quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mãe vende filha para exploração sexual e é presa


Há cerca de 20 dias a policia civil de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá) recebeu uma informação, confirmada pelo Conselho Tutelar, de que uma menor de 12 anos havia sido vendida para um senhor de idade bastante conhecido na cidade, praticando atos sexuais com esta menina, com o consentimento da mãe, mediante pagamento e vantagens financeiras e patrimoniais.
Segundo informações do Delegado Flávio Stringueta, os investigadores passaram a monitorar as atividades na residência da vítima e confirmaram o envolvimento da menina e com L. D., de 62 anos, que seria patrão da mãe e do padrasto. Foram feitas várias campanas e fotografias que indicavam que ele estaria dando alguns benefícios para a menina e sua família, como indo em lojas e comprando roupas e outros objetos como celulares e câmera fotográfica.
Mas em nenhum momento os policiais conseguiram fazer imagens deles em cenas de sexo ou entrando em hotéis ou motéis da cidade, para que se confirmasse o ato sexual.
Outra informação confirmada pela menina, foi de que uma chácara havia sido dada para mãe e padrasto, em troca do consentimento deste namoro.
“Ontem à tarde, resolvemos dar um basta na situação e nos deslocamos até a chácara da família (que fica nos Macucos) e em conversa com a menina, foi confirmada toda a situação, inclusive que vinha sendo obrigada pela mãe a manter este relacionamento amoroso com o acusado e que ela não consentia de forma voluntária e espontânea com este ato. E por isso foi representada a prisão temporária de 30 dias do padrasto, da mãe e do senhor L.”, explicou o Delegado.
A polícia ainda teve notícias de que o padrasto também tinha se insinuado para a menina, passando a mão em seu corpo e mostrando sua genitália para a vítima.
Tanto a mãe, quanto o acusado contaram que existia um namoro entre eles, mas a legislação é bastante rigorosa em casos deste tipo, onde pessoas de até 14 anos de idade completados no dia, não tem disponibilidade de seu próprio corpo para a área sexual, ou seja, não podem praticar sexo em hipótese alguma, mesmo querendo.
E quem praticar sexo com pessoas dessa idade estará implicado no crime de estupro de vulnerável, segundo a atual legislação. Como aconteceu com o suspeito neste crime.

Crianças são apreendidas com drogas na escola em BH


Duas crianças de 10 anos foram apreendidas com maconha e cocaína na escola pela Patrulha Escolar da Polícia Militar do Bairro Jardim Montanhês, na Região Noroeste de Belo Horizonte. De acordo com a PM, a patrulha suspeitou que as crianças estivessem com drogas e as interpelou averiguando que de fato estavam de posse das substâncias.
Segundo a PM, as crianças serão encaminhadas à Companhia de Integração do Adolescente (CIA) em companhia de suas mães. Não se sabe a quantidade de drogas encontrada ou o motivo pelo qual as crianças carregavam as drogas.



Correio Braziliense

Denuncie o tráfico de entorpecentes!
“Não deixe um traficante adotar o seu filho”!

Forneça o máximo de informações possíveis: local, ponto de referência, nomes, apelidos, placas de autos, motos, horários, etc.; tudo que julgar útil.

STJ mantém indenização do Diário Popular ao ex-jogador Falcão


Em decisão unânime, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que condenou a empresa Gráfica Diário Popular Ltda. a indenizar, em 50 salários-mínimos, o ex-jogador de futebol Paulo Roberto Falcão.
O jornal, ao reproduzir entrevista da ex-companheira de Falcão, teria ofendido a sua dignidade e a sua imagem. A matéria continha insinuações quanto a sua opção sexual, além de acusação de suposta prática de crime de sequestro do filho de ambos, bem como, salientando suposto caso de assédio sexual a uma telefonista da empresa para a qual trabalha.
Em primeiro grau, a empresa foi condenada ao pagamento de valor equivalente a 50 salários-mínimos a título de indenização por danos morais. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a sentença, ao argumento de que, embora se tratando de matéria anteriormente publicada por outro periódico, a veiculação pelo jornal teria violado os direitos de personalidade do ex-jogador.
No STJ, a empresa jornalística sustentou a legalidade de sua conduta ao republicar notícia anteriormente veiculada e que estaria no seu exercício regular do direito de informar.
Para o relator, ministro Luís Felipe Salomão, o jornal, ao reproduzir a reportagem, não se desincumbiu do ônus de um mínimo de diligência investigativa, principalmente quando se verifica que o indicado sequestro do filho de Falcão foi, na realidade, o cumprimento, por um oficial de Paz da Seção de Apreensão de Crianças do Condado de Los Angeles (Califórnia), de uma ordem judicial de guarda conferida a ele pela Justiça brasileira e confirmada pela justiça americana.
“Ao republicar as acusações da entrevistada, o jornal agiu no mínimo com culpa, sem ter o cuidado de checar ao menos um indício de plausibilidade daquelas declarações que imputam ao recorrido [Falcão] a prática de crime, que se verificou não ter ocorrido. Ao assim agir, difundindo a um maior número de pessoas a notícia, o órgão de imprensa acabou por ampliar o gravame à honra e à dignidade do autor”, afirmou o ministro.
Segundo o relator, o jornal, embora seja obrigado a ter certeza plena dos fatos, como ocorre em juízo, deve buscar um mínimo de diligência investigativa, devendo ser considerada culposa a divulgação de informações uma vez que o veículo de comunicação agiu de forma irresponsável ou desidiosa.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa



STJ

Saudita é condenado a 5 anos de prisão e mil chicotadas por falar de sexo na TV


Mazen Abdul Jawad se vangloriou de aventuras sexuais a TV do Líbano.
Ele foi preso por 'apologia ao vício' e sede do canal no país foi fechada.

Um saudita foi condenado a ficar cinco anos na prisão e levar mil chicotadas por ter se vangloriado de suas aventuras sexuais em um programa de TV.
Segundo informações do Ministério da Informação da Arábia Saudita, Mazen Abdul Jawad, de 32 anos, falou abertamente a um canal Libanês sobre sua vida sexual, seu amor pelo sexo e de ter deixado de ser virgem aos 14 anos. A sede do canal no país foi fechada após a transmissão e Jawad foi preso sob acusação de "fazer apologia ao vício", segundo a rede de TV CNN.
O programa sobre sexo irritou as autoridades do país conservador, onde a lei islâmica é exigida e o sexo antes do casamento é considerado ilegal. Segundo um porta-voz da polícia, falar sobre atos promíscuos no país é uma violação da sharia e dos costumes sauditas.

CASO ISABELLA: Luciana Gimenez Entrevista Mãe e Promotor Com Exclusividade



No SuperPop desta terça-feira (06), Luciana Gimenez comandou uma entrevista exclusiva com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, morta em 2008 (aos 5 anos), depois de cair do 6º andar de um edifício, na zona norte de São Paulo.
No apartamento, moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella. Acusado pela morte da menina, o casal está preso e deve ir a júri popular, em 2010.
Ana Carolina esteve na RedeTV! e concedeu à Luciana Gimenez uma entrevista emocionante, que durou mais de uma hora. A mãe de Isabella falou sobre a dor pela falta que sente da filha, um ano e meio depois de sua morte. "Eu tento viver um dia de cada vez, por ela. Saber que a minha filha não vai ter a oportunidade de ler, de escrever, de estudar, de fazer 15 anos, de casar, de ter filhos, de fazer uma faculdade! Foi tirada a oportunidade de eu estar com ela em todos esses momentos”, disse.
Ana Carolina comentou sobre o livro Isabella, do médico Paulo Papandreu, que discorda das versões apresentadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público sobre a morte da menina e sugere que ela teria sofrido um acidente doméstico. "Eu consegui uma liminar para tirar o livro de circulação. Toda pessoa tem liberdade de expressão, desde que ela não me ofenda, nem fale da minha filha. Eu não vou permitir que ele acuse minha filha de alguma coisa. Ela não está aqui, quem está aqui sou eu e vou defendê-la. Dizer que a minha filha teve capacidade de fazer alguma coisa que provocasse a sua morte é não ter o mínimo de discernimento", afirmou.
Sobre o que teria acontecido no dia 29 de março de 2008, ela declarou: "Acredito que foi o dia que minha filha foi assassinada, o dia em que cruelmente mataram a minha filha e limparam o local do crime". Emocionada, ela disse confiar na Justiça. "Apesar de saber que minha filha não vai voltar, eu espero que eles sejam condenados, que paguem pelo que fizeram. Eu confio no júri popular. Eu aposto em um júri de 7 a 0", finalizou.
Ao acompanhar a entrevista de Ana Carolina Oliveira, ao lado de Gimenez, o promotor Cembranelli garantiu que Ana foi bastante sincera e falou com o coração. “A minha solidariedade é eterna, estamos juntos e eu não tenho dúvida de que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá serão condenados da forma como a Ana falou”, concluiu.




REDE TV

Unicef: 5 a 10% das crianças sofrem abuso com penetração, nos países ricos


Entre 5 e 10% das crianças dos países industrializados são vítimas de abusos sexuais com penetração durante a infância, denuncia um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) publicado nesta terça-feira.
“Durante toda a infância, de 5 a 10% das meninas e até 5% dos meninos são vítimas de abuso sexual com penetração, e um número três vezes maior de crianças sofre alguma forma de abuso sexual”, afirma o relatório “Progresso para as crianças: um balanço da proteção da criança”.
“A cada ano, pelo menos 4% das crianças dos países industrializados são vítimas de maus-tratos físicos, e uma criança em cada dez é vítima de negligência ou maus-tratos psicológicos, em 80% dos casos, por seus pais ou tutores”, diz o estudo da Unicef.
De maneira geral, “o número de crianças no mundo expostas à violência, à exploração e aos maus-tratos é profundamente pertubador”, destaca o fundo, que publica o relatório por ocasião dos 20 anos da Conveção da ONU para os Direitos da Criança.
Dois em cada três crianças no mundo sofrem castigos corporais. Entre 500 milhões e 1,5 bilhão são vítimas anualmente de algum tipo de violência, acrescenta.
Além disso, “mais da metade das crianças detidas no mundo não foram nem julgadas nem condenadas”, enquanto o trabalho infantil é uma realidade para mais de 150 milhões de crianças entre 5 e 14 anos de idade”, segundo a Unicef.
Cerca de 51 milhões de crianças não foram registradas ao nascer, metade delas no sul da Ásia. O relatório ressalta que “crianças que não têm registro de nascimento estão mais expostas aos riscos da exploração sexual e da adoção ilegal”.
Mais de um bilhão de crianças vive em regiões afetadas por um conflito armado e 18 milhões estão desplazadas, enquanto mais de 250.000 são recrutadas por grupos armados.



