segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mensagem de Amor e Paz


Agradecemos a todos que caminharam conosco em 2009:
leitores, seguidores,blogs amigos, colaboradores, e amigos, desejando que nos 365 dias de 2010 continuemos juntos mostrando a todos o verdadeiro significado das palavras AMOR E PAZ, expressadas das mais variadas maneiras ... saídas de nossos corações.


Maria Célia e Carmen

Pedofilia

A pedofilia, atualmente, é definida simultaneamente como doença, distúrbio psicológico e desvio sexual (ou parafilia) pela Organização Mundial de Saúde. Nos manuais de classificação dos transtornos mentais e de comportamento encontramos essa categoria diagnóstica.

Caracteriza-se pela atração sexual de adultos ou adolescentes por crianças. O simples desejo sexual, independente da realização do ato sexual , já caracteriza a pedofilia. Não é preciso, portanto que ocorram relações sexuais para haver pedofilia.O fato de ser considerada um transtorno, não reduz a necessidade de campanhas de esclarecimento visando a proteção de nossas crianças e adolescentes e nem tira a responsabilidade do pedófilo pela transgressão das barreiras geracionais.

Existe crime de pedofilia?
Não existe um crime intitulado “pedofilia” na legislação brasileira. As conseqüências do comportamento de um pedófilo é que podem ser consideradas crime.

Quais os crimes mais cometidos por pedófilos?
•Atentado violento ao pudor
Prática de atos libidinosos cometidos mediante violência ou grave ameaça. São considerados atos libidinosos aqueles que impliquem em contato da boca com o pênis, com a vagina, com os seios, com o ânus, ou a manipulação erótica destes órgãos com a mão ou dedo. Também atos que impliquem na introdução do pênis no ânus, no contato do pênis com o seio ou na masturbação mútua.

•Estupro
Constranger criança ou adolescente à conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça.

•Pornografia Infantil
Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo crianças e pré-adolescentes.

Atenção: Só existe pedofilia quando esses crimes forem praticados contra menores de 14 anos.

DENUNCIE, PEDOFILIA É CRIME !


MS Contra a Pedofilia

RJ: Plano de ação para o enfrentamento aos castigos físicos


O I Simpósio Nacional de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente, realizado de quarta (02) a sexta-feira (4) no Rio de Janeiro, elaborou um plano de ação com recomendações para o enfrentamento aos castigos físicos e humilhantes usados como método de educação de crianças e adolescentes. O encontro, uma parceria da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, ONG Save the Children e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), foi organizado pela Rede Não Bata, Eduque e contou com a participação de crianças e adolescentes nas mesas de debate. Ao final, foi lançada a versão em português do Relatório sobre Castigo Corporal e os Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, elaborado pela Relatoria da Criança da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH/OEA).

Clique AQUI para baixar o relatório em PDF

[Jornal de Brasília (DF) – 06/12/2009]

Fonte: Andi

O desafio das drogas


Por Fernando Henrique Cardoso*

Um dos temas mais difíceis do mundo contemporâneo é o que fazer com o uso de drogas. Existem algumas comprovações bem estabelecidas sobre a questão. Se é verdade que sempre houve consumo de diferentes tipos de drogas em culturas muito diversas – embora não em todas –, não menos verdade é que ele no geral se deu em âmbito restrito e socialmente regulamentado, principalmente em cerimônias rituais. Não é este o caso contemporâneo: o uso de drogas se disseminou em vários níveis da sociedade, com motivações hedonísticas; no mais das vezes, sem aprovação social, embora, dependendo da droga, haja certa leniência quanto aos usuários.
Sabe-se também que todas as drogas são nocivas à saúde, mesmo as lícitas, como o álcool e o tabaco. E que algumas são mais nocivas do que outras, como a heroína e o crack. A discussão sobre se o consumo de drogas mais fracas induz ao de outras mais fortes é questão médica sobre a qual não há consenso. Para fins de política pública, o importante a reter é que as drogas produzem consequências negativas tanto para o usuário quanto para a sociedade e que reduzir ao máximo o seu consumo deve ser o principal objetivo.
A discussão, portanto, é sobre diferentes estratégias para atingir o mesmo objetivo. Até agora, a estratégia dominante tem sido a chamada “guerra às drogas”. Foi sob a sua égide, sustentada fundamentalmente pelos Estados Unidos, que as Nações Unidas firmaram convênios para generalizar a criminalização do uso e a repressão da produção e do tráfico de drogas.
Decorridos 10 anos, a agência da ONU dedicada às drogas se reuniu este ano em Viena para avaliar os resultados obtidos pela política de “guerra às drogas”. Simultaneamente, na Europa e na América Latina, comissões de personalidades independentes fizeram o mesmo, apoiando-se em análises preparadas por especialistas. Eu copresidi com os ex-presidentes da Colômbia e do México, respectivamente César Gaviria e Ernesto Zedillo, a Comissão Latino-Americana. Nossa conclusão foi simples e direta: estamos perdendo a guerra contra as drogas e, a continuarmos com a mesma estratégia, conseguiremos apenas deslocar campos de cultivos e sedes de cartéis de umas a outras regiões, sem redução da violência e da corrupção que a indústria da droga produz. Logo, em lugar de teimar irrefletidamente na mesma estratégia, que não tem conseguido reduzir a lucratividade e consequentemente o poderio da indústria da droga, por que não mudar a abordagem? Por que não concentrar nossos esforços na redução do consumo e na diminuição dos danos causados pelo flagelo pessoal e social das drogas? Isso sem descuidar da repressão, mas dando-lhe foco: combater o crime organizado e a corrupção, ao invés de botar nas cadeias muitos milhares de usuários de drogas.
Em todo o mundo, se observa um afastamento do modelo puramente coercitivo, inclusive em alguns Estados americanos. Em Portugal, onde, desde 2001, vigora um modelo calcado na prevenção, na assistência e na reabilitação, diziam os críticos que o consumo de drogas explodiria. Não foi o que se verificou. Ao contrário, houve redução, em especial entre jovens de 15 a 19 anos. Seria simplista, porém, propor que imitássemos aqui as experiências de outros países, sem maiores considerações.
No Brasil, não há produção de drogas em grande escala, exceto maconha. O que existe é o controle territorial por traficantes abastecidos principalmente do Exterior. Dada a miserabilidade e a falta de emprego nas cidades, formam-se amplas redes de traficantes, distribuidores e consumidores que recrutam seus aderentes com facilidade. O país tornou-se um grande mercado consumidor, alimentado principalmente pelas classes de renda média e alta, e não apenas rota de passagem do tráfico. Enquanto houver demanda e lucratividade em alta, será difícil deter a atração que o tráfico exerce para uma massa de jovens, muitos quase crianças, das camadas pobres da população.
A situação é apavorante. O medo impera nas favelas do Rio. Os chefões do tráfico impõem regras próprias e “sentenciam”, mesmo à morte, quem as desrespeita. A polícia, com as exceções, ou se “ajeita” com o tráfico, ou, quando entra, é para matar. A “bala perdida” pode ter saído da pistola de um bandido ou de um policial. Para a mãe da vítima, muitas vezes inocente, dá no mesmo. E quanto à Justiça, não chega a tomar conhecimento do assassinato. Quando o usuário é preso, seja ou não um distribuidor, passa um bom tempo na cadeia, pois a alegação policial será sempre a de que portava mais droga do que o permitido para consumo individual. Resultado, o usuário será condenado como “avião” e, tanto quanto este, ao sair, estigmatizado e sem oferta de emprego, voltará à rede das drogas.
É diante dessa situação que se impõem mudanças. Primeiro: o reconhecimento de que, se há droga no morro e nos mocós das cidades, o comércio rentável da droga é obtido no asfalto. É o consumo das classes médias e altas que fornece o dinheiro para o crime e a corrupção. Somos todos responsáveis. Segundo, por que não “abrir o jogo”, como fizemos com a aids e o tabaco, não só por intermédio de campanhas públicas pela TV, mas na conversa cotidiana nas famílias, no trabalho e nas escolas? Por que não utilizar as experiências dos que, na cadeia ou fora dela, podem testemunhar as ilusões da euforia das drogas? Não há receitas ou respostas fáceis. Pode-se descriminalizar o consumo, deixando o usuário livre da prisão. As experiências mais bem-sucedidas têm sido as que vêm em nome da paz e não da guerra: é a polícia pacificadora do Rio de Janeiro, não a matadora, que leva esperança às vítimas das redes de droga. Há projetos no governo e no Congresso para evitar a extorsão do usuário e para distinguir gradações de pena entre os bandidos e suas vítimas, mesmo quando “aviões”, desde que sejam réus primários. Vamos discuti-los e alertar o país.

*Ex-presidente da República
Zero Hora

Pensão alimentícia pode incidir sobre 13º salário


Final de ano, décimo terceiro salário na conta bancária. O recebimento desse dinheiro extra é uma boa oportunidade para fazer compras de Natal, quitar dívidas e fazer uma reserva para as despesas de início de ano. Mas o que muita gente não sabe é que a pensão alimentícia incide sobre esse benefício - as verbas compreendidas como “vencimento” ou “salário” unificam a totalidade dos rendimentos recebidos pelo alimentante.
No âmbito da Defensoria Pública do Tocantins, 35% dos atendimentos são de pensão alimentícia (alimentos e execução de alimentos). De acordo com a defensora pública Wanessa Rodrigues, responsável pelos atendimentos da comarca de Miracema, o Juiz da Vara de Família dessa cidade já entende que os pedidos de pensão incluem o desconto do benefício sobre o 13º e férias. “Isso varia de juiz para juiz. Há Magistrado, que solicita o pedido de desconto implícito, já outros não”, disse Wanessa, ressaltando, que tudo depende da sentença do juiz.
Todos os detalhes devem ser observados no momento da audiência na ação de alimentos, que nem sempre é tranquila e bem esclarecida às partes. Se houver dúvidas de como deve pagar a pensão, a forma mais segura de esclarecer é verificar a sentença judicial. Caso não tenha, deve-se pedir uma cópia ao Defensor Público ou advogado que atuou no processo.
A sentença judicial é um documento importante e que somente pode ser alterado com outra sentença. Assim qualquer mudança a ser feita que modifique o estabelecido somente pode ocorrer por meio de uma ação judicial, que pode alterar aquilo que ficou acertado no passado.

