quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Bauruense participa da criação de triciclo para deficiente físico


Um advogado bauruense apaixonado por triciclos e um professor de mecânica industrial de Campo Grande (MS) decidiram unir paixão e técnica para criar um veículo especial para cadeirantes. Cientes das dificuldades encontradas por essas pessoas para se locomover, os dois inventores criaram a “Biga”, uma espécie de triciclo exclusivo para deficientes físicos.
Embora já existam carros adaptados para este público, Paulo Nagata e Oraci Silva da Costa queriam construir um meio de transporte no qual o cadeirante não precisasse da ajuda de ninguém para utilizar. Em geral, as pessoas que utilizam carros adaptados precisam que alguém coloque a cadeira de rodas no porta-malas e as ajude a se ajeitar no banco.
Segundo Oraci, o professor de mecânica, foi necessário um ano para construir o protótipo da Biga.
O veículo, muito semelhante ao triciclo, precisou de algumas adaptações como um guidão pelo qual o cadeirante controla todas as funções do veículo com as mãos, e uma plataforma inclinável, que propicia o acesso da cadeira e trava sua posição sem que a pessoa precise de auxílio.
A escolha do nome também levou em conta a preocupação com as pessoas que têm necessidades especiais. “Colocamos este nome por dois motivos. A biga era utilizada por guerreiros romanos para se locomover e lutar. Os nossos deficientes são guerreiros e por isso fizemos a associação. O outro motivo é que ela tinha uma conformação que faz com que o indivíduo entre por trás, na nossa também é assim, o cadeirante acessa sozinho o veículo por trás e a cadeira é o assento”, diz o bauruense Paulo.
Atualmente, os dois se empenham em terminar de montar a sede da fábrica O&N - Triciclos Especiais, em Campo Grande. A meta é produzir cerca de 40 Bigas por mês a partir de dezembro, quando chegam os motores importados da China. O preço do veículo será de R$ 15 mil e já tem gente na fila para conseguir um. “Já temos mais de 200 pedidos de Bigas”, comenta Oraci.
Enquanto últimos detalhes da produção são finalizados, a dupla segue viajando pelo País e mostrando o projeto em diversas feiras que pregam a inclusão e acessibilidade das pessoas com necessidades especiais.
“Participamos da feira de Tecnologia Assistiva do Rio de Janeiro no mês passado e a Biga foi a sensação. Fomos inclusive convidados a participar de dois eventos em novembro, um em Recife e outro em São José dos Campos para mostrar o projeto”, conta Paulo.
Para Oraci, além de colaborar para a locomoção, a Biga promoverá maior participação social dos cadeirantes. “Ela poderá proporcionar ao cadeirante melhor inclusão social, uma vez que neste meio ele poderá participar de um clube de motocicleta, ou de triciclo, pois estes clubes realizam com muita freqüência reuniões e participam de atividades na sociedade”, finaliza o inventor.

Maíra Soares
Jornal da Cidade

Um comentário:

  1. sou deficiente fisico e meu nome e Ronilson moro em minas Gerais tenho um triciclo mais nao tenho documentaçãoseria viavel fazer a documentaçao?como faço devido a tantas burocracias?
    obrigado
    ronny-clau2229@hotmail.com

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