segunda-feira, 7 de junho de 2010

Menino de 4 anos sobrevive à queda do 17º andar de hotel nos EUA


Um menino de 4 anos sobreviveu ileso à queda do terraço do 17º andar de um apart-hotel em Miami, nos Estados Unidos.

Joey Williams caiu sobre a área da piscina, localizada no 10º andar do prédio, ao correr atrás de uma bexiga de ar.
A queda, na última sexta-feira, foi amortecida pela copa de uma palmeira e depois por alguns arbustos.
O menino foi levado a um hospital para ser examinado, mas a avaliação verificou que ele estava em boas condições, sem nenhum osso quebrado.
Poucas horas depois do acidente, Joey já estava sentado sobre sua cama comendo batatas fritas.
Um porta-voz do Corpo de Bombeiros de Miami disse que o menino estava chorando quando os paramédicos chegaram e tinha dificuldades de falar, mas que aparentava estar bem fisicamente.
Segundo a estimativa dos bombeiros, o menino caiu cerca de 25 metros. Como a maioria dos edifícios nos Estados Unidos, o apart-hotel não tem o 13º andar, por superstição, o que significa que Joey caiu seis andares.

Porta aberta
Segundo o relato posterior da polícia, a mãe do menino, Elizabeth Nicolas, saiu do banheiro e percebeu a porta do terraço aberta.
O avô de Joey, Jerry Unawich, também estava no apartamento no momento da queda, mas disse que estava na cozinha e não percebeu quando o garoto abriu a porta do terraço.
Segundo a polícia, um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias da queda, mas não existem suspeitas de que não se trate de um acidente e nenhum membro da família deve ser processado.
“Nós vimos um milagre aqui”, afirmou o gerente do apart-hotel, Brendan Grubb, a uma TV local.
Um morador que estava na piscina no momento da queda disse ter ouvido um forte barulho antes de ver o menino estendido sobre o chão da área da piscina.
“Parecia que a mão de Deus o estava protegendo quando ele caiu”, afirmou o morador.


Seis pessoas são mortas e têm o coração retirado no México


Autoridades acreditam que vítimas, três homens, duas mulheres e um menor sofreram algum ritual

CANCÚN, MÉXICO - A Polícia da cidade mexicana de Cancún encontrou no domingo, 7, os corpos de três homens, duas mulheres e um menor de quem foram retirados o coração.
A Promotoria Geral de Justiça de Quintana Roo informou em comunicado que os cadáveres foram encontrados em um prédio do bairro El Roble, situado na periferia de Cancún, o principal destino turístico do México.
As autoridades foram alertadas por uma vizinha do local que descobriu um colchão manchado com sangue nas proximidades de um poço de água, por isso que avisou à polícia.
Os primeiro policiais que chegaram ao local descobriram dois corpos debaixo do colchão, e pediram apoio à Cruz Vermelha e aos bombeiros para o resgate dos demais, que estavam no interior do poço.
Após várias horas de trabalho, a polícia disse que no total foram recuperados seis corpos, todos com uma ferida no lado esquerdo do tórax, pela que fosse retirado o coração das vítimas.
O Serviço Médico Legista confirmou que a lesão apresentada pelos corpos foi realizada depois que as pessoas tinham morrido. A Promotoria de Quintana Roo não revelou a causa da morte das pessoas.
Por enquanto as autoridades desconhecem a identidade das vítimas e o motivo do crime, embora acreditem que o homicídio possa ter sido cometido como parte de algum ritual.


Estadão

Pelo Facebook, mãe encontra filhos sequestrados em 1995, nos EUA


Agora adolescentes, filhos foram levados pelo pai até Orlando, na Flórida.
Página na internet sumiu depois que mãe entrou em contato com os filhos.

Moradora de São Bernardino, na Califórnia, Estados Unidos, uma mãe encontrou seus dois filhos pelo Facebook depois de ter sido separada deles há 15 anos. Levados pelo pai e agora adolescentes, eles moram na Flórida e puderam ser localizados com a ajuda de oficiais de Justiça de São Bernardino.
O oficial de Justiça Kurt Rowley disse à empresa de comunicação norte-americana NBC que as crianças, um menino e uma menina, tinham 2 e 3 anos quando foram levados pelo pai, Faustino Utrera, em 1995.
Depois de 15 anos, a mãe digitou os nomes dos filhos no Facebook e começou a se corresponder com eles. Chegou até a enviar uma foto antiga da família.
Segundo Rowley, os adolescentes responderam que não estavam interessados em uma nova relação e pediram para os deixar em paz porque tinham uma vida feliz. Depois disso, a página dos filhos no Facebook desapareceu.
Os oficiais investigaram o caso e descobriram que o perfil no Facebook era de Orlando, na Flórida. O pai dos adolescentes foi preso e, agora, a mãe tenta reconstruir uma nova relação com os filhos.


ONU pede presença de mais mulheres nas missões de paz


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira a presença de mais mulheres policiais em suas missões de paz para aumentar a eficácia da luta contra a violência sexual e demonstrar igualdade em sociedades onde persiste a discriminação.
"As mulheres contribuem com uma nova dimensão que é essencial", afirmou Ban em reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas dedicada às mulheres e às missões de paz.
Entre outras coisas, ele destacou que mulheres e menores que são vítimas de abusos sexuais "sabem que encontram uma pessoa compreensiva" quando se aproximam de uma agente feminina.
"Quando se deve controlar uma multidão ou interrogar um suspeito, a presença de uma policial pode distender a tensão e evitar as infrações", afirmou Ban.
Há dez anos, o Conselho de Segurança já ressaltou a importância de incorporar a mulher às missões de paz com a resolução 1.325, na qual pedia mais militares, policiais e agentes humanitários femininos.
Apesar disso, hoje em dia somente 8% dos 13 mil policiais da ONU espalhados pelo mundo são mulheres.
"Não há nenhuma sociedade que tenha 92% de homens e 8% de mulheres", ressaltou a assessora policial do departamento de Operações de Paz da ONU, a sueca Ann-Marie Orler, que encorajou os 192 países-membros do organismo a incluir mais pessoal feminino nas unidades que cedem às missões de paz.
A ONU iniciou no ano passado uma campanha para elevar para 20% a presença feminina em suas operações de segurança e pacificação.


Botox mal aplicado pode causar novas rugas

Ter algumas rugas faz parte do processo de envelhecer com dignidade. Foto: SXC

Considerado por muita gente como uma solução quase mágica para retirar as marcas de expressão, o botox está na berlinda. Recentemente, o jornal Daily Mail publicou um artigo no qual especialistas na área de estética afirmavam que a técnica pode causar novas rugas. Segundo a dermatologista Paula Bellotti, realmente há chances disso acontecer se a aplicação for feita de forma inadequada. "Botox não é como receita de bolo, tem que ser personalizado. É preciso analisar a musculatura da face do paciente antes de injetar o produto. Do contrário, existe o risco de acentuar as rugas da região quando passar o efeito", afirma ela.
A dermatologista explica que o botox não é um tratamento estético, mas sim um coadjuvante para quem deseja ter um rosto bem conservado. O certo é buscar a regeneração da pele, estimulando a produção de colágeno novo. “A paralisação da musculatura é temporária. O que promove o verdadeiro rejuvenescimento é trabalhar a pele de dentro para fora, combinando uma alimentação saudável a técnicas como luzes e lasers, que atuam na recuperação do colágeno”, diz Paula.
Outro ponto considerado fundamental pela médica é manter o aspecto natural do rosto, respeitando certas marcas de expressão que surgem com a idade. “Cada fase da vida tem a sua beleza. Para envelhecer com dignidade, a pessoa precisa cuidar da saúde e ter algumas rugas. Do contrário, fica um resultado artificial”, conta Paula. “Em excesso, o uso de botox e preenchedores tem efeito inverso. No lugar de rejuvenescer, envelhece”, alerta ela.

Portugal faz seu 1º casamento gay


Juntas desde 2003, ativistas lésbicas casaram-se em Lisboa.
Aprovada em janeiro no Parlamento, lei foi sancionada há menos de 1 mês.

Portugal registrou nesta segunda-feira (7) o primeiro casamento entre homossexuais desde a aprovação da lei da união gay no país.
Teresa Pires e Helena Paixão são divorciadas, mães e estão na casa dos 30 anos. Elas estão juntas desde 2003 e se casaram em uma cerimônia de 15 minutos em um cartório de Lisboa.
"É uma grande vitória, um sonho que virou realidade", disse Teresa, aos beijos e abraços com a parceira.
"Agora somos uma família, e isso é que é importante, disse.
Teresa afirmou que ela vai continuar lutando por direitos iguais para os homossexuais, o que inclui a adoção.
A cerimônia ocorre menos de um mês depois de o conservador presidente português, Cavaco Silva, ter sancionado uma lei aprovada em janeiro pelo parlamento.
O casal lésbico fez campanha pela mudança da lei nos últimos anos, desde que elas tiveram uma tentativa de casal barrada em 2006.


domingo, 6 de junho de 2010

Como proteger seu filho


Dicas de prevenção

- Esqueça aquele mito de que é bonitinho uma criança experimentar uns goles de cerveja com você.
- Tenha hábitos saudáveis: as escolhas dos pais influenciam o comportamento dos filhos. Pesquisas mostram que, em lares com pais fumantes, o índice de filhos fumantes é maior.
- Dê o exemplo: quando as crianças observam os adultos beberem para relaxar ou superar a timidez, aprendem que também precisam de substâncias químicas para superar seus problemas.
- Acompanhe a rotina de seu filho: é importante saber onde ele está, o que faz e com quem está. Mudanças bruscas de comportamento podem ser um sinal de que há problemas.

Fontes: Fernando Oliveira, diretor da Divisão de Investigação do Narcotráfico do Denarc, e Helena M. T. Barros, psicofarmacologista

Zero Hora


Xadrez vira trunfo contra baixo IDH em escolas da Baixada Fluminense

Projeto Xeque-Mate leva jogo aos alunos do Ensino Médio.
Cerca de seis mil alunos participam do projeto em Japeri.