Pensão alimentícia

1º - As dúvidas mais frequentes referentes à pensão alimentícia são especialmente com relação ao valor que deve ser pago. O valor correto da pensão alimentícia é aquele que será ou foi estabelecido pelo juiz na sentença da ação de alimentos. Ou seja, este valor é individual e cada pessoa tem a sua sentença.

2º - No momento da audiência que se estabelece o valor da pensão alimentícia perante o juiz, deve-se preocupar com a necessidade da criança, mas também com as possibilidades de quem paga. Por este motivo os Tribunais têm entendido que 1/3 do rendimento é um limite que não compromete a sobrevivência de quem paga a pensão.

3º - Se a pensão que o alimentante paga a seus filhos foi determinado sobre os rendimentos totais dele e, é descontado em folha de pagamento, o filho tem direito ao percentual sobre o 13º salário e sobre as férias. Mas se o percentual foi estipulado sobre o salário mínimo, então, não é consenso entre os juristas que deva ser pago pensão sobre o 13º terceiro salário, embora exista jurisprudência que diga que sim, pois se o alimentante recebe um salário a mais por ano o percentual desse salário deve também ser pago ao alimentado.

4º - Não existe lei que obrigue o pagamento na proporção de 1/3 do salário, mas apenas um parâmetro para nortear o juiz, assim o valor da pensão alimentícia pode ser maior ou menor que 1/3. O valor incide sobre o valor líquido do salário, a não ser que a sentença estabeleça que o percentual dos alimentos incida sobre o valor bruto do salário.

5º - Para saber os documentos necessários e a ação que irá propor judicialmente, o interessado pode ligar na Central de Relacionamento com o Cidadão da Defensoria Pública, através do telefone 0800 646 0019. (Informações da ascom/DP)

Fonte: O Girassol

Leia mais em "Pai Ilegal"

Hospitais confirmam rotina de agressões contra crianças


João e Pedro têm 8 anos. Vitor completou 7. Artur passou agora pelo 4º aniversário. As idades das meninas Rita, Júlia e Ana vêm em "escadinha": 9, 7 e 4. Parece a lista de chamada da pré-escola, mas revela a triste rotina da maior unidade de referência de atendimento de vítimas de violência sexual. Todas essas crianças passaram pela sala de emergência do Hospital Estadual Pérola Byington de São Paulo, no intervalo de 24 horas - entre quarta e quinta-feira.
Dos 12 pacientes atendidos em um dia por terem o corpo violentado, sete tinham menos de 11 anos. Confirmaram a tendência de que a infância é alvo principal dos agressores. A participação infantil entre os acolhidos no Pérola avançou nos últimos anos. Em 2000, os menores de 12 anos respondiam por 10,7%, porcentual que chegou a 34,6% em 2003 e 47,3% no ano passado. Este ano alcançou nível recorde, 50,5%. As crianças já são maioria na unidade ginecológica que foi criada para atender mulheres.
Para os médicos, entretanto, o dado não revela que a violência contra a infância cresceu. "Tenho convicção de que agora é menos velada", afirma Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Violência da unidade. O que estava "embaixo do tapete de casa" - já que a literatura mostra que em 90% dos casos o agressor é íntimo (pai, padrasto, tio) - agora começa a vir à tona. E a experiência com as vítimas adultas faz médicos olharem até de forma positiva para o atual perfil.
"Entendemos que o ciclo de violência está sendo rompido mais cedo", afirma Drezett. A maior parte das pessoas só procurava ajuda médica depois de cinco anos, em média, sofrendo a agressão em silêncio. Pode ter sido o caso das duas jovens de 17 anos, outra de 19 e uma quarta de 21 que foram atendidas naquela mesma quarta-feira no serviço de violência do Pérola.
O rompimento mais cedo do muro de silêncio em torno da vítima é apontado como uma das consequências positivas da divulgação do assunto feita pela CPI da Pedofilia, por exemplo. "As mães passaram a acreditar mais nos filhos e sabem onde procurar ajuda", afirma Daniela Pedroso, psicóloga responsável pelo atendimento do hospital. O que antes era escutado só como fantasia agora já é encarado como indício de que a criança pode estar sofrendo, completa ela.
Se as mães estão mais atentas aos pedidos de socorro, muitas vezes sutis, Daniela diz que ainda falta atenção de outros olhos e ouvidos. "É preciso que os profissionais de saúde, não só os ligados à área de violência, estejam mais atentos aos sinais, assim como professores", completa a especialista. Só a maior atenção das mães já implicou mudança de perfil dos atendimentos. Alteração que foi mais rápida do que a adaptação da estrutura física do Pérola Byington.
Um dos sinais disso é que as mesas para as consultas ainda são todas para adultos e não voltadas ao público infantil. Foi a equipe de profissionais do ambulatório de violência que, sensível aos pacientes cada vez menores, montou uma brinquedoteca na sala de espera, no mês passado. Na última quinta-feira, a música de ninar que saía de uma das bonecas era o som que destoava do silêncio de quem esperava consulta. Embalado pelo ritmo, um menino que parecia ter só 6 anos dizia para mãe que "era preciso voltar a ser feliz". (Fernanda Aranda - AE)

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Crimes pela internet aumentam no final do ano


As épocas de Natal e Ano Novo são, para muitos, as mais esperadas. Já no início de dezembro, é possível perceber em toda a cidade a grande expectativa pela chegada das festas de fim de ano. Os shoppings lotam, as ruas ficam mais movimentadas e os enfeites estão por toda parte.
Para os criminosos, esta época também é uma das mais aguardadas, pois é um bom momento para “agir”, colocando em prática os vários planos para fazer vítimas. A internet tem sido um dos meios preferidos para a prática de crimes. Por conta da dificuldade em identificar os criminosos, eles têm cada vez mais se utilizado deste meio para roubar. “A internet vem sendo utilizada não só como meio de informação, mas também para a propagação de crimes, e temos procurado coibir isso”, afirma a delegada Beatriz Machado, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), criada em março deste ano para coibir os crimes em meios eletrônicos.
Foi através da internet que Paulo Ribeiro, 38 anos, caiu em um golpe e perdeu R$2.600. Além do prejuízo financeiro, a vergonha e a humilhação são os principais obstáculos enfrentados por ele. “Eu fiquei com tanta vergonha que nunca contei pra minha família. A gente se sente humilhado”, contou o homem, que em maio deste ano resolveu comprar um carro pelo site www.finavelveiculos.com.br. A vítima entrou em contato com o suposto vendedor e ele disse que era necessário efetuar um depósito de R$ 2.600. Paulo fez isso e em seguida, foi até o município de Tucuruí, como havia sido acordado. Já na cidade, ele aguardou o “vendedor” e nada. Até que descobriu que se tratava de um golpe. O rapaz comunicou aos policiais da DRCT e o trabalho de investigação iniciou. Cerca de um mês depois, quatro criminosos envolvidos no crime foram presos. “Na última vez em que eu falei com ele pelo telefone, o bandido disse que isso era uma lição de vida e, se eu contasse para alguém, ia me matar”.

Fraudes em cartões de crédito lideram os crimes na Internet

As fraudes envolvendo cartões de crédito são as que vêm ganhando mais destaque. No mês de setembro, os policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) conseguiram prender uma quadrilha de estelionatários que vinha fraudando, pela internet, contas bancárias de idosos e beneficiários de proventos do governo federal no município de Curuçá e, ainda, em pelo menos três estados do país.
Para evitar novas vítimas, é preciso cuidado, especialmente, durante as compras de Natal, quando muitos clientes desejam adquirir os presentes pela internet. Segundo especialistas, as transações de cartão de crédito online são bastante arriscadas, já que os dados fornecidos durante as operações podem ser interceptados com facilidade por um hacker bem treinado.
“É preciso que as pessoas tomem muito cuidado na hora da compra, já que os criminosos intensificarão as fraudes no comércio eletrônico, principalmente na criação de lojas virtuais, que não entregam os produtos e usam os dados do cliente para práticas de outros crimes”, alertou a delegada Beatriz Machado.
Com a utilização de cartões de crédito roubados, muitos criminosos fazem compras ou ações indevidas em nome das vítimas. Josianny Ruses, proprietária de uma locadora de carros, foi vítima de um golpe desse tipo.
“Um homem foi até a loja e, usando um cartão de crédito roubado, conseguiu a liberação para locar um carro para dois dias. Ele simplesmente não devolveu e ficou andando pela cidade. Procurei a polícia e, cerca de uma semana depois, ele foi preso e o carro, recuperado. Ele ainda usou outro cartão de crédito para abastecer o veículo”, contou a vítima.

Pornografia também está na mira da polícia

Este mês, os policiais da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos também estão “de olho” em criminosos que utilizam a internet para a vulgarização e banalização da pornografia infanto-juvenil e adulta não autorizada. Foi iniciada uma campanha de combate a este tipo de crime.
“É preciso alertar que qualquer participação nesses casos é crime. Quem for flagrado pode ser preso. É preciso alertar os jovens que se deixam filmar que nem sempre os vídeos cairão nas mãos de quem essas pessoas desejam”, afirmou a delegada Beatriz Machado.
No último mês de novembro, um homem foi preso na casa dele, em Belém, por divulgar imagens pornográficas de adolescentes na internet.
Reinold Wiec Júnior utilizava sites legalizados de pornografia adulta e nos mesmos inseria links pornográficos de adolescentes. Para dificultar a ação da polícia, o acusado colocava fotos de meninas de fora do país. Dessa forma, ficava mais difícil a identificação das vítimas. Reinold continua preso à disposição da justiça.

DENÚNCIAS

Em cinco anos, mais de 25 mil denúncias relacionadas à pedofilia foram feitas no Pará. Nos últimos 12 meses, o Pró-paz registrou mais de mil casos. As informações são da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acompanha as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pedofilia no Estado. Para dar mais agilidade às investigações, o Ministério da Justiça lançou, na última quinta-feira, no site da Polícia Federal, um formulário eletrônico para denúncias.
Segundo Fernando Sérgio, da Polícia Federal no Pará, o serviço funciona como um sistema de proteção da sociedade que é vítima de crimes de pedofilia, genocídio ou preconceito. No formulário, o denunciante tem a opção de deixar contato para que a Polícia Federal possa coletar mais informações.
Antigamente, as denúncias eram feitas na Polícia Civil ou na própria sede da Polícia Federal. Agora, a população pode entrar no site do órgão e acessar o link do tipo de violação de direito quer denunciar. De acordo com Sérgio, o formulário será útil para a polícia dar início a novas investigações ou ainda acrescentar a trabalhos já existentes.