Último Segundo

Pressão de clérigos cancela evento carnavalesco no Líbano


RIO - O evento era uma megaprodução pouco comum: uma série de desfiles de carnaval no Líbano com 120 componentes, entre baianas, bateristas e até destaque em carro alegórico. Mas as mulatas não agradaram a todos. Após desfiles que chegaram a reunir 30 mil pessoas no país nas últimas semanas, um grupo de clérigos muçulmanos da cidade de Tiro forçou o cancelamento do desfile. A organização do evento bem que tentou adaptar os biquínis ao conservadorismo local, e enviou imagens em que as mulatas apareciam cobertas por uma malha preta colante (dos tornozelos ao pescoço e aos pulsos) e por uma saia de lantejoulas na altura dos joelhos. Mas não adiantou.

- Apoiamos o turismo, mas somos contra a obscenidade - disse o xeque Ali Yassin, à frente do grupo de clérigos na cidade de maioria xiita.

A Embaixada do Brasil em Beirute - que patrocinou o evento junto com a empresa libanesa de café Najjar - disse que foram um sucesso os desfiles em Beirute, Batroun, Zahle e Zouk Mikhael e as oficinas em Beirute, Kaslik e Byblos; e que achou melhor cancelar o evento em Tiro.
- Setenta e cinco mil pessoas já tinham visto os desfiles. Preferimos não arriscar - disse o ministro-conselheiro e encarregado de Cultura da embaixada, Roberto Medeiros, afirmando que o evento pode crescer em 2010. - A recepção foi ótima, as pessoas ficaram maravilhadas. A cultura brasileira é muito valorizada no Líbano.
Medeiros explica que a ligação tem raízes na imigração. Cerca de 6 milhões de libaneses se instalaram no Brasil, fizeram família e parte voltou ao Líbano anos depois. Há hoje no país entre 15 mil e 50 mil brasileiros ou libaneses que já moraram no Brasil. Segundo Medeiros, a ideia dos shows surgiu por sugestão de libaneses e contaria inicialmente com apenas cerca de dez pessoas. Mas o evento se tornou grandioso depois que a Najjar, importadora de café do Brasil, ofereceu patrocínio à embaixada.
- Mandamos gente duas semanas antes para produzir fantasias lá, junto com libaneses. Foram 40 pessoas do Brasil, entre produtores, músicos e passistas cedidos por grandes escolas como Vila Isabel, Mangueira e Salgueiro - conta Heloisa Alves, produtora do evento.

Sabrina Valle


O Globo

Mulher vive sem pulsação em Cingapura


Salina Mohamed não tem qualquer sinal de pulsação. Mas está bem viva!
A assistente administrativa de 30 anos, que vive em Cingapura, recebeu um coração artificial que bombeia sangue de forma contínua, razão pelo qual as batidas do órgão não são sentidas nos seus pulsos.
A técnica de implante em Salina, que sofria de doença cardíaca grave, é nova. As mais antigas usam corações artificiais que reproduzem as pulsações cardíacas.
Outro detalhe impeditivo: a técnica antiga só pode ser usada em pessoas com menos de 1,70 metro de altura. Salina é mais alta.

Fernando Moreira


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Inclusão social por meio do Exército


Criado em agosto de 1998, o programa Pelotão Mirim é desenvolvido pela 2ª Companhia de Infantaria, é um dos mais importantes de inclusão social desenvolvido em Três Lagoas. São cerca de 120 crianças e adolescentes, com idade entre 10 a 15 anos, que aprendem noções de cidadania, disciplina e reforço escolar. Esse é o verdadeiro caminho para tirar o jovem da marginalidade, contribuindo de maneira eficaz para reduzir o índice de criminalidade em Três Lagoas. Educação, formação moral e cívica são fatores indispensáveis na formação de qualquer jovem.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Childhood realiza pesquisa que aponta riscos e vulnerabilidades de crianças e adolescentes vítimas da exploração sexual

Foram ouvidas vítimas com idades entre 10 e 19 anos em oito estados brasileiros sobre questões como saúde, drogas, suicídio, violência e sexualidade

A Childhood Brasil, organização que trabalha pela proteção da infância e adolescência contra a violência sexual, realiza pela primeira vez no Brasil a pesquisa “Vítimas da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Indicadores de Risco, Vulnerabilidade e Proteção”, que avalia o contexto de risco, vulnerabilidade e os indicadores de proteção para meninas e meninos envolvidos em situações de exploração sexual.
O estudo é inédito no país por abordar o tema em uma perspectiva multimétodo (contemplando dados quantitativos e qualitativos) e multicêntrico (com amostras de todas as regiões do Brasil). A pesquisa foi realizada em oito estados brasileiros (Pará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul) e ouviu crianças e adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, vítimas desse tipo de violência. A equipe de pesquisadores foi coordenada pelo Prof. Dr. Elder Cerqueira-Santos, da Universidade Federal de Sergipe.
No total, foram ouvidas 69 crianças e adolescentes, sendo 66 meninas. Todos tinham vínculo com instituições de assistência. Entre os dados mais significativos obtidos estão:

■Índice de 60,9% daqueles que já pensaram em suicídio, sendo que 58,1% efetivamente já tentaram tirar a própria vida. Este percentual é mais de dez vezes superior ao relatado por jovens em situação de risco no Brasil – cerca de 6%. Como justificativa para este quadro os jovens apontaram problemas familiares e a falta de sentido para viver. Dos que declararam já ter tentado suicídio, 20% o fizeram em razão da violência sexual sofrida.
■Apenas 29% demonstraram preocupação por ser contaminado por HIV/AIDS, sendo que a maioria – 86,8% - declararam saber o que é a doença e 41,5% sabem onde é possível fazer os testes para diagnosticá-la.
■Cerca de 30% das participantes meninas já passaram por pelo menos um episódio de gravidez. Da mostra total, 17% já perderam um ou mais filhos em abortos naturais (6%) ou provocados (11%). Apenas 5,8% delas vivem com seus filhos.
■Um terço das participantes declarou ter parado de estudar em decorrência da gravidez e 21,7% delas afirmaram que foram expulsas de casa.
■Para ter acesso à droga, 36% afirmaram “transar” em troca de dinheiro. As drogas mais consumidas por esses jovens foram álcool, 88% e cigarro, 63%. Dentre as drogas ilícitas a maconha aparece com 32% de consumo, seguida por inalantes, 32% (cola e loló, por exemplo) e remédios, com 23%.

Síntese

De modo geral, as vítimas ainda moram com a família, mesmo tendo relatado história de abuso intrafamiliar e envolvimento de parentes na inserção ou manutenção da exploração sexual comercial. Apesar de não haver nenhuma ação social voltada especificamente para essa família, a pesquisa mostrou que o maior medo da maioria das vítimas é perdê-la (76,8%).
Mesmo entre as crianças e adolescentes vítimas, é possível fazer uma distinção. Aqueles que ainda permanecem envolvidos na exploração sexual comercial apresentam média de idade mais alta (15,32 anos) e tiveram o primeiro coito mais cedo (12,7 anos). Também têm menos vínculo com a família (53%), estão fora da escola (34,1%) e possuem renda familiar mais alta (R$ 457). Seu nível de religiosidade é mais baixo (2,8 pontos em uma escala de 1 a 5) e sofreram mais abuso sexual (média de 1,43 em uma escala de 1 a 5).
O percentual de participantes que declara a exploração com ganhos financeiros aumentou de 60% no passado para 65% no presente. Esta constatação é preocupante, pois indica que, mesmo estando em instituições de assistência, essas crianças/adolescentes continuam se envolvendo na ESCA.
Chama a atenção também o fato de que o acesso a bens de consumo e drogas é o principal destino dado aos ganhos oriundos do envolvimento com a situação de exploração sexual. Apesar disso, a pesquisa mostrou que, mesmo ligadas a uma instituição de assistência, as crianças e adolescentes continuam envolvidos com a exploração comercial. Por outro lado, a instituição escolar aparece na pesquisa como uma rede de apoio eficaz. Os dados indicam a escola como a principal variável para aumento da auto-estima, qualidade de vida e afastamento da situação de exploração.

Programa Na Mão Certa

A pesquisa que acaba de ser concluída é uma nova etapa do trabalho desenvolvido pelo Programa Na Mão Certa que desde 2006 mobiliza governos, empresas e organizações do terceiro setor em torno do enfrentamento mais eficaz da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Ela foi realizada com o apoio financeiro das empresas Fibria, Gerdau e Veracel empresas signatárias do Programa Na Mão Certa.