O xadrez, um dos jogos mais antigos do mundo, está transformando a realidade de uma das cidades mais pobres do Rio. O município de Japeri, na Baixada Fluminense, tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do estado, o pior da Baixada. Agora, a prefeitura tenta mudar esse quadro através do xadrez. De acordo com a Secretaria municipal de Educação, cerca de 6 mil alunos do Ensino Médio participam do projeto Xeque-Mate, criado em 2009.
“A gente acredita que pode melhorar o nosso IDH através de projetos como o Xeque-Mate”, ressalta a secretária de Educação de Japeri, Miriam Paz. A Fundação Cide (Centro de Informações e Dados do Estado do Rio de Janeiro), órgão do governo estadual, apresenta Japeri na 77ª posição no ranking do IDH-M do estado, de um total de 92 municípios.
Hoje, 15 das 30 escolas de Japeri integram o projeto, que tem alunos de 8 anos até mais de 30 anos, das classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo é fazer com que, através do xadrez, os alunos tenham avanços no desempenho escolar e um melhor comportamento na relação com os colegas e professores.
“Muitas vezes, é difícil fazer os alunos prestarem atenção às aulas. O xadrez é bom para a concentração, a paciência, a memória e a análise sintética”, observa Miriam, que tem 20 anos de magistério e é especialista em educação de crianças com dificuldade de aprendizagem.

Tabuleiro gigante
Para iniciar os estudantes, o projeto Xeque-Mate apresenta o jogo como uma brincadeira, sem enveredar pelas complexas estratégias e táticas do xadrez. Para isso, um enorme tabuleiro de plástico, com peças gigantes, permite que os alunos façam parte do jogo, literalmente.
O tabuleiro atrai principalmente as crianças, que, descalças, pisam sobre o tabuleiro estendido no chão, e movimentam as peças com cerca de meio metro de altura. “Desta forma, conseguimos despertar o interesse dos alunos”, explica o professor de Matemática Marco Antônio Govêa, de 40 anos, coordenador do projeto. “Depois, os alunos conseguem transpor o jogo para o tabuleiro convencional, e começamos a aprofundá-los nas estratégias de movimentos do xadrez”, acrescenta ele.

Projeto conquista população de Japeri
Ao contrário de muitas outras crianças da idade dela, Gabriella Marins, de 9 anos, prefere o xadrez ao videogame. “Enjoei. Hoje, eu gosto mesmo é de jogar xadrez na escola e em casa”, conta ela. Já Everton Lima, 11, diz que, depois dos estudos, se divide ente o xadrez e o futebol. “Ensino xadrez aos meus amigos para poder jogar com eles”, revela o menino.
O jogo virou mania a ponto de o tabuleiro ser disputado nos tempos vagos da escola. De acordo com os coordenadores do projeto, não só os alunos, mas os moradores de Japeri se empolgaram com a novidade. “Com as aulas, a gente despertou o interesse da população pelo jogo”, destaca Sheila Carmo dos Santos, uma das coordenadoras.

Aluna quer ser jogadora profissional
Aluna e jogadora de xadrez, Yasmin Alves Barbosa, de 9 anos, ganhou um tabuleiro de presente da secretária de Educação, Miriam Paz. Entre os adversários estão até o vigia do colégio.
“Foi a Yasmin quem me ensinou a jogar”, recorda Jeancarlo de Morais, de 33 anos. “O Jean é um bom aluno, mas eu ainda ganho mais partidas”, orgulha-se ela, que melhorou as notas depois que começou a jogar. “Quando crescer, quero ser jogadora de xadrez”, sonha a menina.
“O xadrez não tem raça, nem cor. Todo mundo pode jogar”, diz a secretária de Educação. “Hoje, algumas escolas ainda improvisam as aulas de xadrez nos refeitórios”, diz Miriam Paz. “Mas queremos chegar a todos os colégios até o final de 2011, com salas apropriadas para fazer com que os 16 mil alunos do Ensino Médio aprendam a jogar”, conta Miriam.


G1

Paciente registra queixa por suposto abuso sexual em hospital particular



Funcionários vão ser chamados para prestar depoimento em delegacia.
RJ TV tentou entrar em contato com diretor do hospital, mas não conseguiu.

Uma paciente registrou queixa na delegacia por um suposto abuso sexual na emergência de um hospital particular da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Funcionários vão ser chamados para depoimento. A investigação na delegacia da Barra vai apurar a denúncia de estupro de vulnerável, porque a vítima estaria dopada.
A mulher procurou a polícia e disse que foi vítima de abuso sexual, quando estava na emergência do Hospital Rio Mar. Ela contou que estava com sinusite, sentia dor de cabeça e, após receber duas injeções, ficou com muito sono e perdeu o controle dos movimentos.
Na versão da paciente, ela teria sido levada para uma maca isolada, separada do resto da emergência. Ainda de acordo com a mulher, um enfermeiro cobriu o rosto dela com um pano, antes de começar a fazer massagens e tocar seu corpo.
O irmão da paciente disse que conversou com um diretor do hospital pelo telefone.
No hospital, ninguém quis falar sobre a denúncia. Os funcionários informaram apenas que não havia um representante da direção no local para dar esclarecimentos.
A polícia vai solicitar a escala de plantão dos profissionais da emergência. O diretor do hospital e dois funcionários que já foram identificados serão convocados para depor. Uma acareação entre eles e a paciente deve ser marcada nos próximos dias, segundo a delegada responsável pelo caso.
Por telefone, a produção do RJ TV também tentou entrar em contato com os administradores do hospital, mas os funcionários não forneceram o número de nenhum responsável. Foram inúmeras ligações, mas os funcionários se limitaram a dizer que o celular do diretor estava na caixa postal.


G1

Parada Gay começa ao som do Hino Nacional em versão eletrônica em SP

A 14ª edição da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) começou por volta das 12h30 deste domingo com um pedido especial aos governantes, o fim da intolerância e do preconceito sexual. A passeata teve início com a execução do Hino Nacional em uma versão eletrônica.

Usando um vestido com as cores do arco-íris, o travesti Silvetty Montilla fez a apresentação da abertura do evento em cima de um trio elétrico, em frente ao prédio do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Montilla contou que participa desde a 1º edição da Parada Gay em São Paulo e que acredita que o movimento já é uma vitória contra a discriminação.
"A Parada é importante porque significa uma luta pelos nossos direitos. Eu espero muita emoção neste domingo e que as pessoas sejam muito felizes", disse com entusiasmo.
A caminhada que começou na avenida Paulista, passará pela rua da Consolação e termina na praça Roosevelt. A concentração começou às 12h e o término está previsto para as 20h.
Cerca de 1.400 homens das polícias Militar e Civil fazem a segurança do evento. A Guarda Civil Metropolitana disponibilizou outros 700 agentes. Durante o percurso, há 900 banheiros químicos espalhados, 70 deles adaptados para deficientes físicos.
Os vendedores ambulantes de bebida e comida estão proibidos. A Secretaria Municipal da Saúde, por meio do programa de DST/Aids, convocou mais de 200 pessoas, entre técnicos e agentes de prevenção, para distribuir preservativos e divulgar os serviços especializados de atendimento da cidade de São Paulo.
A parada gay de São Paulo é considerada a maior do mundo. O evento é realizado pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, uma organização fundada em 1999.


Fotos do Dia


No Dia Mundial do Meio Ambiente, o tigre branco de bengala exibe toda a sua exuberância em zoológico na Índia - Foto: AFP

JB Online

Pulmão gigante é chamariz para falar de prevenção e tratamento de doenças

Maquete de pulmão é atrativo de campanha em BH

No ano passado, 7.532 pessoas morreram em Minas em consequências de doenças do aparelho respiratório
Uma maquete gigante de pulmão vai ser instalada no meio de uma das principais praças de Belo Horizonte. Essa é a aposta de uma campanha de prevenção contra doenças pulmonares para informar sobre asma, tuberculose, pneumonia, câncer de pulmão, infecções virais e doenças decorrentes da exposição à fumaça de cigarro e à poeira.
A maquete de 190 metros quadrados, que também pode ser vista de dentro, simula o funcionamento do pulmão humano. Ela vai ficar exposta na Praça do Papa, de 10 a 13 de junho, das 8h às 17h. O acesso é livre, e médicos vão dar informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das principais doenças pulmonares.
De acordo com a Associação Médica de Minas Gerais, no ano passado, o estado contabilizou 146.315 internações em consequências de doenças do aparelho respiratório. A taxa de mortalidade foi de 5,15% com 7.532 mortes.


Globo Minas

Empresa diz que captura metade do petróleo que vaza no golfo do México

Foto por Sean Gardner/05.06.2010/Reuters
Pelicano coberto de petróleo e exausto em tentar caçar nas margens da ilha Queen Bess; ONGs recolhem animais para limpá-los e alimentá-los.

Jornal americano relata confusão logo após acidente
A empresa British Petroleum (BP) informou neste domingo (6) que recaptura cerca de metade do petróleo que vaza no golfo do México.
O jornal americano Miami Herald publicou que a BP diz capturar 255 mil galões de petróleo no primeiro dia completo de operações da nova estratégia. No entanto, entre 504 mil a 798 mil galões são expelidos todos os dias no mar do golfo do México e especialistas afirmam que o número pode ser maior ainda.
Apesar dos sinais positivos, a companhia vem sofrendo duras críticas na imprensa americana. O jornal The New York Times informou neste domingo que, logo após a explosão na plataforma Deepwater Horizon, que provocou 11 mortes e o vazamento, as autoridades chamaram os responsáveis pela instalação para conversas.
Falta de informações sobre procedimentos e a quem realmente consultar deram a tônica das reuniões, ocorridas em um hotel.
Atualmente o vazamento de petróleo atinge ao menos três Estados americanos: Lousiana, Alabama e Florida. ONGs e grupos de defesa do ambiente correm contra o tempo para salvar animais, principalmente pássaros, que ficaram sem comida, ou na tentativa de caçar, morrem exaustos com o acúmulo de petróleo no corpo que dificulta sua movimentação.