SERVIÇO

Denúncias de casos de pedofilia pela internet podem ser feitas no www.dpf.gov.br ou pelo e-mail denuncia.ddh@dpf.gov.br

CRIMES TECNOLÓGICOS

Denúncias de crimes tecnológicos podem ser feitas na sede da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), na travessa Vileta, nº 1100, entre Marquês de Herval e av. Pedro Miranda, no bairro da Pedreira, em Belém.

As vítimas também podem entrar em contato pelos telefones (091)4006-8114/ 8120/ 8121. (Diário do Pará)

Jovem esbarra na falta de qualificação para emprego


Vinte e duas mil vagas de trabalho ofertadas pelo Sine-IDT não são preenchidas por falta de capacitação e experiência

Daiane da Silva Nunes, 20 anos, está em uma encruzilhada: terminou o Ensino Médio regular aos 18 anos. Não conseguiu passar no vestibular para Enfermagem nem entrar para o mercado de trabalho. Nos dois casos, a falta de preparo adequado barra seus sonhos e objetivos. A sua história exemplifica bem inúmeras outras de jovens brasileiros, entre eles os cearenses, que estão no mesmo "barco".
A grave situação não passa despercebida pelo Ministério da Educação (MEC). No último Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, realizado em Brasília, o secretário de Educação Profissional e Tecnologia do MEC, Eliezer Pacheco, criticou severamente o Ensino Médio do País. "Não serve para nada. É apenas um trampolim para a universidade, nem sempre galgado pelo aluno da escola pública". Para ele, é necessário preparar os estudantes para o mercado de trabalho, que cresce de forma geral. "Com relação a isso, nem mesmo os Centros Federais de Educação Tec-nológica cumprem a sua parte".
Segundo Pacheco, cerca de 200 mil postos de trabalho deixam de ser ocupados no Brasil por falta de profissionais qualificados. O quadro é resultado do abandono escolar, já que 16% dos estudantes deixam de ir à escola ao completar o Ensino Fundamental. A situação não é diferente no Ceará. De acordo com números do Sistema Nacional de Empregos e Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine-IDT), das 88,6 mil ofertas de emprego entre janeiro e setembro deste ano, 22 mil não conseguem ser ocupadas. A razão, na maioria dos casos, se deve à falta de qualificação e à inexperiência dos candidatos.

Tentativa

Daiane esteve no posto do Sine-IDT do Centro, na manhã da última quinta-feira, fazendo mais uma tentativa. Outra decepção. "O que fazer? Tenho de me sustentar. Sem dinheiro nem para pegar um ônibus não posso pensar em fazer um curso de qualificação", diz. Outro jovem que procura trabalho é Edmilson Pereira de Lima, de 18 anos. Ele admite que concluiu o Ensino Médio "aos trancos e barrancos". Inclusive, nem pensou em fazer vestibular. "Estou há um ano procurando emprego e não consigo preencher o que as empresas querem".
Enquanto não entra para o mercado de trabalho, ele engrossa o "exército" de 473 mil jovens cearenses, entre 18 e 29 anos, que nem estudam nem trabalham, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pnad/2008. A taxa de evasão escolar no Ensino Médio do Estado acompanha a média nacional. Em 2008, chegou a 15,9% dos 366,1 mil matriculados.
A procura por trabalho é um dos principais motivos para os jovens de baixa renda deixarem tão cedo a escola. Segundo o professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) Domingos Abreu, as condições de vida da maior parte dos indivíduos os obriga a procurar um emprego cedo. "No Brasil, não se permite aos jovens apenas estudar".

IPEA 2009
Pesquisa aponta problemas, avanços e desafios pela frente

A situação dos jovens brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos, caracteriza-se por um misto de avanços, problemas e desafios, aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em recente publicação, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o principal avanço é que eles passam mais tempo na escola e têm maior escolaridade que os adultos. Mesmo assim, só com o Ensino Médio, não conseguem entrar facilmente no mercado de trabalho.
Na faixa etária dos 18 aos 24 anos - diante de maiores responsabilidades familiares e da disponibilidade de empregos, em sua maioria, de tempo integral - o jovem experimenta uma dificuldade para se qualificar e trabalhar. Em outras palavras, laborar e estudar tornam-se uma condição onerosa.
"Existe emprego. O que faltam é a qualificação para a vaga", afirma o coordenador de Estudo e Análise de Mercado de Trabalho do Sine-IDT, Erle Mesquita. De acordo com pesquisa realizada pelo órgão, de dez desempregados, quatro não entram no mercado por falta de capacitação e outros quatro, por falta de experiência.
Na avaliação do deputado federal Ariosto Holanda (PSB), o Brasil só vai crescer realmente quando investir em educação profissional e capacitação tecnológica de maneira ampla. Para ele, é importante concluir o Ensino Médio, sem dúvida, no entanto, somente com ele a concorrência em busca de emprego é mais complicada, mesmo com o avanço no número de ofertas de vagas de trabalho.
O parlamentar defende a criação de mecanismos ágeis e flexíveis de transferência de conhecimentos para a população, como forma de atalhos sobre a educação tradicional. Segundo ele, os centros vocacionais tecnológicos (CVTs) são uma saída rápida para a defasagem na capacitação do trabalhador. "O mercado de trabalho exige conhecimento".
A qualificação profissional e a geração de trabalho, avalia, são os principais desafios dos governantes e da sociedade para que o crescimento da economia e o desenvolvimento social possam andar juntos e levar à promoção da cidadania.

Entrevista - Getúlio Ferreira*

É preciso inverter a lógica de que todos têm de entrar para a faculdade
O resultado do Censo Escolar 2008 demonstra que as matrículas de educação profissional são as que mais crescem no país. Para você, que fatores explicam esse resultado?
O principal fator está vinculado ao entendimento de que os desenvolvimentos social e econômico brasileiros passam pelo fomento da educação profissional e tecnológica. Nesse sentido, a expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica assume o protagonismo desse crescimento.
Mesmo com tantos disputando vagas nos institutos federais, o mercado de trabalho se ressente de profissionais qualificados? A que se deve isso?
Sim, uma vez que, no Brasil, não havia aporte de recursos públicos no ensino técnico e tecnológico, muito embora, historicamente, os setores produtivos demonstrassem a necessidade. A cultura bacharelesca no País é perceptível em todos os censos escolares. É imperioso alterar essa lógica. Hoje, temos cerca de cinco milhões de matriculados na educação superior contra aproximadamente 800 mil na educação profissional.

O que fazer ou está em curso para reverter esse quadro?

Reafirmar a política de formação do trabalhador e da valorização social do trabalho, atrelando os programas de desenvolvimento institucional aos arranjos sociais, culturais e produtivos locais. É importante lembrar que a escola pública e de qualidade é um dos referenciais que permitem levar as políticas públicas inclusivas a todos os recantos do País.

E os investimentos para 2010?

Somente para o programa Brasil Profissionalizado, estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 120 milhões, para construção de 20 escolas, em parceria com o governo do Estado do Ceará.

*Sec. substituto da Setec

Fonte: Diário do Nordeste

TOQUE DE ACOLHER : Medida controla adolescentes


Jovens de Canindé são proibidos de ficarem até meia-noite nas ruas. Toque de Acolher muda costumes na cidade

O Toque de Recolher que está em vigor desde o dia 9 de junho deste ano, mas que em Canindé ganhou novo nome, comemora resultados positivos e elogios da sociedade. Agora é "Toque de Acolher", uma medida tomada em conjunto com pais, crianças e adolescentes tornou-se modelo o Estado. De acordo com o juiz titular da 1ª Vara da Comarca de Canindé, Antônio Josimar Almeida Alves, a cidade foi pioneira ao baixar a portaria nº 6 de 2009 que disciplina horário e permanência e circulação de crianças e adolescentes em logradouros públicos de Canindé.
"Saímos na frente´´, disse o juiz da infância e juventude, que todas as sexta-feiras participa de uma audiência com os pais e os jovens que foram acolhidos no final de semana durante às realizações das blitze. Segundo ele, primeiro os pais e os adolescentes passam pelo serviço social do Fórum. "Dependendo do problema detectado, seja álcool, drogas ou delinquência, entre outros problemas, a criança ou o adolescente já sai com um ofício para o órgão competente", explica o juiz Josimar Almeida Alves.
De acordo com a portaria, quanto menos idade o jovem tiver, menos tempo poderá ficar nos logradouros públicos. A norma delimita que crianças de até 12 anos incompletos podem ficar nas ruas até as 20 horas, desacompanhados dos pais ou responsáveis. Já os adolescentes de 12 à 16 anos incompletos até 22 horas e os jovens com idade entre 16 e 18 anos incompletos, até 23 horas. Em casos restritos, pode haver tolerância de mais 30 minutos para os alunos que estudam à noite.
De acordo com o juiz Josimar Alves, foi preciso realizar uma reunião para implantar o projeto em Canindé. O encontro aconteceu no Colégio Estadual Paulo Sarasate. "Fomos ouvir sugestões da comunidade e discutir o conteúdo com os jovens. No início, eles tiveram aversão mas depois de conhecer o conteúdo da portaria, eles passaram a apoiar o projeto", comemora.
Para o juiz da Comarca, o objetivo do projeto é restabelecer autoridade dos pais para com os filhos, forçando-os a um melhor acompanhamento e fiscalização de conduta dos filhos. O outro ponto é que os jovens passem a compreender que não têm direitos, mas obrigações para com a família e a sociedade. Mesmo com pouco tempo em vigor, o projeto "Toque de Acolher", segundo o juiz, já dá resultados positivos e recebe o apoio da comunidade e dos pais dos adolescentes beneficiados com a portaria.

