quinta-feira, 19 de novembro de 2009

EUA mantêm recomendação sobre mamografia a partir dos 40 anos


CHICAGO - O Departamento de Saúde dos Estados Unidos manteve nesta quarta-feira a recomendação para que mulheres saudáveis a partir dos 40 anos realizem mamografias regularmente, apesar de um polêmico novo protocolo da Força-Tarefa de Serviços Preventivos - comissão independente mantida pela agência de Pesquisas da Saúde dos EUA, que costuma estabelecer padrões para serviços preventivos no país - que aconselha a prática a partir dos 50 anos .
A secretária de Saúde Kathleen Sebelius, para tranquilizar as americanas, disse que a Força-Tarefa de Serviços Preventivos, responsável por divulgar o novo protocolo na segunda-feira, não estabelece as políticas federais e não afeta os procedimentos pagos pelo governo federal.
Aqui, a recomendação do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que o rastreamento comece aos 50 anos. Apenas mulheres com histórico da doença na família devem começar a fazer mamografias antes desta idade, de acordo com a avaliação de seu médico de confiança. Apesar da recomendação do Inca, a Lei Federal 11.664 garante que mulheres a partir dos 40 anos têm o direito de fazer a mamografia gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde . Cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama são diagnosticados anualmente no Brasil.
Críticos da nova diretriz temem que ela leve a mais mortes por câncer de mama e que os planos de saúde a usem como justificativa para deixar de pagar mamografias para mulheres na faixa dos 40 anos.
- A Força-Tarefa apresentou algumas novas evidências para consideração, mas nossas políticas permanecem inalteradas - disse Sebelius na nota. - Na verdade, eu ficaria muito surpresa se alguma empresa de seguro privado alterasse suas decisões de cobertura para mamografias como resultado desta ação.
A mudança proposta abrange mulheres saudáveis, com um risco mediano de câncer de mama, e não as mulheres que têm histórico familiar da doença ou algum outro risco especial.
Especialistas rejeitaram o novo protocolo, e a Sociedade Americana do Câncer disse que não vai alterar sua recomendação para mamografias regulares a partir dos 40 anos.
Em sua nota, Sebelius disse que é preciso buscar "mais evidências, mais pesquisa e mais inovação científica para ajudar as mulheres a prevenirem, detectarem e combaterem o câncer de mama". Enquanto isso, cabe à população feminina "continuar fazendo o que faz há anos - conversar com o seu médico sobre seu histórico individual, fazer perguntas e tomar a decisão que seja correta para você", disse.
O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo, cerca de meio milhão por ano.

Leia também: Metade das brasileiras não sabe para que serve a mamografia Fonte: Globo

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