quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ex-'bebê fumante' da Indonésia diz que abandonou o vício após 'rehab'


TV americana reencontra Aldi, que virou fenômeno online no ano passado.
Ele disse que sente vontade de fumar, mas prometeu nunca voltar ao hábito.


O bebê indonésio Aldi SugandaRizal, que ficou mundialmente famoso porque, quando tinha 2 anos, fumava 40 cigarros por dia, atualmente tem 4 anos e largou o vício.

Uma equipe da TV ABC, dos EUA, foi à casa simples em que Aldi mora com os pais em Sekayu, Sumatra, e reencontrou-o, mais de um ano após ele ter virado um fenômeno online, com um vídeo visto por mais de 13 milhões de pessoas no YouTube.

Aldi passou por um tratamento para largar o vício em Jacarta, capital do país, paga pelas autoridades de saúde, depois da repercussão internacional do caso.

Gordinho e com boa aparência, ele garante que parou de fumar, apesar de ainda sentir vontade.

Sua mãe, Diana, diz que ele às vezes faz "chantagem" e ameaça voltar ao cigarro -mas só quando quer forçá-la a comprar brinquedos.

O enviado da TV americana mostrou a Aldi pela primeira vez o vídeo em que ele aparecia fumando. Ele disse que estava feliz por se ver no vídeo, mas triste por estar sendo chamado de "menino fumante".

Questionado pelo repórter se iria voltar ao cigarro, ele disse que não."Eu prometo."

G1

STJ afirma que boletim de ocorrência basta para ação com base na Lei Maria da Penha


O registro de ocorrência perante autoridade policial serve para demonstrar a vontade da vítima de violência doméstica em dar seguimento à ação penal contra o agressor, conforme dispõe a Lei Maria da Penha. A decisão é da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e unifica o entendimento da Corte sobre o tema.

Para a ministra Maria Thereza de Assis Moura, a lei não exige requisitos específicos para validar a representação da vítima. Basta que haja manifestação clara de sua vontade de ver apurado o fato praticado contra si. Por isso, foi negado o habeas corpus. O entendimento é aplicado também pela Quinta Turma do STJ.

A denúncia havia sido rejeitada pela falta de representação, o que foi revertido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). O réu é acusado de violência doméstica (artigo 129, parágrafo 9º do Código Penal) e ameaça (artigo 147), em tese, praticados contra sua irmã. Para a defesa, seria necessário termo de representação próprio para permitir que o Ministério Público desse seguimento à ação penal.

Processo: HC 101742

Fonte: Superior Tribunal de Justiça

Revista Jus Vigilantibus

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vídeo gravado pelo exército mostra que traficantes continuam a vender drogas na Vila Cruzeiro, mesmo com ocupação militar


RIO - Apesar da ocupação militar nos Complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte, traficantes continuam na região vendendo drogas e portando armas, mesmo que de pequeno calibre. Um video feito pelo serviço de inteligência da Força de Pacificação mostra bandidos agindo livremente na Rua 9, na Vila Cruzeiro. De acordo com o comandante da Força de Pacificação, general Cesar Leme Justo, equipes militares ficaram durante uma noite em um posto de observação e puderam constatar a boca de fumo funcionando a todo vapor. Após filmar traficantes, militares agiram no local e doze pessoas foram detidas. Duas delas, identificadas como Marcos Aurélio da Silva e Edson Marques Barros, foram presas por associação ao tráfico.

O vídeo começou a ser feito no domingo antes do conflito entre moradores e militares, que ocorreu em outro ponto, no Complexo do Alemão, e continuou sendo realizado durante toda a noite . As imagens mostram traficantes vigiando a boca de fumo no início da noite. Uma moradora chega a levar jantar para os homens que vendem drogas. Em seguida, o grupo vende drogas e conta dinheiro. O movimento da boca de fumo aumenta por volta das 23h, e o grupo somente se separa quando percebe a chegada das tropas do Exército.

O general Leme classificou como pontual o episódio entre moradores e militares no domingo no Complexo do Alemão. O comandante acrescentou que, na noite desta segunda-feira, os militares tiveram que intervir, uma vez que um grupo de mototaxistas se misturou aos manifestantes e começou a provocar os militares com palavras e jogando pedras. Na avaliação do general, um grupo, provavelmente ligado ao tráfico de drogas, se aproveitou da situação de protesto dos moradores para tentar desmoralizar a ação do Exército na região.

O Globo

Insônia tira US$ 63,2 mi da produtividade dos EUA por ano


A falta de sono custa a cada americano uma média de 11,3 dias de trabalho ou a perda de US$ 2,28 mil em sua produtividade anual

WASHINGTON - A insônia entre os trabalhadores causa uma perda de produtividade de US$ 63,2 milhões anuais nos Estados Unidos, segundo um estudo publicado na revista Sleep.

A falta de sono custa a cada americano uma média de 11,3 dias de trabalho, ou a perda de US$ 2,28 mil em sua produtividade anual. Em termos nacionais, a perda é de 252,7 dias e US$ 63,2 milhões, indicou o estudo.

"Estamos chocados com o enorme efeito que a insônia tem na vida das pessoas. É um problema subestimado, porque os americanos não estão faltando ao trabalho, mas rendem menos" devido ao cansaço causado pela insônia, disse o autor do estudo, Ronald Kessler.

O impacto da insônia na produtividade poderia justificar a criação de programas para tratá-la dentro das empresas, acrescentou Kessler, porque como não é considerada uma doença, os empregados tendem a ignorar suas consequências.

Os resultados foram extraídos de uma mostra de 7.428 trabalhadores para o Estudo Americano Sobre a Insônia, que descreveu seus hábitos de sono e seu rendimento profissional, entre outras variáveis. Segundo a pesquisa, realizada entre 2008 e 2009, 23,2% dos empregados registrou problemas de insônia.

O sintoma foi maior entre as mulheres (27,1%) do que entre os homens (19,7%), enquanto os idosos de 65 anos registraram uma menor incidência do problema que o resto dos trabalhadores (14,3%).

Outro estudo, publicado nesta mesma edição da revista, mostra que os idosos costumam ter mais disfunções do sono e explica, segundo seus resultados, que a descoloração da lente ocular pode estar relacionada com isso. "Há um forte vínculo entre o amarelamento da lente e a idade, o que pode explicar por que os problemas para dormir são mais frequentes entre as pessoas mais velhas", disse a autora desse estudo, Line Kessel.

Os pesquisadores examinaram os olhos de 970 voluntários mediante um método não invasivo para determinar quanta luz azul chega à retina. A luz azul é uma parte do espectro visível de luz que influi no ciclo normal de sono para ajudar a liberar no cérebro a melatonina, um hormônio que regula os ciclos de vigília e sono.

"Os resultados mostram que enquanto o amarelamento dos olhos com a idade tem pouca importância para a função visual, pode ser responsável pela insônia nas idosos", acrescentou Kessel.

O especialista disse que as operações de cataratas tiveram efeitos positivos nos distúrbios do sono nos pacientes. Segundo Kessel, ela e outros pesquisadores estudam um método não invasivo para eliminar a luz amarela da lente ocular com laser, mas que ainda não está pronto.

Estadão

Justiça rejeita recurso e manda prender fazendeiro pela morte de Dorothy Stang


BRASÍLIA - A 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Pará negou nesta terça-feira o recurso apresentado pelo fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta em 2005, com seis tiros.

Considerado mandante do crime, Galvão tentava anular a sentença proferida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém (PA), em abril de 2010. Além de rejeitar o apelo do fazendeiro e manter a condenação, os juízes aprovaram, por unanimidade, o pedido da relatora da apelação, a juíza convocada Nadja Nara Cobra, para a prisão preventiva de Galvão.

Condenado a cumprir a pena inicialmente em regime fechado, Galvão obteve um habeas corpus que lhe permitiu recorrer da sentença em liberdade provisória, sendo o único dos cinco acusados pelo assassinato da missionária a continuar solto. O fazendeiro sempre negou qualquer participação no crime.

Galvão ainda pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Porém, com o pedido de prisão cautelar aprovado nesta terça, se o fizer, deverá aguardar o julgamento na prisão, a menos que consiga outro habeas corpus. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça estadual, o mandado é emitido instantaneamente, pela internet, à Polícia Civil, encarregada de localizar e prender o fazendeiro.

Defensora dos direitos de pequenos produtores rurais da região de Altamira (PA), área de intenso conflito fundiário, Dorothy Stang foi morta com seis tiros em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu (PA).

Os outros condenados por participação no assassinato da missionária são Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado a 30 anos de prisão; Rayfran das Neves, o Fogoió, condenado a 27 anos; Clodoaldo Batista, o Eduardo, condenado a 17 anos; e Amair Feijoli, o Tato, sentenciado a 27 anos.

O Globo

Dia do Sexo: dez motivos para comemorar



Atividade sexual traz benefícios para a saúde

No dia 06 de setembro — sugestivamente, 06/09 — é comemorado o Dia do Sexo. A data é celebrada desde 2008, após uma ação de marketing de um fabricante de preservativos.

Algo tão bom quanto o sexo nem precisaria de motivos para ser praticado, certo? De qualquer maneira, Donna online lista 10 ótimas razões para aproveitar a ocasião e comemorar.

01) Sexo alivia as crises de enxaqueca
Dor de cabeça não é desculpa para fugir da relação. Pelo contrário. Segundo o ginecologista Neucenir Gallani, o orgasmo libera substâncias que atuam no sistema nervoso, como endorfinas.

— Elas diminuem a sensibilidade à dor — explica.

02) Sexo fortalece os ossos
Uma frequência regular de relações sexuais aumenta o nível de estrogênio no organismo. O hormônio feminino tem efeito protetor na saúde óssea, especialmente em mulheres que estão ou já passaram da menopausa.

03) Sexo combate a incontinência urinária
De acordo com Gillian Vanhegan, do Royal College Obstetricians and Gynaecologists, no Reino Unido, o sexo é uma boa forma para fortalecer a musculatura pélvica, que detém a urina. Conforme a idade avança, esses músculos vão enfraquecendo e a mulher pode desenvolver incontinência.

04) Sexo alivia as cólicas da TPM
Não é regra, mas acontece com algumas mulheres. Os movimentos realizados no ato sexual estimulam os órgãos internos, que ficam mais relaxados. Com isso, há diminuição das dores nos dias que antecedem a menstruação.

