quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mãe de Isabella Nardoni leva Gimenez às lágrimas


Luciana Gimenez recebeu ontem no Superpop, da Rede TV!, Ana Carolina Oliveira.

Por várias vezes a apresentadora não conseguiu se controlar e chorou diante das câmeras.
Em um determinado momento, a emoção foi tanta que Gimenez teve de chamar os comerciais.
A câmera mostrou o rosto dela todo borrado de maquiagem.


A presença da mãe de Isabella Nardoni no palco do programa rendeu média de 4,8 pontos no Ibope para a Rede TV!, segundo a prévia.
A atração costuma dar entre três e quatro pontos.
Foi a primeira vez que a mãe de Isabella foi ao vivo na TV depois do julgamento.

Fonte: Fabiola Reipert


Juiz do caso Isabella é homenageado



Exmo Sr. Juiz Maurício Fossen por sua firme atuaçao na condução do julgamento do caso da menor Isabella Nardoni , agindo com irretocável e absoltuto rigor técnico e ético, fazendo aflorar em todo o poder judiciário um sentimento de orgulho. Seu desempenho ficará sempre como exemplo a seguir.
Aderiram expressamente os demais desembargadores da câmara, determinando o Exmo Sr.Presidente da Câmara a expediçao de ofício ao ilustre homenageado.


Publicado hoje no Diário Oficial


Caso Isabella Oliveira Nardoni

Como redes sociais influenciam nosso hábito de beber


Cientistas comprovam que amizades, e até amigos de amigos de amigos, influenciam o quanto bebemos. Outras pesquisas mostram o mesmo para fumar ou ser generoso

Beber pode ser socialmente contagioso. A conclusão é de uma pesquisa feita pelo sociólogo greco-americano Nicholas A. Christakis, professor do Departamento de Políticas de Assistência Médica da Universidade de Harvard, e pelo americano James Fowler, cientista político da Universidade da Califórnia, San Diego. Christakis e Fowler são conhecidos por suas pesquisas quem misturam redes sociais - um ramo da sociologia que representa relacionamentos afetivos ou profissionais como ligações em um rede - com saúde, bem-estar e assistência médica. Eles já estudaram, por exemplo, como a generosidade por ser contagiosa ou como parar de fumar pode se espalhar por uma rede social.
Mas o que isso significa? É o velho "as amizades influenciam", com roupagem sociológica-científica e dados quantificáveis. Para Christakis e Fowler, os seus conhecidos que bebem influenciam em como você lida com a bebida. Se alguém bem próximo a você em uma rede social - um amigo, um parente ou um colega - bebe muito, você tem 50% a mais de probabilidade de também beber muito. (Beber muito: um drink por dia para mulheres; dois drinks para homens.) Se alguém a dois graus de distância, um amigo de um amigo por exemplo, bebe muito, você tem 36% a mais de probabilidade de também fazê-lo. A influência continua até o terceiro grau de separação, algo como o primo da mãe da sua namorada, com o aumento da chance em 15%, e desaparece depois do quarto grau de separação.
Outros fatores, como idade, sexo e escolaridade, além da ligação social a várias pessoas que bebem muito, tiveram um impacto significativo sobre o consumo de álcool de um indivíduo. Para cada outro contato social que bebe muito, a probabilidade da pessoa de beber muito aumenta em 18%, e a probabilidade de se abster de álcool diminuiu 7%. O contrário também vale: para cada pessoa que não bebe na rede social, a chance de beber muito cai 10%; e para cada amigo completamente abstêmio, pessoas têm 11% menos probabilidade de beberem moderadamente e é 22% mais provável que também se abstenham de beber. Os autores não encontram relação entre pessoas que bebem muito e aquelas que tem um hábito moderado de consumo de álcool.
"Os efeitos de uma rede social no consumo de álcool podem ter um efeito positivo ou negativo na saúde, dependendo das circunstâncias", afirmam os pesquisadores. "Beber é um problema clínico e de saúde pública que envolve grupos de pessoas interconectadas que compartilham comportamentos." Segundo Christakis e Fowler, os resultados deste estudo, juntos com pesquisas anteriores, apoiam a noção de que "como as pessoas estão conectadas, a sua saúde também está conectado".
A pesquisa, publicada no periódico científico Annals of Internal Medicine, foi feita com dados de 5.000 participantes do Framingham Heart Study (FHS), um estudo de longa duração iniciado em 1948 que recolhe informações sobre a saúde, incluindo hábitos de consumo de álcool, de indivíduos de diversas gerações a cada dois a quatro anos.


Época

Defesa do casal Nardoni vai recorrer ao TJ para realização de novo julgamento


Advogado Roberto Podval vai entrar com pedido para novo júri.
Juiz Maurício Fossen havia negado recurso na terça (6) em SP.

A defesa do casal Nardoni, condenado no último dia 27 de março pelo assassinato da menina Isabella, vai recorrer da decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Santana, Maurício Fossen, que negou na tarde de terça-feira (6) o pedido para a realização de um novo julgamento para Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 26.
Segundo o G1 apurou nesta quarta (7), o advogado Roberto Podval vai entrar com o recurso por um novo júri no TJ, em São Paulo, indo contra a decisão do magistrado, que negou o pedido. Isso deverá ocorrer após o defensor ser informado oficialmente do despacho do juiz.
Podval havia entrado com um pedido de anulação do júri por causa da alteração do Código Penal, aprovada há pouco mais de um ano. Antes da mudança, a defesa poderia entrar imediatamente com pedido de nulidade quando o réu fosse condenado há mais de 20 anos de prisão. Nardoni foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias pela morte da filha e fraude processual (alterar a cena do crime). Sua mulher, Jatobá, recebeu pena de 26 anos e 8 meses pela morte da enteada e tentar apagar provas da polícia. O juiz Fossen presidia o julgamento do casal e divulgou a sentença naquela ocasião.
O defensor do casal tinha justificado o pedido de anulação por causa dessa extinta brecha judicial. O juiz Fossen, no entanto, negou esse pedido.
"Aqueles que entendem ser ainda cabível o protesto por novo júri em relação àqueles delitos praticados antes da entrada em vigor da lei nº 11.689/2008 baseiam-se na alegação de que o dispositivo legal que previa a existência daquele recurso (art. 607 do CPP) possuía natureza jurídica de cunho misto, ou seja, tanto processual, quanto penal. Contudo, ouso discordar desse posicionamento por filiar-me àquela corrente contrária que entende tratar-se de norma jurídica com natureza exclusivamente processual", escreveu Fossen, na decisão divulgada na terça pelo TJ.
Apesar de ter negado o pedido para realizar um novo júri, Fossen aceitou o recurso de apelação dos representantes do casal contra a sentença. Essa questão será discutida pelo TJ.

Instâncias superiores
Procurado pelo G1 nesta quarta, Podval afirmou que não iria se manifestar oficialmente sobre os próximos passos da defesa. A reportagem apurou, no entanto, que o advogado vai recorrer ao TJ e, possivelmente ao Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, caso tenha seu pedido por um novo júri negado nas demais instâncias.
Isabella foi morta aos 5 anos, no dia 29 de março de 2008, na Zona Norte da capital. A maioria dos sete jurados que participaram do julgamento aceitaram a acusação de que a madrasta agrediu a menina e tentou esganá-la, asfixiando-a. Em seguida, ainda de acordo com o Ministério Público, o pai da vítima a atirou pela janela do sexto andar do Edifício London. A garota ainda foi socorrida com vida, mas morreu a caminho do hospital. Os condenados negam o crime. Alegam que um ladrão teria matado Isabella.
O júri do casal Nardoni durou cinco dias e foi amplamente divulgado pela imprensa, causando grande comoção popular. Nardoni e Jatobá cumprem pena em Tremembé, a 147 km de São Paulo.


Chuva deixou 1.778 desabrigados na cidade do Rio

Vista da lagoa Rodrigo de Freitas nesta quarta-feira

A informação é da Defesa Civil municipal, que interditou 180 imóveis

A Defesa Civil do município do Rio de Janeiro informou, na manhã desta quarta-feira (7), que 1.778 pessoas estão desabrigadas na cidade em consequência das chuvas que atingem o Estado desde a segunda-feira (5). Segundo o governador Sérgio Cabral, o número de mortos no Estado chegou a 110.
Desde as 17h de segunda-feira até as 12h desta quarta-feira, a Defesa Civil recebeu 806 chamados, sendo a maior parte devido a desabamentos de imóveis, rachaduras, deslizamentos de barreiras e quedas de muros. Já foram realizadas 180 interdições de imóveis.
O órgão emitiu ainda um alerta informando que a chuva deve permanecer até esta quinta-feira (8) e que a cidade permanece em estado de atenção.
A prefeitura manteve o alerta máximo apenas para as regiões de encostas e volta a pedir para que as pessoas que morem nestas áreas procurem um local seguro, como casa de parentes ou abrigos públicos.
Em caso de emergência, a população deve ligar para o telefone 199, que funciona 24 horas por dia.

Transporte
Apesar de a chuva continuar, o sistema de transportes da capital está funcionando sem grades transtornos nesta quarta-feira (7), depois do caos dos dois últimos dias. Aeroportos, metrô, trens e barcas operam normalmente desde o amanhecer.
De acordo com a Infraero, os aeroportos Galeão e Santos Dummont funcionavam sem problemas nesta manhã, sem atrasos nos vôos. No metrô, segundo a assessoria, os trens funcionavam sem incidentes e com intervalos, em média, de seis a dez minutos entre um vagão e outro.
Assim como no metrô, os trens funcionavam sem maiores problemas em todas as linhas. O sistema de barcas também fazia suas viagens sem incidentes. A Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro divulgou uma nota aconselhando a população a se deslocar pela cidade por transporte público


Garoto de 13 anos detido pela 13ª vez é internado provisoriamente na ex-Febem


Audiência entre Juiz, Promotoria e pais do menino decide seu futuro.
Ele é acusado de cometer diversos furtos de veículos em São Paulo.

