domingo, 7 de março de 2010

Polícia encontra cinco crianças deixadas sozinhas em casa no interior de SP


Suspeita é de que pais foram a um forró e deixaram filhos em residência.
Até o fim da tarde deste domingo (7), eles não tinham ido à delegacia.


A Polícia Militar encontrou cinco crianças sozinhas em uma casa durante a madrugada deste domingo (7) em Jundiaí, a 58 quilômetros da capital paulista. Os pais teriam ido a um forró. Até o fim da tarde deste domingo, os responsáveis pelas crianças ainda não tinham comparecido na delegacia para prestar esclarecimentos.
Os policiais foram avisados sobre o caso por volta das 2h. Eles foram até a Favela da Área Verde e encontraram em um barraco duas crianças com 1 ano, uma com 5 anos, uma de 8 anos e outra de 9 anos. Algumas crianças dormiam no chão. Os policiais contaram que o local era sujo e cheirava mal.
O Conselho Tutelar foi chamado e conseguiu abrigo para as crianças maiores. Os dois bebês foram levados para a casa de um dos policiais, que fará a guarda deles até a segunda-feira (8).


G1

Mesmo sem casa após tremor no Chile, vizinhos ajudam animais abandonados


Em Cauquenes, famílias alimentam 4 cachorros e cerca de 20 gatos.
'Eles também são vítimas e de noite nos protegem', diz moradora.

Com as casas destruídas, muitas famílias de Cauquenes, cidade chilena arrasada pelo terremoto de 27 de fevereiro, estão vivendo em barracas, na frente dos lugares onde moravam. Na Rua Yungay, além das pessoas, há gatos e cachorros que se "hospedam" nas cabanas improvisadas. Os vizinhos decidiram ajudar os animais que viam nas ruas. "Eles também são vítimas. Fora que, no meio do entulho, podem trazer doenças", explica a engenheira administrativa Marcela Clemente.
Mais de uma semana depois do tremor que arrasou o Chile, muitos que saíram de suas casas abandonaram seu animais de estimação. "Vemos muitos cachorros de coleira, que são carinhosos e muito bem cuidados, andando pelas ruas. Então, nós os alimentamos e damos abrigo de noite. E eles nos protegem", conta Marcela, que já tinha uma gata, Niña, e uma cadela, Lulu. "Eles se entendem muito bem com os novos hóspedes."
"A noite passada, morreu a cadela Filomena. Não sabemos se foi atropelada ou se foi envenenada. Agora o Cholo, que é o chefe dos outros cachorros, pois chegou primeiro, não comeu, estava muito triste", conta Marcela. Para conseguir mais ajuda, ela fez uma apelo na rádio Surcos para doações de ração. Neste sábado, recebeu um saco cheio. "Mas não sei até quando dura. E comida, temos pouca", diz ela.
Marcela sobreviveu ao tsunami que devastou a costa chilena. Ela estava em Pelluhue no dia do terremoto e conta que ficou três dias com seus parentes numa montanha, sem comida e quase sem água. "E minha cadela Lulu estava comigo. Agora ela está um pouco traumatizada, não dorme direito e treme a cada réplica."


Gatos
Vizinha de Marcela, Vivianne Campos Arellano viu neste sábado (6) um militar resgatar sua gata, Vieja, dos escombros de sua casa. "Ela estava com quatro filhotes antes do terremoto. Quando a retiraram ela estava com 12, e agora já há mais. Vieja está saindo para andar e trazendo os gatos que encontra pra cá", conta Vivianne.
Agora, o esforço é tentar tirar Vieja do teto, onde ela se escondeu e para onde está levando os 12 filhotes aos poucos. A casa de Vivianne será derrubada neste domingo ou segunda. Até o fechamento da reportagem, a gata não havia sido encontrada.


G1

Cavalgada cultural leva livros a municípios brasileiros


Era uma vez um grupo de cavaleiros que saía pelas cidades de interior com livros no lombo dos cavalos. Sua missão era distribuir obras a crianças e adolescentes de municípios que, em geral, não têm livrarias nem bancas de jornal. Parece história de faz de conta, mas é realidade e está se consolidando como um projeto singular de incentivo à leitura. A Cavalgada Cultural – que este ano homenageia os 50 anos de Brasília – é realizada desde dos 2007 e, a cada ano, aumenta significativamente a quantidade de livros e cidades envolvidas.
Os Cavaleiros da Cultura, grupo sem fins lucrativos que alia o agradável (fazer longos percursos a cavalo) ao útil (trabalho social), é liderado por Carlos Oscar Niemeyer, neto do arquiteto Oscar Niemeyer. Este, aliás, é o padrinho do grupo, e foi quem estimulou a associação da viagem com a doação de livros. O apelo deu certo: nas duas últimas edições, o grupo já doou cerca de 70 mil a mais de 50 escolas e bibliotecas, em parceria com editores, autores e instituições.
Neste ano, o percurso vai refazer o trajeto de Grande sertão: Veredas, livro de Guimarães Rosa. Parte de Belo Horizonte, no dia 19 de março, e percorre 850 quilômetros: Sete Lagoas, Aracaí, Cordisburgo, Curvelo, Morro da Garça, Buritizinho, Andrequicé, Três Marias, Luislândia do Oeste, Vila São Sebastião, João Pinheiro e Paracatu, todas em Minas, e Cristalina, Valparaíso de Goiás, Luisiânia, até chegar ao Distrito Federal, em 16 de abril. Ao longo do trajeto, os cavaleiros vão deixando os cerca de 120 mil livros – levados de caminhão, naturalmente.
Contando com apoio de diversas instituições – inclusive do Livreiro -, a empreitada tem uma meta que vai além de ceder livros. A partir da parceria com uma das editoras, a Paulus, kits de livros para crianças e adolescentes serão doados, mas pelo menos em duas cidades – João Pinheiro e Paracatu – haverá também um trabalho de capacitação de professores para incentivar o uso das obras.
O grupo chegará a Brasília depois de 24 dias de viagem, a tempo das comemorações do aniversário, e participará de uma cavalgada na Esplanada dos Ministérios no dia 18 de abril. Com tudo bem encaminhado, Carlos Oscar só lamenta que a celebração de uma data tão importante na Capital Federal esteja ofuscada pelos escândalos do governo local. “Incomoda muito ver Brasília nesta situação, logo agora. Já estávamos com a proposta aprovada pelo Comitê dos 50 anos, mas agora não sei como serão os festejos lá. Mas isso não vai atrapalhar nossa homenagem”, explica ele.

Acompanhe os cavaleiros via Twitter, site e doe livros para o projeto!

Polícia investiga se maníaco de Contagem matou tio e a própria filha



A polícia investiga se o maníaco de Contagem matou outras duas pessoas: um tio e a filha dele, de apenas três meses. Nessa sexta-feira, Marcos Antunes Trigueiro foi ouvido sobre os casos e negou a participação nos crimes.

Delegados de Contagem e Ibirité, na região metropolitana, vieram acompanhar o depoimento. O interrogatório começou por volta das 15h dessa sexta, no Departamento de Investigações.
Mais uma vez a polícia quis ouvir Marcos Antunes Trigueiro. Ele já confessou ter matado cinco mulheres e um taxista. A suspeita agora é que ele tenha matado a própria filha de três meses, em fevereiro de 2005. Laudos da perícia constataram que a menina teria sido espancada até a morte.
- Ele diz que não foi ele, que pode ter certeza, que se fosse ele, assumiria a autoria, igual ele assumiu dos outros crimes, contou o advogado de defesa Rodrigo Bizzotto.
Marcos Trigueiro também é o principal suspeito de outro crime. De acordo com a polícia, há indícios de que ele tenha assassinado um tio em Contagem, em 2002. R$ 25 mil da vítima teriam desaparecido após o crime. A delegada de Contagem disse que vai pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário do acusado para saber se o dinheiro passou pela conta dele.
Durante as quase seis horas de depoimento, Marcos Trigueiro negou ter sido o autor dos dois crimes. Mas ele não conseguiu convencer os delegados que investigam o caso.
- Mentiroso o cara. Pelo o que eu vi do laudo, de necropsia, aquilo tudo, não tem erro, não, é ele mesmo. Só que tem um conjunto probatório todo que tem que provar que é ele. Ele pode negar à vontade, disse o delegado Edson Moreira.
- A questão é: ele já foi confrontado com algumas provas, e eu acredito que ele agora resolveu ficar silente. E eu perguntei mesmo pra ele, porque é que alguém que sacrificou tantas vidas e tantas famílias não faria o mesmo com o próprio tio e ele permanece silente, contou a chefe da Divisão de Crimes contra a Vida de Contagem, Ana Maria dos Santos.
Marcos Antunes Trigueiro foi preso no fim do mês passado. Os inquéritos devem ser concluídos até o fim do mês e encaminhados à Justiça.
A polícia informou que vai pedir a quebra do sigilo bancário do suspeito para saber se o dinheiro do tio foi parar na conta de Marcos Antunes Trigueiro.


Globominas

Alcoolismo no futebol

Consumo de álcool entre jovens de 12 a 17 anos cresce e assusta
Talentoso, bambambã na área onde mora, o garoto se depara com um mundo até então longe de seu alcance. Dinheiro, as mulheres mais bonitas, carrão de luxo... No convívio, surge a cerveja com caráter social. Vira hábito, entra na agenda pré ou pós-treinos e as carreiras secam na medida das garrafas e tulipas. Sonho torna-se pesadelo, investimento vira prejuízo. A partir de hoje, o Jogo Extra relata os efeitos do álcool - o drama de quem viu a "saideira" ser a própria carreira, os riscos para a saúde, a incidência cada vez maior já nas divisões de base, a luta pela prevenção, o rótulo de jogadores, o drama de craques. O que era o início do fim, hoje é o fim no início.
- Conheci um lado do mundo que me fez pirar. Saí do chão, bebi demais. O rendimento caiu, perdi espaço e acabei em clube pequeno. Se arrependimento matasse... - disse Y, que foi profissional do Vasco (não quer se identificar), e ainda desfila pelos porões do futebol carioca.
A relação álcool-futebol é das antigas - até tida como romântica -, mas o alarmante é a incidência do uso atualmente entre os jovens, diante de um esporte de alto rendimento, cada vez mais profissional. Não há estatística sobre os usuários no futebol, embora os relatos de casos se multipliquem. Mas dados oficiais do Ministério da Saúde mostram que a iniciação acontece aos 12 anos. Mais do que isso, o percentual de jovens entre 12 e 17 anos que bebem vem aumentando: 54,3%, o que antes era 48,3%. Desses, evolui também o índice de dependentes, de 11,2% a 12,3%.
- No Brasil, se compra álcool em qualquer lugar. É preciso acompanhamento com o jovem. O futebol é uma profissão estressante. O garoto fica longe da família e degringola para o uso - adverte a médica psiquiátrica Camila Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.
Os clubes grandes montam um aparato para monitorar os jovens talentos, com psicólogos, médicos, assistência social... Vigilância para verificar desvios de conduta, excessos, noites em claro, queda no rendimento, com atenção na idade entre juvenil e juniores - período crítico. Detectado o problema, nasce a negação. Característica de quem bebe além da conta, ainda mais sendo jovem, é não ouvir conselhos e negar:
- A cerveja traduz a convivência social do futebol. Isso acontece hoje aos 17 anos. Uns conseguem entrar e sair. Outros, não. Aí, a vida útil é reduzida - analisa Paulo Angioni, gerente de futebol do Vasco.