— Mas há mulheres que, na fase pré-menstrual, não têm disposição para o sexo e forçar a barra pode ser pior — alerta o médico Neucenir Gallani.

05) Sexo melhora o aspecto da pele
O que, para muitas, é apenas ditado popular, na verdade é comprovado por cientistas. Um estudo realizado pela Universidade Queens, no Reino Unido, apontou que o orgasmo libera hormônios ligados ao brilho e à textura da pele e dos cabelos. Além disso, a vasodilatação e o aumento da temperatura corporal causados pela atividade sexual contribuem para uma pele mais viçosa.

06) Sexo melhora o sono
O relaxamento que o orgasmo traz contribui para que você durma melhor — e não apenas no dias em que houver sexo. A reação tem efeito prolongado, devido à ação dos neurotransmissores que passam a agir no organismo com mais regularidade e numa quantidade maior.

07) Sexo diminui o estresse
O prazer associado ao sexo e às relações afetivas causa maior estabilidade emocional. Com isso, os níveis de estresse tendem a diminuir. O cortisol, conhecido como hormônio do estresse, também tem sua produção reduzida, conforme explica um estudo escocês publicado na revista Biological Psychology.

08) Sexo queima calorias
Segundo a Associação Americana de Educadores e Terapeutas Sexuais, meia hora de sexo queima, em média, 85 calorias. Imagine o efeito acumulado de quem pratica o "exercício" regularmente...

09) Sexo aumenta a imunidade
Um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos, mostrou que uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo responsável pela proteção do organismo contra infecções, gripes e resfriados.

10) Sexo ajuda a envelhecer melhor
Um estudo da Universidade da Califórnia (EUA) mostrou que mulheres que transam com regularidade têm uma velhice mais tranquila. Os pesquisadores concluíram que uma rotina sexual ativa após os 60 anos contribui para a qualidade de vida e a felicidade.

donna

Produto de limpeza é usado como droga, com efeito semelhante ao lança-perfume


A droga apreendida no Rio Grande do Sul não é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ele é usado na limpeza de equipamentos eletrônicos e de refrigeração.

R7

Hemorragia é estancada, mas Sócrates continua em estado grave


Boletim médico informa que Doutor segue respirando por aparelhos; sangue volta a circular normalmente após intervenção com catéter

O Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, divulgou na manhã desta terça-feira o primeiro boletim médico sobre Sócrates. Sem dar muito detalhes do estado de saúde do ex-jogador, o hospital informou que o retorno ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando ele apresentou, mais uma vez, um quadro de hemorragia digestiva alta causada por uma hipertensão portal (pressão elevada na veia porta).

A equipe médica que está cuidando do Doutor, assim como na primeira vez em que Sócrates esteve internado, utilizou um catéter para que o sangramento fosse estancado e a circulação pudesse voltar ao normal. Apesar do procedimento ter sido considerado um sucesso, segundo informações de Kátia Bagnarelli, esposa do ex-jogador, ele continua respirando por aparelhos na UTI.

Sócrates já havia sido hospitalizado no último mês, quando apresentou pela primeira vez o problema. Na ocasião, ele passou uma semana no hospital e foi liberado no dia 27 de agosto. A família do ex-atleta informou na última segunda-feira que o quadro do Doutor é grave.

Confira o boletim médico:
O Hospital Israelita Albert Einstein informa que o paciente Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira retornou ao hospital na madrugada de segunda-feira, 05 de setembro, por apresentar novo episódio de hemorragia digestiva alta devido à hipertensão portal.

Fora adotados procedimentos medicamentosos, endoscópicos e por radiologia intervencionista para controle do sangramento. O paciente está sob cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), respirando com o auxílio de aparelhos e em uso de drogas para manutenção da pressão arterial.

O Hospital Israelita Albert Einstein fornecerá boletins assim que houver nova informação.

Médicos Responsáveis

Dr. Bem-Hur Ferraz Neto

Dr. Pedro Custódio de Mello Borges

Diretor de Prática Médica

Dr. Oscar Fernando Pavão dos Santos

G1

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Denúncias de abuso sexual podem prejudicar missão no Haiti, diz ONU


A porta-voz da missão de paz da ONU para o Haiti (Minustah), Eliane Nabaa, reconheceu nesta segunda-feira que as acusações de abuso sexual contra um adolescente envolvendo militares do Uruguai pode causar prejuízo à relação dos “capacetes azuis” com o povo haitiano.

"É lamentável. Isso pode impactar nossa relação com os haitianos. Não podemos tolerar. Isso é muito sério. Pode impactar centenas, milhares de pessoas que têm feito um trabalho maravilhoso aqui", diz Eliane Nabaa, porta-voz da Minustah, por telefone à BBC Brasil.

O escândalo veio à tona na última semana, quando vazou na internet um vídeo feito por celular mostrando um garoto sendo supostamente abusado por militares uruguaios a serviço do ONU em uma base no sul do país.

O governo do Uruguai determinou o retorno de cinco "capacetes azuis" do país acusados de envolvimento no caso.

A porta-voz da Minustah, cujo comando militar é liderado pelo Brasil, disse que este é o primeiro caso de abuso sexual registrado pela organização.

Nabaa disse que uma comissão de inquérito está investigando o caso, que a ONU considera "inaceitável".

O caso pode aumentar a tensão entre os haitianos e as forças de paz. No ano passado, a ONU foi alvo de vários protestos durante a epidemia de cólera que matou cerca de 6 mil pessoas no país. Os "capacetes azuis" do Nepal foram acusados de disseminar a doença.

O governo uruguaio anunciou que está tomando “medidas exemplares e severas” para lidar com as acusações. Disse ainda que os acusados serão julgados e poderão ser condenados.

'Tolerância zero'
A porta-voz da Minustah disse que a ONU reagiu rapidamente às acusações de abuso assim que tomou ciência do caso, na última semana.

"A ONU tem uma política de tolerância zero com casos de exploração e abuso sexual", disse Nabaa.

No vídeo veiculado pela internet, um adolescente é imobilizado pelos militares sobre um colchão, em meio a risadas, em um aparente abuso sexual por parte dos soldados.

"As acusações são muito sérias e devem ser levadas à Justiça", disse. Nabaa não soube responder se os militares uruguaios correm o risco de serem julgados pela Justiça haitiana.

O Uruguai tem 1.2 mil militares servindo na Minustah. Na última semana, o ministro da Defesa, Eleuterio Fernandez Huidobro, classificou o caso como "aberrante".

O governo uruguaio também determinou uma investigação, que irá averiguar ainda possíveis casos de haitianas grávidas de “capacetes azuis”.

Protestos
As forças da Minustah atuam no Haiti desde 2004, quando o país mergulhou em um conflito civil após a queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.

Lideradas pelo Brasil, as forças militares se envolveram em algumas polêmicas, sendo acusadas de uso excessivo da força em algumas ocasiões.

A epidemia de cólera também prejudicou a imagem da ONU no país.

O mandado da missão de paz foi estendido no ano passado, após o país sofrer um terremoto de grandes proporções, que deixou centenas de milhares de mortos.

Apesar da presença da ONU, o país ainda vive uma situação instável. No início deste ano, os haitianos elegeram um novo presidente, Michel Martelly, que luta para se fortalecer politicamente em um cenário de grande fragilidade institucional.

BBC Brasil

Tratamento da dependência de crack e a internação compulsória


Nos últimos tempos, o crack tem sido muito discutido e apontado como o grande mal-estar da civilização atual. Inúmeras matérias têm vinculado a dependência ao crack a uma epidemia sem controle no país, considerando-a como um fato consumado e legítimo.

Apesar destas “certezas” instaladas, vale ressaltar que uma das dificuldades centrais do Brasil é a realização de estudos atualizados e de escala nacional sobre esta problemática. O que tem sido visto são diversos trabalhos de caráter não representativo do país como um todo, abusivamente utilizados e denominados como tais, o que gera uma série de distorções e falhas de estimativa e interpretação.

Para agravar ainda mais este quadro, constata-se a escassa e bastante defasada experiência de pesquisa com populações em situações de rua, e as últimas publicadas nesse sentido são em locais anteriores à emergência do crack.

Sob este panorama, é importante o cuidado do trato sobre esta problemática bem como investigações neste sentido. Vale aqui destacar a pesquisa em curso na Fiocruz em parceria com a SENAD (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas)1 que busca traçar o perfil do usuário de crack no Brasil. Esta lança mão de métodos mais novos – como geoprocessamento e utilização de amostras complexas – que, provavelmente, redefinirão o entendimento e a abordagem dessa questão nos próximos anos.

É claro que a falta de dados consistentes e atuais sobre o enfretamento do uso e da dependência do crack não significa que deva ser desconsiderado. Porém, cabe salientar que estas conclusões gerais e radicalizadas tendem a provocar intervenções extremas e imediatas sem que haja espaço para uma reflexão adequada sobre este complexo problema.

Nos dias atuais, observa-se a implementação de diversos procedimentos descolados das diretrizes básicas de atenção aos usuários de álcool e outras drogas, que têm sido construídas e, indiscutivelmente progredido, a partir dos trabalhos teórico-práticos desenvolvidos ao longo dos anos.

Destaca-se, por exemplo, a Política do Ministério da Saúde para Atenção Integral aos Usuários de Álcool e Outras Drogas criada em 2004. Este documento contempla, a perspectiva da atenção integral e a produção de autonomia do sujeito, criando práticas comprometidas com a promoção, prevenção e o tratamento dos agravos relacionados ao uso de drogas e à dependência química.

Sob este ponto de vista, a reabilitação psicossocial e a reinserção do usuário apostam na potencialidade do território comunitário, valorizando-o no processo de saúde-doença em relação ao consumo de substâncias. Assim, tornou-se imperativo o incremento de ações extra-hospitalares, investindo nos conceitos de território e de rede para tecer o cuidado integral. A comunidade e o meio cultural passaram então a ser elementos fundamentais para este novo modo de conceber saúde mental.

Esta modalidade de cuidado vem de encontro ao que predomina no imaginário social. Este último tende a mitificar a internação, considerando-a como a única medida resolutiva no que tange aos usuários drogas. Desta maneira, a hospitalização é utilizada de forma indiscriminada sem que haja uma avaliação adequada do caso.

