política nestas circunstâncias [em países como o Brasil] é estender os benefícios da maioria."

Estatística 'enganosa'
A Save the Children alerta que a redução de 28% na mortalidade infantil em todo mundo ao longo das últimas duas décadas é uma estatística enganosa, porque não mostra que há um fosso cada vez maior entre o número de crianças que morrem em comunidades ricas e pobres.
A Índia é um exemplo desta tendência, segundo o levantamento da Save the Children. Na Índia, as crianças mais pobres têm três vezes a probabilidade de morrer do que as mais ricas.
O relatório destaca que alguns países pobres – como Gana e Bolívia – estão conseguindo reduzir a mortalidade infantil em todas as camadas da população. Segundo a entidade, esses países conseguiram bons resultados ao voltarem suas políticas públicas para os mais pobres.
A redução da mortalidade infantil está entre as chamadas Metas do Milênio da ONU, adotadas pelos 191 estados membros da organização com o objetivo de serem alcançadas até 2015.
Ela é tida como uma das metas mais difíceis de serem cumpridas. Desde 1990, a mortalidade infantil caiu em 28%. A meta, que deveria ser atingida nos próximos cinco anos, é de 67%.
"Quase nove milhões de crianças com menos de cinco anos morrem a cada ano, muitas delas de doenças de fácil prevenção ou tratamento, só porque elas não têm acesso a um médico ou porque seus pais não conseguem comprar comida", diz a diretora da Save the Children, Jasmine Whitbread.

Sugestões
O relatório da Save the Children diz que o ritmo de crescimento econômico não determina o grau de redução da mortalidade infantil. Como exemplo, a entidade cita o Egito e a Guiné Equatorial.
De 1990 a 2005, a economia do Egito cresceu 2,6% ao ano, e o índice de mortalidade infantil no país despencou 7%. Já na Guiné Equatorial, a economia cresceu 17% ao ano mas seu índice de mortalidade infantil caiu apenas 2%.
A Save the Children analisou as políticas dos sete países que tiveram maior sucesso no combate à mortalidade infantil: Gana, Moçambique, Níger, Egito, Indonésia, Bolívia e Zâmbia.
Com base nestes dados, a entidade elaborou quatro sugestões para que as ações sociais sejam mais eficientes e igualitárias:
•focar na nutrição de crianças e aumentar os investimentos em saneamento e em políticas de estímulo às mulheres;
•investir na universalização de serviços essenciais, como saúde;
•avaliar se os recursos estão sendo distribuídos igualitariamente;
•promover práticas mais transparentes de orçamentos públicos.
Na Bolívia, citada pela entidade como exemplo de políticas públicas positivas, o plano público de saúde oferecia, em 96, cobertura para apenas 32 problemas de saúde. Dois anos depois, o governo passou a oferecer atendimento gratuito para pacientes de 92 tipos diferentes de enfermidades.
Em novembro de 2002, o governo boliviano lançou o Serviço Universal de Seguro para Mães e Crianças (Sumi, em espanhol), que garante atendimento gratuito para 500 problemas de saúde diferentes relacionados à maternidade.
A entidade vai sugerir à ONU que a Meta do Milênio referente ao combate à mortalidade infantil seja avaliada de acordo com o impacto em todas as camadas sociais, em vez de apenas medir a redução geral do índice.
Outro relatório divulgado nesta terça-feira, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), afirma que nos países em desenvolvimento as crianças que estão entre as 20% famílias mais pobres têm o dobro de probabilidade de morrer, em relação às 20% mais ricas.
Os relatórios da Save the Children e do Unicef estão sendo lançados poucas semanas antes de um encontro da ONU sobre as Metas do Milênio, que reunirá líderes de todo o mundo.

Mortalidade infantil
-Países onde houve progresso com redução da desigualdade: Gana, Moçambique, Níger, Egito, Indonésia, Bolívia e Zâmbia
-Países onde houve progresso só entre crianças mais ricas: Malauí, Nepal, Etiópia, Madagascar, Peru, Filipinas e Haiti
-Países onde mortalidade infantil aumentou: Camarões, Chade, Quênia e Ruanda


BBC Brasil

Rodovias federais têm quase 2 mil pontos de prostituição infantil

Epitácio Pessoa/AE - 27/05/2010
Exploração está quase sempre associada a outras práticas criminosas

Segundo levantamento, 67,5% dos locais onde ocorre prática ficam em áreas urbanas
SÃO PAULO - As rodovias federais brasileiras têm 1.820 pontos de risco para exploração sexual de crianças e adolescentes. Os pontos estão espalhados em 66 mil quilômetros de estradas, sendo 67,5% deles em áreas urbanas. Os dados fazem parte da quarta edição do Mapeamento de Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais 2009/2010, apresentado nesta quarta-feira pela Polícia Rodoviária Federal.
O levantamento apontou que os cinco estados com maior número de locais vulneráveis são os que detêm as maiores malhas viárias. Juntos, possuem 45,7% dos pontos. Em 45,9% dos pontos concentram-se nos principais eixos rodoviários do País.
Ao contrário das edições anteriores, os locais identificados pelos agentes da PRF não serão divulgados, para impedir que ocorra a migração dos criminosos e preservar futuras ações repressivas.
Nesta edição, foram utilizados níveis de risco para classificar os pontos vulneráveis à exploração sexual. Os agentes da Polícia Rodoviária Federal, que realizaram o trabalho de campo, preencheram um questionário em cada local visitado. Como as respostas tinham valores distintos, foi possível atribuir diferentes graus de risco aos pontos identificados - baixo, médio, alto e crítico.
Os indicadores para definição do nível de risco foram: existência de prostituição de adultos, ocorrência de exploração sexual de crianças e adolescentes com base em relato policial nos últimos dois anos, registro de tráfico/consumo de drogas nos últimos 24 meses, e presença constante de crianças e adolescentes no local visitado. Outros fatores como comércio de bebidas alcoólicas, presença de caminhoneiros e existência de iluminação também foram considerados para definição do grau de risco.
Ainda de acordo com o estudo, os pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes ocorrem com maior frequência nos corredores de escoamento de riquezas e em estradas que ligam regiões mais desenvolvidas a outras menos desenvolvidas.
O levantamento conclui também que a exploração sexual de crianças e adolescentes está quase sempre associada a outras práticas criminosas, como furto, exploração da prostituição, tráfico de seres humanos, venda e consumo de drogas.
O mapeamento foi realizado pela Polícia Rodoviária Federal, em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, a Organização Internacional do Trabalho, e a organização internacional Childhood Brasil.
Julia Baptista

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

TJ adia novamente decisão sobre prisão de ex-namorado de Mércia Nakashima


Mérito do habeas corpus de Mizael deveria ser julgado hoje, mas desembargador pediu vista

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) adiou novamente decisão sobre a possível prisão do advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza e do vigia Evandro Bezerra Silva, acusados de matar a advogada Mércia Nakashima, ex-namorada de Mizael.
A previsão era de que o julgamento do mérito do habeas corpus fosse julgado nesta manhã. Entretanto, o desembargador Eduardo Pereira pediu vista, pois apenas ontem recebeu o processo. Na semana passada, Pereira e o desembargador Vico Mañas já haviam pedido um prazo maior para apreciar o caso.
A advogada Mércia foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio. Seu corpo foi encontrado em uma represa de Nazaré Paulista no dia 11 de junho. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ela morreu por afogamento.
O vigia foi preso no dia 9 de junho, no município de Canindé do São Francisco (SE), por faltar a um depoimento na Polícia Civil sobre o caso. O ex-namorado e o vigia chegaram a ter a prisão decretada, mas obtiveram habeas-corpus.