MP quer proibir no Brasil agrotóxico banido em 60 países


Endossulfam está associado ao aparecimento de câncer e a distúrbios hormonais
O Ministério Público Federal vai ingressar na segunda-feira com uma ação civil pública para proibir o uso do agrotóxico endossulfam no Brasil. O produto, altamente tóxico, já foi banido em 60 países e é considerado pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como nocivo à saúde. Mesmo assim, continua sendo usado na lavoura.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil importou 1,84 milhões de quilos de endossulfam em 2008. No ano passado, o número saltou para 2,37 milhões de quilos. A ação, que será proposta com pedido de liminar, requer a suspensão de informes de avaliação toxicológica do agrotóxico pela Anvisa. Medida que, se concedida, impedirá a comercialização do produto no País. "Não há razão para tanta demora na adoção de ações que garantam o fim do uso do produto no País", argumenta o procurador da República, Carlos Henrique Martins Lima.
A ação pede que a agência não conceda novos informes para produtos que levem o endossulfam, usado principalmente nas plantações de cacau, café, cana-de-açúcar e soja. Em caso de descumprimento, o MP pede fixação de multa diária de R$ 15 mil, revertida para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O endossulfam está associado ao aparecimento de câncer e a distúrbios hormonais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Correio do Povo

Família descobre sem-teto morando no telhado


Steph Wallace viu sapato de intruso.
Marido encontrou barraca e garrafa de suco de laranja.


Uma família de Kent, na Inglaterra, ficou surpresa ao descobrir que um morador sem-teto estava vivendo em seu telhado.
Steph Wallace, de 35 anos, descobriu o homem quando estava colocando o lixo para fora e avistou um par de sapatos no telhado do fundo de sua casa.
Com medo, ela ligou para o marido, que voltou para casa e foi verificar o que estava na parte superior da residência.
Quando lá chegou, Peter Wallace encontrou uma barraca, lixo espalhado por todo local e uma garrafa de suco de laranja deixada pela metade.
Wallace não conseguiu pegar o intruso, mas tudo indica que ele estava morando no telhado há um tempo. "É difícil pensar que alguém estava morando no telhado enquanto estávamos dentro de casa", disse Peter Wallace ao jornal "Daily Mail".
Desde então, o casal tem checado regularmente se o telhado está limpo.


RS: médica paulista é assassinada após conhecer homem pela internet


Um relacionamento iniciado pela internet terminou em assassinato no início da noite desta última sexta-feira em Torres, no interior do Rio Grande do Sul. O marceneiro Rodrigo Fraga da Silva, de 33 anos, confessou ter matado a facadas a médica paulista Glauciane Hara (foto), de 39 anos, em frente a um hotel da cidade. Acompanhado de um advogado, ele compareceu neste sábado na delegacia da região, prestou depoimento e foi liberado.
No depoimento, Rodrigo alegou que cometeu o crime em legítima defesa, pois ele e a mulher estavam sendo perseguidos por Glauciane. Os dois se conheceram na rede mundial de computadores há três anos e, desde então, vinham mantendo um relacionamento conturbado. Segundo a escrivã da delegacia que apura o caso, o marceneiro chegou a registrar dez boletins de ocorrência contra a médica.
A prisão preventiva do assassino confesso foi pedida à Justiça pelo delegado da cidade.


SRZD

sábado, 5 de junho de 2010

Caso Nardoni é discutido por peritos na Conferência IACP


Um dos casos que mais envolveu os brasileiros no último ano será tema do 5º painel da 8ª Conferência Executiva de Segurança Pública para a América do Sul da IACP.
Ponto fundamental para a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, o forte empenho dos peritos estará em pauta durante a palestra.
Dr. Paulo Tieppo Alves, médico legista, e Dra. Rosângela Monteiro, perita criminal, são os palestrantes confirmados no painel “Caso Isabella Nardoni: A visão dos Peritos”, que acontecerá no dia 15 de junho, de 14h às 16h.

INTERSEG - CENTRO DE CONVENÇOES CENTROSUL – FLORIANÓPOLIS DE 13 A 15JUNHO


Pesquisa mostra que terapia de casal funciona


A terapia de casal não é apenas uma tábua de salvação para relacionamentos à beira do naufrágio.

Fases mais delicadas do casamento, como o nascimento do primeiro filho, já são motivo para que muitos casais compartilhem o divã.
"Para pessoas de origens diferentes, se deparar com o desejo do outro é uma situação crítica. Com o nascimento de um filho, essas coisas se acirram. E há também a necessidade de adaptação na sexualidade", diz a terapeuta Tai Castilho, fundadora do Instituto de Terapia Familiar de São Paulo.
A saída dos filhos de casa e a mudança de papéis que isso implica é outra situação que leva os casais a procurar ajuda. Para as mulheres, que são as que mais tomam a iniciativa, a falta de vontade de transar é um dos principais motivos, segundo a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, autora de "A Cama na Varanda" (ed. Best Seller, R$ 44,90).
Sem falar nas "emergências", como traições ou situações de luto e depressão.
"E tem gente que procura um terapeuta para se separar", diz o psicólogo da USP Ailton Amélio da Silva, autor de "Para Viver um Grande Amor".
Nesses casos, o encontro pode ser útil para trabalhar mágoas e a sensação de fracasso. "Mesmo que se separem, a terapia é muito importante, principalmente se têm filhos. O que faz as crianças sofrerem é a incompetência dos pais na separação", afirma Navarro Lins.

E FUNCIONA?
Desacreditada por alguns, a terapia de casal funciona, sim. Ao menos é o que mostra a maior pesquisa clínica já feita sobre o tema.
Psicólogos da Universidade da Califórnia, nos EUA, atenderam 134 casais em crise profunda durante um ano. Depois de 26 sessões, dois terços dos relacionamentos ficaram bem melhores.
Cinco anos após o fim do tratamento, metade dos casais estava melhor do que antes, 25% se separaram e 25% seguiram sem mudanças.
A terapia não faz milagres nem serve para evitar a separação a todo custo.
Nas grandes crises, o primeiro objetivo é ajudar o casal a decidir que caminho seguir. Se a separação for a melhor saída, o terapeuta ajuda a reduzir os danos.
"Sou sempre favorável a tentar, mas não é o papel do psicólogo decidir quem tem razão. Nosso papel é mais de parteiro, de ajudar a realizar aquilo que está dentro das pessoas, que é compatível com os valores e objetivos de cada um", afirma Silva.
Para Tai Castilho, o profissional funciona como se fosse um tradutor, que ajuda os dois a se comunicar.
Apesar das vantagens da terapia de casal, há situações em que o atendimento individual é mais indicado.
"Coisas estruturais de cada um têm que ser tratadas separadamente. Gente que tem baixa autoestima, que é muito ciumenta, por exemplo", diz Silva.
Em média, o atendimento dura de três meses a um ano.

COMO NOSSOS PAIS
"A gente entrava, brigava e saía mais leve"
O Carlos passou em um concurso e mudamos de cidade. Eu tinha 17 anos. Casei aos 18 e depois de dez meses começamos a terapia, porque ou a gente fazia alguma coisa ou se separava.
Tivemos uma criação muito diferente: eu tinha tudo o que queria, o Carlos começou a trabalhar aos 14 anos. Começamos a brigar e não conseguíamos conversar.
Sem conhecer ninguém, o máximo que eu fazia era ir até a esquina. Ele passava o dia todo fora. Éramos muito imaturos: se ele chegava dez minutos mais tarde, a discussão durava a noite toda.
Na terapia, eu falava mais, mas ele me surpreendeu. Em casa, era curto e grosso, e na terapia conseguia desenvolver bem por que fez aquilo, por que deu briga.
A gente entrava, brigava e saía mais leve. Durou um ano e meio e só paramos porque o Pedro nasceu. Se não fosse a terapia, a gente não estaria mais junto.
Karina, 22

"Os dois ficavam em silêncio; foi complicado"
Casamos em 2005. Quando fomos morar juntos, apareceram diferenças que não víamos na época de namoro. A gente brigava por motivos bobos e nunca chegava a uma solução.
Quando não suportávamos mais, a Karina falou para fazermos terapia e eu topei. Os dois ficavam meio em silêncio, aí a psicóloga perguntava como havia sido o dia e, no meio da sessão, começava a briga. Foi complicado.
Com o tempo, fomos contando os casos, ela perguntava da relação dos nossos pais e entendemos que havia coisas em nós que precisavam ser resolvidas.
A solução foi conhecer as nossas diferenças, o que tínhamos de ruim que prejudicava a relação. Os nossos problemas eram coisa de criança. A gente espelhava comportamentos dos pais.
Ficamos mais calmos, conseguimos um diálogo. Como pessoas, melhoramos muito. Não imagino como seria sem a terapia.
Carlos,29

IR OU FICAR
"Terapia é bom como apanhar de chicote"
No nosso 12º ano de casamento, a gente estava em pé de guerra, sem saber se queria continuar. A terapia foi a busca de alguém para mediar a conversa. Durou dois ou três meses.
O casamento estava tão chato que um de nós se interessou por outra pessoa. A gente achava que não se importaria de magoar o outro. E importa.
Só que, para não chatear o outro, você abre mão de coisas e nem sempre é um bom negócio. Isso eu percebi na terapia.
Terapia de casal é tão bom quanto apanhar de chicote. A pessoa fala coisas que você acha o fim da picada, tem o terapeuta ouvindo, dá vergonha.
Você sai do controle, tem que admitir erros monumentais. Mas tem uma hora que é a solução, porque não dá para conversar.
A primeira pergunta dela foi: "Vocês querem separar ou ficar juntos?" E a gente não sabia dizer. Teve desde o primeiro minuto uma sensação de que havia algo a ser salvo.
Renata, 46

"Chegávamos juntos e saíamos separados"
Separar é sempre uma possibilidade. Nosso problema era pior: não dava para conversar. A intenção era entender o que estava ocorrendo e tomar uma decisão. Na época, achava que era para entender minha verdade.
A temperatura subia rapidamente. A gente chegava junto e saía separado. Não foram conversas fáceis, mas foi fundamental para a gente se entender.
A terapeuta tinha que intervir às vezes, mas era bom falar verdades que em casa fugiam do controle. A Renata não tinha muita facilidade de ouvir. Eu vi que tinha que exigir essa atenção.
Demorou pra ficar bom de novo. Você está tão viciado numa dinâmica que demora para mudar. Dois anos depois, fizemos uma viagem redentora. Me senti zerado, a perdoei e me perdoei pelo que a gente tinha feito um para o outro.
Júlio,45

