segunda-feira, 7 de março de 2011

Envenenamento por chumbo mata mais 400 crianças na Nigéria

Trabalhadores de saúde ajudam a limpar aldeia contaminada por chumbo em Gusau, na Nigéria
Mortes foram provocadas pelo garimpo ilegal de ouro, contaminando ar, água e solo
O envenenamento por chumbo provocado pelo garimpo ilegal de ouro matou mais 400 crianças no norte da Nigéria desde novembro de 2010, disseram autoridades na segunda-feira (7).
Os novos dados sugerem que o número de vítimas fatais por causa desse problema no Estado de Zamfara (norte) está crescendo. A ONU (Organização das Nações Unidas) alertou que a contaminação por chumbo na região já havia matado pelo menos 400 crianças de março e outubro do ano passado.
A atração do garimpo é tamanha que agricultores empobrecidos costumam escavar a rocha com as próprias mãos, mas o minério retirado em torno das suas aldeias contém elevadas concentrações de chumbo, contaminando o ar, o solo e a água.
O excesso de chumbo causa danos irreparáveis para os sistemas nervoso e reprodutivo e para os rins. É especialmente nocivo em crianças pequenas e mulheres grávidas e lactantes, que passam o metal para os fetos ou para seus bebês.
Segundo Muhammad Sani-Sidi, diretor-geral da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências, explica que o organismo dos mais novos tende a absorver mais rapidamente o chumbo.
- O organismo imaturo das crianças expostas a solos e ferramentas contaminados tende a absorver rapidamente o chumbo associado, e nesse processo as envenenam, levando a convulsões, paralisia e até morte.
Um relatório da ONU feito neste ano revela que os níveis de mercúrio no ar estavam quase 500 vezes acima do limite aceitável em algumas aldeias de Zamfara.
O relatório disse que muitas crianças menores de cinco anos e vários adultos apresentaram exames com "níveis extremamente altos de chumbo no sangue", e que pelo menos uma amostra de água potável tinha uma presença de chumbo cerca de dez vezes superior ao limite recomendado pela ONU.

Copyright Thomson Reuters 2011

Dados telefônicos de envolvidos no caso Lavínia estão com a polícia


A Polícia Civil começa a analisar, hoje, os dados telefônicos da assassina confessa da menina Lavínia Azeredo, Luciene Reis Santana, e de familiares da garota. Entre eles estão o pai, Rony dos Santos Oliveira, e a mãe, Andreia Azeredo.
A quebra de sigilo telefônico foi autorizada pela Justiça, na terça-feira passada, um dia após o desaparecimento da menina. Ontem, as informações foram repassadas à polícia pelas operadoras de telefonia.
A partir da análise das “contas reversas”, os agentes vão descobrir com que números cada um dos investigados teve contato antes de Lavínia desaparecer. Os dados podem apontar, portanto, quem ajudou Luciene a levar a menina de dentro de casa, na madrugada da última segunda-feira.
— Em tese, todos os que estavam na casa devem ser investigados — afirmou o delegado Luciano Zahar, da 60 DP (Campos Elíseos).
Descobrir o cúmplice de Luciene é o que falta para a polícia encerrar o caso e enviar o inquérito para o Ministério Público. Os familiares de Lavínia foram chamados para prestar depoimento novamente na próxima segunda-feira, dia 14. Após a morte de Lavínia, 18 comunidades foram criadas no Orkut em homenagem à menina.


Conhecendo a Fé Bahái


A Fé Bahá'i é uma religião mundial.Seu propósito é unir..todos os povos da terra em uma Causa universal e uma Fé comum.

Bahá'u'lláh, significa "A GLÓRIA DE DEUS", seus seguidores são chamados de Bahá'is, Nós acreditamos que que Ele é o Prometido de todas as épocas.
Bahá'u'lláh trouxe os ensinamentos de Deus e a guia para cumprir a promessa de um futuro, quando a paz e a harmonia serão estabelecidas na Terra e a hummanidade viverá em prosperidade.

Nos Seus Escritos, Bahá'u'lláh diz :
"Aquilo que o Deus tem ordenado como um remédio soberano e um instrumento poderoso de cura de todo o mundo, é a união de todos os povos em uma Causa universal, uma Fé comum"

Nota: quem desejar maiores informações acessar :
http://www.bahai.org.br/

Literatura on-line:
http://www.editorabahaibrasil.com.br/

Postagem especial ao Grupo" Busca eterna de Deus "e também para todos.

" Bem-aventurado o adormecido que se despertou com Minha Brisa"

Blogs com contéudos bahai's:
http://portalnovojardim.blogspot.com/
Blog-Portal Novo Jardim
http://wwwblogdasboasnovas.blogspot.com/

Blog-Ternura de Deus
http://mulher-igualdade-bahai.blogspot.com/

Blog:Mulher-potencialidade revelada-visão bahai

Em Portugal: Blog-Povo de Bahá

Informação enviada por e-mail de Sonia Maria

Homem é flagrado em motel junto com cinco adolescentes em Brasília


BRASÍLIA - O vendedor de carros Genivaldo Pacheco da Silva, de 30 anos, foi preso ao tentar sair de um motel, em Taguatinga Sul, no Distrito Federal, com cinco adolescentes dentro do carro. Um garoto, de 15 anos, e quatro meninas de 12 a 16 anos, todos da mesma família. Ele foi preso em flagrante por policiais militares.
- Ele alegou que não estava fazendo nada, que só foi para o motel porque bebeu durante toda a noite toda e estava precisando descansar - diz o sargento da PM Jorge Costa.
O caso foi registrado na delegacia de Taguatinga Sul. As meninas e o garoto foram ouvidos. Segundo a polícia civil da cidade, os exames do Instituto Médico Legal (IML) não comprovaram que Pacheco tenha mantido relações sexuais com os menores.
Contudo ele foi autuado por fornecer bebidas alcoolicas aos menores. Pacheco pagou fiança de R$ 900 e foi liberado.
Uma funcionária do motel, que também prestou depoimento e contou a polícia que o vendedor, de 30 anos, entrou no motel acompanhado dos adolescentes por volta das 5h.
O primeiro sinal que chamou a atenção foi o fato de ele ter entrado com uma moça no banco do carona e um garoto escondido no banco de trás do carro. Depois, os gritos dentro do quarto. Quando tentou sair, ele foi flagrado colocando outras três meninas no porta-malas do veículo.
Dentro do carro de Genivaldo, foram encontradas oito garrafas de cerveja. Uma das meninas, de 13 anos, teve que ser levada para o hospital porque estava embriagada. Por ter oferecido bebida aos menores, ele pode pegar de dois a quatro anos de prisão.


Zibia Gasparetto: Esqueça o mal, só o bem é real


Rio - Quinta-feira, no meu programa na Rádio Mundial, uma ouvinte perguntou: ‘É verdade que o Carnaval é coisa do diabo?’ É incrível que nos dias de hoje ainda há quem acredite que o mundo se divide entre o bem e o mal. A velha figura do diabo com seu aspecto assustador, nos empurrando para a maldade, continua no imaginário popular a assombrar pessoas e a justificar as atitudes humanas.
Culpar o diabo divide a responsabilidade, alivia nossa sensação de culpa sempre que escorregamos em alguma maldade. Imaginar que estamos sendo vitimados por um ser cujo poder é irresistível nos coloca na cômoda posição de vítima e atrai a simpatia dos outros.
Quem acredita no poder do mal está dando ao diabo um poder igual ao de Deus. Essa crença foi implantada em nossa cultura pelas religiões, para manipular o povo. É hora de sair dessa ilusão e olhar as coisas como são. Ao nos criar ignorando as leis da vida, mas tendo o livre arbítrio, Deus nos deu a dignidade de conquistar a sabedoria através do merecimento. É o que estamos fazendo na Terra.
A manifestação do mal é fruto da nossa ignorância. Todos queremos fazer o melhor, brilhar mas, em nossa visão precária, temos escolhas equivocadas, colhemos maus resultados, sofremos. Mas ganhamos experiência. Entre erros e acertos, vamos conquistando sabedoria e aprendendo a viver.
Apesar de tudo, é bom ficar atento ao que acontece em seu mundo interior, com o diabinho insistente que mora dentro de você e faz tudo para empurrá-lo para baixo. Ele alimenta-se de todas as mágoas, frustrações, decepções do passado a que você deu importância e da sua falta de confiança em si. A pretexto de prevenir, olha tudo pelo lado pior, faz drama, exagera situações, o paralisa pelo medo.
Defenda-se desse diabinho insistente, reaja aos seus pensamentos negativos. Recuse-se a alimentá-lo. Liberte-se dele definitivamente. Lembre-se de que o mal é fruto do que você ainda ignora, não se culpe. Quando cometer um erro, procure entender a lição que ele contém. Esqueça o mal, só o bem é real.
Ligue-se com seu espírito e sinta o que é importante em sua vida agora. Fale com Deus sobre seus projetos de sucesso, peça inspiração divina. Seja otimista.
O Carnaval é uma festa do povo. Você pode participar sem medo, divertir-se, expressar sua alegria. Afinal, você já se libertou do seu diabinho interior e está pronto para agir com bom senso e aproveitar a festa com tudo que tem direito.
Se prefere relaxar em um lugar sossegado, deixar-se ficar sem fazer nada, ler um bom livro, também é bom. Aproveite o momento e bom Carnaval!

Zibia Gasparetto é escritora espiritualista


Homem que atropelou ciclistas em Porto Alegre passa por exames no IPF


Transferência deve ocorrer na manhã desta segunda-feira

O funcionário do Banco Central Ricardo Neis, 47 anos, que atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre foi encaminhado ao Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) na manhã desta segunda-feira. No local, Neis passa por exames que irão determinar se ele tem problemas mentais.
Se algum distúrbio for detectado, ele deve ser transferido para o IPF. No entanto, caso os peritos diagnostiquem sua sanidade, ele deve ser encaminhado ao Presídio Central (PC).
Após os exames, o atropelador confesso dos ciclistas deve retornar ao Hospital Parque Belém, onde está internado desde a semana passada.
A expectativa, ainda não confirmada, é que ele possa ser transferido para o IPF ou para o PC ainda nesta segunda-feira.