Para acessar a publicação da pesquisa:

1. Resumo executivo
2. Relatório

Foto: Cristiano Mascaro - Veja Ensaio Fotográfico

Fonte: Childhood Brasil

A CHILDHOOD BRASIL (Instituto WCF-Brasil) foi fundada em 1999 com sede em São Paulo. Trabalha pela proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual

Genética aponta que sistema de castas na Índia é milenar

Pesquisas demonstraram que a maioria das populações indianas é formada por misturas genéticas de apenas dois grupos antigos e geneticamente divergentes
A população da Índia tem por origem dois grupos de ancestrais tão geneticamente distintos um do outro quanto dos demais asiáticos, de acordo com a mais ampla pesquisa sobre o DNA da herança genética indiana já realizada até agora. Hoje em dia, porém, a população indiana em geral provém de uma mistura imprecisa dos dois grupos, a despeito da natureza estratificada da sociedade do país.
"Todos os indianos são bastante semelhantes", diz Chris Tyler-Smith, pesquisador do genoma no Instituto Wellcome Trust Sanger, de Cambridge, Inglaterra, que não participou do estudo. "A subdivisão da população não teve efeito dominante".
A Índia responde por cerca de um sexto da população mundial, mas até agora o país do sul da Ásia vinha sendo representado com baixa frequência nos estudos de variação genética humana baseados em genomas completos. O International HapMap Project, por exemplo, inclui populações com ancestrais africanos, leste-asiáticos e europeus - mas não indianos.
O mais perto que o Human Genome Diversity Cell Line Panel, um estudo com 51 populações mundiais, chega da Índia é o Paquistão, vizinho do país a oeste. O banco de dados Indian Genome Variation foi lançado em 2003 para preencher essa lacuna, mas até o momento o projeto estudou apenas 420 diferenças de letras de DNA, conhecidas como polimorfismos de nucleotídeo único, em 75 genes.

Divisões por casta
Agora, uma equipe liderada por David Reich, do Instituto Broad, de Cambridge, Massachusetts, e por Lalj Singh, do Centro de Biologia Celular e Molecular de Hydebarad, Índia, analisou mais de 560 mil polimorfismos de nucleotídeo único nos genomas de 132 indivíduos indianos provenientes de 25 grupos étnicos e tribais distintos espalhados por todo o território.
Os pesquisadores demonstraram que a maioria das populações indianas é formada por misturas genéticas de dois grupos antigos e geneticamente divergentes, que contribuíram cada qual com entre 40% e 60% do ADN para a maioria das populações atuais. Uma das linhagens ancestrais - geneticamente assemelhada à de populações do Oriente Médio, Ásia Central e Europa- tem presença mais elevada nos indivíduos de mais alta casta que falam idiomas indoeuropeus como o hindi, constataram os pesquisadores. A outra linhagem não é próxima à de qualquer grupo radicado fora do subcontinente indiano, e é mais comum entre as pessoas nativas das ilhas Andaman, um remoto arquipélago na Baía de Bengala.
Os pesquisadores também constataram que as populações indianas são muito mais subdivididas que as europeias. Mas enquanto os ancestrais dos europeus tendem a se distinguir basicamente por traços geográficos, a separação entre as populações indianas ocorre em geral ao longo das linhas de castas. "Existem populações que viveram na mesma cidade ou aldeia por milhares de anos sem troca intensiva de genes", diz Reich.

O enigma dos números
As populações indianas, ainda que sejam atualmente muito elevadas no que tange a números, também foram fundadas por grupos relativamente pequenos de indivíduos, sugere o estudo. Em termos gerais, o quadro que emerge é o de uma mistura genética no passado distante, diz Reich, seguida por fragmentação na forma de grupos étnicos pequenos e isolados, que posteriormente se mantiveram separados por milhares de anos devido ao número razoavelmente limitado de casamentos entre integrantes de diferentes grupos.
Esses indícios genéticos refutam as alegações de que a estrutura de castas indiana na verdade seja uma criação moderna dos colonizadores britânicos, afirmam os autores do estudo. "A ideia de que as castas na verdade existem mesmo há milhares de anos é uma constatação importante", disse Nicole Bolvin, arqueóloga que estuda a pré-história do sul da Ásia na Universidade de Oxford, no Reino Unido. "Afirmar que a endogamia tem raízes antigas a esse ponto, e que a genética é capaz de confirmar o fato, será controverso para muitos antropólogos".
Boivin teme que o estudo possa ser "manipulado" por políticos que desejam manter as estruturas de casta na Índia, e apela a cientistas sociais e geneticistas por trabalho colaborativo quanto a questões "altamente politizadas", como essa.
Para além das repercussões sociais do estudo, os baixos índices de mistura genética "poderiam ter importantes implicações para os estudos biomédicos de populações indianas", aponta Sarah Tishkoff, geneticista humana da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, que não participou da pesquisa. A estrutura dividida da população não será levada em conta em quaisquer esforços para mapear os genes de doenças, disse.
O pequeno número de fundadores de cada grupo indiano também pode ter consequências no campo clínico, de acordo com Reich. "Haverá muitas doenças recessivas na Índia que serão diferentes em cada população e que seremos capazes de buscar e mapear geneticamente", ele afirma. "Isso poderá ter efeitos importantes sobre a saúde dos indianos".
Os indícios de que a maioria dos indianos apresenta composição genética semelhante, ainda que os dados antropológicos demonstrem que os indianos tendem a casar com pessoas de seu próprio grupo, "são altamente intrigantes", afirma Aravinda Chakravarti, geneticista molecular humano na escola de medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland.
Por exemplo, Chakravarti aponta que o estudo não tem como estabelecer uma data básica para que a mistura ancestral das duas populações tenha acontecido. "Existem traços muito curiosos e difíceis de explicar, nos dados obtidos", ele afirma, acrescentando que "a história não vai terminar por aqui".

Nature


Terra Notícia

Crimes Eletrônicos: a responsabilidade do usuário


Assim como o expressivo crescimento da internet na última década, tanto em número de usuários como em portabilidade aos serviços multimídias e aumento na velocidade de transmissão de dados, de igual maneira, os crimes eletrônicos aumentaram o seu poder de lesão, levando facilmente o usuário ao erro, dando credibilidade e aparente idoneidade à fraude.
Entende-se por Crime Eletrônico ou Informático, qualquer tipo de crime que seja praticado ou provido através dos meios informáticos e/ou internet.
Apesar da falta de uma legislação específica que trate sobre os crimes eletrônicos, quase que em sua maioria, eles são passíveis de qualificação penal perante a legislação vigente, uma vez que a título de exemplo, um crime de estelionato não deixa de ser estelionato por ter sido praticado com o advento da internet.
O advogado Rodrigo Guimarães Colares, de Recife/PE, explana alguns crimes e seus enquadramentos nalegislação vigente:“…são crimes que podem admitir sua consecução no meio cibernético: calúnia, difamação, injúria, ameaça, divulgação de segredo, furto, dano, apropriação indébita, estelionato, violação ao direito autoral, escárnio por motivo de religião, favorecimento da prostituição, ato obsceno, escrito ou objeto obsceno, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações, adulteração de dados em sistema de informações, falso testemunho, exercício arbitrário das próprias razões, jogo de azar, crime contra a segurança nacional, preconceito ou discriminação de raça-cor-etnia-etc, pedofilia, crime contra a propriedade industrial, interceptação de comunicações de informática, lavagem de dinheiro e pirataria de software.”
Apesar da possibilidade de enquadramento penal, o crescimento dos crimes informáticos é notório. Este crescimento pode ser atribuído principalmente ao usuário, por motivos de falta de informação, falta de cuidados à navegação na internet, não adoção a medidas e ferramentas de segurança e demora em relatar as denúncias às autoridades. Claro que outros fatos alheios ao usuário contribuem, como por exemplo, a sensação de impunidade por parte dos autores, a baixa necessidade de conhecimento informático para aplicar certos tipos de golpes e todo um trabalho de engenharia social feito pelo criminoso, visando chamar a atenção da vítima convencendo-a a cair no golpe.
Dos fatores apresentados acima, percebe-se que na maioria dos casos, o usuário se fazendo de alguns cuidados pode evitar ser vitimado. Em diversas páginas da internet, estão disponibilizadas informações sobre como evitar cair em uma fraude eletrônica, cuidados a serem tomados no acesso à internet e cuidados quanto à divulgação de informações pessoais, principalmente em sites de relacionamentos, mas dada a falta de interesse por parte dos usuários e a correria da vida moderna, a grande maioria dos internautas arriscam-se no mundo virtual sem um mínimo de informações ou segurança necessárias, ficando vulneráveis à criatividade de pessoas mal intencionadas.
O fato é que, de um modo geral, a pessoas estão mais preocupadas com os benefícios que podem usufruir de um serviço do que com as suas responsabilidades e riscos para com este, assim explana Mário Paiva2, advogado em Belém/PA: “A grande questão é que os usuários deste sistema optaram apenas em se preocupar com os benefícios advindos da informática sem atentar que estas práticas poderiam ocasionar conseqüências jurídicas e possivelmente lesão a direitos assegurados na legislação.”
Contudo, em virtude do bom trabalho desenvolvido por alguns sites e organizações, tem sido crescente o número de internautas que começam a se preocupar e adotar medidas de segurança com uma navegação segura.
Algumas organizações não podem deixar de ser mencionadas quando o assunto é segurança na internet, como é caso do Comitê Gestor de Internet no Brasil – cgi.br (http://www.cgi.br/), que se tornou referência neste quesito, onde disponibiliza em seu site, vídeos e cartilhas com informações e procedimentos à segurança dos usuários de internet, ou a SaferNet (http://www.safernet.org.br), que em parceria com a Polícia Federal, disponibiliza em seu sítio, além de informações sobre navegação segura, um canal para denúncias sobre crimes de internet.
Contudo, o grande responsável pela segurança na internet e aumento nos índices de crimes cometidos através dela é o usuário, que na maioria dos casos, com um pouco de curiosidade e disposição poderia evitar desconfortos no online, que apesar de virtual, pode gerar prejuízos bem reais, tanto moral quanto financeiramente.
É importante considerar que estes cuidados cabem somente aos internautas, enquanto às autoridades, caberia a responsabilidade de identificar, penalizar os autores e retirar do ar o conteúdo ilegal. Afinal, seria hilário ter que fazer um curso e passar por uma avaliação para retirar uma possível carteira de habilitação para navegar na internet.

