quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Familiares de Jean Charles marcam 4º aniversário da morte em Londres


Familiares e amigos de Jean Charles de Menezes lembraram nesta quarta-feira, em Londres, o 4º aniversário da morte dele. O brasileiro, de 27 anos, foi assassinado a tiros pelos policiais da Scotland Yard, em 2005, após ser confundido com um homem que teria participado de um ataque frustrado à rede de transportes da capital britânica, no dia anterior. Todos os policiais envolvidos no crime foram inocentados.
O eletricista levou oito tiros, sendo sete na cabeça, dentro de um vagão de metrô, na estação Stockwell, sul de Londres. Nesta quarta-feira, os parentes e amigos do brasileiro inauguraram naquela estação um mosaico com uma foto dele e pediram ajuda para que a homenagem dê lugar, no futuro, a um monumento em memória do jovem.
Vivian Figueiredo, prima de Jean, afirmou que a empresa responsável pela rede de transporte da cidade, a Transportes para Londres (TFL, na sigla em inglês), não respondeu o pedido por um monumento. "É incrível que já tenham passado quatro anos. Achamos que deveria haver algo permanente", disse.
"Quero que ele seja recordado. Quero que todo mundo que passe por este lugar recorde o que aconteceu aqui em 22 de julho de 2005", completou.
Segundo a família, nesta quarta-feira, foi lançado na internet um abaixo-assinado com o nome "Never Forget" ("nunca esquecer", em inglês), em apoio ao projeto. "É um monumento não só para lembrar Jean mas um testamento da luta das pessoas em Londres, da luta pela verdade e pela justiça", disse Assad Rehman, amigo da família.

Crime
O brasileiro Jean Charles foi morto em 22 de julho de 2005, com sete tiros na cabeça, dentro de um vagão de metrô, na estação de Stockwell, ao ser confundido com Hussain Osman, que teria participado de atentados fracassados ao sistema de transportes londrino, duas semanas depois de ataques que deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos na capital inglesa.
Policiais vestidos à paisana confundiram Jean Charles com Osman --embora nunca tivessem visto uma foto do terrorista--, o perseguiram nas ruas, entraram com ele em um ônibus e no metrô, onde o mataram dentro de um vagão, na frente de dezenas de passageiros.
Entre os 65 agentes da Scotland Yard que prestaram depoimento na investigação judicial, 49 falaram protegidos por cortinas negras --incluindo os dois agentes que atiraram contra Jean no metrô, identificados apenas como Charlie 2 e Charlie 12. Todos foram absolvidos.

Com Efe e France Presse


Drogas contra depressão são pouco eficazes em caso leve a moderado


NOVA YORK - Algumas drogas amplamente receitadas para aliviar os sintomas de depressão não são mais eficazes do que placebos na maioria dos casos, segundo uma nova pesquisa publicada na revista da Associação Médica Americana.
Os resultados do estudo, realizado nos EUA, podem ajudar a esclarecer o longo debate sobre o uso de antidepressivos, embora os autores não afirmem que esses medicamentos são inúteis para indivíduos com depressão moderada a grave. Porém, a nova investigação é a primeira a analisar as respostas de centenas de pessoas em tratamento de sintomas moderados.
- O estudo pode diminuir o entusiasmo com relação a antidepressivos, o que pode ser uma coisa boa - diz o psiquiatra Erick H. Turner, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon. - As expectativas das pessoas para as drogas não serão tão elevadas, e os médicos não serão surpreendidos se não conseguirem curar todos os pacientes com medicamentos.
Foram revistos seis grandes estudos sobre o tema
Mas Turner diz que os resultados não devem desestimular pacientes, a ponto de se recusarem a tentar tratamento com esse tipo de droga. A equipe - incluindo psicólogos que defendem a terapia e médicos ligados a fabricantes de medicamentos - avaliou seis grandes estudos clínicos, feitos com 728 homens e mulheres; metade deles com depressão grave e a outra parte com sinais moderados.
Três dos ensaios foram com o Paxil, da GlaxoSmithKline, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (SSRI, sigla em inglês), como o Lexapro e o Prozac etc, e os outros três com imipramina, genérico mais antigo da classe dos triíclicos. O grupo, liderado por Jay C. Fournier e J. Robert DeRubeis, da Universidade da Pensilvânia, descobriu que, comparados com placebos, as drogas causaram alívio mais acentuado nos sintomas de depressão grave, com pontuação de 25 ou mais na escala padrão de gravidade. Pacientes com pontuação inferior a 25 tiveram pouco ou nenhum benefício adicional.


O Globo

Justiça de Catanduva, em SP, condena acusados de pedofilia à prisão em regime fechado


SÃO PAULO - A Justiça de Catanduva, a 379 quilômetros de São Paulo, condenou os dois principais acusados de integrar uma rede de pedofilia que teria abusado de pelo menos 30 crianças e adolescentes moradores da cidade. Foram condenados o borracheiro José Barra Nova de Melo, vulgo Zé da Pipa, e o sobrinho dele, William Melo de Souza à prisão em regime fechado. Ambos não podem recorrer da decisão em liberdade.
A sentença, da juíza Sueli Juarez Alonso, titular da Vara da Infância e Juventude do Fórum de Catanduva, foi dada no dia 28 de dezembro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira. José Barra Nova de Melo foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão e William Melo de Souza, a 12 anos. Zé da Pipa está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto.
Segundo a sentença, Zé da Pipa foi condenado por constranger, 'mediante violência física presumida', sete menores com idades entre 7 e 12 anos de idade. Já William responderá por abusos em três menores, todos também crianças. Os crimes aconteceram no segundo semestre de 2008.
Esta é a segunda condenação do borracheiro e do sobrinho dele pelo mesmo crime. A primeira sentença saiu no começo de 2009. As investigações sobre casos de pedofilia em Catanduva começaram no final de 2007, e envolveram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, a polícia, e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado.
O borracheiro e o sobrinho são acusados de abusar sexualmente de crianças na casa de Zé da Pipa, no bairro Jardim Alpino, na periferia da cidade, e também em outros locais de Catanduva, como uma casa de classe média alta, no bairro Bosque. As crianças eram aliciadas pelo borracheiro, que prometia que na casa dele as crianças ganhariam pipas e doces, além de poder jogar videogame.


Cadela inteligente



Uma cadela que vive na Áustria pode ser o cachorro mais inteligente do mundo.

Conhecida apenas pelo codinome Betsy, a cadela da raça Border Collie tem sete anos e mora nos arredores de Viena. Sua verdadeira identidade é um segredo bem guardado.
A cadela consegue reconhecer mais de 340 objetos pelo nome.
A compreensão de vocabulário de Betsy é equivalente a de uma criança de dois anos de idade


BBC Brasil

Opinião: "Caso Sean, eu não sou patriota?"