Fui chamado de negro, favelado e pobre, diz líder de banda de axé


Márcio Victor, do Psirico, afirma que um empresário de 43 anos o ofendeu em um dos camarotes mais badalados de Salvador

O cantor de uma das bandas de axé mais conhecidas da Bahia afirmou ter sido alvo de racismo durante show em camarote do carnaval de Salvador, na madrugada deste sábado.
Márcio Victor, do Psirico, teria sido chamado de “negro”, “favelado” e “pobre” por um empresário de 43 anos, natural de Inhambupe (163 km de Salvador), durante um show no Camarote do Reino, estrutura de eventos com capacidade para 2.500 pessoas em Ondina, um dos principais pontos da folia na cidade. O homem teria ainda acusado o cantor de incitar a violência em sua música.
“No momento em que houve a possível ofensa, o autor solicitou uma patrulha da Polícia Militar, que conduziu o homem até um posto da corporação”, informou o capitão Marcelo Pitta, do setor de imprensa da PM baiana.
Segundo relato do jornal “A Tarde”, o cantor reagiu aos insultos. “Olhe, eu vou é sair daqui, vou para o povão lá embaixo, que não tem dinheiro para comprar camarote, mas se respeita”, afirmou, de acordo com a publicação. O ingresso por um dia no camarote fica em torno de R$ 400 a R$ 600. A reportagem não conseguiu contato com o cantor neste domingo (5).
De acordo com a PM, o empresário foi liberado porque não houve a confirmação do flagrante, já que o cantor não registrou ocorrência. “Não podíamos prender o cidadão sem que houvesse o pronunciamento [da vítima]”, disse o capitão Pitta.
O crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão .


Carnaval brasileiro é 'made in China', diz 'Financial Times'

Para comércio, indústria precisa de investimentos para suprir demanda

Uma reportagem do jornal britânico Financial Times afirma nesta segunda-feira que o Carnaval no Brasil é "made in China".

A reportagem mostra a importância que os produtos chineses ganharam na cadeia produtiva carnavalesca brasileira. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), 80% das fantasias vendidas para o Carnaval são importadas do país asiático.
"Importações baratas da China inundaram o país latino-americano nos últimos anos, em parte como resultado da rápida apreciação da moeda, causando interrupções em diversas partes da economia e colocando um dos maiores dilemas políticos para a nova presidente, Dilma Rousseff", afirma a reportagem.
"Agora até mesmo o famoso Carnaval, a festa de quatro dias que termina na terça-feira, é made in China", diz.
O presidente da Abit, Jonatan Schmidt, disse à repórter do FT que "há quinze anos, tudo era diferente – tudo era brasileiro".
Uma lojista ouvida pela reportagem do diário financeiro conta que importa mercadorias da China a preços 40% abaixo dos praticados por companhias brasileiras. Com o real mais forte, a loja, que em 2005 importava 30% do seu estoque, hoje importa 60%.
"Não é só a taxa de câmbio", diz a comerciante. "Há carência de novos equipamentos e investimentos no setor têxtil. A demanda é tão forte agora que a indústria não consegue suprir."
Citando economistas, o jornal diz que os esforços do país para combater a apreciação do real são ineficientes e que "a única solução real, não apenas para a indústria têxtil mas para a indústria em geral, é melhorar a qualificação, investir em maquinário e desenvolver a infraestrutura".
A reportagem sugere que o Carnaval, se continua em espírito sendo uma festa brasileira, é em termos econômicos uma festa dos importados.
"Apesar dos esforços da estatal petroleira Petrobras para expandir a sua própria produção de poliéster no Nordeste, é improvável que o Carnaval seja made in Brazil no futuro próximo."



domingo, 6 de março de 2011

STF se prepara para discutir aborto de fetos sem cérebro

Ministro Marco Aurélio Mello será o relator do julgamento

O ministro do STF (Supremo Tribunal federal), Marco Aurélio Mello, liberou a entrada na pauta da ação que discutirá a permissão de aborto de fetos anencéfalos (sem cérebro). No entanto, ainda não há data prevista para o julgamento.
A ação foi ajuizada em 2004 pela CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde), que defende a descriminalização do aborto nesses casos. A questão é tão controversa que foi tema de audiência pública em 2008 no STF, que reuniu representantes do governo, especialistas em genética, entidades religiosas e da sociedade civil.
A audiência pública foi concluída após quatro dias de discussões, sob a condução de Mello, nos quais os defensores do direito das mulheres de decidir sobre prosseguir ou não com a gravidez de bebês anencéfalos puderam apresentar seus argumentos e opiniões, assim como aqueles que acreditam ser a vida intocável, mesmo no caso de feto sem cérebro.
Foram ouvidos representantes de 25 diferentes instituições, ministros de Estado e cientistas, entre outros, cujos argumentos servem de subsídio para a análise do caso por parte dos ministros do STF.

Fábio Mendes


Preso no Paraná jovem acusado de atirar em alunos da FGV e matar um em SP


SÃO PAULO - Foi preso em Cascavel, no Paraná, Walmir Valentino da Silva, 19 anos, um dos acusados pela morte do estudante da Fundação Getúlio Vargas Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos. O universitário Christopher Tominaga, 23 anos, amigo de Bakri, foi baleado. O crime ocorreu no dia 23 de fevereiro num bar ao lado da faculdade. Os estudantes estavam sentados quando dois homens desceram de uma moto e dispararam contra eles.
Francisco Macedo da Silva, 24 anos, foi preso e confessou o crime. Ele foi identificado porque um dos tiros acertou sua perna e ele foi internado. No bolso dele havia munição e o hospital comunicou a polícia. Francisco disse que o motivo do assassinato foi ciúme. Walmir estava no bar e a namorada dele foi paquerada pelos estudantes. Ele teria ainda sido chamado de 'otário'.
Walmir saiu do bar e levou a namorada para a casa. Em seguida, conseguiu armas e chamou o irmão para o "acerto de contas".
Francisco confessou o crime ainda no hospital. Quando os policiais perguntaram qual a intenção no momento em que fez os disparos, o suspeito respondeu:
- Foi matar, né?
Em seguida, admitiu que "estava sem noção" quando decidiu cometer o crime. Walmir já tem passagens pela polícia e teria ficado com as armas usadas para atirar contra os estudantes.
Na investigação, a polícia chegou a prender um inocente . Ele estava com a perna machucada e tem uma moto semelhante à usada no crime.


Igreja trata homossexualismo como 'vício' em escolas e cria polêmica na Espanha

Uma proposta da Igreja Católica de ensinar moral sexual a crianças tratando o homossexualismo como "vício" está causando polêmica na Espanha.

O Arcebispado de Valência elaborou um curso extracurricular - como opção aos cursos oficiais de educação sexual aprovados pelo governo - que será disponibilizado a todas as escolas interessadas.
Esse curso, dirigido a crianças de 5 a 14 anos, apresenta como "vícios" temas como erotismo, pornografia, homossexualidade, masturbação, voyeurismo e obsessão por sexo.
O programa aborda a sexualidade "a partir de uma visão integradora com aspectos biológicos, fisiológicos, psicológicos, sanitários, antropológicos, morais e sociais", disse à BBC Brasil o porta-voz do arcebispado valenciano.
O chamado Programa de Educação Afetivo-Sexual será dividido em três módulos, de acordo com a faixa etária.
As crianças menores de cinco a sete anos de idade, terão aulas sobre precaução contra abusos, heterossexualidade e pudor.
Crianças de oito a 11 anos aprenderão sobre vícios, erotismo e pornografia.
Os maiores, de 12 a 14 anos, vão ter lições sobre o homossexualismo, as famílias convencionais e a castidade até o casamento.

'Referência'
O programa foi apresentado aos colégios diocesanos, dependentes do arcebispado, e instituições religiosas de ensino. Para todos os centros escolares, o programa será oferecido como uma "proposta educativa": não obrigatória porém como "material de referência".
O presidente da Comissão Diocesana de Ensino, Rafael Cerda, disse que muitos centros católicos expressaram interesse em implantar o programa.
O programa também foi oferecido a 300 mil alunos aos bispados das províncias de Valência, Alicante, Mallorca, Menorca e Ibiza.
Organizações de gays criticaram a proposta, acusaram a Igreja de retrógrada e discriminatória e prometeram contestar o plano na Justiça.
"(São) Lições absolutamente fora da realidade que, além do mais, violam a Constituição, pois nos consideram pessoas disfuncionais, portanto serão levadas aos tribunais", disse à BBC Brasil José de Lamo, coordenador-geral da associação Labmda, que representa gays, lésbicas, transexuais e bissexuais espanhóis.
"Não permitiremos que as crenças religiosas discriminatórias sejam colocadas acima dos direitos fundamentais e do respeito. Imagine que há muitas crianças que tem pais homossexuais e querem ensinar nas escolas que estas famílias são patológicas", acrescentou.

Críticas
A queixa da associação Lambda se baseia principalmente no módulo dois do programa católico, que afirma que "a relação entre homossexuais é errônea e estes não devem ser considerados esposos, nem pais".
A Constituição espanhola permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais gays.
Um dos criadores do método, no entanto, acha que a Igreja apenas defende sua doutrina e tem o direito atender às demandas dos fieis por uma linha de educação para seus filhos coerente com sua crença.
"Tratamos a educação sexual de acordo com nossas convicções, isso é também um direito reconhecido pela Constituição espanhola", disse à BBC Brasil Juan Andrés Taléns, diretor da cátedra de Ciências do Matrimônio e Família do Pontifício Instituto João Paulo 2º, um dos 20 especialistas convocados pelo arcebispado para elaborar o programa.
"Está claro que a política educativa nacional está fracassada. O grande número de abortos, gestações indesejadas e doenças de transmissão sexual são derivados de uma sexualidade inadequada", afirmou.
Nos próximos meses, o programa será estendido a todas as escolas católicas do país como matéria facultativa.
"O problema é que mesmo em colégios católicos, estamos em um país laico, onde a Igreja não é a encarregada de formar sexualmente os alunos", afirmou a presidente da FAPA (Federação de Associações de Pais e Mães de Alunos), Maria José Navarro.
A dirigente disse à BBC Brasil que para elaborar "os conteúdos retrógrados deste programa chamado educativo ninguém contou com a opinião dos pais".
"Esta forma de impor critérios é própria de uma igreja castradora, que nem sequer se questiona se a maioria dos pais quer uma educação de qualidade e respeitosa com todo mundo", afirmou.