Michel Weiler Neves é ivestigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul


OAB-SC: Lançamento do filme “Juízo” com a presença do Desembargador Siro Darlan



Da experiência comunitária de mais de 10 anos de atividades sociais e culturais, o Grupo Nação Hip Hop do Estado de Santa Catarina, que produziu projetos premiados de Audio Visual como o Projeto Cinema na Favela e a Mostra Brasil de Cinema, anuncia mais uma edição do Projeto Cinema Favela, desta vez com exibição e lançamento do Filme “Juízo”, da Diretora Maria Augusta Ramos.
Juízo, estréia em Santa Catarina, na semana da criança, e traz para debate um tema dos mais importantes, que é uma radiografia da atuação do sistema judicial em relação jovens privados da liberdade, e tendo como convidado uma das maiores autoridades do país neste tema, que é o Desembargador Siro Darlan, Ex-Juiz da Infância e Adolescencia do Estado do Rio de Janeiro, que aproveita o evento, para lançar sua mais recente obra literária, que é o Livro “Crônicas do Juiz das Crianças – Direitos e Deveres”, editado pela Lumen Juris.
Nesta Edição, o projeto une-se a OAB Cidadã para promover esta sessão de exibição e debate do Projeto Cinema Favela, que vai se realizar no Auditório da OAB -SC, ás 19:00 horas do dia 13 de Outubro, com acesso mediante apresentação de convites que estão sendo distribuídos pela produção gratuitamente.

Informações: Fone (48) 9992 9209 ou no site http://www.nacaohiphop.com/



Sinopse - Juízo acompanha a trajetória de jovens com menos de 18 anos de idade diante da lei. Meninas e meninos pobres entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio. Como a identificação de jovens infratores é vedada por lei, eles são representados no filme por jovens não-infratores que vivem em condições sociais similares. Todos os demais personagens de Juízo – juízes, promotores, defensores, agentes do DEGASE, familiares – são pessoas reais filmadas durante as audiências na II Vara da Justiça do Rio de Janeiro e durante visitas ao Instituto Padre Severino, local de reclusão dos menores infratores.
Juízo atravessa os mesmos corredores sem saída e as mesmas pilhas de processos vistos no filme anterior de Maria Augusta Ramos, o premiado Justiça, e conduz o espectador ao instante do julgamento para desmontar os juízos fáceis sobre a questão dos menores infratores. Quem sabe o que fazer? As cenas finais de Juízo revelam as consequências de uma sociedade que recomenda “juízo” a seus filhos, mas não o pratica.


Brasil Contra a Pedofilia

Dalai Lama participa de entrega de prêmio de direitos humanos nos EUA


O Dalai Lama cumprimenta a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, durante a entrega do prêmio Tom Lantos de Direitos Humanos, em Washington (Foto: Reuters)

Líder espiritual tibetano foi o primeiro a receber o prêmio Tom Lantos.
Ele foi recebido pelo senador John McCain e pela presidente da câmara.



G1

Vacina contra vício da cocaína


Investigadores americanos anunciaram ontem a conclusão de um estudo acerca de uma nova vacina contra o vício da cocaína.

Os cientistas afirmaram que a vacina tem potencial para reduzir o uso da droga através do aumento de anticorpos contra a cocaína, que a deixam inactiva antes de esta alcançar o cérebro, onde é provocado o efeito estimulante que provoca a dependência.
O ensaio clínico durou seis meses e foi conduzido por investigadores da Escola de Medicina de da Universidade de Yale e do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos da América.
O processo de experiência foi realizado em 115 dependentes de cocaína, 58 das quais receberam a vacina, enquanto 57 foram tratadas com placebo, uma substância inerte. Trinta e oito por cento dos pacientes vacinados produziram anticorpos suficientes para travar os efeitos da droga. Contudo, os resultados da vacina não perduraram por mais de dois meses. Assim sendo, o tratamento por esta via necessitaria de vacinações repetidas a fim de se manter o nível de anticorpos necessário, explicaram os autores do estudo publicado este mês na revista Archives of General Psychiatry.
No grupo analisado, o consumo de cocaína baixou, sendo que algumas das pessoas deixaram mesmo de usá-la.

Portugal

Menino cego usa 'sonar' para 'ver' o mundo



Um menino britânico cego de 7 anos conseguiu aprender a "ver" objetos usando sua audição.
Lucas Murray estala sua língua e usa o eco provocado pelos objetos para construir o cenário em seu entorno.
A técnica é semelhante à do sonar usado por morcegos e golfinhos.
Lucas estala sua língua no céu da boca, e pelo som que escuta do eco ele consegue descobrir a distância, a forma, a densidade e a posição dos objetos.
A técnica, conhecida como "ecolocalização", ajudou Lucas, que nasceu cego, a jogar basquete e a escalar montanhas.

Flash
Ele aprendeu o sistema com o californiano Daniel Kish, de 43 anos, que fundou uma organização não governamental internacional de ajuda aos cegos.
Os pais de Lucas, Sarah e Iain, viram Kish em um programa de TV e o convidaram para visitar o filho em sua cidade, Poole, no sul da Grã-Bretanha.
"O Lucas é capaz de estalar sua língua para determinar onde as coisas estão ao seu entorno e o que são essas coisas. Ele é capaz de se movimentar confortavelmente sem ter que se segurar em outras pessoas", afirma Kish.
"O estalo basicamente emite um som que reflete no ambiente um pouco como o flash de uma câmera", explica.

Mobilidade 'extraordinária'
Lucas consegue determinar a distância dos objetos ao estimar o tempo que o eco leva para voltar e é capaz de estimar a localização do objeto sabendo em que ouvido o eco é percebido primeiro.
A densidade e a forma do objeto é percebida pela intensidade do som que retorna.
Um objeto que se move para mais longe cria um som com volume mais baixo, e um objeto que se aproxima cria um som com volume mais alto.
Segundo Kish, Lucas determina as qualidades de um objeto pelas características do som que ele consegue perceber.
"Ele joga basquete, é capaz de acertar a bola na cesta com os estalos da língua. Ele consegue jogar muito bem", afirma Kish.
Para ele, a mobilidade alcançada por Lucas é "extraordinária".


BBC Brasil


O Globo

Ex-mulher: Pelé nunca foi pai presente


Depois de quase dois anos separada do rei Pelé, Assiria Nascimento, que gravou seu último CD, Novo Tempo, em português e em inglês, revela que é ela quem decide tudo sobre seus filhos.
- Ele nunca foi um pai presente. Ele sempre viajou muito. Eu tomo todas as decisões sobre o que eles vão fazer, a escola em que vão estudar, se vão fazer curso de idioma etc. E só comunico as escolhas.
A cantora e o rei do futebol anunciaram a separação em fevereiro de 2008, depois de 14 anos de casamento. Da união do casal nasceram os gêmeos Joshua e Celeste, que completaram 13 anos na última segunda-feira (28).
- Depois da separação, ficou mais escassa ainda a presença dele. Eles veem o pai em alguns fins de semana ou feriados. Talvez, no próximo feriado, Dia das Crianças, viajem juntos.
Em seu site oficial, Assiria ainda usa o sobrenome Nascimento, de Pelé. Mas em seu material de divulgação do CD, a cantora tirou o Nascimento. Usa somente o primeiro nome.
Assiria também é mãe de Gemina, 18, fruto de outro relacionamento. A cantora revela ao R7 que os três filhos se dão muito bem. Ela ainda diz que é muito dificil criar filhos sozinha. Mas, em sua escala de prioridade eles estão sempre em primeiro lugar.
- Durante as férias meu tempo é todo deles. Fico sempre à disposição.
Para engravidar dos gêmeos, Assiria recorreu à inseminação artificial. O médico responsável por seu tratamento foi Roger Abdelmassih, indiciado pela Polícia Civil por acusações de estupro e atentado ao pudor contra ex-pacientes. Mais de 50 mulheres dizem ter sofrido crimes durante consultas. Mas Assiria o defende.
- Ele é uma pessoa muito querida e especial. Eu conheço a família e nós saíamos para jantar juntos. Pelé também tem boa relação com ele.

por R7

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Enxame de abelhas provoca acidente com morte em Rochedo


Os insetos entraram pela janela de um carro, fazendo com que o motorista perdesse o controle e capotasse.

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em um acidente provocado por um enxame de abelhas por volta das 17 deste domingo, na MS-080 a 30 quilômetros da cidade de Rochedo. Os insetos entraram pela janela do Siena conduzido por José Aurino, que perdeu o controle e capotou o veículo.
Segundo informações da Polícia Militar, um grupo com cerca de dez motoqueiros que passava pelo local parou para ajudar as três pessoas que estavam no veículo. Como usavam luvas e jaquetas de couro, além do capacete, conseguiram retirar as vítimas do carro, embora estivessem sendo atacados pelo enxame.
Quando os policiais chegaram ao local se depararam com Aurino, ainda vivo, coberto pelas abelhas, e como os policiais estavam desprotegido contra os insetos, voltaram a Rochedo para colocar vestes adequadas.
Como a aproximação até o veículo estava dificultada pelo enxame, os policiais não conseguiram os documentos das vítimas. Os nomes foram passados por conhecidos das pessoas que estavam no Siena, que coincidentemente passaram pelo local e reconheceram as vítimas.
O Corpo de Bombeiros foi até o local e prestou o atendimento às vítimas, encaminhando-os até o posto de saúde de Rochedo. O motorista do Siena não resistiu aos ferimentos e morreu.