Diferentemente do que predomina no imaginário social – que o isolamento através da internação é o melhor modo de cuidado do dependente químico –, é o fortalecimento das relações dos recursos locais com o sujeito que possibilitam mudanças.

Alguns municípios do Brasil, por exemplo, adotaram a compra de leitos em hospitais privados como estratégia de cuidado, buscando ofertar o número suficiente de internações aos dependentes de drogas. Tal prática, além de extremamente custosa ao SUS, não discute a real necessidade do paciente.

Nos atendimentos dos usuários de drogas, percebe-se claramente que seu pedido – e dos familiares – via de regra é pelo internamento, muitas vezes por desconhecerem outras possibilidades de tratamento. Esta modalidade de tratamento, como na abordagem de outras patologias da saúde, precisa ser compreendida como recurso último, exigindo a elevada complexidade do nível hospitalar. A internação deve acontecer em situações graves e seguir em acompanhamento após a alta, sob pena de novas e sucessivas internações.
Sob esta perspectiva, mesmo para os casos mais graves, primeiramente, devem ser oferecidos serviços que proporcionem os cuidados intensivos necessários e, ao mesmo tempo, mantenham os vínculos familiares e sociais, diferentemente do internamento.

Destaca-se como interessante alternativa ao modelo asilar e de confinamento, os Centros de Atenção Psicossocial em Álcool e Outras Drogas (CAPS-AD). A modalidade de atendimento é multiprofissional, sendo o projeto terapêutico singular para cada pessoa, contemplando suas necessidades e desejos. Nesses espaços, o tratamento psicoterápico em conjunto ao medicamentoso, quando necessário; os atendimentos às famílias; os trabalhos de geração de renda e as oficinas terapêuticas são desenvolvidos. É importante esclarecer que este serviço está sempre pronto para acolher o usuário, não exigindo a sua abstinência como pré-requisito à inserção no tratamento. Além disso, outro aspecto fundamental no atendimento aos usuários de drogas, é o trabalho de reabilitação visando à reinserção social e familiar do cidadão.

Considerando que a internação não deva ser considerada como primeiro recurso no cuidado aos usuários de álcool e outras drogas, a internação compulsória tampouco. Verifica-se que o número de recaídas nestes casos gira em torno 96 a 97% . Em outras palavras, torna-se praticamente ineficaz.

Diante desta ineficácia, entende-se que esta serve apenas, como meio de impedir um perigo imediato do paciente para a sua própria segurança ou de outras pessoas, num curto prazo de tempo. Vale esclarecer que o Ministério Público Estadual é a instância que deve acompanhar e regular este procedimento.

Neste sentido, quando se vincula diretamente o cuidado das crianças e adolescentes usuários de crack à internação compulsória, traz-se grande preocupação. Não só por sua ineficácia e pelo seu alto custo comparado a outras modalidades de intervenção, mas também por não apresentar um plano terapêutico que considere a grande complexidade a que este público está inserido.

Ao se falar em crianças e adolescentes usuárias de crack, não pode esquecer-se da situação de rua em que se encontram. Muitas destas, diferentemente do que predomina no imaginário social, não estão nas ruas em decorrência das drogas, mas sim o estão em virtude de um processo violento de exclusão social e familiar. Em outras palavras, o uso abusivo de drogas consiste em um sintoma decorrente de uma emaranhada e sofrida situação.

Para se conseguir, então, resultados mais positivos e consistentes no que tange às crianças e adolescentes moradoras de rua e usuárias de crack é essencial o trabalho de resgate da cidadania. Isto quer dizer que, para que o trabalho aconteça, é necessário que estes sejam reconhecidos enquanto sujeitos e, mais ainda, enquanto sujeitos de direitos.

Sob esta perspectiva, o acolhimento e a formação do vínculo são os pontos a serem perseguidos na primeira etapa de trabalho. Com estes estabelecidos, devem ser fortalecidas e desenvolvidas ações que busquem a prevenção, a promoção e os cuidados em saúde, que vão para muito além do uso da droga. É claro que estas devem estar aliadas ao trabalho intersetorial – em parceria com os setores da educação e da assistência social, por exemplo – para que se promova um real redirecionamento das trajetórias de vida destas crianças e adolescentes, considerando as suas singularidades.

Em outras palavras, deve-se ter sempre em mente que, quando trabalha com crianças e adolescentes moradoras de rua e usuárias de crack, a busca pela reinserção familiar e social é imprescindível para este processo de cuidado aconteça.

1 Projeto de Pesquisa “Perfil dos usuários de crack nas 26 capitais, DF, 9 regiões metropolitanas e Brasil”, junho de 2010. Coordenado por Francisco Inácio Bastos (FIOCRUZ) e Flavio Pechansky (UFRGS);

2 Entrevista com Dartiu Xavier da Silveira, psiquiatra e coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, no Jornal da CBN, em 01 de agosto de 2011.


Os textos publicados na seção Colunistas são de responsabilidade dos autores e não exprimem necessariamente a visão do Portal Pró-Menino.

Fabiana Lustosa

prómenino

Tufão Talas provoca morte na passagem pelo Japão


TÓQUIO - O número de mortes provadas pelo tufão Talas aumentou para 29 no Japão anunciou nesta segunda-feira a agência de notícias Kyodo. Pelo menos 56 pessoas continuam desaparecidos e cerca de 460 mil foram ordenadas a deixarem suas casas nas regiões oeste e central do país. O tufão também inundou casas e provocou a destruição de uma ponte.

Em um de seus primeiros atos públicos, o primeiro-ministro Yoshihiko Noda, empossado apenas um dia antes da tormenta chegar à ilha, afirmou que o governo vai providenciar assistência para população afetada o mais rápido possível. Seu antecessor, o ex-premier Naoto Kan foi, em parte, pressionado a deixar o cargo após ter revoltado a população com sua resposta à tsunami, que devastou o país em março, e à crise nuclear em Fukushima. Muitos acusaram Kan de negligência.

- Nós vamos fazer tudo que for possível para resgatar pessoas e procurar os desaparecidos - prometeu Noda.

A primeira região atingida foi a ilha de Shikoku, onde o tufão tocou a terra no sábado. A principal ilha do país, Honshu, só foi afetada pelos fortes ventos na manhã de domingo.

A agência meteorológica japonesa alertou que deve haver mais chuva e que o os moradores das regiões atingidas devem ficar em casa. Na manhã de domingo, a tempestade estava se movendo para o Norte a uma velocidade de 10 quilômetros por hora.

A companhia Tokyo Eletric Power Co (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, informou que a instalação, danificada pelo terremoto e a tsunami que devastaram o Japão em março, não foi afetada pelo tufão. Os níveis de radiação na usina, que sofreu vazamentos, continuam altos.

O Globo

Corpo de arquiteto assassinado em Ipanema é sepultado no Caju

Cachorrinha do arquiteto, que estava dentro do carro no momento do crime, foi levada ao sepultamento | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

Rio - O corpo do arquiteto Rômulo Castro Ramos Tavares, morto durante tentativa de assalto no último sábado, em Ipanema, foi sepultado no fim da manhã desta segunda-feira no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária da cidade. O corpo estava sendo velado na capela 1 do Memorial do Carmo desde 18h de domingo.

Cerimônia

Os familiares do arquiteto levaram para o velório a cachorrinha do arquiteto, que estava com ele no carro no momento do crime. As paredes da capela foram cobertas com poemas de Cecília Meireles. Entre as pessoas presentes estava o cenógrafo Gringo Cardia, que era muito amigo de Rômulo.

"Como pode uma pessoa ser assassinada na porta de casa por nada? Com tantas famílias acontece isso o tempo todo. É preciso dar condições mais dignas às pessoas para acabar com essa guerra na qual vivemos. Ele foi mais um mártir da cidade mais linda do mundo, mas que tem tanta brutalidade", lamentou. A coreógrafa Débora Colker também estava no enterro.

Imagens de câmeras de segurança devem ajudar a polícia a identificar os assassinos do arquiteto Rômulo Castro Ramos Tavares, 33 anos, morto sábado, às 11h, em Ipanema. As gravações dos prédios vizinhos já foram solicitadas pela Divisão de Homicídios. Ele morreu durante tentativa de assalto na Rua Prudente de Morais, na altura do número 680, um dos locais mais badalados do bairro, perto do bar Vinicius.

No momento do assalto, Rômulo, que usava um relógio Rolex, entrava na garagem do edifício com o vidro do carro aberto. Ele foi rendido por um homem armado, com capacete. Um comparsa acompanhava a ação em uma motocicleta, também com o rosto coberto. Ao ser abordado, Rômulo teria descido do veículo e caminhado em direção ao bandido, que atirou.

Segundo vizinhos, Rômulo, que completou 33 anos na última sexta-feira, era uma rapaz tranquilo e morava no prédio há dois anos.

A família do arquiteto que mora na Bahia veio para o Rio. Os criminosos não levaram o veículo e nenhum pertence da vítima. O primo do arquiteto, o jornalista Francisco Loffredi soube do crime pelo noticiário na televisão e correu para o local. “Era um jovem cheio de vida, querido por todos e um profissional muito bem sucedido”, contou. Rômulo sofreu paradas cardiorrespiratórias e morreu a caminho do Hospital Miguel Couto, na Gávea.

Moradores de Ipanema se queixam da falta de segurança no bairro. Os crimes praticados por motoqueiros e gangues de bicicleta assustam quem frequenta a região.“Apontaram a arma para minha esposa e levaram o celular”, criticou o síndico do prédio onde morava Rômulo, André Luis Saldanha, que planeja instalar câmeras no prédio. O 23º BPM, do Leblon, confirmou o aumento, em agosto, de assaltos praticados por bandidos em motos e disse que faz operações diárias para abordar motoqueiros.

O DIA ONLINE

Menino liga para polícia após ser deixado em casa com irmãos


A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou nesta segunda-feira que foi instaurado um inquérito policial para investigar o abandono de três crianças no último sábado (3), na casa em que moram, em Itapecerica da Serra (Grande São Paulo).

Os pais, assim como as três crianças, estiveram no Conselho Tutelar da cidade na manhã desta segunda. No início da tarde, os pais já estavam na delegacia da cidade prestando esclarecimentos.