Anelise Infante


Brilho que se apagou antes da chegada aos palcos


Com o sonho de se tornar bailarina profissional, Lavínia já era destaque aos 6 anos e se preparava para ingressar na escolinha de dança do Theatro Municipal

Rio - A pequena Lavínia Azeredo, de 6 anos, assassinada segunda-feira, pela amante do pai, Luciene Reis, de 24, saiu de cena quando se preparava exatamente para subir aos palcos da vida. Aluna de balé clássico e selecionada entre 45 meninas, ela estava sendo lapidada para ingressar, em janeiro do ano que vem, na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.
A instituição, que faz parte da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, é a mais antiga escola de dança do País e o maior celeiro formador de bailarinos profissionais para companhias do Brasil e do exterior. Por lá já passaram personalidades como Bibi Ferreira, Ângela Vieira e Roberta Márquez, hoje a primeira-bailarina do Royal Ballet de Londres.
Há dois anos e meio, Lavínia era uma das 18 alunas da turma preliminar 1 do curso de balé clássico do Projeto Péss, na Apapaf (Associação de Pais e Amigos do Parque Fluminense, em Caxias), instituição voltada para crianças de baixa renda e que funciona próxima à casa onde morava. O vice-presidente da associação, Sérgio Moreno, lembra o primeiro contato com a menina. “A pequena Lavínia era muito inteligente, muito envolvente”, emocionou-se.
“A dona Andréa, mãe de Lavínia, me procurou, dizendo que a filha gostava muito de dançar. Foi a senha para um começo, infelizmente interrompido de forma estúpida, brutal e cruel”, reagiu a professora Simone Merari, de 34 anos, que iniciou a menina na arte de dançar e agora terá de se contentar em guardar como recordação a blusinha e a sapatilha do figurino do último espetáculo, além do arranjo de cabelo que a sua ‘princesinha’ usou na formatura do ano passado.
Em novembro, Lavínia foi aplaudida de pé por 345 pessoas, na plateia do Teatro Raul Cortês, no Centro de Duque de Caxias, onde encenou, como um ‘Pássaro Branco’, a personagem no espetáculo ‘O jardim da Criação’. Ela participou do primeiro e terceiro atos, ficando em cena por 1h50. “Foi uma exibição de gala, inesquecível”, lembra, orgulhosa. Uma imagem que ficará para sempre na lembrança da professora.

Sensibilidade e dedicação
Na avaliação da professora, Lavínia era uma criança sensível e carinhosa. “Mas a primeira característica que eu observei e que mais me chamou a atenção nela, como bailarina, foi o fato de ela ser extremamente delicada nos movimentos”, lembra ela, ressaltando que a aluna possuía muita habilidade e o tipo físico apropriado para se destacar na dança.
Simone ressalta que, apesar da idade, a menina demonstrava maturidade. “Ela parecia saber o que queria da vida. Por isso, me dizia sempre: ‘Tia, o meu grande sonho é ser bailarina’”, lembrou, às lágrimas. A dedicação era outra qualidade de Lavínia: “Era uma menina especial, muito educada, comprometida e determinada, que fazia questão de não faltar às aulas e já queria usar sapatilhas de pontas. Com certeza, todo mundo gostaria de ter uma filha assim”.

GERALDO PERELO


O DIA ONLINE

O homem separado


Ele não tem compromisso, mas ainda não é livre

Embora muitos não percebam, os homens não se dividem apenas entre casados e solteiros, ou entre aqueles que têm e não têm namorada. Há outra categoria, menor, mas igualmente importante: a dos homens separados. Eles constituem um grupo inteiramente à parte.
Não importa se o sujeito foi casado por dez anos ou se acaba de romper um namoro que mudou a sua vida. Quem terminou uma relação importante vive, por tempo indeterminado, num universo emocional diferente daquele em que vivem as outras pessoas.
A característica essencial desse período é a dubiedade de sentimentos e a indefinição. O homem separado não tem mais compromisso, mas ele ainda não se sente realmente livre. Vive, de forma muito aguda, a euforia de não ter mais laços e a angústia de estar sozinho. Habita, simultaneamente, dois mundos que se afastam um do outro. Num deles é o companheiro de alguém, o pai, o homem da casa. No outro, é um camarada solitário em busca de emoções e sensações reprimidas. Até que esses dois mundos voltem a se encontrar, até que o homem separado recupere a sua identidade, ele tende a viver em desequilíbrio – o que não é necessariamente ruim.
Eu lembro desses períodos de separação de forma muito intensa. Viagens, rostos, conversas na rua tarde da noite. A palavra para esses interregnos é descoberta. Sobretudo, a descoberta de pessoas e seus mundos. Cada um de nós vive num planeta próprio. Explorar esses planetas, entrar na casa e na vida dos outros sem o peso dos compromissos é uma delícia.
Há também os excessos. A gente enlouquece de liberdade e pira de carência. Sem se dar conta, o sujeito começa a agir como cachorro louco. É comum ver homem separado se atirando sobre as mulheres indiscriminadamente. Não é só lascívia. Depois de anos com a mesma mulher, ou meses com a namorada atenciosa, passar um fim de semana sozinho pode ser o inferno – e, para escapar dele, as pessoas fazem qualquer coisa.
Quando se olha de fora, parece que os homens separados estão 100% do tempo atrás de sexo, mas não é bem isso. A grande ausente nos namoros e casamentos falidos é a paixão. Sexo existe, mas não existe mais romance. Ninguém mais suspira no meio da transa, não se tem mais vontade de escrever cartas à mão ou mandar flores. Você não olha mais para a sua mulher como se ela fosse a mais linda do mundo. E isso faz falta para os dois.
O escritor Norman Mailer já dizia nos anos 1960: as pessoas se esfregam nas festas achando que estão em busca de sexo, quando, na verdade, estão procurando amor. Cinquenta anos depois, o diagnóstico ainda vale para boa parte das situações.
Às vezes eu me surpreendo ao perceber que dos meus períodos de homem separado sobraram relações bacanas. Algumas mulheres conseguiram enxergar por trás da máscara de sedutor tragicômico um sujeito com quem se poderia conversar e conviver. Tornaram-se amigas - mas são exceção.
A tendência nesses momentos de tumulto é queimar as oportunidades e o filme. Você conhece pessoas especiais, mas não consegue ver um palmo à frente do nariz. Não as percebe. Age com todas de uma forma padrão, ditada pela particularidade do seu momento. Banaliza sentimentos e possibilidades.

Ivan Martins


Polícia da Itália encontra GPS do carro do pai das gêmeas desaparecidas


Aparelho pode ajudar na investigação sobre o paradeiro das meninas suíças

A polícia italiana encontrou nesta sexta-feira (4) o aparelho GPS do carro de Matthias Schepp, pai das gêmeas suíças, Alessia e Livia, que estão desaparecidas há mais de um mês.
Era consenso entre os investigadores, de acordo com jornais da Suíça e da Itália, que a análise do GPS que Schepp carregava é crucial para encontrar o paradeiro das meninas – ou de seus corpos.
Segundo o jornal suíço Le Soir, investigadores acreditam que o pai, que sequestrou as gêmeas em 30 de janeiro, poderia ter passado uma noite entre os dias 30 e 31 do mesmo mês na região de Montelimar, na França. Foi feito apelo a testemunhas do local para comprovar a nova pista. As autoridades acreditam que Schepp dormiu em um hotel ou parou para comer na cidade, próxima da divisa da França com a Itália.
Schepp se matou na cidade italiana de Cerignola, quando se jogou numa linha do trem, e deu a entender em uma carta que as gêmeas de seis anos também estariam mortas.
A polícia francesa chegou a afirmar claramente que ele teria assassinado as crianças. A análise do laptop do suíço indicou que ele pesquisou na internet sites sobre envenenamentos.
A mãe, Irina Lucidi, disse no dia 12 de fevereiro que tem esperanças de voltar a ver as filhas, apesar de se sentir desesperada com a situação. Lucidi deixou sua casa na Suíça por questões de segurança.


sábado, 5 de março de 2011

Prefeitura no RS decreta luto oficial após 26 mortes em acidente em SC


Ônibus de turismo ia para o Oeste do PR quando bateu em carreta.
Caminhão com câmara fria foi enviado para o traslado dos corpos.

Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, e as cidades vizinhas, como Santa Rosa e Porto Vera Cruz, estão se mobilizando para identificar as vítimas do acidente ocorrido na madrugada deste sábado (5) de carnaval e dar apoio às famílias que ficaram na cidade. Até as 10h40, 26 mortes estavam confirmadas pela Polícia Rodoviária Federal e pelo hospital para onde foram encaminhadas as vítimas.
Os passageiros do ônibus que bateu em um caminhão que transportava madeiras na BR-282, na região de Descanso, Oeste em Santa Catarina, eram, na sua maioria da comunidade Linha Salto, localidade do interior de Santo Cristo. “São diversas famílias, e morreram alguns casais”, diz Adelaine Catarina Sezer, primeira-dama e vereadora do município.
A prefeitura de Santo Cristo decretou luto facultativo por três dias. O prefeito da cidade, José Luís Sezer, seguiu de avião para o local do acidente, acompanhado de outras autoridades, como o secretário de saúde e o delegado de polícia.
Perto das 11h30, a vereadora e o vice-prefeito, Aloísio João Reis, seguiam para Linha Salto. “Os familiares estão concentrados no pavilhão da Sociedade Esportiva Tiradentes”, disse Adelaine. “Encaminhamos equipes e ambulâncias para dar assistência, porque muitas pessoas passaram mal. A polícia está dando assistência no trânsito, porque há uma grande concentração de pessoas no local.”
O pavilhão deve abrigar um velório coletivo. Santo Cristo tem 14.349 habitantes.
O ônibus seguia para Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, onde parte dos passageiros participaria de um evento esportivo de bolão – um esporte típico da região e semelhante ao boliche.
A prefeitura de Santo Cristo enviou um caminhão com câmara fria para fazer o traslado dos corpos, mas ainda não há previsão da chegada das vítimas a Linha Salto. “Estamos tendo auxílio do prefeito de Santa Rosa, Orlando Desconsi, e da prefeita de Porto Vera Cruz, Vanice de Matos, que inclusive tinha parentes no ônibus”, relata Adelaine.
Os feridos foram encaminhados para hospitais da região em que ocorreu o acidente. Cinco feridos foram transferidos para o Hospital São Miguel, em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina. De acordo com a instituição, todos estavam conscientes e nenhum deles corria risco de morte.
O Hospital Regional do Extremo Oeste Terezinha Gaio Basso, também em São Miguel do Oeste, recebeu 16 pacientes. Às 10h40, a instituição informou que 12 deles passavam bem, mas 4 haviam falecido. Com isso, o número de mortos no acidente subiu para 26.