Resultados

"Antes de começarmos esse trabalho, havia muitos atos infracionais durante a noite, como roubos, assaltos, principalmente, furto de celulares, além de muitos adolescente usando drogas. Com a portaria em vigor, não se ouviu falar mas nisso", frisou. Quanto aos estabelecimentos que foram fechados durante as blitze, os proprietários foram autuados em flagrante e irão responder procedimentos na justiça devido a reincidência com a presença de menores de idade. "Vejo o Toque de Acolher como positivo devido à queda dos índices da prática de atos infracionais no período noturno", concluiu o juiz.
Na sua opinião, acolher nas ruas meninas e meninos em situação de risco, entregando-os aos pais, ou recomendar a eles e a seus pais que os filhos menores de 18 anos não podem permanecer em lugares inadequados, principalmente à noite, é cumprir o mandamento da proteção integral, resguardando e protegendo as crianças e adolescentes para que tenham desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e de dignidade, como prescreve o artigo 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Apoio

O Toque de Acolher que recebe apoio da Prefeitura, por meio das Secretarias de Saúde, Educação e Ação Social, que cedem os veículos para o trabalho de fiscalização recebem elogios da sociedade. O trabalho é feito por uma equipe de 30 pessoas do Conselho Tutelar, Juizado da Infância e Juventude, Guarda Municipal, Polícia Militar, e agentes do Centro de Referência e Assistência Social que garantem a segurança na ação.
Para a moradora Socorro Marçal, o projeto é maravilhoso. "Essa ideia mudou o comportamento dos jovens e adolescentes em casa e na escola. Vejo como o projeto do ano´´, elogia a mãe de família que agora tem amparo para tomar decisões em relação aos filhos.
Já Petronilia Santos, que trabalha o projeto "Amor à Vida", na Secretaria de Educação Infantil e Fundamental de Canindé, o Toque de Acolher tem melhorado bastante o comportamento dos adolescentes. "Nas conversas com as famílias, os pais estão elogiando bastante o projeto. A rigidez da portaria levou menores a uma maior responsabilidade", observa.
Depois da implantação do projeto em Canindé, as infrações praticadas por menores diminuiram em até 90%. E por mais que seja uma medida para evitar que os jovens permaneçam em situações de risco, a portaria proporciona, também, uma mudança nos hábitos da comunidade.

POSTURAS DISTINTAS
Resistência constitucional

Quixadá "Toque de Acolher" no Eusébio e ajustamento de conduta em Quixadá. Buscando o mesmo objetivo, todavia, em universos distintos de atuação e aplicação jurídica, as medidas de amparo a crianças e adolescentes enfrentam realidades diferentes nessas cidades.
O Juiz da Vara da Infância e da Juventude do Eusébio, Eli Gonçalves Júnior, ainda aguarda voluntários para implantação de sua medida de proteção. No Sertão Central os conselheiros tutelares buscam o convencimento do Ministério Público e da Justiça na expansão da medida, aplicada atualmente apenas na Feira de Animais da cidade.
No Eusébio, o conselheiro tutelar Edney Castro, na atividade desde março passado, não concorda com a aplicação de normas que privem a liberdade constitucional dos menores. Para ele, cabe aos pais a responsabilidade de controlar os filhos. Castro esclarece que na sua cidade o preceito estabelecido pelo magistrado tem o objetivo de acolhimento e não o recolhimento de menores. Há uma diferença muito grande entre as duas ações. No caso do Eusébio a ideia é resgatar os jovens, crianças e adolescentes, das situações de risco.
Em Quixadá, a conselheira Lucilene Xavier, a Bamba, expõe a investida estabelecida pelo Ministério Público como solução para um grave problema em um dos pontos mais críticos da cidade, a Feira de Animais. Ela não vê abusos na determinação. Erradicou a exploração sexual e o consumo de bebidas alcoólicas naquele local. Para Lucilene, o "Toque de Recolher" aplicado ali só trouxe benefícios. Agora, luta pela implantação da mesma estratégia nos clubes e danceterias da cidade. Nas festas há consumo exagerado de bebidas alcoólicas e drogas.
Esclarece a conselheira: "o nosso papel não é fiscalizar, e sim amparar, por esse motivo a aplicação de multas aos proprietários desses estabelecimentos, por cada menor ali encontrado, com certeza inibirá os abusos e os riscos".
A técnica em enfermagem com mais de quatro anos dedicados à assistência infanto-juvenil critica a postura de quem alega haver restrição de liberdade, ferindo a Constituição. "Isso é hipocrisia. Gente assim não faz ideia dos riscos que nossos jovens estão correndo. Se existem direitos também existem deveres, responsabilidades a serem cumpridas", completa.
Em junho passado, o jornal Diário do Nordeste publicou reportagem sobre o toque de recolher menores. Entidades não governamentais, principalmente as estudantis, foram contra. Muitos pais aprovaram.
A professora Anunciada Ferreira foi uma delas. Mãe de três filhos adolescentes, apoia qualquer ação de controle. Somente ao completar maioridade pode chegar em casa depois da meia-noite. Respeitava e atendia os pais. Para ela, se existe algo errado são as leis.
O advogado Weiber Cavalcante é contra o "Toque de Recolher". Considera a medida arbitrária. Todavia, vê nas ações dos juízes e promotores, desde que não haja excessos, alternativas viáveis para minimizar os abusos. O artigo 149 do ECA dá ao magistrado poder para disciplinar entrada e permanência de menores em locais públicos.

Fonte: Diário do Nordeste

Conferência Nacional da Criança e do Adolescente tem início nesta 2ª


Conferência Nacional tem início nesta 2ª
Edição Nº 921 - 07/12 a 13/12/2009A 8ª Conferência Nacional da Criança e do Adolescente terá início nessa segunda-feira, 7 e seguirá até o dia 10 de dezembro de 2009, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O Tocantins será representado por 56 delegados eleitos na Conferência Estadual, realizada nos dias 13 e 14 de novembro, em Palmas. O evento leva o tema “Construindo Diretrizes da Política Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Plano Decenal”.
O objetivo da conferência é Analisar, definir e deliberar as diretrizes da Política Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, com vista à elaboração do Plano Decenal da Política dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Os delegados do Tocantins são formados por: 20 adolescentes; 10 conselheiros de Direitos da Criança e do Adolescente municipal; 6 conselheiros Tutelares; 4 delegados de organização governamentais; 2 delegados do Fórum de Direito da Criança e do Adolescente, 1 delegada da Delegacia Especial da Criança e do Adolescente; 4 conselheiros Setoriais Estaduais; 2 conselheiros Setoriais Municipais; 2 representante de universidades; e 5 convidados.

Abertura
A abertura oficial da Conferência Nacional será realizada às 18h30, do dia 7 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
A delegação do Tocantins sairá para Brasília às 18h, do dia 06 de dezembro, de frente da ATM – Associação Tocantinense de Municípios, em Palmas.

Fonte: Jornal Primeira Página

Transmissão on-line da 8ª Conferência Nacional da Criança e do Adolescente

O Portal Pró-Menino fará a transmissão on-line da 8ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que acontece entre os dias 7 e 10 de dezembro, na cidade de Brasília-DF. Durante a conferência, haverá também uma Feira dos Direitos da Criança e do Adolescente, com a apresentação de materiais artísticos, culturais e acadêmicos sobre o tema. O Portal Pró-Menino também participará da instalação artística Cidade dos Direitos, um espaço de vivência dos princípios do Sistema de Garantias e Direitos, montada simultaneamente à conferência, no formato de uma mini-cidade. A instalação foi criada a partir da representação gráfica do Estatuto da Criança e do Adolescente disponível no Portal Pró-Menino.
São esperados 600 delegados adolescentes para a conferência e cerca de 12 mil estudantes do ensino fundamental e médio das escolas de Brasília, especialmente convidados para as atividades de promoção dos direitos humanos que acontecerão no local.

Leia mais: Portal Prómenino

Frequentadores da Praça Roosevelt fazem ato contra a violência em SP


SÃO PAULO - Artistas, frequentadores da Praça Roosevelt e amigos se reuniram em um ato de repúdio à violência na noite deste domingo no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Textos sobre e de autoria de Mario Bortolotto foram lidos e as dezenas de pessoas que lotavam o local fizeram um minuto de silêncio pela recuperação do dramaturgo, que segue internado em estado grave na Santa Casa de Misericórdia.
Na madrugada de sábado, quatro bandidos invadiram Espaço Parlapatões, onde funciona teatro e bar, em uma tentativa de assalto. O dramaturgo Mário Bortolotto foi atingido por três tiros . As balas atingiram o tórax, acertando pulmão e coração, e o pescoço. Submetido a duas cirurgias, Bortolotto segue internado em estado grave na UTI da Santa Casa de Misericórdia. O dramaturgo está sedado e respira por meio de aparelhos. O ilustrador e músico Carlos Carcarah foi atingido na perna, mas não corre risco de vida.
Estiveram presentes ao ato o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Sérgio Mamberti, os diretores de teatro Cacá Rosset e Celso Frateschi, o músico Branco Melo (dos Titãs), os atores Marcos Caruso e Gero Camilo, e o escritor Marcelo Rubens Paiva, entre outros.
- Mario Bortolotto é um símbolo dessa praça e vai continuar sendo por muito tempo. Muito do que aconteceu com a vida da Praça Roosevelt tem a ver com a história de Mario - disse Hugo Possolo, um dos fundadores do grupo Parlapatões, Patifes e Paspalhões.
O primeiro texto a ser lido foi escrito pela atriz Fernanda D'Umbra, ex-mulher de Bortolotto, que não pode estar presente na manifestação. "Mário tem o dom de agradar, mesmo sem querer. É impossível resistir ao teatro dele, a seus superheróis de ressaca e à mistura de humor e lirismo torto. Mário é para sempre e nada pode mudar isso".
- Todos os espaços dessa praça são para nós artistas como nossa sala de estar. Fomos vítimas de uma violência que poderia ter acontecido com qualquer pessoa em qualquer lugar. Não vamos ceder à ideia que esse é um lugar de desgraça. É um lugar de graça, de alegria, um símbolo da cidade de São Paulo e de como a presença da arte pode recuperar um entorno degradado - completou Possolo.
Ao longo de todo o ato, que reuniu cerca de cem pessoas na Praça Roosevelt, uma viatura da polícia esteve estacionada em frente ao Espaço Parlapatões.
Antes do assalto, os grupos de teatro com sede na Praça Roosevelt já reivindicavam a instalação de uma Base Comunitária da PM no local. "O teatro não vai se intimidar com a violência, muito menos se submeter aos bandidos, aos que querem a escuridão nas ruas, aos querem que o povo fique em casa, acuado", diz o manifesto no site dos Parlapatões.
- Além da vigília pela recuperação de Bortolotto, quisemos mostrar que a Praça Roosevelt é um espaço público, que pertence ao cidadão e não aos bandidos - disse Possolo.
Devido ao ato, está cancelada a apresentação da peça "O papa e a bruxa", para que elenco, artistas, produtores, técnicos e funcionários do teatro possam participar da manifestação. A partir de segunda, o Espaço volta a funcionar normalmente.
A polícia tenta identificar o assaltante que disparou contra Bortolotto. Imagens dele foram gravadas pelas câmeras de segurança do Espaço Parlapatões e divulgadas no fim da tarde deste sábado pela polícia (foto menor).
A invasão do Espaço Parlapatões ocorreu às 5h50m de sábado. Cerca de 20 pessoas estavam no local. Dois dos quatro bandidos renderam um vigilante e o levaram ao camarim, que fica no segundo andar. Enquanto isso, outros dois assaltantes ficaram na porta de entrada.
Segundo a polícia, Bortolotto reagiu e não obedeceu as ordens dos ladrões, que mandaram todos se deitarem no chão. O dramaturgo teria permanecido em pé e tentado evitar o assalto. Um dos bandidos atirou. Após os disparos, o grupo fugiu levando apenas um casaco e as chaves do vigilante.
Bortolotto frequentava a Praça Roosevelt quase diariamente.Ele é uma das figuras do teatro de vanguarda que reanimou a Praça Roosevelt, hoje um espaço tradicional do teatro paulistano. ( Leia também: Bortolotto: pop do teatro ao rock)
Decadente durante a década de 80, a praça foi revitalizada justamente quando grupos de teatro alternativo decidiram ocupar o local. Os bares vizinhos voltaram a atrair público e a praça voltou a ser um endereço procurado na noite paulistana.
Antes ocupada por prostitutas, traficantes e moradores de rua, a Praça Roosevelt começou a se transformar no que é hoje a partir da virada dos anos 1990 para os 2000. A companhia Os Satyros foi uma das primeiras a se instalar no local, atraindo jovens dramaturgos, diretores e atores teatrais, escritores, músicos e poetas.