O filho mais velho, de 12 anos, foi quem acionou a polícia pelo telefone 190. O garoto relatou que estava trancado com os irmãos --um de 2 anos e outro de cinco meses-- e que não havia comida. Ele afirmou que era comum ficar trancado em casa, e disse ter sofrido maus-tratos da mãe, inclusive queimaduras por água quente.

A secretaria informou que testemunhas confirmaram a versão do menino. O pai das crianças trabalha em São Bernardo do Campo (Grande SP), e contou à polícia que desconhecia os maus-tratos. Os três irmãos foram entregues a ele, sob supervisão do Conselho Tutelar.

Ouça a gravação em:
Folha OnLine

Menino de dez anos é flagrado preso em delegacia no PA

Garoto foi detido junto com um adulto que o acompanhava em um assalto

Um menino de dez anos foi flagrado preso junto com outros detentos em uma delegacia de Belém (PA). O menino teria roubado um celular de uma mulher no farol, junto com um adulto. A polícia, em vez de encaminhar o garoto para o Conselho Tutelar, acabou o deixando junto com os presos.

Segundo o menor, ele estava no local há dois dias. A delegada de plantão disse que só colocou o garoto lá, porque não havia outro lugar. Uma equipe de repórteres flagrou o garoto sendo acompanhado ao ir o banheiro e então trancar a porta.

O escrivão e um investigador explicaram que o menino aguardava na delegacia até que a ocorrência com adulto que o acompanhava fosse finalizada. O garoto já foi transferido para o centro especializado em crianças em adolescentes

R7

domingo, 4 de setembro de 2011

Trabalho em áreas carentes vai render ponto extra para médicos recém-formados


Governo quer atrair profissionais para regiões do pais onde há carência de atendimento

Recém-formados em medicina que trabalharem em municípios em situação de extrema pobreza ou na periferia das grandes cidades vão ganhar até 20% de pontos extras na nota final das provas de residência. Essa é mais uma estratégia do governo federal para atrair os médicos para regiões do país onde há carência de profissionais da área de saúde.

O bônus faz parte do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica, elaborado pelos ministérios da Saúde e da Educação. A partir de fevereiro de 2012, serão abertas 2 mil vagas para os interessados no projeto. Para receber 20% de pontos extras, o residente precisa ficar dois anos no programa. Quem trabalhar por apenas um ano, terá direito à metade dos bônus. Os pontos extras já valerão para os exames aplicados em novembro de 2012.

Até o final do ano, sairá a lista com os municípios participantes do programa. O Conselho Nacional de Residência Médica vai divulgar os índices de pontuação.

Os recém-formados serão acompanhados por um tutor de uma instituição de ensino e terão assistência dos núcleos do programa Telessaúde, que oferece educação na área de saúde à distância.

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou a lista dos mais de 2 mil municípios pobres em que médicos que tiveram a faculdade custeada por meio do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) poderão trabalhar para abater a dívida.

R7

Com ouro de Jade e Diego, Brasil soma cinco medalhas na etapa de Ghent da ginástica artística


Equipe brasileira deu show na reta final de preparação para o Mundial e o Pan

Com ouro e bronze de Diego Hypólito no solo e no salto, mais ouro de Jade Barbosa no salto, com bronze de Adrian Gomes na mesma prova e outro bronze de Daiane dos Santos no solo, o Brasil sai da etapa de Ghent, Bélgica, da Copa do Mundo de Ginástica Artística, com cinco medalhas. E melhor: com boa expectativa para o Mundial de Tóquio e para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

Em Ghent, última grande competição antes do Mundial, esteve a maioria dos grandes atletas de 41 países (140 inscritos no masculino e 80 no feminino).

A equipe masculina teve o comando do técnico Renato Araújo. Além de Diego, o Brasil teve ainda, nas finais por aparelhos, Arthur Zanetti nas argolas.

A equipe feminina, do técnico Ricardo Pereira, as três ginastas do país que passaram às finais garantiram pódio. E Daiane, em sua volta às competições, poderia até ter conseguido um degrau a mais se não tivesse “quicado” novamente para fora da área permitida.

O Mundial de Ginástica Artística, em Tóquio, será de 7 a 16 de outubro, com pouquíssimo tempo de intervalo e grande distância de voo e de fuso horário, para o Pan de Guadalajara, que terá as competições do esporte entre os dias 19 e 31 do mesmo mês.

A Rede Record transmitirá os Jogos Olímpicos de Londres-2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A emissora também detém os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011 e Toronto-2015, e da Olimpíada do Rio de Janeiro-2016.

R7

Mães falam de drama vivido por filhos com doença rara em MS


Especialista afirma que a 'púrpura' ainda é um mistério para a classe médica.
'Ele não pode ir à escola' diz mãe de garoto de 3 anos que tem a doença.


Há quase um ano, a técnica em radiologia Juliana Faria Muzili, 25 anos, descobriu que o filho Yan Faria Muzili, 3 anos, era portador de uma doença rara que impossibilita o contato com outras crianças. A púrpura trombicitopênica idiopática, a chamada púrpura, atinge o sistema imunológico e, segundo os médicos, um simples resfriado, pode ser fatal.

Juliana explica que, por causa do problema, o menino não pode ir à escola ou praticar qualquer tipo de atividades que envolva o contato com outras crianças.

“Todos os dias ele pede para eu levá-lo na escolinha, me corta o coração, mas se ele tiver contato com uma criança com gripe por exemplo, ele fica muito doente e eu tenho muito medo”, diz a técnica em radiologia.

O problema foi diagnosticado após 18 dias de internação com suspeita de uma virose, em agosto de 2010. “Meu filho estava muito ruim, ele não queria comer, estava muito alterado, sentia muita sede e muita vontade de ir ao banheiro”, conta Juliana.

Um hemograma realizado na época apontou que Yan tinha 2 mil plaquetas por mm³ de sangue, quando o normal para uma criança nessa idade, de acordo com os médicos, é 150 mil.

O cancerologista e oncologista pediatra responsável pelo tratamento do garoto, Atalla Mnayarji, explica que a doença também acarreta dificuldades na coagulação. “A hemorragia é o mais preocupante, uma pancada simples pode causar proporções sérias”, afirma o especialista.

Além da púrpura, Yan também foi diagnosticado com diabetes. A mãe relata que os médicos não souberam explicar se alguma das duas doenças influenciou a outra. Ela diz viver um verdadeiro dilema, pois, com a diabetes, seria necessário que o menino praticasse atividades físicas, mas a púrpura impede o contato com outras crianças.

Outro Caso
Cleide Mendes, de 23, anos perdeu a filha de 10 anos em novembro de 2010 vítima da púrpura, menos de oito meses após o diagnóstico.

A mãe conta que percebeu pequenas manchas roxas na pele da filha e quando a levou no médico, foi constatada baixa quantidade de plaquetas no sangue. Exames apontaram que a menina tinha a doença.

Durante o tratamento, uma dor forte na perna levou a filha de Cleide à internação. Com a baixa imunidade, pegou sarampo de outro paciente.

“Tinham poucos médicos que entendiam sobre a doença. Minha filha ficou muito ruim por uns dias. De repente ela começou a se despedir de todo mundo. Naquele mesmo dia, minha filha morreu sorrindo nos meus braços”, lembra a mãe. “A púrpura, é uma doença muito silenciosa. As mães têm que prestar muita atenção no corpo dos filhos”.

A doença
Mnayarji explica que a doença ainda é um mistério para a classe médica. Existem muitos estudos, mas nenhum conclusivo sobre a causa. Segundo ele, já foi descoberto que não se trata de um problema genético, e pode surgir em qualquer pessoa, em qualquer idade. Segundo o médico, os principais sintomas são baixa imunidade e manchas rochas pelo corpo.

Ainda de acordo com o especialista, a doença pode ser controlada durante o tratamento, ainda que existam casos de pacientes que há anos convivem com a púrpura. Medicamentos são usados para que as taxas de plaquetas voltem à normalidade, caso estejam baixas. Para tanto, é feito o acompanhamento semanal do paciente por meio de hemogramas. “Quando o paciente responde bem ao tratamento a doença fica estável, mas quando não responde se torna grave”, diz Mnayarji.

G1

Para cumprir metas, Estado do Rio arquiva 96% dos inquéritos de homicídio


RIO - O comissário de polícia Domingos Lopes caprichou no relatório: "Nas investigações surgem bastantes indícios do envolvimento no crime por parte de Valdilene, Sandro, Roberto, Marcelo Barbosa e Ademir Siqueira". Diferentemente da maioria dos inquéritos de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, a delegacia surpreendeu ao apontar os suspeitos da morte do guarda municipal Marcelo Caetano da Costa. O comissário queria novas diligências, mas o promotor do caso, Sérgio Pinto, foi implacável. Em abril, quatro anos depois do relatório, ele concluiu: "Fato não testemunhado, autoria ignorada. Pelo arquivamento".

O caso de Marcelo Caetano, assassinado a tiros dentro de casa, em abril de 2005, é um dos 6.447 inquéritos de homicídios arquivados em apenas quatro meses (abril a julho) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Esse caso, porém, só não cairá no esquecimento porque um juiz não aceitou a decisão. Mas outras muitas mortes ficarão sem esclarecimentos para que o MP fluminense possa cumprir a Meta 2, uma determinação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para que todos os inquéritos de homicídios dolosos abertos até 2007 sejam concluídos ainda este ano.

Quando a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) estabeleceu a meta, o objetivo era combater a impunidade, sacudindo a poeira de 140 mil inquéritos abandonados nos cartórios policiais do país. Na prática, porém, os promotores optaram por arquivar em massa, em vez de investir mais nas investigações, para chegar a dezembro com prateleiras vazias.

Nos primeiros quatro meses de Meta 2, os MPs do país já arquivaram 11.282 casos e ofereceram denúncia em apenas 2.194. O Rio é o segundo maior arquivador: pediu o encerramento de 96% dos casos examinados. O estado fluminense, só superado por Goiás (97%), tem mais da metade de todos os inquéritos arquivados no Brasil por causa da Meta 2.

Entre as vítimas, pobres são maioria

O exame de uma amostra dos inquéritos que tiveram esse destino, numa das quatro varas do Tribunal do Júri da capital, revela que alguns promotores, para zerar o acervo, estão ignorando evidências ou arquivando investigações que nem chegaram a começar em inquéritos que se resumem à mera troca de carimbos entre a delegacia e o MP.