Patriota é aquela pessoa que ama seu país? Que olha para a bandeira e suspira, que se prepara durante dias para escolher seus governantes na hora de uma eleição? Que defende com unhas e dentes as vantagens de morar nesse país tropical? Ultimamente, nada disso me encanta.
Eu tenho, porém um motivo para rever os meus valores. Um filho de 7 anos. Eu quero ser um bom modelo em todos os aspectos de sua educação e não quero passar para ele essa minha imagem negativa sobre patriotismo.
Para chegarmos a uma conclusão sobre gostarmos ou não de alguma coisa, temos que ter parâmetros de comparação. Há 40 anos eu assisto tv, leio livros, acesso a internet, viajo e com esse material sei parte do que acontece em nosso país e em vários outros países.
Há coisas maravilhosas ao redor do mundo, também me assusto com determinadas notícias sobre leis esquisitas, sobre a vida difícil das mulheres e até de hábitos alimentares pra lá de estranhos. E há furacões, tufões, incêndios devastadores, tsunamis.
Dá para chegar então, a conclusão de que nenhum lugar é assim tão perfeito como gostaríamos.
Mas eu sei o que me desanima em meu país a ponto de eu achar que não me importo com ele. É ter essa justiça lenta ou inexistente na maioria das vezes. Normalmente não vemos punição para os bandidos que continuam soltos e matam, roubam mais vezes. Há traficantes de drogas por todos os lados. Bala perdida que mata um pai, uma mãe e ladrões que arrastam uma criança ao roubar um carro.
E a cada dia me deparo com mais injustiças, com falta de aplicação de uma lei. Faz 8 anos que acompanho grupos de pais que lutam para conviver com seus filhos após a separação. Nossa justiça é materna. Até alguns anos atrás, após a separação de um casal, a guarda da criança era automaticamente entregue à mãe. O pai se tornava um provedor finaceiro e nem se esperava muito mais do que isso de seu papel no dia a dia.
Nos dias atuais, o pai quer ser presente na vida de seu filho após a separação, sofre a dor da perda da rotina diária, mas mesmo assim, a guarda integral ainda é dada à mãe.
Existe agora a opção da guarda compartilhada, mas o juiz não a concede se o ex casal não viver em harmonia após a separação. Como compartilharão a guarda se não se entendem? Então a guarda é dada a mãe mais uma vez.
Se vivessem em harmonia, não precisariam de guarda compartilhada, pois a mãe nunca impediria a participação do pai. Ao dar a guarda exclusiva à mãe do mal, ela se vê proprietária da criança e essa arma ela usa contra o ex-cônjuge.
Apesar de isso acontecer em grande escala, de existir mães que somem com seus filhos nos dias de convivência do pai, mães que falam mal do pai para a criança e até aquela que inventa um falso abuso sexual, a guarda ainda é concedida apenas para a mãe.
Se esse pai quiser ter a honra de continuar a ser pai de um filho que ele teve com uma mulher desse tipo, terá que ter um advogado, entrar com liminares, fazer B.O.s e de quebra fazer terapia para manter o equilíbrio durante os meses, os anos de luta para ser pai. E a mãe pode se mudar para onde quiser. Não pode mudar de país sem a autorização do pai, mas pode morar no Chuí, se quiser.
Por que não existe uma quilometragem máxima para o detentor da guarda poder se mudar? Isso é tão óbvio! Ou por que não afastam a criança da mãe também até descobrirem se o abuso sexual é falso ou verdadeiro? Por que não fazem o teste de DNA na maternidade para evitar que a mãe esconda a verdade até de seu próprio filho sobre quem é seu pai?
Aqui explico porque me irrito tanto quando perdem tempo discutindo sobre um projeto de lei para a mudança de um nome de rua, ou algo similar. Que tal se preocuparem com projetos de lei que beneficiem as famílias, as crianças?
Para piorar ainda mais a minha indignação com o assunto paternidade, surge o caso de Sean Goldman, o menino que nasceu nos Estados Unidos e foi trazido pela mãe ao Brasil, sem o consentimento do pai.
Até então eu nunca soube que existia a convenção de Haia e provavelmente a mãe desse menino não sabia também. Mas os advogados e todos os envolvidos nas leis de nosso pais sabiam. Ou seja, as leis do nosso pais existem, são boas, mas não são aplicadas.
E pior ainda foi descobrir que há outras crianças americanas no Brasil nas mesmas condições de Sean Goldman. Ou seja, fugir para o Brasil com o seu filho é uma boa solução para mães ou pais infelizes no casamento.
E pra piorar, David Goldman precisou disputar o filho com uma família de advogados que sempre teve o controle judicial, muita influência. Se o processo não fosse divulgado na internet, pela imprensa, não chegasse ao ponto de prejudicar outros brasileiros que não tinham nada a ver com o assunto, ainda estaria enrolado? Por que precisar disso tudo se o caminho é um só, seguir a lei que já existe?
No Brasil só funciona o que tiver um movimento paralelo particular? Para a saúde, temos o plano de saúde particular, para a educação pagamos escola particular, para a segurança temos o segurança particular nos prédios, casas, na rua.
Os exemplos acima são velhos conhecidos de todos. A novidade agora é que temos que fazer a nossa própria justiça se quisermos que a lei seja aplicada.
São grupos que se unem por uma causa, se fortalecem e conseguem fazer justiça. Os pais que não conseguem conviver com os seus filhos após a separação estão distribuidos no Pailegal, no Participais, na APASE, Pais para sempre, entre outros.
O grupo faz a pressão, conquista o interesse da imprensa que espalha o acontecimento e força a aplicação da lei. Para isso existe um trabalho que pode demorar anos para provar o que é óbvio, mas ninguém vê. A manipulação do detentor da guarda, a alienação parental, a influência da família do mal na política do país que faz mover montanhas para a lei não ser aplicada. E as pessoas falam isso abertamente na tv, fazem passeatas para lutar por uma causa contra a lei! Se vamos infringir a lei, não deveríamos ao menos fazer isso escondido? Onde fica a moral, os bons hábitos, a boa índole, a vergonha?
Não há no Brasil um grupo interessado em devolver as crianças que foram trazidas para cá ilegalmente. Mas existe o Bringseanhome.org que se tornou um grupo de americanos e brasileiros empenhados nesse objetivo, desde a luta para a devolução de Sean Goldman.
No momento, são esses acontecimentos em nosso país que não me deixam ser patriota e amar a nossa camisa.
Só que depois de escrever tantos textos sobre o valor do pai para uma criança, eu descobri que no fundo eu me importo com o meu país, pois me envolvi nesse tema.
Se eu defendo uma causa de mudança em meu país é porque eu o quero bem de alguma maneira. Quando não amamos, não nos importamos. Quem ama cuida, e através do cuidado, da atenção que quero dar para esses pais injustiçados, espero me sentir motivada e passar a valorizar o meu país. E espero que o meu país se esforce para me mostrar que vale a pena eu apostar nele.

Roberta Palermo
Terapeuta Familiar

Castigos físicos causam danos à saúde de crianças e adolescentes


Estudos demonstram que crianças expostas à violência doméstica podem acabar se transformando também em agressores. A linha que separa o castigo corporal autorizado do maltrato infantil é muito tênue e os castigos podem gerar problemas de saúde mental e comportamento anti-social.
O castigo físico contra a criança e o adolescente dentro do próprio lar é uma das formas mais comuns de violência familiar cometida no Brasil e no mundo, praticada há tempos e socialmente aceita como método corretivo pela maioria dos pais. Para muitos, dar uma palmada ou puxar a orelha dos filhos quando se comportam mal, entre outras formas de castigo corporal, é uma maneira eficaz de educá-los, contribuindo para o controle e a disciplina.
Segundo o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) lançado em agosto, somente 24 países proíbem os castigos físicos legalmente, e destes, apenas três são membros da Organização dos Estados Americanos (OEA): Uruguai, Venezuela e Costa Rica.
Por outro lado, países como Peru, Brasil, Canadá e Nicarágua apresentaram recentemente iniciativas legislativas para proibir o castigo corporal contra as pessoas com menos de 18 anos. Em seu documento, a CIDH pede que os Estados proíbam toda forma de violência contra a infância e adolescência e solicita políticas públicas que enfoquem integralmente os direitos da criança. Estabelece, ainda, que até 2011, os países formalizem mecanismos de prevenção contra a violência infantil, incluindo medidas que possibilitem aos meninos e meninas denunciar maus tratos e, principalmente, serem ouvidos.
O relatório Mundial sobre a Violência e a Saúde (2002) e o Relatório sobre a Violência contra as Crianças, produzido pelo especialista Paulo Sérgio Pinheiro em 2006 para a ONU, conceituam a violência como o uso deliberado da força física ou do poder contra uma criança por uma pessoa ou por um grupo, seja por uma ameaça ou de forma efetiva, que cause ou tenha muitas probabilidades de causar prejuízo efetivo ou potencial à saúde dessa criança, à sua sobrevivência, seu desenvolvimento ou sua dignidade. Uma grande proporção de crianças e adolescentes em todo o mundo sofre significativa violência em seus lares.
O estudo afirma, ainda, que grande parte da violência exercida contra o público infanto-juvenil permanece, por muitas causas, acobertada, dificultando a aplicação da justiça. Uma das razões para isso é o medo: muitas crianças têm temor de denunciar os episódios de violência que sofrem. Em outros casos, pais e mães, que deveriam proteger seus filhos, também por medo preferem o silêncio, principalmente se o responsável pela violência é o cônjuge ou algum membro da família.
A aceitação social da violência é um fator fundamental. Tanto as jovens vítimas quanto os agressores podem aceitar a violência física, sexual e psicológica como algo inevitável. E a disciplina cumprida mediante castigos físicos e humilhantes, intimidação e abuso sexual, com frequência é percebida como algo normal, especialmente quando não produz danos físicos "visíveis" ou imediatos.
Na publicação Situação Mundial da Infância 2007, o Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef aponta que, todos os anos, 275 milhões de meninos e meninas de todo mundo sofrem violência doméstica e padecem das consequências de uma turbulenta vida familiar. No próprio lar podem ser identificados diferentes tipos de violência como a física, gerada ao se aplicar castigos corporais; a verbal e psicológica, manifestada por palavras ofensivas, xingamentos, humilhações, gritos e insultos; e a violência sexual contra crianças e adolescentes, que consiste em praticar condutas sexuais seja por ameaças, agressão física ou chantagem emocional.
Mesmo que meninos e meninas não sejam o alvo imediato da violência familiar, as consequências para seu desenvolvimento futuro são grandes e graves. Estudos demonstram que algumas crianças que foram expostas à violência doméstica acabaram se transformando também em agressores, perpetuando o círculo vicioso durante gerações. Pesquisas realizadas em alguns dos principais países em desenvolvimento - como China, Colômbia, Egito, Filipinas, Índia, México e África do Sul - indicam que existe uma notável correlação entre a violência contra as mulheres e a violência contra a infância.
Já na maioria dos países da América Latina, segundo a organização Save the Children Suécia, a magnitude do problema do maltrato infantil não está suficientemente visível. As estatísticas que descrevem a violência física contra meninos e meninas correspondem a fontes de informação parciais, uma vez que em nenhum desses países existem dados oficiais centralizados que quantifiquem as diferentes intervenções de instituições públicas e privadas que cuidam das vítimas infanto-juvenis.
Segundo Márcia Oliveira, oficial de Programa para a América Latina e o Caribe da Save the Children Suécia, a temática dos castigos físicos no Brasil já foi vista com muita resistência. Mas foi a partir de 2005 que começou a surgir adesão de alguns grupos locais, provavelmente como reflexo do movimento internacional que estava sendo configurado. "A violência punitiva no Brasil começou com os escravos, depois com a mulher. A mulher lutou muito contra isso e nem em relacionamentos é mais permitido qualquer tipo de agressão, principalmente depois da lei Maria da Penha. Até com os animais é proibido o uso violência, nos circos existe todo um cuidado, uma cobrança. Só com as crianças que a violência física continua sendo permitida. Temos que pular esta etapa de igual forma, ainda mais quando o que sustenta esta prática é o mito da validade do castigo com fins de educação", defende.

Fonte: ANDI

Conheça mais sobre o Albinismo


O albinismo é uma doença de natureza genética em que ocorre uma falha na produção do pigmento melanina. Qualquer pessoa com albinismo produz uma quantidade abaixo do normal desse pigmento. Para compreender como o albinismo funciona, você deve entender primeiro o metabolismo da melanina.
Fabricamos a melanina nas células conhecidas como melanócitos ou melanoblastos. A melanina é o que dá cor aos olhos, à pele e aos cabelos. Uma vez que consegue absorver todo comprimento de onda da luz, a melanina protege a pele dos danos causados pelos raios ultravioleta do sol. Ela também ajuda os olhos a se desenvolverem e a lidarem corretamente com a luz visível.
Nas pessoas albinas, a quantidade de melanina varia de zero a um valor praticamente normal. Isso pode afetar a aparência - sem melanina, os cabelos e a pele ficam brancos. Entretanto, uma pessoa com quantidade levemente abaixo do normal de melanina pode parecer normal [fonte: Oetting]. Os médicos geralmente diagnosticam o albinismo fazendo um exame oftalmológico. Como a melanina tem um papel importante no desenvolvimento dos olhos, todos os albinos apresentam anatomia ocular incomum e visão abaixo do normal. O albinismo não é contagioso; ele é provocado por uma mutação no DNA (em inglês), transmitida dos pais para o filho, ao nascer. No albinismo, a mutação pode ocorrer em três áreas:

•na composição da melanina
•nas proteínas que produzem a melanina
•nas partes da célula que contêm e distribuem a melanina
O albinismo foi registrado no mundo todo, em diferentes etnias [fonte: Roy]. No entanto, é um distúrbio raro: 1 em cada 17 mil pessoas no mundo apresenta uma forma de albinismo [fonte: Gronskov]. Certas formas são mais comuns em determinadas populações. O tipo mais comum de albinismo, o OCA2, ocorre em 1 em cada 36 mil caucasianos nos Estados Unidos [fonte: Gronskov], mas afeta 1 em cada 125 norte-americanos nativos de Kuna, no Panamá [fonte: Roy].