UMA SOGRA NO CAMINHO
"No início, a mãe dele dominava a sessão
"
A gente brigava como todo namorado, até que tive que conviver com minha sogra. Ela achava que eu tinha roubado o filho dela.
Ela estava sempre entre a gente, e o Bruno ficava em cima do muro. Eu sou pavio curto também. Um dia, ela saiu com um ex-caso dele, batemos boca e eu disse que ou ele dava um jeito ou não tinha mais condição.
Decidimos fazer terapia. No começo, minha sogra dominava a sessão. Depois, a terapeuta começou a levar para o relacionamento: por que a gente se provocava tanto com ironias?
Entendi que tenho que respeitar a família dele e aprendemos a nos blindar contra minha sogra, explicando que ela não podia vir aqui em casa sem avisar.
No começo, era um campo de batalha, porque a terapia cutuca coisas que não queremos assumir. Não gosto de expor meus problemas, mas o resultado foi excelente.
Cláudia, 26

"As criancices dela não mudaram tanto"
Temos dez anos de diferença. Quando a gente se conheceu, a Cláudia tinha 22 anos. Terminamos depois de um ano e, quando voltamos, ela reconheceu que era muito ciumenta.
Eu não concordava com algumas atitudes dela e, para mim, não servia como era antes. Era insegurança, muita intransigência. Coisas da idade.
Depois de um episódio entre a Cláudia e minha mãe, eu falei que não tinha condição de continuar. Foi uma somatória de coisas, a gente brigava por besteira.
Pensei que a terapia poderia nos ajudar a entender quem estava certo. Depois de um tempo, ela quis parar, porque começou a pegar pesado. É estressante.
A questão entre mim, ela e minha mãe foi resolvida. As criancices da Cláudia não mudaram tanto, mas é um processo.
Por mim, eu continuava. Se você ama e quer ficar com a pessoa, vale a pena bater um papo.
Bruno, 37

Rachel Botelho


Adolescentes que não se concentram são vítimas da neurobiologia

Cérebro dos adolescentes é menos eficaz que o dos adultos Foto: Reprodução

Rio - Os pais que se desesperam por ver que seus filhos adolescentes não conseguem se concentrar em sala, nem realizar as tarefas de casa ou ainda se planejar com antecedência, tem um consolo. Seus "meninos" não são tão preguiçosos ou descuidados, eles são vítimas da neurobiologia.
Uma nova pesquisa publicada no Journal of Neuroscience revelou que o cérebro do adolescente continua se desenvolvendo durante a fase adulta por mais tempo do que se tinha conhecimento. Adolescentes podem parecer jovens adultos, mas sua estrutura cerebral ainda se assemelha a de crianças muito jovens.
"Nem sempre é fácil para os adolescentes prestar atenção na aula sem deixar sua mente se perder ou simplesmente ignorar as brincadeiras do seu irmão mais novo enquanto tenta resolver um dever de matemática", disse Iroise Dumontheil do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade de Londres, um dos autores da pesquisa. "Mas isso não é culpa deles. Tem a ver com a estrutura de seus cérebros. Os adolescentes simplesmente não tem a mesma capacidade mental que um adulto", completou.
A atividade cerebral dos adolescentes foi monitorada através de exames de ressonância magnética enquanto os jovens tentavam resolver um problema de lógica, ignorando as distrações do ambiente.
As imagens revelaram um nível inesperado de atividade no córtex pré-frontal, uma região que fica na parte da frente do cérebro e que é responsável pela tomada de decisões e multitarefa. Isso indica que o cérebro estava trabalhando de forma menos eficaz do que de um adulto.
"Sabíamos que o córtex pré-frontal das crianças funcionava desta forma caótica. O que descobrimos agora é que essa parte do cérebro ainda está em desenvolvimento ao longo da adolescência. Isso significa que o cébebro dos jovens leva muito tempo para tomar um tipo de decisão", explicou a Dr. Sarah-Jayne Blakemore, líder do estudo.
Blakemore complementou dizendo que o pensamento dos jovens é caótico e que seus cérebros tem excesso de substância cinzenta ( corpos celulares e conexões que carregam mensagens dentro do cérebro). Segundo ela, conforme envelhecemos, a massa cinzenta diminui em nossos cérebros.
"O que nossa pesquisa mostrou é que não há muita coisa acontecendo na cabeça dos adolescentes", disse Sarah. "O resultado é que a energia do cérebro e os recursos são desperdiçados e o processo de tomada de decisão fica afetado negativamente."
Os adultos por sua vez têm menos matéria cinzenta, o que significa que as transmissões dos neurônios viajam de forma mais eficiente para o cérebro, o que faz com que ele funcione mais eficazmente.


O DIA ONLINE

Menino índio rejeitado por tribo encontra nova família no Mato Grosso


CUIABÁ - Depois de quatro anos, um menino índio rejeitado pela tribo tem finalmente uma família. O processo de adoção foi concluído em fevereiro, depois de quase quatro anos de espera. Antonio vive em Cuiabá, com a mãe e as irmãs adotivas. O menino não ouve, não fala, tem problemas pulmonares e síndrome de Down. Pelas regras da tribo dos índios Cinta-Larga, o menino seria jogado em uma cachoeira. Os índios acreditam que toda criança que nasce com algum tipo de problema deve ser devolvida à natureza. A mãe do menino, porém, se rebelou e o menino foi entregue à adoção. Beatriz Pietro Melo diz que foi amor à primeira vista quando ela viu o bebê pela primeira vez. Com três meses, ele pesava apenas 4 quilos. A Justiça Federal autorizou que ela ficasse com a criança até o processo final de adoção. Pela lei, devem ser esgotadas todas as possibilidades de reinserção da criança na família antes que ela seja adotada. No caso dos indígenas, deve ainda ser respeitada sua cultura. Porém, o bem-estar da criança deve vir em primeiro lugar. ( TV Centro América: assista a reportagem )
Antonio faz duas sessões por dia de fisioterapia, além de vários outros tratamentos. A irmã, Verônica, diz que no início a rotina da família foi muito modificada, em função dos vários profissionais contratados para atender o garoto, que entravam e saiam da casa o dia todo.
- Mas ele encanta todo mundo. Se comunica superbem - diz a garota.
- Ele é meu grande companheiro. É gostoso poder dedicar este tempo e carinho a ele. Ele me preenche a vontade de fazer algo pelo mundo, pelas pessoas - diz a mãe.


O Globo

Velhos e novos métodos ou armadilhas usados para roubos e sequestros

Assim como a Policia procura se modernizar com novos métodos de combate à criminalidade que sempre está em vertiginosa ascensão, os criminosos também se especializam e estudam sempre as novas maneiras e por vezes até repetem os métodos antigos para levar as vítimas às armadilhas por eles arquitetadas, por isso é necessário estarmos sempre bem informados.
Os golpes de fraudes e estelionatos são exemplos vivos em todo canto do país de que o nosso povo não usa as cautelas necessárias e termina por sofrer sérios prejuízos financeiros, entretanto este texto tem por objetivo somente elencar algumas velhas e novas ciladas ou métodos usados para assaltos ou sequestros, no sentido de alertar o leitor a melhor se precaver. A simulação de acidentes em rodovias pouco movimentadas é uma delas. Por vezes os marginais atravessam um carro na pista ou chegam até a tombar um veículo roubado deixando-o com as rodas de lado ou para cima, com as portas abertas e com um ou dois comparsas deitados no asfalto ali próximo. Tal armadilha geralmente ocorre no período noturno e em lugares mais desertos, e vez por outra os marginais conseguem que alguém pare no local no sentido humanitário de socorrer as supostas vítimas ou mesmo aqueles desonestos que querem levar alguma vantagem com o infortúnio alheio, vez que muitos também se aproveitam de acidentes para saquear bagagem ou furtar dinheiro e objetos das vítimas. Tais pessoas quando param seus veículos caem nas armadilhas e são assaltados ou seqüestrados. As vítimas por vezes são até mortas, como de fato ocorrem com muitos caminhoneiros, ou quando não, apenas perdem as suas cargas ou caminhões.
O melhor para evitar tal perigoso imprevisto é não viajar em hipótese alguma pela noite, mas se inevitável for, é necessário ter uma percepção rápida com certa cautela para sentir se o fato é real ou não, e o melhor a fazer é de imediato ligar para o posto da Polícia Rodoviária mais próximo se possível for.
Consta agora como novidade uma armadilha já ocorrida por diversas vezes nos grandes centros do país, em que o cidadão ao dirigir o seu veículo no período noturno, receoso e até ultrapassando os sinais de trânsito vermelho justamente para não ser abordado pelos marginais, então recebe sem esperar, ovos que são jogados no pára-brisa do carro, e como impulso natural, esguicha água ligando o limpador para se ver livre da sujeira. Ocorre, porém, que com a química imediata da mistura da água com a gema e a clara dos ovos é logo formada uma espécie de látex amarelado turvo tirando quase que a total visão do motorista por vários segundos apesar do esforço do limpador para tirar o produto, fazendo assim com que o mesmo, por falta de opção, pare o veiculo para evitar um acidente, oportunidade em que o marginal se aproxima rapidamente e armado lhe dá a voz de assalto.
É aconselhável, portanto, que o motorista ao vivenciar tal situação permaneça calmo e não esguiche água ou ligue o limpador do pára-brisa do veículo, deixando para tomar tal atitude quando estiver em local seguro.
Uma armadilha mais simples e muito repetitiva é usada em apartamentos que não dispõem de bons métodos de segurança privada, em que o marginal entra no condomínio furtivamente, joga água por debaixo da porta e fica escondido aguardando o morador abri-la curioso pensando se tratar de algum vazamento no prédio, para então anunciar o assalto e concretizar o seu intento sem chamar atenção dos vizinhos.
Nesse caso, é melhor ser sempre mais precavido e desconfiar de tudo, telefonando para o seu vizinho para saber ou não do possível vazamento de água.
Outro método de assalto ou seqüestro relâmpago que já fez diversas vítimas em algumas cidades do país trata-se de abordagem dos marginais dentro dos cinemas em Shoppings Center. As vítimas mais procuradas são os casais que se acomodam distantes de outras pessoas principalmente nos dias de menos movimento. Os dois marginais chegam ao mesmo tempo por lados opostos cercando as vítimas normalmente sem chamar atenção. De logo são mostradas as armas e ordenadas às vitimas silencio absoluto. Um deles já faz a catação inicial dos celulares, carteiras e chaves do veículo, para em seguida, sair um marginal com uma das vítimas para retirar dinheiro em cash bancário através dos respectivos cartões de crédito arrecadados. Geralmente a vítima que está com o bandido passeando dentro do Shopping Center não esboça qualquer tipo de reação com receio também que aconteça algo de mal com a pessoa que ficou dentro do cinema com o outro marginal. Depois de realizar o crime, os dois se dirigem até o automóvel da vítima no estacionamento e de lá o marginal liga para o seu parceiro que está dentro do cinema que por sua vez ordena que a vítima não esboce qualquer tipo de reação quando da sua saída do cinema sob pena da outra pessoa que está lá fora sofrer as conseqüências.
Dentro desse mesmo tipo de abordagem criminosa, por vezes os bandidos são mais audaciosos e ligam dos próprios celulares das vítimas para os seus familiares anunciando o seqüestro e exigindo que pequenas quantias em dinheiro sejam de logo transferidas de contas bancarias para outras abertas com documentos falsificados e que são usadas somente nessa única ocasião. Nesses casos, como as ações são mais demoradas, geralmente os seqüestradores e vítimas saem dos Shoppings para outros lugares e só liberam os mesmos após o dinheiro entrar e ser retirado da conta preparada para tal finalidade.
Para evitar esse tipo de crime, aconselha-se que as pessoas procurem dentro dos cinemas sempre se sentarem juntos as outras para dificultar as ações dos marginais, ao passo que, já está mais do que na hora, do Banco Central do Brasil arranjar meios plausíveis de evitar que marginais abram contas com documentos falsificados ou documentos de terceiros que são usadas somente para crimes. Seria interessante, pelo menos, a obrigatoriedade que de em toda nova conta bancaria aberta tirassem fotografias e se colhessem as impressões digitais do correntista, fato este que facilitaria o trabalho da Polícia, ademais é outro absurdo o Banco só atender a ordem judicial para fornecer dados sobre o correntista, pois com isso, perde-se muito tempo nas investigações Policiais. É evidente que o histórico da conta e o sigilo bancário do correntista só devem ser quebrados por ordem judicial, mas os outros dados mais simples como nomes, endereços e documentos dos correntistas investigados poderiam muito bem ser liberados por simples ofício requisitório do Delegado responsável pelo Inquérito Policial pertinente, como outrora ocorria.
Há um velho ditado em que se diz que cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, por isso toda a cautela é pouca para evitar que passemos por esses constrangimentos citados, que além do prejuízo financeiro podem valer até as nossas próprias vidas. Não podemos achar que nunca cairemos nessas armadilhas e que essas coisas só acontecem com os outros, vez que a marginalidade caminha a passos largos em todo canto à caça das suas vítimas sem medir as conseqüências dos seus atos criminosos.