O adolescente de 13 anos detido pela 13ª vez pela polícia está internado provisoriamente em uma instituição para menores infratores em São Paulo desde a tarde de segunda-feira (5). Segundo o Ministério Público, nesta quarta (7) a Justiça decidirá se o garoto permanecerá em uma das unidades da Fundação Casa (extinta Febem) para cumprir medidas sócioeducativas.
O menino foi detido pela Polícia Militar na noite do último domingo (4) quando escutava som alto em um carro furtado na Zona Sul da capital. Ele estava no banco do carona na companhia de outro adolescente, este de 15 anos, que guiava o veículo.
Os garotos foram levados para o 98º Distrito Policial, no Jardim Miriam, onde foram autuados por receptação de veículo furtado. O condutor do automóvel também irá responder por dirigir sem habilitação.
O adolescente de 13 anos é um “velho conhecido” da polícia. Sua ficha criminal é tão extensa que é maior que a altura do menino, que tem pouco mais de 1,50 metro.
Segundo a Promotoria do Departamento de Execução da Infância e Juventude (DEIJ), o garoto descumpriu o acordo da liberdade assistida feito entre ele, seus pais e a Justiça e voltou a praticar um ato infracional ao ser flagrado pela PM em um carro furtado. Além disso, ele tem mais de 12 anos (idade mínima para se internar um menor infrator).
Uma promotora do DEIJ acompanha o caso. Na reunião desta quarta, ela e um juiz irão conversar novamente com os pais do menino de 13 anos para decidir se ele deverá ser internado na Fundação Casa. A audiência já estava marcada por conta de outros delitos cometidos pelo garoto nos anos anteriores.
A promotora, que pediu para não ter seu nome divulgado, não quer falar sobre o caso, segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público.
ECA
No caso do garoto de 13 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a possibilidade de internação do menor infrator em duas situações: descumprimento da liberdade assistida e reiteração do ato infracional.
Enquanto esteve na carceragem do 98º DP, o menino alegou que não havia furtado o carro. “Só estava ouvindo som alto", disse ele, segundo policiais civis.
Apesar de ter sido detido 13 vezes (veja abaixo o histórico), o adolescente nunca cumpriu medida socioeducativa na Fundação Casa. Chegou a ir três vezes para algumas das unidades, mas ficou menos de 24 horas em cada uma delas. Foi liberado após a Justiça e a Promotoria conversarem com o garoto e seus pais. Todos entenderam que ele não praticou nenhuma violência durante os furtos.

O G1 conversou com vizinhos do garoto na segunda. Eles disseram que o sonho do menino é “ser bandido”.

Inspecção-Geral afasta tese de "bullying" em Mirandela


"Os depoimentos dos alunos ouvidos são contraditórios entre si", assinala o Ministério da Educação
O inquérito conduzido pela Inspecção-Geral da Educação para apurar as circunstâncias que antecederam a morte de um aluno da Escola Luciano Cordeiro, em Mirandela, “não confirmou” que o rapaz de 12 anos “fosse vítima de frequentes agressões, perseguições ou ameaças”, adiantou esta terça-feira o Ministério de Isabel Alçada. O processo isenta o estabelecimento de ensino e os colegas do jovem de responsabilidades no caso.
Nas conclusões do inquérito instaurado pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), a Escola Básica Luciano Cordeiro sai ilibada de responsabilidades pelo facto de o aluno ter deixado as instalações do estabelecimento de ensino durante o período lectivo. Por outro lado, o processo delegado na Inspecção-Geral de Educação (IGE) terá permitido concluir que o rapaz não era alvo de actos continuados de violência por parte de colegas.
Em nota enviada à redacção da RTP, o Ministério da Educação sublinha que o relatório "permite concluir que a Direcção da Escola presta atenção e actua, diferenciando as situações pelo seu grau de gravidade e frequência, em casos de participação e conhecimento de atitudes e comportamentos desadequados dos alunos".


As conclusões do inquérito referem que, "no dia 2 de Março, após uma manhã que decorreu dentro da normalidade", o jovem "faltou à aula das 12 horas, juntamente com dois colegas, e esteve envolvido em dois incidentes com outros alunos no espaço da escola". "Os depoimentos dos alunos ouvidos são contraditórios entre si, não se concluindo pela existência de agressões", assinala o Ministério. O aluno, apurou o inspector da IGE depois de ouvir 38 pessoas, terá abandonado o recinto escolar "presumivelmente através das grades", ao passo que alguns dos seus colegas o fizeram pelo portão "sem que tivessem sido impedidos".

Certidões seguem para a Câmara Municipal
O relatório, acrescenta o comunicado enviado à RTP, "não aponta para a instauração de procedimento disciplinar a responsáveis na dependência directa" do Ministério da Educação. No entanto, a tutela indica que "serão extraídas certidões a remeter para a Direcção da Escola e para a Câmara Municipal de Mirandela", responsável pelos funcionários do estabelecimento de ensino.
Em declarações à agência Lusa, a vereadora da Educação na autarquia de Mirandela afirmou que o inquérito da Inspecção-Geral "tem implícita uma tentativa de transferir responsabilidades para o pessoal não docente e para a autarquia": "O relatório não aponta para a instauração de procedimento disciplinar a responsáveis na dependência directa do Ministério da Educação".
"Ora, na escola, o pessoal não docente é o único que não se encontra na dependência directa do Ministério da Educação e faz parte dos quadros da Câmara Municipal", frisou Maria Gentil. Segundo a edil, a Câmara de Mirandela não dispõe de competência para abrir procedimentos disciplinares, tão-pouco na gestão directa dos funcionários em causa. Essa competência, disse, recai sobre a direcção da Escola Básica Luciano Cordeiro.

"Revolta"
Numa primeira reacção às conclusões do inquérito, os pais do aluno confessaram sentir "revolta". A mãe do rapaz exigiu mesmo que os responsáveis da escola sejam responsabilizados pela ausência de segurança, dizendo-se disposta em avançar para tribunal.
"São uns incorrectos que ali estão. Não têm capacidade para estar à frente de uma escola como estão", reagiu o pai do aluno, Armindo Pires, ouvido pela Antena 1. "Os portões estavam abertos. Ele não tinha autorização para sair. É tudo à conveniência deles. Eles têm a faca e o queijo na mão", acrescentou.
O jovem ter-se-á atirado ao Rio Tua a 2 de Março, depois de ter abandonado a Escola Básica 2/3 Luciano Cordeiro. O corpo foi encontrado ao início da manhã do dia 25 de Março a cerca de dez quilometros do parque de merendas de Mirandela, entre Frexas e Cachão. Na altura do desaparecimento, a morte do aluno foi associada a um caso de violência escolar - o jovem ter-se-ia lançado ao Tua devido a alegadas agressões por parte de colegas.


MANIFESTAÇÃO RJ: Dia de Conscientização contra Alienação Parental. Dia 25 de abril.


Avó de Sean Goldman sente na pele a dor de não poder ver um ente querido.


Durante os mais de cinco anos de luta para ter o seu direito de conviver com o filho Sean Goldman, seqüestrado pela mãe e mantido ilegalmente no Brasil, o PAI, David Goldman, sofreu por não poder sequer ter contatos com o menino.
Mas o mundo dá suas voltas. Agora os papéis se inverteram. O menino está morando com seu PAI, David Goldman, nos Estados Unidos e a família do ex-padastro, principalmente a avó materna, Silvana Bianchi, lamenta não ter liberdade para tais contatos, como vem sendo mostrado em alguns veículos de comunicação, como na matéria abaixo do jornal carioca O DIA.
A família brasileira continua na Justiça tentando reverter a situação, querendo trazer de volta a criança para o Brasil, o que dificilmente irá acontecer e serve apenas para manter um clima litigante e tenso, tendo então, razão o PAI de não permitir que seu filho continue sendo contaminado por pessoas que querem aliená-lo de seu filho.

FIRMEZA NA LUTA, DAVID GOLDMAN! ESTAMOS COM VOCÊ



MATÉRIA DO JORNAL O DIA:
Avó de Sean: 'O amor não é imposto, é feito de liberdade'
Rio - O apartamento da avó materna de Sean Goldman, Silvana Bianchi, na Zona Sul do Rio de Janeiro guarda as únicas recordações que a família brasileira tem do menino. Fotos espalhadas por porta-retraos contam a vida do garoto que, por decisão da Justiça de Nova Jersey, nos Estados Unidos, não pode ter nenhum contato com a avó materna. Silvana se queixa do cerceamento à liberdade do menino.
"Se eu pudesse mandar um recado a ele diria 'Sean eu te amo, tenha força'. O amor não é imposto. Ele é feito de liberdade. Nas últimas vezes que nos falamos, ele dizia estar com saudade e sempre perguntava quando iríamos visitá-lo. As ligações que fazíamos para falar com meu neto eram totalmente controladas pelo pai biológico, que nos obrigava a falar em inglês e sempre com a escuta dele. Assim se perde a espontaneidade. O que resulta em uma conversa monossilábica com Sean, o inglês não é a minha língua nativa", afirmou.
"Desde o dia 24 de dezembro do ano passado, não tivemos nenhum contato físico. Desde que o Sr. David tomou o controle do processo, está terrível", disse. A avó falou do drama que passou nos Estados Unidos tentando visitar o neto durante 10 dias. "Tenho certeza que ele não soube que estive lá para vê-lo. Apesar de o psicólogo americano que acompanha o caso recomendar que era importante a visitação, David disse que isso ocorrerá quando ele achar oportuno", disse.
Com os olhos marejados, Silvana disse que após a atitude "irredutível" de David, entrou com um pedido emergencial de visitação na Corte de Família de Nova Jersey, mas que foi indeferido. "A juíza entendeu que não havia emergência e marcou uma audiência para o dia 7 de maio. Para mim foi como uma punhalada no coração. Tive que acatar a decisão. Não restou alternativa. Não irei aos Estados Unidos para acompanhar a resposta ao meu pedido. É uma incógnita", disse a avó.
"Se eu pudesse mandar um recado a ele diria 'Sean eu te amo, tenha força'. O amor não é imposto. Ele é feito de liberdade. Nas últimas vezes que nos falamos, ele dizia estar com saudade e sempre perguntava quando iríamos visitá-lo. As ligações que fazíamos para falar com meu neto eram totalmente controladas pelo pai biológico, que nos obrigava a falar em inglês e sempre com a escuta dele. Assim se perde a espontaneidade. O que resulta em uma conversa monossilábica com Sean, o inglês não é a minha língua nativa", afirmou.
Segundo a avó, a irmã dele, Chiara, sempre pergunta pelo irmão quando passa pela porta de seu quarto. "O quarto ainda está com os móveis que ele tanto gostava e o computador em que ele sempre jogava games", disse.
Na primeira fase do processo, Silvana Bianchi foi acusada pelo pai do garoto de participação do sequestro de Sean. "Pura fantasia, loucura, fui acusada de co-autora de um sequestro que não existiu. Nunca fiz nada ilegal. Insanidade, não tem como tirar uma criança dos Estados Unidos sem a documentação correta", afirmou.