Histórico
Em outubro de 2007, outra tragédia aconteceu na mesma BR-282, também perto de Descanso, matando 27 pessoas. Na ocasião, um ônibus que viajava de Chapecó (SC) para São José do Cedro (SC) com cerca de 40 pessoas chocou-se com uma carreta.
O ônibus e a carreta atingiram outro caminhão, e os três veículos caíram em uma ribanceira. Duas horas depois, outro caminhão acabou atingindo os veículos parados na pista, inclusive as equipes de resgate.


G1

Dona de creche filmada agredindo crianças é solta em Goiânia



Proprietária de estabelecimento flagrada batendo em crianças vai responder ao processo em liberdade, após três meses presa

Presa em novembro do ano passado, em Goiânia, após ser flagrada agredindo crianças, a dona do berçário Bebê Feliz, Maria do Carmo Serrano, foi libertada na noite de quarta-feira. O juiz da 7ª Vara Criminal de Goiânia, Oscar Sá de Oliveira Neto, acolheu pedido dos advogados de Maria do Carmo para que a dona da creche aguardasse o julgamento em liberdade.
No momento da denúncia do Ministério Público, que teve acesso a vídeos em que a proprietária do estabelecimento é flagrada dando tapas, beliscões e chacoalhando crianças, Maria do Carmo não comprovou residência fixa. Mais de quatro meses depois do flagrante, os advogados dela encaminharam documentação que registra o domicílio e ainda conseguiram reverter a acusação do crime de tortura para maus-tratos — enquadramento em que o réu é punido com detenção de um ano ou pagamento de multa. De acordo com a sentença que garantiu a liberdade, Maria do Carmo alcançou o benefício porque é ré primária e comprovou endereço fixo.
As agressões da dona da creche foram descobertas depois que uma funcionária do berçário, localizado em um bairro de classe média de Goiânia, cuja mensalidade era de R$ 300, instalou uma câmera e flagrou Maria do Carmo dando tapas, beliscões e jogando uma criança em um colchão. As vítimas das agressões tinham de 2 a 3 anos. À época, 22 crianças ficavam no berçário sob a responsabilidade de Maria do Carmo e duas funcionárias. Depois do escândalo envolvendo a creche, o estabelecimento foi fechado.

Depoimentos
Apesar de o crime de Maria do Carmo ter sido desclassificado e enquadrado em categoria mais branda, os depoimentos de funcionários da creche e de pais das crianças indicavam que as agressões podem ter sido mais sérias. Há casos de relatos em que a dona da creche obrigava meninos e meninas a sentarem na própria urina, trancava as crianças no banheiro e esfregava o dedo delas no muro até sangrar.
Quando os pais percebiam os filhos machucados, ouviam da creche que as crianças tinham se ferido durante brincadeiras com os colegas. Maria do Carmo abriu o berçário Bebê Feliz em 2009. Durante os processos de vistoria na creche, não foi detectada nenhuma irregularidade nas instalações.


Correio Braziliense

Medidas de segurança no Carnaval evitam acidentes com crianças


Se engana quem pensa que Carnaval é uma festa só para adultos. As crianças também adoram participar da folia, aguentam a maratona melhor que muitos marmanjos e estão sempre animadas. Mas os pais que estão pensando em levar os pequenos para os bailes precisam ter cuidados redobrados. Algumas medidas preventivas evitam acidentes comuns nesta época do ano.
De acordo com a ONG Criança Segura, o Carnaval de rua, uma das opções prediletas dos foliões, exige dos pais um cuidado maior. “Os adultos devem redobrar a atenção para evitar que a criança se dirija sozinha para vias abertas e com tráfego de automóveis.”
Além do alerta de acidentes nas ruas, o aumento do movimento nas estradas durante o feriado eleva o risco de acidentes também no trânsito. “Na estrada ou na cidade, os responsáveis devem estar atentos ao uso adequado do bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação”, lembra a ONG. Respeitar as leis de trânsito também é fundamental.
A supervisão deve ocorrer sempre se o feriado incluir banho de mar ou de piscina. Segundo a instituição, os afogamentos representam a segunda maior causa de morte entre os acidentes de crianças até os 14 anos. “Além do monitoramento durante a brincadeira na água, as crianças devem utilizar colete salva-vidas como item de segurança.”
A Polícia Militar também alerta aos pais para que, antes de saírem de casa, sempre coloquem uma pulseira na criança com nome dos responsáveis, endereço e telefone. Caso o menor se perca na multidão, é necessário entrar em contato com a PM. A orientação para quem encontrar uma criança perdida é sempre entregá-la a algum policial ou autoridade competente.

Fantasias
A escolha da fantasia também precisa de alguns cuidados. Segundo a ONG, se a criança tiver menos de três anos, os responsáveis devem evitar adereços soltos como cintos, faixas ou partes da roupa que soltem facilmente e possam causar sufocação.
As lantejoulas, que podem se desprender facilmente das fantasias, e os confetes, jogados em grande quantidade, podem também provocar sufocações.
Para as divertidas pinturas no rosto, o ideal é utilizar maquiagens próprias para o público infantil, além de produtos antialérgicos e atóxicos para evitar irritações de pele e intoxicações.
Seguindo as medidas de segurança, não há com o que se preocupar e é só curtir o Carnaval com toda a família.


Mãe de Taninha, morta pela Fera da Penha há 50 anos, ainda chora pela filha


Menos de dois quilômetros e quase 51 anos separam os pais de Tânia Maria Coelho Araújo de Neyde Maia Lopes. Tanto a família da menina de 4 anos quanto a responsável pelo crime que chocou o país ainda são assombradas pelas cenas daquele 30 de junho de 1960. Nesse dia, a Fera da Penha pegou um revólver 32, deu um tiro na nuca de Tânia e incendiou o seu corpo num matadouro de bois.
Mesmo depois da tragédia causada por sua amante, Antônio Couto Araújo continuou casado com Nilza Coelho Araújo. Fizeram bodas de ouro. Além de Solange, que já era nascida na época, tiveram outros três rebentos. Hoje são seis netos e dois bisnetos.
— Deus me levou uma, mas me deu mais três — conta Nilza, de 70 anos, na primeira vez em que fala sobre o assunto numa entrevista.
A única recordação palpável de Taninha é uma foto guardada na residência do casal de idosos. Antônio evita conversar sobre o crime. O assassinato é uma espécie de tabu para ele. Mas as lembranças não deixarão de existir. O aposentado fez aniversário na quinta-feira e evitou festa. Em meio à comoção pela morte da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, em Caxias, em circunstâncias parecidas com as de Taninha, a dor volta a apertar na casa da família Araújo.

Sem perdão
— Estava conversando com umas amigas e comecei a chorar. São coisas que marcam muito. Mesmo que você queira esquecer, as pessoas não deixam. A humanidade é muito cruel — desabafa Nilza.
Num bairro vizinho ao dela, vive a Fera da Penha. Depois de cumprir 15 anos de prisão, Neyde deixou a cadeia. Morou com os pais, e vive só desde que eles morreram. O endereço dela é uma rua tranquila, onde ainda é possível jogar futebol sem se preocupar com carros. Reclusa, ela pouco sai de casa. A janela de seu apartamento, no segundo andar, costuma ficar fechada, mesmo sem ar-condicionado no imóvel.
Aos 72 anos, ela não conversa com os vizinhos e nunca foi vista acompanhada pelos moradores dos outros 15 apartamentos de seu prédio. Se para ela o destino reservou uma vida na sombra, como uma espécie de maldição pelo crime que cometeu, para Nilza, o tempo que Neyde passou na cadeia foi pouco.
— Ela não cumpriu a pena dela — afirma.

Romaria ao túmulo de Taninha
Quadra 21, carneiro 17. A funcionária do Cemitério de Inhaúma responde de pronto o local onde está enterrada a menina Taninha. Depois que foi assassinada, a garota passou a ser tratada como santa. Cinco décadas após o crime, sua sepultura continua atraindo fiéis em busca de milagres. Foto, flores, uma estatueta de São Jorge e até duas bonecas decoram o túmulo da garota. As placas de agradecimento pelas graças alcançadas estão por toda a parte. A última é do ano passado. No chão, os restos de cera comprovam que muitas velas ainda são acendidas para a menina.
— Tem um homem que vem sempre no Dia de Finados. Ele pinta e cuida do túmulo. Não sabemos quem é. Muita gente procura pela sepultura dela até hoje — conta uma funcionária do cemitério.
Há 13 anos, a família de Taninha não visita sua sepultura. Se para os parentes da criança ir ao cemitério é sinônimo de lembranças ruins, para alguns o túmulo da garota funciona como uma espécie de altar.


Como controlar seu ciúme


Esqueça essa história de que o ciúme apimenta a vida a dois! A relação saudável é aquela em que ambos se respeitam. Veja algumas dicas para não se torturar com dúvidas e desconfianças, arriscando perder de vez seu amor.

Passo a Passo
1.Seja segura de si mesma
Uma das características da pessoa que tem muito ciúme é a falta de autoestima, por isso o problema geralmente está nela e não no parceiro.
2.Você merece, sim, ser feliz
Se a pessoa não se acha merecedora da felicidade, ela pode, através do ciúme devastador, botar fogo e acabar de vez com uma relação que poderia ser duradoura e feliz.
3.Não espere que o outro aja da forma que você imagina
Se a pessoa tem uma vida dupla e é propensa a mentiras ou traições, ela poderá transferir e projetar essas suas más inclinações para o outro, através do ciúme.
4.Acredite mais no amor que une vocês
Procure, antes de tudo, conhecer o parceiro e ter certeza da força do sentimento que os une.
5.Tenha uma relação tranquila e saudável
Saiba que o amor saudável é aquele em que ambos se respeitam e regam sempre o amor e a verdade. Assim, não deixam frestas para o ciúme entrar.
6.Converse sempre com o seu amor
O diálogo é imprescindível para não deixar que mágoas e mal-entendidos sejam criadores de possíveis inseguranças e desconfiança.
7.Esqueça: ciúme não fortalece a relação!
Não use o ciúme para deixar o fogo aceso na relação. No início é até excitante, mas a tendência é desenvolver uma falta de confiança e respeito mútuo, o que cria uma tortura com as muitas dúvidas e desconfianças. Apaguem isso de vez!