Redação TV Morena

Operação resgata adolescentes em situação de risco em Abaetetuba


A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (5) os resultados da operação "Paz em Abaetetuba II", sob coordenação da Superintendência Regional do Baixo-Tocantins, realizada nos últimos dias. No total, a operação fiscalizou 16 estabelecimentos - 12 bares, duas casas de shows e duas casas de prostituição. Ao todo, 87 pessoas foram abordadas e revistadas em Abaetetuba. Oito adolescentes encontradas em situação de risco foram resgatadas pelo Conselho Tutelar de Abaetetuba e, posteriormente, entregues aos responsáveis. Seis motocicletas foram apreendidas e encaminhadas ao Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran).
A ação policial teve por objetivo combater a prostituição e exploração sexual infantil, por meio da fiscalização de estabelecimentos noturnos, como bares e casas de show, para verificar a presença de crianças e adolescentes, a venda de bebidas alcoólicas a menores, regularização de estabelecimentos junto à Divisão de Polícia Administrativa (DPA), como também combater o crime de poluição sonora.
A operação teve início dia 25 de setembro, por volta de 23 horas, e contou com policiais civis, uma guarnição da Polícia Militar, equipe de peritos do Instituto Médico Legal (IML), equipes do Detran e do Departamento de Trânsito do Município de Altamira (Demutran), além de conselheiros tutelares de Abaetetuba. Os agentes deslocaram-se a locais pré-determinados durante o planejamento operacional. De início, a operação atingiu a orla de Abaetetuba, onde havia denúncias sobre a presença de adolescentes em situação de risco e exploração sexual.
Os agentes abordaram suspeitos com objetivo de encontrar armas e drogas no local. Bares que vendiam bebidas alcoólicas e que estavam com documentos em situação irregular foram fechados pela DPA. Uma adolescente que provavelmente estaria se prostituindo foi resgatada pelos membros do Conselho Tutelar. Na casa noturna, denominada "Tietê", famosa por realizar festas na cidade, os policiais encontraram vários adolescentes, tanto nas proximidades quanto no interior do local. Diante disso, o estabelecimento foi imediatamente fechado e o responsável, intimado a comparecer na sede da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Os adolescentes em situação de risco foram entregues aos responsáveis.
Juntamente com as equipes do Detran e Demutran, os policiais abordaram e revistaram carros e motos à procura de armas e entorpecentes. "Fiscalizamos também postos de gasolina, onde averiguamos denúncias de poluição sonora, consumo de drogas e venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniências fora do horário permitido por Lei", explica a delegada Andrezza Martins Franco, superintendente regional do Baixo-Tocantins.
Na avaliação da superintendente, a operação trouxe resultados positivos ao município, pois demonstrou à população local a preocupação dos órgãos de Segurança Pública com a prática de prostituição e exploração sexual infantil, poluição sonora, além da fiscalização de bares e casas de eventos, bem como a repressão a roubos registrados perto desses locais. As ações policiais de combate aos atos criminosas na região do Baixo-Tocantins continuam por determinação da Diretoria de Polícia do Interior (DPI).

Walrimar Santos - Polícia Civil



Agência Pará de Notícias

Justiça decreta inconstitucional lei antifumo no Rio


RIO - O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio julgou inconstitucional o decreto municipal que proibia o fumo em locais fechados na capital fluminense. Por unanimidade, os desembargadores decidiram acolher, nesta segunda-feira, o pedido da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares.
Segundo o relator da ação, desembargador Sergio Cavalieri Filho, os municípios não têm competência para legislar sobre o assunto. "Não se discute nesta ação os malefícios do cigarro. O que se discute é quem tem competência para legislar sobre a matéria", afirmou o relator.
"Ao vedar de forma absoluta o uso de cigarros em recintos coletivos fechados, o Decreto Municipal foi além da Lei Federal nº 9294 de 1996", disse o desembargador. Ele também destacou que a lei federal proíbe o fumo em recinto coletivo, mas permite que existam fumódromos.
JBOnline


TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITIVO: QUANDO O COMPORTAMENTO TEM NOME


João tem sete anos e está enlouquecendo sua mãe. É agressivamente respondão, desafia ordens, perde a paciência com facilidade, "vira o ovo" com rapidez,não aceita críticas, deliberadamente faz coisas para irritar os outros, é debochado e implicante, discute com adultos, sempre responsabiliza os outros por seus erros, se aborrece facilmente com os outros, fica enraivecido e ressentido, é rancoroso e vingativo. Identificou no seu filhote algumas dessas características? Pois saiba que, dependendo do grau e persistência de ocorrência dessas características, este tipo de conduta, que a gente pode achar normal na idade, tem nome:
Transtorno Desafiador Opositivo.
O TDO atinge principalmente a faixa de 7 a 10 anos e de 2 a 16% das crianças em idade escolar. Pois é... Sempre escutei que a partir dos 7 anos é uma fase chaaata. Mas, como podem ver, talvez algumas dessas chatices seja um transtorno. No sentido psi da palavra. E esse é outro problema: porque tem tantos pais que se negam a reconhecer quando seus filhos estão com um problema além da conta e dar a eles auxílio para superar isso? Nunca entendi. Já passamos da época em que ir a um psicólogo era um atestado de maluquice. Cada criança é de um jeito na administração da vida à medida que vai crescendo. E definitivamente não existem super-pais. A gente também vai aprendendo junto. É como se pais se responsabilizassem pelos problemas surgidos, dando a si uma carteirinha de incompetentes, e para não se verem como tal, decidem negar ajuda especializada ao filho, tentando resolver sozinhos. Egoísmo não? Até porque, se não tratado o TDO vira um transtorno mais sério, piorando na adolescência e podendo gerar problemas mais hardcore com drogas ou uma atitude anti-social geral, por exemplo. E só para saber: 75 % de quem tem TDO tem esse tipo de problemas mais tarde. Acho que em muito por falta de tratamento ou de diagnóstico certo. E vamos combinar que adolescente já é chato normalmente, imagina com isso? Tem muito lugar que pode abrir a cabeça de quem se acha com problemas. Sites sobre o assunto não faltam. E para quem acha que precisa ter grana para tratar disso é bom saber que lugares como a Santa Casa da Misericórdia, no Rio de Janeiro, tem um departamento de neuropsiquiatria infanto-juvenil que oferece tratamento gratuito. Alguns sites:

Por: Angela Tostes

Oficinas no Acre valorizam a cultura africana


Instrumentos de capoeira foram apresentados durante a oficina (Foto: Assessoria SEE)

Objetivo de representantes de ONG's e do Governo do Estado é incentivar a disseminação desses conhecimentos pelos estudantes

O Fórum Étnico Racial em parceria com a Secretaria de Estado de Educação realizou nos dias 01 e 02 de outubro, oficinas de valorização da cultura africana, ensinando à comunidade escolar as técnicas de trançado no cabelo, e demonstrando como utilizar a capoeira e a música em sala de aula. A atividade envolveu o corpo administrativo e professores das escolas que poderão agora ser multiplicadores desse conhecimento.
Esta ação faz parte do Projeto 20 de Novembro, no qual se comemora o dia Nacional da Consciência Negra, que tem como objetivo estimular as escolas a desenvolverem projetos dentro da temática. "Estas oficinas são produzidas para contribuir com o ensino da cultura africana, como forma de incentivar os educadores a trabalharem vários aspectos e símbolos destes povos", explica Izís Melo, técnica da SEE.
O curso de capoeira foi ministrado pelo mestre Xandão do grupo Cordão de Ouro, que ensinou como utilizar os jogos esportivos de origem africana, enfatizando a importância histórica deste esporte para os afro-descendentes.
No Acre, a organização não-governamental Cernegro realiza atividades educativas e culturais em comemoração à Semana da Consciência Negra, que este ano prestigia a 4ª edição, discutindo aspectos relacionados a políticas públicas que buscam reparar danos de séculos de escravidão destes povos no Brasil.
A oficina faz parte do projeto de inserção do ensino sobre a História e Cultura Afro-Brasileira que está previsto na Lei Nº 10.639, onde torna obrigatório estes conteúdos nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares. O assunto é abordado preferencialmente nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira e inclui diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira.

Ernani Baracho, Assessoria SEE


Agência de Notícias do Acre

Câncer ocupacional mata cerca de 200 mil pessoas a cada ano no mundo


Principais fatores associados ao câncer são o tabaco, a alimentação, a exposição ocupacional, a exposição radiação e ao sol

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 200 mil pessoas morrem a cada ano no mundo por algum tipo de câncer relacionado ao ambiente de trabalho.
Segundo a coordenadora de Vigilância e Prevenção do Câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Silvana Rubano Turci, não existem números sobre o câncer ocupacional no Brasil. Ela afirma que quando a doença é diagnosticada não se faz uma entrevista com o paciente para conhecer sua rotina, hábitos e as possíveis causas da doença.
Silvana explica que os principais fatores associados ao câncer são o tabaco, a alimentação, a exposição ocupacional, a exposição radiação e ao sol. De acordo com ela, é difícil relacionar o câncer exposição a um só fator.
A gente tem uma série de fontes e fica muito difícil estabelecer que aquele determinado câncer está relacionado a uma só exposição, mas pode sim estar relacionado a exposições com baixas doses durante a vida toda e não a um único agente, mas a vários agentes e a uma mistura desses agentes explica.
Um dos fatores que causa câncer é o amianto. O presidente da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), Eliezer João de Souza, luta pela proibição do uso do produto no país e conta que nos 13 anos em que trabalhou em uma empresa que usava amianto não foi alertado do risco que corria.
Eu e todos os funcionários, uma média de 10 mil, que trabalharam nessa empresa. A gente foi enganado, ninguém sabia que o amianto era cancerígeno. Aí um monte de gente que já morreu, e outras ficaram doentes, tiveram mesotelioma, câncer de pulmão, de laringe, conta Eliezer.
Segundo estimativas do Inca, a projeção para o ano 2020 é que 15 milhões de pessoas apresentem novos casos de câncer.