Em abril, quando o trabalho começou, o Rio acumulava 47.177 inquéritos em aberto. As vítimas eram, geralmente, moradores de áreas pobres e violentas, muitos deles com anotações criminais, presas preferenciais dos grupos de extermínio que agem nesses lugares. Na pressa de reduzir a pilha, alguns promotores cometeram erros crassos, facilmente descobertos no exame de páginas que provavelmente nem foram abertas para ensejar a decisão pelo arquivamento.

O servente Geílson Gomes de Carvalho, de 35 anos, foi retirado de casa e morto a pauladas por traficantes de Vigário Geral em 22 de junho de 1998. Convencida por um papa-defuntos, a então companheira da vítima, Maria do Carmo David de Souza, mentiu na delegacia ao dizer que Geílson, na verdade, fora atropelado. Ela queria receber o seguro do DPVAT, mas a armação foi desmascarada pelo irmão do morto, Joaquim de Carvalho, que confirmou e descreveu o crime.

Além de não apurar a fraude, a 39 Delegacia Policial (Pavuna) se esqueceu de retirar da capa do inquérito a classificação de "atropelamento", embora a própria fraudadora tivesse reconhecido a mentira em novo depoimento anexado ao volume. Em 9 de agosto deste ano, a promotora Andréa Rodrigues Amin pediu o arquivamento do caso. Motivo: prescrição por extinção de punibilidade, por se tratar de um "atropelamento" cuja pena máxima seria de quatro anos.

Andréa Amin, procurada pelo GLOBO, reconheceu o erro. Disse que não leu, realmente, as peças do inquérito que revelavam a fraude. Mas disse que, mesmo se tivesse lido e constatado o homicídio, teria pedido o arquivamento. A promotora, titular da 29 Promotoria de Investigação Penal (Pavuna, Vicente de Carvalho, Acari e outras áreas violentas), padece com 3.300 inquéritos da Meta 2 em aberto:

- Trabalho com duas delegacias que ainda não são delegacias legais. Os policiais, envelhecidos e mal pagos, ainda trabalham com máquinas de escrever. Se as famílias das vítimas não ajudarem, não há como chegar aos autores.

- Ajudar? Meu filho, você sabe onde moro? - reagiu a parente de uma das vítimas citadas, moradora da borda de uma favela, que prefere mesmo ver o inquérito arquivado, caso a polícia e o MP não encontrem os autores por conta própria.

Alguns promotores já desenvolveram métodos para arquivamentos em massa. É o caso de Janaína Marques $êa. Num conjunto de pedidos negados por juízes do TJ-RJ, aparecem 11 casos em que a decisão de Janaína era exatamente igual, mudando só o nome da vítima. Em nota, ela alegou que os textos são iguais porque "os fundamentos são os mesmos".

Uma característica se repete em praticamente todos os casos de arquivamento selecionados pelo jornal: os inquéritos são magros e se resumem à troca de carimbos entre a delegacia, que sempre pede mais prazo quando o atual está prestes a vencer, e os promotores, que os concede. De carimbo em carimbo, os casos acabam atingindo a prescrição, para alívio de todos. É menos um na prateleira.

O garçom Alexsander Lima Batista, de 22 anos, e o servente Alexandre Chaves do Nascimento, de 28, foram executados no dia 20 de janeiro de 2006 em Vicente de Carvalho. Como muitos outros, o caso parecia seguir a rota dos carimbos quando um comunicado reservado da Ouvidoria da Polícia ofereceu uma luz no fim do túnel: apontava (com detalhes) um grupo de extermínio liderado por um sargento da PM como responsável pelos assassinatos.

No início de agosto, a promotora Janaína decidiu que o melhor a fazer, sobre o caso, era esquecê-lo. Pediu o arquivamento alegando que "foram efetuadas diligências com o intuito de apurar o fato, sem contudo lograr-se êxito". No entanto, o exame do inquérito atesta que, mesmo depois do comunicado, a polícia não fez uma única diligência para apurar o caso.

O número de arquivamentos tende a crescer. Sérgio Pinto, que arquivou o caso do guarda municipal de Santa Cruz, admite que no último mês já pediu o mesmo para outros 292 casos. Ele defende a medida:

- Estamos arquivando para que os novos inquéritos detenham atenção especial em sua elucidação.

SP: tribunal arquiva 1.500 inquéritos
A prática de arquivar antecede a Meta 2. No 1 Tribunal do Júri de São Paulo, que concentra mais da metade dos casos de homicídio da cidade, só no ano passado foram arquivados 1.500 inquéritos. A grande maioria deles, cerca de 90%, é arquivada por falta de informações sobre a autoria do crime. E a maior parte desses crimes acontece em bairros pobres, em meio a famílias sem condição financeira ou social para clamar por Justiça.

O juiz Renato Chequini conta que, quando essas mortes ocorrem, seja por acertos de dívidas de drogas ou crimes cometidos em favelas e ruas, é raro haver investigação criminal. O juiz também se queixa da falta de uma política de proteção às testemunhas, o que inibe os depoimentos.

- Se a família da vítima for pobre, a chance de arquivamento é enorme. A testemunha protegida no Brasil é um caso de ficção, assim como o país não tem a cultura da polícia técnica. Quando um inquérito começa a ir e voltar, com papéis de um lado e outro, é sinal de que será arquivado - diz o juiz.

O Globo

sábado, 3 de setembro de 2011

Bebê de dois meses é raptado dentro de loja em Almirante Tamandaré (PR)


Uma mulher fugiu com a criança enquanto a mãe provava roupas.
A suspeita havia encontrado emprego para o pai do bebê um dia antes.


Um bebê com dois meses de idade foi raptado dentro de uma loja do município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, na sexta-feira (2). Segundo testemunhas, uma mulher fugiu com a criança enquanto a mãe provava roupas.

De acordo com a mãe do menino, Rosilei Lara, na quinta-feira (1º) a suspeita foi até a residência onde a criança morava com pais, com intuito de oferecer trabalho para o pai, Tiago da Silva. “Ela falou que conhecia a minha mulher do postinho, e falou que ia ajudar (...) aí hoje (sexta) eu fui trabalhar e ela (Rosilei) apareceu com o carro da polícia, dizendo que meu filho tinha sumido”, contou Tiago.

Rosilei negou que conhecesse a mulher, e afirmou que a suspeita retornou na sexta-feira à residência, enquanto Tiago trabalhava, convidando a mãe para que a acompanhasse na compra de roupas. “Eu fui em três lojas. Ela me deu umas três calças, eu entrei no vestiário e não dava para ver nada. Daí quando eu saí do banheiro ela já tinha fugido com o nenê”, contou a mãe.

Uma funcionária da loja que presenciou o fato afirmou que pensou se tratar de avó, mãe e filha, por isso não estranhou quando a mulher saiu da loja levando a criança. “Só vi que ela saiu rápido, até achei estranho a saída dela”, contou a testemunha.

O delegado responsável pela investigação, Antônio de Campos, afirmou que a suspeita parece ser experiente. “Ela deve ter saído de carro, com alguém esperando. Isso aí parece coisa bem profissional”, disse. Segundo Campos, equipes da polícia procuram pistas nas ruas e já foi feito contato com a rodoferroviária de Curitiba para que o sistema de câmeras busque encontrar indícios de fuga.

Às 11h30 deste sábado (3), policiais da delegacia de Almirante Tamandaré informaram ao G1 que nenhuma pista havia sido localizada.

G1

Maior parte de área desmatada da Amazônia virou pasto, mostra estudo


Ambiente. Dados confirmam teoria de que pecuária é responsável pelo avanço das motosserras na região; ministros do Ambiente e da Ciência e Tecnologia defendem expansão da agricultura em parte das terras ocupadas com pecuária de baixa produtividade

Imagens de satélites analisadas pelo governo federal mostraram que, dos 719 mil quilômetros quadrados de árvores abatidas na Amazônia até o ano de 2008, pouco mais de 62% são ocupados atualmente por pastagens e outros 20% passam por processo de recuperação natural da vegetação.

A agricultura, sobretudo aquela destinada à produção de grãos, ocupa menos de 5% da área total desmatada - que representava, há três anos, o equivalente a 17,5% da Amazônia.

Os dados constam de estudo feito em parceria pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e apresentado ontem no Palácio do Planalto.

Inédito, esse estudo confirma a hipótese de que a pecuária é o grande motor do avanço das motosserras sobre a Amazônia. Seus resultados surpreendem sobretudo pela extensão de terras ocupadas pela pecuária, o que indica a sua baixa produtividade - principalmente nos 110 mil quilômetros quadrados em que as cabeças de gado ocupam áreas de pasto sujo (com grama e outros tipos de vegetação) ou regeneração com pasto.

De acordo com dados oficiais mais recentes, a Amazônia Legal (área um pouco maior que o bioma Amazônia considerado no estudo) reúne 71 milhões de cabeças de gado.

Também foi surpreendente a quantidade de floresta em recuperação detectada pelos satélites. Essa parcela, de 150,8 mil quilômetros quadrados - cerca de cem vezes o tamanho da cidade de São Paulo -, corresponde a 21% do total desmatado. A floresta em estado de regeneração foi apontada pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, como um importante ativo, por funcionar na captura de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

Já as pastagens degradadas, classificadas como pastagens com solo exposto, somam 594 quilômetros quadrados - ou 0,1% do total abatido. Trata-se de um porcentual menor que o esperado.

Código Florestal
O estudo também deve reforçar os argumentos do governo na negociação da reforma do Código Florestal, ao revelar o destino da maior parcela das áreas desmatadas. O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) defendeu uma moratória ao desmatamento na Amazônia, proposta abandonada durante os debates no Congresso.

Novo responsável
A pecuária pode deixar de ser a responsável pelo desmatamento. Estudo do Greenpeace mostrou que o avanço do desmate em Mato Grosso já ocorre em áreas próximas à produção de grãos.

PARA LEMBRAR


Nova proposta amplia cortes
Uma das principais novidades do relatório do Código Florestal produzido pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC), em relação ao texto aprovado pelos deputados, é a definição de 20 situações em que poderá haver corte de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) no futuro.

Na versão que passou na Câmara eram vagas as hipóteses de utilidade pública, interesse social e atividades de baixo impacto ambiental em que a intervenção ou corte de vegetação poderia ser autorizada.