Suzana Leal


ONU ressalta preocupação por trabalhadores africanos na Líbia

Trabalhadores do sul da África esperam para embarcar em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia e centro do pólo opositor a Muammar Gaddafi, em navio de companhia turca; grupo é um dos mais vulneráveis no país durante a crise

Milhares de imigrantes ainda não conseguiram deixar o país, que vive guerra civil
O alto comissário da ONU (Organização das Nações Unidas) para os refugiados, Antonio Guterres, disse neste sábado (5) estar preocupado, em entrevista à TV Al Jazeera, do Qatar, pelos trabalhadores da África subsaariana que não conseguiram sair da Líbia ainda. O país vive desde a última quarta-feira (2), praticamente uma guerra civil declarada, com a tomada de cidades pelos rebeldes e bombardeios promovidos pela ditadura de Muammar Gaddafi, há mais de 40 anos no poder.
A Líbia contava com muitos trabalhadores estrangeiros que atuavam no setor de petróleo, mas também no da construção civil. Com pagamentos mais altos do que outros países na região, ela atraiu muitos cidadãos da Nigéria, Guiné Bissau, entre outros países.
No entanto, há outro grupo de africanos de cor negra no país: os mercenários empregados pelo regime do ditador Muammar Gaddafi. Este grupo, odiado pelos líbios é responsabilizado por verdadeiros massacres no país.
A preocupação de Guterres é justamente esta, a de que estas pessoas, confundidas com mercenários, possam ser alvo de ataques.
O jornal americano The New York Times conversou com alguns africanos subsaarianos que conseguiram sair da Líbia e passar para a fronteira com a Tunísia. Eles disseram contar com a ajuda de conhecidos líbios para sair do país em segurança. Em alguns lugares, eles ficaram escondidos para não serem confundidos com os rebeldes nem encontrarem os violentos mercenários de Gaddafi.
A ONU se preocupa com a abrupta diminuição no fluxo da fronteira Líbia-Tunísia. A organização chamou a atenção nesta sexta-feira (4), de acordo com a France Presse, para o fato de que 15 mil a 20 mil pessoas atravessavam a fronteira diariamente até ontem, quando a área passou para o controle de Gaddafi. O fluxo caiu para menos de 2.000.
O jornal parisiense Le Monde informou que alguns dos recém-chegados à Tunísia, de Bangladesh e da África central, disseram que forças leais ao ditador e mercenários exigiram dinheiro e bens para permitir a passagem rumo à fronteira.


Mulheres não podem passar por revista íntima


Proposta ainda tem de ser aprovada pelo Senado para virar lei.
A Câmara dos Deputados aprovou ontem um projeto de lei que proíbe a revista íntima de funcionárias e clientes de empresas públicas e privadas. O novo projeto permite a revista de mulheres apenas em ambientes prisionais, desde que seja feita por uma funcionária também mulher.
De acordo com o texto aprovado, o empregador que insistir na revista será multado em R$ 20 mil e o valor dobra em caso de reincidência, independentemente de indenização por danos morais. O dinheiro arrecadado com a multa vai para órgãos de proteção à mulher. "A revista é motivo de constrangimento ", afirmou a deputada Alice Portugal (PC do B-BA), autora do projeto, que tem de ser votado pelo Senado antes de ir à sanção presidencial.
Além do projeto, a bancada feminina estendeu na pauta a proposta que da aos avós o direito de visita aos netos em caso de divórcio dos pais. A proposta terá de ser votada pelo Senado, antes de seguir para sanção da presidente da República.


Cão é encontrado vivo um dia após receber injeção letal


Funcionários descobriram Wall-e ainda com vida em lixeira de abrigo de animais

O cão Wall-e, de apenas três meses, e mais quatro filhotes da mesma ninhada foram considerados doentes e muito fracos para sobreviverem. Por isso, os responsáveis pelo abrigo de animais de Oklahoma, Estados Unidos, decidiram sacrificar os animais para poupá-los do sofrimento.
Um dia depois de receber a injeção letal e ser abandonado na lixeira do abrigo, Wall-e foi encontrado vivo e bem por Scott Prall, um dos funcionários da instituição. Depois que a história foi divulgada pela imprensa norte-americana, em 1º de março, Wall-e ficou famoso e o abrigo tem recebido várias propostas de adoção do animal.
Os responsáveis pelo abrigo disseram ao Discovery News que esse e muitos outros animais não precisariam ser sacrificados se a instituição tivesse mais condições financeiras de tratar os cachorros. Wall-e será tratado porque apresenta verminoses e terá um novo lar nos próximos dias.


Adolescente é espancado por gangue comandada por ex-namorado ciumento


Um adolescente, de 17 anos, foi espancado e ameaçado de morte por seis jovens no domingo de madrugada quando deixava a casa da namorada no Recreio. O responsável pelo espancamento foi um ex-namorado ciumento que decidiu se vingar.

- Eu estava na casa da minha namorada e o celular dela começou a tocar insistentemente. Como ela não voltava, decidi atender. Perguntaram quem era, respondi, e a pessoa começou a me ameaçar, dizer que ia me matar, que sabia tudo da minha vida - conta o adolescente, que já reconheceu três das seis pessoas que o agrediram.
Assustado, ele pediu ajuda ao professor de jiu-jitsu, que tentou tirá-lo do prédio da namorada. Ao sair, por volta das 2h30m, o adolescente foi atacado pelos seis. Um deles estava armado e prometeu matá-lo. O professor de jiu-jistu, que se envolveu na briga, também foi ameaçado.
- Colocaram uma arma na cabeça dele e disseram para não se meter. Mas um deles reconheceu o meu professor dos campeonatos que ele ganhou e decidiram fugir.
O adolescente agredido e o pai dele registraram a agressão e as ameaças na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e passaram a semana tentando identificar os criminosos.
- Até agora minha ficha não caiu - disse o jovem ao mostrar as marcas de mordidas e cicatrizes provocadas pelos agressores.


Especialista comenta casos de Lavínia, Joanna e Isabella


Mortes como a de Lavínia Azeredo de Oliveira têm sido constantes nos noticiários brasileiros. A menina, de 6 anos, desapareceu no dia 28 de fevereiro e foi encontrada morta em um hotel de Duque de Caxias, Baixada Fluminenese, na última quarta-feira (02). No dia seguinte (03), Luciene Reis de Santana confessou à Polícia a autoria do crime. Ela foi amante do pai da menina, Rony dos Santos de Oliveira, e teria cometido o assassinato para se apropriar de R$ 2 mil, que estava guardado na casa da família Oliveira.
O caso da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins é outro exemplo de violência contra crianças. Ela morreu vítima de meningite no dia 13 de agosto de 2010 no Rio de Janeiro. Porém, pode ter sofrido torturas do pai, André Rodrigues Marins, e da madrasta, Vanessa Maia Furtado.
Já a garota Isabella Nardoni morreu, no dia 29 de março de 2008, ao cair do sexto andar do prédio onde morava seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, em São Paulo. O casal responde judicialmente pelo crime. Segundo a promotoria, Ana Carolina tentou asfixiar a menina e Alexandre jogou-a pela janela.
Para a psicóloga e professora da Universidade de São Paulo, Leila Tardivo, essas três histórias são tristes e revoltantes. "A violência é terrível, e contra a criança fica mais difícil, porque elas não podem se defender", afirma.
Leila Tardivo ainda explica que as pesquisas sobre violência doméstica indicam que houve um aumento, porém a situação pode não ser desfavorável: "Há um aumento de notificações e isso é triste, mas favorável porque se consegue evitar situações como estas."
A psicóloga da Universidade de São Paulo (USP) acredita na possibilidade de evitar a violências familiar deste tipo. " É preciso conscientizar a população. As pessoas devem ser orientadas, e as crianças que sofrem violência precisam receber tratamento, porque situações como estas afetam o desenvolvimento", explica.
A especialista finaliza que melhorias no pré-natal, cursos de conscientização e tratamentos com os envolvidos em violência podem ser medidas de prevenção de crimes contra à criança.

Nany de Castro


Rede TV

Aula prática de sexo gera polêmica em universidade nos EUA .


Professor levou um casal para fazer demonstração diante dos alunos

Uma aula prática de sexo protagonizada por um casal que utilizou um vibrador diante de um auditório cheio de alunos gerou polêmica na Universidade Northwestern de Chicago, informou nesta sexta-feira a imprensa local. A polêmica sessão de sexo ao vivo impulsionada pelo professor de psicologia J. Michael Bailey em sua turma de sexualidade humana levou a universidade a anunciar na quinta-feira que abriu uma investigação sobre o docente e seus métodos, informou o jornal "Chicago Sun Times".
"Acho que representou um julgamento extremamente pobre por parte desse membro de nossa faculdade. Simplesmente não acho que isto tenha sido apropriado, necessário ou esteja de acordo com a missão acadêmica da Universidade Northwestern", disse o diretor do centro, Morton Schapiro, em comunicado.
A aula foi dada na segunda-feira, quando Bailey convidou seus alunos para ficar após o horário para presenciar uma demonstração prática opcional sobre o orgasmo feminino em um contexto de masoquismo, fetichismo e dominação.
Com mais de 100 estudantes no auditório, uma voluntária tirou a roupa, se enrolou em uma toalha e permitiu que seu namorado utilizasse um vibrador para que ela atingisse o orgasmo.
"É algo que provavelmente lembrarei pelo resto da minha vida. Não posso dizer o mesmo do meu curso de teoria econômica", disse Justin Smith, um dos alunos que presenciou a demonstração, segundo o jornal "Chicago Tribune".
Faith Kroll, a aluna de 25 anos que protagonizou a demonstração, se disse feliz por ter realizado a experiência, que durou cerca de três minutos. "Sou uma exibicionista e gosto de atenção, que as pessoas me vejam", revelou.
Em uma entrevista ao "Chicago Tribune", o professor Bailey se mostrou revoltado pelo fato de os membros da faculdade, pais de alunos e meios de comunicação terem se referido à sua aula como um escândalo. "Gosto de influenciar meus alunos e, para eles, foi muito interessante" disse o professor.
Além da investigação iniciada por Shapiro, Bailey enfrenta a acusação de outro professor da faculdade que assegurou que o denunciará pelo que considera uma "grave violação" do código de ética.