Entenda o caso
David Goldman, o pai biológico de Sean, lutou para ter a guarda do filho desde a morte de sua ex-companheira, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro. A briga pela guarda começou em 2004, quando Bruna deixou Goldman para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, Estado de New Jersey (EUA). Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.
A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com 4 anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis americanas, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho ela morreu, em 2008.
Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de levar o filho de volta aos Estados Unidos. Desde então, ele brigou pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/4/avo_de_sean_o_amor_nao_e_imposto_e_feito_de_liberdade_73513.html




terça-feira, 6 de abril de 2010

Caso Isabella: Juiz nega novo júri para o casal Nardoni


SÃO PAULO - O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, negou nesta terça-feira o pedido da defesa do casal para que fosse realizado um novo julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados na madrugada do último dia 27 de março pela morte da menina Isabella Nardoni. Mas o juiz aceitou a apelação da defesa para que seja possível recorrer da pena em outras instâncias da Justiça. Alexandre foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e Anna Carolina, a 26 anos e 8 meses.
Em sua decisão, divulgada nesta terça-feira, o juiz Maurício Fossen lembrou que com a reforma da Lei 11.689/2008, foi suprimida a disposição legal que previa um novo júri automaticamente para réus que tivessem condenação igual ou superior a 20 anos. Escreveu o juiz: 'foi suprimida a disposição legal de natureza exclusivamente processual (protesto por novo júri), mantendo-se apenas o recurso de apelação e, com isso, respeitado o direito constitucional dos acusados ao exercício do duplo grau de jurisdição, inerente ao direito à ampla defesa'.
A mudança da legislação causa polêmica entre os advogados. Há quem acredite que o casal teria direito de ser levado a novo julgamento porque cometeu o crime em março de 2008, cinco meses antes de entrar em vigor a lei que mudou o benefício automático de novo júri para os condenados a mais de 20 anos. Outros, no entanto, defendem que o que vale é a data do julgamento, e não a do crime. O juiz entendeu que o que vale é a data do julgamento.
Por isso, o juiz terminou a sentença dizendo que recebe 'o recurso interposto pelos réus...exclusivamente como recurso de Apelação, determinando a intimação destes últimos para que apresentem suas razões de recurso no prazo legal, afastada a pretensão dos mesmos quanto ao Protesto por Novo Júri' e determina 'que seja aberta vista dos autos ao representante do Ministério Público (o promotor Francisco Cembranelli), pelo prazo legal, para oferecimento de suas contra-razões de recurso'.
O veredicto que condenou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foi lido pelo juiz Maurício Fossen no início da madrugada do último dia 27, após cinco dias de julgamento no Fórum de Santana, em São Paulo. Além da pena em regime fechado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, o casal ainda foi condenado a meses de prisão em regime semiaberto e pagarão 24 dias multa por fraude processual, por ter alterado a cena do crime.
Isabella morreu no dia 29 de março de 2008 ao ser jogada do sexto andar do edifício London, na Vila Isolina Mazzei, na Zona Norte da capital paulista, onde morava o casal. Para o Ministério Público, a menina foi esganada pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, e jogada da janela do quarto dos irmãos pelo pai, Alexandre Nardoni. Durante o julgamento, a defesa do casal insistiu que não havia provas contra o casal e que uma terceira pessoa teria entrado no apartamento e jogado a menina pela janela.


Caso Nardoni: Mãe de Isabella participa hoje do 'Superpop' ao vivo


A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina de Oliveira, participa hoje à noite, ao vivo, do programa "Superpop", apresentado por Luciana Gimenez na Rede TV!, a partir das 21h45m. Depois da condenação do casal Nardoni pelo assassinato da menina, esta é a primeira vez que ela participa de um programa de TV ao vivo.
O "Superpop" também vai exibir uma entrevista com o promotor Francisco Cembranelli, que vai revelar detalhes do julgamento e apontar o momento determinante para o desfecho do caso.


Delma Freire orientou o filho a não assumir o crime, diz a polícia


Essa foi a novidade apresentada pelo DHPP em entrevista coletiva, nesta terça, na conclusão do inquérito sobre a morte de Jennifer Kloker

A polícia apresentou, nesta terça-feira (6), a conclusão do inquérito que investigou a morte da alemã Jennifer Marion Nadja Kloker (foto 1), ocorrida no dia 16 de fevereiro deste ano. Foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima) a sogra, Delma Freire (foto 5), apontada como mandante do crime; Alexsandro Neves (foto 2), o autor dos disparos; Ferdinando (foto 3) e Pablo Tonelli (foto 4), respectivamente sogro e viúvo da vítima, por conivência; e Dinarte Dantas de Medeiros, irmão de Delma, por comprar a arma e fazer a ponte entre a mandante e Alexsandro.
Uma das novidades reveladas pelos policiais nesta manhã foi uma carta escrita por Delma Freire e dirigida ao filho Pablo, quando ainda estava detida na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No documento, ela instruía o rapaz a continuar negando o crime e a não revelar qualquer ligação entre Delma e o irmão, Dinarte.
A motivação do crime foi confirmada pelos delegados: a existência de um seguro de vida em nome de Jennifer Kloker, cujo beneficiário seria Ferdinando Tonelli, e a guarda do filho de Jennifer e Pablo, que Delma Freire queria para si. De acordo com a delegada Gleide Ângelo, as duas não se davam e Jennifer não queria morar no Brasil, como desejavam os demais membros da família.
“Delma foi a mentora do crime desde o início. As versões eram contraditas pela própria Delma. Ela achava que sua inteligência era superior a de todos nós, já que realizava vários golpes na Itália. Ela pensou que seria assim no Brasil, mas não foi, e agora ela está encarcerada”, contou o gestor do DHPP, delegado Joselito Kherle.
A liberação do corpo de Jennifer Kloker, que está no Instituto Médico Legal do Recife desde o ocorrido, depende de uma autorização judicial que vai permitir sua cremação.

JUIZ
No mesmo dia da conclusão do inquérito, o juiz da Vara Criminal de São Lourenço, Djaci Salustiano de Lima, acatou a denúncia contra os acusados de participar do homicídio da alemã. Com base nas investigações realizadas, o magistrado decretou a prisão preventiva de Delma Freire de Medeiros, Pablo Richardson Tonelli, Ferdinando Tonelli e Alexsandro Neves dos Santos.
Os três homens serão encaminhados ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Enquanto Delma continua na Colênia Penal Feminina do Recife, no Engenho do Meio.
De acordo com os delegados, não foi pedida a prisão preventiva do quinto indiciado pela morte da alemã, Dinarte Dantas, irmão de Delma, porque ele demonstrou que não pretendia fugir e colaborou com as investigações.

O CRIME
Na terça-feira de Carnaval, Jennifer Kloker, 22 anos, foi morta a tiros em um suposto assalto, em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife. Conforme a investigação avançava, descobriu-se que o crime fora forjado por membros da própria família.
Três suspeitos confessaram o crime: Pablo e Ferdinando Tonelli, viúvo e sogro da vítima, respectivamente; e Alexsandro Neves, autor dos disparos, contratado pelos mandantes. Delma Freire nunca admitiu culpa no caso e disse que só falaria em juízo. Ela encontra-se presa na Colônia Penal Feminina do Recife.
A reconstituição do crime ocorreu no dia 24 de março e contou com a participação dos três suspeitos confessos. Sobre os resíduos de chumbo encontrados nas mãos de Pablo e Ferdinando, o gestor do Instituto de Criminalística, Roberto Nunes de Araújo, explicou que eles teriam apertado a mão de Alexsandro Neves após o crime.

FRAUDE
Durante as investigações, um ex-presidiário foi à imprensa assumir a autoria dos disparos. Em seguida, ele desmentiu tudo e afirmou que o advogado de Delma, Célio Avelino, o teria orientado acerca do depoimento e Delma teria oferecido dinheiro para ele assumir a culpa.
A OAB chegou a notificar o advogado, mas este, após apresentar defesa, negando ter qualquer tipo de envolvimento na fraude, ficou livre de responder por um processo ético-disciplinar. Após o fato, Avelino abandonou a defesa da acusada, alegando quebra de confiança entre advogado e cliente.