Archimedes Marques

(Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe)
archimedes-marques@bol.com.br

Violência: Brasil ocupa sexto lugar em ranking internacional


Brasília - A violência existente no Brasil foi classificada como “bastante grave” em comparação com o cenário internacional, ocupando o sexto lugar entre os países mais violentos. A informação foi dada nesta semana pelo secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Luiz Alberto Salomão, em palestra durante seminário no QG do Exército, intitulado Segurança Internacional: perspectivas brasileiras. Para Salomão, a violência é um dos fatores de vulnerabilidade à segurança interna e ao atual desenvolvimento brasileiro. Na tabela apresentada durante o seminário, Salomão, com base em dados colhidos entre 2004 a 2007, mostrou que o Brasil é um país quatro vezes mais violento que os Estados Unidos (27º lugar), e está, neste quesito, atrás da Guiana (9º), do Paraguai (12º), da África do Sul (16º), do México (19º), do Chile (28º), da Argentina (32º) e do Uruguai (35º).
Taxa de 25,8 homicídios por grupo de 100 mil habitantes mostra ineficiência da segurança públicaEntre os mais violentos, de acordo com o Mapa da Violência do Brasil, edição 2010, cujo estudo é assinado por Júlio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, que engloba mais de 200 países, El Salvador está à frente, como o mais violento, com taxa de 50,1 homicídios por 100 mil habitantes. El Salvador é seguido da Colômbia, com 45,4 mortes; da Guatemala, com 34,5; Ilhas Virgens (EUA), com 31,9 mortes/100 mil habitantes; a Venezuela, com 30,1; e o Brasil, com 25,8 homicídios por 100 mil habitantes.
Ao descer aos detalhes dos problemas de violência nos Estados do Brasil, Alagoas, Espírito Santo e Pernambuco saem à frente em número de crimes no país, com números que são quase o dobro da média nacional. Dados de 2007 apontam que, em Alagoas, por exemplo, ocorreram 59,6 mortes por 100 mil habitantes, enquanto que, no Espírito Santo, foram 53,6 e em Pernambuco, 53,1 homicídios por 100 mil habitantes. Santa Catarina é o Estado menos violento, com 10,4 mortes por 100 mil habitantes; São Paulo, tem uma vez e meia a mais, sendo 15 mortes, por 100 mil habitantes; Minas Gerais tem 20,8; e o Rio de Janeiro, 40,1 homicídios por 100 mil habitantes.
Depois de lembrar que o Brasil alcançou nos últimos anos “patamar inédito” na sua história, mas sem fazer discurso ufanista, recorrentes na pré-campanha eleitoral que o governo vem fazendo, destacando os feitos nos últimos sete anos de administração, em prol das comunidades carentes, Salomão não fala só da questão da violência em seu discurso, ao tratar das vulnerabilidades do atual desenvolvimento brasileiro. Ele diz que “falta consenso” quando se trata de ordenar as prioridades e de conceber e por em prática políticas capazes de superá-las. No que chama de “front interno”, o secretário-executivo da SAE lista como dificuldades para superar as vulnerabilidades as “desigualdades extremas” entre regiões, etnias e gêneros, cita a degradação ambiental em diversos biomas e o aumento da violência e da criminalidade.
No front externo, ele destaca a dificuldade de vigiar e proteger o território, espaço aéreo, o mar territorial e a zona econômica exclusiva, lembra o hiato tecnológico que nos separa dos países mais avançados, fala da vulnerabilidade ideológica e política. Fora isso, destaca como fragilidade também “o desconhecimento de grande parte do território onde devem estar localizadas potencialidades até aqui ignoradas em matéria de recursos minerais, energéticos e de biodiversidade”.

Especialistas culpam as desigualdades

Ao se referir à vulnerabilidade da segurança interna, o secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) declarou que “a violência, na escala que vem sendo praticada no Brasil, nasce, principalmente, dos conflitos provenientes das desigualdades sociais e das atividades do chamado crime organizado, que se aproveitam da ausência do Estado nas comunidades carentes, para nelas assentar as suas bases”. Prossegue ainda salientando que, “amplas áreas desprovidas de serviços mínimos de urbanização, déficits quantitativos e qualitativos de educação, saúde, lazer e transporte, ausência de políticas pública favoráveis à geração de emprego e renda - tudo veio se somando para produzir safra de violência que temos colhido nos últimos anos”.
O secretário-executivo da SAE, ao destacar as principais vulnerabilidades no plano externo, lembra que o gasto militar no Brasil representa apenas 1,5% do seu PIB. Para ele, o fato de o Brasil ser um país pacífico e viver em harmonia com seus vizinhos, “nem por isso se justifica a profunda desatualização de nosso aparato de defesa ou a eternização de sua dependência tecnológica”.

PM matou mais sob comando de Gervásio

São Paulo (AE) - A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais civis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado corregedor da PM. De março de 2009 a abril de 2010, foram registradas 150 mortes, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 92 casos. Isso representa um aumento de 63% da violência policial no Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado. Coronel Gervásio ficou no batalhão de 16 de abril de 2009 a maio deste ano.
O crescimento de mortes provocadas por PMs contra civis também foi registrado na capital e no interior. Mas em ambas regiões os números são inferiores em relação a área metropolitana. Na capital, no mesmo período comparado com a Grande São Paulo, o número subiu 38%. No interior, cresceu 50%. Em entrevista três dias após assumir a Corregedoria, o coronel atribuiu o aumento da violência à ousadia dos bandidos. “Hoje, eles estão mais ousados e fortemente armados. Isso fez aumentar o confronto com a polícia. Por isso, houve um crescimento de morte de civis e também de policiais.

Tânia Monteiro - Agência Estado
Tribuna do Norte

SP terá "Justiça sem dor"para crianças


O Tribunal de Justiça de SP deve iniciar em junho a implantação em quatro cidades do método conhecido como "Justiça sem dor" para ouvir, sem traumas, a versão de crianças ou adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes sexuais ou maus-tratos.
Batizado de "Avaliação Especial", esse método tenta quebrar a via-crúcis pela qual passa uma vítima ou testemunha infantil no sistema judiciário tradicional, que pode ser, muitas vezes, mais traumático do que o próprio crime sofrido por ela.
Estudos apontam que, pelo método tradicional, uma vítima de violência sexual ou maus-tratos precisa repetir até nove vezes a mesma versão do crime para várias autoridades públicas diferentes -conselheiros tutelares, polícia, assistente social, psicóloga, juiz, entre outros.
Ou seja, a criança fica recontando a história durante o processo, quase sempre uma experiência traumática.
"Na maioria, ela já falou nove, dez vezes", diz a psicóloga Dalka Chaves de Almeida Ferrari, coordenadora do Centro de Referência às Vítimas da Violência do Instituto Sedes Sapientiae.
Por mês, cerca de 2.000 crianças ou adolescentes são ouvidos em processos judiciais no Estado hoje. O serviço será implantado em São Caetano, Campinas, Atibaia e, possivelmente, Guarulhos.