17, idade de risco
Para o Ministério da Saúde, depois dos 17 anos, os jovens passam a beber mais. No mundo do futebol, ela é a idade de risco. Momento em que os garotos passam a ter um contrato mais longo, as cifras aumentam e o convívio com os profissionais vira realidade, conhecendo um mundo antes irreal.
- Existe o glamour do drinque, os amigos arrastam. É preciso cuidado. O troco vem depois - alerta Alfredo Sampaio, presidente licenciado do sindicatos dos atletas profissionais.

São Paulo, clube referência, não dá uma terceira chance
A prevenção ao Alcoolismo é também uma defesa ao alto investimento na formação de seus atletas. Atualmente, um garoto que vai do mirim aos juniores custa, no mínimo, R$52 mil aos cofres do clube diretamente, sem contar despesas indiretas - concentração, alimentação, tratamentos...
Referência de reabilitação de jogadores, casos de Adriano e Carlos Alberto, o São Paulo dá estrutura e exige disciplina nas divisões de base. Os garotos são acompanhados desde quando ingressam no Morumbi, com estudo do histórico familiar, acompanhamento psicológico... No primeiro escorregão, o alerta. Na reincidência, o olho da rua.
- O São Paulo faz esse acompanhamento desde cedo. Mas a partir do momento em que o atleta reincide ou não evolui, o São Paulo não cria o monstro, se desfaz logo. O investimento é alto - afirma o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.
Para não expor aqueles que extrapolam e jogam suas carreiras no ralo ou até venceram a bebedeira, falar de álcool é um tabu. Supervisor de futebol renomado, com experiência vasta, Isaías Tinoco reconhece o problema, mas preserva os jogadores.
- Já indiquei jogadores ao AA (Alcoólicos Anônimos). É uma coisa complicada - limita-se a dizer.

Gerente de futebol, com formação em psicologia, Paulo Angioni, do Vasco, lembra que futebol e cerveja têm ligação história e que, com anos de convivência, consegue facilmente detectar os desvios dos jogadores.
- Sinceramente, é visível. O comportamento se modifica no dia-a-dia. Quando ingresso no profissional, a primeira atitude é humildade. Depois, para se conceituar entre os companheiros e mostrar que não é mais menino, vem a relação com a bebida.

O drible que faltou a Garrincha
Um dos maiores craques da história do futebol mundial, o melhor driblador de todos os tempos, Garrincha perdeu o jogo para o alcoolismo. No dia 20 de janeiro de 1983, Manoel Francisco dos Santos, o Mané, faleceu em Pau Grande, aos 49 anos. Era uma época em que a bebida atingia os jogadores do meio para o final da carreira.
Devido ao alcoolismo, Garrincha enfrentou diversos problemas: tentativas de suicídio, acidentes de automóvel e dezenas de internações em clínicas. No final da carreira, se entregou de vez à bebida. Pai de 13 filhos em três casamentos, Mané é um mito cercado de lendas.
Num dos relatos, ele teria aproveitado a viagem de Elza Soares para dar dignidade a dois alcoólatras que ficavam no bar da esquina de sua casa: Valdir e Wilson. Ofereceu trabalho a eles com a promessa de que pagaria três cervejas no fim. Era para provar aos dois que tinham condições de trabalhar. Como foi treinar no Botafogo, proibiu aos empregados da casa de dar cerveja à dupla. Na volta, cadê eles? Beberam o desodorante e se foram. Para a tristeza e desolação de Garrincha.


Jogo Extra

Estudo reforça tese de influência humana nas mudanças climáticas

Estudo avaliou derretimento de gelo e aumento de temperaturas no Ártico

Um relatório do centro de estudos britânico sobre o clima Met Office afirma que há cada vez mais provas de que o aquecimento global é provocado por atividades humanas.

A conclusão é fruto da análise de 110 novos estudos sobre o clima e foi divulgada nesta sexta-feira pela publicação especializada Wiley Interdisciplinary Reviews Climate Change Journal.
A revisão dos trabalhos, apresentada pela equipe do cientista Peter Stott, do Met Office, confirma as conclusões do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que em 2007 já dizia que o aquecimento global é "inequívoco" e que "muito provavelmente" - o que no jargão do IPCC significa com 90% de probabilidades - é provocado por atividades humanas.
De lá para cá, novos estudos foram publicados confirmando esta hipótese e só devem ser avaliados pelo IPCC, um grupo de mais de 1,2 mil cientistas de vários países, no seu próprio relatório do órgão, que está começando a ser elaborado, mas só deve ser publicado a partir de 2013.

Extremos
Todos os estudos avaliados pela equipe do Met Office buscavam traçar a relação entre atividades humanas e aquecimento global.
Os campos estudados tratavam do aumento da temperatura atmosférica sobre todos os continentes, inclusive a Antártida; o aumento global da temperatura atmosférica; o aumento na umidade atmosférica e na precipitação; mudanças nos padrões de chuvas em regiões tropicais e nos polos; a aceleração do derretimento do gelo no Ártico e o aumento da salinidade do Oceano Atlântico.
De acordo com Stott, este é o primeiro estudo que análise em detalhes as diversas disciplinas que mostram como o sistema climático está mudando.
"Todos estes diferentes aspectos estão se somando para um quadro dos efeitos da influência humana sobre o nosso clima", explicou.
Os especialistas do Met Office dizem, no entanto, que é mais difícil encontrar uma relação sólida entre mudança climática e condições climáticas extremas isoladas, mesmo se os modelos climáticos preveem que isso deve acontecer com frequência cada vez maior.
"Extremos representam um desafio especial, já que eventos raros são, por definição, mal registrados nas séries históricas, e muitos desafios permanecem sobre como atribuir mudanças regionais a eventos como secas, enchentes e furacões."
Desde o fim do ano passado, os chamados céticos - que se recusam a aceitar que o aquecimento global é provocado pela humanidade - vêm bombardeando a tese defendida pela grande maioria dos especialistas nos campos envolvidos.
O professor Stott negou, no entanto, que o seu mais recente trabalho faça parte de um contra-ataque da comunidade científica.
"Começamos a trabalhar neste estudo há um ano. Acho importante comunicar às pessoas o que a ciência está descobrindo e é sobre isso que falamos neste documento", afirmou.



BBC Brasil

Casal deixa bebê morrer de fome enquanto cria filha virtual na internet


Um casal sul-coreano "viciado em internet" deixou sua bebê de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web, disse a polícia local.

Segundo a agência de notícias oficial Yonhap, o casal alimentava sua bebê prematura apenas uma vez por dia, entre períodos de 12 horas passados em um internet café.
O oficial da polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal “perdeu a vontade de viver uma vida normal” depois que os dois perderam seus empregos.
O pai, de 41 anos de idade, e sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, ao sul de Seul, no início da semana, cinco meses depois de terem reportado a morte da bebê. Eles estavam foragidos desde a morte da criança.
A autópsia mostrou que sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição.
O casal teria ficado obcecado em criar uma menina virtual chamada Anima, no popular jogo Prius Online, disse a polícia nesta sexta-feira.
O jogo permite aos jogadores interagir com Amina e enquanto fazem isso, a ajudam a recuperar sua memória perdida e desenvolver emoções.
Já houve outros casos de morte ligados ao vício em jogos de computadores na Coreia do Sul, onde um jovem morreu supostamente depois de passar cinco dias jogando com apenas pequenos intervalos.


Conheça as testemunhas que serão ouvidas no julgamento do casal Nardoni

Isabella, morta em 29 de março de 2008. (Foto: Arquivo pessoal)

Advogado de defesa e promotor convocaram 20 testemunhas.
Entre as pessoas ouvidas no júri estará a mãe de Isabella Nardoni.

A pouco mais de duas semanas do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni em março de 2008, o G1 listou as 20 testemunhas que foram arroladas para serem ouvidas pelo advogado de defesa dos réus, Roberto Podval, e pelo promotor do caso, Francisco Cembranelli. O júri popular, que será composto por sete jurados escolhidos na sociedade, está marcado para as 13h do próximo dia 22 de março (uma segunda-feira) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. O juiz Maurício Fossen irá conduzir o julgamento.
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na quarta-feira (3) a liminar pedida pela defesa que solicitava a retirada da acusação de “fraude processual” – eles são acusados de limpar a cena do crime antes da chegada da polícia. A análise do recurso poderia adiar a data do julgamento do pai e da madrasta da menina. Com a liminar negada, o julgamento deve ocorrer no dia marcado. A defesa não informou se entrará com um novo recurso.
Entre as testemunhas, há 17 convocadas somente pela defesa, três arroladas tanto pela defesa quanto pela acusação e uma apenas de acusação. Essa última é a bancária Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella.
Podval arrolou em sua maioria, “técnicos” para depor. Estão entre eles policiais que investigaram o caso, peritos e um ex-advogado do casal, Rogério Neres de Souza. A estratégia da defesa será a de desqualificar o trabalho da polícia e da perícia. Foram a partir de indícios levantados pela investigação que o casal foi preso. Além da acusação de assassinato, Alexandre e Jatobá teriam tentado apagar provas contra eles, de acordo com o Ministério Público. Ambos aguardam o julgamento presos em penitenciárias de Tremembé, a 147 km da capital.
Isabella era filha de Alexandre e enteada de Jatobá. Para a acusação, a madrasta tentou esganar a criança, que tinha 5 anos, e o pai a jogou da janela do sexto andar do apartamento onde moravam no dia 29 de março de 2008. O casal alega inocência.