O FILHO DA VÍTIMA
Roberta Freire (foto 6), irmã de Pablo, retornou com o sobrinho, filho da alemã, para a Itália, onde mora, e vai dar entrada ao pedido de guarda da criança. No momento do crime, a criança, de apenas três anos, ouviu os disparos que mataram a mãe.Juiz decreta prisão preventiva dos acusados no caso Jennifer Kloker
A decisão do juiz saiu no mesmo dia em que a polícia apresentou a conclusão do inquérito que investigou a morte da alemã. Foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima) a sogra, Delma Freire, apontada como mandante do crime; Alexsandro Neves, o autor dos disparos; Ferdinando e Pablo Tonelli, respectivamente sogro e viúvo da vítima, por conivência; e Dinarte Dantas de Medeiros, irmão de Delma, por comprar a arma e fazer a ponte entre a mandante e Alexsandro.
De todo o grupo, apenas Dinarte Medeiros vai aguardar o julgamento em liberdade - a prisão dele não foi pedida pela polícia nem recomendada pelo Ministério Público, pela colaboração dele com a investigação.
A motivação do crime foi confirmada pelos delegados: a existência de um seguro de vida em nome de Jennifer Kloker, cujo beneficiário seria Ferdinando Tonelli, e a guarda do filho de Jennifer e Pablo, que Delma Freire queria para si. De acordo com a delegada Gleide Ângelo, as duas não se davam e Jennifer não queria morar no Brasil, como desejavam os demais membros da família.
A liberação do corpo de Jennifer Kloker, que está no Instituto Médico Legal do Recife desde o ocorrido, depende de uma autorização judicial que vai permitir sua cremação.

O CRIME
Na terça-feira de Carnaval, Jennifer Kloker, 22 anos, foi morta a tiros em um suposto assalto, em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife. Conforme a investigação avançava, descobriu-se que o crime fora forjado por membros da própria família.
Três suspeitos confessaram o crime: Pablo e Ferdinando Tonelli, viúvo e sogro da vítima, respectivamente; e Alexsandro Neves, autor dos disparos, contratado pelos mandantes. Delma Freire nunca admitiu culpa no caso e disse que só falaria em juízo. Ela encontra-se presa na Colônia Penal Feminina do Recife.
A reconstituição do crime ocorreu no dia 24 de março e contou com a participação dos três suspeitos confessos. Sobre os resíduos de chumbo encontrados nas mãos de Pablo e Ferdinando, o gestor do Instituto de Criminalística, Roberto Nunes de Araújo, explicou que eles teriam apertado a mão de Alexsandro Neves após o crime.


Os efeitos do crack no organismo



Forma menos pura da cocaína, o crack tem um poder infinitamente maior de gerar dependência, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. Ao prazer intenso e efêmero, segue-se a urgência da repetição. Além de se tornarem alvo de doenças pulmonares e circulatórias que podem levar à morte, os usuários se expõem à violência e a situações de perigo que também podem matá-lo.

Consequências para a saúde
- Intoxicação pelo metal
O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.
- Fome e sono
O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.
- Pulmões
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito
- Coração
A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer
- Ossos e músculos
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.

Sistema neurológico
- Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível
- Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80
- Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios

Sexo
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.
Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam

Morte
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).
A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.

Zero Hora


Crack, nem pensar

Desabamento arrasta carro para dentro da casa de Torben Grael



Barreira caiu e levou muro de contenção da casa do iatista.
Mulher e criança se salvaram, mas o motorista morreu.

Uma barreira caiu e arrastou um carro para dentro da casa do iatista Torben Grael no bairro de São Francisco, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, na madrugada desta terça-feira (6). Uma mulher e uma criança que estavam no carro foram resgatadas com vida, mas o motorista, pai da menina, morreu. Torben e o irmão Axel tentam falar com a Defesa Civil de Niterói desde o acidente.
“Tem uma casa na parte de cima da rua, no morro, e a parte do muro de contenção dessa casa desceu com muita terra", disse Torben. "E esse carro estava atolado numa outra avalanche que tinha tido um pouco antes, e aí com a pressão das pedras, o carro foi empurrado para dentro da minha casa. O carro ficou muito danificado. A gente conseguiu tirar de dentro do carro a criança e a mãe, mas o pai está no carro até agora.”


G1

Padre de 74 anos de Franca é acusado de pedofilia


Padre de 74 anos de Franca é acusado de pedofilia

Mais um padre é acusado de pedofilia. Desta vez é José Afonso Dé (foto), 74, da Paróquia São Vicente de Paulo, de Franca, cidade de 330.000 habitantes a 401 km da capital.
Graciela de Lourdes David Ambrósio, titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), colheu o depoimento de quatro adolescentes na faixa de 12 a 16 anos que frequentavam a igreja.
Eles afirmam que em janeiro e fevereiro deste ano, depois da missa, foram beijados na boca pelo padre Dé e acariciados nas pernas e órgãos genitais por cima da roupa.
Em comunicado, o padre pediu aos fiéis ajuda na defesa contra as acusações. “Afirmo a minha total inocência”
A delegada ainda está ouvindo as pessoas envolvidas nas denúncias, como pais das crianças. Por enquanto – afirmou – os depoimentos têm apresentado coerência entre si.
O padre Dé disse à TV Record que os adolescentes estão mentindo em retaliação ao um desentendimento que teve com eles. “Eles me xingaram de velho fedido e eu os mandei tomar no c.....”
Após a divulgação das denúncias pela imprensa, dois jovens – um de 20 e outro de 22 anos – procuraram a delegada para dizer que foram abusados por Dé anos atrás, quando eram coroinhas.
Graciela também investiga a denúncia dos adolescentes de que em janeiro informaram a outros padres sobre o assédio, e nada foi feito.
A Diocese de Franca comunicou que o bispo Pedro Luiz Stringhini só vai se manifestar sobre o caso após as investigações.


MT: Câmara aprova por unanimidade a proibição do uso e a comercialização das “pulseiras do sexo”


A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou no dia 05 de abril, em ultima votação o projeto de lei de autoria vereador Toninho do Gloria líder da bancada do (PV) que proíbe o uso e a comercialização das pulseiras coloridas também conhecidas como ‘pulseiras do sexo’ na cidade. Aprovada por unanimidade, a matéria seguirá para sanção do prefeito.
O projeto 52/2010 proíbe o uso das pulseiras coloridas nas escolas das redes municipal, estadual e particulares como também a comercialização destes acessórios na cidade. A matéria prevê ainda a realização de reuniões com os pais e professores das respectivas escolas para esclarecimento da medida e orientação sobre o tema. O projeto estabelece também que a caberá a Secretaria Municipal de Educação estabelecer as demais normas para o cumprimento da lei.
“Sabemos que a proibição não é suficiente. É importante que neste momento todos os segmentos envolvidos discutam o tema e esclareçam os riscos aos quais os nossos adolescentes estão sujeitos ao participarem de um jogo que envolve questões sexuais”, declarou Toninho do Gloria. “No entanto, a Câmara de Vereadores não pode se omitir diante das denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes na cidade. Temos que tomar providências que inibam estas ocorrências”, disse o vereador Varzeagrandense Toninho do Gloria, presidente da ONG MT Contra a Pedofilia.
Pelo projeto aprovado além da simples proibição do uso. Fica proibida a venda no comércio formal e informal da cidade. "Não adianta proibir só o uso. Devemos proibir também a venda com sanções penais aos que desobedecerem", disse. Toninho do Gloria.
“A finalidade é debater e conscientizar a sociedade sobre o problema que as pulseirinhas coloridas conhecidas como pulseiras do sexo vêm causando”, afirma Toninho do Gloria. De acordo com ele, o objetivo da proposta é preservar a integridade das crianças e dos adolescentes contra qualquer tipo de violência sexual, como as que vêm sendo noticiadas pela imprensa.
Na Grande Cuiabá, o uso do acessório chegou no fim do ano passado e também virou mania entre a garotada. “Na escola muitas meninas que usavam pararam depois que viram o significado delas na internet”, disse uma estudante de 17 anos, que preferiu não divulgar o nome. No seu braço, porém, havia duas pulseiras coloridas em linha, que poderiam ser confundidas com as de silicone. “É só para melhorar o visual, as pessoas é que dão uma conotação ruim para as coisas, não tem nada de mais”, disse.
Nos estabelecimentos que comercializam o produto, os vendedores afirmam que a venda das pulseiras caiu significativamente depois que os significados de cada cor começaram a ser divulgados mais amplamente pela internet. Os preços também caíram. O produto, que antes custava R$ 1,50, hoje, dependendo da quantidade, pode ser encontrado por R$ 0,80.
Na justificativa do projeto, o vereador que é presidente da ONG MT Contra a Pedofilia cita casos policiais ocorridos em Londrina (PR) e em Manaus (AM), onde de acordo com a polícia o uso de pulseiras coloridas conhecidas pela suposta conotação sexual pode ter resultado na morte de duas adolescentes.

Comissão de combate a pedofilia nas escolas
O vereador Antonio José de Oliveira – Toninho do Glória (PV) ressaltou seu Projeto, pioneiro, que pede a criação das Comissões de Acompanhamento do Controle Social e Combate a Pedofilia no âmbito das escolas da rede de ensino publico e privado do município de Várzea Grande.
Em seu projeto o parlamentar comenta que as Comissões de Acompanhamento do Controle Social e Combate a Pedofilia terão por objetivos gerais a proteção da vida, política básica e supletiva e das ações governamentais e não governamentais voltadas para o Combate a Pedofilia. Das condições de trabalho dos profissionais de educação e dos demais integrantes da comunidade escolar.
“A criação das Comissões junto às escolas da rede pública e privada de ensino, faz parte da nossa proposta. A pedofilia está proliferando na cidade. As autoridades e os pais de estudantes também demonstram grande preocupação”, disse o vereador.
Segundo Toninho a melhor forma de se obter o comprometimento de uma comunidade para com a melhoria de suas condições de vida é fomentando sua participação na discussão de temas e aspectos que influam no se dia a dia.
“Para tanto, se faz necessária à integração entre comunidade escolar e autoridades em geral, de forma que a criação das Comissões a proposta pela presente propositura, poderá contribuir para o debate e a persecução da melhoria da qualidade de vida das comunidades, sem quaisquer ônus para o Município, senão o de fornecer informações, não sigilosas, quando solicitadas”, explica o parlamentar.


http://combateapedofiliamt.blogspot.com/2010/04/mt-camara-aprova-por-unanimidade.html