Suspeita de matar Lavínia vai passar o Carnaval presa e isolada



Luciene foi colocada em cela do "seguro" para evitar agressões de outras presas

Assassina confessa da menina Lavínia, de seis anos, Luciene Reis vai passar o Carnaval atrás das grades e isolada. Ela deu entrada na cadeia pública Joaquim Ferreira de Souza, no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, na tarde de quinta-feira (3).
Para evitar que ela seja agredida e até morta dentro da unidade, a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária) colocou Luciene em uma cela individual, no chamado "seguro'" onde ela não tem contato com as demais presas. A suspeita, que passou pelo serviço social e pelo setor de psicologia, apresenta comportamento normal e não faz uso de medicamentos. De acordo com a Seap, Luciene se alimenta normalmente.
Nesta sexta-feira (4), Neide Reis, mãe de Luciene, disse que “gerou um monstro”. Ela não acreditava na culpa da filha até que a suspeita confessou o assassinato da criança. A mãe de Luciene diz que a filha teve a ajuda de alguém, mas prefere não dizer de quem desconfia para preservar a família.
- Parece que eu gerei um monstro. Não é possível, você passar fome, você trabalhar na casa de família, mostrar a realidade da vida, como a vida é honesta e, hoje, ter uma decepção dessas. Deus, onde eu errei?
Muito emocionada, Neide disse que Luciene tinha duas personalidades - ao mesmo tempo que era carinhosa e meiga era agressiva. Ela contou ainda que, no início, a filha desmentia tudo e ela acreditou. A mãe falou que não sabia da existência de Lavínia e que só tinha visto Rony, pai da menina, três vezes.
- Uma vez ela convidou eu e minha outra filha para almoçar na casa que Rony tinha alugado para ela. Eu o olhei de baixo a cima e achei ele uma pessoa muito boa.

Imagens reforçam suspeita
O delegado Robson Costa conseguiu imagens do circuito interno de um ônibus que mostra a menina Lavínia na companhia de Luciene. Ele disse que as imagens serão usadas como prova de que a mulher matou a criança.
- Depois que conseguimos imagens, ficou difícil de ela não confessar. A mãe dela ajudou, pediu para a filha 'começar uma vida nova'.
Segundo o delegado, a suspeita tentava extorquir R$ 2.000 do pai da menina. De acordo com Costa, Luciene dizia ao pai de Lavínia, Rony dos Santos, que o dinheiro seria dado ao seu ex-marido, a quem ela acusava do sequestro da garota.
Com esse argumento, a polícia montou uma estratégia para pegá-la. Santos, com ajuda da polícia, marcou um encontro com a suspeita, dizendo que daria o dinheiro a ela. Luciene compareceu ao encontro e foi levada para interrogatório na delegacia, onde permanece na tarde desta quarta.
Costa diz que, quando a polícia chegou ao quarto do hotel, havia um cheiro forte. Pelo odor, o delegado diz acreditar que a menina tenha sido morta na segunda-feira (28), dia em que ela foi sequestrada.
- Acredito que a Luciene tenha conseguido convencer a menina a sair de casa sem necessidade de força.
O delegado diz que uma testemunha afirmou que viu Luciene perto da casa de Lavínia.
As funcionárias do hotel viram as imagens de Luciene na televisão e chamaram a polícia, pois reconheceram a amante do pai da criança. Elas viram a mulher no hotel.
O delegado disse que o corpo de Lavínia estava de bruços e com uma toalha no rosto. Costa se emocionou e chorou ao dizer que esperava encontrá-la viva, em entrevista ao vivo ao programa Balanço Geral, da Rede Record.
- Apesar de fazer parte da minha rotina, não me conformo como pode alguém fazer isso com uma criança de seis anos.

Desaparecimento
A polícia chegou a cogitar a participação direta do pai ou da mãe, Andréia Azeredo. A primeira versão da história, contada pela mãe, seria a de que Santos havia chegado a sua casa às 3h e, quando acordou às 5h45 para trabalhar, verificou que a janela e a porta do quarto estavam abertas e a menina não estava mais na cama.
De acordo com a mãe, um móvel foi arrastado para perto da janela do quarto da criança e teria auxiliado na invasão da casa.


R7

sexta-feira, 4 de março de 2011

Polícia aguarda dados da quebra de sigilo telefônico de Luciene


Rio - O delegado da 60ª DP (Campos Elíseos), Luciano Zahar, espera, para esta sexta-feira, os dados provenientes da quebra de siglo telefônico de Luciene Reis, 24 anos, assassina confessa da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, seis anos. Segundo a polícia, os dados poderão ajudar a responder como a menina foi levada da casa e se houve ajuda de terceiros no sequestro da criança.

Avô acredita na participação de outra pessoa
O avô de Lavínia, Adão do Carmo de Oliveira, afirmou nesta quinta-feira acreditar que a assassina, Luciene Reis Santana, teve a ajuda de pelo menos uma pessoa para tirar a menina de casa na madrugada de segunda-feira.
A menina Lavínia, de 6 anos, foi tirada da casa da família por Luciene e levada para o Hotel Municipal, localizado no Centro de Duque de Caxias, onde foi morta por asfixia mecânica. O corpo foi encontrado dois dias depois sob a cama de um dos apartamentos com um cardarço enrolado no pescoço e uma toalha branca no rosto.

"Para ela (Luciene) chegar ao quarto da Lavínia ela precisaria da ajuda de alguém. Ela precisaria subir dois lances de escada que fica na parte interna da casa", disse Adão ao programa 'Mais Você', da TV Globo.
A avó de Lavínia, Marta do Carmo, concorda. 'Ela (Luciene) nunca tinha entrado lá (na casa da família), então como ela pôde ir lá no quarto da Lavínia direto assim", afirmou a mulher.
A afirmação dos avôs paternos de Lavínia corrobora com o depoimento prestado por Neide Reis, mãe de Luciene, durante a noite de quinta-feira na 60ª DP (Campos Elíseos). Segundo a mulher, a assassina teria dito que contou com o auxílio de uma pessoa para tirar Lavínia de casa. O nome do cúmplice, no entanto, não foi revelado pela Polícia Civil.

Elogios à mãe de Lavínia
O avô de Lavínia afirmou também que não sabia do relacionamento do filho com Luciene, vindo ser comunicado no dia do desaparecimento da neta por vizinhos. "Eu não sabia do relacionamento. No dia em que a Lavínia foi sequestrada, um vizinho me disse para ir procurá-la na casa da Luciene. Quando ela me viu disse que não me conhecia, mas que sabia que eu era o pai do Rony", afirmou.
Muito abatido e com dificuldades para falar, Adão do Carmo fez diversos elogios a Andréia, Mãe de Lavínia, pela força e determinação no caso do desaparecimento e morte da filha. "Andréia me ajudou muito. Ela teve muita força emocional", disse ele, antes de chorar.

Sepultamento sob forte emoção
O corpo da menina foi sepultado na manhã desta quinta-feira sob aplausos, músicas religiosas e muita emoção de aproximadamente 400 familiares e amigos no cemitério Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Muitos cartazes e flores foram colocados próximo ao local do sepultamento como forma de homenagem a Lavínia. A cerimônia ainda contou com a presença da professora, dos alunos e amigos de classe da menina, que foram dispensados das aulas nesta quinta-feira e vestiam camisas pretas. De acordo com o professora, as crianças preparavam uma festa para a menina, pois acreditavam em seu retorno.
Muito abalado, o pai de Lavínia, Rony dos Santos Oliveira, chegou ao cemitério amparado por amigos e não passou bem. Ele ainda tentou permanecer no local, mas foi retirado em decorrência de seu estado de saúde. A mãe da menina, Andréia Azeredo, ainda chegou a consolá-lo.


Jovens são exploradas em armadilha de sexo virtual nas Filipinas

Jovens conseguiram escapar da indústria de sexo virtual

Maricel é uma atraente jovem de 15 anos de idade que aparenta menos que a sua idade. Mas em sua curta vida já foi obrigada a lidar com experiências que marcariam muitos adultos.

Há dois anos, sua tia lhe falou de um emprego na cidade de Olongapo, distante várias horas de viagem de sua casa.
"Ela me disse que eu iria trabalhar como empregada doméstica e babá'', afirmou Mariel. ''Mas quando cheguei lá, ela mandou que eu vestisse uma roupa e fosse para a frente do computador.''
Maricel se tornou o que é conhecida nas Filipinas como ''menina de sala de bate-papo de sexo virtual''. Sua amiga Kim logo foi atraída para a mesma armadilha e acabou trabalhando ao seu lado.
''Nós fazíamos uma apresentação em frente às câmeras, usando uma câmera e um telefone'', disse Kim.
''Quando os fregueses pediam para ver nossos corpos, nós tirávamos a roupa. Se eles ficavam satisfeitos com a apresentação, pediam uma segunda apresentação.''
Kim e Maricel agora abandonaram a indústria do sexo virtual, após o local em que trabalhavam ter sofrido uma blitz. Elas estão sendo mantidas por uma entidade assistencial sediada em Olongapo chamada Preda, mantida por um padre irlandês.
O nome das meninas foi modificado para a própria proteção delas.

Números
Sexo virtual ou salas de bate-papo de sexo explícito na internet constituem uma indústria crescente em várias partes do mundo. E um dos países nos quais essa indústria está se tornando mais pujante são as Filipinas.
O comércio sexual já é algo corriqueiro no país, que enfrenta altos níveis de pobreza e cuja população fala pelo menos um nível básico de inglês - elementos que contribuem para que as jovens do país sejam uma atraente ''mão de obra'' para a indústria sexual.
As autoridades das Filipinas não contam com estatísticas precisas, mas avaliam que milhares possam estar trabalhando em pequenos apartamentos ou quartinhos que servem como salas de sexo virtual.
Todas as formas de sexo virtual são classificadas como pornografia e portanto são consideradas ilegais nas Filipinas, mas o que mais preocupa as autoridades é o número de jovens que são traficadas para praticar esse crime, muitas das quais têm menos de 18 anos de idade, como Maricel e Kim.
''Esse é um dos principais problemas que enfrentamos aqui'', afirmou Lesley Ermata, uma oficial de polícia especializada em assuntos ligados a mulheres, da cidade de Angeles City, que, assim como Olongapo, possui um forte comércio sexual.
No caminho de uma operação para desbaratar outro centro de sexo virtual com adolescentes, Lesley relatou que no ano passado chegou a realizar uma batida em um edifício em que seis jovens trabalhavam. A mais jovem, contou a policial, tinha 13 anos de idade.