Marília Lopes


Estadão

Curitiba na prevenção ao turismo sexual visando 2014


Representantes das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estarão reunidos nesta quarta (6) e quinta-feira (7), na Universidade de Brasília, para discutir ações de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. O Instituto Municipal de Turismo será representado pela coordenadora de Capacitação, Ilka Lopes Cardoso.
No encontro, serão apresentadas propostas de prevenção que envolvem o setor turístico de Curitiba, cidade-sede da Copa, e ainda Foz do Iguaçu e o litoral paranaense. Para o mundial de 2014, a expectativa é que, em um mês, 500 mil turistas venham ao Brasil - 10% do total que o país recebe em um ano inteiro.
"Entre as ideias que propomos está a formação de um grupo multiplicadores que trabalhe em estabelecimentos como hotéis, bares e restaurantes", disse Ilka. "Também iremos sugerir uma pesquisa para identificar quais são os principais desafios para a prevenção do turismo sexual nestas três cidades".
Os participantes do encontro irão validar um documento para as campanhas nacionais de prevenção a exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. Eles também farão uma análise sobre as possíveis vulnerabilidades que o Brasil enfrentará na questão com a realização da Copa.
Uma comitiva irá apresentar as experiências vividas pela África do Sul, país que abrigou o mais recente mundial de futebol. "Com essa troca de idéias e com as diretrizes apresentadas voltaremos com ainda mais conhecimento para elaborar um plano de ação", disse Ilka.
A prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo será tema de um seminário em Curitiba, marcado para os dias 1 e 2 de dezembro.

Multiplicadores
O Encontro Preparatório Nacional Pró-Copa 2014 Prevenção à Exploração Sexual da Criança e do Adolescente no Turismo é uma ação do Ministério do Turismo e Universidade de Brasília.
O encontro integra o projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo, que teve início em dezembro de 2009 e formou 163 multiplicadores em todo país.
As ações propostas neste projeto envolvem o setor público e privado, em especial os profissionais e empresários do setor turístico. A ideia é fazer ações articuladas para garantir os direitos de crianças e adolescentes nos destinos turísticos e nas sedes da Copa do Mundo de 2014.


Mãe de Eliza Samudio presta depoimento



Sônia de Fátima Moura, a mãe de Eliza Samudio, ex-namorada do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes prestou depoimento na 2ª Vara do Tribunal do Júri no Fórum de Campo Grande (MS), por carta precatória convocada pela defesa particular do jogador. Ela foi ouvida como testemunha de defesa do goleiro Bruno, ficou surpresa e se emocionou ao relembrar da filha.



Balanço Geral

Goleiro Bruno desmaia em audiência


Ele foi socorrido para um hospital em Ribeirão das Neves e não deve voltar ao fórum

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes passou mal pouco antes de começar uma audiência na 3ª Vara Criminal e de Precatórias Criminais em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (6). De acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o jogador desmaiou na sala quando as testemunhas do caso Eliza Samudio começariam a ser ouvidas.
Bruno, que já passou mal pelo menos cinco vezes desde que está preso, foi levado para um hospital de Ribeirão das Neves pouco depois das 10h. No momento do desmaio, segundo o TJ-MG, o advogado do goleiro Ércio Quaresma pediu adiar a audiência, mas a juíza Lucimeire Rocha apenas interrompeu a oitiva para que o goleiro fosse atendido. Em seguida, continuou a audiência.
Na segunda-feira (5), pela segunda vez desde que foi do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, o goleiro passou mal no presídio. Quando estava recolhido na Penitenciária Bangu 2, no Rio de Janeiro, ele tentou suicídio por diversas vezes.
De acordo com a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), Bruno sentiu dores de cabeça e enjoo, e foi atendido na enfermaria do presídio. Depois de ter a pressão aferida e tomar soro, o goleiro foi encaminhado à Policlínica de Nova Contagem, mas retornou em seguida para a penitenciária, bem mais disposto.
No dia 23 de setembro, ele foi atendido no Socor Hospital Geral, no bairro Barro Preto, região centro-sul de Belo Horizonte com sintomas de desidratação. Depois de tomar soro, passou por exames laboratoriais. O subsecretário de Assuntos Penitenciários de Minas Gerais, Genilson Zeferino, informou na época que o goleiro não estava se alimentando bem. Zeferino disse ainda que desde que foi encarcerado, o jogador vinha apresentando sintomas de depressão.
Cerca de uma semana antes, no dia 17 de setembro, Bruno passou mal quando se preparava para entrar na sala de audiência do Fórum de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. O Tribunal de Justiça fluminense informou que o goleiro havia sofrido uma queda de pressão e chegou a desmaiar. Naquele episódio, ele recebeu cuidados médicos, desta vez em uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que foi acionada e se deslocou até o fórum.
No dia 12 de julho, momentos antes de embarcar de Belo Horizonte para o Rio, o acusado de ter orquestrado a morte de Eliza reclamou de mal estar ainda na Nelson Hungria. Ele alegou que sentia tonturas e foi atendido por uma enfermeira da unidade prisional.

Audiência
Começaram a ser ouvidas, por volta das 10h30 desta quarta-feira, 21 testemunhas do caso Eliza, sendo duas de acusação, 16 de defesa e três arroladas em comum.
Cleiton Silva Gonçalves, acompanhado da mulher, foi a primeira testemunha de acusação a chegar. Ele dirigia a Land Rover do goleiro Bruno no dia em que ela foi apreendida durante uma blitz da polícia. Gonçalves foi arrolado pelo Ministério Público.
O advogado do goleiro Frederico Franco, que trabalha com Quaresma, confirmou que o médico legista George Sanguinetti está no IC (Instituto de Criminalística) de Belo Horizonte fazendo a perícia no carro de Bruno, onde foram encontrados vestígios de sangue de Eliza.
Bruno está preso na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de BH, por suspeita de envolvimento no sumiço e assassinato de sua ex-amante Eliza, com quem teria tido um filho.
Quaresma deverá pedir nos próximos dias à Justiça de Minas Gerais que o atleta cumpra prisão domiciliar até seu julgamento, ainda sem data prevista, alegando que seu cliente vem sofrendo de problemas de saúde e forte depressão.
Sete viaturas do Cope (Comando de Operações Especiais da Polícia Civil) chegaram ao fórum levando os envolvidos no caso: Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Sérgio Rosa Sales, o Camelo, Elenilson Vítor da Silva, Flávio Caetano, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Todos estavam com roupas das penitenciárias e usando chinelos.

Veja também:
Advogado vai pedir prisão domiciliar


R7

Caso da menina Joanna faz dobrar denúncias contra falsos médicos no Rio


Número de registros foi maior entre agosto e setembro de 2010 em relação ao ano passado

O número de denúncias sobre falsos médicos no Estado do Rio de Janeiro nos primeiros nove meses de 2010 dobrou em relação a todo o ano passado, aumentando de 75 para 164, segundo o Disque-Denúncia. Somente em setembro deste ano, o número de ocorrências superou o verificado nos 12 meses de 2009. Foram registradas 78 ocorrências.
De acordo com o delegado Fábio Cardoso, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP), o caso da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins aumentou muito o número de denúncias. A criança, de 5 anos,morreu por suspeita de maus-tratos e foi atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
- A sociedade se comoveu com o que aconteceu com a menina Joanna e passou a ajudar. Recebemos cerca de 70 ligações de denúncias sobre falsos médicos entre os dias 20 de agosto e 30 de setembro. Normalmente, recebíamos de 4 a 5 ocorrências por dia.
Ainda segundo o delegado, 15 falsos médicos foram presos e indiciados de agosto do ano passado até setembro deste ano. O caso mais recente foi o do estudante de medicina do 9º período da Universidade de Nova Iguaçu, na baixada fluminense. Silvino da Silva Magalhães, de 40 anos, atuava como falso médico e foi flagrado trabalhando como ginecologista no Hospital das Clínicas de Belford Roxo, também na baixada.
De 2002 a 2010, o disque-denúncia recebeu 553 ligações do Estado do Rio de Janeiro com denúncias deste tipo. Só na capital, foram registradas 271 ocorrências. O segundo município com maior número de casos é Nova Iguaçu, na baixada fluminense, com 53 registros, seguido de Duque de Caxias, com 38, Belford Roxo, 30, São Gonçalo, na região metropolitana, com 27, São João de Meriti, com 26, Niterói, com 16, e Nilópolis, com 11.
O presidente do Conselho Regional de Medicina do estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Luiz Fernando Moraes, disse que nos últimos sete anos o Cremerj recebeu cerca de 40 denúncias sobre falsários. Segundo ele, os estudantes de medicina têm sido orientados a não aceitar propostas para trabalhar como médicos antes de se formarem.
- É para isso que serve o estágio. Este período antes da formação acadêmica do médico é legalmente reconhecido. Para verificar se o profissional é realmente médico, a população pode entrar no site do Cremerj (www.cremerj.org.br), ver a foto e o número do CRM, que é o registro obrigatório para médicos.
Ainda segundo o presidente do Cremerj, a população pode fazer a denúncia por escrito. Basta se identificar e assinar o documento, e entregá-lo na sede do órgão ou subsedes e seccionais.
As denúncias também podem ser feitas através do Disque-Denúncia pelo telefone (0XX21) 2253-1177, na Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública, no número (0XX21) 2334-5158 ou ainda no endereço Rua Silvino Montenegro, número 1, 3º andar, Saúde, no Centro do Rio de Janeiro.