Três pesquisadores levam Nobel de Medicina por pesquisa sobre cromossomos


Os cientistas norte-americanos Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak são os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2009 por suas descobertas de como a enzima telomerase protege os cromossomos, informou nesta segunda-feira o Instituto Karolinska de Estocolmo. O trabalho lança luz nos estudos do câncer e do processo de envelhecimento.
O prêmio de Medicina paga com 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão) e, como os outros prêmios Nobel (exceção para o da Paz), será entregue em 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.
O Instituto afirmou que os três tinham "resolvido um problema importante na biologia", ou seja, como os cromossomos foram copiados na íntegra durante a divisão celular e protegidos contra a degradação. A descoberta, segundo os cientistas, estimula o desenvolvimento do potencial de novas terapias.
As extremidades dos cromossomos são chamados telômeros e, caso sejam encurtados, deve afetar na idade das células. Os cientistas especularam que esse processo poderia ser a razão para o envelhecimento, não só em células individuais, mas também do organismo como um todo.
"Mas o processo de envelhecimento acabou por ser complexo e é pensado agora a depender de vários fatores diferentes, os telômeros são um deles. A investigação nesta área continua intensa", disse o instituto. O trabalho do trio na telomerase estimulou o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, acrescentou.
Blackburn é da Universidade da Califórnia, San Francisco; Greider é da Johns Hopkins School of Medicine, em Baltimore, e Szostak está no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston.
A medicina é tradicionalmente o primeiro dos prêmios Nobel concedidos a cada ano. Veja abaixo os últimos premiados na área:

2008 - Harald zur Hausen, Françoise Barré-Sinoussi, Luc Montagnier
2007 - Mario R. Capecchi, Sir Martin J. Evans, Oliver Smithies
2006 - Andrew Z. Fire, Craig C. Mello
2005 - Barry J. Marshall, J. Robin Warren
2004 - Richard Axel, Linda B. Buck
2003 - Paul C. Lauterbur, Sir Peter Mansfield
2002 - Sydney Brenner, H. Robert Horvitz, John E. Sulston
2001 - Leland H. Hartwell, Tim Hunt, Sir Paul Nurse
2000 - Arvid Carlsson, Paul Greengard, Eric R. Kandel

Com Efe e Reuters


DNA de brasileiro é 80% europeu, indica estudo


Um novo retrato das contribuições de cada etnia para o DNA dos brasileiros, obtido com amostras das cinco regiões do país, indica que, em média, ancestrais europeus respondem por quase 80% da herança genética da população. A variação entre regiões é pequena, com a possível exceção do Sul, onde a contribuição europeia chega perto dos 90%.
Os resultados, publicados na revista científica "American Journal of Human Biology" por uma equipe da Universidade Católica de Brasília, dão mais peso a resultados anteriores, os quais também mostravam que, no Brasil, indicadores de aparência física como cor da pele, dos olhos e dos cabelos têm relativamente pouca relação com a ascendência de cada pessoa.

Quem vê cara não vê DNA
"No Brasil, a pigmentação da pele está, em grande medida, desacoplada da ancestralidade, por conta do grau de miscigenação. Em muitos casos, você percebe que há uma relação muito fraca entre a autoidentificação que a pessoa faz, dizendo-se branca ou negra, e o que os dados de DNA revelam, embora a gente não tenha levado isso em conta durante esse trabalho em particular", disse à Folha Rinaldo Wellerson Pereira, que coordenou o estudo.
Embora os resultados sejam interessantes do ponto de vista histórico e antropológico, o principal objetivo de Pereira e companhia é obter uma ideia mais clara da composição genética da população como ferramenta para entender correlações entre o DNA e uma série de doenças.
Sabe-se que todo tipo de moléstia pode ter relação com a ancestralidade do doente, mas os dados sobre a associação entre uma coisa e outra disponíveis hoje são, quase sempre, de populações como europeus ou norte-americanos, nas quais a mistura étnica teve importância relativamente baixa. Daí a necessidade de conseguir dados originais no Brasil.
Os resultados foram obtidos com amostras de 200 pessoas, divididas em cinco grupos de mesmo tamanho, cada um deles oriundo de zonas urbanas de uma das regiões do Brasil. Os voluntários conseguiram na Justiça o direito de ter seu DNA examinado gratuitamente em investigações de paternidade e assinaram formulários aprovando o uso do material genético para a pesquisa.
"Como são pessoas que não podiam pagar pelo exame, é possível que a amostra contenha uma proporção maior de pardos do que a população geral, embora nós não tenhamos feito essa análise", diz Pereira.
Para estimar as contribuições relativas de europeus, africanos e indígenas, os pesquisadores usaram um conjunto de 28 SNPs (pronuncia-se "snips"), minúsculas variantes genéticas que correspondem à troca de uma única "letra" no alfabeto químico do DNA. (Cada pessoa carrega, em seu genoma, 3 bilhões de pares dessas "letras"). Muitos SNPs são típicos de determinadas populações do mundo, sendo bem mais frequentes em europeus ou africanos, por exemplo.

Pais postiços
A segunda fase da análise é comparar a presença desses 28 SNPs no DNA dos brasileiros estudados com a distribuição deles em populações "parentais", ou seja, que poderiam servir como uma versão simulada dos grupos que se miscigenaram e deram origem à população brasileira atual.
Para isso, os pesquisadores recorreram a amostras de DNA de africanos (de Botsuana, Camarões, Gana e Senegal), americanos de Chicago e Baltimore com origem europeia e índios zapotecas, do México.
"Como os SNPs discriminam a ancestralidade em nível continental, essas populações parentais são suficientes, embora não reflitam historicamente as nossas", avalia Pereira.

População mestiça
Os resultados obtidos pela equipe de Brasília são mais uma prova do cuidado necessário para estudar a associação entre doenças e características genéticas numa população miscigenada como a brasileira.
"Já houve estudos de associação genética com grupos definidos como "brasileiros brancos e brasileiros negros". No fundo, essas definições não querem dizer absolutamente nada", afirma Pereira.
Em países como os EUA, conta ele, já chegaram ao mercado alguns medicamentos voltados de forma específica para os americanos de origem africana, levando em conta o fato de que o organismo de pessoas de diferentes ascendências reage de maneira variada a certas substâncias. "Agora, imagine uma droga dessas no Brasil. Não adianta uma pessoa ter aparência africana para você prever se ela vai responder ao remédio. Não tem como saber se ela possui o bendito alelo [variante genética] ligado àquela resposta", explica.

Poucos genes
Se parece misterioso o fato de que uma pessoa com biotipo africano tenha organismo "branqueado" e ascendência predominantemente europeia, é preciso levar em conta o fato de que, até onde se sabe, são poucas dezenas de genes (dentre os 20 mil estimados para o genoma humano como um todo) que coordenam as diferenças de pele, cabelos e olhos.
É por isso que uma contribuição pequena das outras etnias ainda caracteriza a aparência de muitos brasileiros.

REINALDO JOSÉ LOPES


Folha Online

Advogados defendem punição para alienação parental


Reflexos da separação

Tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4.053/2008, que trata da Síndrome da Alienação Parental. A prática não é nova, segundo especialistas em Direito de Família, mas ainda precisa de regulamentação e de punição. O pai ou a mãe que induzir o seu filho a romper laços afetivos com um ou com outro por vingança depois da separação conjugal, poderá ser punidos civil e criminalmente. De acordo com a proposta, a pena pode chegar até dois anos de prisão, além de pagamento de multa.
São listados no projeto do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), como forma de alienação, a campanha que o pai ou a mãe faz para dificultar o contato da criança com o outro, ocultar informações importantes sobre a criança, mudar de estado para atrapalhar a convivência, além de apresentar falsa denúncia contra a outra parte. Dados da proposta dão conta que 80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental. E, havendo indício da prática de alienação parental, o juiz poderá, em ação autônoma ou incidental, determinar que seja feita perícia psicológica. O laudo pericial terá base em ampla avaliação, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, no caso os pais da criança e exame de documentos que estejam presentes nos autos.
Segundo especialistas, a alienação geralmente é provocada pela mãe, que são agraciadas com a guarda dos filhos em 91% dos casos, como constatou o IBGE em 2004. Os dados, contudo, não isentam os pais, que aproveitam os dias de visita para falar mal da mãe.
O tema foi bastante debatido no caso do menino americano Sean Goldman. Alguns especialistas chegaram afirmar que a criança, que hoje vive com a família Lins e Silva no Brasil, sofre de alienação parental. As conclusões foram tiradas de conversa gravada no Setor de Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro, onde Sean chegou a dizer que não queria fazer mais contato com o pai David Goldman e que não confiava mais nele. Nesse caso, a figura do padrasto assumiu o lado paternal. Sean é órfão de mãe. Ela morreu há um ano durante o parto de sua filha.
O advogado Cássio Namur, especialista em separações e sucessões, explica a origem do projeto. Segundo ele, foram usados diversos julgados do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, ainda na época da desembargadora aposentada Maria Berenice Dias, para fundamentar a proposta. Do Rio Grande do Sul saíram diversos julgados da então desembargadora Berenice citando o médico Richard Gardner, que começou a falar da alienação em 1985.
Ele destaca também que o projeto preencherá uma lacuna e será extremamente positivo, porque essa nova baliza vai ajudar o juiz a resolver contendas. Namur já atuou em diversos casos neste sentido. "Já advoguei em casos complicados, onde uma parte atraia o filho com proposta de carro ou dinheiro", destacou. Ainda segundo ele, se o projeto virar lei, poderá servir de base até para pedidos de indenização por dano moral, pois se ficar caracterizada a alienação, a parte poderá cobrar pela falta de referencia materna/paterna causada no filho.
A advogada Gladys Maluf Chamma, outra especialista no assunto, diz que o projeto é muito bem-vindo. "Depois que passar pela CCJ, o projeto vai para o Senado e espero que isso passe logo", ressalta. Ela destaca que em 70% dos casos que chegam ao seu escritório os filhos são usados pela parte que sai inconformada da separação. A advogada conta que, em um dos casos, conseguiu até um parecer do Ministério Público entendendo que ali havia alienação parental. Questionada se a criminalização do projeto irá coibir a prática, a advogada diz que a nova medida vai resolver o problema de uma vez por todas. "A sanção é bem específica e vai inibir a parte contrária, pois passaremos a ter instrumentos punitivos para casos concretos."

Pós e contras
O advogado Luiz Kignel ponderou os benefícios do projeto. Toda vez que o legislador pretende ordenar regras sobre relações pessoais ou familiares, está entrando em campo minado, de acordo com ele. "Não se discute o quanto é reprovável a atitude de um cônjuge que semeia no filho comum a rejeição ou o ódio ao ex-cônjuge ou ex-parceiro. A questão é como mensurar isto em cada caso concreto, em cada variável familiar, em cada trauma decorrente do fim de uma união que um dia se sonhou duradoura", disse.
O especialista observa que pais separados podem ter visões diferentes na formação de seus filhos e nem sempre quem tem a guarda tem a razão. "Quando eu previno meu filho que a atitude de meu "ex" está errada estou forçando a rejeição ou apenas tentando fazer prevalecer um ponto de vista que entendo mais correto? Em outras palavras, não será nada fácil apurar o que é discordar e o que é, efetivamente, incitar a rejeição."
Para Kignel, essa postura não se confunde com a rejeição ou ódio gratuito, que muitos pais plantam na cabeça de seus filhos sem qualquer justificativa. "E, neste caso, acho que o projeto é extremamente inovador e correto, mas de execução complexa. Acho que será uma enorme dor de cabeça para os juízes na análise dos casos que forem levados para a Justiça."
E alerta: "como o resultado final pode ser a perda da guarda por aquele que incitou ódio ou rejeição injustificado, imagine quantos pais que não tenham a guarda de seus filhos não vão tentar se valer desta nova lei para tentar obter algo em seu favor?", finalizou.

