quarta-feira, 8 de julho de 2009

Brasileira ganha na justiça o direito de passear com a filha no Brasil


Adriana Belmonte já pode deixar o Arizona com a filha Camila.

Depois de muita luta, a brasileira Adriana Marins Belmonte conseguiu na justiça o direito de viajar com a filha Camila ao Brasil. Apesar disso, o ex-marido dela, Allen West, insiste na hipótese dela querer sequestrar a filha deles. Adriana se sente agora uma imigrante vitoriosa.
A primeira apelação de West ocorreu em maio último. Como o juiz negou, o pai de Camila entrou com nova apelação.
O homem se baseia no caso Sean Goldman para impedir que Adriana deixe o país com a filha. David Goldman, pai do menino, luta para trazer o filho de volta aos Estados Unidos.
Adriana ganhou o direito de ficar 14 dias com Camila no Brasil todo verão, sob a condição de dar ao pai da criança cópias do itinerário. West tem medo de que a filha seja roubada pela ex-mulher. O advogado dele chegou a enquadrar Adriana como sequestradora.
“O juiz falou que se eu tivesse que roubá-la eu nem teria ficado aqui”, disse Adriana, que considera um abuso as acusações do pai de Camila.
A brasileira, que tem cidadania americana, esteve no Brasil somente quatro vezes em 14 anos de Estados Unidos.
Em uma das idas ficou quase dois meses no país, não passeando, mas sim para cuidar do pai que estava gravemente doente. Foi justamente nesta época que os problemas de Adriana começaram. O ex-marido contratou um advogado e ameaçava tomar Camila. Além disso, passou a agir com violência dentro de casa.
A brasileira emitiu uma ordem de restrição contra ele e o casal oficializou o divórcio no dia 9 de abril deste ano.

Direitos e deveres
Tudo o que Adriana queria era levar Camila para conhecer o avô, que não consegue visto para vir para os Estados Unidos. Allen continua proibido de se aproximar de Adriana, mas pode falar com ela por telefone ou e-mail para tratar de assuntos relacionados à filha, para quem dá pensão alimentícia.
“Ele não é um pai ruim, o problema dele é querer me atacar”. Allen vê a filha com frequência e ganhou autorização para passar uma semana com ela em agosto e outra semana em setembro.
O advogado que assistia Adriana se retirou do caso, mas ela continua recebendo ajuda do Cônsul Honorário do Brasil para o Estado do Arizona, Brad Brados, e também do Juiz Karp.
O magistrado não está trabalhando no caso, mas orienta muito bem Adriana sobre os direitos e deveres dela. Feliz com a vitória, Adriana acredita que o caso dela sirva de exemplo para que outras mulheres imigrantes não se deixem intimidar.
“Mesmo em processo ou sem papel você tem direitos aqui nos EUA como mulher. Muitos homens usam isto como coação ou intimidação”.

Angela Schreiber


Comunidade News

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