Operação
Do lado de fora, nada levaria a suspeitar de uma casa situada em uma movimentada rua de subúrbio de Olongapo.
A proprietária do edifício negou que tivesse ideia de que o local fosse um estabelecimento de sexo virtual e foi além - disse que jamais havia visto nenhuma das meninas que lá trabalhava.
Se os vizinhos de fato não sabiam o que se passava ou se eles decidiram permanecer em silêncio é incerto. Mas seja qual for a hipótese verdadeira, o fato é que os antros de sexo virtual são tão escondidos que chega a ser difícil para a polícia encontrá-los.
Lesley Ermata afirma que sua equipe depende quase que inteiramente de informantes, que vêm a ser as poucas adolescentes que conseguiram fugir e tiveram coragem de falar sobre o que passaram e, com isso, fornecer pistas para que a polícia pudesse realizar batidas por meio de um mandado de busca.
''Nós pudemos realizar esta blitz porque tínhamos uma informante que tinha acabado de fugir. Ela possuía um telefone celular e filmou outras meninas enquanto elas estavam no bate-papo, por isso nós tínhamos provas.''

Impunidade
Mas mesmo quando a polícia consegue autorização para fazer as batidas, não há quaisquer garantias de que elas irão encontrar os responsáveis pelo crime.
''Por enquanto, não temos a capacidade de rastrear onde as operações estão sendo realizadas'', afirmou Migdonio Congzon, chefe da divisão de crimes de informática do Escritório Nacional de Investigação das Filipinas.
“Seus sites são geralmente hospedados por um sistema fora das Filipinas", disse Congzon.
Ele acrescentou que, mesmo que ele conseguisse rastrear os patrões do sexo virtual, enfrentaria uma batalha árdua para condená-los.
"As leis são realmente antiquadas'', disse Congzon, ressaltando que ainda não ouviu falar de uma única condenação ligada a jovens exploradas no sexo virtual.
Talvez o problema mais grave enfrentado por Congzon é que boa parte da opinião pública filipina não percebe a gravidade de se traficar menores de idade em atividades de sexo virtual.
Esse tipo de crime têm inclusive sido praticado com o uso de call centers, colocando-se como parte integrante da indústria terceirizada, um setor que vem crescendo nas Filipinas.

Kate McGeown


Bebês gambás orfãos são resgatados em Floripa


Um espisódio de amor e respeito aos animais ocorreu em Santa Catarina nesta semana. O analista de teste José Paulo Almeida, 28 anos, salvou seis bebês gambás que ficaram órfãos.

Ele trabalha em um escritório em Florianópolis e uma gambá fêmea costumava rondar o local. Ela já tinha sido vista algumas vezes pelos funcionários, mas, infelizmente, foi encontrada morta no quintal. Segundo José Paulo, o animal estava nos fundos do terreno da empresa. “Eu vi que a barriga dela estava mexendo e achei que ela ainda estava agonizando.”
No entanto, ele acabou lembrando que gambás são marsupiais – mamíferos que possuem uma bolsa oca sob suas barrigas, onde acomodam seus filhotes – e, para surpresa de todos, seis lindos bebezinhos estavam lá dentro. “O engraçado foi que as pessoas foram olhar o animal e saíram correndo, pois viram os filhotes entrando na barriga da mãe e acharam que eles estavam comendo ela por dentro”, lembra José Paulo.
Os animais foram retirados da bolsa e acomodados em uma caixa de sapatos. A mãe foi enterrada e os bebês passaram a receber atenção especial. ” Fiz uma pesquisa sobre gambás e descobri uma receita com ovo, leite, mel e sal que servia para alimentá-los”, conta. Depois de encherem as barriguinhas, com a ajuda de uma seringa, os filhotes foram entregues à Polícia Ambiental do Rio Vermelho.
José Paulo e os colegas de trabalho estão de parabéns. Salvaram seis vidas inocentes pelo puro prazer de fazer o bem. O mundo precisa de mais pessoas como vocês.

Fernanda Borges


ANIMAL

Polícia investiga se médica do caso Joanna contratou outros estudantes

Falso médico escondeu o rosto e se esquivou das fotos durante o depoimento desta sexta-feira

Polícia investigará hospitais onde o falso médico Alex Sandro, trabalhou
A polícia civil vai investigar os hospitais Memorial e Cemeru, na zona oeste do Rio, onde o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Silva, que atendeu a menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, atuou como médico entre outubro de 2009 e julho de 2010. A suspeita é que haja outros casos de estudantes trabalhando como médico.
Segundo o delegado Fábio Cardoso, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública, as informações dadas por Silva nesta sexta-feira (4) podem revelar um esquema de contratação de estudantes. Ele contou ao delegado que soube da possibilidade de trabalhar como médico com a pediatra Sarita Fernandes Pereira por meio de colegas da faculdade.
- Possivelmente, há uma suspeita de que outros estudantes também participem desse esquema.
A médica Sarita deverá ser intimada a prestar depoimento após o feriado de Carnaval.

Entenda o caso
O estudante se apresentou na última segunda-feira (28) à Delegacia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele estava foragido desde agosto de 2010, quando teve a prisão preventiva decretada.
Contratado pela médica Sarita Fernandes Pereira, Silva atendeu a criança no hospital Rio Mar, na zona oeste do Rio, e lhe deu alta quando ela ainda estava desacordada.
O réu também foi denunciado pelo mesmo crime em relação a todas as vítimas não identificadas atendidas no mês de julho de 2010 na emergência do hospital.
Nesta terça-feira (1º), o juiz Alberto Fraga manteve a prisão preventiva do falso médico. O advogado do estudante entrou com pedido de revogação da prisão, que foi negado. Ainda assim, Edson Ferreira vai entrar com recurso para que seu cliente responda ao processo em liberdade.
Silva, que prestou depoimento no 3º Tribunal do Júri, na terça, responde por vários crimes, entre eles exercício ilegal da medicina, estelionato e uso de documento falso.
Ele disse que a médica Sarita Fernandes Pereira foi quem o contratou e não o hospital, como a pediatra havia informado. O estudante disse ainda que Sarita sabia o tempo todo da condição de acadêmico dele.
Ainda em depoimento, ele esclareceu que foi o pai de Joanna, André Marins, quem a retirou do hospital no dia em que ela foi internada e deveria permanecer em observação. Alex Sandro afirmou também que, após a morte da menina, Sarita telefonou várias vezes, sugerindo até que ele deixasse o país, indo morar em países como Espanha e Portugal.

Caso Joanna
A menina Joanna, que teria sido vítima de maus-tratos, morreu no CTI do hospital Amiu, em Botafogo, na zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.
A mãe da criança, a médica Cristiane, acusa o pai da menina, que tinha a guarda dela na época, de maus-tratos. Marins nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão.
Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, foi descoberto que, além dos maus-tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca. Ela ficou 28 dias internada no hospital Amiu. A polícia investiga os maus-tratos e o erro médico.
Marins está preso desde 25 de outubro de 2010 sob acusação de tortura e homicídio qualificado. Vanessa Maia, madrasta de Joanna, responde o mesmo processo em liberdade.
Três audiências sobre o processo contra o pai da menina já foram realizadas. Na última, realizada no dia 7 de fevereiro, o pai da menina falou pela primeira vez. Ele se defendeu das acusações e disse que amarrava a menina sob orientação de psicólogos.


"O Facebook salvou a vida do meu filho"


Após postar a foto do filho na rede social, uma médica reconheceu a vermelhidão na pele da criança como um sintoma de leucemia e avisou a família

Philip Rice, 34 anos, assistente de anestesia, estranhou uma vermelhidão na pele do filho Ted, 4 anos. Preocupado, decidiu, então, tirar uma foto e colocar em seu Facebook na esperança de que alguém pudesse ajudá-lo. Em poucos minutos, ele recebeu uma mensagem de sua amiga Sara Barton, médica no Hospital Salford Royal, no Reino Unido. Sara reconheceu a vermelhidão na pele de Ted como um dos sintomas de leucemia linfoide e insistiu que o garoto fosse levado ao hospital imediatamente.
“Ele não estava sentindo-se muito bem e seu rosto ficou muito pálido. Mas não percebi esses sinais no primeiro momento”, disse Philip ao jornal britânico Daily Mail.
No hospital, o diagnóstico da médica Sara Barton foi confirmado e Ted logo começou um tratamento severo com quimioterapia. “Ele tem 75% de chance de sobreviver. O número parece alto, mas quando se trata do seu filho, não é bem assim. O Facebook, provavelmente, salvou a vida de Ted”, completa Philip.
Ted tem que fazer uma sessão de quimioterapia todos os dias em sua casa e vai duas vezes por semana ao hospital. Para apoiar o filho, Philip também raspou a cabeça. A família conta com a ajuda da instituição de caridade Rainbow, que apóia famílias com crianças gravemente doentes. E a contribuição da dra. Barton continua: ela está se preparando para correr a Corrida de Manchester para arrecadar dinheiro para instituição.


Khat: Droga usada na África chega a Portugal e aos EUA

Khat: Droga usada na África chega a Portugal e aos EUA


A droga é desconhecida em Portugal e quase não tem expressão na Europa, com exceção de alguns países do Norte. A rota tradicional inclui Etiópia, Somália, Iémen e Quénia como países de origem, o Reino Unido " onde é legal " como primeiro destino e, posteriormente, os Estados Unidos como mercado preferencial desta droga, que tem um efeito algo semelhante ao das anfetaminas.