Além de obras de infraestrutura destinadas à Copa do Mundo de 2014, poderão justificar o desmatamento de APPs os empreendimentos apontados pelo presidente da República ou governadores.

O novo texto foi apresentado por Luiz Henrique, relator nas próximas três comissões pelas quais a reforma de Código será analisada: Constituição e Justiça, Agricultura e Ciência e Tecnologia. A primeira votação será no dia 14.

Estadão

Cracolândias na linha férrea atrasam circulação de trens no Rio

Usuários de crack são detidos às margens da linha de trens (Crédito: Alexandre Vieira / Agência O Dia)

Trens que cruzam a cidade do Rio de Janeiro rumo à Baixada Fluminense são obrigados a reduzir a velocidade pela metade em trechos dos ramais Saracuruna e Belford Roxo. Isso porque cracolândias se instalaram em ao menos dois pontos da linha férrea, na zona norte da capital. Usuários de crack invadiram as linhas do trem perto de Manguinhos e Jacarezinho, comunidades dominadas pelo tráfico.

Os usuários ficam às margens dos trilhos, consumindo a droga livremente, e correndo o risco de serem atropelados pelos trens que passam a poucos metros de distância.

Para evitar acidentes e trafegar com segurança, os trens reduzem a velocidade de 60 km/h para 30 km/h, segundo a concessionária Supervia. Com isso, a viagem fica mais demorada. No ramal de Saracuruna, que passa por Manguinhos, a viagem leva cerca de 60 minutos. Se não houvesse a redução de velocidade, os passageiros que percorrem todo o ramal economizariam 5 minutos. Sem o atraso, seria possível realizar até dez viagens a mais por dia, o que aliviaria o "aperto" nos vagões.

O mesmo ocorre no ramal de Belford Roxo, próximo à comunidade do Jacarezinho, onde o percurso poderia ser feito em 48 minutos, e não em 53 minutos, como é realizado atualmente.

O período de 5 minutos pode até parecer pouco, mas se tratando de um meio de transporte de massa, que é utilizado diariamente por cerca de 500 mil pessoas, alguns minutos podem fazer a diferença.

Para a diarista Maria Carla Gonçalves, de 67 anos, que utiliza o serviço ferroviário há 25 anos, uma viagem mais confortável seria um alento para a população que sofre para ir e voltar ao trabalho.

- Realmente sofremos muito devido à quantidade de passageiros, à demora, aos problemas de atraso. Tudo que eles fizerem para melhorar, mesmo que seja um pouco, vai fazer uma grande diferença na vida do carioca. Só de pensar nisso já dá uma alegria, 5 minutos fazem muita diferença, principalmente quando você pode chegar mais cedo e ficar ao lado da sua família.

Outro problema causado pelas cracolândias nas linhas férreas é a violência. O passageiro Fernando Ribeiro, de 27 anos, que estava indo para o trabalho no centro do Rio, foi alvo de pedrada, enquanto a composição trafegava nas proximidades da cracolândia de Manguinhos.

- Estava de olhos fechados, quando ouvi uma senhora falando: 'Cuidado!'. A única reação que tive foi abaixar. Quando vi, uma pedra atingiu o vidro do vagão e bateu no meu ombro. Se eu não tivesse abaixado minha cabeça, seria atingido e poderia ter sofrido até uma lesão grave.

Apoio da polícia
A Supervia informou que conta com apoio da Secretaria de Segurança Pública, que realiza periodicamente ações para retirada das pessoas destas regiões. A concessionária diz possuir cerca de 700 funcionários que atuam em toda extensão da via. Segundo a Polícia Militar, a responsabilidade pela fiscalização de toda linha ferra é da concessionária, no caso a Supervia.

Segundo a assessoria de imprensa da PM, não existe mais o policiamento nas estações de trem, que era realizado pelo BPFer (Batalhão de Policiamento Ferroviário). Os agentes só vão ao local, quando são acionados para alguma ocorrência ou em apoio às ações da Secretaria Municipal de Assistência Social.

R7

Projeto na Camâra dos Deputados reabre discussão sobre redução da maioridade penal


SÃO PAULO - A cidade de São Paulo assistiu a uma série de crimes sendo cometidos por grupos de crianças e adolescentes nas últimas semanas. Meninas, algumas menores de 10 anos, praticaram arrastões contra lojas e pedestres. Um dos grupos levados para o Conselho Tutelar quebrou e depredou o local. Paralelamente, tramita na Câmara dos Deputados um novo projeto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Atualmente, por mais graves que sejam os crimes, adolescentes de 16 ou 17 anos não podem ser presos.

A PEC 57/2011, de autoria do deputado federal André Moura (PSC-SE), foi apresentada no começo de julho e está sendo analisada na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Ela foi apensada a outros projetos que já discutiam o tema. Moura diz que haverá pressão pela aprovação da medida. Segundo ele, a população quer a redução da maioridade penal. Em 2007, pesquisa encomendada pelo Senado Federal mostrou que quase 90% dos brasileiros defendiam a redução da maioridade penal para 16 anos.

Profissionais que atuam no atendimento às crianças e adolescentes, no entanto, são contrários. Segundo eles, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê mecanismos de responsabilização dos menores infratores.

A polêmica passa, necessariamente, pelo ECA. A Constituição Brasileira, no Artigo 228, determina que é a partir de 18 anos que as pessoas passam a responder inteiramente por seus atos. Antes disso, crianças e adolescentes que cometem crimes são julgados pelas Varas da Infância e da Adolescência, como manda o Estatuto.

Na prática, as "penas" do ECA vão da simples advertência até a internação em estabelecimentos educacionais. Em nenhuma hipótese, os jovens são levados para estabelecimentos penitenciários. Para o deputado, isso cria um sentimento de impunidade.

- Toda a semana vemos casos graves de adolescentes cometendo crimes em diferentes partes do Brasil. Isso tem aumentado - explica.

O parlamentar afirma que os crimes cometidos por adolescentes são mais "cruéis". Ele diz que a informação vem de "dados do Ministério da Justiça e Secretarias de Segurança".

- Converso muito com policiais e eles me relatam um desestímulo. Atendem ocorrências em que esses jovens estão armados. Muitas vezes há troca de tiros, os policiais correm riscos, mas conseguem prender o criminoso que já sai falando: 'sou de menor, sou de menor'.

O deputado diz que os investimentos em políticas públicas para a Saúde e Educação não podem ser 'usados' como desculpas para a manutenção da maioridade aos 18 anos.

- Sou um dos que mais defende o aumento de recursos para a Educação. Brigo mesmo. Mas não dá para esperar o mundo perfeito, completamente ideal para daí dizer: agora podemos prender os jovens que tomarem uma escolha errada. Enquanto isso tem gente sendo assassinada.

Moura diz acreditar na aprovação da PEC. Já para Ariel de Castro, presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, a mudança da maioridade penal altera uma cláusula pétrea da Constituição:

- Não se pode tirar um direito adquirido sem a formação de uma Assembleia Constituinte.

De acordo com Ariel, é falsa a ideia de que não haja responsabilização para crianças e adolescentes que cometem crimes. A diferença, segundo ele, é que o Estatuto não prevê um caráter punitivo.

- Existe a medida de restrição de liberdade. Mas a idéia é reeducar esse jovem. Colocar os adolescentes no sistema prisional, em que muitas penitenciárias estão tomadas por facções criminosas, só iria aumentar o problema da violência - diz.

A advogada criminalista Beatriz Rizzo concorda. Para ela, é preciso manter os dois sistemas separados.

- Encher os presídios de gente não vai melhorar - diz.

Para Ariel, o Estatuto da Criança e do Adolescente é uma legislação moderna e eficaz que, se fosse seguida à risca, diminuiria os índices de violência.

- Mesmo ainda com problemas no atendimento, os números da Fundação Casa (órgão que atende os menores que tenham cometido crimes em São Paulo) mostram que os índices de reincidência têm diminuído.

- Hoje é de 12% - afirma.

O Globo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tremor provoca pânico e evacuação de prédios em Passo Fundo


Geólogo afirma ser possível que município tenha sentido efeitos de terremoto na Argentina

Um tremor de pelo menos 30 segundos de duração, por volta das 10h50min de sexta-feira, gerou apreensão, pânico e evacuação em pelo menos dois prédios no centro de Passo Fundo, no norte do Estado. Para o geólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Antonio Pedro Viero, há possibilidade que o município tenha sentido os efeitos do terremoto de magnitude 6,7 graus registrado em Santiago del Estero, na Argentina.

Segundo ele, como houve um sismo forte na Argentina em uma zona muito profunda, não é incomum que tremores sejam sentidos em regiões distantes do epicentro como em Passo Fundo, por exemplo.

— Não há certeza, mas existe a possibilidade devido ao mecanismo de propagação das ondas — explica.

A auxiliar de escritório Danúbia Ferreira Bertolini, 30 anos, estava concentrada no trabalho no setor de faturamento da clínica médica Kozma quando, de repente, sentiu tudo tremer. Mesas e cadeiras chacoalhavam e o medo quase a deixou imóvel. Ela conta que todos que estavam do 7º ao 10º andar do edifício saíram correndo do prédio.

— Foram 30 segundos de tremor e era como se eu estivesse tonta. A reação foi de pavor — revela.

Perto dali, no Hospital São Vicente de Paulo, a secretária Laura Ferrão percebeu que o monitor do computador tremia. Segundo ela, o tremor atingiu o 7º e o 8º andar do prédio. Foi o tempo de chamar as colegas de trabalho e fugir correndo pela escada. Na descida, um desespero imenso a cada degrau.

— O corrimão tremia e a gente corria. Fiquei com medo e só me acalmei quando cheguei lá embaixo — afirma.

O Corpo de Bombeiros recebeu três chamados. Dois partiram de prédios comerciais e outra de um apartamento residencial. Uma mulher informou que o tremor fez a porta de um armário abrir sozinha. Como não havia informação sobre riscos ou danos, os bombeiros consideram os casos como isolados e não foram a nenhum dos locais mencionados.

Em janeiro de 2011, um tremor semelhante foi sentido em pelo menos três cidades gaúchas devido a um terremoto a 160 quilômetros do nordeste da cidade de Santiago del Estero. Uma delas era Carazinho, a 45 quilômetros de Passo Fundo. Na época, um morador disse que móveis e utensílios balançaram no quarto andar do edifício.