Veja quem são as testemunhas:

Defesa
1 - Jornalista Rogério Pagnan. Fez uma matéria na qual relata que o pedreiro afirma que um ladrão arrombou a obra vizinha ao edifício onde a menina caiu.
2 - Pedreiro Gabriel Santos Neto, negou que tenha dito que alguém entrou na obra vizinha ao Edifício London.
3 - Rogério Neres de Souza, ex-advogado Trabalhou junto com os advogados Marco Polo Levorin e Ricardo Martins.
4 - Delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º Distrito Policial (Carandiru) em 2008. Afirmou que Alexandre e sua mulher Anna Carolina eram “candidatos a suspeitos”.
5 - Perita Iracema Boschi Casagrande. Acompanha o caso.
6 - Perito Sérgio Vieira Ferreira. Acompanha o caso.
7 - Perita Mônica Miranda Catarino. Acompanha o caso.
8 - Médico Carlos Penteado Cuoco, do IML (Instituto Médico Legal). Examinou o corpo da menina.
9 - Médico Laércio de Oliveira César. Examinou o corpo da menina.
10 - Investigador Chefe Luiz Alberto Spinola de Castro. Coordenou a investigação para apurar o caso.
11 - Investigador Jair Stirbulov. Participou da investigação.
12 - Agente policial Cláudio Colomino Mercado. Participou da investigação.
13 - Escrivão Paulo Vasan Geu. Colheu os depoimentos dos envolvidos durante a investigação.

Defesa e acusação
14 - Delegada Renata Helena da Silva Pontes. Relatou o inquérito que indiciou o casal por homicídio
15 - Perita Rosangela Monteiro, do Instituto de Criminalística. Redigiu o laudo sobre as circunstâncias da morte de Isabella.
16 - Médico Paulo Sérgio Tieppo Alves, do IML. Examinou o corpo da menina.


Acusação
17 - Escrivã Adriana Mendes da Costa Porusselli. Colheu depoimentos durante a investigação
18 - Investigador Theoldis Caldo Katifedenios. Ele participou da investigação.
19 - Investigador Walmir Teodoro Mendes. Ele participou da investigação.
20 - Ana Carolina Oliveira. Mãe de Isabella.
Ela acredita na culpa do casal


G1

Justiça condena pais por educar filhos em casa



Os adolescentes não vão às aulas há, pelo menos, quatro anos. Os pais dizem que vão recorrer e manter os filhos estudando em casa.

A Justiça de Minas Gerais condenou um casal por tirar os filhos da escola e educá-los em casa. Essa família chegou a ser mostrada no Fantástico. Os adolescentes não vão às aulas há, pelo menos, quatro anos. O sistema de educação informal, que tem cerca de um milhão de adeptos nos Estados Unidos, é proibido no Brasil.
A sala de jantar em vez da sala de aula. No lugar dos professores, os pais. É assim que os irmãos estudam – só em casa. Jônatas, de 15 anos, e Davi, de 16, e não vão à escola há quatro anos.
“A insatisfação com o ensino regular e insatisfação com a forma como eles eram ensinados na escola me fizeram tomar essa decisão”, justifica o pai Cleber de Andrade Nunes.
O método de ensino foi adotado com base em uma prática norte-americana. “Na escola, os professores dão as provas, mas em uma semana a gente já esqueceu tudo. Aqui não. Aqui a gente aprende e é avaliado na prática”, comentou Jônatas de Andrade Nunes, de 15 anos.
O ensino em casa é mesmo permitido em outros países, mas no Brasil não. Aqui a frequência em sala de aula é prevista em lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente determina: os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino.
Cleber e Bernadete foram condenados pela Justiça de Timóteo, cidade onde moram em Minas Gerais, pelo crime de abandono intelectual dos filhos. A pena: multa de R$ 68. Eles dizem que vão recorrer e manter os filhos estudando em casa.
“É um absurdo condenar pai por ter tomado uma atitude drástica para oferecer o melhor para seu filho”, afirma o pai Cleber de Andrade Nunes. Por determinação da Justiça, Davi e Jônatas fizeram testes de conhecimento e foram aprovados. “Nós temos nossa vida social normal aqui em casa. Nós temos amigos e praticamos esporte. Temos uma vida normal”, conta Davi de Andrade Nunes, de 16 anos.
Mas segundo Rudá Ricci, este especialista em sociologia e educação, o estudo tem de estar associado à convivência social.
“Obviamente que os pais estão pensando no melhor para os seus filhos. O problema é que a educação não serve apenas para o sucesso individual dos filhos. A educação, portanto, é socialização. Em casa, eu só vou ter os iguais, aqueles que pensam como eu penso, o meu pai pensa. Mas é fora de casa, num processo de educação com pessoas, com hábitos diferentes, com regiões diferentes e mazelas, é que fazem com que eu me eduque para a sociedade”, explica o especialista Rudá Ricci.


JN

sábado, 6 de março de 2010

Pais tóxicos

TRAUMA
Constance e sua mãe, Carmem: a violência foi tanta que a filha teve de expurgá-la num livro

Livro de juíza inglesa humilhada desde a infância pela mãe joga luz sobre pais que agridem física e psicologicamente os filhos. As sequelas dos maus-tratos podem ser irreversíveis

Em 1966, a inglesa Constance Briscoe, então com 9 anos, chegou da escola exultante carregando um envelope marrom, que se apressou a entregar para a mãe, Carmem. Dentro dele, fotos que a menina havia tirado na escola. Ao olhar as imagens, Carmem repetia: “Jesus amado, eu que pus isso no mundo? Deus, como ela pode ser tão feia? Feia, feia... Você quer que eu compre essas fotos?”, perguntava à filha. Foi apenas uma das milhares de humilhações que a criança sofreu na infância. Ofensas como “vagabunda safada” foram constantes. Ela também era espancada por fazer xixi na cama, uma enurese que se manifestava justamente por causa do medo da violência materna. Socos na cabeça e no peito eram desferidos contra Constance e seus mamilos eram beliscados com força, sempre por motivos banais (ou sem motivo). A ponto de, aos 11 anos, ela tentar o suicídio bebendo água sanitária. Esse retrato de terror está no livro “Feia – A História Real de uma Infância sem Amor” (Ed. Bertrand), escrito por Constance, hoje uma renomada juíza. A obra, que já vendeu meio milhão de cópias em dezenas de países e tem tradução brasileira, é um exemplo de como aqueles que deveriam amar acima de tudo podem ser os algozes dos próprios filhos.


RECOMEÇO
Paulo e seu pai, Francisco: expulsão de casa e reconciliação

Os pais tóxicos, classificação cada vez mais usada na psicologia, agridem física e psicologicamente, causando sequelas que se arrastam por toda a vida. Quando as agressões vêm de pessoas como um cônjuge, ou até um chefe, é possível pedir divórcio ou demissão. Mas se a crueldade está dentro de casa, o que fazer? Constance carregou o trauma durante anos. “Minha maior dor era nunca ter vivido num lar decente”, disse a autora à ISTOÉ. Ao ingressar na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, para cursar direito, ela jurou que nunca mais falaria com Carmem. Cumpriu a promessa. Construiu uma carreira vencedora, casou, teve dois filhos. Se submeteu a cirurgias plásticas no nariz, na boca e nos olhos, numa tentativa de modificar o que a mãe dizia ser horroroso. Superou as adversidades relatando suas tristes memórias. Carmem a processou por causa do livro. Perdeu. Nenhum pai ou mãe está livre de falhar, perder a paciência ou a compostura. Mas agir com perversidade ultrapassa os limites aceitáveis – de qualquer relacionamento. “E a humilhação vinda daqueles a quem se ama é muito mais dolorosa”, diz a psicóloga Márcia Marques, da Clínica Medicina do Comportamento, no Rio de Janeiro.

“Aprendi que, para conviver com minha mãe, preciso manter uma distância saudável”

M.N., analista de sistemas, 26 anos
“É como se houvesse uma confirmação para a pessoa de que ela não é boa o suficiente para receber afeto.” A postura dos pais tóxicos deixa graves sequelas, normalmente levadas para a vida adulta. As consequências são agressividade, dificuldade de aprendizado, rebeldia, timidez e um enorme sentimento de culpa. “Sempre que alguma coisa sai do controle, seja no trabalho, seja na minha vida pessoal, acho que o erro é meu”, diz a analista de sistemas M.N. (ela prefere não se identificar), 26 anos. Junto com os três irmãos cresceu ouvindo a mãe dizer que eram incompetentes, burros e que ela deveria ter abortado todos. Até começar a frequentar a casa dos amiguinhos da escola, M. acreditava que esse comportamento era normal. “Ela nunca me fez um cafuné”, recorda. O resultado da violência emocional para a jovem foi a síndrome do pânico, distúrbio com o qual conviveu por dois anos. Mesmo quando os pais alternam atitudes carinhosas e agressivas, o reflexo no desenvolvimento dos filhos é negativo. “A criança nunca sabe o que esperar e nem como agir”, diz o psicólogo Julio Peres, autor do livro “Trauma e Superação – O que a Psicologia, a Neurociência e a Espiritualidade Ensinam” (Ed. Roca). “Ela cresce num estado de alerta, o que causa uma ansiedade que se torna crônica.”

“Uma vez coloquei um biquíni e minha mãe disse para eu tirar porque estava enorme de gorda”

A escritora P.O., 45 anos, lembra de a mãe ser amorosa com ela em várias situações. Mas também sabe o quanto ela pode ser cruel quando quer ofendê-la. “Uma vez, aos 11 anos, coloquei um biquíni e ela me repreendeu, dizendo para eu tirar aquilo porque estava enorme de gorda.” Anos mais tarde, a escritora enfrentou a anorexia e a depressão. Há diferentes explicações para compreender por que esses pais agem assim. Caso uma criança tenha nascido num momento de dificuldade financeira, perda ou tristeza, eles podem criar bloqueios para a construção de uma ligação afetiva. “Eles atribuem o problema à vinda do filho”, diz a psicóloga Rosa Maria Mariotto, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Outra hipótese é que esses pais também tenham sido maltratados na infância. Eles assimilam o que sofreram como sendo a forma de educar e passam de vítimas a agressores. E a última possibilidade é admitir que há realmente pessoas desprovidas de afeto. “Mães e pais perversos existem”, diz Rosa. A constatação coloca na berlinda o chamado amor incondicional. Esse sentimento, dizem os especialistas, é uma construção moldada de acordo com os desejos de cada um. Não é intuitivo, como defende a crença popular. “É uma questão cultural, imposta pela sociedade”, diz a psicóloga Márcia. O amor incondicional só existe se os pais desenvolveram ao longo da vida recursos para lidar com as adversidades e as mudanças. Porque um filho muda tudo.
Quem não está preparado para se doar no papel de mãe ou pai, abrindo mão de uma série de vontades, acaba considerando o nascimento da criança um estorvo. “É um erro acreditar que o fato de uma mulher dar à luz faz dela naturalmente uma boa mãe”, destaca a juíza Constance. Aprender a lidar com esse sentimento é fundamental e as terapias em família são indicadas quando surgem problemas. Já para quem chegou à vida adulta traumatizado pela relação tóxica, a psicoterapia é um caminho. Se transtornos mentais mais graves forem manifestados, são necessários o diagnóstico e o tratamento com remédios, determinados por um psiquiatra. Para muitas das vítimas, o tratamento inclui passar a ter uma relação superficial com os pais.