Fonte: Globo

Cidade Escola Aprendiz - Festival do Fim

Pedofilia: Novos depoimentos são colhidos em Catanduva



O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público de São José do Rio Preto, colheu o depoimento de novas supostas vítimas e testemunhas, como professoras, de uma rede de pedófilos de Catanduva, cidade paulista de 115 mil habitantes que fica a 384 km da capital.
Esses depoimentos poderão ajudar na solução do caso que está completando um ano sem que haja explicação, por exemplo, sobre o acobertamento da Polícia Civil de alguns dos suspeitos.
Esse é o caso do endocrinologista de crianças Rodrigo Brida Gonçalves, 32, filho de um conhecido médico de Catanduva, e do empresário José Emanuel Volpon Diogo, 44.
Um borracheiro – o José Barra de Melo, 46, o Zé da Pipa – e o seu sobrinho William Melo de Souza, 19, já foram condenados em primeira instância a 11 anos de prisão e a sete, respectivamente. Eles esperam novo julgamento, que deverá ocorrer nesta semana, informa o Estado de S. Paulo.
O médico e o empresário nem sequer foram denunciados formalmente pelo Ministério Público por falta de provas.
O MP teve de assumir as investigações por causa de atitudes suspeitas de policiais, como a da delegada Rosana da Silva Vanni (foto á direita), que informou ao advogado do médico que o computador dele seria confiscado para uma vistoria.
Quando os policiais foram à casa do médico para pegar o computador, ficaram sabendo que ele tinha sido levado um dia antes para o conserto. A delegada admitiu ter errado.
Gonçalves contratou para defendê-lo José Luis Oliveira Lima, advogado também do médico Roger Abdelmassih, acusado de ter estuprado pelo menos 56 de suas pacientes.
As famílias cujos filhos teriam sido vítimas de pedófilos tentam voltar à normalidade, mas não tem sido fácil.
Cristiane José Lima, por exemplo, disse que preferiria que um ladrão levasse tudo que tem em casa a ter os seus três filhos molestados por tarados.

Paulo Lopes Weblog
[Com informações da imprensa da região]

Roger tenta anular 1º matrimônio para se casar com Larissa Sacco

Roger Abdelmassih (foto), 66, médico que está preso sob a acusação de ter estuprado 56 pacientes, solicitou à Justiça autorização para comparecer ao Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de São Paulo de modo a apresentar pedido de anulação religiosa do seu primeiro casamento.
Sônia, a sua segunda mulher, morreu de câncer em agosto de 2008. Antes dessa união de 40 anos, Abdelmassih já tinha sido casado no cartório e no religioso com mulher cujo nome ele nunca menciona. Esse casamento durou pouco.
Agora, o médico quer anular o primeiro casamento para que possa se casar na Igreja Católica com a sua noiva Larissa Maria Sacco, procuradora afastada do Ministério Público Federal.
Pelo Tribunal Eclesiástico, é possível anular um casamento, mas a tramitação do processo é demorada e pode levar anos.
A juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, negou o pedido do médico. A informação é da Istoé.
Abdelmassih já tinha dito à Veja que pretende se casar com a Sacco.
Em seus primeiros dias na Penitenciária de Tremembé, ele chegou a pedir ao diretor de segurança que comprasse flores para a sua noiva. “Parece que o doutor ainda não se deu conta de onde se encontra”, teria dito o funcionário.
Na época, ele tinha começado a receber a Sacco em um dos quartos da penitenciária para encontros íntimos.
Atualmente, o médico se encontra em uma cadeia de uma delegacia de São Paulo para acompanhar, no fórum, o depoimento à juíza das testemunhas de acusação e de defesa.
No dia 30 de novembro, a pedido do promotor Roberto Senise Lisboa, da Procuradoria da Defesa do Consumidor, a juíza Adriana Sachsida Garcia bloqueiou as contas bancárias e os bens de Abelmassih, para garantir o pagamento de possíveis indenizações.
A clínica de Abdelmassih está sendo despejada de um casarão no Jardim América, em São Paulo, por atraso no pagamento do aluguel.
Além disso, de acordo com a TV Bandeirantes, o médico teria vendido (ou repassado a um credor, um banco) a sua fazenda de plantação de laranja em Avaré (SP).
Advogados consultados recentemente pelo Diário de São Paulo estimam que, se o médico for condenado, ele terá de automaticamente responder a processos cíveis para o pagamento de indenizações por danos morais às vítimas em um total a partir de R$ 20 milhões.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Milhares de pessoas assistem à inauguração da árvore da Lagoa



Sábado, 05/12/2009

Uma queima de fogos marcou a inauguração. A árvore tem 85 metros de altura e quase três milhões de lâmpadas. Pela primeira vez, ela foi decorada com as tradicionais guirlandas de Natal.


G1

Prêmios e homenagens

Tostão
tostao@jb.com.br

Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.
Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

Últimas escolhas
Por causa da altíssima altitude, da classificação já garantida para a Copa e dos desfalques, não dá para avaliar a Seleção e os jogadores. Dunga procura as melhores opções para as reservas de Kaká, Robinho e Luis Fabiano. Adriano é praticamente certo. Se brilhar, Diego Souza pode se tornar a melhor opção para a reserva de Kaká e até de Robinho.
Nilmar tem também boas chances.
Falta à Seleção um armador pela esquerda, que marque, ataque e que faça dupla com André Santos, como ocorre pela direita. Se Maicon atuasse na lateral esquerda, não seria o mesmo jogador. Hoje, Ramires deve jogar pela esquerda. Meu meio-campo preferido seria formado por um armador mais recuado pelo meio (Felipe Melo), Daniel Alves pela direita e Zé Roberto pela esquerda.
Para ninguém pensar que fiquei louco, não é o Zé Roberto do Flamengo, e sim o Zé Roberto que continua brilhando na Alemanha.
Sei que isso é quase impossível. Não sei também se Zé Roberto aceitaria.
Só acho que daria mais talento ao setor.
Mudando de assunto, voltei a morar na cidade e tive de mudar de operadora de TV. Posso ver dezenas de programas inúteis e não tenho a TV Cultura de São Paulo.
Com isso, não posso assistir ao Cartão Verde nem escutar Xico Sá e Sócrates. Eu, que não deixo de ler Xico Sá, na Folha, e Sócrates, na revista Carta Capital.
Domingo, 11 de Outubro de 2009


JB Online

Menino de 6 anos é agredido pela madrasta e sofre traumatismo craniano em Itu, SP


SÃO PAULO - Um menino de 6 anos de idade foi internado com traumatismo craniano após ser agredido pela madrasta com golpes de talhadeira no bairro Cidade Nova, em Itu, a 92 km da capital paulista. Segundo o boletim de ocorrência, o garoto estava dormindo quando a madrasta, Camila Cristine Stefano, de 20 anos, desferiu os golpes. O crime ocorreu por volta de 2h20m da madrugada de sábado. O pai do menino estava viajando.
Após a agressão, Camila enrolou a criança em um edredon e a escondeu no meio da areia no quintal. Porém, acabou pedindo ajuda a uma vizinha, que encontrou o garoto e ajudou a socorrê-lo.
Camila disse inicialmente a polícia que um casal invadiu a casa e agrediu Cristian. Na delegacia, ela não confessou o crime, mas foi presa em flagrante e indiciada por tentativa de homicídio. A jovem, que tem um bebê de cerca de um ano e meio com o pai do menino, foi levada para a cadeia feminina de Votorantim.


Integração do Jovem e da Família - Projetos


Protejo
Projeto de Proteção dos Jovens em Território Vulnerável (Protejo) prestará assistência, por meio de programas de formação e inclusão social, a jovens adolescentes expostos à violência doméstica ou urbana ou que vivam nas ruas. O trabalho terá duração de um ano, prorrogável por mais um, e terá como foco a formação da cidadania desses jovens por meio de atividades culturais, esportivas e educacionais que visem resgatar sua auto-estima e permitir que eles disseminem uma cultura de paz em suas comunidades.