Fonte: Saúde UolManual Educativo sobre Albinismo
Retirado do blog Albino Incoerente

Pesquisadora aponta a prevenção como forma de reduzir a violência


Nas escolas, são muitos os exemplos de atitudes agressivas capazes de causar sofrimento e angústia. É comum vivenciar casos de estudantes introvertidos, intimidados pelos alunos mais fortes e desinibidos; a menina que carrega o apelido de baleia; o garoto conhecido por quatro olhos e o chamado de palito. Essas situações não são novas, mas somente a partir da década de 70 começaram a ser estudadas com atenção, por pesquisadores de diferentes países, como integrantes de um fenômeno conhecido como bullying.
No Brasil, uma das pioneiras no estudo do tema é Cleo Fante, doutoranda em ciências da educação. Ela já atuou em escolas públicas e particulares do estado de São Paulo como professora de história, geografia, e ética e cidadania. Cleo explica que o bullying (do inglês bully, valentão, brigão) é um fenômeno encontrado nas relações entre pares, em especial, estudantes. “Na prática, ocorre quando um estudante (ou mais), de forma intencional, elege como alvo outro (ou outros) contra o qual desfere uma série de maus-tratos repetitivos, impossibilitando a defesa”, diz.
Com dez anos de experiência no estudo do bullying no país, ela criou o programa Educar para a Paz, implantado em diversas escolas do Brasil e de Portugal. “Posso afirmar que o bullying é um fenômeno que cresce assustadoramente”, afirma.
O problema pode ter inúmeras causas. A pesquisadora cita modelos educativos familiares, como o autoritarismo, a permissividade, a ausência de limites e afeto e o abandono, e também fatores como a força da mídia, principalmente por meio de programas e filmes violentos, e a influência cultural — o egoísmo, o individualismo e o descaso colaboram para a falta de empatia, compaixão, tolerância e respeito.

Consequências — O bullying pode ocasionar sérios problemas, de acordo com a gravidade e do tempo de exposição aos maus-tratos. “As vítimas podem ter o processo de aprendizagem comprometido, apresentar déficit de concentração, queda de rendimento escolar e desmotivação para os estudos. Isso pode resultar em evasão e reprovação escolar”, ressalta Cleo.
Tais consequências podem atingir também o processo de socialização e causar retraimento, dificuldade no relacionamento e na tomada de iniciativas e de decisões. Os problemas podem atingir até a saúde das vítimas e desencadear sintomas e doenças de fundo emocional, como dores de cabeça e de estômago, febre, vômitos, alergias, fobias e depressão.
Segundo Cleo, o mínimo que as escolas podem fazer é discutir o problema com a comunidade, alertar estudantes, pais e profissionais para essa forma de violência e diferenciá-la das brincadeiras habituais e da indisciplina. “Porém, a prevenção é o melhor caminho e deve ser iniciada pelo conhecimento”, sustenta a pesquisadora. Ela alerta, ainda, para a ocorrência de um novo fenômeno, o ciberbullying, forma de praticar o bullying pela internet.

Lei — Medidas de combate ao bullying devem ser incluídas nos projetos pedagógicos das escolas públicas e particulares de Pernambuco. Lei nesse sentido foi sancionada em dezembro do ano passado pelo governador Eduardo Campos.

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor
Portal Mec

Entenda como é o processo de adoção no país e solucione as principais dúvidas sobre este tema
Por Mônica Krausz*

1. O que é adoção?
Juridicamente a adoção é um processo legal e irreversível que transfere o poder familiar dos pais biológicos, aqueles que geraram a criança, para uma família substituta, que não tem laços sanguíneos com o menino ou a menina adotados. Uma opção judicial que visa em primeiro lugar garantir o bem-estar do pequeno e seu direito fundamental ao convívio familiar. Para quem adota, a palavra carrega um significado muito maior: é a possibilidade de realizar o sonho da paternidade ou maternidade sem gerar, de oferecer proteção, carinho e amor a uma criança e, principalmente, receber o amor de filho. É uma opção para quem já tem filhos biológicos e quer aumentar a prole ou para quem não pode gerar. É fundamentalmente um ato que envolve o saber dar e receber amor.

2. O que é poder familiar?
É o poder de pai e mãe, antes chamado de pátrio poder. O poder de decisão sobre onde a criança vai morar, estudar, por quais médicos será atendida, com quem vai conviver etc. É o dever de protegê-la, educá-la e garantir que nada falte. O termo pátrio poder, que remete a uma sociedade muito mais patriarcal, foi usado até a promulgação do Novo Código Civil, de 2002. O termo poder familiar faz muito mais justiça às famílias da atualidade, já que, de acordo com as últimas pesquisas nacionais por amostras de domicílios (Pnad), hoje as mulheres chefiam quase um terço dos lares brasileiros.

3. Os pais adotivos também podem perder o poder familiar?
Sim, pelos mesmos motivos que tiram o poder familiar dos pais biológicos. Isto é, pais adotivos podem perder o poder familiar sobre a criança se a maltratarem, negligenciarem, abandonarem ou a submeterem a humilhações. Para defender a criança e tentar evitar um segundo abandono, é que os candidatos à adoção passam por avaliações de psicólogos e assistentes sociais da Vara de Infância do Poder Judiciário. Esses profissionais tentam garantir que a criança a ser adotada seja recebida em um ambiente afetivo e acolhedor, livre do convívio com pessoas psicologicamente perturbadas, dependentes de álcool e outras drogas, por exemplo.

4. Quem pode adotar?
Qualquer homem ou mulher maior de 18 anos e com uma situação socioeconômica estável, ou seja, capaz de se manter financeiramente e manter uma família. A pessoa precisa também ser pelo menos 16 anos mais velha do que quem será adotado. Não é preciso ser casado. Viúvos, divorciados e solteiros podem adotar sem problemas. Porém, para que um menino ou uma menina sejam adotados por um casal, deve haver uma união civil estável entre eles. A legislação brasileira ainda não permite a adoção por casais homossexuais, assim como não reconhece a união estável entre eles. Assim, legalmente, a criança será adotada por apenas um deles. Uma questão ainda bastante polêmica.

5. Devo procurar a criança que quero adotar em um orfanato?
Não é aconselhável. Em primeiro lugar, é importante saber que desde a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 13 de julho de 1990, os orfanatos passaram a ser chamados de abrigos, pois na verdade a grande maioria das crianças que neles permanecem não é órfã. São meninos e meninas que mantêm vínculos com suas famílias de origem, mas estão ali provisoriamente porque suas famílias estão desestruturadas e são incapazes, naquele momento, de garantir seus direitos. Assim, se você for procurar o seu futuro filho em um abrigo, corre um grande risco de se encantar por uma criança que não poderá ser adotada, pois seus pais biológicos não tiveram seu poder familiar destituído.

6. Quais devem ser os primeiros passos em busca da adoção?
Você deve se dirigir ao fórum da sua cidade ou região levando RG e comprovante de residência. Lá você vai receber as orientações necessárias sobre o encaminhamento do processo e os outros documentos que terá de apresentar. Após encaminhar tudo isso, a equipe de profissionais responsável pela avaliação dos pedidos de adoção, composta de psicólogos e assistentes sociais, analisa a papelada e chama os pais para um período de entrevistas - pode haver ou não visita a casa dos candidatos a adoção.

7. O que é verificado em uma visita à residência?
A visita à residência e a solicitação de fotos da família têm como finalidade avaliar o ambiente onde a criança será inserida: as condições de higiene do lugar, a presença de substâncias nocivas à saúde da criança, como o excesso de bebidas alcoólicas ou a presença de outras drogas, o espaço em que ela irá dormir, brincar, estudar etc.

8. O que os profissionais da vara da infância avaliam nas entrevistas?
O processo de avaliação gera uma justa angústia entre os candidatos à adoção, mas é com base nas entrevistas que os profissionais da vara da infância vão tentar saber quais são os motivos que levaram os candidatos a adoção a escolher essa forma de se tornarem pais e o seu preparo para acolher, educar e amar uma criança que não tem o seu sangue. É um real desejo de exercer a paternidade ou maternidade? Um desejo de fazer caridade? Substituir um filho que perdeu? Ter uma companhia? Como foi o relacionamento desses candidatos com seus próprios pais? Era uma relação harmoniosa ou de conflito? Como se imaginam como pais? Qual será sua postura em relação ao filho adotivo? Se for um casal, como é o relacionamento entre eles? Se o casal já tiver filhos, por que querem mais um e o que os filhos pensam sobre a possibilidade da adoção?
Os profissionais do serviço social vão avaliar também o que se espera da criança a ser adotada. Como é o filho desejado? É um filho possível ou muito idealizado? Como aqueles candidatos a pais adotivos pretendem lidar com a questão da adoção diante da criança? Pretendem contar a verdade a ele?

9. Posso dizer como quero que a criança seja?
Sim, essa é uma das partes das entrevistas com os profissionais da vara de infância. Eles vão perguntar quais são as suas preferências em relação ao pequeno: faixa etária, etnia, sexo, se pode ser uma criança exposta, se você aceita adotar irmãos, se ela pode ter alguma deficiência ou doença crônica, se você aceita alguém que seja filha de dependentes de drogas, portadora de vírus HIV etc. É baseando-se no cruzamento das suas expectativas com a disponibilidade de crianças com o perfil desejado que se dará a adoção. Por isso, quanto mais exigências em relação a ela, maior a demora. Infelizmente a matemática não fecha: a maioria das pessoas que quer adotar ainda espera um bebê recém-nascido, branco e do sexo feminino, mas a maioria das crianças que esperam por adoção são meninos, negros ou pardos e maiores de 3 anos.