“Aprendi que, para conviver com minha mãe, preciso manter uma distância saudável”, diz a analista de sistemas M., que voltou a falar com a mãe em novembro, depois de dois anos afastada. Em outras histórias, cortar relações é o único meio de alcançar equilíbrio emocional. Foi o que fizeram Constance e a escritora P. Mas superar as tristezas também é possível. A reconciliação do agente de saúde catarinense Paulo César Nascimento, 30 anos, com o pai, Francisco, 54, é a prova.

Filho mais velho, Paulo (que é gay) cresceu pressionado pelas expectativas do pai, homem de uma geração em que ser “macho” e provedor era lei. Francisco não dizia nada, mas se irritava quando o filho parecia mais sensível que os outros meninos. “Cheguei a apanhar por ser chorão”, lembra. Ele sempre ouvia do pai “prefiro um filho morto a um filho gay”. Aos 18 anos, não suportou mais. Deixou clara sua opção durante uma discussão e foi colocado para fora de casa. Em 2004, aconteceu a última briga grave entre eles. “Por um ano, o risquei da minha vida totalmente”, lembra Paulo. Após o longo silêncio, o pai procurou o filho e pediu desculpas. “Sei que não foi fácil para ele e imagino que ainda não seja. Mas valorizo seu esforço e percebo o quanto ele me ama”, diz o rapaz, orgulhoso do pai, que mudou de atitude sozinho. Um raro exemplo de final feliz nessas relações traumáticas. Mas que mostra que o amor pode curar até as piores feridas.

Suzane G. Frutuoso


Isto É

Irmão do papa Bento XVI é inocentado de abuso sexual


Vaticano diz que casos ligados a coral alemão não coincidem com o período em que Georg Ratzinger dirigiu

CIDADE DO VATICANO - O Vaticano disse neste sábado, 6, que os dois casos de abuso sexual ligados a um renomado coral na Alemanha não coincidem com o período de trinta anos em que o irmão do papa Bento XVI esteve à frente da catedral.
Depois que casos de abusos em escolas jesuítas na Alemanha vieram à luz no mês passado chocando o país, a Igreja Católica revelou na sexta-feira acusações contra padres que teriam espancado e abusado sexualmente de meninos em pelo menos três escolas na Bavária.
O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, publicou no sábado uma declaração do Bispo de Regensburg, Gerhard Ludwig Muller, dizendo que um caso de abuso do diretor-assistente de uma escola primária ligada ao coral foi detectado em 1958. O clérigo foi prontamente afastado e processado, disse o comunicado.
Outro padre, que trabalhou com o coral da catedral em 1958 durante sete meses, foi culpado de abuso sexual 12 anos mais tarde. Uma investigação está sendo conduzida agora para determinar se ele cometeu algum abuso durante seu tempo com o coral.
"Ambos os casos foram tornados públicos na ocasião e podem ser considerados encerrados no sentido legal. Eles não coincidem com o período em que o reverendo Georg Ratzinger esteve no cargo (1964-1994)," disse o comunicado.
A diocese disse em uma declaração na sexta-feira estar investigando as acusações de abuso sexual, espancamento e humilhação de três homens no início dos anos 1960, quando freqüentaram internatos ligados ao coral.
O Vaticano afirmou apoiar integralmente a diocese de Regensburg em sua decisão de investigar aberta e decididamente o assunto e que a principal preocupação da Igreja é proporcionar justiça a quaisquer vítimas.
A diocese, onde o papa ensinou teologia na universidade entre 1969 e 1977, disse na haver casos de abuso no momento e que irá investigar todas as acusações passadas

Veja também:
Padres abusaram de crianças na região natal de Bento XVI
Assessor do papa é afastado por escândalo de prostituição gay


Estadão

Em SC, uniforme causa alergia em alunos




Em São José (SC), dez crianças da escola estadual Américo Vespúcio apresentaram alergia ao uniforme doado pelo estado. Todas elas foram encaminhadas ao Hospital Infantil de Florianópolis.

Veja mais:
Conheça os tipos mais comuns de alergia


R7

Estudante de escola pública vence concurso internacional



Jovem produziu vídeo sobre mudança climática.
Ela concorreu com adolescentes de 50 países.

Uma estudante pernambucana de escola pública venceu um concurso internacional de vídeos sobre a transformação do mundo e a mudança do clima.
Bruna Nascimento, 17, concorreu com quase 200 jovens de 50 países. Ela foi a única brasileira classificada no concurso. Além dela, outros três estudantes foram aprovados, dois dos Estados Unidos e uma da Letônia. Eles foram aprovados por uma comissão formada por cineastas e escritores, que avaliaram a criatividade, a originalidade e a qualidade do vídeo.
Ela ganhou uma viagem de 15 dias, em julho, para os EUA com todas as despesas pagas e um curso de vídeo e tecnologia.
O concurso foi lançado na internet no ano passado por um site americano. Ela tinha que fazer um trabalho sobre um tema que relacionava a transformação do mundo à mudança de clima. A estudante, que este ano vai cursar jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco, conseguiu traduzir a mensagem em um vídeo de dois minutos que ela mesma produziu.


G1

Ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos chega a São Paulo


SÃO PAULO - O ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos, de 62 anos, chegou ao Brasil na manhã deste sábado, extraditado da Islândia. Segundo a PF, ele desembarcou de um voo da TAM vindo de Londres, na Inglaterra, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 5h55m, antes dos outros passageiros. Condenado a 43 anos por homicídio, sequestro e roubo, o ex-cirurgião plástico seguiu de avião para Presidente Prudente. Na cidade, ele era esperado com um forte esquema de segurança e agentes armados com metralhadoras o aguardavam na pista. Ele foi visto descendo do avião usando um capuz. Algemado, seguiu de carro escoltado para um presídio em Junqueirópolis, a 594 km da capital paulista, onde vai ficar numa cela individual.
O governo da Islândia autorizou a extradição do ex-cirurgião em 15 de dezembro do ano passado . O acusado foi beneficiado por um indulto de Natal no Brasil no fim de 2008, e ficou foragido.
Em 13 de agosto de 2009 ele foi preso em Reikjavik, quando tentou embarcar para o Canadá utilizando o passaporte de seu irmão.
O ex-cirurgião cumpria pena por roubo, sequestro e homicídio em um presídio no interior de São Paulo. Ele aproveitou a autorização de saída de Natal para fugir do país. Preso desde 1981, ele divulgou nota à imprensa no dia 2 de janeiro de 2009 avisando que não voltaria à prisão e se dizendo perseguido por ter denunciado condições desumanas do presídio de Araraquara, cidade a 272 km de São Paulo, onde estava antes. Por celular, ele havia dado entrevistas até para o programa "Fantástico", da TV Globo. Ele disse que, por causa da denúncia, foi espancado e mantido de castigo numa solitária.
Na nota, classificou a Penitenciária de Valparaíso, onde esteve preso por último, como "um verdadeiro inferno", onde não conseguia ler ou escrever. Fez ainda mais denúncias: disse que a corrupção, com a participação da facção criminosa que atua nos presídios paulistas, permitia a qualquer preso ser transferido para onde quiser "pagando R$ 7 mil".
Médico famoso, Hosmany Ramos passou a cometer crimes e assaltos na década de 70. Preso com aviões roubados, ele foi condenado pela morte de um piloto que seria o seu cúmplice. A pena, de 43 anos, vence apenas em 2029.


Dunga ameaça cortar Adriano da Copa do Mundo. E o pior: tem razão…


Nunca um escândalo envolvendo um jogador de Seleção Brasileira foi tão exposto.
Nos mínimos detalhes para o apetite mórbido da mídia.
E de quem consome, alimenta sua alma com a vida alheia.
No final da noite de ontem foi revelado o motivo que fez Adriano sumir mais uma vez do Flamengo.
Um escândalo.
Digno de fazer os colunistas de celebridade corarem.
De acordo com o relato de testemunhas, Adriano foi em uma casa noturna do Rio de Janeiro na quinta-feira à noite.
Já na madrugada ele levou cerca de dez jogadores do Flamengo à favela Complexo do Alemão.
Para irem a um animado baile funk.
Acontece que mal o grupo chegou ao local, a sua noiva Joana Machado surgiu no estacionamento.
Transtornada, ela começou a xingar e depredar os luxuosos carros de Adriano e de outros três jogadores.
Ela batia com pau e pedras.
O de Adriano ficou bastante amassado e riscado.
Quando ela partiu para cima dos outros carros, um jogador teria começado a xingá-la.
Foi quando Adriano chegou perto dela para tentar segurá-la.
Joana tentou bater nele.
Tentou.
Muito mais forte, Adriano a imobilizou e a jogou no chão.
Depois disso, os jogadores foram embora.

Na manhã da sexta-feira, Adriano foi ao Flamengo e contou à diretoria o que havia acontecido.
E que precisava de um tempo para arrumar sua vida.
Disse que não jogaria contra o Resende hoje e não viajaria para enfrentar pela Libertadores o Caracas.
Sem ter condições de exigir nada, diante do jogador que estava sem dormir, os dirigentes o liberaram.
Joana ficou conhecida nacionalmente ao admitir que Adriano tem problema com álcool.
E que perde o controle quando bebe.
Foi mais fundo ao admitir ter feito um aborto de um filho que teria com ele.
Todo esse escândalo chegou aos ouvidos de Dunga.
O treinador havia feito no ano passado, um pacto com Adriano.
O técnico esqueceria tudo que o jogador havia aprontado: abandonar a Inter de Milão e se esconder na favela Vila Cruzeiro.
O atacante havia prometido que sua vida iria ter um novo rumo.
E a Seleção Brasileira o ajudaria a ficar longe do álcool e das confusões.
Tudo o que o técnico não quer no grupo da África é alguém problemático.
Além de tudo que está fazendo com ele mesmo, o fato de Adriano ter levado os dez jogadores para o baile funk na madrugada carioca pesa muito.
Quem comandava os jogadores nas saídas, autorizadas por Parreira, eram Ronaldo e Roberto Carlos.
Eram eles que estimulavam os jogadores a sair e aproveitar até o prazo máximo para voltar à concentração: 5 da manhã.
Em plena Copa do Mundo.