Depoimento único

O novo método prevê, por exemplo, que a criança ou adolescente não precisará mais sentar-se à frente do juiz numa audiência. Poderá ser ouvida, se quiser, numa sala especial, por psicóloga ou assistente social.
Seu depoimento será acompanhado pelas partes envolvidas -juiz, acusação e defesa- por meio de um monitor de TV na sala de audiência. Questionamentos à depoente serão previamente combinados, e o juiz só intervirá na conversa com a criança se houver necessidade.
Mesmo assim, a intervenção será por meio de ponto eletrônico, que será usado pelo entrevistador. Gravado, esse depoimento será a única vez em que a vítima precisará falar sobre o crime sofrido.

Revitimização

O juiz Eduardo Rezende Melo, de São Caetano do Sul, um dos coordenadores do projeto, diz que o principal objetivo é proteger a criança e o adolescente vítimas de violência sexual e maus-tratos e não usá-las para esclarecer outros tipos de crimes.
Para o Ministério Público Estadual, o método usado hoje leva à revitimização.
"Imagine um menino, ou menina, quando chega à audiência. Estão lá juiz, promotor, escrevente, mãe, todo mundo. Ele entra na sala e não sabe quem são. "E aí, o que aconteceu? Como você está vestida? Tava mole, duro? É um absurdo'", diz o promotor Lélio Ferraz Siqueira.

Da Folha de S. Paulo
OABRJ Online

Hoje é dia de repensar seu papel no planeta


A data é antiga, foi estabelecida em 1972, mas a cada ano que passa, o 5 de junho e todos os outros 364 dias do ano, se tornam cada vez mais importantes quando se pensa nas atitudes que devem ser tomadas em prol do meio ambiente.
Os especialistas concordam que o ritmo de vida da Terra caminha para o aquecimento global, que vai sendo precipitado pelas queimadas, pela derrubada de áreas verdes, pelo acúmulo de lixo e outras agressões à natureza.
Os especialistas concordam, também, que minimizar o impacto devastador desses males começa com pequenas mudanças de hábito, que podem ser feitas por qualquer pessoa, sendo hoje ou não o Dia do Meio Ambiente.
As dicas são conhecidas, eficientes, mas não parecem assimiladas pela maioria. Diminuir a quantidade de lixo que as cidades produzem todos os dias - só o Grande ABC gera 2.000 toneladas - tem início com a redução do consumo e o reaproveitamento dos materiais que ainda podem ter serventia.
Outras ações, como poupar água, substituir o uso de sacolas plásticas ou verificar o nível de emissão de poluentes dos veículos, também não exigem mais do que a consciência de que recursos naturais acabarão se não forem bem utilizados.
Infelizmente, porém, como algumas ações ambientais podem implicar em mudanças substanciais na econômica dos países e no modo de vida das pessoas, governos e empresas ainda tratam o tema com cautela.
CARTILHAEm comemoração ao 5 de junho, o Diário distribui hoje sua cartilha do Meio Ambiente, que trata de práticas sustentáveis. Entre os temas, a publicação aborda a necessidade de educação ambiental nas escolas, do consumo consciente, e do papel do Poder Público.
Ainda há tempo para evitarmos viver no lixo
Para o engenheiro químico Uladyr Ormino Nayme, ajudar na preservação do meio ambiente é uma tarefa ao alcançe de todos os cidadãos e requer mais atitudes simples do que grandes mobilizações.
Exemplos de como cada um pode fazer a sua parte serão dados por Nayme, que é funcionário da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), em palestra no dia 8, no campus do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano.
DIÁRIO - Qual a importância de se ter um dia para comemorar o Meio Ambiente?
ULADYR ORMINO NAYME - A importância é pura e simplesmente de calendário, pois esta é uma data que foi definida mundialmente. Por outro lado, acaba sendo também um dia de mobilização, em que todos procuram pensar no meio ambiente, embora o meio ambiente precise ser comemorado todo dia.DIÁRIO - O que as pessoas podem fazer para auxiliar na solução desses problemas?
NAYME - Os cidadãos podem tomar várias atitudes dentro do seu próprio cotidiano, como economizar água priorizando os sistemas de reuso para regar jardins, lavar calçadas; manter seus carros e motos regulados para diminuir a emissão de poluição do ar; podem evitar jogar resíduos na rua e fazer a coleta seletiva e lixo.DIÁRIO - Qual o impacto para o meio ambiente dessas atitudes?
NAYME - Pequenas ações podem também ajudar a salvar o planeta, como não jogar papel ou uma lata na rua e colocá-los na lixeira. As pessoas têm consciência do problema, sabem disso, mas até que ponto elas tomam atitudes? A solução é mudar os hábitos. Discutimos muito sobre o meio ambiente, mas poucas pessoas ajudam a preservar a natureza de forma correta e eficaz. Para reciclar não é preciso ter uma sacola de lixo de cada cor, basta separar o material reciclado em um saco e o não reciclável em outro. Para economizar água, basta fechar a torneira, reduzir o tempo de banho. São ações simples.
DIÁRIO - Como fazer com que as crianças aprendam a importância de se preservar o meio ambiente?
NAYME - É fundamental que as escolas preparem as crianças porque muitos de nós, os adultos, não fomos preparados e o resultado é toda essa poluição com a qual convivemos. A criança é quem vai continuar vivendo nesse meio ambiente e elas têm condições de cobrar os adultos. Todos nós ainda temos uma chance para ajudar a salvar o planeta. Se preservarmos agora, talvez as próximas gerações não tenham essa mesma chance. Com o meio ambiente bem tratado e limpo, é possível melhoramos a nossa qualidade de vida, caso contrário, vamos viver no meio do lixo.

André Vieira
Diário do Grande ABC

Advogado é liberado após terceiro depoimento sobre sumiço da ex



Mizael Bispo de Souza deixou prédio da polícia na noite desta sexta (4).
Ex-namorada dele foi vista pela última vez em 23 de maio, em Guarulhos.


O advogado Mizael Bispo de Souza, ex-companheiro da advogada Mércia Nakashima, prestou novo depoimento e acompanhou investigações da polícia de São Paulo em Guarulhos entre a tarde e a noite desta sexta-feira (4). Ele foi liberado pelo delegado responsável pelas investigações, Antônio de Olim. Essa é a terceira vez que o advogado é ouvido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) desde o desaparecimento de Mércia, no domingo, 23 de maio, quando ela saía da casa de parentes em Guarulhos, na Grande São Paulo. O advogado nega qualquer envolvimento no desaparecimento da ex-namorada.
"Fomos ao local próximo à casa da avó dela com ele. Ele contesta informações do GPS do carro sobre seu tempo de permanência no local, reclama que o rastreador está errado", disse o delegado.
De acordo com o que parentes da advogada relataram à Divisão de Pessoas Desaparecidas do DHPP, Mércia havia conversado por telefone com Bispo antes de deixar a casa dos avós, por volta das 18h30 daquele domingo.
Dados do GPS do carro de Bispo, que é ex-policial militar, obtidos pela equipe do delegado Antonio Olim, confirmaram que seu Kia Sportage permaneceu três horas e meia parado na rua em frente ao estacionamento do Hospital Geral de Guarulhos no dia em que Mércia desapareceu. O rastreador registrou que o ex-namorado ficou das 18h40 às 22h38 no local, que fica perto da casa dos parentes de Mércia, onde ela foi vista pela última vez.
De acordo com Olim, o suspeito entrou em contradição com relação ao seu álibi, uma garota com quem fez um programa durante as três horas e meia nas quais o veículo ficou parado na noite daquele domingo.
"Ele mudou o depoimento. Primeiro, disse que era uma garota de programa e agora disse que não era uma garota de programa. Que era uma garota que ele pegou na rua depois de ficar dando umas voltas de carro. Ou seja, ele ficou três horas e meia com uma garota da qual não sabe nem o nome, não sabe quem é. Ficou uma situação difícil de explicar", afirmou Olim.
Mizael disse ter pago R$ 20 pelo programa, de acordo com o delegado. O advogado confirmou que neste período estava acompanhado, mas evitou dizer que se tratava de uma garota de programa. "Está nos autos", desconversou.
Pelo rastreamento feito com base nos dados do GPS do carro, Mizael, à tarde, se dirigiu à casa de um amigo que fica perto da residência da avó de Mércia. Em seguida, às 17h32, ele ficou parado por cerca de 15 minutos na rua em frente ao estacionamento do hospital. Depois, foi para a casa dele, onde permaneceu por apenas três minutos. "Para pegar camisinha, dinheiro e fazer xixi, segundo ele nos relatou", revelou o delegado. Em seguida, Mizael retornou para a rua em frente ao hospital, mais uma vez, onde permaneceu pelas três horas e meia. "Ficou três horas e meia lá e nem sabe o nome dela. Com certeza, ele desceu do carro e é isso que estamos investigando", afirmou Olim.
De acordo com o depoimento de um guardador de carros que atua no estacionamento do hospital, ele viu Bispo deixar seu veículo e entrar em outro carro no dia 23. O carro que Mércia estava no dia em que sumiu era um Honda Fit prata. O automóvel ainda não foi localizado pela polícia.
O delegado já tem em mãos os dados de três celulares utilizados por Mércia Nakashima nos dias que antecederam ao seu desaparecimento. De acordo com Olim, a última ligação - não atendida, aliás - que a advogada recebeu foi do ex-namorado às 14h30 do domingo (23). "Depois disso, não houve mais ligações. Só mais tarde, quando familiares e amigos começaram a ligar depois de darem falta por ela", disse Olim. O delegado também pedirá a quebra do sigilo telefônico de outros dois celulares da advogada, mas que estavam inativos.