10. O que é uma criança exposta?
É aquela que foi deixada em local público, na porta de uma casa, numa caixa em um jardim ou outros espaços. Aquela da qual não se tem notícia dos pais. Normalmente, são adotadas rapidamente porque não há como tentar uma reintrodução na família de origem, já que a mesma é desconhecida. É o bebê sonhado por muitos, porém, dele nada se sabe da história anterior ao abandono.

11. Sou obrigada a aceitar a primeira criança que a mim for apresentada pela vara da infância?
Não. Você vai ser chamado para conhecer o histórico e o perfil da criança e decidir se quer conhecê-la pessoalmente. Se quiser, irá conhecê-la no abrigo e, dependendo da idade dela, deverá passar por um período de aproximação por meio de visitas regulares. Havendo empatia, você poderá levá-la para alguns passeios fora do abrigo e até para um período de convivência em casa, chamado de guarda. Caracterizado o vínculo, a adoção será concretizada. Caso a empatia não se estabeleça nos primeiros contatos, a pessoa está livre para continuar aguardando por outra indicação. Vale destacar, porém, que de acordo com a Nova Lei de Adoção, a recusa sistemática às indicações feitas pela vara da infância pode levar a uma reavaliação da habilitação do candidato.

12. Se deixarem um bebê na minha porta, eu poderei adotá-lo?
Isso vai depender da avaliação do juiz da sua região. O correto é que você leve a criança até o fórum e a entregue para a assistência social. Se você tiver o real desejo de adotá-la, pode solicitar a guarda provisória, enquanto é dado encaminhamento ao processo, mas você corre o risco de criar vínculos e perder a guarda no meio do caminho por decisão do juiz. Lembre-se de que você terá de fazer um cadastro e passar por todas as avaliações pelas quais passam todos os candidatos a adoção. Apesar da sua intenção, o juiz pode determinar que a criança seja entregue a uma família que já aguarda por um bebê há mais tempo.

13. Por que uma pessoa abandona um filho?
De acordo com Maria Beatriz Amado Sette, terapeuta familiar e assistente social judiciária e fundadora do Projeto Acolher (http://projetoacolher.blogspot.com), uma ONG de apoio à adoção, em São Paulo, hoje o termo mais usado não é abandono, mas entrega. Os motivos, segundo ela, são muitos e estão ligados prioritariamente à falta de condições econômicas: "Na maioria das vezes, a entrega é feita com a genuína intenção de proteger o filho, com a esperança de que ele venha a receber afeto e tenha condições de vida digna, o que ela, naquele momento, não pode lhe oferecer".
A Nova Lei de Adoção garante acompanhamento médico, psicológico e assistência social à gestante que pretende entregar o filho para evitar que a criança seja abandonada em local inadequado e que a mãe se arrependa da decisão tomada em momento de aflição.

14. Quem são as crianças que estão nos abrigos?
Diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, as crianças que estão nos abrigos não são órfãs. De acordo com o Levantamento Nacional de Abrigos para Crianças e Adolescentes, realizado pelo Ipea em 2003, apenas 5,2% delas não têm pai nem mãe conhecidos ou vivos. A maioria (86,7%) tem família e 58,2% mantêm vínculo familiar, ou seja, são visitadas por algum parente. Há mais meninos (58,5%) e afro-descendentes (63,6%). A grande parte deles tem entre 7 e 15 anos (61,3%). E estão ali há um período que varia de sete meses a cinco anos (55,2%). Atualmente, de acordo com o Cadastro Nacional da Adoção, 4 219 crianças estão disponíveis para adoção em todo o país.

15. Por que as crianças permanecem tanto tempo nos abrigos?
Esse é um problema que se busca resolver hoje com o Cadastro Nacional de Adoção, lançado em abril de 2008 e com a nova Lei de Adoção, que entrou em vigor em novembro de 2009. O cadastro busca reunir e disponibilizar para os juizes de infância dados nacionais sobre todos os pretendentes a adoção inscritos no país e sobre todas as crianças que podem ser adotadas também. Já a Nova Lei determina o prazo máximo de dois anos para o abrigamento provisório, além de determinar o acompanhamento semestral da situação da criança. Como a maioria dos pretendentes à adoção ainda espera alguém menor de 3 anos, quanto mais tempo o menino ou a menina permanecem abrigados, menores são as chances de adoção.

16. Por que a espera pela adoção é tão longa?
Justamente porque as exigências por parte dos pretendentes a adoção são muitas. Na prática, se você não tiver preferência de sexo, a adoção será mais rápida, se não limitar muito a idade e aceitar grupo de irmãos, mais rápida ainda e se não excluir nenhuma etnia, suas chances aumentam muito mais.
Vale lembrar que essas escolhas devem ser feitas com o coração e com a razão também. O período de espera acaba sendo um tempo de reflexão sobre a disponibilidade afetiva de cada um. Nos grupos de apoio, a adoção é comum ver pais que entram esperando um bebê recém-nascido, de determinada etnia e sexo, porém, após algum tempo de troca de experiências, acabam flexibilizando suas expectativas e vendo que também são capazes de amar crianças maiores, de outra etnia ou de sexo oposto ao que pretendia inicialmente.

17. E se uma gestante me oferecer o filho para adoção?
Mesmo assim você deve procurar com ela a vara da infância da região dela para que a mulher seja acompanhada pela assistência social. Esse tipo de adoção, em que a mãe entrega o filho para uma pessoa que ela escolheu, é chamada de adoção pronta, ou consensual. Mesmo nesse caso, você também terá de passar pela avaliação no fórum da sua região para ser habilitado. Vale saber que nem todos os juízes aceitam esse modo de adoção e podem determinar que a criança seja entregue a uma família previamente cadastrada.

18. E o que é a adoção à brasileira?
É uma adoção ilegal, sem validade perante a lei. Acontece quando a mãe biológica entrega o filho para outra mulher e esta a registra como se tivesse nascido dela. É algo que pode ser contestado no futuro pela mãe biológica, pedindo a criança de volta.

19. Durante o processo de adoção, é obrigatório participar de um grupo de apoio?
A Nova Lei de Adoção estabelece a necessidade de preparação dos futuros pais pelo poder judiciário. Os grupos de apoio à adoção podem atender a essa demanda, mas não foram criados com essa intenção, mas para acolher as dúvidas de quem pretende adotar ou já adotou. Frequentá-los não é obrigatório, mas é aconselhável justamente em função da troca de experiências. A mulher gestante e o futuro pai biológico costumam ter a orientação dos médicos, fazer cursos para pais etc. Os grupos de apoio fazem um pouco esse papel. Antecipam questionamentos, levam a reflexão sobre diversas fases do processo de adoção, desmitificam preconceitos. Vale buscar por um próximo à sua casa. Consulte a Associação Nacional dos Grupos de Apoio a Adoção (http://www.angaad.org.br).

20. É importante que a criança tenha a mesma etnia dos pais?
Quem responde é a advogada Marta Voltas, mãe adotiva da pequena Lis, 6 anos: "Não, não é importante. Em um primeiro momento, pode-se pensar que é necessário a mesma aparência física. Entretanto o vínculo é criado com o coração e não por meio da aparência. O sentir é que devemos procurar no momento da escolha da criança e não o visual externo". Marta é branca, casada com o empresário Nissei Hélio e Lis é morena. No início do processo de adoção, o casal procurava por uma criança com traços orientais e foi no grupo de apoio que percebeu que a etnia não seria importante. A juíza Andréa Pacha, do Rio de Janeiro, lembra, no entanto, que a Nova Lei de Adoção prevê a possibilidade de manter crianças indígenas e quilombolas nos seus grupos culturais a fim de evitar perdas ainda maiores com um rompimento abrupto.

21. Meu filho vai sofrer preconceito?
Para a advogada Marta Voltas, mãe adotiva, qualquer um é passível de sofrer algum tipo de preconceito: por ser gordo, magro, negro, baixo, alto etc. Para ela, o importante é fortalecer o vínculo afetivo com a criança para que ela esteja muito forte e consciente de que é amada. "Assim, caso haja algum tipo de preconceito, ela saberá lidar da melhor forma possível."

22. É difícil adotar irmãos?
Hoje algumas pessoas optam por adotar irmãos porque acreditam que com essa escolha a espera seja menor. Assim também não teriam de entrar na fila, mais uma vez, alguns anos depois. Realmente, se a ideia é ter mais filhos, adotar irmãos é uma boa alternativa segundo a mãe adotiva Tânia Souza, mãe do Eric, 9 anos, e da Poliana, 11. Quando ela os adotou, foi tudo muito rápido em função da sua disponibilidade em ficar com os dois. Erick chegou com 1 ano e 9 meses, e Poliana, 4. Sobre a adaptação da família, ela afirma: "Por estarem juntos, eles se sentem mais seguros. Afinal, nem tudo é estranho. Eles têm um ao outro." Claro que é mais trabalhoso e corrido dar banho nos dois, fazê-los comer, entender a preferência gastronômica de ambos. Mas ainda assim ela acredita que seja mais fácil do que recomeçar tudo anos mais tarde.

23. Quando meu filho adotivo chegar, terei direito a licença-maternidade/paternidade?
Sim. As mães adotivas têm direito à licença maternidade de 120 dias no caso de adoção de criança de até 1 ano de idade, 60 dias para aquelas com mais de 1 e menos de 4 anos, e 30 dias, caso o pequeno tenha entre 4 e 8 anos. O direito de salário-maternidade é estendido à adotante. O pai adotivo tem direito à licença de cinco dias.

Consultoria: Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

* Mônica Krausz é Jornalista Amiga da Criança, mãe adotiva do Vincent, 9 anos, e frequenta o Projeto Acolher, um grupo de apoio à adoção, há dez anos.

