terça-feira, 16 de junho de 2009

Pernambuco reduz índice de trabalho infantil

Pernambuco conseguiu reduzir em 24% o uso de mão de obra infantil, entre 2001 e 2007. O estudo foi encomendado pelo Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepetipe) e apresentado, na quarta-feira passada, durante a audiência pública realizada no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (Cica), no Recife. O evento discutiu estratégias sustentáveis de superação do problema.
No discurso feito ontem, a deputada Nadegi Queiroz (PMN) aprovou o avanço estadual e lembrou o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado na última sexta-feira. Hoje, 274 mil jovens trabalham ilegalmente no Estado. O estudo da Acesso Consultoria, apresentado em janeiro deste ano, aponta que cerca de 541 mil crianças e adolescentes, de 5 a 19 anos, encontravam-se trabalhando, em 2007. A maioria exercia atividades agrícolas.
“Entre as 20 atividades com maior incidência de trabalhadores infantis, estão exploração sexual comercial, atividade doméstica, agricultura familiar e comércio informal em feiras livres e sinais de trânsito”, declarou Nadegi. Na análise, os municípios de Manari, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Vertentes e Terra Nova lideram a exploração infantil. O índice é calculado com base no crescimento populacional e econômico e no risco educacional.
“A implementação de políticas públicas direcionadas à redução de áreas mais vulneráveis é necessária para o alcance de índices ainda mais satisfatórios”, complementou.
A audiência pública foi promovida pelo Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, a Fepetipe e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PE).



ATI

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