Dunga foi claro ao jornal Extra.
Bem ao seu estilo.
Sem falar diretamente a Adriano, já colocou sua ida à Copa do Mundo em grande risco.
“Não vão fazer o que fizeram em 2006.
Não é só porque eu não quero.
É porque o presidente da CBF não quer.
Os próprios jogadores não querem.
Os torcedores não querem.”

A resposta já foi clara.
E ele foi além.
Disse, sem dizer, que ninguém é fundamental à Seleção.
Muito menos Adriano.

“Quem decidia uma partida de futebol era o Pelé.
Hoje quem decide é o grupo.
Um dia é um, noutro dia é outro, noutro sou eu, depois é você.
Construímos essa identidade e ela será respeitada.”

Ou seja, as chances de Adriano continuar na Seleção Brasileira, onde não vem jogando bem os últimos jogos, são pequenas.
Seu empresário Gilmar Rinaldi estava negociando com clubes europeus a sua saída do Flamengo depois do Mundial.
Depois de mais esse escândalo, as conversas esfriaram.


Ou seja: Adriano está conseguindo estragar tudo o que havia recuperado. Está exposto.
Humilhado.

Que imperador é esse?
Que não controla nem a própria vida?


Mantido julgamento de Nardoni


O Supremo Tribunal Federal (STF) negou a liminar que pedia o adiamento do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni, em março de 2008, em São Paulo. O julgamento está marcado para o dia 22 de março e será realizado no Fórum de Santana, na zona Norte da capital paulista.

Correio do Povo

Claudério Augusto


NOTÍCIAS GERAIS E DO GRANDE OESTE DE SC

Isabella Nardoni foi sufocada e esganada


Isabella foi agredida e esganada, num episódio de impulsos violentos sem premeditação, um típico caso de violência doméstica intempestiva.
Devido a asfixia provocada pela esganadura Isabella ficou desacordada, num profundo estado de letargia, para um leigo ela poderia parecer morta.Foi então que tomaram a decisão de jogá-la da janela, para ocultar as agressões anteriores e maquiar a cena do homícidio.
Os acusados criaram uma versão inverossímel, forjaram a cena do crime, para tentar desacreditar as agressões e a esganadura que Isabella foi vítima antes de ser jogada do sexto andar.
O corpo de Isabella teve o impacto amortecido por uma pequena palmeira , caiu sobre gramado ainda úmido e com terra não compactada (macia) devido a chuva em dias anteriores.
Antes de cair Isabella foi agredida, sufocada e esganada, foram encontradas evidências de forte valor probante e que geraram estas conclusões.

Houve tanto a sufocação como a esganadura.

Existem vestígios característicos, internos e externos de ambas as ações, que foram praticamente concomitantes, considerando-se a dinâmica do evento.
O impacto da queda causou sérias lesões internas nos orgãos de Isabella e politraumatismo, finalmente a parada cardio respiratória.
Médicos e Peritos que examinaram pessoalmente o corpo de Isabella puderam
identificar que tipos de lesões ela sofreu antes de ser jogada, os ferimentos causados pela queda e como ocorreu sua morte. Foram estes profissionais que examinaram, dissecaram e analisaram o corpo de Isabella, seus laudos são baseados na realidade e não no "achismo televisivo ou fotográfico".

Isabella foi ESGANADA e não estrangulada.

Seu corpo tem marcas visíveis na parte externa do pescoço e possui lesões internas no pescoço, fruto da força e ação mecânica empregada com a mão, além de sinais de sufocação, sinais internos em seu sistema cardio respiratório, característicos da esganadura e da asfixia resultante.
Na interpretação da equipe do IML, esses ferimentos são compatíveis com alguém sem muita força, que teria esganado Isabella durante um período próximo a 3 minutos. Isabella não foi esganada até a morte, fato que poderia ocorrer num período em torno de 7 minutos.
Colocaremos aqui aqui uma imagem ilustrando aproximadamente as ações sofridas por Isabella, onde a mão adulta tem as pontas dos dedos com pigmentos para mostrar em que lugar do pescoço ficariam as marcas puntiformes, no movimento de esganadura similar ao que ocorreu em Isabella.
Esta imagem abaixo contém as duas ações sofridas por Isabella, porém NÃO simultaneamente. As imagens são apenas ilustrações simuladas.




Observem as marcas deixadas no pescoço, os pigmentos artificiais mostram onde ficariam as marcas puntiformes numa ação real: na nuca abaixo da implantação dos cabelos.


Agora comparem com as marcas puntiformes encontradas na região cervical de Isabella, na primeira foto.

Alguns dos sinais externos encontrados no corpo de Isabella, comprovando que foi asfixiada através da esganadura e sufocação.

-Equimoses/Marcas puntiformes na região cervical (região da nuca abaixo da implantação dos cabelos)

-Cianose (cor azul) na face, na língua, nas mucosas da boca, pavilhão auditivo (orelha), leito ungueal (ponta dos dedos).

-Procidência da língua (língua projetada para fora da boca).

-Ferimentos/lesões na parte interna da região da boca e próximo a narina, indicando que Isabella sofreu compressão externa da boca.

-Congestão da conjuntiva do olho direito.

-Presença de secreção de aspecto mucoso de cor amarelada nas narinas.

-Equimoses e edema traumático da mucosa labial superior e inferior, ferida contusa superficial, de cerca de 3 mm, na face interna do lábio superior a esquerda.


Alguns dos sinais internos encontrados no corpo de Isabella, presentes nos laudos oficiais (lembrando que existem laudos complementares não divulgados na mídia e que não serão comentados aqui).

- Extenso infiltrado hemorrágico e hematoma nos músculos laterais e profundos do pescoço a esquerda e ao longo da artéria carótida comum a esquerda (estas são lesões na parte interna dos tecidos do pescoço verificadas na dissecação).

Detalhando: Hematoma muscular cervical profundo lateral esquerdo, envolvendo a carótida a esquerda, veia jugular e nervo vago.

-(Tríade Asfixica)

-Sangue com coloração vermelho escuro e fluidez persistente.

-Congestão polivisceral.

-Mancha de Tardieu, equimoses/petéquias no epicárdio e na pleura de ambos pulmões(manchas no coração e nos pulmões características do sofrimento da asfixia).

OBS: Além dos detalhes comentados, Isabella tem outros sinais da esganadura, que serão apresentados e explicados no lugar e na hora certa.
Postado por Carmen Monari

Igreja cria curso na Itália para sogra não interferir em vida de casal


Com a finalidade de prevenir crises conjugais, uma arquidiocese italiana decidiu abrir um curso na cidade de Udine, no norte da Itália, para ensinar sogros e sogras a não interferir na vida de casal de seus filhos.

O curso - chamado "Famílias em diálogo, como ser pais eficientes com filhos que vivem a experiência de casal" - é organizado pela arquidiocese da região de Friuli e financiado pela prefeitura de Udine.
Serão três aulas, uma vez por semana, a começar nesta sexta-feira. O curso é gratuito, e sogros e sogras podem participar individualmente ou em casal.
Durante os encontros, psicólogos vão ensinar os sogros a não se intrometer demais na vida familiar de seus filhos e a auxiliar na criação dos netos, respeitando as escolhas dos pais.
De acordo com os organizadores do curso, as intromissões de sogros e sogras desencadeiam discussões entre pais e filhos e sobretudo entre os sogros e os cônjuges de seus filhos, o que muitas vezes leva à dissolução de relações que pareciam sólidas.
A arquidiocese diz que o curso, que ainda será levado para outras cidades italianas, pretende ajudar os sogros a discutir seus problemas e a se colocar em seu devido lugar no âmbito familiar.

Causa de divórcio
Segundo pesquisas citadas pelos organizadores do curso, a intromissão dos pais na vida dos filhos casados é uma das principais causas de divórcio na Itália.
"Estudos evidenciam claramente que ao menos três em cada dez casamentos entram em crise por causa dos sogros. Em algumas regiões, essa proporção chega a 50%", diz o padre Giuseppe Faccin, responsável pela pastoral da família da arquidiocese de Udine.
Os dados divulgados pelo sacerdote são confirmados pela associação italiana dos advogados especializados em divórcios. A intromissão de sogros seria tão grave quanto a infidelidade conjugal, segundo a entidade.
O organismo calcula que cerca de 30% das separações judiciais ocorrem por causa dos sogros. As relações mais problemáticas seriam com as mães dos maridos, que muitas vezes entram em competição com as noras.
"Educar um sogro, ou mais frequentemente uma sogra, significa antes de mais nada recuperar a relação dele com seu próprio cônjuge", afirmou Faccin ao jornal Messaggero Veneto, de Udine.
Na avaliação do padre, com o casamento dos filhos, os pais precisam encontrar seu próprio equilíbrio como casal.
Segundo Faccin, após muitos anos dedicando-se à prole, a relação do casal enfraquece e os pais acabam se debruçando novamente sobre os filhos, mesmo quando eles já se casaram e geraram suas próprias crianças.
"(Os sogros) Deveriam aprender a ser avós e a deixar de se intrometer nas escolhas educativas dos filhos", afirma o sacerdote.

Assimina Vlahou


Princesa japonesa Aiko, de 8 anos, é vítima de 'bullying' em escola de Tóquio


RIO - A princesa japonesa Aiko, de 8 anos, deixou de ir à escola na última terça-feira, de acordo com informações publicadas pela Palácio Imperial. O motivo: a menina, filha única do príncipe herdeiro Naruhito e da princesa Masako, tem sido vítima de "bullying" (intimidação).
A medida foi tomada depois que Aiko reclamou estar sendo perseguida por colegas na tradicional escola primária Gakushuin, em Tóquio. Um grupo de meninos da escola teria intimidado vários colegas, entre eles a princesa.
Por causa do problema, Aiko estava se queixando de dor de estômago e ansiedade. O Palácio Imperial decidiu intervir, exigindo que os diretores do colégio particular resolvam rapidamente o problema.