Filhos Adotivos

Pequenos cuidados garantem um verão sem problemas


Insolação, inflamações, brotoejas, conjuntivite, gastroenterite e tantos outras doenças são ainda mais comuns com a chegada da estação mais quente do ano. E se você não quer que essas pequenas complicações estraguem sua praia, aposte em hábitos simples para preveni-las.
De acordo com especialistas, é imprescindível, por exemplo, passar protetor solar de fator 15, pelo menos, antes de se expor ao sol para evitar queimaduras. Também é importante prestar atenção no que se come nas praias, tomar bastante água e nunca ingerir remédios por conta própria, para evitar surpresas desagradáveis.

Sensibilidade
A dermatologista Fernanda Assis Ottoni alerta para o aumento da oleosidade na pele e da transpiração, que acabam causando um ambiente propício para o aparecimento de micoses e brotoejas. As regiões do corpo mais afetadas, segundo a médica, são axila, virilha e entre os dedos dos pés.
No caso das crianças, a dermatologista chama a atenção para o excesso de roupa. “As mães costumam achar que os filhos sempre estão com frio. Mas nesse calor, o ideal é que a criança fique somente de fralda”, explicou.
Quem também se queimou na praia, mas não foi pelo excesso de sol, foi a jornalista Carolina Perim. Ele foi ferida por uma água-vida, na Praia de Camburi, em Vitória, na última semana. Para complicar ainda mais, ela teve uma reação alérgica. A procura rápida por um médico fez com que a jornalista saísse sem maiores problemas da situação.

Crianças são as que mais sofrem com gastroenterite
Sintomas como vômito, diarreia e dor no estômago são sinais de gastroenterite, uma doença comum no verão. Grande parte das vítimas é formada por crianças.
São duas as causas da doença: a infecção intestinal, situação em que se ingere a bactéria viva, presente no alimento contaminado; e a toxiinfecção por estafilococos, bactéria que produz uma toxina que gera os sintomas e que é mais resistente ao calor.
Segundo a gastroentereologista Ana Carolina Pimentel Oliveira, a praia é um grande palco para ocasionar a gastroenterite. “Além de não sabermos a procedência dos alimentos vendidos na praia, a grande aglomeração de pessoas acentua a proliferação de bactérias e, consequentemente, de contaminações”, diz.
Se apesar dos cuidados, você ainda se tornar uma vítima, a dica é ingerir bastante líquido e, é claro, procurar atendimento médico.

O sorriso depois do ano novo no hospital
A dona de casa Bruna Grativol de Sousa teve um Réveillon diferente este ano: passou a virada no hospital, com a filha Karoliny, de 1 anos e 7 meses. A menina teve uma crise de gastroenterite e ficou internada durante três dias. “Ela estava vomitando bastante, tinha diarreia. Nem água parava no estômago dela. Tive que correr para o médico no dia 31 de dezembro”, contou. A mãe ressaltou que mais da metade das crianças internadas no hospital, na mesma época, tinha os mesmos sintomas da filha.

Diversão garantida
É preciso ter atenção para evitar transtornos na estação do calor

PELE
Mesmo que seja moreno, não use fator de proteção solar (FPS) menor do que 15

No verão, às 9h, o sol já está forte. Se for ficar neste horário na praia, não abra mão de barraca ou guarda-sol, roupas leves, chapéu, óculos, muito filtro solar e água

OLHOS
Passe longe dos óculos vendidos por camelôs, que não oferecem proteção solar
No verão, as conjuntivites viróticas são comuns. A única forma de se prevenir é evitar o contato com quem está doente

ÁGUA-VIVA
Não esfregue a mão na queimadura, porque o tentáculo pode grudar e queimar a pele
Lave o local atingido com a água do mar – e não com água doce, o que pode aumentar a dor
Se houver pedaços do tentáculo na queimadura, jogue um pouco de vinagre no local – isso neutraliza o efeito do veneno e impede que a ardência continue
Se a dor não passar em pouco tempo, e a pessoa apresentar sinais de alergia como pontos avermelhados em volta dos lábios, olhos e extremidades, coceira e dificuldade em respirar, ela deve ser levada ao pronto-socorro


ALIMENTAÇÃO
O consumo de frutas e verduras deve ser maior no verão
Frituras e maioneses devem ser evitados. Prefira alimentos mais leves. Passar o dia na praia comendo alimentos gordurosos pode provocar dor abdominal e diarréia
Beba muita água ao longo do dia. Água de coco e sucos naturais também são boas opções. Evite refrigerantes
O picolé de frutas é uma ótima opção no verão pois ajuda a hidratar

SEGURANÇA
Evite nadar sozinho
Não consuma bebida alcoólica antes de entrar na água
Não mergulhe de locais altos para dentro dágua
Não tente salvar pessoas em afogamento. Prefira lançar objetos flutuantes (bolas, boias, isopor, madeira, pranchas e outros) ou então uma corda
Não deixe crianças sozinhas sem a presença de um adulto responsável
Identifique a presença do salva-vidas e permaneça próximo a ele
Tome cuidado ao caminhar sobre as superfícies rochosas. Elas podem estar escorregadias

Anny Giacomin
agiacomin@redegazeta.com.br
A Gazeta Online

Pedofilia: até quando?


PRESIDENTE DO INSTITUTO HERDEIROS DO FUTURO (IHF)

Wagner Odri

A aprovação pelo Senado do aumento do prazo de prescrição dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, que passará dos atuais 8 anos a contar do fato para 8 anos a partir do momento em que a vítima completar 18 anos, é um grande avanço para as vítimas e para a sociedade em geral. Entretanto, sabemos que será muito complexo comprovar os abusos em razão das dificuldades na obtenção de provas contra o abusador, depois de tanto tempo.
O crime sexual contra crianças e adolescentes tem características peculiares, pois envolve questões muito delicadas, como a vergonha, o medo da exposição e o próprio receio da criança abusada de que algo de mal aconteça com seus familiares, normalmente ameaçados pelo criminoso. Uma legislação mais rigorosa, clara e específica sobre o assunto é, sem dúvida, muito importante e contribuirá para a proteção da criança e do adolescente que sofreram algum tipo de abuso. Mas não basta. A criança vítima de violência sexual e psicológica, assim como seus familiares, precisa de proteção e de tratamento contínuo e prolongado.
Mais do que leis, precisamos de órgãos que façam com que essas leis sejam cumpridas, e, para que assim aconteça, será necessária a denúncia e a investigação. Apesar do enorme esforço dos Conselhos Tutelares e das Varas e Promotorias da Infância e da Juventude espalhadas pelo País, esses equipamentos públicos ainda sofrem com a falta de recursos e de pessoas habilitadas para tratar de um assunto tão complexo como a violência doméstica.
Faltam profissionais com preparo técnico que saibam lidar com esse tipo de situação. Ainda é insuficiente o número de instituições – sejam não-governamentais ou públicas – especializadas no atendimento de crianças e famílias que enfrentam problemas com a violência doméstica. Além da falta de iniciativa política e destinação adequada de verbas para tal, há a dificuldade para as que já existem de recrutar profissionais capacitados para atuarem como assistentes sociais e psicólogos nesse tipo de atendimento.
E o tratamento é fundamental para que as crianças e os adolescentes abusados não repitam a violência no futuro, dessa vez como agentes, criando um ciclo vicioso de violência e desestruturação familiar. Está comprovado que grande parte dos agentes da violência também sofreu com essa no passado. A responsabilidade dos profissionais que realizam estes tratamentos é muito grande, pois cada caso é único e não pode ser tratado como estatística. São pessoas que estão sofrendo muito, precisam, antes de tudo, de carinho e de respeito.

Jornal da Tarde

STJ nega pedido para que Suzane von Richthofen cumpra regime semiaberto


SÃO PAULO - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de liminar em habeas corpus apresentado pela defesa de Suzane von Richthofen para que ela fosse transferida para o regime semiaberto. A ré, condenada pelo assassinato dos pais em São Paulo, em 2002, foi condenada à pena de 39 anos e 6 meses de reclusão.
Segundo a defesa, há mais de um ano Suzane teria cumprido o prazo especificado pela Lei de Execuções Penais para a progressão de regime. Além disso, a jovem ainda segundo a defesa, contava com a 'existência de laudo favorável realizado por professor em criminologia clínica, nomeado na qualidade de observador do Juízo'.
O habeas corpus foi impetrado no STJ contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que indeferiu pedido de liminar solicitado anteriormente, em outubro.
Em sua decisão, o relator do processo no STJ, ministro Og Fernandes argumentou que o cabimento de liminar contra decisão que também indefere liminar em outro habeas corpus fica restrito às hipóteses nas quais exista flagrante ilegalidade ou de decisão teratológica (decisão considerada esdrúxula e equivocada) - o que, segundo ele, não foi verificado.
O ministro relator destacou, ainda, que sua decisão tomou como base os termos da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual não compete conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão de outro tribunal.


O Globo

Fósseis de animais gigantes são encontrados em obra de rodovia no AC



RIO BRANCO - Animais gigantes que viveram no Brasil há milhões de anos estão sendo encontrados no Acre durante escavações para a reforma de uma rodovia. Os achados mais recentes dos pesquisadores ainda estão em fase de identificação, mas uma das peças já reconhecidas mostra um jacaré de mais de 10 metros de comprimento, o Mourasuchus, que vivia na pré-história.
Pesquisas indicam que há oito milhões de anos, não havia ali floresta, mas um enorme pantanal. Os dinossauros já haviam desaparecido havia muito tempo e a Amazônia era habitada por grandes mamíferos, como o mastodonte, um parente do elefante.
Ossos desses animais são guardados em um acervo no Acre, que tem a maior e melhor coleção de partes de animais pré-históricos da Amazônia. São mais de 5 mil peças, sendo que 800 foram encontradas durante as obras da BR-364, que liga a capital, Rio Branco, à cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.
Uma das peças do acervo acreano é a o osso da perna de um toxodonte, antepassado dos atuais hipopótamos africanos. O mais temido predador desse período era um réptil, o purussauros. De ponta a ponta, o bicho media mais de 12 metros.
“Existem registros de purussauros na Colômbia, na Venezuela, no Equador, mas o maior de todos é tipicamente encontrado na nossa região.”, afirma o paleontólogo Jonas Filho.
Outra peça interessante é a carapaça da tartaruga mata-matá, que mede 2,46 metros – pelo menos quatro vezes maior do que uma tartaruga adulta que vive hoje na região.
Os pesquisadores acreditam que esses gigantes desapareceram depois de uma grande seca provocada pelo surgimento da Cordilheira dos Andes. Foi nessa época que começaram a surgir muitos dos animais que hoje povoam a floresta amazônica.
“Essa é uma extinção que a própria natureza se encarregou de repor. Em uma extinção provocada, pode não haver tempo suficiente para que a gente possa recuperar um ambiente já degradado”, afirma Jonas. (AL)


Portal Amazonia

Padrasto é suspeito de matar enteada e atirar no namorado dela em SP



Segundo a polícia, ele teria cometido o crime após uma discussão.
O namorado foi levado para o hospital do Grajaú, na Zona Sul.