Para ler o projeto:
http://s.conjur.com.br/dl/alienacao-parental.pdf

Padre pedófilo é preso com adolescentes em motel


A casa caiu: Padre pedófilo é preso em flagrante com quatro adolescentes em motel no Maranhão

São Luís, Maranhão - A polícia do Maranhão anunciou neste sábado a prisão em flagrante do padre Félix Barbosa Carreiro, 43 anos, acusado de pedofilia. Segundo o jornal O Imparcial, a prisão aconteceu após uma denúncia anônima - o padre foi surpreendido em um quarto de motel mantendo relações íntimas com quatro jovens, dois de 18 anos e dois menores de 13 e 15 anos.
O padre, que era auxiliar na paróquia Nossa Senhora Aparecida da Foz do Rio Anil (Cohafuma), está preso em uma das celas da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, para onde foi levado após prestar depoimento da DPCA. Em 2002, ele tinha sido investigado pelo Ministério Público pela mesma acusação, mas o processo foi arquivado por falta de provas.
A prisão foi efetuada por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Nos últimos dois meses, a polícia estava investigando Félix Carreiro. “Realizamos campanas e o seguimos durante o período, mas só o vimos indo com jovens para um motel na madrugada de sábado”, contou a delegada Ana Karla Silvestre Fernandes.
“Durante as investigações, vimos o padre recebendo rapazes na igreja e na porta de sua casa, passeando com eles na Avenida Litorânea, onde ficavam bebendo e comendo, e o vimos levando os jovens de volta para suas casas. Isto acontecia com muita freqüência”.
O padre Félix Barbosa Carreiro também confessou que usava drogas com os garotos e que marcava os encontros pela internent. Ele deu dinheiro e presentes aos adolescentes para que eles saíssem.
O padre negou ter mantido relações sexuais com os garotos. "Saí com eles para me divertir. Jamais abusei dos meninos e sempre permaneci fiel às minhas obrigações com a Igreja. Não permito que me chamem de pedófilo", salientou.
Os jovens encontrados com o religioso também depuseram na delegacia. “Eles confirmaram tudo: que o padre os levava para motéis, pagava coisas e lhes presenteava e pedia para que eles chamassem outros garotos”, disse Ana Karla Fernandes.
Na DPCA, as famílias dos menores encontrados com o padre Félix estavam revoltadas. “Estou me sentindo péssima, a minha vontade era de bater neste padre”, disse uma das mães. Ela afirmou que já desconfiava que algo de diferente acontecia com o filho e estava investigando. “Com 14 anos, ele passava o fim de semana sumido, faltava na escola. Agora estou sabendo que era com este padre que ele passava o tempo”.
O administrador da diocese de São Luís, Dom Paulo Ponte, lamentou a situação. “É uma coisa muito triste e dolorosa. Está claro que se trata de problemas de ordem psicológica. Por isso não podemos condenar sem dar espaço para ouvi-lo”, declarou. A Igreja Católica já disponibilizou um advogado para acompanhar o caso do padre Félix Carreiro. Internamente, a Igreja irá abrir um processo pastoral.

Jornal da Mídia


Crianças carentes voam pela primeira vez em Carazinho

Crianças de Carazinho andaram pela primeira vez de avião neste final de semana - Jean Pimentel, Especial

Ação ocorreu em parceria da FAB com o Aeroclube local

Crianças que participam de projetos sociais em Carazinho, no norte do Estado, tiveram a chance de voar pela primeira vez neste final de semana. Uma parceria entre o Aeroclube local e a Força Aéra Brasileira (FAB) levou 104 delas para seu primeiro voo.
Durante toda a tarde de sábado, um avião Brasília da FAB realizou sobrevoos sobre as redondezas da zona urbana do município. Com duração de 20 minutos, os passeios emocionaram a turma que viu o mundo do alto. Foram quatro viagens para levar todos os participantes.

Leandro Belles, Passo



Zero Hora

Polícia identifica seis suspeitos de participação na chacina do Uberaba


Segundo a polícia, um homem que não está entre os identificados, mas pode ter ligação com o crime, foi detido na noite de domingo junto com outras duas pessoas, que foram liberadas após prestar depoimento. Chacina deixou oito mortos e dois feridos

Seis suspeitos de participar da chacina que deixou oito pessoas mortas e outras duas feridas no bairro Uberaba já foram identificados pela polícia, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). O crime ocorreu na noite de sábado (3) e desde o domingo (4) uma força-tarefa, composta por policiais civis e militares, toma conta das ruas das duas vilas.
Durante o patrulhamento das equipes policiais, um homem foi preso por volta das 20 horas de domingo por porte ilegal de arma de fogo. Um investigador da Delegacia de Homicídios, afirmou no início da manhã desta segunda-feira (5) à Gazeta do Povo que o preso seria suspeito de participar do crime, mas a informação foi desmentida pela Sesp.
Segundo a secretaria, o preso é um soldado da aeronáutica que não está entre os suspeitos identificados, embora sua ligação com o crime ainda não esteja totalmente descartada. Outras duas pessoas, entre elas uma adolescente, também foram conduzidas à delegacia juntamente com o soldado, mas ambas foram liberadas logo após prestar depoimento.
Os corpos de duas das vítimas da chacina, Nilza Ribeiro dos Santos, de 29 anos, e de seu filho, Mateus Alves da Silva, 5 meses, foram levados à cidade de Tamarana, no Norte do Paraná, para o velório e sepultamento. Outras três vítimas, Moisés Pereira Silva, de 28 anos, Marcos Aurélio Mateus de Lima, 17, e Valdir Francisco Santos, 19, foram enterrados na manhã desta segunda-feira em Curitiba. Os demais mortos foram identificados como Everaldo dos Santos Silva, 25, Jancarlo da Silva, 20, e Jéferson Carvalho da Silva, 25.

Investigação
Uma força-tarefa participa das investigações do caso. Segundo moradores do bairro, a chacina teria ocorrido após um toque de recolher anunciado por volta das 20h30. Depois de duas horas, seis homens, em três carros, teriam passado atirando a esmo, matando quem estivesse pela frente. Entre os mortos, uma criança de 5 meses e a mãe, que voltavam para casa após sair da igreja.
Os tiros começaram na Rua Helena Piekarski, na Vila União. Os atiradores estavam armados com uma carabina calibre 30, uma pistola 9 milímetros e outra de calibre 40, essa última de uso exclusivo das Forças Armadas.
O motivo do crime foi o assassinato do sobrinho de um dos traficantes que participou da chacina, segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Hamilton da Paz. O rapaz teria sido preso e assassinado por traficantes rivais logo após ser solto, na semana passada.“Foi um ato de vingança”, disse o delegado no domingo. A população confirma que a chacina foi motivada por grupos rivais de traficantes das vilas Icaraí e União.

Caso atípico
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto, o caso foi atípico e envolve disputa pelo controle do tráfico de drogas. “Não me recordo de nada semelhante que tenha acontecido em pontos diferentes. Os policiais estão investigando. Temos oito viaturas no local e elas não vão sair de lá até que o caso seja resolvido”, disse. A investigação começou assim que a polícia foi informada da chacina. Viaturas da Divisão de Narcóticos, da Polícia Civil, da Polícia Militar e o Regimento da Polícia Montada tomaram conta das ruas das duas vilas, no fim da tarde de domingo.
Por motivos de segurança, a polícia não divulgou a identidade das duas pessoas que ficaram feridas, mas afirmou que elas passam bem e serão ouvidas assim que deixarem o hospital. Segundo Paz, a região do Uberaba conta com o patrulhamento de quatro viaturas nos horários de pico, para atender uma população de 70 mil habitantes. “Temos viaturas da Rotan e Rone na região, mas precisamos contar com o apoio da população para denunciar os traficantes por meio do Narcodenúncia. Não temos como prever casos como esses. Não tem como saber o que se passa na cabeça de um marginal”, disse.
Segundo levantamento da polícia civil, de março a outubro o Narcodenúncia recebeu apenas uma ligação daquela região. “No restante da cidade, o número de ligações da população chegou a 30 mil”, disse Azôr. Do horário da chacina até a tarde de domingo a polícia não recebeu nenhuma ligação da região das vilas União e Icaraí. Os moradores estão com medo de se manifestar. A última ação policial feita no Uberaba foi apreensão de armas e entorpecentes, também em março.
Moradores da região entrevistados pela reportagem disseram não acreditar na eficácia da polícia. Contaram que ficam sabendo dos bastidores do tráfico, mas preferem não “se meter” nesses casos. “Nunca vimos a polícia fazer nada, a não ser ficar cuidando de corpos”, reclamou um morador.

As vilas
A duas vilas integram uma região composta por sete comunidades do bolsão Audi-União. O bolsão recebe recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal para melhoria de infraestrutura. É uma população carente, de baixa renda, em que a maioria das famílias não ganha mais do que R$ 400 por mês. O bolsão Audi-União tem 2.554 domicílios.
A Vila Icaraí tem oficialmente 687domicílios mapeados e está ligada à área administrativa da Regional Cajuru. Já a Vila União tem cerca de 680 domicílios atendidos pela associação de moradores local.
Em parceria com o Jardim Alvorada, conta com uma unidade de saúde, cinco instituições de assistência social, quatro escolas municipais, duas estaduais e dois Centros de Educação Infantil (CMEI). A maior parte da população é formada por jovens e mulheres. Quatro em cada 10 moradores possuem apenas o ensino fundamental.