Reservista Cidadão
Reservistas oriundos do serviço militar geralmente são aliciados pelo crime devido ao manejo com armas e preparo técnico que receberam durante o período de alistamento. O projeto Reservista Cidadão possibilitará a identificação destes jovens (em parceria com o Ministério da Defesa), que vivam em ambientes conflagrados pela violência e criminalidade, para qualificá-los em temas como direitos humanos, cidadania e ética. Eles serão capacitados por assistentes sociais e pedagogos durante oito meses e, após este período, serão multiplicadores em suas comunidades. Cada jovem receberá bolsa de R$ 100 por mês durante um ano.

Mulheres da Paz
Em comunidades dominadas pelo tráfico e pela violência, um dos projetos desenvolvidos será o Mulheres da Paz, que capacitará lideranças femininas para se aproximar de jovens em situação de risco infracional ou criminal e encaminhá-los aos programas sociais e educacionais do Pronasci, como o Protejo, Reservista- Cidadão, entre outros. As lideranças serão identificadas em cada comunidade por assistentes sociais ligados ao Pronasci. Cerca de 5,3 mil mulheres serão formadas até 2011 no curso de Promotoras Legais Populares, que envolverá temas como direitos humanos, mediação de conflitos e cidadania. Cada uma receberá uma bolsa de R$ 190.

Formação do Apenado
Diversos projetos educacionais do governo federal serão implantados nas penitenciárias brasileiras. Um deles promoverá a alfabetização de seis mil jovens presos que não tiveram a oportunidade de escolarização ou abandonaram a escola precocemente. Outra iniciativa do Pronasci é o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), estruturado pela Secretaria Nacional da Juventude, onde 30 mil jovens terão a oportunidade de cursar o ensino fundamental. O Pronasci também vai preparar os detentos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) à formação universitária por meio do ProUni ou Universidade Aberta, ambos coordenados também pelo Ministério da Educação. Os jovens reclusos assistirão às aulas para que tenham condições de prestar o exame ao sair da prisão. O sistema penitenciário trabalhará também com jovens do regime semi-aberto no Programa de Educação Profissional para Jovens e Adultos (Proeja), que permitirá que eles cursem o nível médio integrado a cursos profissionalizantes. A iniciativa contará com a parceria dos governos estaduais e universidades e deverá beneficiar cerca de 6,8 mil detentos. A formação educacional dentro das prisões servirá ainda para a remissão da pena: a cada 18 horas de estudo será um dia a menos na prisão.

Pintando a Liberdade e Pintando a Cidadania
Pelo projeto Pintando a Liberdade, os presos aprendem a fabricar materiais esportivos, como bolas de futebol e redes de basquete, além de técnicas de serigrafia e impressão de materiais diversos. Os produtos têm como destino as escolas públicas do país. A participação do preso contribuirá para remissão de um dia de pena para cada três dias trabalhados. No projeto Pintando a Cidadania, que tem foco nas famílias dos apenados, as mesmas atividades serão desenvolvidas pelos parentes dos jovens presos. O objetivo é que, após o cumprimento da pena, o preso retorne à família e, junto dela, possa desenvolver na comunidade o trabalho praticado na prisão. Ambos, são projetos articulados com o Ministério do Esporte.

Farol
O Projeto Farol visa promover a cidadania entre os jovens negros em situação de vulnerabilidade social, em conflito com a lei ou egressos do sistema prisional. O principal desafio é recuperá-los, inseri-los na rede de ensino, no mercado de trabalho e até fazer com que desenvolvam atividades sócio-educativas-culturais, atuando como multiplicadores desse processo. A iniciativa é uma parceria do Pronasci com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), da Presidência da República.

PRONASCI

Esporte na infância transforma crianças em adultos saudáveis



Os estudos também melhoram se associados ao esporte.

Esporte faz bem à saúde, exige disciplina e dedicação. Por isso, a infância é o melhor momento para as práticas esportivas. Para as crianças é uma brincadeira, mas as transformam em adultos saudáveis

Globo News

MS Contra a Pedofilia


Quem somos?

Um grupo de voluntários, apartidários e sem fins lucrativos, que iniciou seu trabalho no orkut, e indignados com a exposição de crianças e adolescentes e a impunidade com a qual contam os abusadores, está trabalhando em diversas frentes, para denunciar, enfrentar e prevenir a pedofilia na internet, através da mídia, de palestras nas escolas, apresentações culturais, da participação em Conferências e Simpósios que tratam dos direitos das crianças e dos adolescentes

"As crianças são o tesouro mais precioso que uma comunidade possui, pois nelas está a promessa e a garantia do futuro. Elas carregam a semente do caráter da futura sociedade, que é moldada por aquilo que os adultos fizerem ou deixarem de fazer com relação a elas. As crianças são um fideicomisso que nenhuma comunidade pode negligenciar impunemente."
- A Casa Universal de Justiça

"Se não vejo na criança, uma criança, é por que alguém a violentou antes e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Mas essa que vejo na rua, sem pai, sem mãe, sem casa, cama e comida, essa que vive a solidão das noites sem gente por perto, é um grito, é um espanto. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e o seu fim é o fim de todos nós".
(Herbert de Souza)



Meninas a partir dos 5 anos já consomem produtos de beleza, fazem escova e usam salto alto e até sutiã

RIO - Uma conversa de 40 minutos não foi suficiente para que as funcionárias de um instituto de depilação convencessem a mãe de uma menina de 8 anos a impedir que ela depilasse a sobrancelha. A pequena quis e a mãe fez a vontade. A criança deixou o local com a sobrancelha fina e alta. Essa situação, em que crianças que se sentem adolescentes, não é rara. E, diante do fascínio de meninas por itens que, até um passado recente, eram voltados a adolescentes, as indústrias da beleza e da moda investem no filão e oferecem serviços e produtos de gente grande ao público infantil.

O que você acha do mercado da estética voltado a crianças?
Há hoje linhas de maquiagem, esmaltes, sutiãs (até com enchimento) e calçados de salto para crianças. Salões fazem escovas inteligentes (antigas progressivas) e luzes na pequenas, que ainda recorrem aos serviços de depiladoras - em geral, perna e buço. A depilação a laser também já é opção. Num salão, em Botafogo, as mães têm que assinar termo de responsabilidade quando a criança faz escova progressiva ou luzes, devido ao uso de produtos químicos.
Mãe de uma menina de 10 anos, Maria Ferraz conta que há pelos menos dois vive numa corda bamba entre frear e liberar os pedidos da "mocinha", que quer usar maquiagem e fazer as unhas e rejeita os vestidos infantis:
- Como as meninas da idade dela já querem usar maquiagem, tenho liberado alguma coisa, em ocasiões especiais. Na comunhão, ela pintou as unhas no salão, mas o esmalte foi clarinho e não tirou a cutícula. Comprei alguns itens de maquiagem, mas não liberei escova inteligente, embora ela peça porque algumas amigas fazem.
A administradora Cláudia Ramalho, também mãe de uma menina de 10 anos, já permite a escova inteligente desde os 9 anos da filha. Cláudia diz ter uma "adolescente" em casa.
- Tenho um cabeleireiro de confiança que me garantiu não haver risco. Então, deixei que ela fizesse duas vezes, mas não estimulo. Como é vaidosa, ela pede quando tem alguma festa para pintar as unhas e ganhou um estojo de maquiagem da madrinha - conta Cláudia, acrescentando que não permite o uso da sandália de saltinho, mas já liberou o uso de sutiã quando a roupa é transparente.


Especialistas dão dicas para quem quer cortar calorias e diminuir o consumo do açúcar


RIO - Quem é viciado em doces e quer reduzir seu consumo não precisa perder as esperanças. Sim, o açúcar vicia, mas há medidas comprovadas para acabar com a gula. A tarefa não é fácil, já que somos programados para gostar do sabor açucarado desde o nascimento. O endocrinologista Ricardo Meireles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), lembra que o doce está intimamente ligado ao prazer, tanto por causa de questões culturais, como também por mecanismos fisiológicos.
O médico alerta que mesmo quem está em dia com a balança deve ficar de olho no açúcar. A substância está embutida em vários alimentos, entre eles os congelados, molhos como o catchup e na maioria dos pratos do fast-food. Em um único dia, podemos comer até 22 colheres de açúcar sem perceber. E o seu excesso está intimamente ligado com uma série de doenças, principalmente o diabetes.
- O açúcar é um alimento que sobrecarrega o pâncreas, que tem que produzir muita insulina para aproveitar aquele alimento. Isto independe do peso. Quem é magro também deve ficar de olho na ingestão de açúcar. O melhor é reduzir o açúcar de rápida absorção, como o açúcar branco, mel e os alimentos feitos com farinha branca (pão, biscoito, bolo) e privilegiar sempre as frutas e os integrais - alerta.
Confira as principais maneiras de reduzir o doce no dia a dia:

Coma só um pouquinho - Dizem que são as primeiras três colheradas que satisfazem o paladar. Então que tal dar apenas três mordidas no brownie ou comer apenas três quadradinhos de chocolate? A dica é mais útil para os que não conseguem ficar um dia sem um docinho.

Combine alimentos - Misture o doce com algo saudável. Em vez de uma fatia de torta, substitua a sobremesa por frutas cobertas com chocolate, como bananas ou morangos. Você reduz calorias e ainda ingere fibras e vitaminas.

Seja radical - Às vezes, o melhor caminho é parar de comer doces de uma vez. Mas prepare-se, porque os primeiros três dias serão difíceis. Dor de cabeça, cansaço e irritação podem aparecer. Mas depois de uma semana, o paladar muda e o doce deixa de ser tão atraente.

Caminhe - Estudos mostram que bastam 10 minutos de caminhada para acabar com o desejo por determinada comida.
Masque chiclete sem açúcar - O docinho do chiclete reduz a gula e ainda pode ajudar a diminuir a ingestão diária de calorias, afirma a nutricionista Christine Gerbstadt, porta-voz da Associação Dietética Americana.

Prefira a qualidade, não a quantidade - Quando for comer um doce, escolha o melhor. Um chocolate com ao menos 50% de cacau, por exemplo, satisfaz mais do que o chocolate ao leite.
Pare de comer adoçantes - Alguns estudos sugerem que a substância estimula as papilas gustativas e aumenta a vontade de comer doce. Quem consome adoçantes com regularidade acaba precisando de porções maiores de doce para se sentir satisfeito, indica uma pesquisa publicada no British Medical Journal.