Sean Goldman


A mídia assola o país novamente com notícias sobre Sean Goldman, o garoto de pai americano e mãe brasileira que agora vive nos Estados Unidos com o pai, após uma ação judicial que se arrastou por alguns anos.
Apareceu no Fantástico e está em vários jornais que a avó esteve agora nos Estados Unidos e não conseguiu ver o neto - isso tudo noticiado de uma forma dramática.
Sean veio para o Brasil com a mãe que não retornou mais pois decidiu se separar. Após falecer, a família materna do garoto decidiu que ele ficaria por aqui. Entrou com uma ação de pedido de guarda permanente. A avó declarou: "Os direitos humanos desta criança mais uma vez não estão sendo respeitados. Há 33 dias que não falo com ele."
Ora D. Silvana, os direitos humanos desta criança já foram desrespeitados por vocês anteriormente e feio.
Não é porque os avós são brasileiros que vou ficar em definitivo ao lado deles.
Os avós maternos erraram e muito. Reclamam hoje mas se esquecem de que privaram esse pai de falar, ver e visitar o menino por anos a fio. Lembram? Se achavam no direito de ter o garoto a qualquer custo pois assim o decidiram, numa demostração de desrespeito total àquele que por direito teria a guarda do filho. Então essa medida de agora não seria uma atitude do pai em defesa e proteção de sua relação pai-filho que demorou tanto a conseguir? Ele já declarou que se a família materna de Sean retirar o processo que move para ter o garoto de volta, ele abre as visitas normalmente.
David Goldman me parece ser um pai amoroso, dedicado e presente. A luta que travou para ter o filho impressiona e em suas entrevistas é notório o seu carinho e vontade de pai em criar seu filho.
Sofre mais Sean que poderia desfrutar de seu pai e visitar seus avós e o país natal de sua mãe sempre que possível. Mas do jeito que a coisa vai, parece que não vai ser assim.
Acho que os avós deveriam repensar o que estão fazendo retirando a ação. Porque David Goldman não pode criar seu próprio filho se assim o quer sendo que não há nada que o desabone de fazê-lo?

Mariangela Buchara


Chega a 17 o número de mortes pela chuva no Rio

A forte chuva que atingiu a cidade do Rio de Janeiro causou alagamento na praça da Bandeira, na zona norte carioca. Motoristas e pedestres ficaram ilhados na região

Prefeito Eduardo Paes pede para que a população não saia de casa nesta terça-feira

Subiu para 17 o número de mortes no Estado do Rio de Janeiro em consequência da chuva que atinge a região desde o início da tarde da segunda-feira (5). A informação é da assessoria do Corpo de Bombeiros. De acordo com o órgão, há pelo menos 18 feridos.
Segundo a corporação e a Defesa Civil do estado, cinco mortes ocorreram no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte, três em Niterói, na região metropolitana, sendo uma no bairro da Engenhoca, uma no Cubango e outra em São Francisco. Os outros óbitos, de acordo com os bombeiros, aconteceram nos morros do Borel e Turano, na zona norte da capital, no Andaraí, na mesma região, Santa Teresa, na região central do Rio, e Petrópolis, na região serrana, mas não foi informada a quantidade em cada uma destas localidades.
Além das mortes, a chuva deixou a capital carioca em uma situação de caos. Várias ruas alagaram, bueiros saíram do lugar, lixo foi espalhado pela cidade, pessoas passaram a madrugada em carros, a ponte Rio-Niterói foi fechada várias vezes, impedindo a ligação entre as duas cidades.
As barcas, outro meio de transporte que faz a ligação entre as duas cidades, funciona com intervalos de 30 minutos, já que vários funcionários e membros das tripulações não conseguiram chegar para trabalhar.
O Corpo de Bombeiros informou ainda que três casas desabaram após o deslizamento de uma encosta na estrada do Rio Pequeno, na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste da capital. De acordo com a corporação, haveria pelo menos sete pessoas estariam soterradas.
Três bombeiros ficaram soterrados após o desabamento de uma casa na rua Cândido Neves, em Vila Cosmos, na zona norte. Eles entraram no imóvel quando este ameaçava desabar e acabaram sendo atingidos mas conseguiram se salvar. Outras cinco pessoas que estavam na residência também foram soterradas. Três foram resgatadas e duas continuam desaparecidos.
Na capital, houve deslizamentos ainda na favela da Rocinha, na zona sul, na favela da Mandela, em Manguinhos, na zona norte, no morro do Fogueteiro, no Rio Comprido, na mesma região, e nos bairros de Pilares, Méier, Penha Circular, Ilha do Governador, Engenho da Rainha, Lins de Vasconcelos
Houve desabamentos também em Angra dos Reis e Rio Claro, no Sul Fluminense, São Gonçalo, na região metropolitana e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas sem vítimas.
Em Niterói, a rua Badger da Silveira, principal via de ligação entre Icaraí e o centro, barreiras caíram sobre a pista, interditando a via. A cidade também registrou deslizamentos nos bairros do Fonseca, Largo da Batalha, Fátima, Caramujo e Santa Rosa.
A prefeitura e o governo do Estado decidiram suspender as aulas nesta terça-feira. No início desta manhã, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) pediu para que a população não saia de casa, a menos que a situação seja de fato necessária. O pedido foi divulgado em forma de nota pela assessoria dele no site da prefeitura.


Veja a íntegra da nota:
"Em razão das fortes chuvas que se abatem na cidade desde o dia de ontem e em função dos diversos pontos de alagamento nos principais eixos da cidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recomenda e solicita que a população evite os grandes deslocamentos pela cidade, principalmente em direção ao Centro. A Prefeitura estará, permanentemente, monitorando e informando sobre as condições da cidade."


Vamos conhecer um pouco da África III

As antigas gerações conseguiram passar as vestimentas e decorações Maasai aos jovens .

As tradições Maasai prosperam nas terras do clã Il Ngwesi
Se você participar de um safári no Quênia, a promessa de ver os “Big Five”, os cinco grandes mamíferos mais perigosos da África, certamente será cumprida. Pode custar caro – as diárias nos parque nacionais quenianos são astronômicas – mas, afinal, é uma ocasião que não pode ser perdida. Entre uma saída para ver animais e outra, o tour certamente incluirá uma “visita comunitária”, que levará o turista para “conhecer melhor a cultura Maasai” em um vilarejo muitas vezes montado com essa única finalidade. Nossa experiência na pousada Il Ngwensi foi bem mais autêntica. Talvez porque são os próprios Maasai que dirigem a operação, eles não querem (nem precisam) colocar sua gente como atração turística.
Sem dúvida, a cultura Maasai é tão colorida e pitoresca que qualquer visitante quer conhecer um pouco mais sobre esse povo guerreiro. Com uma população de quase um milhão de pessoas (metade no Quênia e a outra metade na Tanzânia), os Maasai conseguiram manter boa parte de suas tradições e, ao mesmo tempo, lograram se adaptar ao mundo moderno. É comum encontrar um Maasai fartamente ornado com seus colares de contas multicoloridas, vestindo sua shuka (roupa vermelha) e, em uma de suas mãos, segurando o o-rinka, seu bastão de madeira. Mas, na outra mão, ele certamente terá um celular!
Durante nossa estadia em Il Ngwesi, estivemos, em três ocasiões diferentes, em dois vilarejos. Essas visitas genuínas representaram uma ocasião única para aprender um pouco mais sobre a cultura Maasai. Cedo pela manhã, chegamos ao vilarejo Bamati Lemaa a tempo para acompanhar os pastores que levam o gado para beber água no rio. “Nossas vacas são o que temos de mais importante”, diz Isaiah Torongos. “É nossa principal fonte de alimento. Ela nos dá leite, sangue e carne. Por isso tratamos muito bem de nosso gado.” Isaiah agarra um novilho com carinho e examina sua perna machucada. “Está bem melhor e logo estará curado.” A riqueza de um Maasai é medida pelo número de cabeças de gado que cada família possui.

O gado representa a essência da cultura Maasai. Possuir vacas é mais importante do que ter uma conta bancária. Cada vaca vale mais de R$500 e esse investimento é cuidado com carinho.

Isaiah retira da cintura uma faca – todo Maasai caminha pelo mato com uma faca, uma lança e um bastão – e corta um ramo de um arbusto. Ele prepara as duas extremidades do pedaço de pau. “Serve como escova de dentes de um lado e palito de outro”, afirma Isaiah. “Como somos guerreiros, não somos ainda casados. E precisamos impressionar as meninas.”
Uma parte importante da sociedade Maasai está relacionada com seu “grupo de idade”. Em uma comunidade relativamente pequena, não existe uma pirâmide populacional contínua, uma vez que são os ciclos de 15 anos que marcam os casamentos e os futuros filhos. Aproximadamente a cada 15 anos, uma nova geração de jovens é iniciada. Todos adolescentes na faixa entre 13 e 18 anos são circuncidados e passam a ser considerados como guerreiros (il murrans). Teoricamente, eles precisam esperar mais um ciclo de 15 anos para se tornarem adultos e, assim, terem a permissão de casar. Isaiah admite que, embora seja formalmente proibido, alguns guerreiros namoram meninas no mesmo vilarejo antes do casamento, encontrando-se às escondidas. “Apenas os amigos íntimos dela e dele sabem sobre a relação, mas nenhum adulto ou ancião pode saber”, diz Isaiah. “Seria um problema grave engravidar uma moça e a criança nascida estaria fora de qualquer grupo etário.”
No dia seguinte, visitamos outro vilarejo, pois um grupo de guerreiros vem dançar e cantar. Interessados em impressionar as jovens donzelas que assistem ao espetáculo, os guerreiros consideram as danças como as melhores ocasiões para flertar com as meninas que, um dia, serão suas futuras esposas. Eles demonstram uma vitalidade singular e dançam, durante horas, balançando, para trás e para frente, a cabeça e o tronco.

Os cantos Maasai descrevem a vida cotidiana e também realçam a importância do gado.

Mesmo se por poucos dias, durante nossa passagem pelas terras de Il Ngwesi vimos que a cultura Maasai mantem-se viva e forte. Mesmo se as secas dos últimos anos dizimaram um grande número de cabeças de gado, alguns clãs, como o de Il Ngwesi, conseguiram diversificar suas atividades, gerando novas entradas com o turismo sustentável. O lucro obtido com as operações turísticas não apóiam somente a conservação da natureza nas terras Maasai, como também tem ajudado a preservar essa cultura singular.