Uma adolescente de 17 anos foi assassinada, na região do Grajaú, na Zona Sul da cidade de São Paulo na noite de quarta-feira (6). O namorado dela também foi baleado. O padrasto da jovem morta é suspeito de ter cometido o crime após ter discutido com o casal, segundo informações da polícia. O padrasto fugiu.
A garota foi levada ainda com vida para o Hospital Geral do Grajaú, mas morreu. O namorado dela está internado no mesmo hospital e não corre risco de morte.
Também na região do Grajaú, um taxista morreu durante uma tentativa de assalto na noite de quarta. Ele teria reagido, segundo a polícia, e foi baleado por dois homens, que fugiram numa moto.


Bom Dia São Paulo

Mulher processa escola por 'deixá-la se tornar' prostituta


Maria Mosterd se tornou prostituta. Mas ela elegeu a culpada: sua escola, na cidade de Zwolle. A holandesa de 20 anos então decidiu processar o colégio Thorbecke por "falhar no seu ensino" e por "deixá-la se tornar" uma garota de programa. Bom, perdeu na Justiça da Holanda, segundo o site "deStentor".
A prostituta alegava que a escola deveria ter evitado que "caçadores de talentos" investissem sobre ela e ter avisado à sua mãe os seus recorrentes episódios de vadiagem durante horário de aula.
No processo, Maria usou a sua mãe, Lucie, como testemunha. Segundo ela, por desleixo da escola, a filha se tornou presa fácil para os "lover boys", como são conhecidos na Holanda os homens que exploram meninas para uso na prostituição.
Para o tribunal, são os pais e não as escolas os primeiros responsáveis pelo bem-estar e pelo futuro dos filhos.
Bom, pelo menos Maria conseguiu escrever um livro sobre suas experiências, em que narra como cafetões a tiraram da escola e a introduziram no mundo da prostituição.

Fernando Moreira


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Bebê é abandonado em frente a maternidade no Paraná


Recém-nascido foi deixado dentro de caixa de isopor.
Criança deve ser encaminhada a UTI.


Um recém-nascido foi abandonado em frente a uma maternidade em Ponta Grossa (PR), na madrugada desta quarta-feira (6). O menino ainda estava com o cordão umbilical e foi deixado dentro de uma caixa de isopor.
De acordo com os médicos, a criança nasceu prematura e pesa cerca de 1 quilo. Apesar de seu estado de saúde ser considerado bom pelos médicos, o bebê deve ser encaminhado a uma UTI, mas não há vagas na cidade, de acordo com a direção do hospital.
O bebê é chamado de João pela equipe do hospital.


G1

Homens têm sintonia maior entre mente e genitais, indica estudo


Uma pesquisa da Universidade Queen's, de Kingston, no Canadá, sugere que os órgãos genitais e a mente das mulheres respondem de forma diferente ao desejo sexual, enquanto a mente e o corpo dos homens parecem ter maior sintonia.

"Queríamos descobrir como a experiência subjetiva do desejo sexual em uma pessoa é espelhada pela resposta fisiológica e se existe diferença entre homens e mulheres", afirma a professora de psicologia Meredith Chivers, que participou do estudo.
Os pesquisadores analisaram 134 estudos publicados entre 1969 e 2007, que envolveram mais de 2,5 mil mulheres e 1,9 mil homens e sugerem que "sentimentos de vergonha" poderiam ser uma das causas para a diferença nas mulheres.
Os autores do estudo citam uma série de outras hipóteses para explicar as diferenças. Entre elas, o fato de a anatomia genital feminina ser mais interna, gerando uma resposta ao desejo sexual menos visual.
Outra hipótese levantada pela pesquisa é o "excesso de mensagens culturais negativas relativas aos órgãos genitais femininos e à menstruação, que poderiam se juntar a sentimentos de vergonha ou constrangimento em relação a sensações genitais para as mulheres".
O estudo foi publicado na revista especializada Archives of Sexual Behavior.

Estímulos
Os participantes dos estudos foram questionados quanto ao desejo que sentiam durante e depois da exposição a uma série de estímulos sexuais.
A medida subjetiva do desejo foi comparada a respostas fisiológicas como mudanças na ereção, no caso dos homens, e mudanças no fluxo sanguíneo na região genital, no caso das mulheres.
As avaliações subjetivas dos homens combinavam mais com suas medidas fisiológicas em comparação com as mulheres.
Os pesquisadores canadenses afirmam que, entre os homens, o cérebro e o corpo estavam, quase sempre, de acordo. No entanto, entre as mulheres, foram registradas mais incongruências entre o cérebro e o corpo.
"A compreensão das medidas do desejo é muito importante para avanços práticos e teóricos no estudo da sexualidade humana", avalia Chivers.
"Nossos resultados têm implicações para a avaliação do desejo sexual, a natureza das diferenças de gênero no desejo sexual e modelos de resposta sexual", completa a professora.


Adolescente mata namorada por ciúmes de foto no Orkut


A adolescente Julyana Singrid Rocha Silva, 15 anos, foi assassinada na manhã desta terça-feira (5) no bairro Resistência, em Vitória. O acusado do crime é o namorado da jovem, um adolescente de 16 anos.
A vida de Julyana foi interrompida por um motivo banal: uma discussão com o namorado por causa de uma foto a ser postada no site de relacionamento orkut.
De acordo com as apurações da Delegacia do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), os dois estavam discutindo momentos antes do disparo sobre uma foto do casal que Julyana queria colocar na internet.
O namorado não concordou e ela ameaçou colocar foto dela com outro rapaz, o que teria provocado a ira no adolescente. Para a delegada Denise Carvalho, o namorado disse que disparou um tiro para intimidar Julyana. Antes, ele chegou a tentar dar a versão de suicídio, depois revelou a verdade.
Em depoimento, o rapaz disse que amava Julyana e que a adolescente estava ajudando-o a "sair do mundo" (criminalidade). Foi o próprio namorado quem socorreu Julyana. Um tio do garoto ouviu o grito dela e logo em seguida viu o sobrinho saindo de casa com a menina no colo. Julyana chegou com vida no Pronto-Atendimento de São Pedro, mas não resistiu ao ferimento. A arma usada pelo acusado, um revólver calibre 38, tinha duas cápsulas, uma deflagrada e outra intacta.
O casal vivia junto na casa do pai do acusado. Segundo a delegada, o acusado já tem passagem na polícia.


Taiwan ganha escola feita de jornal


Casal usou mais de uma tonelada de papel reciclado na construção.
Próximo objetivo é criar uma pizzaria de papel, diz canadense.

Foto mostra casa construída com mais de uma tonelada de jornais velhos no condado de Pingtung, em Taiwan. A casa foi construída pelo canadense John Lamorie e sua mulher, a taiuanesa Shelly Wu. No local, funciona uma pequena escola. Lamorie disse que a empreitada lembrou seus tempos de hippie. Seu próximo projeto é construir um restaurante de papel para fazer pizza. (Foto: Reuters)


G1

Órgãos de preservação avaliam estragos após chuvas em Paraitinga (SP)


Condephaat e Iphan, órgãos estadual e federal de proteção ao patrimônio, estiveram na terça-feira (5) em São Luiz do Paraitinga (SP) para iniciar a análise dos estragos da chuva. As primeiras conclusões: este foi um dos maiores desastres culturais do país e com custo de recuperação muito acima dos R$ 100 milhões estimados pelo município.
Para a superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em São Paulo, Anna Beatriz Ayroza Galvão, os danos são "equivalentes" ao desastre de Goiás Velho, em 2001. "Estou em choque. Parece que houve um bombardeio."
Já a presidente do Condephaat, Rovena Negreiros, diz que essa recuperação dependerá de "vontade política", pois terá um custo muito elevado. Para ela, os calculos feitos pela prefeitura de São Luiz, de algo em torno de R$ 100 milhões, "não têm sentido nenhum".
"R$ 100 milhões não são nada. Eu diria que, com R$ 100 milhões, dá para limpar a praça e seus arredores", afirmou. "A cidade está em ruínas."
Para os órgãos de patrimônio, houve uma fatalidade. O custo total nem Rovena nem Anna arriscam. Segundo elas, é justamente esse o trabalho que será iniciado hoje: quantas edificações foram danificadas e qual a extensão do dano. Depois, qual será a forma de recuperação e os métodos construtivos.
Também deverá ser feito um projeto para evitar que novos alagamentos ocorram. "É caro", resume Anna. O trabalho deve durar pelo menos 90 dias.
Conforme o Condephaat, não são apenas 90 prédios tombados pelo conselho, como havia informado a prefeitura. São 437, sendo 24 deles com nível de proteção total e o restante com classificações dos outros níveis. Os números foram apresentados ontem pelo conselho --a prefeitura informou que aguardará a análise dos órgãos.
A cidade é tombada pelo Estado desde 1982 e deveria ser considerada em 2010, também, patrimônio nacional histórico e paisagista. Esse título está, porém, ameaçado. "O dossiê estava quase concluído [para ser analisado pelo conselho federal], mas esse documento será revisto", disse Anna, do Iphan.
A importância de São Luiz está em seu conjunto urbanístico, que conserva casas construídas no início do século passado com as técnicas da época, as taipas. Essas características são importantes porque retratam como eram as casas num período em que o café era a principal fonte de renda do Estado.
Em São Luiz, por exemplo, segundo o Iphan, há um conjunto de casas térreas construídas pelos fazendeiras para abrigá-los quando precisam passar alguns dias na cidade. Todas elas ficam na rua do Carvalho --17 delas estão condenadas, segundo o município.
Entre os técnicos que vão atuar da recuperação está o arquiteto José Saia, 60, que desde 1970 estuda as características urbanísticas da cidade. Na avaliação dele, o estrago aos casarões da praça foram maiores porque a queda da torre da matriz formou fortes ondas.