De acordo com a lei de sucessão real japonesa, só um homem pode ser coroado imperador, o que faz com que Aiko não seja herdeira do trono. O próximo na linha de sucessão é o príncipe Hisahito, de 3 anos. Há fortes pressões internas para que a lei seja revista.

Como saber se seu filho é vítima de bullying - e como ajudá-lo

Agências internacionais


O Globo

sexta-feira, 5 de março de 2010

Relatório diz que 198 homossexuais foram mortos em atos homofóbicos no país em 2009


Um relatório divulgado na noite de quinta-feira (4) pelo GGB (Grupo Gay da Bahia) informa que 198 homossexuais foram mortos no Brasil no ano passado por homofobia, nove a mais do que em 2008. De acordo com a entidade baiana, que há três décadas coleta informações sobre homofobia no país, Bahia e Paraná foram os Estados que registraram o maior índice de homicídios contra homossexuais (25 cada um).
Segundo o antropólogo Luiz Mott, um dos fundadores do GGB, dentre os homossexuais assassinados no ano passado, 117 eram gays, 72, travestis, e nove, lésbicas. “Mesmo com todos os programas lançados pelo governo federal, o Brasil é o país com o maior número de homicídios contra lésbicas, gays, bissexuais e travestis”, disse Mott, professor aposentado da UFBA (Universidade Federal da Bahia).
“A cada dois dias um homossexual é assassinado no Brasil e precisamos dar um basta nesta situação”, afirmou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Segundo o grupo baiano, o levantamento que contabilizou o número de gays mortos foi feito em delegacias, publicações em jornais e revistas, Internet e por outras entidades que lutam pelos direitos dos homossexuais. “Isto demonstra que o número deve ser ainda maior, porque muitas famílias têm vergonha de revelar que possuem parentes homossexuais”, acrescentou Luiz Mott.
O número de gays assassinados no Brasil tem aumentado nos últimos anos. Em 2007 foram 122. “Depois do Brasil, o México (35) e os Estados Unidos (25) foram os países mais homofóbicos em 2009”, disse Marcelo Cerqueira. Os dados do GGB revelam, ainda, que entre 1980 e o ano passado foram mortos 3.196 gays no Brasil. Entre as vítimas estão padres, pais-de-santo, professores, profissionais liberais, profissionais do sexo e cabeleireiros. Do total das vítimas, 34% foram mortas com armas de fogo, 29% (arma branca), 13% (espancamento) e 11% (asfixia). Os demais 13% foram mortos por outras modalidades.
Segundo o professor de filosofia Ricardo Liper, da UFBA, “mesmo em crimes envolvendo drogas e outros ilícitos, a condição homossexual da vítima sempre está presente, fruto da homofobia cultural e institucional que impregna a mente dos assassinos”. “Se a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República não implementar as deliberações do Programa Brasil Sem Homofobia, vamos denunciar o governo brasileiro junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), e à Organização das Nações Unidas (ONU), pelo crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais”, disse Luiz Mott.

Uol Notícias

Creche fecha e esquece menino de 3 anos trancado em sala em Vinhedo, SP


SÃO PAULO - Uma criança foi esquecida na tarde desta quarta-feira dentro de sala de aula por profissionais da creche Marquês de Rabicó, em Vinhedo, a 79 km da capital paulista. O menino de 3 anos de idade ficou preso sozinho por cerca de 40 minutos dentro da creche. A mãe do menino, Liliane dos Santos, diz que foi buscar o filho e recebeu informação de que todas as crianças já tinham sido levadas embora. Assustada, ela foi à casa de parentes em busca do menino. Sem sucesso, voltou à creche. Foi quando percebeu que o filho ainda estava no prédio.
- Na hora que eu cheguei no portão eu escutei o choro dele - contou a auxiliar de produção.
A Secretaria de Educação de Vinhedo afastou do trabalho as monitoras da creche. Segundo o secretário de Educação, Jaime Cruz, todas as salas da creche devem ser vistoriadas após o período de aulas.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal, a mãe da criança chegou ao local cinco minutos após fechamento dos portões. Ao ouvir os gritos do filho, ela pulou o portão e chegou a quebrar um dos vidros da creche para socorrê-lo. Um vizinho também notou algo estranho e acionou a Guarda Municipal. Pouco depois, a supervisora da escola abriu a sala e retirou a criança de lá.
- Depois que ele viu que eu estava lá ele ficou mais calmo. Fiz um boletim de ocorrência para isso não acontecer com outras crianças. O desespero que eu passei não quero que ninguém passe - desabafou a mãe do menino.
A prefeitura de Vinhedo abriu uma sindicância para investigar o que aconteceu. Os funcionários da creche começarão a ser ouvidos ainda nesta quinta-feira.

Globo

Estudo aponta alto índice de exposição ao chumbo em crianças de bairro carioca


Pesquisadores do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) avaliaram potenciais fatores de risco de exposição ao chumbo em crianças e adolescentes moradores de uma comunidade economicamente desfavorecida no Rio de Janeiro. Os resultados, publicados na revista Ciência & Saúde Coletiva da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), apontaram que os fatores de risco neurológico e cancerígeno foram, respectivamente, 549 e 554 vezes superiores à dose de referência para exposição através das vias oral e respiratória.
Como agravante, em geral, as crianças têm o hábito de levar objetos e as mãos à boca, aumentando a ingestão de particulados e poeiras contendo chumbo
“As consequências da exposição ao chumbo a baixas concentrações estão associadas a múltiplas fontes, principalmente emissões industriais. Este metal encontra-se principalmente no ar, poeira doméstica, lixo das ruas, solo, água e alimentos”, afirmam os pesquisadores no artigo. Para o estudo, os pesquisadores avaliaram 64 crianças, com até 16 anos, moradoras de Manguinhos, onde existe alto índice de poluição atmosférica devido à proximidade de vias de trânsito rápido, linha férrea, refinaria e outros setores laborais, como oficinas mecânicas, de lanternagem, pintura, serralherias, soldagens e depósitos de sucatas, além da ausência de área verde.
No artigo, eles explicam que as crianças são mais vulneráveis à exposição ao chumbo do que os adultos, por possuírem processos cinéticos e metabolismos diferenciados. “Os adultos absorvem de 5% a 15% da ingestão de chumbo e usualmente retêm menos do que 5% do que foi absorvido. Crianças apresentam uma absorção maior, sendo descritas faixas de 40% a 50% e 32% de retenção com dietas regulares”, elucidam os pesquisadores. “Como agravante, em geral, as crianças têm o hábito de levar objetos e as mãos à boca, aumentando a ingestão de particulados e poeiras contendo chumbo”. Além disso, a maior parte dos responsáveis pelas crianças consultados (68%) relataram trabalhar ou ter trabalhado em alguma atividade relacionada ao chumbo, o que pode acarretar no aumento dos índices de ingestão infantis, já que podem ter carregado partículas de chumbo para o ambiente doméstico.
Os resultados também indicaram que 5% das crianças avaliadas apresentaram valores de exposição ao chumbo acima de 10mg/dl (média de 11,4mg/dl), valor limite recomendado como indicativo da necessidade de intervenção clínica, e não como um limite de referência para exposição. Os pesquisadores ainda acrescentaram que 40% das crianças verificadas apresentaram valores de chumbo acima do ponto de corte da pesquisa, 6mg/dl.
“Como ponto fundamental, o estudo constitui uma etapa imprescindível para a implantação de um programa preventivo de saúde pública, visando à redução da exposição infantil ao chumbo. A informação dos malefícios do chumbo para a saúde humana, preferencialmente a infantil, assim como orientações sobre medidas de prevenção de tais exposições, devem ser incluídas neste programa, que deve ser abordado em conjunto com ações do Programa da Saúde da Família”, destacam os pesquisadores. “Os resultados do estudo permitirão que as informações obtidas possibilitem conhecer melhor a nossa realidade e, deste modo, subsidiar os órgãos de saúde pública e meio ambiente nas ações de controle e vigilância ambiental integrada realizada de maneira intersetorial, levando ao efetivo controle das fontes de contaminação”.


Renata Moehlecke
Agência Fio Cruz de Notícias

Bispo denuncia pedofilia em coro já dirigido por irmão do papa


Carta escrita aos pais das supostas vítimas foi divulgada em site na Alemanha; Georg Ratzinger rebateu denúncia
Igreja católica da Alemanha se vê diante de mais um caso de abuso sexual dentro da instituição
CIDADE DO VATICANO - O bispo de Regensburg, Gerhard Ludwig Muller, admitiu a existência de casos de pedofilia no coro de rapazes da catedral alemã na época em que este era dirigido pelo irmão do papa Bento XVI, Georg Ratzinger.
De acordo com informações da agência alemã DPA, a denúncia foi negada pelo familiar do Pontífice em entrevista a uma rádio. "Não quero dizer nada sobre este" tema, refutou Ratzinger. "Não conheço nenhum caso de abusos sexuais", acrescentou ele. "Perguntem à diocese", declarou ainda.
O anúncio de Muller foi feito em uma carta escrita aos pais das vítimas de abuso sexual e publicada no site do bispado. Na missiva, o religioso declara "ter tido conhecimento de um caso de abuso sexual (...) nos anos 50". "O diretor do internato na época, até onde se sabe, foi condenado. Posteriormente, morreu", lê-se na mensagem.
Já o porta-voz do bispo, Clemens Neck, declarou a agências internacionais "ter informações sobre supostos abusos cometidos entre 1958 e 1973", sobre os quais "queremos que se conduza uma investigação transparente".
Georg Ratzinger tem 86 anos e esteve na direção do coro de Regensburg, que é o mais antigo coral de Igreja do mundo, entre 1964 e 1994.
Dois religiosos, ambos mortos em 1984, já foram condenados anteriormente por crimes de pedofilia ocorridos na diocese alemã. Um deles é um ex-professor de religião e vice-diretor da escola frequentada pelos coristas, removido em 1958 do cargo. O outro foi por alguns meses diretor do colégio anexo ao coro, antes de ser condenado em 1971.
"Pedimos a todos aqueles que souberam de abusos sexuais sobre menores cometidos por sacerdotes ou sobre outros dependentes mulheres e homens das instituições religiosas, ou àqueles que sejam possivelmente vítimas, para se dirigir a um membro da direção ou à responsável diocesana", afirma a carta de Muller. "Mesmo se os casos sobre os quais tomamos conhecimento se referem a tantas décadas atrás, estamos profundamente consternados por tais assédios, no momento em que somos sabedores que as crianças são o bem mais precioso de todos os pais", continua o texto.
A sala de imprensa do Vaticano informou nesta sexta-feira que a Santa Sé "não intervém" sobre o caso dos supostos abusos sexuais cometidos no coro de Regensberg.
Ao saber das denúncias, os atuais gestores do coro de Regensberg se disseram consternados. "A direção do coro seguiu com grande atenção as notícias sobre casos de abuso sexual em instituições religiosas", afirma uma nota. "Soubemos que também um ex-aluno do coro (no início dos anos 60) admitiu à imprensa o abuso sexual", continua o texto. "Como previsto pela Conferência Episcopal Alemã, a admissão do ex-aluno foi transmitida à psicóloga Birgit Böehm, responsável diocesana pelos casos de abuso", informa.