Haroldo Castro


Época

Blog Viajologia

Chuva forte provoca caos e deixa ao menos 7 mortos no Rio



Prefeitura recomenda que as pessoas fiquem em casa.
Cidade amanhece com alagamentos e trânsito caótico.

Pelo menos sete pessoas morreram em consequência das fortes chuvas que castigam o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira (5), de acordo com o Governo do Estado. Outras cinco pessoas estão desaparecidas. O carioca encontra problemas no trânsito em vários pontos da cidade do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (6). As autoridades recomendam que as pessoas não saiam de casa.
Entre os trechos mais afetados estão a Zona Norte, na região da Grande Tijuca, e a Zona Sul. Há carros abandonados em vários pontos da cidade. Em nota, o prefeito Eduardo Paes solicita que a população não saia de casa. "Todas as vias importantes da cidade estão interrompidas por alagamentos. É um risco enorme para qualquer pessoa tentar atravessar esses alagamentos", disse Paes.
A Praça da Bandeira continua alagada, e ruas como a Barão de Itapagipe e a Paulo de Frontin, estão com o tráfego parado. Há bolsões de água ainda no Aterro do Flamengo, no Jardim Botânico, em Botafogo e em Copacabana. Uma árvore caiu na Rua Jardim Botânico interrompendando o tráfego na altura da rua J. Carlos. Também na rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, a queda de duas árvores interrompeu o trânsito.
Na região metropolitana, a prefeitura de Niterói interditou a Avenida do Contorno devido ao grande alagamento no local. A Ponte Rio-Niterói está travada nos dois sentidos. A Polícia Rodoviária Federal pede aos motoristas que evitem a ponte enquanto a chuva forte continuar.
Parte de uma encosta desabou e interditou a Avenida Niemeyer, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, na madrugada desta terça-feira (6). Segundo o Corpo de Bombeiros, nenhum carro foi atingido pelo deslizamento. O tráfego foi interrompido nos dois sentidos.
A forte chuva levou a CET-Rio a cancelar a interdição no Túnel Zuzu Angel, que seria feita, a partir de meia-noite, para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A Autoestrada Lagoa-Barra apresenta lentidão na pista sentido Zona Oeste. O trânsito também parou na Lagoa Rodrigo de Freitas e no Jardim Botânico.
De acordo com a CET-Rio, as ruas das Laranjeiras, Soares Cabral, Farani e Voluntários da Pátria, em Botafogo, Pacheco Leão, no Jardim Botânico, Mário Ribeiro, Raul Machado, Epitácio Pessoa, na Lagoa, Nossa Senhora de Copacabana, Santa Clara, Barata Ribeiro e Siqueira Campos, em Copacabana, também ficaram alagadas.
O mesmo aconteceu em alguns pontos dos bairros de Ramos, Penha, Manguinhos, Bonsucesso e Parada de Lucas, no subúrbio, e no Caju, na Zona Portuária. Na Zona Norte, o trânsito começou a fluir na Avenida Maracanã, onde o rio que atravessa a via transbordou durante a tempestade.

Alagamento na Supervia
Os alagamentos atingiram também trechos da via férrea da SuperVia. Com isso, por medida de segurança, os trens do ramal Saracuruna não estão circulando e os trens paradores das linhas Campo Grande, Bangu e Deodoro não fazem paradas nas estações Praça da Bandeira, Maracanã e Mangueira. Nos demais ramais a circulação registra atrasos médios de 10 minutos.
A chuva intensa levou a prefeitura a divulgar uma nota em que alerta para a possibilidade de deslizamentos em encostas na região da Bacia de Jacarepaguá e da bacia da Baía de Guanabara. A prefeitura orienta os habitantes de áreas de risco em encostas a se deslocar para locais seguros. As vias urbanas que atravessam as montanhas da cidade também devem ser evitadas.

Árvore cai no Alto da Boa Vista
O tráfego de veículos também ficou complicado na Avenida Brasil, onde houve vários pontos de alagamento. Um acidente envolvendo um caminhão e um veículo de passeio, às 22h25, no acesso à Linha Amarela, no sentido Zona Oeste, também complicou o trânsito no local.
A forte chuva causou ainda a queda de uma árvore no acesso ao Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. O acidente complicou a vida dos motoristas que seguiam para a Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo a CET-Rio, a via foi liberada por volta das 22h20 desta segunda. O tráfego de veículos, no entanto, ainda é lento no local.

Três mortes em deslizamentos
Três pessoas morreram na noite desta segunda-feira após deslizamento de terra no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte. O incidente aconteceu por causa do temporal. Segundo a Defesa Civil, uma pessoa ainda está desaparecida. Outras oito também ficaram feridas no incidente.
Bombeiros do quartel da Tijuca e de Vila Isabel foram acionados para o local. De acordo com a corporação, duas casas foram atingidas pelo deslizamento por volta das 20h. Todas as vítimas seriam moradoras da comunidade. Policiais militares e equipes da Defesa Civil permaneceram na região.
As vítimas foram levadas para o Hospital Geral do Andaraí, administrado pelo governo federal. De acordo com o Ministério da Saúde, um bebê, identificado como Ana Marcele Barbosa, de 5 meses, e uma adolescente de 16 anos morreram no local. Uma idosa, identificada como Francisca Bezerra de Souza, chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu. As outras vítimas sofreram fraturas e escoriações.
No Andaraí, um menino de 9 anos ficou ferido no desabamento de uma casa durante a tempestade desta noite, na Rua Leopoldo. A criança também foi socorrida no Hospital do Andaraí. Bombeiros dos quartéis de Vila Isabel e do Grajaú realizaram as buscas.
De acordo com a Defesa Civil, haveria ainda uma outra vítima debaixo dos escombros. As buscas foram prejudicadas pelo risco de novos desabamentos. Por questão de segurança, as equipes de resgate isolaram a área e interditaram parcialmente o trânsito. Além do Corpo de Bombeiros, agentes da Defesa Civil também estão no local.
Outros três deslizamentos também foram registrados na noite desta segunda-feira no Rio. Em Lins de Vasconcelos, uma casa foi atingida pela lama na comunidade Boca do Mato. Bombeiros do quartel do Méier realizam buscas no local. Um outro imóvel também desabou na Rua Barão de Petrópolis, em Santa Tereza, no Centro. Ainda não há informações de vítimas.
Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, uma pessoa ficou ferida num deslizamento de terra que atingiu uma casa na Travessa Lucas, no bairro da Covanca. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para um hospital da região. Ainda não há informações sobre o seu estado de saúde.

Falta de luz
A Light informou, por volta das 22h40, que o fornecimento de energia foi restabelecido nos bairros de São Conrado, na Zona Sul, na Barra, na Zona Oeste, e no Alto da Boa Vista, na Zona Norte.
Outros bairros estavam apenas com alguns trechos normalizados. É o caso de Jacarepaguá e Taquara, na Zona Oeste, da Tijuca e do Grajaú, na Zona Norte, da Ilha do Governador, e de Botafogo, na Zona Sul. Campinho, no subúrbio, no entanto, continua sem luz.

Aeroportos
Após ficar fechado por quase duas horas, o Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, reabriu na noite desta segunda-feira (5). O aeroporto fechou no por volta das 18h30 por causa da forte chuva. Segundo a Infraero, dos 145 voos previstos até às 20h desta segunda-feira, 86 atrasaram e 28 foram cancelados.
Já o aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, opera apenas por instrumentos. Ainda segundo o site da Infraero, dos 115 voos previstos até às 20h desta segunda, 76 atrasaram e nenhum foi cancelado. A situação também é normal no saguão do aeroporto, sem registro de filas.
Durante a manhã desta segunda, os voos que seguiam em direção ao aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, não puderam decolar do Santos Dumont, causando confusão no terminal. De acordo com a Infraero, o aeroporto de São Paulo ficou fechado devido às más condições meteorológicas na capital paulista.

Temperatura deve cair
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura máxima desta segunda foi de 29,5ºC, registrada em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Já a mínima foi de 21,1ºC, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte.
A previsão para esta terça (6) no Rio e na Região Metropolitana é de tempo nublado, com pancadas de chuva isoladas. A temperatura entrará em declínio, entre 22ºC e 25ºC.


G1

Christiane Torloni diz como superou a morte do filho


Em “Chico Xavier”, o filme que conta a história do médium mais famoso do Brasil, em cartaz desde ontem nos cinemas do país, a atriz Christiane Torloni vive Glória, uma mãe que perdeu o filho, assassinado acidentalmente por um amigo. Infelizmente, Christiane conhece bem essa dor, e não só da ficção. Seu filho Guilherme morreu aos 12 anos, em um acidente com o carro que Christiane dirigia. Hoje, quase 20 anos depois, ela se firmou como uma das atrizes de maior destaque da televisão brasileira. Mas diz que chegou a pensar em desistir da carreira enquanto enfrentava os primeiros momentos do luto. “Se meu instrumento de trabalho é o coração, como eu iria trabalhar com o coração despedaçado?”. Mas como é possível se recuperar de uma tragédia dessas? “Você tem de aprender a viver de novo sem um pedaço de você”, diz Christiane, que empresta a própria garra a seus personagens, sempre marcados pela persistência e pela força. Reservada, Christiane raramente fala sobre a perda do filho. Mas aceitou contar ao Mulher 7×7 , de sua casa, no Rio de Janeiro, sua história de superação.
Após a morte do filho, em 1991, Christiane e Leonardo, irmão gêmeo de Guilherme, fecharam-se em um auto-exílio em Portugal. O país despertara a curiosidade de Guilherme alguns meses antes do acidente, quando a mãe fora divulgar a novela Kananga do Japão. Com a morte de Guilherme, Christiane sentiu que lá era o lugar em que deveria “aprender a viver sem um pedaço”. Nos três anos em que passou além-mar, dedicou-se ao teatro em Portugal e veio ao Brasil para gravar a minissérie “Noivas de Copacabana”. Quando decidiu voltar definitivamente ao Brasil, aceitou um papel que era, no mínimo, um desafio: viver a Dinah, de “A Viagem”. A novela de Ivani Ribeiro, baseada no espiritismo, conta a história de um casal que morre e volta a se encontrar em outro plano. “Se eu não estivesse recuperada, não teria conseguido fazer a novela. Mas a dor de perder um filho não passa nunca. Já faz muito tempo e a única coisa que mudou foi a minha capacidade de lidar com a dor.”
E como é que se faz isso? “Você quer que eu lhe dê uma bula! Isso não existe”, diz Christiane com a voz firme, aquela que eu conheço de suas personagens cheias de determinação das novelas. Mas, quando sua memória parece tocar aqueles primeiros dias de coração despedaçado, como ela diz, sua voz se abranda. Tem o tom de resignação que só alguém que mergulhou em sua própria dor pode ter. “É preciso ser humano”, diz. “Ter paciência com o tempo, com você, com a dor. Isso é ser humano. Mas as pessoas não se dão mais esse direito.” Leia a entrevista na íntegra a seguir.