ROGÉRIO PAGNAN
Enviado especial a São Luiz do Paraitinga


O Delegado de Polícia além de ser um técnico do direito penal é o arquiteto da Justiça criminal


O Delegado de Polícia funciona com exclusividade como o comandante da Instituição Policia Civil, da denominada Polícia Judiciária, ou seja, da Polícia que trabalha em auxilio da Justiça penal reprimindo e investigando o crime para levar o criminoso às barras do Judiciário de acordo com o nosso ordenamento constitucional.
Apesar do trabalho precípuo da Polícia Judiciária ser vinculado na sua essência ao Poder Judiciário, vez que, através dos seus procedimentos investigativos, buscam-se incessantemente a verdade absoluta dos fatos para que a Justiça cumpra a sua real missão e seja recomposta e resgatada a ordem pública ferida com os diversos ilícitos penais praticados, é essa instituição ainda ligada diretamente ao Poder Executivo.
Tem o Delegado de Polícia, que é a autentica Autoridade policial, a função primordial de transportar os fatos criminosos retratados e devidamente investigados para a Autoridade processante e julgadora, operando assim através da técnica, o direito penal, desenhando e arquitetando a partir de então, a planta dos projetos e construindo os alicerçares dos futuros processos para que o Judiciário criminal faça Justiça esperada por todos.
Cabe ao Delegado de Polícia, dentre outras atribuições e competência, a lavratura do auto do flagrante delito ou elaboração de portaria para a devida instauração de Inquérito Policial no sentido de apurar os fatos relacionados a crimes. Nas decisões interlocutórias ocorridas no trâmite investigatório ou no próprio relatório final do procedimento, pode o Delegado de Polícia representar pela decretação judicial de prisões temporárias ou preventivas dos suspeitos.
Visa o Delegado de Polícia, na condução do Inquérito Policial, delinear e traçar planos para colher os elementos comprobatórios da autoria e da materialidade delitiva, reunindo subsídios para que o Ministério Público possa formar sua opinião e oferecer denúncia. A condenação do acusado vai depender, e muito, da qualidade da peça investigativa.
O Delegado de Polícia que possui a mesma formação jurídica de um Promotor de Justiça, de um Juiz de Direito, de um Advogado, de um Procurador, de um Defensor Público, de um Desembargador, de um Ministro dos Tribunais Superiores, também tem o Juízo de valoração Jurídica, podendo ou não iniciar atos de investigação através da avaliação chamada justa causa. Tal atribuição é de suma importância para o desenvolvimento do direito e ali é tecnicamente verificado pela Autoridade policial o aspecto legal e jurídico daquilo narrado no documento, na ocorrência do ato criminoso ou notícia do crime a que teve conhecimento para então ordenar o início do procedimento devido em busca da verdade real e da construção da Justiça.
Na verdade, o Delegado de Polícia formaliza de maneira inquisitória os fatos criminosos ocorridos enquanto que o Magistrado materializa o processo em fase contraditória para a fabricação da Justiça, ou seja, o ato do segundo complementa e finaliza o do primeiro com o aval e a interferência do Ministério Público que denuncia e acompanha o feito, vez que é este indelével Órgão o fiscal da Lei e nada deve passar por ele desapercebido.
Prova-se assim, que o inquérito policial, peça técnica administrativa de real valor é o instrumento base, a planta baixa, o projeto edificador, o alicerce que possibilita ao Judiciário o exercício do “jus puniendi” para manter a ordem constitucional sempre firme e inabalável.
O Delegado de Polícia, entretanto, não é um profissional autômato, que cumpre sem questionar dispositivos legais e se mantém alheio à criminologia que lhe rodeia. Todo fato criminoso deve ser analisado para solução adequada. Agindo assim, a Autoridade policial, passa a ser uma peça fundamental na concretização da pacificação social, que deve atuar não só reprimindo e investigando, mas prevenindo e modificando a realidade brasileira.
É fato público e notório que o Delegado de Polícia das unidades periféricas e das pequenas cidades do interior do País sempre funcionou e de certa forma continua funcionando como verdadeiro pacificador e, dentro desta atribuição imposta pela tradição secular popular ele termina virando também uma espécie de Magistrado na composição dos pequenos conflitos, o que não deixa de ser de grande e importante valia para desafogar um pouco o atribulado Judiciário, embora tais composições não possuam valor jurídico algum.
Entretanto, é fato positivo para a Polícia e para a sociedade, o recém apresentado Projeto de Lei nº 5.117/2009 que pretende alterar a redação dos artigos 60, 69, 73 e 74, da Lei nº 9.099 de 26 de setembro de 1995, para possibilitar a composição preliminar dos conflitos decorrentes dos crimes de menor potencial ofensivo a ser exercida pelos Delegados de Polícia.
O bem vindo Projeto estabelece que o Delegado de Polícia ao tomar conhecimento dos crimes de menor potencial ofensivo, lavrará o Termo de Ocorrência Circunstanciado sobre o fato e tentará a composição preliminar do conflito entre as partes através de audiência designada e, em havendo conciliação ou acordo referente ao dano sofrido pela vítima, tais posições serão reduzidas a termo e encaminhadas para o Judiciário onde serão analisadas e ratificadas pelo Ministério Público e homologadas pelo Juiz competente para que sobrevivam os efeitos legais pertinentes.
Tal proposta, se aprovada for, além de consolidar esta atribuição exercida informalmente pelo Delegado de Polícia ao longo dos anos, o elevará oficialmente ao patamar profissional de integrante da Carreira Jurídica e ainda proporcionará uma melhor prestação jurisdicional à sociedade gerando também enormes benefícios para a própria Justiça, vez que a economia e a celeridade processual estarão mais ativas diminuindo assim a enorme carga de trabalho dos Magistrados que poderão então se dedicar com mais afinco aos procedimentos de mais gravidade, de maior complexidade e de difícil resolução que se arrastam no Judiciário.
Conclui-se assim, que o Delegado de Polícia deve sentir orgulho de ser a digna Autoridade policial, de ser o chefe da sua unidade policial e ao mesmo tempo de ser um técnico operante da cidadania e um arquiteto da Justiça criminal, por isso, justo é o seu reconhecimento como sendo de fato e de direito, componente da Carreira Jurídica no nosso País.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br
Fonte: http://www.infonet.com.br/


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Quarenta casais gays entram na Justiça para casar na Argentina

O casamento de José María Di BJosé María Di Bello (esquerda) e Alex Freyre (direita)ello (esquerda) e Alex Freyre (direita) - Divulgação / EFE

Quarenta casais gays apresentaram recursos judiciais para casar na Argentina, onde no mês passado foi celebrado o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo na América Latina. Os pedidos estão sendo avaliados por tribunais de dez províncias argentinas e de Buenos Aires, segundo um comunicado da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais (FALGTB).
A associação cuidou dos recursos após apoiar no final de 2009 o casamento dos argentinos Alex Freyre e José María Di Bello na província da Terra do Fogo, que ocorreu diante de uma batalha judicial e da rejeição da Igreja e grupos católicos conservadores. Freyre, de 39 anos, e Di Bello, de 41, se casaram no último 28 de dezembro em Ushuaia, capital da Terra do Fogo, graças a um decreto da governadora da província, Fabiana Ríos. O casamento foi apoiado pelo Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo, cujo diretor, Claudio Morgado, foi uma das testemunhas.
Os primeiros "marido e marido" da América Latina, ambos portadores do vírus HIV, pensavam em se casar no último 1º de dezembro em Buenos Aires, Dia Mundial da Luta contra a Aids, mas uma decisão judicial anulou o casamento na última hora.
Com base na decisão judicial que impediu o casamento na capital argentina, o advogado Pedro Andereggen, do grupo Cristo Sacerdote, pediu a anulação do casamento que, em sua opinião, foi um "verdadeiro escândalo".
O Supremo argentino promete pronunciar-se neste ano sobre o pedido de casamento de um casal homossexual, enquanto tramita no Parlamento um projeto de lei que autoriza casamentos entre pessoas do mesmo sexo, entre outros direitos.

donna



Zero Hora

Brigada Militar descobre refinaria de cocaína em Canoas


No local, foram encontrados 35 quilos de sulfato de magnésio, produto que seria usado na fabricação da droga

A Brigada Militar estourou na manhã desta quarta-feira uma refinaria de cocaína na Rua Cairu, bairro Rio Branco, em Canoas. No local, foram encontrados 35 quilos de sulfato de magnésio, produto que seria usado na fabricação da droga.
Também foram localizados 40 pedras de crack e uma balança de previsão. Um homem de 51 anos foi preso no local.


Zero Hora

Internautas querem animal em extinção como mascote para 2014


Copa, que será no Brasil, terá subsede na Amazônia.
Onça pintada é o bicho mais querido entre leitores.

A três anos e meio da Copa chegar ao Brasil, internautas da comunidade Globo Amazônia no Orkut já querem garantir que o mascote oficial seja um animal brasileiro. De preferência, em extinção. “Em 2014 o Mundo estará de olho no Brasil! O momento é esse!”, afirma um usuário que criou um perfil na rede social para promover a Copa em Manaus.
Entre araras azuis, tucanos, peixes-boi, saguis e botos-cor-de-rosa, quem disparou na preferência dos orkuteiros foi a onça-pintada. “É um animal muito belo e guerreiro, pois luta para sobreviver (ela é brasileira e não desiste nunca).”, diz a internauta Maria Juliana Klein.
Se o critério fosse escolher um animal exclusivo do Brasil, a onça estaria fora. Ela ocupa um território que vai desde o norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos, mas é mais conhecida no Brasil porque já deixou de existir na natureza na maior parte da América. A Amazônia é um dos seus últimos refúgios.