sexta-feira, 4 de junho de 2010

McDonald's anuncia recall de 12 milhões de copos nos Estados Unidos


LOS ANGELES - O McDonald's vai recolher 12 milhões de copos de vidro vendidos nos Estados Unidos por causa da presença de cádmio na tinta do produto, metal que pode causar câncer. O anúncio do recall foi feito nesta sexta-feira pela Comissão de Segurança de Produtos dos EUA (CPSC, na sigla em inglês), que alertou os consumidores a interromper imediatamente o uso dos copos.
No Brasil, a assessoria de imprensa do McDonald's informou que os produtos que são alvo do recall nos EUA não são vendidos no país. Atualmente, a rede mantém uma promoção de copos no Brasil, mas os fornecedores são diferentes.
A linha de quatro copos de vidro é parte da campanha promocional do filme "Shrek para Sempre". São quatro desenhos diferentes, com os personagens Shrek, Princesa Fione, o Gato de Botas e o Burro. A empresa de fast food vai informar na próxima semana como será feito o ressarcimento do valor do produto, que custa US$ 2 em seus restaurantes.
De acordo com o anúncio do recall, "a exposição prolongada ao cádmio pode provocar efeitos adversos à saúde". O cádmio é um conhecido cancerígeno e pesquisas mostram que ele também pode causar enfraquecimento dos ossos e problemas sérios nos rins.
No caso dos copos do Shrek, o perigo seria a exposição de longo prazo a baixos níveis de cádmio, que pode se soltar da tinta. O produto pode cair na mão da criança que, ao pôr a mão na boca, pode levar o metal tóxico para o organismo.
O cádmio pode ser usado para criar vermelhos e amarelos na tinta. O porta-voz do Mc Donald's nos EUA, Bill Whitman, disse que um pigmento na tinta dos copos continha cádmio.
- Uma pequena quantidade de cádmio pode chegar à superfície do vidro e, para ser o mais seguro possível para crianças, o CPSC e o Mc Donald's trabalharam juntos nesse recall - disse.


O Globo

Mãe de Isabella pede indenização por livro de Sanguinetti


Ação de danos morais quer impedir publicação e comercialização de obra.
Médico alagoano aponta pedófilo como assassino em livro não lançado.

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, assassinada em 29 de março de 2008, entrou na Justiça de São Paulo com uma ação indenizatória por danos morais no valor de R$ 100 mil contra o médico alagoano George Sanguinetti por causa do livro “A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais”, que ele escreveu e pretende publicar ainda este ano. A obra, que não teve a autorização da família Oliveira para ser feita, inocenta o casal Nardoni, condenado em março deste ano pela morte da menina, e diz que o assassino foi um pedófilo não identificado. O processo está em segredo.
O G1 apurou que o processo entregue na segunda-feira (24) no Fórum de Santana, na Zona Norte da capital, quer impedir a publicação, divulgação e comercialização da obra literária sob a justificativa de que ela agride a memória da menina morta aos 5 anos de idade e também causa constrangimento à sua mãe. Por telefone, a advogada de Ana Oliveira, Cristina Christo Leite, confirmou à reportagem ter entrado recentemente com uma ação, mas não quis dar mais detalhes sobre ela ou comentar o assunto.
Em 87 páginas, o livro de Sanguinetti discorda da decisão dos jurados. O casal Alexandre Nadoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta de Isabella, foi condenado a mais de 30 anos de prisão pela morte da menina. Ambos dizem ser inocentes. O texto, ao qual o G1 teve acesso, critica o trabalho dos peritos e volta a reafirmar a existência de uma “terceira pessoa”, mas, desta vez, “revela” que o criminoso é, na verdade, um pedófilo, que abusou sexualmente da garota e a matou.
Procurado pela reportagem, Sanguinetti afirmou que vai esperar ser comunicado oficialmente pela Justiça para informar quais medidas irá tomar sobre a ação que quer barrar seu livro. O autor, no entanto, diz que não quis ofender nenhum familiar da menina.
“Ainda negocio o lançamento do livro com editoras, mas garanto que não há nenhuma alusão que denigra a imagem de Isabella ou sua família. Insistirei na publicação do livro e irei para qualquer tribunal. Estou fazendo o que meu país me permite: a liberdade de expressão. Responsabilizo-me pelo que escrevi. Fiz uma análise meramente técnica de um caso de grande repercussão. E reforço que não precisava pedir aturorização da família porque é um caso público”, declarou Sanguinetti, que já chegou a ser contratado pela família Nardoni para analisar os laudos periciais sobre a morte da menina.

Fotos de Isabella e boneca
Não é a primeira vez que Ana Oliveira entra com uma ação na Justiça contra um livro sobre o caso Isabella. Em junho de 2009, o gaúcho Paulo Papandreu, que também é médico, publicou “Isabella”, que apresentava outra explicação para a morte da garota: “acidente doméstico”. Segundo ele, a garota caiu sozinha do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.
O livro, que exibia uma foto de Isabella, não agradou a mãe da menina. Ela entrou com uma ação contra as imagens e o conteúdo da publicação. Em outubro, uma decisão judicial proibiu a venda e determinou o recolhimento dos 10 mil exemplares. O processo, no entanto, só será concluído após a sentença. Cerca de R$ 200 mil foram pedidos de indenização. Se a causa for ganha, a mãe de Isabella disse que doará o dinheiro a uma instituição de caridade.

Precaução
Ganhador do prêmio Jabuti de literatura de 1998 pelo livro “A Morte de PC Farias: O Dossiê de Sanguinetti”, o médico alagoano disse que ainda teve a preocupação de não exibir nenhuma foto de Isabella neste novo livro que trata do caso. “Me precavi. O primeiro passo foi o de não colocar nenhuma foto de Isabella, qualquer citação da família dela ou cópia de documento original do processo. Faço linguagem técnica a partir de achados. A polícia e a perícia deveriam ter investigado uma terceira pessoa”, disse.
“A morte de Isabella Nardoni - Erros e Contradições Periciais” contém fotos de uma boneca para representar a menina e desenhos feitos à mão de um suspeito, apontado como o pedófilo. O restante das páginas é de cópias de documentos de pareceres que Sanguinetti já fez sobre o caso.
“Sim, quem matou Isabella foi um pedófilo. As lesões encontradas no seu órgão genital são iguais a de uma criança abusada sexualmente. Ela caindo sentada, como afirmou a perícia paulista, não teria lesões como as que ficaram em seu corpo”, afirmou Sanguinetti. Os peritos dizem que as lesões na genitália são decorrentes da queda do sexto andar.

Leia abaixo o trecho do livro no qual ele tenta reproduzir como Isabella foi morta possivelmente por um pedófilo:
“A provável e talvez única motivação para o crime, para que ela fosse jogada do 6º andar do Edifício London foi desviar o foco do atentado sexual. Para que não fossem descobertas as lesões na genitália de Isabella e também impedir o reconhecimento do pedófilo. Acredito que a menor estava adormecida na cama, quando o infrator baixou a calça e a calcinha e a vulnerou com toques impúdicos, dedos, manuseios, etc. Ela acorda e grita papai...papai...papai e para...para..para, como foi descrito por testemunhas que ouviram os gritos de Isabella, audíveis até no 1º andar e no edifício vizinho. Os depoentes que ouviram os gritos, testemunharam que foram minutos antes da precipitação. Na tentativa de silenciá-la, de ocultar a tentativa de abuso sexual, a menor é jogada para a morte. Quando iniciei meus trabalhos, relatei meus primeiros achados e divulguei: ‘procurem o pedófilo, procurem o pedófilo,’ mostrando a causa real da morte de Isabella. No prédio ou nas cercanias, havia alguém com antecedentes de pedofilia? Os que trabalharam anteriormente foram investigados sob esta ótica? Repito: ‘Procurem o pedófilo! Procurem o pedófilo.’”, escreve Sanguinetti.

Isabella Nardoni morreu no dia 29 de março de 2008. Nardoni foi sentenciado a 31 anos, 1 mês e 10 dias; Jatobá, a 26 anos e 8 meses de prisão. Os dois estão presos em Tremembé, a 147 km da capital paulista. Eles sugerem que alguém entrou no apartamento enquanto Isabella dormia sozinha e a matou. Roberto Podval, advogado do casal, entrou com pedido na Justiça pedindo a anulação do júri. A solicitação será julgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso seja negada, a defesa poderá recorrer a outras instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.


Boliviana é presa após vender seu bebê por R$ 250


A polícia da cidade boliviana de Cochabamba prendeu uma mulher de 30 anos acusada de vender sua bebê recém-nascida por mil pesos bolivianos, ou cerca de R$ 250.

Jesusa Molle disse à polícia que a mulher admitiu ter vendido a criança porque não tinha condições financeiras de criar a filha.
O correspondente da BBC em La Paz Andres Schipani, disse que a mulher é pobre foi abandonada pelo marido recentemente.
Inicialmente, ela havia dito que a menina tinha sido roubada da maternidade.
A polícia também prendeu a compradora, uma mulher de 35 anos que, segundo as informações, é incapaz de ter filhos.
Imagem ilustrativa

Cidade do Mato Grosso do Sul adota o guarani como língua oficial


SÃO PAULO - O município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, acaba de adotar o guarani como língua oficial, ao lado do português. O projeto foi sancionado no último dia 24. Na prática, significa que a prestação de serviços públicos básicos na área de saúde, campanhas de prevenção de doenças e tratamentos passam a ser realizados em guarani e em português. Cidade de 9.554 habitantes, Tacuru nasceu em terras habitadas por índios caiuás e, em guarani, quer dizer cupim.
Cerca de 1/3 da população é indígena. Outro terço, segundo a Prefeitura, são do Paraguai ou com ascendência paraguaia.
A lei determina que nenhuma pessoa poderá ser discriminada em razão da língua oficial que faça uso e também destaca o respeito e a valorização às variedades do guarani, como o kaiowá, o ñandeva e o mbya. A prefeitura de Tacuru se compromete a apoiar e a incentivar o ensino da língua guarani nas escolas e nos meios de comunicação do município.
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul ressalta que a medida vai ao encontro de posição defendida pelos procuradores, de que o Brasil é multiétnico e que o português não pode ser considerado a única língua utilizada no país. "O Brasil é signatário do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, que determina que nos Estados em que haja minorias étnicas ou linguísticas, pessoas pertencentes a esses grupos não poderão ser privadas de usar sua própria língua", diz o MPF.
Segundo o MPF, o primeiro município do Brasil a adotar idioma indígena como língua oficial, além do português, foi São Gabriel da Cacheira, no extremo norte do estado do Amazonas. Além do português, São Gabriel tem três línguas indígenas oficiais. Em Paranhos, também em Mato Grosso do Sul, tramita um projeto de lei semelhante ao aprovado em Tacuru, que propõe a oficialização do idioma guarani como segunda língua do município.
O MPF ressalta que, apesar de o país ser signatário do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos durante o júri dos acusados de assassinar o cacique guarani Marco Veron, morto em Juti (MS) em 2003, a juíza aceitou pedido da defesa para impedir que indígenas se expressassem em guarani, por meio de um intérprete. O pedido da defesa foi contrário à Constituição Federal e à Declaração Universal dos Direitos Humanos e, por isso, o MPF abandonou o plenário. Novo júri foi marcado para fevereiro de 2011


