quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ex-soldado é condenado nos EUA à prisão perpétua por estupro e mortes no Iraque


Um ex-soldado do Exército americano condenado por estuprar uma jovem iraquiana de 14 anos e assassinar a família dela foi poupado da pena de morte nesta quinta-feira e vai enfrentar uma pena de prisão perpétua depois que os jurados de um tribunal de Kentucky não chegaram a uma decisão unânime sobre a pena capital.
Steven Dale Green, 23, de Midland, Texas, será formalmente sentenciado em 4 de setembro, pelo juiz distrital Thomas B. Russell. Os jurados que condenaram Green em 7 de maio informaram ao juiz que, após mais de dez horas de debate, durante dois dias, não chegaram a um acordo sobre a pena de morte, o que leva à aplicação da prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. O advogado do ex-soldado, que nunca negou a autoria dos crimes, disse após o julgamento que seu objetivo era salvar a vida do cliente.
No julgamento, Steven Dale Green foi considerado culpado de 17 acusações, incluindo estupro, homicídio e obstrução da Justiça. Ele foi julgado por um tribunal federal porque tinha sido desligado do Exército por "distúrbios de personalidade" antes de ser acusado pelos crimes no Iraque.
Green foi o líder de uma batida em uma casa no sul de Bagdá, em março de 2006, na qual a menina iraquiana, de 14 anos foi violentada por ele e por pelo menos dois outros soldados. O próprio Green levou a adolescente e sua família para um quarto, onde executou todos, antes de incendiar a casa para encobrir o crime.
O assassinato da família, que foi inicialmente atribuído a milícias iraquianas, provocou indignação no Iraque e nos EUA.
Outros três soldados que participaram do ataque foram condenados a penas próximas a cem anos de prisão por um tribunal militar, e um quarto, que ficou de vigia, foi sentenciado a cinco anos de prisão. Segundo a promotoria, eles planejaram o ataque durante um jogo de cartas.
Os EUA invadiram o Iraque em março de 2003, alegando que o país possuía armas de destruição em massa, e desde então mantém militares no território iraquiano. As supostas armas jamais foram encontradas.

Folha Online - Com France Presse e Associated Press

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