Segundo juíza Cristiana de Faria Cordeiro, membro do Comitê Gestor do Cadastro Nacional de Adoção, esse número é desigual porque a maioria das pessoas cadastradas deseja uma criança sem problemas de saúde, de cor branca, do sexo feminino e recém nascida. “A demora para a adoção, muitas vezes criticada, deve-se mais pela exigência dos casais do que pela lentidão da Justiça”, lembrou a juíza.
Pelo último balanço do CNA, São Paulo é o Estado que possui o maior número de crianças cadastradas. São 5.863 pretendentes para 1.102 crianças que aguardam adoção. O segundo Estado é o Paraná, com 3.154 pretendes para 296 crianças, em terceiro está Minas Gerais com 2.341 pretendentes para 254 crianças. Já o Distrito Federal é a unidade da federação onde a relação é mais equilibrada: são 182 crianças aptas à adoção para 414 pretendentes.
O Cadastro Nacional de Adoção foi lançado há um ano para ser um instrumento para facilitar as adoções. Por meio do Cadastro, há possibilidade de os juízes terem informações de outras varas da Infância e Juventude e ampliar as chances de adoção entre comarcas e Estado.
O barriga verde
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