Relembre o caso da menina Joanna
A menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, suspeita de ter sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.
A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época, de maus tratos. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.
Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca. Ela ficou 28 dias internada no Hospital Amiu.
A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança, André Rodrigues Marins, agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.

Evelyn Moraes


R7

Menina de 9 anos desaparece quando a mãe consumia crack em Araraquara, SP


SÃO PAULO - A Polícia Civil de Araraquara faz buscas para encontrar uma menina de 9 anos, que desapareceu há cinco dias quando a mãe consumia crack com um grupo de pessoas. Entre as suspeitas, está a de vingança de traficantes por dívidas de drogas.
Segundo a polícia, Pâmela Bianca da Silva, de 9 anos, desapareceu próximo a casa onde morava, no bairro Adalberto Roxo, periferia de Araraquara, na madrugada de sexta-feira.
- A mãe saiu com os amigos para consumir crack e levou a filha junto. Em uma certa hora da madrugada, ela pediu para um amigo levar a criança para casa. Nesse trajeto, ela sumiu - disse o primo da criança, Laerte Antônio Clemente.
O sumiço da menina só foi registrado pela família um dia depois. Desde então, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil estão à procura de uma pista. O homem que teria levado a menina, cuja identidade não foi divulgada, tem passagens por assassinato e estupro. Ele já foi intimado para prestar esclarecimentos.
Uma área de mata fechada com várias lagoas foi vasculhada. O bairro em que a menina sumiu fica perto do local e denúncias indicaram que ela poderia estar lá.
- Tivemos informações de que ela estava morta e o corpo foi jogado na lagoa ou na mata. Há também informações de que ela teria sido seqüestrada por causa de dívidas de drogas da mãe - explicou o delegado Fernando Teixeira Bravo.
O Conselho Tutelar acompanha a família há dois anos. Depois do desaparecimento, outras duas crianças de 5 e 6 anos foram retiradas da mãe para garantir a segurança.
- Qualquer informação é importante para que possamos dar um retorno para a sociedade - disse o coordenador do Conselho Tutelar de Araraquara, Carlos Henrique Abreu.


O Globo

Comentário e informações enviados por uma leitora


Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pai que estuprou a filha é condenado a mais de 10 ...":

Gostaria de pedir AJUDA PARA MINHAS FILHAS aqui neste blog e a todos que puder nos ajudar. Minhas filhas são obrigadas a tomar banho com o pai e os tios ficam olhando, a mais velha chega a chorar de tanta vergonha e me pedir para ajudá-la. Detalhe: Os tios são advogados e nada estamos conseguindo na justiça por conta das influências que um deles diz que tem, inclusive o apoio da delegada da DDM. Já passamos por situações horríveis. Não posso contar maiores detalhes aqui. Estamos dispostas a procurar a mídia e quem for preciso para ajudar minhas meninas. Não aguentamos mais sofrer. Aqui em Ribeirão Preto já procuramos todos os órgãos. Cheguei a ouvir que se elas tivessem sido estupradas seria mais fácil. Está no ECA, crime de constrangimento de MENOR, art. 146. Quem puder nos ajude, por favor.
jesusmeama2009@hotmail.com

Postado por Anônimo no blog Anjos e Guerreiros em 6 de outubro de 2010 07:17

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Justiça nega pedido de indenização a Suzane von Richthofen


Condenada por matar pais queria R$ 190 mil por danos morais.
Ela afirma que ficou abalada psicologicamente após uma rebelião.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou pedido de indenização de Suzane von Richthofen. Ela pretendia receber R$ 190 mil por danos morais, decorrente de abalo psicológico provocado por uma rebelião ocorrida na Penitenciária Feminina de Sant'Anna, em São Paulo, em agosto de 2004.
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por matar os pais em 2002 e cumpre atualmente a pena na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 147 quilômetros de São Paulo.
Na decisão, o desembargador Evaristo dos Santos, relator do caso, afirma que não houve omissão e que uma rebelião é um fato imprevisível, por isso "impossível responsabilizar o Estado". Na sentença, o desembargador alega que "mero desconforto não gera recompensa financeira".
A indenização pedida contra o Estado já havia sido negada em primeira instância. Mas os advogados de Suzane entraram com recurso no TJ, que, em agosto, negou a indenização. A decisão foi publicada no início deste mês.
Um segundo pedido de indenização aguarda julgamento no TJ. Nele, Suzane pede cerca de R$ 760 mil por danos morais e materiais, por ter sido supostamente obrigada pela diretora-geral de um presídio no interior de São Paulo a dar entrevista coletiva.


Advogada de Eliza Samúdio depõe nesta terça-feira em Porto Alegre


A advogada Anne Faraco, que representou Eliza Samúdio no processo de reconhecimento da paternidade do goleiro Bruno, deve depor na tarde desta terça-feira, às 15h45m, no Fórum Central da Capital, em Porto Alegre. Anne é uma das principais testemunhas de como era a relação de Bruno e Eliza.
Durante as investigações, a advogada afirmou que o goleiro atraiu a jovem para o Rio de Janeiro com a promessa de fazer o exame de DNA, para definir se a criança era filha do jogador.
Caso ela confirme essa versão em depoimento, a informação vai contribuir para reforçar a tese defendida pelo Ministério Público mineiro, de que Eliza foi vítima de um crime premeditado, caindo em uma emboscada planejada pelo goleiro.
O depoimento será no Segundo Juízado da 1ª Vara do Júri e, de lá, será repassado à Justiça de Contagem (MG), onde Eliza foi vista pela última vez.
Denunciado por homicídio, sequestro e cárcere privado, ao lado de outros oito réus do caso, Bruno está preso em Minas Gerais.

Extra Online


Curso online para cuidadores de pacientes com câncer é lançado em SP


O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) acaba de lançar um curso online voltado aos familiares que cuidam de pacientes com câncer em casa.
As aulas do Curso Básico sobre Câncer são gratuitas e abordam as principais temáticas relacionadas à doença, visando à compreensão de aspectos fundamentais da enfermidade.
“Considerando que o câncer é a segunda doença de maior incidência no Brasil, torna-se muito importante dar subsídios para que os cuidadores entendam melhor os processos relacionados à enfermidade”, afirma o coordenador do projeto, Roger Chammas.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a União Internacional Contra o Câncer, o Icesp, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e a Faculdade de Medicina da USP.
Com duração de quase oito horas, o curso está disponível no site do ICESP para quem se interessar. Os quatro módulos podem ser inicializados e pausados na hora que o aluno quiser.

Maria Alice Rangel Vila


eBAND

Marido paquistanês mata mulher a pedradas na Itália


Motivo foi a recusa da mulher em apoiar um casamento arranjado para a filha do casal

Um paquistanês assassinou a própria mulher a pedradas na Itália depois que ela se negou a aceitar um casamento arranjado para a filha do casal, de 20 anos. A jovem também não queria se casar com o homem escolhido pelo pai.
O agressor, Ahmad Kahn Butt, um operário de 53 anos, matou a mulher a pedradas enquanto seu filho, de 19 anos, agredia a própria irmã.
Os dois foram presos pela polícia e indiciados, mas se negaram a prestar depoimento.
A jovem Nosheen Butt, de 20 anos, não queria se casar com o marido escolhido pelo pai e acabou gravemente ferida na cabeça.
O fato aconteceu na localidade de Novi, perto de Modena (nordeste da Itália).
Vários representantes políticos condenaram o caso, parecido com o que aconteceu com a jovem paquistanesa Hina, em 2006, e com a marroquina Sanaa, em 2009, assassinadas porque queriam ter uma vida mais ocidentalizada, com noivos italianos.
Para Livia Turco, do Partido Democrático, a violência contra as mulheres com pretexto de fazer respeitar tradições étnicas representa apenas práticas medievais.

Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados


R7

Suspeito de atirar em aluno, em Embu, pode ser ouvido por psicólogo



Miguel Cestari, de 9 anos, foi baleado dentro da sala de aula.
Escola será reaberta nesta terça-feira (5).