Estadão.com.br

"Com base nos conhecimentos que se tem até o momento, não está ainda claro se os abusos aconteceram na nossa instituição ou na escola elementar de Etterzhausen", rebate a diretoria. "Até agora não dispomos de ulteriores elementos concretos sobre casos suspeitos de abuso sexual dentro do coro de Regensberg", declara.

Registros de ameaças domésticas sobem 40%


O número de registros de agressão contra mulheres na Região Metropolitana de Belém aumentou 20% no comparativo de 2008 e 2009. No total, cerca de 7.679 ocorrências foram registradas no ano passado, enquanto que em 2008, a estatística chegou a 6.354. A diretora da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Alessandra Jorge, atribui o crescimento ao encorajamento das mulheres em tomar uma atitude. “A mulher está procurando mais, porque acredita que vai gerar resultado. Além das campanhas de conscientização, que se fortaleceram, o boca-a-boca vem disseminando a informação de que as denúncias geram resultado”.
Entre os tipos de crime que apresentaram aumento considerável, estão ameaça doméstica - com 2.120 registros ano passado contra 1.504 em 2008, um aumento de aproximadamente 40% - e perturbação da tranquilidade - com 1.318 em 2009, enquanto que em 2008 foram registrados 1.092, crescimento de 20%. Do total de processos, 963 viraram inquérito policial, porém, a delegada afirma que não há informação de quantos dos inquéritos repassados à Justiça foram à julgamento. Mas segundo o levantamento do Departamento de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese/PA) dos casos que chegaram à Divisão, 171 prisões foram efetuadas em 2009.
Entre os meses com maior número de prisões, estão aqueles com caráter festivo. Em fevereiro de 2009, por exemplo, época de carnaval, foram realizadas 21 prisões. “O consumo de bebida alcoólica gera muitos problemas e brigas que acabam resultando em agressões, por isso se verifica o aumento”, explica a delegada.
Desde o surgimento da Lei Maria da Penha, em 22 de setembro de 2006, foram efetuadas 477 prisões, sendo que a cada ano esse número apresenta crescimento. “Muitas vezes a mulher chega na Deam sem saber exatamente o que ela quer, principalmente por estar com a autoestima baixa. Então, às vezes faziam a denúncia e depois retiravam, mas agora, com uma mudança na Lei, isso não pode mais acontecer”.
Segundo Alessandra, algumas mulheres chegam na Deam querendo apenas as medidas protetivas e, quando conseguem, deixam o processo de lado, resultando em um inquérito sem conclusão. “É preciso que a mulher vá até o final, indicando testemunhas e colaborando com as investigações da polícia”, aconselha.
Em 2009, foram solicitadas à Justiça 1.521 medidas protetivas. Entre os tipos de medidas, estão o afastamento compulsório do lar, proibição de aproximação e de comunicação com a vítima, além da restrição do direito de visita aos filhos. De acordo com a pesquisa do Dieese, a maioria das mulheres agredidas tem idade entre 35 e 60 anos e possui dependência financeira dos parceiros. Já no ranking dos agressores, estão os maridos e ex-companheiros conjugais das mulheres.
Embora os números venham crescendo, a delegada afirma que é necessário algumas adequações para que as mulheres busquem cada vez mais ajuda da polícia. “Primeiro precisamos acabar com a questão das celas serem na delegacia especializada, porque quando a mulher chega acaba encontrando o agressor que está lá detido. A acolhida precisa ter mais privacidade”. A expectativa de Alessandra é que até o final deste ano outras nove delegacias sejam entregues em todo o estado, já construídas de acordo com as normas de padronização.

De vítima à senhora de si mesma

A presidente do Grupo de Mulheres Brasileiras, Domingas Martins, conta que conviveu nove anos com a situação de agressão, por acreditar que não teria condições de sustentar os três filhos sozinha. Mas em uma das reflexões sobre a vida, tomou a decisão de se separar do marido. “Na época não tinha lei que nos amparasse, eu ainda cheguei a ir a uma delegacia, fiz denúncia, mas como meu marido tinha sido policial, não deram tanta importância e ficou por isso mesmo. Só que eu tive forças e continuei lutando para sair daquela realidade em que vivia”.
Hoje, Domingas luta a favor das mulheres, mas afirma, pela experiência, que a violência ainda é muito presente nas famílias de todas as classes sociais. “Apesar das mulheres terem começado a reagir contra a violência, não só no trabalho, mas em todos os aspectos, ainda tem muitas que sofrem violência doméstica e social caladas”.
Na opinião de Domingas, mulheres de baixa renda têm mais coragem de denunciar os agressores do que as de classe média, por terem medo de perder o status social. Para ela, não basta denunciar o homem ou apenas prendê-lo. É necessário todo um acompanhamento psicológico e social.
Segundo a coordenadora de Promoção dos Direitos da Mulher da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Márcia Jorge, este acompanhamento social é oferecido através de uma rede de atendimento à mulher. Atualmente o Pará conta com quatro Centros de Referência Especializados, quatro varas especializadas, e núcleo de atendimento à mulher. “A mulher chega nestes locais, além da violência, com a autoestima abalada”. No entanto, Márcia reconhece que os trâmites para o atendimento e finalização de um processo de violência ainda são lentos e a estrutura do Estado para atender a demanda ainda é pequena. “O Pará tem 143 municípios, então sabemos que o que temos não é suficiente. Mas até junho deste ano estaremos inaugurando centros Maria do Pará em seis municípios, sendo que o Estado conta atualmente com cinco centros”, informa.

Diário do Pará

Pessoas com taxa de glicemia entre o limite normal e o do diabetes melito ignoram os cuidados necessários para evitar a doença


O rotineiro exame de sangue vem com uma alteração. A taxa de glicemia não está tão alta quanto a de um diabético, mas também ultrapassou o limite da normalidade. Pelo menos 7,8% da população brasileira entre 30 e 69 anos encontra-se nesse estágio, um verdadeiro limbo entre o organismo saudável e o diabetes melito, problema que requer acompanhamento médico para não evoluir. Porém, a falta de sintomas e a displicência dos pacientes faz com que eles ignorem a anomalia e sigam adiante, comendo doces, carboidratos e se candidatando fortemente a entrar para o grupo das pessoas que têm resistência à ação da insulina.
Um estudo que será publicado no mês que vem pelo periódico norte-americano American Journal of Preventive Medicine mostra que o problema não é apenas dos brasileiros. Depois de investigar dados de 1.402 adultos pré-diabéticos que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição do país, um grupo de médicos ligados a vários órgãos estatais, incluindo o Instituto Nacional de Diabetes dos EUA, descobriu que essas pessoas não tomam precauções adequadas visando evitar a evolução para a doença.
De acordo com os pesquisadores, 29,6% dos americanos com mais de 20 anos são pré-diabéticos, mas apenas 7,3% sabiam disso, e menos da metade dos adultos nessa condição mediram o nível de açúcar no sangue nos últimos três anos. Além disso, apenas 50% dos pré-diabéticos tentaram fazer regime ou exercícios físicos nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que mostra o descuido com a própria saúde. O estudo também identificou que os pré-diabéticos tinham mais fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo excesso de peso e pressão alta.
No Brasil, a quantidade de pessoas no estágio intermediário entre a normalidade e a doença pode ser maior que os 7,8% identificados pelo Censo Nacional de Diabetes. O estudo, promovido pelo Ministério da Saúde, foi realizado há 22 anos e, desde então, apenas iniciativas locais mediram o tamanho do problema. Sem uma ideia de prevalência recente e com falta de informação, os brasileiros correm riscos de se tornarem diabéticos e serem vítimas de complicações, como infecções recorrentes, cegueira, doenças cardíacas e mesmo morte, caso não tratadas.