Saci e Pelezinho
E se a onça se consolidar como o animal preferido dos internautas, ainda terá que brigar com os poderes mágicos do saci e com as habilidades do Pelezinho.
O grupo Sosaci (Sociedade Brasileira de Observadores de Sacis), guardião do folclore brasileiro, quer a entidade sapeca como símbolo da Copa. Na visão deles, o menino de uma perna só simboliza a cultura do país, que também merece preservação.
Já Pelezinho, que vem dos quadrinhos infantis, é defendido por ninguém menos que Maurício de Souza – que inventou o personagem – e o próprio Pelé em pessoa. Em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, o desenhista afirmou que Pelezinho representa o mundo do futebol e simboliza nosso maior atleta.
A onça aguenta a peleja? Precisa ser substituída por algum bicho mais feroz – uma sucuri ou jacaré-açu? Ou a Copa precisa de um bicho mais fofinho – um boto ou peixe-boi?


Globo Amazônia

Córneas de doadores de SP diminuem fila de espera em outros estados do Brasil



RN, PA, AC e MA já receberam remessas de SP.
Por causa de oferta, espera por transplante em SP dura uma semana.

Córneas de doadores paulistas estão ajudando brasileiros de outros estados a enxergar melhor. Rio Grande do Norte, Pará, Acre e Maranhão já receberam remessas de São Paulo. O primeiro investimento foi na criação de bancos de olhos. Depois, vieram o treinamento das equipes e o mapeamento dos pacientes para saber quem precisava de cirurgia e onde havia doações.
O resultado veio com o tempo. Desde a virada do ano, o estado de São Paulo zerou a fila de espera para transplante de córnea. Mesmo assim, as equipes de captação continuam trabalhando 24 horas por dia.
“Nós temos uma necessidade de 6 mil transplantes por ano pra manter essa lista zerada”, afirma Luiz Augusto Pereira, coordenador da Central de Transplantes do Estado de São Paulo.
Nas últimas duas semanas, houve excesso de doações e 54 córneas foram enviadas para outros estados, sendo 11 para o Maranhão. “Nós temos uma fila muito grande com relação a receptores de córneas. Nós temos 1.057 pacientes aguardando por um transplante”, diz Silvana Oliveira, coordenadora do Hospital Universitário São Luís.
Em um dos nove bancos de olhos de São Paulo, há menos de uma década as geladeiras em que as córneas ficam guardadas viviam vazias. A fila de espera tinha mais de 5 mil pessoas, que esperavam dois, três anos por uma cirurgia.
Atualmente, entre a indicação médica e o transplante, não demora nem um mês. Este é o tempo de captar e analisar a córnea, escolher o paciente e marcar a cirurgia. De acordo com Denise de Freitas, chefe de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), quando o paciente é chamado, ele já está com tudo certo. “Então, em menos de uma semana, é possível fazer um transplante aqui, no estado de São Paulo”, diz a médica.
Foi assim que a analista de processos Rosemeire Vianna voltou a enxergar, depois de anos de sofrimento com uma doença que poderia até levá-la à cegueira. “Hoje, eu consigo enxergar. Não existe coisa mais importante na vida do que você enxergar a cara do seu neném, a cara do seu marido, um sorriso bonito, flores, cores. Tudo é belo, tudo passa a ser só emoção”, descreve.

Saiba mais:
Menores de 18 anos terão prioridade na fila de transplante, diz Ministério

Helicóptero da PM transporta órgão para transplante no Hospital das Clínicas

Órgãos de adolescente que usaria anabolizantes não podem ser doados


G1

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Grupo Emcantar é referência para educadores e diversão para a criançada


Cantigas de roda e brincadeiras da nossa cultura popular estão no Globo Horizonte deste fim de semana. Você vai rever o programa com o Grupo Emcantar, de Uberlândia. Um trabalho que mistura música, teatro e poesia.

CONFIRA MAIS DETALHES


Globominas

PM flagra trabalhadores vivendo em condições precárias em Belo Horizonte


Segundo a polícia, as vítimas alegaram que viviam em camas improvisadas, no meio de entulhos, sem água potável

A Polícia Militar (PM) ouve nesta terça-feira 12 operários que vieram do Vale do Jequitinhonha para trabalharem em uma construtora com sede em Belo Horizonte e seriam mantidos em condições precárias em um estacionamento no bairro São Francisco, região da Pampulha. Segundo a PM, eles estariam na capital há oito dias e queriam ir embora, alegando que não teriam recebido trabalho nem pagamento. Eles seriam obrigados a ficar no local até pagarem ao empregador cerca de R$ 250, quantia referente aos exames médicos que fizeram. O responsável pela contratação dos funcionários não foi encontrado pela polícia para esclarecer a situação.
Os policiais chegaram ao local após denúncia de profissionais do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) que teriam atendido a um chamado de um dos homens, que se feriu após uma queda. De acordo com a polícia, as vítimas alegaram que viviam em camas improvisadas, no meio de entulhos, sem água potável. Eles são ouvidos na 7ª Delegacia Seccional.

Adolescente tem filho dentro de banheiro de hospital, em BH


Uma adolescente de 17 anos deu à luz dentro do banheiro do Hospital Júlia Kubitschek, na tarde dessa segunda-feira. Segundo a Polícia Militar (PM), a jovem chegou ao hospital prestes a ter o bebê e começou a passar mal. Em seguida, ela foi ao banheiro, onde a criança nasceu e caiu dentro do vaso sanitário.
De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a adolescente chegou ao hospital e foi imediatamente atendida. Após o parto, a jovem teria sido ajudada por uma enfermeira que passava pelo local e ouviu os gritos.
A Fhemig informou que a mãe e a filha, que nasceu de 32 semanas, passam bem. O recém-nascido está em observação rotineira, normal em todas as crianças prematuras e não foi registrado quadro de infecção.
A família da adolescente registrou ocorrência contra o hospital alegando que houve demora no atendimento.


Globominas

Menino internado com agulhas brinca no hospital, diz nota


Ele tem acompanhamento de médicos, psicólogos e assistentes sociais.
Criança já passou por três cirurgias.

O menino de 2 anos que está internado em Salvador com agulhas pelo corpo recupera-se das três cirurgias por que passou. De acordo com nota divulgada pelo hospital, ele "alimenta-se normalmente, brinca e tem melhorado significativamente sua condição psicossocial".
A estimativa é que a criança permaneça internada por mais 15 dias, período em que devem ser realizados novos exames. Além de médicos pediatras e cirurgiões, o menino recebe cuidados de psicólogos e assistentes sociais.
Na semana passada, ele passou pela terceira cirurgia de retirada dos objetos metálicos. Segundo os médicos, uma das agulhas estava perto da sétima vértebra e foi retirada com a ajuda de um microscópio. Ela poderia prejudicar os movimentos da criança. Antes, a criança já havia passado por duas operações para a retirada de agulhas do fígado, intestino, bexiga, coração e pulmão.
Ele deve precisar de acompanhamento médico durante cinco anos. Os objetos que permaneceram no corpo não oferecem risco imediato e a equipe que atendeu o garoto diz que eles podem ser retirados mais tarde.

Investigação
O garoto foi levado a uma unidade de saúde de Ibotirama (BA) depois de reclamar de dores na barriga. A vítima foi internada em Barreiras (BA) e, depois, transferida para Salvador.
Segundo a polícia, o ex-padrasto do menino confessou o crime. Ele disse à polícia que teve ajuda de duas mulheres. O homem teria afirmado que enfiava as agulhas no corpo do menino como parte de um ritual religioso. Se comprovada a culpa, ele deve responder por tentativa de homicídio qualificado. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça.


G1

Espírito Santo é o Estado com mais detentos na sala de aula


O Espírito Santo é o Estado que tem percentualmente mais internos envolvidos em atividades educacionais, segundo relatório do Ministério da Educação (MEC) que trata da educação no sistema penitenciário brasileiro. No Estado, são 21,79% do total de detentos.
O índice capixaba supera o percentual do país, que é de 17,3%. O Estado é seguido por Pernambuco, com 18%, e Rio de Janeiro, com 16,44%. O MEC teve como parâmetro dados do Ministério da Justiça e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Atualmente, mais de 1.100 internos do sistema prisional capixaba frequentam as salas de aula, que funcionam em 16 das 25 unidades prisionais do Estado. O programa educacional Portas Abertas para a Educação, que leva a educação para as prisões capixabas, foi instituído em junho de 2005 com o objetivo de proporcionar à população carcerária a garantia do direito à educação, à inclusão e à continuidade dos estudos no âmbito da Educação Básica regular para jovens e adultos.
O programa educacional é desenvolvido em parceria entre as secretarias de Estado da Justiça (Sejus) e da Educação (Sedu), que em 2009 cedeu 66 professores para ministrarem às aulas nas dependências das unidades prisionais. Funcionam, atualmente, turmas desde a alfabetização até o Ensino Médio, na modalidade Educação para Jovens e Adultos (EJA).

Perfil dos detentos capixabas por nível de instrução:
Analfabeto - 6,6%
Alfabetizado - 10,3%
Fundamental Incompleto - 50%
Fundamental Completo - 8,8%
Médio Incompleto - 13,5%
Médio Completo - 8,2%
Superior Incompleto - 0,7%
Superior Completo - 0,4%
Acima do Superior - 0,01%
Não informado - 1,44%

As salas de aula funcionam nas Penitenciárias de Segurança Máxima I e II (PSMAI e PSMAII); Penitenciárias de Segurança Média I e II (PSMEI e PSMEII); a Penitenciária Agrícola (Paes); Penitenciária Estadual Feminina (PEF); Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP); Instituto de Readaptação Social (IRS); Penitenciária Regional de Linhares (PRL); Penitenciária de Segurança Média de Colatina (PSMECOL); Penitenciária Regional de Barra de São Francisco (PRBSF); Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI); Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPF-CI), o Centro de Detenção Provisória de Aracruz (CDP-A), e agora os Centros de Detenção Provisória de Marataízes (CDP-M) e de São Domingos do Norte (CDP-SDN).


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