CAMPANHA PAPAI NOEL DOS CORREIOS 2009


O VISÃO PANORÂMICA APÓIA

Ao Leitor, Blogagem Colaborativa, Nacional, Sociedade

Lançada a Campanha Papai Noel dos Correios 2009

“Você não precisa acreditar em Papai Noel, mais pode ser um”

O que é?
O Projeto Papai Noel dos Correios é uma ação corporativa, desenvolvida em todas as 28 diretorias regionais, que tem como foco principal o envio de carta-resposta às crianças que escrevem ao “Papai Noel”. O objetivo central é manter a magia do Natal.

A quem se destina?
O destinatário do projeto é a criança que envia pelos Correios uma cartinha ao Papai Noel. As cartas que partem das comunidades carentes em todo o País são separadas e colocadas à disposição da sociedade para quem quiser adotá-las. Ou seja, nem todas as crianças carentes serão necessariamente atendidas.

Como é feita a triagem?
Inicialmente são descartadas as correspondências que não contêm remetentes ou as com endereços repetidos. Portanto, não adianta mandar mais de uma carta, pois não se trata de sorteio. Assim, é importante o correto preenchimento do nome e endereço do destinatário, com CEP. Cartas de adultos não são atendidas, bem como pedidos de medicamentos, celular, MP3, DVD, notebooks e afins. Os critérios de atendimento de pedidos são razoabilidade e possibilidade.
Cada Regional tem um método de trabalho para classificação e seleção das cartas destinadas para adoção, considerando diversos fatores, tais como: tamanho da área abrangida, número de correspondências, número de adoções, número de voluntários envolvidos, etc.
Em 1997, a iniciativa transformou-se em projeto corporativo, passando a ser desenvolvida em todas as 28 Diretorias Regionais da empresa.

Números:
Desde a criação do projeto o número de correspondências vem aumentando. Abaixo, os dados dos últimos quatro anos:

Ano Cartas recebidas
2005 - 395.183
2006 - 501.605
2007 - 792.760
2008 - 1.078.711
Quem pode colaborar?
Todas as pessoas da sociedade podem colaborar, tanto como voluntários para auxiliar na leitura e triagem das cartas, como para adotar um pedido. Para isso, basta entrar em contato com os Correios de sua região .

Nós, do Planeta Voluntários, convidamos você a servir e a apoiar os outros com Devoção e compaixão.

* Os interessados em adotar uma cartinha podem procurar, de 09 de novembro a 18 de dezembro, em uma unidade dos Correios mais próxima de sua casa.

Faça você também uma criança sorrir neste Natal.

Seja Voluntário você Também!
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VISÃO PANORÂMICA

sábado, 5 de dezembro de 2009

Homem se faz passar por professor e violenta menino de 6 anos em Brasília

BRASÍLIA - Um homem de 32 anos foi preso nesta sexta-feira em Brasília por abusar de uma criança. O pedófilo se passou por professor de matemática e de violão e violentou um menino de 6 anos durante as aulas. O homem foi flagrado pelo pai do garoto e já havia sido condenado por abusar de cinco crianças, todas menores de 10 anos.
- Na primeira ou segunda aula, o garoto já começou a mudar o comportamento. Se apresentava agressivo, diferente do usual. E o pai resolveu, no momento em que o autor estava dando aula para a criança, observar o comportamento dele de um local escondido; momento em que ele viu o autor abusando do filho dele - conta a delegada Alessandra Figueiredo.
O homem pode pegar até 15 anos de prisão. Foragido há um ano, ele foi levado novamente ao presídio da Papuda.


Professora que mandou aluno pintar pichação em escola paga à Justiça para evitar processo


PORTO ALEGRE - A professora Maria Denise Bandeira - que ficou conhecida por ter obrigado um aluno de 14 anos a pintar as paredes da escola pichadas por ele em Viamão, no Rio Grande do Sul - vai pagar à Justiça meio salário mínimo, o equivalente a R$ 232,50. O valor será pago a título de transação penal.
Em setembro, a promotora Daniela Lucca da Silva encaminhou ação por uma possível infração do Estatuto da Criança e do Adolescente, a de submeter criança ou adolescente a vexame ou a constrangimento.
Como Maria Denise não tinha condenações anteriores, a promotora ofereceu um dispositivo comum nestes casos, a chamada transação penal. Com o procedimento utilizado em juizados especiais, a ação é arquivada, evitando um processo. A professora optou pelo acordo e pagará o valor em duas parcelas.
- Ela não foi condenada a nada. O Ministério Público ofereceu um acordo e ela aceitou - disse o advogado Diogo Saltz.
Um dia depois de ter aceitado o acordo, a professora recebeu dezenas de ligações de apoio. Todos queriam ajudá-la a pagar o valor da transação penal estabelecida pela Justiça.
Como o número de pessoas dispostas a ajudar é maior que o valor, ela pediu que as doações fossem depositadas na conta do Conselho de Pais e Mestres da instituição. O dinheiro deve ser usado para comprar brinquedos.
- A gente vai fazer um Natal Luz bem legal para as crianças carentes da escola - disse Maria Denise.
O adolescente de 14 anos pichou a escola onde estuda dias após a comunidade ter feito um mutirão e pintado o prédio. A professora liderou um movimento para saber quem tinha sido o autor da pichação. Identificado o garoto, ela determinou que ele apagasse as marcas e fizesse retoques na pintura de outras oito salas de aula da Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Lucena. Parte da punição aplicada ao estudante, que estuda na 6ª série, foi gravada em vídeo por colegas de outras turmas e entregue ao pai do aluno. Revoltados, os familiares se queixaram à direção da escola e encaminharam e-mail à Secretaria Estadual da Educação criticando a ação da professora.
O pai do garoto saiu em defesa do filho e disse que ele apenas escreveu o nome dele na parede. " Nem sei dá para chamar de pichação ", afirmou.
A professora disse que o garoto já havia pichado outras vezes e que sequer havia contribuído com o valor de R$ 1 pedido aos alunos para ajudar a comprar tinta para o mutirão realizado pela comunidade.
Maria Denise afirmou que os professores se sentem abandonados nas escolas, diante da destruição, sem que ninguém tome providência: "No dia seguinte à pintura, eu estava com o braço tão dolorido que nem conseguia escrever no quadro. Mas ele disse para os colegas: 'eu vou ser o primeiro a pichar'.", contou a professora.
Na ocasião, o site do Globo perguntou aos leitores se eles achavam que a professora exagerou. Mais de 3 mil leitores participaram e a maioria deles 89,99% afirmou que a professora apenas externou sua revolta pela atitude do aluno. A parcela dos que acharam que ela exagerou foi de 10,01%. Confira o resultado


Ex-secretário de Sorocaba tinha mais de 2.100 imagens de pornografia infantil em computador da Prefeitura

SÃO PAULO - Preso desde agosto passado, quando foi flagrado com três adolescentes em um motel , o ex-secretário de Administração de Sorocaba, Januário Renna, 63 anos, tinha mais de 2.100 imagens de pornografia infantil no computador que usava na sede da secretaria. As fotos estão em poder da CPI da Pedofilia. Nesta sexta-feira, Renna foi a uma audiência da CPI no Fórum de Sorocaba e chegou com a cabeça coberta.
O senador Magno Malta, presidente da CPI da pedofilia, fez com que Renna se sentasse na cadeira a seu lado e começou a mostrar as fotos encontradas pela perícia no computador que ele utilizava na secretaria. Mesmo pressionado, o ex-secretário permaneceu calado durante todo o tempo e não quis falar sobre o assunto. A todas as perguntas feitas pelo senador, o ex-secretário deu a mesma resposta: "me reservo o direito de permanecer calado".
A audiência pública foi acompanhada por várias pessoas, inclusive um assessor da Prefeitura de Sorocaba.
A polícia de Sorocaba identificou outras seis meninas, todas menores de idade, que tivera, relacionamento com o secretário.
Renna foi preso em flagrante em um motel de Itu, a 80 km da capital paulista, vizinha a Sorocaba. Ele estava em um quarto com uma menina de 15 anos e duas de 14. As garotas disseram à polícia que cada uma receberia R$ 100 pelo programa.
Todos foram levados para a sede do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), em São Paulo. Foi uma denúncia anônima que fez a polícia investigar Renna por duas semanas, até fazer o flagrante.
Casado, pai de três filhos, Renna estava à frente da Secretaria de Administração de Sorocaba desde maio de 2005. Com o escândalo, foi exonerado.
Renna foi indiciado por induzir à prostituição menores de idade. Se condenado, o ex-secretário pode pegar até dez anos de prisão.
O ex-secretário está preso no Centro de Detenção Provisória de Sorocaba, com outros condenados por pedofilia, como o pediatra Eugênio Chipkevitch, condenado a 114 anos de prisão por abusar sexualmente de adolescentes, e o ex-padre Alfieri Eduardo Bonpani, que recebeu pena de 93 anos também por ter abusado de menores.


Orangotango que tira fotos faz sucesso com álbum no Facebook

Olhar de macaco

As fotos de uma "orangotango fotógrafa" que vive no zoológico de Viena, na Áustria, estão fazendo sucesso na internet.
Em apenas três dias, os retratos tirados por Nonja, uma fêmea de 33 anos, atraíram mais de 20 mil "fãs" para a página dela no site de relacionamentos Facebook.


O zoológico diz que teve a idéia de emprestar uma câmera a Nonja e aos outros orangotangos que compartilham a mesma jaula para quebrar a monotonia do ambiente.
Nonja foi a mais entusiasmada e tirou diversas fotos com uma câmera digital adaptada, que libera uma uva-passa cada vez que ela tira uma foto.
"Claro que os orangotangos não estão nem aí para as fotos, só sabem que apertando um botão aparece uma uva-passa", disse o porta-voz do zoológico, Gerhard Kasbauer.
Mas os milhares de fãs de Nonja não parecem se importar com a motivação das fotos, e já deixaram centenas de comentários a respeito do material.