Estágio inicial

O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Departamento de Diabetes Melito da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Saulo Cavalcanti, nem sequer gosta do termo “pré-diabetes”. “Quando se fala ‘pré’, significa que uma coisa não existe ainda. Precisaríamos de um termo mais chamativo”, diz. Em janeiro, ele publicou um artigo em um periódico internacional defendendo que a condição já deve ser considerada uma doença em estágio inicial, pois o nível anormal de glicose pode provocar lesões arteriais e aumentar as taxas lipídicas, independentemente de o paciente já ser ou não portador de diabetes melito.
O exame de sangue é o primeiro passo para a identificação do problema. Quando a pessoa faz o teste em jejum de oito horas, o nível de glicemia não pode ser maior que 99. Acima de 125, significa que tem diabetes melito. “E aí fica essa turminha da coluna do meio, que é chamada de pré-diabética. Por ano, 10% dos pré-diabéticos desenvolvem diabetes melito. No total, 70% terão a doença. Então, não se pode dizer que eles não têm nada”, defende Saulo Cavalcanti.
É consenso entre os médicos brasileiros que os pacientes precisam mudar os hábitos, ajustando o peso e saindo do sedentarismo. Nos EUA, porém, isso não basta. Lá, a Associação de Diabetes apregoa, desde 2008, a prescrição de medicamentos para evitar a evolução da doença. “Eu receito remédio para meus pacientes. É preciso tratar o mais cedo possível. O diabetes é uma doença grave e crônica. Geralmente, quando chega ao consultório, o paciente já está cheio de complicações”, lembra o presidente da SBD.
Cavalcanti diz que o diabetes é uma “doença covarde”, que chega sem apresentar sintomas. Como também não provoca dor, o indivíduo só desconfia que alguma coisa está errada quando o exame de sangue indica uma taxa anormal de glicose. Mesmo assim, por não sentir incômodos, a pessoa acha que não tem motivos para se preocupar. “Estamos mexendo com uma doença que pode demorar 20, 25, 30 anos para se manifestar”, diz o médico.
Filha de uma portadora de diabetes, Terezinha de Jesus de Almeida Stracquadanio, 58 anos, sempre esteve no limiar da pré-diabetes. Há poucos dias, ela fez um novo exame de sangue e constatou que a taxa pulou de 100 para 117. “Antes, eu me preocupava pouco. Mas, na minha idade, não posso mais brincar. Uma luzinha vermelha acendeu”, diz.
Terezinha está com a consulta médica agendada. Como a mãe tinha a doença, ela já sabe como é o controle das taxas e, por conta própria, mede com um aparelho o nível de glicemia diariamente. “Já me considero diabética”, diz. Antes do resultado do exame, a aposentada, que tem formação em biomedicina, já se exercitava: faz natação e corre. Porém, admite que andou exagerando nos doces e, de vez em quando, tomava uma cervejinha. Itens que, agora, estão cortados do cardápio. Ela espera perder 5kg, mas diz que está tranquila mesmo diante da possibilidade de ter a doença. “É o estágio natural das coisas”, afirma.
Os pré-diabéticos devem evitar doces, carboidratos simples, batata e pão francês, e dar preferência aos alimentos integrais. Eles têm fibras, que diminuem a absorção de açúcar no organismo, ao mesmo tempo que saciam. Com isso, sente-se menos fome. A fibra também acelera o metabolismo do intestino. Sucos de laranja, melancia e abacaxi, por conterem muito açúcar, devem ser evitados. Melhor substituir por maracujá e limão. Quanto às bebidas alcoólicas, a recomendação é um máximo de um copo de cerveja ou uma taça de vinho por dia para mulheres, e uma lata de cerveja ou duas taças de vinho para os homens. E é preciso se exercitar para queimar os triglicérides. Quando a pessoa come muito açúcar, os depósitos de gordura do organismo ficam cheios, e os triglicérides vão parar no sangue. Depois de 40 minutos de atividade física, o músculo começa a gastar triglicérides para funcionar, daí a importância de não ser sedentário.

Curva glicêmica

Um dos exames que os pré-diabéticos precisam fazer é o da curva glicêmica, indicado para pessoas que estão com os níveis acima do normal ou que possuam fatores de risco (veja quadro). O médico Ivan Ferraz, membro do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explica que o teste pode confirmar ou descartar a condição de pré-diabetes e ainda diagnosticar o diabetes melito, mesmo que o primeiro exame de sangue comum não tenha indicado anomalias.
A curva é feita em laboratório, com o paciente em jejum há oito horas. Depois da primeira amostra colhida, ele toma uma solução de água com açúcar e fica em repouso por 120 minutos. Passado esse tempo, o exame é refeito. Se o resultado for maior ou igual a 200, a pessoa está com diabetes melito. A condição de pré-diabetes é caracterizada pela taxa de 140 a 199. Já se der menos de 139, o paciente pode ficar tranquilo, pois não está sequer no estágio que pode desencadear a doença.
Ivan Ferraz explica que a curva pode ser negativa para pessoas cujo exame anterior acusou pré-diabetes porque, às vezes, embora o nível de glicemia ultrapasse os valores de referência, pode estar dentro de uma margem de confiança. “O médico também vai analisar outros fatores, como obesidade e casos na família”, diz.
Assim como o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, ele é favorável ao uso de medicamentos por pessoas pré-diabéticas. “Uma pesquisa canadense com mais de mil pré-diabéticos mostrou que, comparando com os que não tomaram remédio, os pacientes que tiveram intervenção terapêutica evoluíram menos para o diabetes. Embora não haja consenso, eu já recomendo medicamento para os pacientes. Acho que, em pouco tempo, o tratamento vai ser incorporado no Brasil”, diz.
Segundo ele, falar em cura é complicado, tendo em vista que o pré-diabetes não é considerado uma doença. Porém, é possível reverter o quadro. “Se você pega um paciente de 140kg com glicose 108, que faz a curva glicêmica e dá 160, ele não é diabético, mas também não é normal, tem intolerância glicídica. Mas, se perder 40kg, as taxas podem voltar ao normal. Então, podemos, sim, dizer que ele vai ficar curado”, afirma. (PO)

Leia uma publicação da Sociedade Brasileira de Diabetes

Paloma Oliveto
Correio Braziliense

Mãe é acusada de matar bebê de 1 ano por desnutrição em Goiânia


GOIÂNIA - Uma criança de um ano e oito meses foi encontrada morta, na quarta-feira, no Setor Negrão de Lima, em Goiânia. A principal suspeita de cometer o crime é a própria mãe, que está presa. Inicialmente, a informação que chegou à polícia era de que a morte teria ocorrido por asfixia, devido à ingestão de algum alimento. Mas, ao chegar ao local, a polícia constatou que o corpo da criança estava desnutrido e apresentava sinais de maus-tratos, segundo a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Adriana Accorsi. Ela garante que trata-se de um homicídio.
A mãe, segundo a polícia, confessou que ficou cerca de 20 horas não fornecia alimentação e água ao filho. A alegação é de que, ao ver o bebê dormindo, ela preferiu não acordá-lo. A mãe vive com um rapaz, mas - de acordo com a polícia - não há indícios de que ele tenha participação no crime.
A mãe da criança deve responder por homicídio doloso qualificado, devido à crueldade do crime. A pena prevista é de até 30 anos de prisão.

Globo

CPI requer ao Google 1.200 perfis suspeitos de pedofilia


SÃO PAULO - Dois anos após o início das discussões e a criação de bloqueios no site de relacionamentos Orkut, ainda existe nessa área da internet material de pedofilia. Por causa disso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado determinou ontem ao provedor Google a transferência do sigilo telemático de cerca de 1.200 dados e fotos do site YouTube, postados em páginas do Orkut.
O Google terá cinco dias, a contar do recebimento da comunicação, para repassar todos os dados. O objetivo é identificar o IP - número de identificação - do computador de onde partiu a postagem dos vídeos e fotografias contendo abusos sexuais a crianças e adolescentes.
A lista de material suspeito foi elaborada pelo Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos da Procuradoria da República do Estado de São Paulo. O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), explicou que, de posse desses números, será possível requerer a quebra de sigilo telefônico ao qual o computador está conectado e saber quem são os autores das postagens.
Quando foi acertado com representantes do Google um termo de conduta, há 14 meses, a empresa requereu prazo de um ano para criar as ferramentas necessárias para deter o acesso a materiais de pornografia infantil. Hoje ainda são encontrados esses vídeos. "Pode ser que essas ferramentas não sejam suficientes", ressalvou o senador.
Por isso, na terça-feira, a CPI deve convidar representantes da empresa para explicar as ferramentas de proteção em funcionamento e os motivos pelos quais ainda estão ativos materiais pornográficos em sites como o YouTube. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Aluno tem dedo amputado após atentado a bomba em escola


Bruno Gonçalves de Mendonça, 13, aluno da 8ª série da escola “Professora Oracina Corrêa de Moraes Rodine”, na zona oeste, teve dedo amputado após bomba atirada por pessoa desconhecida explodir em sua mão. Fato ocorreu na manhã de ontem, quatro dias após o primeiro artefato ser detonado por estudante da mesma escola, deixando dois ferido.
De acordo com Bruno, a bomba foi lançada por volta das 9h30 – durante o intervalo - do banheiro em direção ao pátio e enroscou no bolso de sua calça. Ao tentar se livrar da bomba, o artefato explodiu, causando os ferimentos.
“Ouvi quando gritaram ‘olha a bomba’ e logo meus amigos estavam apontando para a minha perna. Quando olhei, vi que ela estava enroscada e, ao bater nela, com a intenção de jogá-la longe de mim, ela explodiu. Logo depois, olhei para o chão e vi sangue caindo. Em seguida, olhei para a minha mão e vi que meu dedo estava pendurado”, relata Bruno.
Ele foi rapidamente socorrido por viatura do SAMU e levado ao Hospital Materno-Infantil e, além de sofrer ferimentos na perna esquerda, teve parte do dedo anelar esquerdo amputado.
Logo após a explosão, a diretora da escola anunciou que realizaria uma coletiva de imprensa, o que acabou não acontecendo. A Secretaria Estadual de Educação afirmou que os casos estão em fase de apuração e que a escola mantém projeto social sobre ética e cidadania há um ano.

Pai da vítima revoltado: “virou campo de guerra"


“A escola parece estar virando um campo de guerra, com bombas explodindo e nada sendo feito”. Com essas palavras, o porteiro Antônio Carlos de Mendonça, 31, pai de Bruno Gonçalves de Mendonça, 13, descreveu a sua revolta e preocupação com o segundo atentado nas dependências da escola estadual ‘Professora Oracina Corrêa de Moraes Rodine’.
Para Antônio, que adiantou que acionará a Justiça, após o primeiro caso, a direção da escola deveria ter aumentado a segurança durante o período entre-aulas dos estudantes.
“Eles deveriam ter colocado algum tipo de monitor para vigiar os alunos. Chega dar a impressão que meu filho está mais seguro fora da escola. Ele sai de casa para estudar e volta mutilado. Está certo isso?!”, questionou o pai.
Assustada com a reincidência, a dona de casa Edna Gimenez não sabe se mantém os filhos, de 13 e 15 anos, na escola. “Estou em pânico. Meu filho chegou em casa chorando. Nunca vi algo assim e estou preocupada. Não sei se permitirei que eles voltem para cá”.

Secretário divulga canal para denúncias

Assim como no caso de terça-feira, o atentado da manhã de ontem na Escola Estadual “Professora Oracina Corrêa de Moraes Rodine”, Jardim Bandeirantes, na zona oeste da cidade, ainda não tem a autoria esclarecida, porém a Secretaria Estadual de Educação acompanha de perto a apuração.
Em entrevista exclusiva ao jornalista José Ursílio no programa Voz da Coragem, o secretário estadual, Paulo Renato, revelou que esse tipo de violência escolar já foi muito comum nas escolas do Estado, por isso foi criado um canal eletrônico direto – www.fde.sp.gov.br – entre a secretaria e quem deseja denunciar violência e abusos nas escolas.
“Em pouco tempo, já notamos a redução dos casos, além de termos mais controle e monitorarmos mais de perto cada ocorrência”, afirmou Paulo, ainda sem ser informado do segundo atentado, em entrevista concedida ao jornalista José Ursílio no programa Voz da Coragem, que foi ao ar na manhã de ontem, na rádio Dirceu.

Jornal Diário de Marília