Reflexos no Paraná
Moradores de Maringá, no norte do Paraná, sentiram um leve tremor de terra nesta manhã, por volta das 11h. De acordo com o professor do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, George Sand França, o fenômeno também pode ser considerado um reflexo do registrado em Santiago Del Estero, a cerca de 800 quilômetros de Buenos Aires, na Argentina.

ZERO HORA

Mortalidade infantil cai 62% em duas décadas no estado de São Paulo


São Paulo – A mortalidade infantil no estado de São Paulo caiu 61,8% nos últimos 20 anos, tendo atingido, no ano passado, o menor índice histórico. De acordo com levantamento divulgado hoje (26) pela Secretaria de Saúde, em 2010, o índice ficou em 11,9 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade a cada mil nascidas vivas, contra 31,2, em 1990. A marca, porém, ainda está um pouco acima da mínima indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera ideais índices abaixo de dez óbitos.

Nos últimos dez anos, a redução ficou em 30%, o que equivale a 4,8 mil óbitos evitados. Com relação ao ano de 2009, quando o índice ficou em 12,5, o estado teve uma redução de 4,8%. “Quanto menor a taxa, mais difícil é o trabalho de redução. Consideramos os índices satisfatórios, mas vamos continuar atuando. Fatores como o alto número de cesarianas merecem, agora, uma atenção especial”, disse o governador Geraldo Alckmin.

Dos 645 municípios paulistas, 301 apresentaram, em 2010, índices abaixo de dois dígitos. Em 2007, foram 250 municípios onde os índices tiveram um dígito só. Considerando as regiões do estado, apenas na de Piracicaba houve aumento. Em 2009, a taxa era 10,7 óbitos para mil nascidos vivos e, em 2010, o índice subiu para 12,5. A região da Baixada Santista também merece atenção especial do governo, já que apesar da redução de 19,6%, verificada de 2009 para 2010, duas de suas cidades, Guarujá e São Vicente, apresentaram índices próximos de 20 óbitos por mil nascidos vivos.

Considerando os municípios isoladamente, as melhores taxas foram encontradas em Barretos, São José do Rio Preto, São Carlos, São Caetano do Sul e Paulínia, que ficaram com índices próximos de 7,5 óbitos por mil nascidos vivos. Já as taxas mais elevadas foram as de Avaré (21,8), São Roque (20,8) e Ibiúna (19,4). “As diferenças justificam-se pelo índice de desenvolvimento e riqueza de cada município. A relação entre o PIB [Produto Interno Bruto] e a redução da taxa é nítida”, ressaltou Alckmin.

Para a médica Tânia Lago, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as reduções se devem principalmente à capacitação de profissionais. “Qualificamos os médicos do Sistema Único de Saúde [SUS] para um atendimento neonatal adequado. Além disso, a ampliação da rede de hospitais e a melhoria do saneamento básico também foram fundamentais”, declarou.
Sobre as principais causas de óbitos, ela declarou que predominam os problemas perinatais. “Nas décadas de 70 e 80, as crianças morriam por doenças infectocontagiosas, como desinteira e desidratação. Hoje em dia, problemas na gravidez, parto e doenças congênitas são os principais motivos”, disse.

Agência Brasil - 26/08/2011

prómenino

Polícia desmonta rede internacional de pedofilia online


Agências de EUA, Brasil e Espanha contribuiram com a investigação

Foram presos ontem (1/9) pela polícia da Espanha três homens ligados a uma rede de pedofilia na Internet. Segundo as autoridades locais, eles eram responsáveis pela distribuição de imagens de crianças e adolescentes de países como Brasil, Colômbia e México.

A ação envolveu agências de combate ao crime de vários países, incluindo a Brigada de Investigação Tecnológica da Polícia Nacional da Espanha, o FBI (a agência federal de investigação dos EUA) e a Polícia Federal brasileira. A operaçao já levou à prisão de 19 pessoas em vários países.

Segundo a polícia, em apenas um computador dos espanhóis presos foram localizados 120 GB de arquivos com pornografia infantil, com mais de 120 mil fotos de crianças.

Os integrantes da quadrilha utilizavam as redes sociais para sua comunicação. Os pedófilos compartilhavam arquivos usando um software gratuito, que só era acessado por meio de um convite para os integrantes da rede. A estratégia teria dificultado o rastreamento pelas autoridades da atividade criminosa.

Jornale

Veja vídeos sobre os ataques do 11 de Setembro


As imagens feitas de um helicóptero da polícia de Nova York mostram as duas torres do World Trade Center em chamas e o relato de um policial sobre os desabamentos dos prédios. O atentado terrorista em 2001 deixou quase 3.000 mortos.
Atentados derrubaram os símbolos do capitalismo e do poder americanos


A tragédia do 11 de Setembro foi acompanhada no mundo inteiro, em tempo real, pela televisão. Das primeiras imagens até o momento em que as duas torres do World Trade Center caíram, telespectadores de todo o planeta acompanharam ao vivo o acontecimento que iria definir a primeira década do século 21.

Outros atentados terroristas se desenrolaram diante das câmeras - como o atentado contra a equipe olímpica israelense em Munique, na Olimpíada de 1972, ou a tomada da Embaixada dos Estados Unidos em Teerã (Irã), que durou mais de 400 dias.

O 11 de Setembro, no entanto, chocou por diversos fatores - por exemplo, o número de vítimas (quase 3.000) e por ter sido o primeiro ataque em solo americano cometido por estrangeiros.

Relembre o episódio que marcou a última década nos vídeos selecionados pelo R7

R7

Mãe coloca seios falsos em filha de quatro anos para concurso de beleza


Maddy Jackson mal largou as fraldas e já ganhou seios. Com uma roupa colada, enchimento no bumbum e nos peitos, a menina de quatro anos, que participa de concursos infantis de beleza desde os nove meses, chocou até mesmo as pessoas mais acostumadas com os exageros desse tipo de competição.

Para fazer um cover da cantora Dolly Parton durante um concurso, a mãe Lindsay Jackson, colocou seios, peruca, maquiou a filha e vestiu uma roupa colante nela, para marcar bem as “curvas” da pequena. Quando questionada no programa Today, da NBC, sobre os métodos necessários para vencer a competição, Lindsay declarou: “Para algumas pessoas, é um exagero, mas para nós isso acontece... é normal. Quando ela usa os seios e o bumbum falsos, ganha um bônus extra”.

Mas nem todos concordam com a visão de Lindsay Jackson. Até mesmo o estilista de Maddy, Michael Booth, considera os enchimentos um exagero. “Eu não sou um grande fã do equipamento nos seios dela. Ela é muito jovem, mas espero que os juízes encarem isso como de bom gosto”, disse ele nos bastidores do concurso.

Algumas pessoas já encaram os artifícios dos concursos de beleza para crianças como algo polêmico, já que poderia influenciar outras meninas a adotar o comportamento precoce. Alguns grupos lançaram protestos no Facebook contra as competições e ganham cada dia mais adeptos. “É absolutamente repugnante”, opinou Teresa Spence Bruce, uma das participantes da manifestação na rede social.

Extra Online

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

TEXTO PARA MULHERES



'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem..

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

"Não acho que Madeleine tenha morrido", diz Kate McCann, mãe da menina desaparecida há quatro anos em Portugal, em conversa exclusiva com Marie Claire


Ela não perde a esperança de encontrar a filha e dá detalhes do caso no livro que será lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a partir desta sexta-feira (2)

Sua fala é pausada e a voz parece estar constantemente embargada por um choro prestes a romper. É difícil mensurar a dor e a tristeza sentidas por Kate McCann, quatro anos depois do desaparecimento de sua filha Madeleine. Hoje com 43 anos, a britânica não desistiu da procura pela primogênita. Ela abandonou a medicina e, desde o dia 3 de maio de 2007, se dedica exclusivamente a reunir informações enviadas por pessoas de todo o mundo que acreditam ter encontrado a menina – se estiver viva, ela tem 8 anos (no site www.findmadeleine.com, há uma projeção de sua atual fisionomia).

A polícia arquivou oficialmente o caso em julho de 2008. Mas Kate e sua família, não. O livro que leva o nome "Madeleine" foi lançado na Inglaterra e em Portugal em maio e agora chega ao Brasil (Editora Prumo, 440 págs., R$ 49,90). Baseado no diário escrito por Kate ao longo dos anos e no inquérito policial, o livro levanta a hipótese de sequestro por uma rede de pedofilia, critica a investigação conduzida pela polícia portuguesa (e a falta de ação da britânica) e fala da crise que se instalou no casamento entre Kate e Gerry, pai de Madeleine. Os filhos mais novos, os gêmeos Sean e Amelie, hoje com 6 anos e meio, continuam perguntando sobre a irmã mais velha e explicam aos amiguinhos que “a mamãe costumava ser médica, mas agora está procurando por Madeleine”.

“Ainda há esperança. Vivemos numa espécie de limbo desde que ela sumiu, mas não podemos desistir”, diz Kate, na entrevista exclusiva que ela concedeu a Marie Claire.

Marie Claire - Como você se sente hoje? E como estão Gerry e os gêmeos?
Kate McCann - Muito bem, se considerarmos tudo o que passamos. Estamos muito mais fortes. Agora, procuramos pelo equilíbrio. Gerry trabalha em tempo integral e o meu trabalho tem sido continuar a busca por Madeleine. Agora também temos a chance de fazer várias coisas normais, de família, como levar Sean e Amelie para a escola.

MC - Os gêmeos fazem perguntas frequentes sobre Madeleine?
KM - Não todos os dias, mas com uma certa frequência. O desaparecimento dela também faz parte da vida deles. Eles entendem o que aconteceu e o que estamos tentando fazer. No entendimento deles é muito simples: “Madeleine está desaparecida e temos de encontrá-la.” Conversamos sempre sobre o resgate, sobre o que vamos fazer quando ela voltar para casa, sobre esperança.

MC - A esperança de encontrar Madeleine se tornou a razão de sua vida. Qual será a sua reação se descobrir que ela está morta?
KM - Infelizmente, eu considero todas as possibilidades. Nos últimos dias, só consigo pensar no pior. Mas ainda temos esperança, de qualquer modo. Eu li sobre muitos outros casos, de famílias que conseguiram recuperar seus filhos após décadas de desaparecimento. Não podemos desistir. É duro não saber sobre o paradeiro dela – estamos vivendo numa espécie de limbo desde que ela sumiu. E é tão difícil de sacudir a poeira e se reeguer. Temos de continuar à procura.