Mulher 7×7 – Perder um filho é uma das piores dores que um ser humano pode enfrentar. Como você conseguiu se refazer dessa tragédia?
Christiane Torloni – Uma mãe que perde um filho ficará para sempre de luto. Não existe ex-mãe. Vai fazer 20 anos que o Guilherme morreu. É muito tempo. Mas a única coisa que mudou foi a minha capacidade de lidar com a dor. Você precisa continuar vivendo, dia após a dia, lutar para vencer um de cada vez. É a mesma filosofia dos Alcoólicos Anônimos: “só por hoje”.
Muitas pessoas que perderam um ente querido dizem se sentir um peso para os amigos e para a família porque não podem mais falar sobre o assunto para não chatear ninguém. Você sentiu isso?
Existe muito essa cultura do “vamos lá, vamos para frente”. Mas é preciso respeitar essa pessoa porque ela está em dor. Chega a ser uma dor física. Precisamos ter paciência com a avalanche de emoções que se seguirão para se adaptar a um coração que nunca mais vai ser o mesmo. E o ser humano tem passado por cima dessa necessidade de se recolher, não quer ficar triste. Mas é dessa dor que vai vir a força para superar. Não se aprende só na alegria, mas também com a dor. Nesse momento, temos de ser humanos: ter paciência com o tempo, com você, com a dor. Isso é ser humano. Mas as pessoas não se dão mais esse direito.
E você conseguiu se dar esse direito?
Eu saí do Brasil, mudei para Portugal com o meu filho Leonardo. Entrei em uma viagem profunda, me respeitei. Fiz aquilo que os antigos faziam: encarei dar tempo ao tal do tempo. Ele é um remédio quando a gente tem paciência. Isso foi me dando força a voltar a trabalhar. Enquanto eu ainda morava em Portugal, voltei para fazer uma participação na minissérie “Noivas de Copacabana”, mas não foi legal. Eu ainda não estava bem. Estava em dúvida se continuaria sendo atriz. Se meu instrumento de trabalho é o coração, como eu iria trabalhar com o coração despedaçado?
Como você decidiu seguir com a carreira?
Algumas pessoas que aparecem nas nossas vidas são como anjos. O Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então um dos diretores da TV Globo) ficava me monitorando para saber se estava tudo bem, quando eu gostaria de voltar. A TV Globo me mandava cartas de pessoas que me escreviam e que tinham passado pela mesma experiência. Recebi até cartas psicografadas dizendo para eu não desistir. Eu fui para Portugal para ficar sozinha, mas, no fundo, eu não estava sozinha. Uma rede amorosa se formou em volta de mim. Quando Wolf Maia me convidou para participar de “A Viagem”, eu decidi aceitar antes de saber sobre o que era. Fazer a novela foi muito difícil, mas eu consegui porque havia transformado aquela dor.
Qual conselho você dá para uma pessoa que está passando por esse momento agora?
O melhor conselho é continuar vivendo. Tenha calma e vá sobrevivendo. Essa entrevista, por exemplo, não é para me promover. É porque ela pode ser útil para alguém, pode ajudar alguém. É por isso que eu também aceitei fazer o filme sobre o Chico Xavier.

Época


segunda-feira, 5 de abril de 2010

A síndrome do cordeiro em pele de lobo


São comuns casos de mulheres divorciadas que tentam separar filhos do pai à base de mentiras

Rio - Karla lembra com tristeza e mágoa da infância. Aos 2 anos, foi separada do pai, de quem sempre ouviu sua mãe falar mal após o divórcio. Foram 17 anos acreditando ter sido abandonada por um homem “perverso” e “malvado”. Até descobrir que as histórias que lhe foram contadas não passavam de uma farsa para que a menina perdesse contato com o pai. Segundo especialistas, casos como esse são tão frequentes que já têm nome: “Síndrome da Alienação Parental”.
Crianças submetidas a esse tipo de transtorno tem maior risco de sofrer de depressão, ansiedade, dificuldades na escola e podem ter problemas de relacionamento para o resto da vida.
“Parece coisa de novela, mas é muito mais frequente do que se imagina. O casal se separa e o que fica com a guarda da criança usa o filho como arma para agredir o outro. O objetivo é cortar o vínculo da criança com o outro genitor. Não são raros casos em que ocorrem até falsas acusações de abuso sexual para que o pai perca completamente o contato com a criança”, explica a psicóloga Andreia Calçada.
Segundo ela, tanto a mãe como o pai podem ter esse tipo de comportamento, mas como geralmente a guarda é da mãe o número de casos de mulheres que agem dessa forma é maior. Ainda de acordo com ela, o sofrimento da criança é intenso. “A desqualificação é tão repetida que altera a percepção da criança e ela passa a acreditar na mãe”, diz.
De acordo com a psicóloga e advogada Alexandra Ullmann, nos casos de falsa acusação de abuso, a criança acaba acreditando ter sido abusada e sofre os mesmos traumas daquelas que são de fato violentadas. “Hoje, a Justiça está atenta e a tendência é inverter a guarda em casos assim”, alerta.
A prática poderá virar crime: um projeto de Lei com essa finalidade foi aprovado na Câmara e será discutido no Senado.

ALERTA
Atitudes comuns de quem comete a alienação considerada branda
Não informar compromissos da criança em que a presença da outra parte (ex-cônjuge) seria importante.
Não dizer ao pai (ou mãe que não mora com a criança) quando o filho terá consultas médicas e reuniões escolares. Não avisar sobre festividades escolares e fingir que esqueceu.
Não dar recados deixados pelo outro genitor à criança.
Fazer comentários pejorativos com o filho sobre o outro responsável como se fossem comentários inocentes.
Mencionar que o outro esqueceu de comparecer às festas, compromissos e competições, quando na verdade o outro sequer foi avisado sobre os eventos.
Criar programas ‘incríveis’ para os dias em que o menor deverá visitar o outro genitor.
Telefonar para o filho incessantemente durante o período de visitação.
Pedir e cobrar que a criança telefone durante todo o período de visitação.
Dizer como se sente ‘abandonado e só’ durante o período que a criança está com o outro responsável.
Querer determinar que tipo de programa o pai/mãe poderá ou não fazer com o menor

PÂMELA OLIVEIRA

Doutrina Santo Daime é praticada em Alagoas


Uso do chá em rituais religiosos voltou ao noticiário após tragédia com o cartunista Glauco em SP

A doutrina cristã do Santo Daime ganhou destaque no noticiário nacional junto com o assassinato do cartunista Glauco Villas Boas, 53 anos, e do filho dele, Raoni, 25, na madrugada do dia 12 de março, em Osasco, na Grande São Paulo. Glauco era o líder religioso da Igreja Céu de Maria, da qual o acusado pelo duplo homicídio, o estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o “Cadu”, 24, fazia parte.
Mas o que é o Santo Daime? Quais são as suas origens, seus rituais, seus efeitos? O que é verdade e o que é mito? A Gazeta foi à Igreja Flor de Jasmim, fundada há quatro anos em Japaratinga, no Litoral Norte do Estado, para conhecer o cerne da chamada “religião da floresta” e que faz uso do Ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime.
A igreja do Santo Daime Flor de Jasmim passou recentemente a produzir em sua área de cultivo o chá usado durante os rituais. “Em todos os trabalhos consagramos o sacramento”, enfatizou Janaína Vieira de Araújo, 29. A bebida é uma mistura das folhas da planta chacrona ou rainha (Psychotria viridis) e do cipó chamado de mariri ou jagube (Banisteriopsis caapi), que após cozidos resultam numa bebida de gosto amargo e de cor marrom, cuja aparência se assemelha a um café com leite.
Os estudos mostram que o chá leva, em média, meia hora para apresentar os efeitos no organismo de quem o ingere. “Em uma hora, a maioria das pessoas sente bem a força!”. Pode-se sentir um estado meditativo e de relaxamento; às vezes, uma leve euforia e também alterações de percepção. Outro estado possível é a chamada “peia”, um momento de sofrimento espiritual em que a pessoa trabalha questões profundas de sua alma.

Cuidados, lições e “curas espirituais”
No Trabalho de Cura, a religião do Santo Daime auxilia os enfermos a vencer as moléstias, e os dependentes químicos a se livrarem do vício, principalmente do álcool. “A prece e a luz na sombra em que a doença se instala”, ensina a religião, destacando que “toda cura espiritual lança raízes sobre a força do amor”.
Janaína Vieira, entretanto, lembra que a doutrina adota alguns cuidados e faz restrições ao uso do chá por pessoas possuidoras de doenças psiquiátricas. Antes de participar da sessão, todos os iniciantes passam por uma entrevista em que informa o histórico pessoal e o eventual uso de certos remédios, como os de tarja preta, bem como passagens por clínicas psiquiátricas e afins. Em alguns casos, o interessado é aconselhado a não ingerir o chá.