O delegado que investiga a morte do menino baleado dentro da sala de aula, em uma escola particular de Embu, na Grande São Paulo, quer que o aluno suspeito de ter atirado seja ouvido por um psicólogo forense. Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, foi morto por um disparo, provavelmente acidental, na quarta-feira (29), na Escola Adventista de Embu.
Os últimos depoimentos tomados pela polícia são de alunos , da mesma sala da vítima. Todos foram levados pelos pais à delegacia. A polícia acredita que o uniforme e a mochila do menino que pode ter disparado o tiro contra a Miguel podem ter sido lavados. A suspeita foi levantada pela perícia, que ainda procura vestígios de pólvora nos materiais. O laudo fica pronto nesta terça-feira (5).
Os policiais já ouviram 40 pessoas, inclusive os pais do menino suspeito, que negaram ter arma em casa. O revólver, calibre 38, utilizado no disparo ainda não foi encontrado.
As aulas na Escola Adventista devem ser retomadas nesta terça-feira. A direção do colégio informou que a sala onde o aluno estudava vai ficar fechada, por tempo indeterminado.
Nesta segunda-feira (4), a administração do Colégio Adventista realizou uma reunião com os pais de alunos. O responsável por um dos alunos afirmou que clima na reunião foi de apreensão por parte dos pais. De acordo com a assessoria do colégio, cerca de 90% dos pais e responsáveis dos estudantes estiveram presentes. Na reunião, os pais foram informados de todas as providências tomadas depois do ocorrido e sobre o andamento do inquérito na polícia. Os pais dos alunos também puderam se manifestar e dar sugestões.

Saiba mais:
Clima de apreensão marca reunião em escola onde menino foi baleado


G1

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Adolescente é agredida com estacas de cerca por colegas em escola de Juiz de Fora (MG)



A briga teria começado quando a vítima foi separar uma discussão entre alunas porque uma delas teria comentado que estudantes usavam drogas na escola. A aluna de 15 anos foi espancada com estacas de uma cerca e, segundo o médico, por pouco não ficou cega. Os pais de alunos estão com medo de mandar os filhos para a aula, já que a própria direção da instituição reconhece que tem dificuldades para conter a violência entre os estudantes.


R7

Mônica Bergamo: SP lança cartilha de como revelar diagnóstico de Aids a adolescente


O governo de São Paulo lança hoje uma cartilha para orientar os profissionais de saúde sobre como revelar o diagnóstico de HIV/Aids para crianças e adolescentes. A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta segunda-feira da Folha Ainda de acordo com o texto, o material diz que o primeiro passo é averiguar se o paciente já tem "capacidade para manter segredos". Se não tiver, deve se falar apenas da importância dos medicamentos e da ação do vírus no organismo, sem mencionar o diagnóstico de HIV.
Entre outros tópicos estão a utilização de recursos lúdicos --um "kit diagnóstico", com brinquedos, a exigência de autorização dos pais ou responsáveis para a revelação e uma conversa com eles para saber se a criança já possui noções de sexualidade, para definir se esse tema pode ser abordado.


SP: Polícia diz que uniforme usado por aluno suspeito de dar tiro em colega foi lavado

SÃO PAULO - A Polícia de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, que investiga a morte do menino Miguel Cestari Ricci, de 9 anos, baleado dentro da sala de aula de uma escola particular, já sabe que o uniforme usado pela criança suspeita de ter dado o tiro, no dia do crime, foi lavado. A perícia vai analisar a roupa do estudante usada no dia do crime para encontrar vestígios de pólvora. Além disso, a arma do crime até agora não apareceu e os policiais acreditam que ela tenha sido descartada. Os pais e o suspeito já foram ouvidos e negaram ter um revólver em casa. O tiro saiu de uma arma calibre 38.
- Uma aluna, que é testemunha, disse ter visto o suspeito guardando a arma na mochila e saindo correndo da sala após o crime. Dois colegas de classe viram quando ele e Miguel entraram na sala após atividade no pátio. O fato de os pais terem lavado o uniforme também causou estranheza - diz o Pedro Arnaldo Forli, do Setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Taboão da Serra.
Até agora, também não ficou explicado como o aluno saiu da escola com o revólver sem ser barrado, se a garota disse ter visto o colega guardar a arma na mochila.
- A investigação continua para elucidar esses pontos. Temos convicção de que ele atirou e está mentindo. Não temos provas e os pais dele não colaboram - acrescentou Forli.
Além de esclarecer o homicídio, a polícia quer fazer um levantamento sobre a vida da família do suspeito. A polícia vai nesta segunda-feira à Vara da Infância e Juventude de Embu pedir ajuda para que seja feito um levantamento psicossocial por psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais. A polícia quer saber se o menino atirou acidentalmente no colega de sala da Escola Adventista de Embu.
O delegado, disse que a criança e os pais já foram ouvidos. Segundo ele, durante o depoimento, os policiais detectaram que pais e filho teriam problemas de relacionamento. O menino é extremamente tímido e de acordo com a polícia mentiu quando perguntado sobre situações cotidianas da escola.
- Há duas coisas a serem esclarecidas. A primeira é o homicídio. Queremos saber em que circunstâncias a vítima foi morta, se o tiro foi acidental. A outra é levantar a vida dessa família. Notamos durante o depoimento que há problemas de relacionamento. São pais extremamente frios com a criança, que é tímida e mentiu quando foi perguntada sobre situações da escola. Mas como não somos especialistas, vamos pedir a ajuda de técnicos da Vara de Infância e Juventude. Isso independe do homicídio. Mas se ficar comprovado que os pais são negligentes com o filho, eles podem ser responsabilizados - diz o delegado.

João Sorima Neto


'Não foi bala perdida que atingiu carro de juiz', diz chefe da Polícia Civil


Rio - Os projéteis que acertaram e feriram o juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, de 39 anos, sua enteada, Natália, de 8, e seu filho, Diego, de 11 anos enquanto passavam por uma blitz da Polícia Civil na Zona Oeste, neste sábado não foram balas perdidas. De acordo com o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, há indícios no veículo do magistrado, um Kia Cerato vermelho, de que o policial que atirou com um fuzil mirou automóvel.
"Eu vi que tinham quatro tiros agrupados no carro. Com a experiência que temos, imediatamente vimos que não é bala perdida. Alguém mirou", afirmou.
Turnowski não descartou, no entanto, a existência de uma troca de tiros com bandidos que estariam em um Honda Civic à frente do magistrado. De acordo com ele, os detalhes da ocorrência serão esclarecidos ao longo da investigação. Turnowski garantiu que a punição aos policiais que atiraram será agravada, caso seja evidenciada a produção de uma versão falsa.
"Em nenhum momento a polícia afirmou a existência de um Honda Civic. O policial, sob estresse, pode cometer um erro humano. Isso não é aceitável, mas podemos admitir o erro policial. O que não podemos admitir é inventar uma outra história para corrigir o erro", afirmou.
A sogra de Marcelo, Arlete Aragão, afirma que os tiros partiram dos policiais que participavam da blitz.
Mesmo baleado, o juiz conseguiu dirigir até o Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e bateu no muro do hospital. De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, responsável pela administração da unidade, as vítimas passaram por uma cirurgia.
A menina de 8 anos foi atingida por uma bala no tórax, teve hemorragia e está internada em estado grave. O filho do juiz também foi baleado no tórax. A bala atingiu o pulmão, o diafragma e o fígado. Ele também está internado em estado grave. As duas crianças foram encaminhadas para o CTI pediátrico do hospital.


Escola onde menino foi baleado e morto faz reunião com pais de alunos



Colégio Adventista quer esclarecer dúvidas; aulas serão retomadas na terça.
Para polícia, principal suspeito de tiro acidental em Embu é colega de 9 anos.

A escola onde Miguel Cestari Ricci dos Santos foi morto por um disparo, provavelmente acidental, na quarta-feira (29) em Embu, na Grande São Paulo, realiza desde o início da manhã desta segunda-feira (4) reuniões com os pais de outros alunos para tratar do caso. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Colégio Adventista, onde o estudante de 9 anos morreu baleado à queima roupa. Segundo a Polícia Civil , depoimentos de outras crianças e professores revelam que o principal suspeito pelo crime pode ter sido um outro aluno, colega de Miguel e com a mesma idade da vítima.
De acordo com o colégio, o objetivo das reuniões é tentar esclarecer aos responsáveis dos demais alunos o que ocorreu dentro da escola na manhã da última quarta. Segundo a assessoria do órgão, pais estão com algumas dúvidas. As aulas estão suspensas desde a morte do menino e serão retomadas na terça (5).