O khat tem origem nos países da África oriental

A droga é desconhecida em Portugal e quase não tem expressão na Europa, com exceção de alguns países do Norte. A rota tradicional inclui Etiópia, Somália, Iémen e Quénia como países de origem, o Reino Unido " onde é legal " como primeiro destino e, posteriormente, os Estados Unidos como mercado preferencial desta droga, que tem um efeito algo semelhante ao das anfetaminas.
Desta vez, Portugal foi escolhido como plataforma para os Estados Unidos, mas o tráfico foi travado pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária.
O coordenador António Sintra explicou ao i que o alerta foi dado pela Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais Sobre o Consumo (DGAIEC), que detectou, no dia 14 de Fevereiro, no aeroporto de Lisboa, seis caixas com cerca de 35 quilos de khat, prestes a seguir para diferentes destinos nos EUA, através de uma empresa de carga expresso.
A UNCTE decidiu iniciar investigações e, passado dois dias, conseguiu interceptar um homem com nacionalidade de um país europeu e uma mulher portuguesa, respectivamente com 28 e 33 anos.
Colaboração internacional A UNCTE e a Drug Enforcement Agency (DEA) americana acordaram que deixariam sair de Portugal mais sete caixas daquela droga (cerca de 30 quilogramas) com destino a várias cidades nos Estados Unidos da América.
Nos dias seguintes, a DEA identificou e deteve suspeitos de serem os destinatários de algumas das caixas com khat, em Chicago e Minneapolis. Ainda segundo as investigações, outras encomendas apreendidas eram dirigidas a Nova Iorque, Washington e Phoenix.
O coordenador de investigação criminal e responsável por este inquérito confirmou ao i que em Inglaterra aquela droga é legal, ao contrário de Portugal e restantes países da Europa. António Sintra disse que foram feitas três apreensões em 2007, 2008 e 2010, sempre com destino a mercados internacionais. O responsável explicou que este tipo de droga é normalmente traficada via aérea, uma vez que se degrada com alguma rapidez, o que inviabiliza o transporte marítimo. Ao que tudo indica, Portugal terá sido escolhido como rota para os EUA, uma vez que, por várias vezes, foram detidos ingleses que viajaram para a América na posse daquele estupefaciente.
Os dois detidos na Portela, que ficaram em prisão preventiva, vão ser julgados em Portugal, mas algumas provas vão ser juntas ao processo pelas autoridades norte-americanas. Nos EUA corre outro processo.

fonte: ionline - Segadas Vianna
Autor: fonte: ionline - Segadas Vianna


Folha do Delegado

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ciclista atropelado na sexta-feira volta ao hospital no RS


Um dos ciclistas atropelado na última sexta-feira em Porto Alegre foi levado ao Hospital de Clínicas na tarde de ontem com suspeita de lesão intercraniana. De acordo com os amigos do jovem de 23 anos, ele teria tido episódios de confusão mental.
O ciclista está na enfermaria facial onde passou a noite, em observação. O jovem teve passar por uma série de exames psicológicos.
De acordo com os médicos, o estado de saúde dele é regular. O jovem foi um dos primeiros a serem atropelados por um funcionário público, que se irritou com o bloqueio feito por ciclistas durante uma manifestação. O jovem teve o braço quebrado, escoriações pelo corpo e ferimentos na cabeça onde teve que levar pontos.


eBand

Drogas e AIDS em trágicos caminhos


É desejo de todo o ser humano viver intensamente por muito tempo, aproveitar os prazeres da vida com alegria e disposição, conviver amistosamente com seus familiares e amigos, ir para onde bem quiser com liberdade e autonomia, e, acima de tudo, ser saudável física e mentalmente, entretanto, nos caminhos da vida muitos descambam para a marginalidade das leis vigentes e para o submundo horripilante das drogas, consciente ou inconscientemente.
Está dentre os malefícios criados do homem para o homem, as drogas ilícitas ou mesmo lícitas, tais como: skunk, maconha, haxixe, ecstasy, morfina, heroína, ópio, LSD, anfetamina, cocaína, merla, crack, oxi, cristal, paco, codeína, rebite, lança-perfume, clorofórmio, peiote, mescalina, psilocibina, demais drogas psicoativas, além do álcool e do tabaco que são as mais comuns.
Tais drogas fazem as suas partes ilusórias de supostas melhoras psicológicas na mente humana em busca de um reino fantástico através de uma imaginação distorcida, com breves momentos estimulantes, entorpecentes e alucinógenos, quando na verdade leva o individuo para uma morte precoce e sofrida com a devastação e doença de vários dos seus órgãos, além de arrastar junto em grande sofrimento e dor os seus entes queridos.
Os efeitos das drogas são avassaladores e devastadores no organismo do ser humano, embora inicialmente possam dar uma sensação de bem-estar ao usuário. Os efeitos nefastos decorrem inicialmente da dependência física e psíquica que elas provocam. A dependência física altera a química do organismo, tornando-se indispensável ao indivíduo e a psíquica, quando o dependente não usa a droga, deixa-o em lastimável estado de depressão, abatimento e desânimo, perdendo o interesse pelo trabalho, pelo estudo e pela vida, passando o mesmo, a partir de certo estágio a não mais considerar os seus entes queridos ou quaisquer pessoas possíveis. O viciado ou dependente químico passa a viver noutro mundo, um mundo só dele, um mundo imaginário e inexistente.
Com a necessidade premente que o dependente da droga sente, possibilita um comércio rendoso, proibido e clandestino para os insanos traficantes, que se impõe à força, de forma abusiva e prepotente. Quadrilhas organizadas e armadas, sem qualquer escrúpulo e sem o menor respeito à vida, aos poderes constituídos, às leis vigentes, cultivam plantas entorpecentes, preparam, fabricam e refinam as drogas ilícitas e distribuem para os demais comparsas traficantes e estes repassam a altos custos para os tristes consumidores.
Irmanadas maleficamente com as drogas também estão as doenças sexualmente transmissíveis. As DST, como o próprio nome diz, são doenças transmitidas por meio das relações sexuais, assim como também acontece com vírus da AIDS, o HIV, especialmente por intermédio do sangue que pode ocorrer quando agulhas e seringas são compartilhadas para o uso de drogas injetáveis.
Mesmo com o advento do crack que vicia ao primeiro experimento, destrói e atinge principalmente a classe mais pobre, em sofrimento, degradação e morte, o uso de drogas injetáveis continua em ascensão no nosso país, em especial na classe média e alta. Com isso o número de pessoas contaminadas pelo vírus da AIDS devido ao uso em comum de agulhas e seringas, também cresce em altas proporções.
As drogas, assim como o sexo, encontram-se profundamente ancoradas na visão como fontes de satisfação, de sensação agradável, de dimensão de prazer, sem as quais seria inexplicável a atração por elas exercida, contudo, das duas opções, somente o sexo é realmente saudável, contanto que seja sexo seguro, ou seja, sexo praticado com preservativo.
Mas, o que geralmente acontece é que na vigência dos efeitos eufóricos das drogas a capacidade de negociar o uso de preservativo pode ficar prejudicada, pois a alerta de usar camisinha parece ser apenas um detalhe insignificante, com isso, a relação sexual acaba acontecendo sem proteção aumentando então o risco de disseminação e contaminação da AIDS tanto para o ativo quanto ao passivo do ato.
Assim, drogas e AIDS passeiam de mãos dadas pelos trágicos caminhos da vida arrastando os menos avisados para suas armadilhas, tal qual a aranha faz na sua invisível teia a caçar a sua indefesa presa.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br

Justiça impede creches de SP de fechar nas férias


Para Defensoria, as instituições constituem serviço educacional de assistência social

A Justiça determinou nesta semana que a Prefeitura de São Paulo mantenha as creches e pré-escolas da cidade abertas durante todo o ano, sem período de férias. A informação foi divulgada hoje pela Defensoria Pública de São Paulo, que entrou com a ação.
Para a Defensoria Pública, as creches constituem serviço público essencial, não apenas relacionado à educação, mas também à assistência social, motivo pelo qual não pode sofrer interrupções.
Segundo o Defensor Público. Pedro Giberti, "sem o serviço de creches, as crianças privam suas mães de trabalhar e ganhar dinheiro para atender às necessidades básicas da família". Giberti defendeu o posicionamento na sessão de julgamento.
Segundo a defensoria, a nova decisão vai beneficiar cerca de 150 mil crianças. O defensor avalia também que a decisão deve desestimular outros municípios do Estado que fecham creches durante as férias a continuar com essa conduta.
Participaram do julgamento os Desembargadores Fernando Maia da Cunha, Jeferson Moreira de Carvalho e Maria Olívia Alves. A decisão foi unânime e seu acórdão deve ser publicado até o final de março. Cabe recurso da decisão aos tribunais superiores, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.



Sean só voltará ao Brasil se Justiça americana determinar, diz advogado do pai


A decisão de qualquer instância da Justiça brasileira não trará Sean Goldman de volta ao Brasil. Essa é a opinião de Ricardo Zamariola, advogado de David Goldman, pai biológico do menino. “O menor só retorna ao Brasil se a Justiça americana determinar que ele volte. Não é uma questão de demérito à Justiça brasileira, é uma questão de competência internacional”.
Zamariola afirmou à Agência Brasil que está surpreso com a decisão de ontem (1º) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou que a irmã de Sean, de apenas 2 anos, Chiara Bianchi, fosse incluída como interessada no processo de guarda do garoto. “Não havia interesse jurídico na questão, o efeito prático no que já foi decidido é nenhum”, avaliou o advogado. Segundo Zamariola, o máximo que pode acontecer é o advogado da menina ser ouvido no julgamento sobre a guarda de Sean.
O advogado de David Goldman afirmou ainda que o caso deve demorar meses para ser analisado pelo STJ, uma vez que os autos ainda estão na Justiça Federal no Rio de Janeiro, que deu a decisão favorável ao pai biológico. Zamariola contou que o processo de adaptação do garoto nos Estados Unidos vai bem. “As primeiras semanas foram difíceis, mas, agora, a informação é de que ele está indo muito bem com o pai”.
Sean foi levado pelo pai em dezembro de 2009, por determinação judicial que lhe devolveu a guarda do menino. No Brasil, ele vivia com o pai adotivo e a irmã, Chiara. Sua mãe, Bruna Bianchi, casou-se com David nos Estados Unidos e, em 2004, trouxe Sean para passar férias no Brasil. Ela se separou de David e casou-se novamente. Em 2008, Bruna morreu depois do parto em que teve Chiara.

Agência Brasil


Verbratec© Desktop.