MC - Você não trabalha mais? Dedica-se o tempo todo à busca de Madeleine?
KM
- Eu não exerço mais a medicina. Os últimos quatro anos provavelmente foram os anos em que estive mais ocupada da minha vida “profissional”. Passei muito tempo visitando os arquivos da polícia, escrevendo o meu livro e também lançando campanhas de busca por Madeleine. Até mesmo para abrir o Gmail, leva-se muito tempo. Sean e Amelie entenderam e sempre dizem aos amiguinhos: “a mamãe costumava ser médica, mas agora está procurando por Madeleine”. Enquanto não a encontramos, há ainda muito trabalho a ser feito.

MC - Você continua contando com a polícia na busca por ela?
KM - O trabalho oficial da polícia foi encerrado em julho de 2008. Seguimos com uma investigação particular e temos contado com a incrível ajuda das pessoas, que tiram férias, continuam procurando por ela, fotografam quem pensam que é Madeleine e nos enviam.

MC - A notícia mais recente, de que Madeleine poderia ter sido encontrada na Índia, te trouxe alguma esperança maior?
KM - Nós recebemos dezenas de notícias diariamente sobre supostos paradeiros de Madeleine. Neste caso, a diferença foi que essa informação acabou chegando à mídia, que acompanhou e levou à repercussão. No entanto, o fato de ela supostamente ter sido encontrada na Índia me dá mais força: até mesmo a essa distância, eu posso contar com a ajuda das pessoas, que continuam procurando por ela.

MC - Existe algum motivo para você sorrir hoje?
KM - Por um bom tempo, não me permiti desfrutar da vida e me sentia culpada se o fizesse. Mas o fato é que se eu não tivesse dado um tempo, não teria de onde mais tirar forças para continuar as buscas. Tenho outras duas crianças e agora estou mais forte. Sinto-me mais capaz de curtir a vida – e faço isso por Madeleine.

MC - Você consegue sentir a presença de Madeleine?
KM - Eu não acho que ela morreu. Qualquer mãe se sentiria assim. Sinto-me próxima a ela. Madeleine é parte da nossa família. Não sentimos que esse será o fim.

MC - Como você lida com as lembranças deixadas por Madeleine? Consegue rever fotos e vídeos?
KM - São muitas boas lembranças. Quando eu começo a revisitá-las, às vezes sinto muita tristeza, outras vezes me deixa feliz e me reconforta, me traz tranquilidade. Ela está na nossa vida. Há fotos dela por toda a nossa casa. A Amelie sempre se refere a ela como “a minha irmã mais velha”.

MC - Em um determinado momento, vocês foram acusados de serem suspeitos. Como lidou com isso?
KM - (voz embargada) Eu achei inacreditável. Quando você imagina que nada pior pode acontecer... A busca por Madeleine se tornou a minha maior obsessão. E muita gente não entendeu isso. É como um pesadelo, um sonho ruim do qual você não consegue acordar.

MC - Por outro lado, você recebeu apoio de pessoas de todo o mundo...

KM - Eu seria incapaz de descrever a importância do apoio que venho recebendo desde o desaparecimento de Madeleine. Isso me ajudou enormemente. As pessoas foram muito boas e cuidadosas – e isso também nos fortaleceu para continuar na luta. Nós tivemos inclusive um apoio grande do Brasil, de uma família muito querida que acabou se tornando muito próxima de nós.

MC - Como é a sua relação com a imprensa hoje?
KM - Nós precisamos da mídia. Madeleine precisa dela para ser encontrada. Nós enfrentamos maus bocados com a imprensa. Mas ainda espero que ela ajude a encontrar Madeleine. Apenas pedimos para que os jornalistas sejam responsáveis com as informações, pois é a nossa pequena que está desaparecida.

MC - É muito doloroso ou cansativo continuar dando entrevistas? Ou você acredita que isso é o que tem de ser feito para que as buscas por Madeleine continuem?
KM - No início achava tudo isso bem intimidador. As perguntas me pareciam muito difíceis e mexiam demais com os meus sentimentos. Sempre procurei preservar a minha privacidade. Mas como já dei dezenas e dezenas de entrevistas nos últimos quatro anos, me acostumei um pouco. Sei que a mídia é poderosa e alcança milhões de pessoas. E se isso for necessário para trazer a minha Madeleine de volta, eu farei isso.

MC - Você visita Portugal com frequência?
KM - Sim. Vamos bastante a Lisboa para conversar com advogados. Vou também a Praia da Luz umas 5 vezes por ano (local do resort onde a família passava férias e de onde Madeleine foi raptada). Logo depois de seu desaparecimento, eu não conseguia voltar para lá, mas agora vou com alguma frequência porque lá me sinto mais próxima dela.

MC - Quais são os seus próximos passos agora?
KM - Continuo escrevendo um diário. O livro foi lançado em maio na Inglaterra e em Portugal. Na próxima semana será lançado no Brasil, em setembro na Alemanha, no meio de outubro na Espanha e em alguns outros países até o fim do ano. As pessoas lerão o livro e vão saber que ainda existem várias perguntas que continuam sem respostas – e que elas podem ser capazes de responder. Nós acreditamos nas informações que nos são enviadas e esperamos reuni-las para que cheguemos até ela. Tenho fé que vamos encontrar a informação-chave que está faltando para encontrá-la. Continuem procurando e rezando por Madeleine, que continua desaparecida. Não podemos desistir.

Marie Claire

Prefeito de Sorriso apóia João Batista no combate às drogas e a pedofilia



O prefeito municipal de Sorriso,Chicão Bedin,numa rápida conversa informal com o diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia MT,João Batista de Oliveira,garantiu apoio irrestrito ao combate a pedofilia e às drogas e a valorização da vida, em seu mais amplo sentido, e destacou a defesa da família como prioridade absoluta para o bem estar da sociedade saudável.

"É imprescindível, para todos nós, ter o apoio do prefeito Chicão Bedin e da sua esposa nesse momento. Combater as drogas, a pedofilia e os desvios de conduta são tarefas que precisamos cumprir diariamente, daí a importância da união entre as forças políticas de Sorriso", defendeu João Batista. Diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia MT, o maior ativista na luta contra a pedofilia em MT e lembrou-se da importância de ações conjuntas para combater o problema. "Sabemos da dificuldade em combater a pedofilia, mas o prefeito de Sorriso pode ajudar e muito na rede de atendimento às vítimas", lembrou.

O diretor do portal que tem encontro marcado com a primeira dama de Sorriso e secretaria municipal de assistência social, Vivyane Bedin, lembrou que "A família estruturada reflete uma sociedade também estruturada, por isso não podemos permitir nenhuma ameaça a esta estrutura divina". O diretor cobrou mais investimentos nas clínicas para dependentes químicos no estado. "As unidades terapêuticas religiosas estão sozinhas nesta luta. A medicina não tem leitos suficientes e nem medicamento eficaz para recuperar dependentes. Criaram muitos obstáculos paras as entidades filantrópicas que fazem este beneficio à sociedade.

“Chicão Bedin deu boas vindas ao diretor do portal todos contra a pedofilia MT: “Somos todos irmãos NESSA LUTA CONTRA A PEDOFILIA”, e afirmou que o Governo Municipal tem ouvido todos os setores organizados da sociedade em busca de bem estar para a população.” AIDS, drogas e alcoolismo são exemplos de doenças que precisamos combater com ajuda da família. Por isso, com toda certeza, este encontro do diretor do portal todos contra a pedofilia MT é fundamental para consolidar o conceito de que sozinho não encontraremos a solução definitiva”, afirmou.

Pedofilia, crime que deixa marcas profundas
Pedofilia, uma palavra grega que em seu significado geral se defini como: afeição, atração, amor, amizade. Tornou-se uma agressão sexual violenta dirigida a inocentes e indefesas crianças.

Clinicamente pedofilia é considerada uma parafilia, ímpeto sexual intenso e recorrente, assim como masoquismo, sadismo, entre outros. É uma perversão sexual, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por praticas sexuais com crianças. O quadro é totalmente compulsivo de causas desconhecidas, apesar de alguns autores considerarem a perversão causada por traumas e sofrimentos na infância.

O tratamento apresenta baixos resultados positivos e de longa duração, a terapia cognitiva comportamental vem se destacando nas associações de fantasias sexuais sendo confrontadas com as conseqüências legais e sociais, associando o comportamento pedofilico a atos considerados indesejáveis.

Pesquisas demonstram que 80% dos casos de abuso sexual de crianças acontecem na intimidade do lar, cometido por pais, padrastos, vizinhos e pessoas próximas.

Atualmente a internet vem sendo um paraíso para os pedofilos, inclusive com códigos para se comunicarem, é necessário estarmos atentos e dialogar com as crianças sobre pedofilia, assim como orientação sexual e drogas. Nem todo caso de estupro contra criança é cometido por pedofilos muitas vezes isso ocorre com pessoas perturbadas e com outros distúrbios que desencadeia na criança por ser no momento a vitima mais fácil.

Existe a campanha “MT de Mãos Dadas Contra a Pedofilia”, é necessário a sociedade tomar conhecimento e denunciar sempre, a lei brasileira ainda é branda sobre este assunto. Nos Estados Unidos existem prisões exclusivas para tratamento por tempo indeterminado, muitos casos pela vida toda. Faz-se necessário expulsar esses pedofilos da sociedade e assim preservar as crianças para uma sociedade mais saudável e digna.

Boa pergunta
O novo presidente da ONG MT Contra a Pedofilia, João Batista de Oliveira, está em pé de guerra com políticos e comunicadores que se diziam contra pedofilia e, agora, segundo ele, sumiram do mapa. Ele diz que, em período eleitoral, muitas pessoas levantaram a bandeira contra a pedofilia mas, passado o pleito, os "defensores" da causa desapareceram e questina: "Onde estão professores, radialistas, ex-vereadores e os atuais, além de ex-deputados e também os atuais, que içaram a bandeira contra a pedofilia no ano passado"? Será que não pode na hora da distribuição da mídia aos sites e jornais (banner) incluir este portal que defende uma causa tão nobre, questionou o diretor do Portal Todos contra a pedofilia MT. Boa pergunta!.

MT 24Horas News