Arma desaparecida
Para o setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, também na Grande SP, a morte de Miguel é tratada como homicídio. Ele teria sido morto por um outro colega de classe que teria atirado acidentalmente após levar um revólver calibre 38 para a sala de aula. A arma estaria escondida dentro da mochila do aluno suspeito, que já foi identificado. Uma menina, também aluna, teria ouvido o barulho de um tiro e visto quando o atirador guardava a arma na mochila.
A arma do crime ainda não foi localizada. Para a perícia encontrar o revólver é fundamental para realizar análises que possam confirmar de qual arma partiu o disparo que matou o menino.
Os pais do menino suspeito poderão responder pelo crime se ficar comprovado que o filho deles tenha mesmo levado uma arma pertencente aos responsáveis para o colégio. Em depoimento à polícia, os pais do suspeito negaram que guardavam alguma arma em casa. A Polícia quer revistar a casa dos responsáveis pelo garoto suspeito. O nome dele e dos pais dele não foram divulgados para não atrapalhar as investigações.
O delegado Carlos Roberto Ceroni pediu para os investigadores revistarem mochilas de outros estudantes e vasculhar a casa do aluno suspeito de matar Miguel. O uniforme e a mochila do suspeito foram apreendidos e serão periciados para saber se neles há vestígio de pólvora. O resultado dos exames deve ficar pronto até o início desta semana.

Crime
O crime aconteceu por volta de 11h da última quarta. As aulas já tinham acabado quando professores e funcionários ouviram o barulho de um tiro e encontraram Miguel já baleado dentro de uma sala de aula, sozinho. Os próprios funcionários da escola levaram Miguel até um hospital particular. O menino entrou na emergência em estado de choque e chegou a passar por cirurgia, mas morreu.
Segundo a polícia, a escola limpou o local onde o menino foi baleado e prejudicou o trabalho da perícia. Também não há câmeras de monitoramento no local.
Os policiais já ouviram 40 pessoas. Outros pais e crianças devem ser ouvidos nesta segunda. O G1 não conseguiu localizar o delegado responsável pelas investigações para comentar o assunto nesta manhã. A reportagem também não achou os pais de Miguel para falar.


G1

Bombeiros resgatam crianças presas em roda-gigante nos EUA



Bombeiros levaram mais de três horas para resgatar 17 crianças que ficaram presas em uma roda-gigante defeituosa na cidade de Racine, no Estado americano do Wisconsin, neste domingo (3).
Os membros das equipes de resgate corriam contra o tempo porque o vento forte ameaçava derrubar o brinquedo, montado para uma feira de rua do município.
Pais e outros parentes acompanharam o trabalho com tensão. As crianças, que estavam com muito frio por causa da chuva, não ficaram feridas.
Técnicos acreditam que um pino frouxo pode ter causado o incidente. As autoridades locais iniciaram uma investigação para determinar responsabilidades.


R7

Pai que estuprou a filha é condenado a mais de 10 anos de prisão em SC


O Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou nesta sexta-feira (1) um pai acusado de estuprar a filha de sete anos de idade.

De acordo com o processo, o estupro da criança foi revelado pela mãe após ela própria também ter sido atacada pelo marido. A criança havia sido estuprada há três anos e apenas agora a mãe resolveu contar à polícia. O casal ainda tem outros dois meninos.
O pai foi condenado a dez anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. Inicialmente, a pena aplicada foi de 12 anos, mas o agressor recorreu à Justiça para requerer a absolvição por meio do princípio _ in dubio pro reo_ --no processo criminal, quando houver dúvida a respeito da autoria ou materialidade da infração penal, o juiz poderá absolver o réu. Segundo ele, em momento algum ficou provada a prática do delito, já que os depoimentos das testemunhas são controversos.
O Ministério Público contestou a absolvição do acusado quanto ao estupro que teria praticado contra sua mulher. No entanto, o Tribunal apurou a existência de contradição nos depoimentos da mulher, tornando a prova inconsistente e absolvendo o acusado.
No julgamento do estupro da criança, a Justiça decidiu reduzir a pena de 12 para dez anos e seis meses de prisão, no regime fechado. O restante da sentença foi conservado intacto, porque o crime e sua autoria ficaram fortemente provados nos autos.


Folha Online

Caso Joanna: doméstica conta detalhes de horror dos últimos dias de vida da menina



Pai da criança teria dito para a empregada que menina estava amarrada porque sofria com convulsões.

Nossos repórteres localizam a empregada doméstica que testemunhou os últimos dias de vida de Joanna, a menina que morreu misteriosamente no Rio de Janeiro.
“Quando ele mostrou (a menina), eu levei um susto. A menina estava no chão, em um tapetinho, com as mãozinhas e os pezinhos envolvidos com fita adesiva. Ela não podia se mexer. Ela só gemia”, conta a doméstica.
“Ela ficava falando: ‘hum hum hum’. Aí eu perguntei para ele(pai): 'mas o que é isso?'. Aí ele disse: 'não se assusta, porque ela teve muita convulsão essa noite.Eu tive que chamar o médico, e o médico me autorizou a fazer isso para que ela não viesse a se machucar, porque se ela ficar com as mãos soltas ela vai se machucar'”, relata a doméstica.
“Joanna estava suja de xixi e cocô. Estava no chão, no tapete. Estava deitada em cima do xixi. Eu pedi para limpá-la, mas ele(pai)falou que eu não mexesse nela porque ele retornaria e cuidaria dela”, afirma.
“Ela tinha hematomas, pelo lado do tórax. A pele ficava vermelha, meio arroxeada, como se tivesse apertado alguma coisa assim”, ressalta a doméstica.
O que a doméstica conta, horrorizada, ela viu quando trabalhou na casa de André Marins, o pai de Joanna, de 5 anos. Joanna morreu no dia 13 de agosto. Uma morte cercada de brigas na Justiça e acusações.
Até o absurdo de uma menina de 5 anos ser atendida por um falso médico, Alexander de Araújo
Silva, que se encontra foragido. Uma história que desafia a polícia.
Vamos entender o caso: Joanna nunca morou com o pai. Ela nasceu de um namoro rápido entre a médica Cristiane Ferraz e o funcionário público André Marins. Eles sempre brigaram por causa da menina.
Em maio deste ano, André ganhou a guarda provisória de Joanna por 90 dias porque a Justiça aceitou o argumento do pai de que, há dois anos, ele era impedido de ver a filha.
“Eu nunca impedi o pai de ver a filha. Ele nunca nem ligou para saber dela”, afirma a mãe da menina.
Joanna veio morar com o pai, a madrasta e dois irmãos. E saiu de lá para o hospital misteriosamente em estado muito grave.
“Ele foi incapaz de ficar os 90 dias que a juíza deu para ele.Com 50 dias, ele me entregou a menina morta. Eu não me conformo com isso. Agora eu vou viver o resto da minha vida sem a minha filha”, desabafa a mãe.
Afinal, o que aconteceu com Joanna enquanto ela esteve sob os cuidados do pai? A empregada, que prefere não se identificar, é uma importante testemunha para ajudar a esclarecer o caso.
“Se ela estava sendo maltratada, eu não vi. Mas sim, ela estava muito doente. O jeitinho triste, gemendo muito, com hematomas. O olhinho fechado, inchado. Então, para mim, isso não são bons tratos”, garante a doméstica.
“Ela estava sofrendo. Pelo pouco que eu vi, estava sofrendo. Naquele dia eu cheguei em casa, chorei muito, meus filhos não queriam que eu voltasse. Era triste, de chegar chorando em casa. Eu estou chorando até hoje ', lembra.
“Isso foi em uma sexta-feira. Quando voltei na segunda, ela já estava no hospital em coma”, conta a doméstica.
Quando a mãe, que estava proibida de manter contato com a filha, foi chamada, o estado de Joanna já era praticamente irreversível. E ela percebeu que a menina estava toda machucada.
“Eu encontrei no corpo dela um corte no pé direito profundo, uma queimadura na clavícula, uma queimadura horrorosa no bumbum. E hematomas no corpo inteiro”, revela a mãe da menina.
Segundo o pai, os ferimentos foram causados pelas convulsões que Joanna sofreu enquanto estava doente na casa dele.
“Quando eu vi aquilo eu falei:’de novo eles bateram na minha filha’”, afirma a mãe.
Três anos atrás, Cristiane denunciou André na polícia por maus tratos. Ela afirma que a filha voltou da casa do pai com hematomas. O pai nega até hoje que tenha batido na criança e diz que Joanna caiu no banheiro.
“Ela não queria ir com ele porque ela falava que ele era mau. Ela falava: ‘ele bate em mim, me dá banho frio, eu não gosto dele’”, afirma.
André tem várias passagens pela polícia, a primeira e a atual esposa registraram queixa contra ele por agressão física. Em outra ocorrência, ele é a vítima. Sua atual esposa, Vanessa, quebrou uma cadeira na cabeça dele. Motivo? Ela não queria que André fizesse uma festa de aniversário para Joanna.
Segundo a empregada doméstica, testemunha do caso, a madrasta mentiu sobre a condição de Joanna no momento da contratação dela.
“Quando a Dona Vanessa me contratou, falou que a casa estava muito suja, com muita roupa para lavar, devido ter três crianças, com uma que era especial. Eu calculei que a menina fosse cadeirante ou tivesse algum problema físico. Quando a desamarraram,eu vi que ela ficou de pé, normal. Eu falei: ‘ué, mas ela não é especial, ela está doente”, ressalta.
Afinal, qual foi a causa da morte de Joanna? Na semana passada foi divulgado que teria sido meningite viral. Mas o laudo definitivo, com a causa da morte e dos ferimentos encontrados no corpo de Joanna quando ela foi internada, está previsto para sair nos próximos dias.
O Fantástico tentou falar várias vezes com André Marins através do seu advogado, por telefone e até pessoalmente. Em nenhuma das tentativas a equipe foi atendida.
“O que eu tenho que fazer agora é só chorar a desgraça de ter perdido a minha filha. É só o que eu faço o tempo inteiro. Eu volto para casa e olho o quarto sem cama e continuo chorando. Eu acordo todos os dias chorando”, revela a mãe de Joanna.