Balanço: Matanças têm enredos idênticos
Há uma constância perversa nas chacinas registradas no Paraná nos últimos meses. Elas ocorrem em localidades pobres, em que as instituições do poder público (polícia, saúde, educação, esporte) estão distantes ou inoperantes. Possuem ligações com o tráfico de drogas, seja por disputa entre grupos rivais, vingança ou dívidas, e vitimam, propositadamente, esposas, filhos, crianças e jovens que não estavam inseridos na lógica do tráfico. Fazer o maior número de vítimas possíveis tornou-se uma espécie de demonstração de poder e de força.
Em Guaíra, na maior chacina registrada no estado, em setembro do ano passado, 15 pessoas foram assassinadas por causa de um acerto de contas entre grupos que lidavam com tráfico e contrabando. Em cinco horas de matança, morreram adultos e jovens, homens e mulheres – entre eles, alguns que nada tinham a ver com a disputa em si.
Em dezembro do ano passado, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, cinco pessoas foram mortas e outras cinco sobreviveram. De acordo com a polícia e com o testemunho de um jovem que sobreviveu à chacina, alguns dias antes duas das vítimas haviam praticado um furto e trocado o produto do roubo por drogas.
Em abril desse ano, no Xaxim, cinco homens e uma mulher morreram por uma dívida de dez gramas de crack. Segundo a investigação policial, eles estavam na casa de um usuário, mas nem todos eram alvos dos assassinos. “Se tivessem 20, eles matavam 20”, disse na época o titular da Delegacia de Homicídios, Hamilton da Paz.
Existem exemplos, porém, que mostram que os bairros mais pobres não estão fadados a sofrerem com o binômio tráfico/chacina. Na Vila Osternack, que já foi considerada a região mais violenta da cidade, houve uma redução significativa no número de homicídios. A vila chegava a ter 14 homicídios por final da semana. Atualmente tem um por mês e há dois não são registrados assassinatos na região. A melhora veio depois que a Polícia Militar iniciou na localidade o projeto de Segurança Social, em parceria com a própria comunidade, a sociedade civil e outras esferas governamentais.

Célio Yano,
com informações de Anna Simas, Tatiana Duarte e Guilherme Voitch - Infografia: Thiago André Costa



Prefeitura mapeia imigrante na cracolândia



O drama de viver na cracolândia, região no centro paulistano que funciona como a maior boca de fumo a céu aberto, já não é relatado somente em um idioma. Estrangeiros de todos os lugares estão cada vez mais misturados ao bloco de pessoas sem identidade, que andam enroladas em cobertores, com o cachimbo na mão, acendendo pedras de crack a qualquer hora do dia. Nos últimos dois meses, agentes da Secretaria Municipal de Saúde conseguiram contato com 16 deles - na tentativa de tirá-los da dependência - e o mapeamento mostra que as nacionalidades são típicas de Babel. Rússia, África, Arábia e América. Os quatro cantos do mundo chegaram à área mais devastada da capital paulista.
Os trajetos percorridos por eles até o cenário assolado pelo consumo de crack são variados. Mas sempre passam pela imigração ilegal e por condições de emprego precárias. "Quem vem para o Brasil ainda acha que vai encontrar samba, carnaval, futebol e trabalho. Termina na rua e no frio. A droga funciona como cobertor", diz o peruano Félix Rafael Morales, em São Paulo desde 2001. Ele chegou aqui com a promessa de serviço em telecomunicações. Perdeu o posto, não arrumou outro, só encontrou as ruas próximas da Avenida Paulista como abrigo, onde viveu por dois meses. Passou outros cinco anos "pulando de albergue em albergue". Conseguiu ser contratado pelo governo municipal para atuar como agente de saúde, com o foco no atendimento de estrangeiros que estão em situação de rua. "Hoje, em minhas abordagens, 80% deles sofrem com a dependência."
O sotaque gringo de Félix é uma das estratégias para tentar não espantar dependentes internacionais quando as equipes se aproximam. Se a abordagem já enfrenta resistência tradicional (a recusa ao atendimento supera 80%), entre os que já estão afetados pela alucinação da droga e ainda temem que a Polícia Federal possa prendê-los pela clandestinidade é ainda mais complicada.
Alguns dependentes passaram pela barreira da recusa e contam fragmentos de histórias. Como a de um africano de 47 anos, que há seis meses mora na Rua Dino Bueno, no centro. Ele, que diz já ter trabalhado como piloto de avião na África do Sul, veio ao Brasil tentar esquecer a vida solitária que levava em seu país. Em São Paulo, encontrou a companhia do crack e do álcool e agora tenta tratamento. Outro exemplo é o ex-guerrilheiro da Arábia Saudita, de 42 anos, que há uma década está nas ruas de São Paulo. A busca pela melhor qualidade de vida esbarrou no haxixe, depois na cocaína e agora sobrevive, aos trancos, com o crack.
A concentração dos imigrantes na região central e a consequente fuga deles para as áreas da chamada cracolândia tem explicação econômica, acredita um ex-delegado do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil - que preferiu não ser identificado. Os bares, restaurantes e pequenos comércios que no século passado existiam por causa da Estação da Luz, hoje, estão desertos. Os hotéis que ali existiam também foram deixados às traças. Os preços cobrados agora são muito baixos e as condições de higiene só são aceitas por imigrantes ilegais que não têm outra opção.
Não são esses os motivos exclusivos para os estrangeiros serem "recrutados" pela dependência química. "A saudade, o abandono, a distância formam um prato cheio para que eles acreditem que a droga é uma saída", afirma o padre Mário Jeremia, responsável pela Pastoral do Migrante. "Eles têm um espaço de convivência restrito, não têm oportunidade de diversão, enfrentam preconceito. Você não encontra um desses jovens em um shopping, por exemplo. A droga é atrativa."
O problema dos estrangeiros na cracolândia não cessa no vício. Muitos são utilizados como braço do tráfico, lembra Marcos Fuchs, que atua na instituição Conectas Direitos Humanos. "Os imigrantes são explorados de todas as formas. Não podem denunciar. Sair desse mercado clandestino e optar pelo comércio de droga é uma possibilidade que ilude." Ariel de Castro Alves, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, diz que negligenciar políticas públicas para essa população é fomentar a violência em cadeia. "Eles ficam isolados na marginalidade e acabam caindo na criminalidade."

Fernanda Aranda



Estadão

Homossexual é autorizado a adotar apenas crianças com mais de 12 anos no Paraná

Jonathas, que quer adotar menina de 4 anos

CURITIBA - Um parecer da promotoria da 2.ª Vara da Infância e da Juventude e Adoção, em Curitiba, causa polêmica entre casais homossexuais que desejam adotar. O empresário Jonathas Stephen Barros Júnior queria adotar uma menina de 4 anos, foi habilitado para a adoção, mas com a condição de que a criança tivesse mais de 12 anos para dizer se está de acordo ou não em ter um pai que vive união estável com outro homem.
Há quem diga que este pré-requisito é inconstitucional. Mas a promotora Marília Vieira Frederico Abdo afirma que está baseada no conceito de prioridade absoluta da infância e que o critério de idade serve para resguardar a criança do preconceito.
A promotora Marília Vieira argumenta que sua decisão é baseada em fundamentação jurídica. O ECA estabelece que em todas as adoções de maiores de 12 anos a opinião do futuro adotado deve ser levada em conta. E que a Justiça deve resguardar os meninos e meninas, que já sofrerão preconceito por serem adotados.
- Como impor que a criança assuma essa luta? Após os 12 anos ela pode dizer se concorda - defende.
A polêmica ocorre porque a legislação relacionada à adoção não especifica nada sobre os homossexuais. O Estatuto da Criança e do Adolescente, atualizado pela Nova Lei da Adoção, diz apenas que "podem adotar os maiores de 18 anos, independentemente de estado civil" e que a estabilidade da família deve ser comprovada. O casal de adotantes deve ter um casamento ou uma união reconhecida. Para os solteiros não há nenhuma restrição em relação à orientação sexual.
Para quem dá entrada no processo sozinho, teoricamente a orientação sexual não é importante. Já para o casal homossexual, há o impedimento legal de não reconhecimento da união. A Constituição Federal reconhece o casamento apenas entre um homem e uma mulher. O mesmo ocorre com o Código Civil.
Algumas decisões recentes têm garantido aos homossexuais os mesmos direitos de um casal heterossexual em planos de saúde, pensão por morte e divisão de bens. Mas quando o assunto é adoção, a situação complica. Casos em que homossexuais conseguiram adotar em conjunto são raros e embora não haja uma contagem exata, especialistas afirmam que o número não passa de 20. Para uma mudança, só com alteração na Constituição.
Os interessados em adotar devem procurar a Justiça. A partir daí, participam de uma avaliação biopsicossocial. Depois disso, o candidato tem de passar pelo crivo do Ministério Público e posterior decisão do juiz. Só então pode entrar para o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e escolher uma criança ou adolescente. O CNA completou um ano em 2009 com cerca de 20 mil pais cadastrados.
O advogado especialista em Direito de Família, Rafael Nogueira da Gama, diz que não há um impedimento expresso excluindo os homossexuais da adoção. A avaliação é igual à dos heterossexuais. Ele argumenta que é uma incoerência da lei não permitir a adoção pelo casal porque quem sai perdendo é a criança.
- Há tantos meninos e meninas precisando de uma família. O que ocorre é que geralmente um dos dois entra com o processo. Se o companheiro falece, é o filho quem ficará desprovido dos direitos.
O advogado Waldyr Grisard Filho, sócio fundador do Ins­tituto Brasileiro de Direito de Família, reforça a informação que os casais do mesmo sexo acabam optando por somente um deles dar entrada no processo.
- Quando é individual, o critério de avaliação será o conjunto psicossocial e não a orientação sexual.
A juíza da 2.ª Vara da Infância e da Juventude e Adoção, Maria Lúcia de Paula Espíndola, entende que a sociedade está mudando e que a Justiça não pode ignorar o surgimento de novas relações sociais.
- Não existe nada expresso na lei sobre este assunto, mas temos de pensar no bem estar das crianças e no direito à convivência familiar.