sábado, 22 de agosto de 2009

Temperatura dos oceanos bate recorde histórico e alarma cientistas


RIO - Os oceanos estão mais quentes agora do que em qualquer outro momento dos últimos 130 anos, quando a temperatura marinha começou a ser medida, é o que mostra matéria publicada na edição desta sexta-feira do jornal O Globo. Julho foi o mês de águas marinhas mais quente já registrado. A média das temperaturas das águas ficou em 17 graus Celsius, segundo o Centro de Dados Climáticos do governo americano, que mantém informações sobre clima mundial. E em agosto, poderão bater novo recorde. Até agora, o mês mais quente para as águas oceânicas tinha sido julho de 1998, em razão de um intenso El Niño no Pacífico.
A elevação da temperatura dos mares é considerada um sinal de mudanças climáticas associadas ao aquecimento global. E alarma cientistas porque contribuiria para aumentar ainda mais a temperatura do planeta, já que os mares são essenciais ao equilíbrio climático.
Climatologistas explicaram que há uma combinação de forças atuando: o início de um novo El Niño em meio ao recrudescimento do aquecimento global e ainda variações climáticas aleatórias. O aumento das temperaturas dos oceanos já ameaça os recifes de coral. Pode ainda agravar a situação do degelo do Oceano Ártico e intensificar furacões.

Água mais quente é combustível de furacões

No Golfo do México, onde águas mais quentes são combustível de furacões, a temperatura se mantém em torno dos 32 graus Celsius. A maior parte da água no Hemisfério Norte tem estado ligeiramente mais quente. O Mediterrâneo apresenta temperatura 3 graus Celsius acima da média. As águas mais quentes são a regra no Pacífico e no Índico. O fenômeno é mais notável no Ártico, onde a temperatura das águas está 5,5 graus Celsius acima da média. Imensas línguas de água morna podem acelerar o derretimento do gelo marinho e até provocar o colapso de plataformas na Groenlândia, segundo Waleed Abdalati, diretor do Centro de Observação e Ciências da Terra da Universidade do Colorado.
O registro de recordes de aquecimento na água é um sinal mais preocupante do aquecimento global do que a mesma constatação em terra. A água, explicam os cientistas, leva mais tempo para se aquecer e não se resfria rapidamente como a terra.



O Globo

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