Fantástico

Cientistas dizem poder prever quais embriões têm mais chance em fertilização in vitro


Cientistas dos EUA dizem ter desenvolvido uma técnica para prever com mais precisão quais embriões têm mais chances de sucesso na fertilização in vitro.

A equipe, da Universidade Stanford, estudou a velocidade da divisão celular nos primeiros dias do desenvolvimento embrionário. Os que se desenvolviam em um determinado ritmo tinham mais chance de maturar na forma de “blastocistos”, prontos para serem implantados e fertilizados.
Publicado na revista científica Nature Biotechnology, o estudo pode ajudar a compreender o motivo pelo qual alguns casais não conseguem produzir embriões viáveis.

Vencedores
Um dos problemas da fertilização in vitro não é relacionado à fertilização em si, e sim à escolha dos óvulos que podem ter mais chances de derivar em uma gravidez bem-sucedida.
Em geral, acredita-se que os embriões que se tornam “blastocistos” – um grupo de 70 a 100 células – até o sexto ou sétimo dia após a fertilização são os candidatos com as maiores chances.
Diversas clínicas de fertilização in vitro, principalmente na Grã-Bretanha, têm esperado esse período antes de escolher embriões para implantação, mas a pesquisa da Stanford pode oferecer uma maneira mais rápida para fazer essa escolha.

Semelhanças
Os cientistas usaram câmeras que filmam sequências de fotos para observar o desenvolvimento de embriões descongelados. Descobriram que aqueles que evoluíram para “blastocistos” tinham semelhanças entre si quando estavam no estágio anterior.
Essas semelhanças estavam na maneira como as células se dividiam para formar outras duas novas células: a velocidade de uma parte da primeira divisão, o intervalo entre a primeira e a segunda divisões e, depois, se as as células resultantes se dividiam novamente em momentos parecidos.
Tudo isso normalmente acontece nos dois primeiros dias do desenvolvimento embrionário, oferecendo uma resposta potencialmente mais rápida para a dúvida de se um embrião tem ou não chances de sucesso.

Surpresa
Para Reijo Pera, professor que liderou o estudo, foi uma surpresa poder prever o processo com precisão.
“Sempre pensamos nos processos de vida ou morte do embrião, mas, na realidade, descobrimos que cada célula no embrião está tomando decisões de maneira autônoma. Ninguém havia observado isso antes.”
A ausência de estudos prévios reflete a falta de embriões humanos disponíveis para pesquisas. Testes em embriões de ratos são menos confiáveis porque a maioria deles chega ao estágio de blastocisto – o que não ocorre com humanos.
A embriologista Virginia Bolton, consultora do hospital Guy´s and St. Thomas, em Londres, opina que é improvável que a descoberta aumente as chances de sucesso das fertilizações in vitro na Grã-Bretanha.
Mas a especialista vê benefícios: “Esses dias extras usados na observação dos embriões envolvem muitos gastos – então, (o fato de ser possível identificar em menos dias qual embrião pode ser bem-sucedido) pode resultar em economia de dinheiro para os pacientes”.


BBC Brasil

Roger Abdelmassih admite que dava beijos em suas pacientes


Brasília. Em interrogatório à Justiça, o médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 crimes sexuais a clientes de sua clínica de reprodução assistida, teria negado os abusos e dito que apenas dava beijos no rosto das pacientes. Segundo ele, o cumprimento afetuoso é uma característica familiar, sem qualquer outra intenção. Chorando, ele teria prometido à juíza Kenarik Felippe que não faria mais isso.
O conteúdo do depoimento de três horas de Adelmassih à Justiça foi obtido com exclusividade pelo programa "Fantástico", da TV Globo. O interrogatório foi no dia 7 de maio deste ano. O depoimento é considerado o mais importante do inquérito antes de a Justiça decidir se o especialista em reprodução assistida é culpado ou inocente.
Abdelmassih chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009. O então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu ao médico o direito de responder ao processo em liberdade. Já foram ouvidas mais de 200 pessoas. Entre elas, há 130 testemunhas de defesa e 35 mulheres que dizem ter sido atacadas dentro da clínica do médico. Algumas afirmam que sofreram mais de um abuso.


domingo, 3 de outubro de 2010

Índio anda oito quilômetros para votar pela primeira vez em SC


Aldeia de Ananias Pinto fica a cinco quilômetros da seção eleitoral.
Para voltar, ele conseguiu uma carona por um trecho.

O inídio Ananias Pinto, de 18 anos, da Aldeia Kondá, andou oito quilômetros para votar em Chapecó (SC), neste domingo (3).
Ele saiu de casa às 7h e chegou às 9h na escola municipal Água Amarela, distante cinco quilômetros de sua aldeia.
Para ir às urnas pela primeira vez, o eleitor usou sua melhor roupa: camisa, calça e sapato social. No retorno para casa, ele conseguiu uma carona de moto e economizou um trecho de dois quilômetros.

Balanço
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Santa Catarina informou que oito pessoas foram presas até as 12h de hoje por crime eleitoral.
Foram sete detenções por propaganda boca de urna e uma por divulgação de propaganda eleitoral. O eleitor detido estava distribuindo santinhos de um deputado estadual na rua e foi preso em flagrante. Ainda, segundo o TRE, houve a troca de 32 urnas eletrônicas no estado.