As fotos de Nonja e informações do projeto podem ser encontradas no link para a página dela no Facebook: www.facebook.com/pages/Nonja/190010092116


Polícia de SP confirma atentado a bomba durante Parada Gay e prende sete de grupo neonazista


SÃO PAULO - Um grupo neonazista denominado Impacto Hooligan foi identificado como autor do atentado contra participantes da Parada Gay em São Paulo, ocorrido em junho passado. Mais de 40 pessoas ficaram feridas . Sete integrantes do grupo - quatro homens e três mulheres - foram presos e dois adolescentes foram identificados e responsabilizados pela explosão de uma bomba caseira na Rua Vieira de Carvalho, tradicional reduto de bares gays no centro de São Paulo. Apenas nesta sexta-feira os policiais da Delegacia de Crimes Raciais e Crimes de Intolerância (Decradi) confirmaram que o artefato era uma bomba caseira. Até então, a polícia paulista afirmava que os manifestantes tinham sido feridos por um rojão , provavelmente jogado do alto de um prédio. Mais de 3 milhões participaram da Parada Gay em junho passado. A explosão ocorreu por volta de 21h, na dispersão dos manifestantes.
A delegada Margarette Barreto, responsável pelo Decradi, afirmou que os neonazistas se misturaram no meio da multidão para jogar a bomba e que o atentado foi planejado pelo grupo. Segundo ela, o líder do Impacto Hooligan é um universitário de 19 anos - apelidado de Chucky - e todos os integrantes são jovens, com prováveis ligações com grupos neonazistas investigados no Sul do país. Eles costumavam se reunir na região das avenidas Augusta e Paulista e também em algumas estações do metrô da cidade. Em São Paulo atua ainda um grupo acusado pela morte de um casal de neonazistas no Paraná. O líder do grupo, um executivo, está preso.
Margarette afirmou que a identificação dos autores do atentado foi possível porque um dos organizadores da Parada Gay recebeu um email com ameaças e um link para um site na internet, onde podia ser vista uma foto em que alguns acusados da explosão aparecem. As imagens da foto, aliadas às da câmera de segurança de uma boate da Rua Vieira de Carvalho, permitiram chegar aos autores do crime. Ainda em junho, a polícia apreendeu na casa de um indivíduo identificado como neonazista farto material, como máscaras de terror, armas falsas, munição, roupas usadas no dia do atentado, botas com aço no bico e cadernos com anotações que comprovam a participação dos integrantes na explosão da bomba no centro de São Paulo.
Segundo a delegada, foi achado ainda um estatuto do 'Impacto Hooligan', no qual alguns princípios são "não ter dó dos inimigos", "jamais passais os locais de encontro do grupo para outros" e "nunca fugir de tretas", em referência a brigas. Os integrantes, segundo ela, agem principalmente contra homossexuais, mas apregoam também a discriminação a negros e judeus. Dois dos sete integrantes tinham sido detidos 10 dias atrás, acusados de crime de intolerância.
De acordo com a delegada, o objetivo dos acusados ao explodir a bomba depois da Parada Gay era deixar uma "marca" do grupo.
- Para eles isso era considerado um trofeu - disse Margarette.
Os sete presos foram indiciados e vão responder por lesão corporal contra 12 pessoas, uma vez que apenas 12 das mais de 40 vítimas da explosão da bomba compareceram à polícia para registrar boletim de ocorrência. Ambulâncias do Samu socorreram 21 vítimas e as demais procuraram hospitais com ajuda de amigos ou por conta própria. Os sete responderão ainda por formação de quadrilha e explosão. Segundo Margarette, alguns dos integrantes do grupo confessaram o crime, mas outros negam a participação.
- Com esta prisão as investigações da explosão na Parada Gay estão encerradas - disse a delegada.
A polícia descobriu que uma pessoa foi agredida por dois integrantes do grupo durante a parada, mas a vítima não quis que os acusados fossem processados.

Cozinheiro de 35 anos foi morto após a Parada Gay
Esta não foi a única agressão ocorrida na última Parada Gay em São Paulo. Na região da Consolação, quatro pessoas foram vítimas de agressão. Um dos agredidos, o cozinheiro Marcelo Campos Barros, de 35 anos, morreu. Barros foi agredido na Praça da República. Ele não teria participado da Parada e estaria apenas passando pelo local, segundo amigos dele.
A polícia paulista ainda investiga se o grupo neonazista Impacto Hooligan tem relação com a morte do garçom. O inquérito do assassinato de Marcelo Campos Barros ainda não foi concluído.
O último ato de violência durante a Parada havia ocorrido em junho de 2007. Depois da Parada Gay daquele ano, o turista francês Gregor Erwan Landouar, de 35 anos, foi morto com uma facada no abdômen, ao sair da lanchonete Ritz, na Alameda Franca, nos Jardins. Ele estava acompanhado de três pessoas, que tinha conhecido no local naquele dia. Menos de um mês depois, o punk Genésio Mariuzzi Filho, de 23 anos, apelidado de Antrax, foi detido. O rapaz, dizendo-se integrante da gangue Devastação Punk, confessou à polícia que praticou o crime para descontar a raiva por seu grupo ter perdido uma briga com uma gangue rival. Segundo a polícia, Genésio também tinha relações com o grupo Impacto Hooligan.
Durante o julgamento, ele afirmou que "deu azar" porque o caso foi amplamente divulgado pela mídia. Ele foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão.


O Globo

Baterista de 3 anos consegue patrocínio; assista



Um menino holandês de três anos de idade conseguiu um contrato de patrocínio como baterista.

Apesar de nunca ter tido aulas, o talento do menino impressionou os especialistas.
Agora, o nome de Valentijn figura ao lado de músicos profissionais nos livros do patrocinador, alguns deles famosos no país, e o menino também ganhou uma bateria profissional.
"Isso quase nunca acontece. Eu acredito que ele seja o menino mais jovem do mundo a assinar um contrato de patrocínio. Mas ele é um ótimo baterista. Ele é um talento verdadeiro", diz o patrocinador, Niels van den Berg.
A partir de agora, Valentijn vai começar a ter aulas.
"Eu quero ser um baterista de verdade", diz ele.


BBC Brasil

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Deficiência em perícia destrói grandes investigações


Deficiência estrutural e falta de procedimentos durante perícias, destruíram investigações importantes em Campo Grande, como o Caso Motel e o desaparecimento do menino Dudu.

As falhas voltaram a ser discutidas hoje, durante debate com a perita criminal Rosângela Monteiro, de São Paulo, responsável pelo caso que ficou conhecido como “Isabella Nardoni”. A presença dela deixou evidente como o trabalho correto pode solucionar casos até quando não existe testemunha.
Em Campo Grande, o “Caso Motel”, como ficou conhecido o duplo assassinato dos jovens Murilo Boarin Alcalde e Eliane Ortiz, é o típico exemplo do insucesso da perícia. Eles foram encontrados mortos em um quarto do motel Chega Mais, no Jardim Paulista, em 21 junho de 2005, e ninguém está preso pelos crimes.
“Começou mal e está terminando mal”, afirma a diretora da Coordenadoria de Perícias de Mato Grosso do Sul, Ceres Maksoud. Ela explica que quando a equipe de peritos chegou ao local onde os jovens foram encontrados havia muitas pessoas.
Ela explica que, desta maneira, não se sabe se o que foi deixado no motel era da cena do crime ou foi acrescentado.
Segundo Ceres, coletaram carrapicho, um indício de que a pessoa passou por outro local do casal ir ou ser deixado morto no quarto.
Foi apreendida uma bituca de cigarro e por meio de DNA a perícia identificou material genético compatível com o de Eliane.

Festa - Na sala onde era feita a necropsia dos jovens havia mais de 30 pessoas, entre funcionários da boate onde Eliane trabalhava como garota de programa, pessoas ligadas ao motel e policiais não relacionados à investigação.
Resolução criada em 2007 surgiu como um divisor de águas. Ceres garante que a norma define o que cada um deve fazer para não alterar a cena do crime.
Para Ceres, a regulamentação dá melhores condições de trabalho aos peritos. “Agora ele se tornou o verdadeiro dono do local do crime”, completa.
O caso Dudu, como ficou conhecido o desaparecimento do menino Luiz Eduardo Gonçalves, 11 anos, também tem deficiência de provas materiais. O menino foi morto, conforme a confissão de alguns envolvidos, e pedaços de ossos foram encontrados na área onde supostamente o corpo foi enterrado.
Duas pessoas estão presas e três adolescentes apreendidos pelo assassinato. No entanto, o DNA feito nos pedaços de ossos não comprovam que se trata do corpo do menino Dudu, que sumiu na região do Jardim das Hortênsias em 22 de dezembro de 2007.

Sucesso - Com uma realidade bastante diferente da sul-mato-grossense, peritos paulistas conseguiram desvendar o caso da menina Isabella Nardoni, crime ocorrido em 29 de março de 2008. O pai da garota, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Ana Carolina Nardoni, estão presos pela morte de Isabella.
Logo ao chegar no apartamento de onde a menina foi jogada, os peritos suspeitaram da versão do casal. Alexandre e Ana Carolina diziam que a casa havia sido invadida por um desconhecido.
A local do crime foi devidamente preservado e, desta maneira, foi possível elucidar o caso.
Com uma empresa terceirizada, e os peritos, a Coordenadoria de Perícias de São Paulo fez uma demonstração animada, rica em detalhes, que mostra o que ocorreu no dia do crime. O material, de nove minutos, traz até a expressão da menina quando foi agredida.
O trabalho aponta que dentro do carro, na chegada da garagem do prédio, a menina foi agredida na testa. O sangue foi limpo com uma fralda, que não havia sido localizada no primeiro momento da investigação.
No colo do pai, a menina chegou à sala, onde foi jogada no chão. Aos prantos, Isabella foi esganada pela madrasta e morreu.
Com base na perícia, foi concluído que Alexandre foi à cozinha, pegou uma faca e uma tesoura, usados para cortar a tela de proteção do quarto do apartamento de onde a menina foi jogada.

Rosângela ressalta que a perícia é fundamental para esclarecer um caso destes, onde não há testemunhas. No apartamento havia pingos de sangue e marcas deixadas na colcha da cama em que Alexandre subiu para jogar a menina.
Para Rosângela, como a cena do crime foi preservada, a equipe conseguiu traçar uma linha de investigação. Ela destaca que a prova testemunhal ou técnica têm o mesmo peso.

A perita criminal é coordenadora técnica do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística de São Paulo e atuou na investigação da morte de Isabella. Rosângela participa hoje do X Seminário Regional dos Peritos Oficiais de Mato Grosso do Sul, evento promovido pela APO/MS (Associação dos Peritos Oficiais do Mato Grosso do Sul).


Campo Grande NEWS