
CREAS realizam diversas atividades em Ponta Porã
CREAS descentraliza ações por meio de uma extensa programação.Aumento das denúncias refletem sensibilização da comunidade.
O CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social, realizou uma ampla mobilização no Dia Nacional do Enfrentamento da Violência Sexual de Criança e Adolescente.
Durante toda semana a equipe do CREAS em Ponta Porã, desenvolveu diversas atividades voltadas para sensibilização de toda comunidade, buscando reduzir o número de casos de violência sexual cometida as crianças e adolescentes.
Um dos principais objetivos das atividades, foi a busca pela descentralização das atividades, levando a população dos bairros, periferia e zona rural, a forma de atendimento da equipe feita pelo CREAS, objetivando despertar em toda sociedade a importância de denunciar os casos de abusos e violências praticados, muitas vezes na própria família.
A coordenadora do CREAS em Ponta Porã, Vera Lúcia de Souza Almeida, disse que neste ano o cronograma de atividades voltadas para o dia nacional de mobilização do enfrentamento da violência sexual, priorizou atividades na periferia e zona rural. “Realizamos panfletagem na região central, mais as atividades se concentraram nos bairros, para que estes moradores conheçam o trabalho desenvolvido pelo CREAS no município e se envolvam no combate a este tipo de violência, por meio de denuncia” disse Vera Lúcia.
Ela lembrou ainda que houve um aumento no registro de casos de violência sexual praticado contra criança e adolescente, dados estes que comprovam um maior envolvimento da sociedade, quanto a denunciar os casos. “Estes números são negativos quanto aos casos registrados, mas consideramos positivos, pois observamos o aumento no número de denúncias que auxiliam na identificação dos casos, fato pouco comum em anos anteriores” explicou a coordenadora do CREAS.
A programação na Semana de Enfrentamento da Violência Sexual de Criança e Adolescente, elaborada pela equipe do CREAS em Ponta Porã, envolveu de forma efetiva instituições educacionais, alunos e professores, que participaram ativamente das atividades de panfletagem na região central e nos bairros, bem como na confecção de faixas e cartazes, demonstrando a indignação quanto a prática da violência em todos os setores da sociedade.
A atividade de maior concentração ocorreu na sexta-feira, no Assentamento Itamarati em frente ao prédio da AGRAER – Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural, através de panfletagem e orientação aos moradores sobre a necessidade do total envolvimento dos diversos segmentos da sociedade, igrejas, escolas, ong’s, associações de moradores e clubes de serviços, para que estejam denunciando os casos de agressão a criança e adolescente. “A participação de toda comunidade é fundamental, para resolvermos este problema que atinge todo país.Ficamos felizes com a participação dos moradores dos bairros e na zona rural, que demonstrou a importância de descentralizar as ações e fortalecer a participação de toda sociedade na luta contra a violência sexual” frisou Vera Lúcia.
O CREAS em Ponta Porã conta com o Disk Denúncia, através dos telefones:0800-647-4040 e 3431-7423, os nomes das pessoas responsável pelas denúncias são mantidos no mais completo sigilo.
Concurso
Durante a programação o CREAS em Ponta Porã realizou um concurso de redação e cartazes, com o tema: “Não a Violência”, envolvendo os alunos das escolas públicas, que premiou os cinco melhores trabalhos participantes do evento de sensibilização da comunidade.
O CREAS desenvolveu uma apostila tratando do tema de enfrentamento a violência sexual, que foi distribuída nas escolas, sendo repassadas pelos professores aos alunos, com a proposta de orientar e sensibilizar a comunidade estudantil no combate aos abusos praticados contra a criança e o adolescente.
A organização do evento agradeceu aos parceiros do evento: Comissão de Enfrentamento a Problemática da Violência no Assentamento Itamarati, Projeto Ammigo, Agraer, Policia Militar, Agente Comunitário de Saúde, Conselho Tutelar, Igrejas e Movimentos Sociais, bem como todas as instituições de ensino que contribuíram com a mobilização
Fonte: Agora Mato Grosso do Sul
Nenhum comentário:
Postar um comentário