(* Com informações do Diário Catarinense)


Decidindo quem vive no Haiti

Recém nascido é aquecido por uma lâmpada a bordo do navio americano USS Bataan. Além dos militares, várias missões de médicos americanos foram ao Haiti (Marinha Americana/AFP)

Médico americano relata luta para salvar bebê prematuro no país atingido pelo terremoto

Éramos 18 médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde do Hospital Infantil de Boston, numa missão de nove dias no Hospital Geral em Porto Príncipe, capital do Haiti, para trabalhar com uma equipe pediátrica local.
Era a primeira semana de maio, quase quatro meses após o terremoto, e a situação permanecia terrível. Havia destroços por toda parte, muitos prédios estavam inutilizáveis e todo o tratamento pediátrico estava sendo realizado em tendas. Os suprimentos eram esparsos e não-confiáveis.
Os obstetras do Hospital Geral estavam em greve, e mulheres em trabalho de parto eram encaminhadas a qualquer outro lugar. Mas havia se espalhado a notícia de que médicos americanos estavam no hospital, e muitos pacientes simplesmente se recusavam a ir embora.
E foi naquela chuvosa manhã de domingo que havia seis mulheres em trabalho de parto ativo no pronto-socorro. E logo uma delas, no final da adolescência, pariu um pequeno menino, de apenas um quilo. Um neonatologista de nossa equipe estimou que ele estivesse prematuro em dois meses. (A mãe afirmava nem mesmo saber que estava grávida.)
Bebês prematuros podem passar por muitos problemas, e quanto menores eles são, maior o risco de complicações. Eles geralmente têm dificuldade em manter uma temperatura corporal normal, perdendo calor para o ambiente mais rápido do que conseguem gerá-lo. É por isso que eles são mantidos em incubadoras até que consigam se manter aquecidos por conta própria. Eles sofrem altos riscos de infecções, além de problemas com alimentação e respiração.
Estilo "MacGyver" — Assim que o bebê nasceu, nós o secamos e enfaixamos, e começamos a procurar por um lugar onde ele pudesse ser receber cuidados até estar estável o bastante para ir para casa. Não havia incubadoras funcionando no hospital, nem camas livres nas tendas pediátricas – e tampouco tivemos sorte em encontrar incubadoras nos outros hospitais.
Então um médico americano, trabalhando em outro acampamento, nos disse ter enfrentado uma situação similar alguns dias antes, e que havia construído sua própria incubadora – ao estilo “MacGyver", como ele mesmo disse. Ele sugeriu que fizéssemos o mesmo.
E foi isso que fizemos. Pegamos uma caixa de papelão da sala de suprimentos médicos, a acolchoamos com alguns panos médicos e um cobertor, e encontramos um abajur de mesa com uma lâmpada para servir como fonte de calor. Pronto, nosso paciente mais jovem agora tinha uma incubadora.
"Ele não vai sobreviver" — Na manhã seguinte, tentamos persuadir a pediatra haitiana em serviço a aceitar o bebê nas tendas pediátricas. “Não sejam ridículos”, zombou ela, pelo que me lembro. “Um bebê tão pequeno não vai sobreviver. Ele não tem chance de sobrevivência, e nós não temos camas livres para desperdiçar”.
Nenhum de nós se sentiu confortável para argumentar com ela. Mesmo assim, sabíamos que enviar o bebê à cidade de tendas de sua mãe enquanto ele estava tão vulnerável seria uma sentença de morte. Assim, decidimos manter ele e sua mãe no pronto-socorro até que um local adequado fosse encontrado – sabendo que precisávamos achar uma solução antes de retornar a Boston, já que a equipe que viria nos substituir não incluiria pediatras qualificados para tratar complicações de prematuridade.
Encontramos uma mamadeira, além de algumas roupas e fraldas. As enfermeiras ensinaram a mãe como inserir leite na mamadeira e alimentá-lo. Nós o estávamos chamando de “bebê na caixa”; agora ele havia se tornado Jack, como “Jack in the Box”. Ele ficou bem, e sua mãe, após superar a surpresa do nascimento inesperado, se uniu a ele devotadamente.
Diariamente pressionávamos seu caso à equipe médica haitiana, e diariamente éramos recusados.
“Não há espaço para ele”, éramos informados, embora parecesse haver camas para outras crianças nas tendas pediátricas.

Teimosia — Finalmente, na sexta-feira, encontramos uma incubadora para ele em outro hospital. Transferimoso o bebê e sua mãe para lá, satisfeitos por termos conseguido cuidar dele nos primeiros dias – mas totalmente cientes das probabilidades que ele enfrentaria adiante. No dia seguinte retornamos a Boston.
Seis semanas após nossa volta, numa reunião informal, o neonatologista disse ter ficado sabendo que Jack havia sido liberado com sua mãe com boa saúde, pesando 2,5 quilos.
Ficamos extasiados. Nossa teimosia tinha valido a pena.
Mas nossa euforia foi abrandada por uma triste realidade. Analisando o cenário geral, tínhamos de reconhecer que os médicos haitianos provavelmente estavam certos.
Estávamos em Porto Príncipe, afinal, e não em Boston. Obviamente os haitianos, astutamente cientes do que podiam ou não podiam fazer com os recursos disponíveis, saberiam mais que um grupo de estrangeiros bem-intencionados acostumados aos melhores equipamentos que o dinheiro pode comprar. Não faria muito mais sentido investir tempo, esforços e os escassos recursos num bebê com maiores chances de sobreviver?
Mesmo assim, isso não era uma discussão abstrata sobre a alocação adequada de recursos médicos num país pobre, mas uma decisão sobre o destino de um bebê que estava vivo. Ele era nosso paciente, e estávamos determinados a lhe proporcionar o melhor atendimento possível.
Na visão do cenário menor, uma vida havia sido salva.

*Dennis Rosen é pneumologista pediátrico no Hospital Infantil de Boston e professor da Escola de Medicina de Harvard.


Mulher é atropelada e arremessada por veículo no Pará



Uma mulher foi atropelada e arremessada a 20 metros de distância por um carro em alta velocidade na manhã deste sábado em Belém, no Pará. O acidente foi registrado por câmeras de segurança.
Logo após o acidente, dois carros da Polícia Militar chegaram ao local, mas o motorista não foi levado à delegacia. Testemunhas disseram que ele parecia estar bêbado.
A ocorrência foi registrada pela família da vítima horas depois. Apesar da gravidade do acidente, Rosalina de Jesus, de 44 anos, sofreu leves escoriações e passa bem.


eBAND

Muro com imagens da boemia carioca é inaugurado na Lapa

Mulatas, sambistas, malandros e jogadores de sinuca foram retratados por um grupo de 15 grafiteiros. (Foto: Divulgação)
Trabalho foi concluído na sexta-feira (1º) e durou sete dias.
Iniciativa faz parte do projeto de revitalização do bairro


Um muro de 300 metros com imagens da boemia carioca foi inaugurado neste sábado (2), na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. Mulatas, sambistas, malandros e jogadores de sinuca foram retratados por um grupo de 15 grafiteiros. O trabalho de criação sobre o tema “Rio, Samba, Boemia Carioca, Lapa” foi concluído na sexta-feira (1º) e durou sete dias.

A iniciativa faz parte do projeto de revitalização do bairro e do Programa Antipichação, que estimula a prática do grafite como forma de conscientização. Para realizar o trabalho foram utilizados cem sacos de cimento, três caminhões de areia, 650 latas de spray,120 litros de tinta látex, três andares de andaime, 35 cores diferentes, dois pincéis, dois rolos de tinta e dez toalhas.
O muro fica em frente ao cartão-postal da boemia, os Arcos da Lapa, e em meio a casas de shows e restaurantes.


G1

sábado, 2 de outubro de 2010

Brasileira passa cinco horas algemada em voo da Continental Airlines


RIO - Uma confusão envolvendo uma brasileira e quatro policiais federais americanos que faziam a segurança de um voo da Continental Airlines, terminou, nesta sexta-feira, na Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional Tom Jobim do Rio. A brasileira, casada com um juiz federal do Rio, acusou os policiais de agressão, registrou queixa e foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo delito. Os policiais foram apresentados à Justiça Federal.
Testemunhas contaram que a mulher, bastante irritada, discutiu com um tripulante e acabou dominada com violência pelos policiais americanos, passando cerca de cinco horas algemada. Só foi libertada quando chegou ao Rio, ao ser apresentada aos federais do Rio.
O avião decolou de Houston, no estado do Texas (Estados Unidos) às 21h15 de quinta-feira e pousou nesta sexta-feira no Rio por volta das 9h30m.

Antônio Werneck


Contra preconceito, famílias afegãs criam meninas como meninos


Crianças são chamadas de “bacha posh”: ‘vestida como um menino’.
Prática permaneceu basicamente oculta a forasteiros.