O Globo

Após tratamento, Fernanda Fontenele, tetraplégica há seis anos, já consegue ficar em pé


Como criança que começa a engatinhar, vislumbra a possibilidade de andar
Seria apenas uma tentativa, mas em nenhum momento ela hesitou. Ninguém disse que conseguiria. Ela acreditou. Oito meses depois da partida, ela está de volta. Uma gente conhecida e desconhecida ajudou. O apartamento onde mora no Sudoeste se encheu de balões e cartazes, desejando boas-vindas. A caminhada será longa. Ela continua sabendo disso. Mas já deu o primeiro passo — que é achar que pode. Conseguiu ficar em pé, com firmeza. Sentiu a força dos joelhos e da coluna ereta. E, como criança que engatinha, redescobriu o prazer de ser mais independente.
Há oito meses, Fernanda não conseguia fazer nada disso. Muito menos banhar-se . O pai, hoje, comemora a nova aquisição da casa. “Saímos para comprar as barras de apoio para colocar no banheiro. Ela agora poderá tomar banho sozinha, em pé”. A mãe, cheia de emoção, repete: “Eu nunca perdi a esperança, sempre acreditei que daria certo”. A moça protagonista desta história, de olhos verdes que falam sozinhos, diz, com verdade impressionante: “A minha fé em Deus e em mim mesma me moveu até aqui”.
Em 12 de maio do ano passado, o Correio contou, com exclusividade, a história da jornalista Fernanda Fontenele e de sua luta para chegar aos Estados Unidos. Ela queria se submeter a um tratamento em San Diego, na Califórnia, que lhe daria mais independência nos movimentos. Aos 17 anos, Fernanda ficara tetraplégica, depois de um acidente de carro, ao voltar de um churrasco com o namorado, um rapaz de 19 anos que apenas sofreu uma batida na cabeça.
A lesão foi na altura das vértebras C6 e C7. Ela se submeteu a uma cirurgia de urgência, no Hospital Santa Luzia (correria o risco de parar de respirar). Três dias depois, a segunda intervenção. Saiu dali com quatro pinos para segurar as vértebras estraçalhadas. Depois, conseguiu uma vaga no Hospital Sarah do Aparelho Locomotor, na Asa Sul. “Foi ali que a ficha caiu e entendi o que era ficar tetraplégica. O Sarah foi fundamental pra eu entender toda a minha lesão medular”, ela diz.
Começou o rigoroso tratamento de reabilitação. Fernanda mudou-se para a unidade Lago Norte do Hospital Sarah. Lá, a mãe parou de trabalhar e dedicou-se integralmente aos cuidados da filha, que precisava de ajuda para tudo. “Um dia, senti um peso na perna”, conta. Dois meses depois, os braços voltaram a dar sinais de vida. Em 90 dias, começou a sentar-se, numa cadeira especial, presa a um cinto de segurança. O começo de uma nova vida.
Era hora de voltar para casa. E recomeçar a vida, em cadeira de rodas. Determinada, fez faculdade de jornalismo. A mãe, Maria Aparecida Fontenele, 56 anos, levava-a todos os dias para a aula. Empurrando a cadeira de rodas, a moça se formou. E cinco longos anos se passaram. Um dia alguém lhe falou sobre um tal Project Walk, técnica baseada num tratamento de fisioterapia que tem como meta a repetição dos movimentos e o otimismo.

Campanha
Fernanda entrou no site do projeto, procurou mais detalhes, perguntou a fisioterapeutas daqui. E decidiu que tentaria. Mas como? A viagem, que demandaria seis meses, iria custar U$ 55 mil (cerca de R$ 112 mil). Era muito. Dinheiro não havia. Foi quando uma amiga teve uma grande ideia. Faria um vídeo, contando a história e a luta da jornalista, e o colocaria na internet. Assim foi feito.
O vídeo parou no YouTube. Com duração de quatro minutos, a história comoveu internautas de todos os lugares do país. O Correio contou o drama de Fernanda na primeira semana em que o filme foi postado. A ajuda veio a galope. “A matéria deu credibilidade à nossa causa. As pessoas viram que era verdade e passaram a ajudar”, agradece o pai, o aposentado Francisco Xavier Fontenele, 55 anos.
Fernanda criou um blog para contar as novidades da sua partida. Festas para arrecadar fundos, festival de tortas, camisetas, peças de teatro com bilheteria doada para a causa, valeu tudo. Cada depósito era um dia a menos de espera. “Teve gente que depositou R$ 5 mil. E gente que colocou centavos. Isso foi o que mais me comoveu”, conta. Três meses depois, a quantia estava arrecadada. Em setembro, Fernanda partiu para os Estados Unidos, com a mãe. Em vez de apenas seis meses, elas ficaram oito. O pai juntou todas as economias para que a filha permanecesse por lá durante mais 60 dias. Valeu a pena.
Sábado, depois de 11 horas de voo, a jornalista chegou a Brasília. Na bagagem, a fé renovada. E a casa cheia de balões. Não, Fernanda não voltou andando. Nem correndo. Nem dando cambalhotas. Desembarcou conduzindo a sua própria cadeira de rodas. Está mais confiante. Fica em pé, sente firmeza no joelho direito e treina a mesma habilidade com o esquerdo. “Lá, aprendi a entender os movimentos do meu corpo”, diz.
E detalha o tratamento: “Eram três horas de atividades diárias. Só folgava às quartas-feiras e nos fins de semana. Eram exercícios em aparelhos, com adaptações também de ioga e pilates. Ganhei mais equilíbrio de tronco, o que é essencial pra ficar em pé”.

Casamento
San Diego não fez bem apenas às pernas e aos braços de Fernanda. O coração também foi acertado. Lá, ela encontrou um rapaz de 22 anos de São Paulo, que, depois de um acidente de carro, ficou tetraplégico, como ela. Felipe Costa conheceu Fernanda ainda pela internet, com o vídeo que contava sua história. Trocaram e-mails, mensagens no Orkut e se encontraram nos Estados Unidos, onde ele procurou tratamento e já começa a se locomover com a ajuda de um andador.
Havia três meses, ele já estava lá, à espera dela. A paixão foi imediata. E o namoro, mais forte do que imaginavam. Apaixonaram-se. Em julho, Felipe virá a Brasília, para o noivado. As famílias se conheceram. E os dois seguem para São Paulo, onde abrirão uma franquia do Project Walk e ali viverão. Diante das novas perspectivas de vida, Fernanda é só emoção: “Eu tive uma oportunidade. Agora, tentarei ajudar outras pessoas, gente que me escreve querendo uma chance de tentar como eu tive. Nunca vou parar de agradecer a todas as pessoas que me permitiram chegar aos Estados Unidos”.
Mais magra, com cabelos mais curtos e uma tatuagem no pulso esquerdo que representa o sol da Califórnia, Fernanda celebrou o amor por Felipe. Hoje, ambos em cadeiras de rodas, sentindo o prazer de engatinhar como crianças, sonham somar forças. Determinada, Fernanda aposta: “Não sei quando, não sei como, mas um dia vou andar. O tempo é de Deus, mas um dia andarei”. E reflete: “Se minhas mãos e meus dedos, que eram mortos, voltaram, por que não as pernas?” Esta é a história de uma moça de 23 anos que reaprendeu a viver. E assim se reinventou . Da forma que pôde.

O mesmo sonho
Fábio também busca uma oportunidade para fazer o tratamento nos Estados Unidos
Um belo dia, uma amiga do ensino fundamental, que há muito ele não via, ligou. Contou-lhe do acidente que sofrera e de suas muitas limitações. Perguntou-lhe se na faculdade havia adaptações para deficientes. Ela queria fazer jornalismo. O amigo ouviu a história da amiga e se prontificou a ajudá-la. “Todo mundo vai te receber bem. Venha sem medo”, disse. Ela foi.
Um tempo depois, num mergulho mal dado numa piscina na casa de um amigo, o rapaz que recebeu a amiga ficara também tetraplégico. Era Copa do Mundo de 2006. A amiga era Fernanda Fontenele. O amigo é Fábio Grando, hoje com 25 anos, lesão na altura da C5, considerada mais grave. Ele não consegue mexer os braços. E luta para chegar aos Estados Unidos e se submeter ao mesmo tratamento de Fernanda.
“Não penso em voltar andando, não tenho essa expectativa, mas sei que conseguirei ter mais independência, como me transferir da cama para a cadeira, sozinho, sem ajuda”, ele diz. Em fevereiro, o Correio contou a história de Fábio. A ajuda veio, imediata. Dos 180 dias — tempo da estada em San Diego —, já conquistou o equivalente para permanecer por 118. Faltam apenas 62 dias de arrecadação. “Já conseguimos R$ 65 mil.” Os amigos lançaram a campanha Bora, Fabito. Camisetas, festival de tortas, shows e peça de teatro com renda beneficente, tudo é inventado. Ele precisa chegar lá até a primeira quinzena de setembro. Fernanda tem dado força para Fábio. Incentiva-o. Ela sabe que, um dia, ele a ajudou também.

Solidariedade
Quer ajudar Fábio a chegar aos Estados Unidos?
Blog: http://www.fabiogrando.blogspot.com/.
Telefone: 9984-1903


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