Psicoterapeuta alerta para danos causados pela bebida sagrada
Paulo Campos Dias é psicoterapeuta com especialização em dependência química pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação de Incentivo à Pesquisa em Álcool e Drogas (Fipad) do Rio Grande do Sul. Ele classifica o chá Ayahuasca como uma droga perturbadora do sistema nervoso central, uma substância psicotrópica. Revela que os estudos voltados aos danos provocados ainda são incipientes, mas apesar disso alerta que o uso do chá pode precipitar e até piorar quadros mentais de indivíduos portadores de esquizofrenia ou de transtorno bipolar.
Especialista no assunto, Campos respondeu a uma entrevista encaminhada pela Gazeta por e-mail. “Por ter como componente a DMT (dimetiltriptamina) e também alguns alcaloides reconhecidos como IMAO (inibidores da monoaminaoxidase), e como tal uma substância alucinógena, o chá tende a fazer muito mais mal do que bem para quem o consome”, alerta o psicoterapeuta.

Prática tem regras definidas por lei
O governo brasileiro oficializou, em 26 de janeiro deste ano, as regras para o uso religioso do Ayahuasca e utilizado principalmente em cerimônias religiosas. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entretanto, proíbe o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos.
Além disso, a norma coíbe o uso do chá com outras drogas e em eventos turísticos. Também oficializa um cadastramento facultativo das entidades que o utilizam. O texto recomenda ainda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas.

Severino Carvalho


Gazeta de Alagoas

Pai do menino Sean quer permitir visita de família brasileira, diz advogada


Segundo Patricia Apy, pai quer que relação seja mediada por psicólogo.
Avó de Sean voltou ao Brasil após Justiça negar pedido para ver o neto.

A advogada Patricia Apy, que representa David Goldman, pai do menino Sean, disse nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos, que seu cliente quer permitir o acesso da família brasileira ao filho, desde que sob orientação de um psicólogo.
“Nós dissemos à Silvana [Bianchi, avó de Sean] e ao marido dela em janeiro que haveria um processo para lidar com a relação com a família materna, que é complexo porque David está conhecendo Sean”, disse Apy. “Este é um processo em que eles também devem estar envolvidos”, completou.
Filho de David Goldman com a brasileira Bruna Bianchi, Sean nasceu nos Estados Unidos, onde viveu por quatro anos. Em 2004, Bruna levou o filho para passar férias no Brasil e decidiu ficar. Ligou para David, pediu o divórcio e avisou que Sean permaneceria com ela.
Bruna tinha a guarda da criança, se casou novamente com o brasileiro João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, depois do parto da filha.
David Goldman conquistou na Justiça brasileira a guarda definitiva do filho em dezembro do ano passado, após uma arrastada batalha judicial. A avó de Sean retornou na noite do domingo (4) ao Brasil, após dez dias nos EUA, dizendo que nem mesmo teve a chance de ver o neto.
Ela e o marido, que segundo a AP já haviam comprado uma casa em New Jersey, onde o garoto vive com o pai, chegaram a encontrar David Goldman e um psicólogo.
Segundo a advogada de Goldman, como o encontro não resultou numa permissão imediata para visitar Sean, os avós deram entrada a um pedido de emergência na Justiça para ver o neto.
Um juiz negou o pedido na semana passada justificando que o caso não podia ser qualificado como uma emergência – e agendou uma nova audiência para tratar do assunto em maio.
“Eu disse a ele [Sean] que faria qualquer coisa para visitá-lo”, disse a avó. “Eu disse que sentia muito a falta dele e ele me perguntou: ‘Quando você vem me ver?’”
O advogado da família nos EUA, Jonathan Wolfe, disse que o casal recorreu à Justiça porque as outras tentativas para ver o neto falharam. Para o advogado, os avós são a ligação de Sean com a mãe [Bruna Bianchi, que morreu em 2008], a pequena irmã e a cultura na qual viveu por 5 anos.
“É uma situação triste e uma situação terrível para este menino”, disse o advogado. “Você não pode simplesmente apagar este lado da família dele.”
Segundo a advogada do pai de Sean, o garoto está se adaptando bem à nova vida com o pai e tem ido bem na escola.
De acordo com Patricia Apy, David Goldman não quer dar entrevistas sobre o assunto e também teria pedido que os avós do garoto não falassem mais sobre o caso na mídia.


Número de feridos pelo terremoto no México passa de 200




Em Mexicali, duas mortes foram confirmadas pelo governo.
Tremor de magnitude 7,2 foi sentido no México e nos EUA domingo.

O número de feridos no terremoto de magnitude 7,2 que sacudiu no domingo a cidade mexicana de Mexicali (noroeste) chegou a 233, informou nesta segunda-feira (5) o governador da Baixa Califórnia, José Guadalupe Osuna. O número de mortos manteve-se em 2.
O tremor atingiu particularmente as instalações de saúde, especialmente o Hospital Geral de Mexicali que teve que ser evacuado. "Temos alguns feridos a céu aberto. Estamos instalando tendas", indicou o governador.
O terremoto de 7,2 de magnitude, com epicentro na Baixa Califórnia, sacudiu na tarde de domingo uma ampla região na fronteira entre México e Estados Unidos provocando danos em pontes, estradas e hospitais.
O governo do estado mexicano de Baixa Califórnia decretou neste domingo estado de emergência em Mexicali, cidade mais afetada pelo terremoto.

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'Parecia cena de ‘Poltergeist’', diz brasileiro que sentiu tremor nos EUA




G1

6 de abril - Dia Mundial da Atividade Física


Dia 05 de abril de 2007.

Se você estava procurando uma oportunidade para dar início aos seus 30 minutos de atividades físicas diárias, já o encontrou. No dia 6 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra o Dia Mundial da Atividade Física.O principal objetivo da criação desta data é a prevenção do sedentarismo por parte da OMS, através do incentivo à prática de exercícios físicos em locais públicos. Este ano o tema da campanha mundial é Atividade Física no Local de Trabalho, que deve concentrar atividades entre os dias 1o. e 10 de abril.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% das pessoas, em todo o mundo, são sedentárias e mais propícias a desenvolver doenças cardíacas, diabetes e obesidade.
Para o Dr. Ricardo Munir Nahas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, o sedentarismo deve ser considerado como o “mal do século”. Ele diz que as facilidades da vida moderna – como o uso da internet, controles remotos, eletrodomésticos, carros automáticos e vidros elétricos – estimulam o sedentarismo da população.

Campanha para Especialistas
Há pouco mais de um ano, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) realiza uma campanha nacional chamada “E Você?”.
É uma iniciativa que tem o apoio de sociedades médicas, inclusive da ABESO, voltada para os profissionais de saúde associados visando uma melhora na qualidade de vida deles através da prática de exercícios.
Tudo começou com uma pesquisa realizada pelo site da entidade, na qual o médico deveria responder sobre a freqüência de prática de atividade física e quantas vezes indicava que o seu paciente o fizesse. Os especialistas ainda tiveram calculados o IMC e enviaram sugestões para estimular os seus colegas.
O estímulo da atividade física é inerente entre os especialistas. Fala-se que 30 minutos diários de intensidade moderada é o suficiente para que a pessoa deixe de ser sedentária. Essa meia hora pode ser dividida em três períodos de 10 minutos cada. Poucos minutos que fazem à diferença. O que você está esperando? Se já acabou de ler a reportagem, desligue o computador e boa caminhada.

Barbará Bezerra


Em dois meses, 60 casos de pedofilia são descobertos em Cuiabá e VG


Da Redação

O registro de casos de abusos de crianças e adolescentes nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande aumentam gradativamente. Somente nos dois primeiros meses de 2010, 60 novos casos de pedofilia foram registrados nas duas maiores cidades do Estado. O Conselho Tutelar registro cerca de 1000 casos de violência contra crianças e adolescentes.
O número já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2009. Nos doze meses do ano passado, 79 casos estarrecedores de abuso de menores de 14 anos foram registrados. Em comparação com 2008, quando foram registrados apenas 19 casos, o crescimento superou 300%. Cada registro é um verdadeiro “caso de terror” relatado pelas vítimas deste tipo de abuso. Em mais de 80% dos registros, as atrocidades são cometidas por pessoas próximas as vítimas, como parentes ou vizinhos.
“Era de manhã quando brincava pela casa, subi no primeiro andar, meu irmão (nove anos mais velho) estava deitado na cama, me chamou e pediu para que eu espremesse espinhas que ele tinha nas costas. Ele estava de short e sem camisa. Espremi duas ou três espinhas meio sem jeito e ele me pediu para fazer o mesmo em mim. Disse-lhe que não tinha nenhuma e ele me pediu para ver, insistindo. Eu permiti. Percebi que rapidamente ele desceu a mão e alisou por entre as minhas pernas. Eu me assustei e corri, enquanto ele dizia: ‘Peraí, peraí, vem cá!’. Desci os degraus mais que depressa e quando cheguei embaixo, minha irmã (seis anos mais velha) estava entrando em casa. Eu resolvi que ia contar tudo a ela. Não consegui, as pernas tremeram, esbarrei em minha timidez, fiquei com medo de que achasse que eu o tinha provocado. Tive medo! Foi aí que começou meu inferno que dura até hoje", relatou uma das vítimas em denúncia.

A ONG MT Contra a Pedofilia explica que os casos de abusos sexual contra criança e adolescente deve ser muito maior do que os registros. Segundo a direção da ONG entre 5% e 10% dos abusos são denunciados as autoridades policiais.
Em Mato Grosso a movimento “MT Contra a Pedofilia” atua como um braço da CPI da Pedofilia no Senado Federal. Segundo a direção da ONG, existem muitos tabus a serem quebrados para a conscientização das crianças para denunciar o abuso sofrido, como a implantação da disciplina de educação sexual nas escolas. “Só assim nossas crianças estarão preparadas para quando forem abordadas por pedófilos”, diz o coordenador do ONG, vereador de Várzea Grande, Toninho do Glória (PV).

Todos Contra a Pedofilia MT