Aos seis anos, Mehran Rafaat é como muitas meninas de sua idade. Ela gosta de ser o centro das atenções. Assim como suas três irmãs mais velhas, ela está ávida por conhecer o mundo fora do apartamento de sua família, em seu bairro de classe-média em Cabul. Mas quando sua mãe, Azita Rafaat, membro do parlamento, veste as crianças para a escola pela manhã, há uma importante diferença. As irmãs de Mehran colocam vestidos pretos e véus na cabeça, amarrados firmemente sobre seus rabos-de-cavalo. Para Mehran, são calças verdes, uma camisa branca e uma gravata, seguidos de uma ajeitada de sua mãe em seus curtos cabelos negros. Depois disso, sua filha sai de casa – como um garoto afegão.
Não existem estatísticas sobre quantas meninas afegãs se disfarçam de meninos. Mas quando questionados, afegãos de diversas gerações sempre têm uma história sobre uma amiga, parente, vizinha ou colega de trabalho que cresceu vestida como menino. Para os que sabem, essas crianças não são chamadas nem de “filha” e nem de “filho”, mas de “bacha posh”, que significa literalmente “vestida como um menino” na língua dari.
Com dúzias de entrevistas conduzidas ao longo de diversos meses, onde muitas pessoas preferiram permanecer anônimas ou usar somente seus primeiros nomes – por medo de expor suas famílias –, foi possível investigar uma prática que permaneceu basicamente oculta a forasteiros. Ainda assim, ela atravessa classe social, nível de educação, etnia e geografia, e perdurou até mesmo durante as muitas guerras e governos do Afeganistão.

Razões econômicas
As famílias afegãs possuem muitas razões para disfarçar suas filhas de meninos, incluindo necessidade econômica, pressão social para ter filhos e, em alguns casos, uma superstição de que fazer isso poderia levar ao nascimento de um menino real. Sem um filho homem, os pais decidem criar um, geralmente cortando os cabelos de uma filha e vestindo-a em roupas afegãs tipicamente masculinas. Não existe uma proibição legal ou religiosa específica contra a prática. Na maioria dos casos, o retorno à feminilidade ocorre quando a criança entra na puberdade. Quase sempre são os pais que tomam essa decisão.
Numa terra onde os filhos são mais valorizados, já que na cultura tribal apenas eles podem herdar a riqueza do pai e dar continuidade ao nome, famílias sem garotos são objeto de pena e desdém. Mesmo um filho inventado eleva a posição da família, ao menos por alguns anos. Uma bacha posh também pode mais facilmente obter educação, trabalhar fora de casa e até mesmo acompanhar suas irmãs em público, permitindo liberdades inexistentes para meninas numa sociedade que segrega rigidamente homens e mulheres.
Mas para algumas delas, a mudança pode ser tão desnorteante quanto libertadora, lançando a mulher num limbo entre os sexos.
“Sei que é muito difícil para você acreditar que uma mãe faça isso à sua filha mais nova”, disse Rafaat num inglês por vezes imperfeito, durante uma das muitas entrevistas ao longo de várias semanas. “Mas quero lhe dizer, algumas coisas que acontecem no Afeganistão são realmente inimagináveis para vocês do ocidente”.

Frustração e decepção
A partir daquele fatídico dia em que ela se tornou mãe pela primeira vez – 7 de fevereiro de 1999 –, Rafaat sabia que havia fracassado, segundo ela, mas estava exausta demais para falar, tremendo sobre o chão frio da pequena casa de sua família, na província de Badghis.
Ela havia acabado de parir – ao mesmo tempo – as irmãs mais velhas de Mehran, Benafsha e Beheshta. A primeira gêmea nasceu após quase 72 horas de trabalho de parto, prematura em um mês. A menina pesava apenas 1,2 quilos e inicialmente não respirava. Sua irmã veio 10 minutos depois. Ela também estaca inconsciente.
Quando sua sogra começou a chorar, Rafaat sabia que não era por medo de que suas netas não sobrevivessem. A velha mulher estava decepcionada.
“Por que”, chorava ela, segundo Rafaat, “estamos recebendo mais mulheres na família?”

Submissão
Rafaat havia crescido em Cabul, onde era uma brilhante aluna, falando seis idiomas e nutrindo altos sonhos de se tornar uma médica. Porém, quando seu pai a obrigou a ser a segunda esposa de seu primo em primeiro grau, ela teve de se contentar em ser a esposa de um agricultor analfabeto, numa casa rural sem água corrente ou eletricidade, onde quem mandava era a sogra enviuvada – e onde ela deveria ajudar a cuidar de vacas, ovelhas e galinhas. Ela não se saiu muito bem.
Os conflitos com sua sogra se iniciaram imediatamente, à medida que a jovem Rafaat insistia numa higiene melhor e em ter mais contato com os homens da casa. Ela também pediu que sua sogra parasse de bater na primeira esposa de seu marido com a bengala. Quando Rafaat finalmente quebrou a bengala em protesto, a mulher mais velha exigiu que seu filho, Ezatullah, controlasse sua nova esposa.
E ele começou a fazer isso, com uma vara de madeira ou um fio de metal. “No corpo, no rosto”, lembrou. “Eu tentei fazer com ele parasse. Eu pedia que ele parasse. Algumas vezes não conseguia pedir”.

Família
Logo, ela ficou grávida. A família a tratou um pouco melhor conforme ela crescia.
“Desta vez eles estavam esperando por um filho homem”, explicou ela.
A primeira esposa de Ezatullah Rafaat havia tido duas filhas, uma das quais morrera ainda bebê, e não podia mais engravidar. Azita Rafaat pariu duas meninas, uma decepção em dobro.
Ela enfrentou constantes pressões para tentar novamente, e assim o fez, com mais duas gravidezes, e quando teve mais duas meninas – Mehrangis, hoje com 9 anos, e finalmente Mehran, a menina de seis anos.
Questionada se ela alguma vez havia pensado em deixar seu marido, ela reagiu com completa surpresa.
“Eu pensava em morrer”, disse ela. “Mas nunca pensei no divórcio. Se eu tivesse me separado, teria perdido minhas filhas, e elas não teriam nenhum direito. Eu não sou das que desistem”.

Direitos das mulheres
Hoje, ela está num cargo de poder, pelo menos no papel. Ela é uma das 68 mulheres no parlamento de 249 membros do Afeganistão, representando a província de Badghis. Seu marido está desempregado e passa a maior parte de seu tempo em casa.
Persuadindo-o a se afastar de sua sogra e se oferecendo para contribuir nos rendimentos da família, ela estabeleceu a base para sua vida política. Três anos depois de casada, depois da queda do regime talibã em 2002, ela começou a trabalhar como voluntária de saúde para diversas organizações não-governamentais. Hoje ela ganha US$2 mil por mês como membro do parlamento.
Como política, ela trabalha para aprimorar os direitos das mulheres e o estado de direito. Ela concorreu recentemente à reeleição. Mas ela só podia concorrer com a permissão explícita de seu marido, e pela segunda vez consecutiva, ele não foi persuadido facilmente.
Ele queria tentar novamente ter um filho homem. Seria difícil conciliar a gravidez e um novo bebê com seu trabalho, disse ela – e ela sabia que poderia simplesmente ter outra filha.
Mas a pressão para ter um menino se estendeu além de seu marido. Esse era o único assunto que seus eleitores conseguiam abordar quando vinham a sua casa, disse ela.
“Quando você não tem um filho homem no Afeganistão”, explicou ela, “é como algo faltando em sua vida. Como se você perdesse o motivo mais importante de sua vida. Todos se sentem tristes por você”.

Disfarce
Numa tentativa de preservar seu emprego e acalmar seu marido, além de evitar a ameaça de ele conseguir uma terceira esposa, ela propôs a ele que eles fizessem sua filha mais nova se parecer com um menino.
Eles conversaram com a filha juntos, disse ela, e lhe fizeram uma atraente proposta: “Você quer se parecer com um menino e se vestir como menino, e fazer as coisas mais divertidas como os meninos fazem, como andar de bicicleta, jogar futebol e críquete? E você gostaria de ser como seu pai?”
Mehran não hesitou em responder que sim.
Naquela tarde, seu pai a levou ao barbeiro, onde seu cabelo foi aparado bem curto. Eles seguiram até o mercado, onde ela ganhou roupas novas. Sua primeira vestimenta era “algo como uma roupa de caubói”, disse Rafaat, querendo dizer um par de calças jeans e uma camisa vermelha de algodão com uma estampa nas costas dizendo “superstar”.
Ela ganhou até mesmo um novo nome – originalmente chamada Manoush, seu nome foi ajustado para um que soasse mais masculino: Mehran.
A volta às aulas de Mehran – usando calças e sem o rabo-de-cavalo – transcorreu sem grandes reações de seus colegas de escola. Ela ainda cochila durante as tardes com as meninas, e troca de roupa numa sala diferente da dos meninos. Alguns de seus colegas de sala a chamam de Manoush, enquanto outros usam Mehran. Mas ela sempre se apresenta aos recém-chegados como menino.


G1